RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 94

GT 94.  MÉTODOS Y TÉCNICAS EN ANTROPOLOGÍA DE LA SALUD

Coordinadores:

Dra. María Epele-Investigadora Independiente del CONICET y Profesora Regular de la Universidad de Buenos Aires. mariaepele33@gmail.com

Dr. Octavio Bonet: Programa de Pós-Graduação IFCS, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil. octavio.bonet@gmail.com

Dra. Romina Del Monaco: Becaria postdoctoral del CONICET/IIGG/UBA. rominadelmonaco@yahoo.com.ar

Comentarista: Dra. María Victoria Castilla: Investigadora del CONICET/FLACSO. vickycastilla@yahoo.com.ar

 

 

Sesión 1:

 

 

O LUGAR DO INDIZÍVEL NA ESCRITA ETNOGRÁFICA                                  

 

Luciana Dantas Müller da Ponte-Mestranda, IMS/UERJ, Brasil; luciana_ponte@hotmail.com

 

O trabalho como psicóloga em hospitais me lança cotidianamente a "experiências-limite". Limites do corpo, limites da terapêutica biomédica, limites das palavras frente ao que é encarnado como dor e sofrimento. Experiências extremas, tal como um adoecimento ou um tratamento biomédico que remetem à finitude, podem produzir fraturas em construções identitárias ou rearranjos das relações entre o sujeito, seu corpo e os outros (humanos ou coisas) do mundo.  O silêncio, a angústia ou o comprometimento na materialidade do organismo muitas vezes se impõem ao fluxo das narrativas e evidenciam como o non sense acidenta a almejada “ilusão biográfica”.   

Inquietações produzidas a partir dessa peculiar inserção no campo e das (im)possibilidades de resposta ao que se apresenta como um sofrimento indizível me levaram a buscar uma aproximação teórica  com o que, no Brasil, se desenha como Antropologia da Saúde e reconhecer aí nuances nos modos de operar recortes da realidade, ainda que sob a mesma insígnia do “olhar antropológico”.

Pretendo trazer para discussão o ponto de minha elaboração atual na interlocução com o saber antropológico e os impasses éticos de um lugar novo, que se mantém fronteiriço. Trata-se de uma posição que implica numa responsabilidade frente ao padecimento e àquilo que ele porta de particular testemunho e de experiência porvir. Parece importante pensar, a partir da antropologia, como se dá a porosidade ao encontro com sofrimento, o quanto o antropólogo é convocado a intervir e as consequências políticas da escrita etnográfica, na medida em que nela também repousam escanções, aflições e limites.  

 

 

 

ENTRE ANÉCDOTAS Y BANDERINES. LAS  INTERPRETACIONES MÉDICAS SOBRE LA INVESTIGACIÓN ANTROPOLÓGICA Y LOS DESAFÍOS DE LA INTERDISCIPLINARIEDAD

Pr. Pía Leavy-Becaria doctoral CONICET-Instituto de Ciencias Antropológicas. Equipo Niñez y Alteridad de la Facultad de Filosofía y Letras. Universidad de Buenos Aires; pialeavy@gmail.com

 

Diversos trabajos antropológicos han problematizado los discursos, saberes y prácticas de la biomedicina y el Modelo Médico Hegemónico. Existe además un corpus específico de críticas y análisis sobre la epistemología de la metodología cuantitativa y la construcción del dato epidemiológico. De todos modos, en las publicaciones científicas de equipos interdisciplinarios, los resultados de la investigación cualitativa elaborada por antropológoxs, suelen ser utilizados como justificativo de la existencia del padecimiento. Entonces, ¿cuáles son los desafíos de la práctica antropológica en los equipos de investigación con medicxs? ¿Cómo se construye el diálogo interdisciplinario?, ¿cómo se expresan las relaciones de poder en el diseño de una investigación interdisciplinaria? ¿Qué particularidades metodológicas de las técnicas de investigación en antropología son descalificadas por el equipo médico? ¿Debe el conocimiento antropológico traducir sus resultados para el lenguaje médico? A partir de estos interrogantes y de la propia experiencia en equipos de investigación en salud, el presente trabajo propone abordar los desafíos de la práctica antropológica en el diálogo interdisciplinario. En primer lugar se realizará una revisión de investigaciones interdisciplinarias en salud, señalando los marcos teórico- metodológicos utilizados y los resultados publicados. Luego se indagará en relatos de médicxs y antropólogxs sobre el proceso de investigación, para describir qué enfoques teóricos y metodológicos de la investigación social constituyen aportes y/u obstáculos para el diálogo interdisciplinario y el abordaje de problemas sanitarios.

