RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 96

GT 96. “TEORIZAR LO EMOTIVO: ANTROPOLOGÍA Y EMOCIÓN EN LA ESFERA PROFESIONAL, INSTITUCIONAL Y PÚBLICA"

Coordinadores:

Dra. Maria Claudia Coelho, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil; mccoelho@bighost.com.br

Dra. Ana Spivak L´Hoste, Conicet-Universidad de San Martín, Argentina; anaspivak17@yahoo.com.ar

Dra. Mariana Sirimarco, Conicet-Universidad de Buenos Aires, Argentina; maikenas@yahoo.com.ar

 

 

SESIÓN 1. EMOCIONES Y SISTEMA JUDICIAL

 

 

O DUPLO SENTIDO DA PENA: UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA SOBRE O MÉTODO APAC

Astrid Johana Pardo Gonzalez - PPCIS-UERJ

 

 A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados - APAC - é uma modalidade do sistema prisional brasileiro que busca a humanização dos presídios sem perder o objetivo punitivo das penas. Este estudo pretende analisar as gramáticas emocionais que surgem nas experiências dos membros do centro. Partimos do pressuposto de que no processo de humanização da punição que pretende a APAC há uma nova forma de olhar para o sujeito preso, que está influenciada por uma mudança na sensibilidade, onde surgem novas regras que orientam as maneiras de sentir.

O trabalho tem como referência fundamental a obra de Arlie Hochschild, onde a perspectiva sociológica interacionista é aplicada no estudo das emoções, com ênfase na relação entre transformações ideológicas e mudanças emocionais. Neste sentido, nos perguntamos: quais são essas regras do sentimento que orientam a forma de olhar e entender o sofrimento dos presidiários? Quais são os limites do conhecimento empático? A metodologia utilizada nesta pesquisa combinou realização de trabalho de campo com entrevistas em profundidade com 31 membros do Centro APAC de Manhuaçu, MG, entre apenados dos regimes fechado e semiaberto, assim como funcionários, voluntários e parentes de sentenciados. Esta investigação pretende contribuir com a perspectiva teórica que analisa a micropolítica das emoções, que observa o lugar dos sentimentos no âmbito público e sua participação em questões macro nas esferas do que tradicionalmente se tem considerado como político, como por exemplo, os movimentos sociais, sistemas penitenciários e judiciais, entre outros. O foco está no entendimento das gramáticas emocionais na humanização da punição, como estudo de caso para a compreensão mais profunda do contínuo processo de ampliação dos direitos humanos e de seus efeitos desejados e não desejados.

 

 

 

 

 

NOSTALGIA, CAMBIO LEGAL Y LOS USOS PERFORMATIVOS DEL PASADO ENTRE ACTORES DEL CAMPO JUDICIAL ARGENTINO

 

Leticia Barrera - CONICET-ISES

 

Partiendo de un estudio etnográfico de las prácticas y formas de producción y circulación del conocimiento en la Corte Suprema Argentina, este trabajo se propone indagar en las narrativas nostálgicas respecto del funcionamiento de ese tribunal que circulan entre actores judiciales y profesionales del derecho. Si bien las representaciones acerca de la administración de justicia encontradas en el campo difieren de acuerdo a la posición que los actores ocupan en relación al aparato judicial, en un punto parecen converger: en la evocación de un orden social ausente, sea que se trate de un orden de relaciones sociales que se ha perdido; o de un orden normativo que aún no ha sido alcanzado.

Entre funcionarios de la Corte, la nostalgia aparece vinculada a una percepción acerca del final de las relaciones personales cercanas y la perdida de estatus y tradición. Mientras que hacia fuera del tribunal, concretamente entre miembros de ONGs involucrados en temas de reforma judicial, la nostalgia moviliza una imagen diferente del pasado al hacer hincapié en la brecha entre la realidad y los ideales de derecho y justicia de los textos legales. 

Sobre la base de estudios trabajos antropológicos sobre la nostalgia (Battaglia 1995; Bissell 2005; Boyer 2006, y más recientemente Angé y David Berliner 2014) este trabajo busca dejar de lado su representación como el lamento de un pasado mejor o una época dorada que se ha perdido, para explorar su ambivalencia, y el sentido práctico y operativo que le imprimen los actores; entendiéndola además como un medio que hace posible la configuración del sujeto y del saber etnográfico (Battaglia 1995).

 

A INFLUÊNCIA DAS EMOÇÕES NO TRABALHO DAS AGENTES PENITENCIÁRIAS DO COMPLEXO PENAL DR. JOÃO CHAVES EM NATAL/RN

Leonardo Alves dos Santos - Universidade de Brasília

 

Este trabalho é um dos resultados da dissertação de mestrado apresentada em março de 2015 sob o título "Emoção e Penalidade: Mulheres no Complexo Penal Dr. João Chaves". A pesquisa realizada entre 2014 e 2015 consistiu na realização de observação participante, entrevistas e conversas guiadas no pavilhão feminino do Complexo Penal Dr. João Chaves em Natal, Rio Grande do Norte. A proposta deste paper é discutir a influência das emoções no trabalho das agentes penitenciárias em uma prisão de mulheres. Para a realização deste objetivo analiso, a partir do trabalho de Erving Goffman sobre instituições totais e modelação do self, o processo de treinamento e admissão dessas mulheres enquanto profissionais da área da segurança pública. Em seguida, analiso o cotidiano prático da função de agente penitenciária a partir do conceito de emotional labour da socióloga Arlie Hochschild. Por fim, apresento as conclusões sobre o papel das emoções na modelagem do self das minhas interlocutoras e as estratégias de gerenciamento de suas emoções no cotidiano laboral.

 

 

 

OS EFEITOS DA “REGULAÇÃO” DA FALA: LAMENTO, DESABAFO E QUEIXA EM SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR

 

Rocío Alonso Lorenzo - Universidade de São Paulo

 

Este trabalho busca comparar formas de expressar o drama da violência doméstica e familiar por parte de mulheres “vítimas” em diferentes contextos institucionais. Baseado em pesquisa de campo realizada entre 2011 e 2014, parte-se de constatações extraídas tanto de entrevistas em profundidade com “vítimas” como da observação direta dos atendimentos que têm lugar em um núcleo de atendimento hospitalar, uma delegacia de polícia e um centro de referência para a mulher, todos situados em um bairro da periferia de São Paulo. Tomam-se como referência as propostas teóricas e metodológicas oriundas da sociolinguística, particularmente o conceito de peformatividade (Austin, 1986) e a etnografia da fala (Hymes, 1988), para analisar comparativamente como formas de relatar as cenas de “violência” pelas “vítimas” preconcebidas como naturalmente “femininas”, como lamentar, falar chorando ou gritando, silenciar ou “mentir”, são intercedidas por formas “reguladas” (Butler 2004) de fala, como o desabafo e a queixa, com o objetivo de tornarem estas mais efetivas do ponto de vista administrativo e jurídico. Conclui-se que se bem a “esquelotização” dos relatos facilita a inteligibilidade e registro dos casos do ponto de vista do potencial de arquivamento e de judicialização dos mesmos; ocorre porém um certo estranhamento da vítima com as descrições oficiais dos casos que se torna com frequência num obstáculo para o andamento dos processos judiciários iniciados pela própria vítima. 

 

 

“EU ACREDITO NO QUE FAÇO”: GÊNERO, EMOÇÃO E ENGAJAMENTO EM UM NÚCLEO DA DEFENSORIA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO

 

Lucas Freire - Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ)

 

Este trabalho tem por objetivo discutir alguns aspectos que norteiam a constituição do Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos (NUDIVERSIS) da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro (DPGE-RJ). Grosso modo, a Defensoria pode ser definida como uma instituição estatal que tem por objetivo cumprir o dever constitucional do Estado de prestar assistência jurídica integral e gratuita às pessoas que, comprovadamente, não possuem condições financeiras para arcar com as despesas dos serviços judiciais sem prejudicar seu sustento ou o de sua família. Definida de um modo genérico, a principal atribuição dos profissionais do NUDIVERSIS é “atuar na defesa de LGBT em causas que sejam relacionadas a esta condição”.