 

 

PENSANDO OS “USOS” DO SABER ANTROPOLÓGICO: OFICINAS DE ANTROPOLOGIA E O TRABALHO ETNOGRÁFICO EM UMA CLINICA-DIA DO SUL DO BRASIL

Fernando José Ciello, doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (TRANSES/PPGAS/UFSC); fernando.ciello@gmail.com

 

O presente trabalho tem como objetivo geral contribuir para reflexões sobre o trabalho antropológico em serviços de saúde, em especial vinculados ao campo da saúde mental. Para tanto se buscará apresentar os percursos de uma pesquisa de campo realizada em uma clínica-dia no sul do Brasil e, especificamente, falar sobre a inserção do pesquisador em campo, que se deu por meio de oficinas de antropologia com usuários e usuárias do serviço. A participação numa modalidade terapêutica (oficinas) vista como típica no serviço conduziu a uma inserção profícua no universo empírico de pesquisa, possibilitando a observação etnográfica como um todo e o acesso aos modos de funcionamento da clínica, as pessoas que de lá participavam, suas compreensões sobre saúde e doença, a equipe médica, e etc. Também abriu um interessante campo de debates envolvendo antropologia e saúde mental, tornando a pesquisa e a própria antropologia temas de interesse para a instituição pesquisada. Busca-se apontar as vicissitudes desta pesquisa de campo num contexto em que a antropologia era encarada a partir de seu “uso terapêutico” e, ao mesmo tempo, discutir possibilidades metodológicas e analíticas que emergiram/ podem emergir do encontro da antropologia com instituições de saúde que tem se inserido em modelos de atendimento “alternativos” na contemporaneidade. A parte isto, a pesquisa permite ainda lançar um olhar para os serviços atuais de saúde mental, as pessoas que deles tomam parte em distintas posições e os agenciamentos e particularidades, que na pesquisa envolvendo saúde, poderiam ser observados e pensados.

 

 

ETNOGRAFIA E FORMAÇÃO EM SAÚDE: O USO DO DIÁRIO REFLEXIVO EM UMA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL

 

Guilherme Vargas Cruz- Psicólogo-Residência Multiprofissional em Saúde da Família, Escola Nacional de Saúde Pública – Fiocruz; guivargascruz@gmail.com

 

Na Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Escola Nacional de Saúde Pública – Fiocruz, no Rio de Janeiro, Brasil, o diário reflexivo é utilizado como dispositivo para fazer (re)ver e pensar os processos de trabalho vividos no campo de atuação do profissional residente. O diário reflexivo se relaciona com o diário de campo e seu uso na etnografia. A partir de uma experiência vivenciada na residência de compartilhamento por equívoco de um diário reflexivo com outros profissionais de um serviço de saúde e dos desdobramentos deste evento, percebeu-se a necessidade de uma discussão aprofundada a respeito do diário reflexivo, do diário de campo e da etnografia como ferramentas de trabalho, suas limitações e contribuições. Tal aprofundamento se deu por meio de pesquisa bibliográfica e de encontros de orientação coletiva com uma orientadora pesquisadora e outros residentes. Este estudo nasce portanto de um equívoco cotidiano e versa das potencialidades que emergem no encontro dos campos da saúde e da etnografia.