Durante o período em que realizei minha pesquisa de campo, cinco mulheres compunham os quadros do núcleo: uma defensora, uma assessora, uma técnica-administrativa e duas estagiárias. Busco, então, refletir sobre o modo como se configura a estrutura profissional da instituição e como este é orientado por certas concepções do gênero feminino relativas ao “cuidado” e ao “afeto”, uma vez que categorias como “engajamento”, “sensibilidade”, “empatia” e “identificação” aparecem nos discursos das funcionárias do NUDIVERSIS como elementos necessários para uma boa atuação em um serviço público de atendimento a chamada “população LGBT”. Além disso, atento para como esta estrutura espelha a forma pela qual as pessoas LGBT são vistas – isto é, construídas politica e administrativamente como “sujeitos vulneráveis” – e como suas demandas são produzidas e incorporadas nas agendas políticas e aparatos administrativos do Estado.

 

 

SESIÓN 2. EMOCIONES Y GÉNERO

 

 

HOMOCONJUGALIDADE MASCULINA. A CONSTRUÇÃO DAS EMOÇÕES, DO GÊNERO E DA FIDELIDADE

Moisés Lopes - UFMT

 

Este texto explora alguns aspectos da construção da conjugalidade entre homens homossexuais, para tanto parte de uma reanálise da pesquisa desenvolvida pelo autor para a elaboração de sua tese de doutorado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília, baseada em uma etnografia associada a entrevistas semiestruturadas com 13 casais que moravam nas cidades de Buenos Aires e Brasília entre os anos de 2006 e 2008; de uma pesquisa desenvolvida em 2005 em Cuiabá com casais homossexuais da cidade; e, de uma nova inserção em campo na cidade de Cuiabá, dez anos depois da primeira pesquisa desenvolvida na cidade pelo autor, que aborda as configurações e reconfigurações do vínculo afetivo-emocional-sexual entre homens que se definem como homossexuais. Nesta comunicação desenvolvo, especificamente, uma análise da organização “interna” das relações de parceria, com ênfase na construção das emoções, da afetividade, do sexo, da fidelidade e do gênero tal como significados pelos nativos com quem tive contato.

 

 

AS ENFERMEIRAS E A SEXUALIDADE: ENTRE O CUIDADO E A RELAÇÃO

Alain Giami - INSERM / CESP 

 

Este trabalho se baseia em uma pesquisa qualitativa realizada na França com uma população de enfermeiras confrontadas com situações nas quais a sexualidade desempenha papel relevante (Giami, Moulin, Moreau, 2013).  A pesquisa busca discutir a implicação subjetiva e emocional das enfermeiras frente à “erotização” da relação de cuidado. As enfermeiras estudadas nos relataram a necessidade de buscar através de seus próprios recursos pessoais e subjetivos os meios para reagir de modo profissional a situações para as quais se sentem despreparadas (por não terem recebido qualquer formação profissional nesta área). A questão do ”desembaraço pessoal” no que diz respeito à sexualidade aparece como uma dimensão fundamental da relação de cuidado, colocando em jogo os “habitus de gênero” de uma profissão exercida principalmente por mulheres e que permanece sendo percebida como uma “profissão feminina”. As enfermeiras frequentemente se sentem mais à vontade respondendo às demandas das mulheres que se situam no registro da comunicação íntima, ao passo que os homens são às vezes percebidos como “predadores” que demandam “serviços sexuais”. Estas situações colocam em questão os limites entre a vida privada e a identidade profissional. Em um plano mais geral, as profissionais estudadas são confrontadas com as contradições entre o desenvolvimento de competências técnicas e as abordagens holísticas fundadas numa concepção totalizante de pessoa. Discutimos tais questões apoiando-nos em noções como os “habitus” de gênero (Bourdieu) e os cenários profissionais da sexualidade (Gagnon).

 

 

EL TRABAJO DE LAS PARTERAS PROFESIONALES: DE LA EMOCIÓN A LA ATENCIÓN

Renée Rocío Mohr - Universidad Nacional de General Sarmiento / PRIGEPP-FLACSO

 

El ejercicio profesional de la obstetricia aparece como una de las ocupaciones de mayor contenido de cuidado en el sector salud, en especial en relación a los procesos de gestación, parto y posparto, teniendo a las mujeres como destinatarias principales.

Es una profesión altamente feminizada por factores históricos-normativos, con base en el refuerzo de los estereotipos de género, dado su carácter relacional, la responsabilidad que supone sobre el bienestar de las personas y los lazos afectivos involucrados, y su asociación tradicional con imágenes relativas a lo “femenino” y “maternal”.

En el presente trabajo se buscará rastrear las emociones vinculadas a la elección de la carrera, el “llamado de la vocación”, el papel que juegan las emociones en relación a la definición del rol profesional, y cómo éstas toman forma en la práctica, en la atención de las mujeres destinatarias de los servicios profesionales.

La metodología utilizada es del tipo cualitativo, realizando un recorrido entre el  análisis de documentos  y el material de campo obtenido, principalmente en entrevistas.

Por lo cual se buscará distinguir, por un lado, las emociones emergentes de documentos sobre la labor de las parteras profesionales, y por el otro lado, desde las prácticas, las voces de las profesionales en torno a la emocionalidad que implica su trabajo y su vocación.

Este trabajo se propone hacer un aporte en este abordaje tomando el caso específico de las parteras profesionales que trabajan en el Área Metropolitana de Buenos Aires, Argentina.

 

 

SESIÓN 3. EMOCIONES Y CONTEXTOS DE TRABAJO

 

 

O APRENDER A SER AFETADO PELA NATUREZA E A FABRICAÇÃO DE INDIVÍDUOS

Alessandra Rivero Hernandez

Ceres Victora

PPGAS/UFRGS

 

Este trabalho tem como objetivo discutir os efeitos de práticas educativas infantis que concebem a aquisição de conhecimentos, habilidades, valores e comportamentos como um processo de autoeducação que perpassa pelos sentidos do corpo e emoções com vistas à fabricação de indivíduos, ou seja, seres humanos livres, autônomos, autodeterminados, criativos e singulares. A partir dos dados da pesquisa etnográfica realizada durante as “Tardes no Verde”, ocasiões em que crianças realizam atividades lúdicas em um sítio localizado na zona rural de Porto Alegre/RS, sugiro que tais práticas educativas promovem um processo de aprender a ser afetado por entidades humanas e, em especial, não-humanas, tais como árvores, flores, insetos, pedras, com os quais as crianças se envolvem em jogos de afetação. Neste processo de aprender a ser afetado busca-se que as crianças aprendam a registrar novos contrastes. Nesse sentido, não apenas os humanos, mas também os não-humanos atuam como professores no processo de tornar os educandos sensíveis a diferenças cada vez mais sutis. As emoções se inserem nesses jogos na medida em que tanto são produzidos por estes como são capazes de produzi-los. A coexistência de diferentes versões, formas de lidar com as emoções, assim como os modos como estas versões são coordenadas causam importantes efeitos, como a (re)produção dos dualismos interioridade/exterioridade e natureza/cultura. Um ambiente moral é fabricado pelo contraste entre diferentes versões das emoções: a “natureza”. E é no envolvimento com os não-humanos de um “ambiente natural” que se busca a fabricação de sujeitos morais.

 

 

“EMOCIONES A FLOR DE PIEL”: PRACTICAS ASISTENCIALES Y EDUCATIVAS EN CONTEXTO DE VULNERABILIDAD

 

Carolina Rojas Lasch - Facultad de Educación, PUC, Chile

 

Durante los últimos años, la vulnerabilidad se ha convertido en uno de los modos hegemónicos de interpretar y nombrar las desigualdades (Châtel y, Roy, 2008; Thomas, 2010; Lautier, 2010; Rojas, 2012). Ahora bien, el asistir la vulnerabilidad pone en juego sensibilidades específicas a partir de los cuales se instalan valores políticos y morales que re-definen el estado de necesidad y las responsabilidades de protección. La premisa desde la cual arranca esta presentación es que el quehacer del Estado sobre lo social en contexto neoliberal ha sido re-inscrito desde el corazón de los sujetos, incidiendo a nivel de las emociones y produciendo identidades. En este sentido, tal vínculo afectivo, no tiene un fin en sí mismo, sino que adquiere un valor instrumental de eficiencia (económica y moral) para la gestión de lo social.

Este trabajo se basa en dos estudios etnográficos de las prácticas de intervención asistencial que se realizaban al alero de la política de Protección Social Chile Solidario y de las prácticas docentes que se dan en contextos de escuelas vulnerables. A partir de la experiencia de asistentes sociales y de docentes, me interesa relevar el valor que hoy adquiere el desarrollo de una a aquella acción social de alta proximidad intersubjetiva, en la que la capacidad de vínculo y el trabajo personalizado pasa a ser un indicador de éxito profesional. De estos agentes se espera que sean “buenos”, “tolerantes”, “esforzados”, “pacientes”, “cariñosos”, lo cual implica movilizar emociones para producir sujetos neoliberalizados.

 

 

TRABAJO EMOCIONAL Y GRATIFICACION EN LA LABOR PROFESIONAL DE DOCENTES DE SECUNDARIA

Mariana Nobile - FLACSO – CONICET / FaCHE – UNLP

 

El presente artículo analiza, a partir de un abordaje cualitativo, las condiciones en que se desarrolla el trabajo docente en un conjunto de escuelas de la ciudad de Buenos Aires conocidas como “Escuelas de Reingreso”, las cuales fueron creadas para atender a jóvenes en edad de asistir al secundario y que no lo estaban haciendo. En particular, nos proponemos observar las emociones que se ponen en juego a la hora de desempeñarse laboralmente en estas instituciones.

A partir de los discursos docentes identificamos la presencia de ciertas estrategias para desarrollar su labor en pos de la escolarización de estos jóvenes, las cuales demandan un “trabajo emocional” por parte de los docentes que les exige una cuota de paciencia e indulgencia a la espera de los resultados esperados. Asimismo, se observa una definición de los estudiantes en tanto “vulnerables” que deriva en la asunción por parte de los profesores de un compromiso particular con su labor que a fin de renovarse y sostenerse en el tiempo exige altos niveles de gratificación que derivan de ver corporizada su labor en la transformación que experimentan los jóvenes que se vuelven alumnos de estas escuelas así como en las formas de reconocimiento que ponen en juego. De allí que los sentidos que estas escuelas habilitan en torno al trabajo les permite a los docentes reafirmarse individualmente y construir sentidos sobre su tarea al tiempo que se vuelven un mecanismo de distinción profesional al interior del cuerpo docente de secundaria.

 

 

¿VIVIR PARA TRABAJAR O TRABAJAR PARA VIVIR? LAS EMOCIONES EN LA RELACIÓN DEL SUJETO CON LA ORGANIZACIÓN

 

Rossana Cacivio - Facultad de Ciencias Agrarias y Forestales, UNLP.

 

Pensar la tensión entre el sujeto y la organización nos lleva al  concepto de “motion/emotion”, ¿qué nos  mueve?, ¿hacia dónde?, ¿el trabajo nos convoca o nos  aleja de la organización laboral?, ¿esta funciona como una organización convocante? Actividad y subjetividad se retroalimentan, se regulan mutuamente y pujan por asignar un sentido y un valor. ¿Vivimos para trabajar o trabajamos para vivir?  Vincular la emoción con las políticas organizacionales puede aumentar el aprendizaje y potencialidad de cambio de una organización. Muchos profesionales que hacen extensión agropecuaria en Argentina necesitan desarrollar nuevas competencias para la intervención territorial, la supervivencia en la organización laboral  y además, lidiar con las emociones que esto les genera.  A una cantidad visible de ellos  les resulta difícil conceptualizar las tensiones a las que están expuestos al comprometerse en los procesos de desarrollo, “no encuentran las palabras”, jornadas extendidas, “poner el cuerpo”, largas distancias a recorrer, alta presión por los resultados, y poco reconocimiento de sus procesos laborales aumentan los factores de riesgo psicosocial, cuyos síntomas hacen visible un trabajo invisibilizado para sus pares y la propia organización de pertenencia.

El trabajo, parte de  una tesis doctoral en proceso,  evalúa los factores de riesgo psicosocial al que se exponen los profesionales encuestados  y  la autopercepción de su actividad, entendida como el nexo entre realidad y subjetividad. La forma en que estos dos registros se regulan e influyen sobre la salud, definen el tipo de "uso de sí mismo" del sujeto en su actividad.

 

 

 

CUANDO 10 AÑOS PARECEN MÁS QUE UNA DÉCADA. NOSTALGIA Y ESPERANZA COMO EJES DE DOS CEREMONIAS CONMEMORATIVAS

 

Ana Spivak L’Hoste – CONICET / Universidad Nacional de San Martin

 

El 1 de agosto de 1955 fue el primer día de clases del Instituto de Física de Bariloche (actual Instituto Balseiro), un centro de formación de físicos e ingenieros dependiente de la Comisión Nacional de Energía Atómica y de la Universidad Nacional de Cuyo con sede en la ciudad de San Carlos de Bariloche. En el año 2005, como parte del trabajo etnográfico que derivó en mi tesis doctoral, participé de la jornada de celebración de su cincuentenario, que consistió en un acto académico en un teatro en el centro de la ciudad y un almuerzo de camaradería en el gimnasio de la institución. Este año 2015, me sumé a su festejo de 60 años, de similar estructura y espacios, con el propósito de observar retrospectivamente, y tal vez comparativamente, aquella celebración.

Este artículo explorará una de las diferencias más notables que evidenciaron ambos festejos: el protagonismo de un pasado nostálgico en la primera ceremonia y, en la segunda, el énfasis en una lectura optimista y esperanzadora de los últimos diez años y del presente de la institución. Esta exploración apuntará, primero, a caracterizar ese pasado nostálgico rememorado y celebrado hace 10 años y ese presente esperanzador afirmado en el 2015. A partir de dicha caracterización se avanzará, por un lado, el análisis de aquello que ambos (pasado nostálgico y presente esperanzador) están representando y produciendo en cada marco conmemorativo y, por otro lado, sobre los contextos y procesos más macro que habilitaron y fundamentan estas diferencias. 

 

 

SESIÓN 4. EMOCIONES Y MOVIMENTOS SOCIALES

 

 

LA EMOCIONALIDAD POLITICA EN LA ACCION COLECTIVA JUVENIL. EXPLORANDO AFECTACIONES Y SENTIRES EN PROCESOS DE SUBJETIVACION POLITICA CON JUVENTUD(ES) CORDOBESAS: “LA MARCHA DE LA GORRA”

Macarena Del Valle Roldán - Facultad de Psicología, Universidad Nacional de Córdoba

 

En el presente escrito se expondrán los avances de una tesis de Licenciatura en Psicología (UNC), que se inscribe en un proyecto de investigación en el que se lleva a cabo una etnografía de evento (tal como es propuesto por Antonádia Borges), de la “Marcha de la Gorra” (Córdoba - Argentina). Se aborda específicamente la dimensión correspondiente a emocionalidades/afectos/sentires que aparecen imbricados en esta experiencia –que se configura como un lugar-evento- donde se disputan sentidos sobre las políticas de seguridad, el abuso policial y lo juvenil, en el contexto cordobés.

Esta acción colectiva es pensada en esta ponencia como un escenario de disputa de poder en lo público, donde se despliega un repertorio lúdico y festivo particular que tiene como principal locus de realización el cuerpo de los jóvenes. Si partimos de suponer que los procesos de subjetivación política alojan tanto procesos cognitivos y simbólicos como producciones emocionales, afectivas, deseantes, cabe preguntarnos cómo son estas relaciones entre los procesos de “emocionalidad política” y las producciones cognitivas que allí tienen lugar. En este sentido, interesa indagar de qué manera los afectos, las pasiones y las emociones forman parte de los procesos de subjetivación política y de qué modo la corporalidad de los marchantes aparece implicada en esta experiencia.

Con estas exploraciones sobre lo corporal/afectivo a partir de un fenómeno de protesta juvenil, se pretende articular algunas claves de lectura que enriquezcan nuestras reflexiones acerca de la emocionalidad en procesos de subjetivación política de jóvenes, en particular, en el contexto local cordobés.

 

 

REITERACIONES RELACIONALES Y ACTIVACIONES EMOCIONALES: UNA PROPUESTA PARA EL ANÁLISIS DE LOS PROCESOS DE IDENTIDAD COLECTIVA EN LAS MOVILIZACIONES FEMINISTAS EN EL ESTADO ESPAÑOL

María Martínez - Universidad del País Vasco (UPV/EHU)

 

Los debates en torno a las identidades colectivas han sido recurrentes e intensos entre teóricos/as de movimientos sociales. El análisis de la identidad colectiva sigue apelándonos a revisar nuestros enfoques y marcos teóricos, interrogando muchas de las herramientas teórico-analíticas que usamos, y a considerar los presupuestos epistemológicos sobre los que se sostienen. Esta comunicación se propone realizar una propuesta teórico-analítica para el análisis de los procesos de identidad a través de los conceptos de reiteraciones relacionales y activaciones emocionales. Y lo hace a través del trabajo empírico realizado en el marco de mi tesis doctoral: cerca de 50 entrevistas en profundidad y 4 grupos de discusión con activistas de este movimiento social.

La intervención arrancará con una reflexión sobre los modos de entender la identidad por parte de las teorías de movimientos sociales y una apuesta por su desestabilización desde las teorías feministas. Esto permitirá mostrar cómo las dimensiones cognitivas y definiciones han sido centrales en la concepción de la identidad, dejando de lado otras dimensiones fundamentales. Entender la identidad colectiva como definición limita la comprensión de los complejos procesos de identidad y supone la existencia de sujetos sin atender al hecho de que éstos no son un punto de partida, sino un resultado parcial e inacabado. Se propondrá, así, que para entender las identidades colectivas en los movimientos sociales contemporáneos es necesario atender a la dimensión relación y, especialmente, emocional. La identidad colectiva sólo es, entonces, la materialización y sedimentación parcial de prácticas relacionales y emocionales recurrentes y necesariamente reiterativas.

 

 

RAZÃO E EMOÇÃO: O LUTO NAS AÇÕES COLETIVAS DOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS DA BOATE KISS- SANTA MARIA/RS

 

Priscila dos Santos Peixoto - Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

 

O incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria/RS, ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, foi responsável pela morte de 242 jovens com idade entre 18 e 33 anos e deixou mais de 600 feridos. Após esse episódio que ficou conhecido mundialmente como “A Tragédia de Santa Maria”, os familiares enlutados escolheram diferentes formas de organização, visando à luta por Justiça e apoio para o enfrentamento da perda dos filhos. Aqueles que optaram por expor publicamente sua dor e seu luto reuniram-se em Associações, Organizações Não Governamentais, Movimentos Sociais, que se distinguem ideologicamente, mas que proporcionaram a formação de “redes de apoio” e a criação de laços- atritos entre esses familiares e a comunidade. O presente trabalho visa apresentar os resultados a pesquisa de mestrado da autora, que acompanhou as diferentes estratégias coletivas de organização dos familiares das vítimas fatais, por meio de uma imersão total no campo, atuando como militante dos Movimentos Sociais.  A partir dessa inserção, possibilitada pelo auxílio de uma informante-chave, a pesquisa mostra a subjetividade dos laços criados através do luto coletivo e como esse mesmo luto se relaciona com diferentes emoções como raiva, tristeza, ira, solidariedade, amizade, fé e descrença, que vão aproximar os familiares em duas “sub-redes”:  solidariedade e justiça, cujo  elo principal é a espiritualidade  de cada familiar. Através de uma abordagem contextualista das emoções, a pesquisa evidencia a dinâmica das interações dos familiares das vítimas entre eles e os efeitos da exposição do luto dos familiares para a população de Santa Maria.

 

 

SIN TÍTULO

Ana Paula Arosi

Melissa Couto

UFRGS / ULBRA

 

Trata-se de um artigo que tem uma perspectiva de coautoria interdisciplinar. O artigo analisa a experiência no campo da ajuda humanitária da psicóloga coautora deste artigo no trabalho junto aos familiares de vítimas da chamada Tragédia de Santa Maria. A Cruz Vermelha Brasileira Filial de Santa Maria, instituição ao qual a coautora se encontra vinculada, esteve no atendimento na área de apoio psicossocial e socorro junto aos familiares nos dias entorno da tragédia e desenvolveu um trabalho de contenção de crise junto à Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria durante mais de 90 dias, com grupos terapêuticos e atendimentos individuais. É visível a intensidade do vínculo estabelecido entre familiares e a entidade Cruz Vermelha na cidade de Santa Maria, atestando a importância que a linha de trabalho de apoio psicossocial teve como referência para a continuidade da organização política destes familiares. A perspectiva do artigo é analisar esta experiência narrada pela autora à luz de conceitos que estabeleçam um dialogo entre antropologia das emoções e do trauma e psicologia dos desastres como o próprio conceito de trauma e o de subjetividade.

 

 

SESIÓN 5. EMOCIONES Y TRABAJO DE CAMPO

 

 

CORAZONES EN ENCUENTRO, INVESTIGACIÓN SOCIAL Y EMOCIÓN. UNA APROXIMACIÓN EXPLORATORIA

Gloria Ochoa

Carolina Maillard - Germina, conocimiento para la acción

En nuestro quehacer nos hemos enfrentado a temas de investigación de alta sensibilidad –tanto social como individual-, como es la experiencia de la desaparición forzada y ejecución política, el vivir con VIH, la pobreza extrema, entre otros. A partir de esta experiencia hemos visto que nuestra formación profesional no nos preparó para trabajar con las emociones que despertaban o que se experimentaban en este tipo de experiencias, ni tampoco para acompañar y empatizar con el dolor de las personas con las que nos contactamos en estas instancias de investigación.

La pena, la frustración, la rabia, el dolor, a veces acumulados por años, son emociones que en forma más o menos sutil, más o menos recurrente surgen en la práctica social y profesional que realizamos. De esta forma, nuestro interés apunta a reflexionar sobre cómo esas emociones nutren el quehacer, cómo se incorporan en el marco reflexivo y práctico de la investigación, qué estrategias de autocuidado debe incorporar la práctica de los investigadores sociales, cómo nos hacemos cargo de las posibles consecuencias de las emociones despertadas en las personas con las que interactuamos, entre otras preguntas. En este sentido, nos interesa reflexionar en torno a las emociones no sólo como objeto de estudio o como un campo de indagación, sino que en la práctica profesional como un campo de encuentro emotivo, donde confluyen las emociones de quien investiga y de la persona o grupo social con el que se interactúa.

 

 

A DIMENSÃO DO EMOCIONAL NA EXPERIÊNCIA ETNOGRÁFICA

 

Beatriz Rodrigues Kanaan - UCS/ Universidade de Caxias do Sul

 

Nesta apresentação, balizada pela ideia de que a pesquisa antropológica se realiza na justaposição de um projeto, das inserções teóricas do investigador e de muitos outros fatores, procuro focalizar e analisar as questões relacionadas às emoções presentes no encontro entre o etnógrafo e o etnografado. Parto do princípio de que, se o trabalho do antropólogo se efetua na interação deste com a realidade empírica, a socialidade é o principal meio da pesquisa levando o fazer etnográfico para além de um esforço metodológico ou de aproximação entre distintas culturas ou grupos sociais. Sob esta perspectiva a etnografia é uma experiência de envolvimento com o meio e entre seres humanos e, como tal, torna inerente ao debate do fazer antropológico a abordagem dos aspectos emocionais. Sugiro pensar, portanto, que além do “ver, escutar e escrever”, a etnografia solicita uma atenção também ao “sentir” que entra em convergência durante o processo etnográfico, uma vez que as emoções tanto afetam o projeto inicial da investigação quanto são afetadas por ele, o que evidencia a emoção como mais um elemento constituinte da produção do conhecimento antropológico.

 

 

EL AMOR COMO FUNDAMENTO DEL FOLKLORE DE AUGUSTO RAÚL CORTAZAR (1910-1974)

María Belén Hirose - IDES- IDAES – UNSAM

 

Augusto Raúl Cortazar (1910-1974) fue una figura fundamental en la conformación del campo académico de investigaciones folklóricas en Argentina. A pesar de las crecientes demandas de cientificidad que lo circundaban, que exigían un conocimiento racional, vaciado de retórica y afectividad, Cortazar jamás dejó de mencionar al amor como fundamento y objetivo final del conocimiento generado por el Folklore, lo que no supuso, sin embargo, una opción por el irracionalismo. Muy por el contrario, Cortazar nunca dejó de considerar al Folklore como una disciplina dentro del campo científico, para lo cual insistió en la definición de un objeto que le era específico y de un método particular para estudiarlo. En esta ponencia busco, por un lado, describir el sentido y las consecuencias de esta opción por el amor en el contexto de institucionalización y profesionalización de la disciplina en el conjunto de las Ciencias Sociales y Humanas en Argentina, especialmente en Buenos Aires. Por el otro, reflexionar sobre la importancia de las emociones para comprender la praxis científica desde el punto de vista de los propios actores.

En esta dirección, entonces, el presente trabajo busca contribuir a los debates propuestos por el grupo de trabajo especialmente en relación al eje de las emociones en los discursos y prácticas profesionales.