 

 

ESTRANGEIRA NA TERRA NATAL: SOBRE OS DESAFIOS DE REALIZAR PESQUISA ETNOGRÁFICA NO CAMPO EM QUE SE EXERCE PRÁTICA PROFISSIONAL

Rosilene Souza Gomes-Doutoranda em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ); rosilenegomespsi@gmail.com

 

Pretendo refletir sobre os desafios de desenvolver pesquisa etnográfica no local onde exerço atividade profissional. O campo de estudo empírico de minha tese de doutorado é o Hospital de Câncer II (INCA/Brasil), onde trabalho como psicóloga.  Tenho, portanto, o duplo desafio de produzir um olhar de estranhamento para uma realidade previamente conhecida, e realizar observação distanciada da minha formação original, de forma a produzir um saber/fazer na Antropologia da Saúde. Considero que desenvolvi formas de compreender o processo de adoecimento e um certo saber sobre o câncer e as formas de tratamento, resultantes do meu pertencimento profissional, que precisam ser relativizados para dar espaço à surpresa.  O diálogo com a Antropologia instiga as necessárias tarefas de estranhar o familiar, colocar-se sensível às afetações do campo, desestabilizar as referências e certezas e produzir apreciação crítica sobre a própria prática. Além disso, fornece indicações sobre as peculiaridades do fazer etnográfico e as dificuldades e potências dessa perspectiva teórico-metodológica. Considero que quando o campo de pesquisa é o local de trabalho, existe uma violação que se dá por certa quebra de cumplicidade com os valores e finalidades da inserção na instituição. Isso faz com que o pesquisador se torne uma espécie de estrangeiro na própria terra natal. No entanto, a ação de relativizar as noções de distância e proximidade torna possível observar o familiar e estudá-lo sem a ilusão de produzir um saber imparcial e neutro, uma vez que há muitas áreas de sombra nessas experiências supostamente próximas.

 

 

Sesión 2:

 

 

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS ACERCA DO TRANSTORNO MENTAL: ETNOGRAFANDO AS PRÁTICAS

 

Primeira autora: Litza Cunha. Doutora pela Universidade Federal da Bahia. Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Ciências Sociais em Saúde - UFBA. Professora Adjunta do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia.  litzacunha@gmail.com

Segunda autora: Francesca Bassi. Doutora pela Universidade de Montreal. Pós-Doutora pela UFBA. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Observa Baía, UFBA. francesca_xango@yahoo.com

 

A Cúpula Global de Saúde Mental (2009), realizada em Atenas, na Grécia, revelou que mais de 450 milhões de pessoas estão sendo afetadas diretamente por transtornos mentais. Segundo o Departamento de Saúde Mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão deve tornar-se a doença mais comum no mundo nos próximos vinte anos, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas, e já é chamada de epidemia silenciosa.  Neste trabalho pretendemos refletir acerca dos transtornos mentais do ponto de vista das práticas.  Trata-se de propor uma etnografia que, sem pressupor separações entre a doença orgânica e as dimensões sócio-culturais (nas práticas essas dimensões são indissociáveis), ambiciona observar a complexa realidade do sofrimento emocional. Tomando como ponto de partida o conceito de enact (Mol:2002), busca-se identificar as articulações entre  as várias ações e reações de sujeitos e objetos, considerando-se, para além da  epistemologia biomédica, a vigência de uma ontologia  múltipla da doença. A "patologia", revisitada no processo complexo e multiverso (nos tratamentos médicos ou alternativos), vai apresentar uma multiplicidade ontológica que, ao invés de  fragmentar uma entidade já conhecida (o dado prévio do saber biomédico),  multiplica sua realidade. Serão focalizadas diseases (transtornos mentais), compreendidos como práticas cotidianas que fazem surgir ontologias variáveis. O objeto da pesquisa deixa de ser epistemológico (não importa saber se as representações sobre a realidade são adequadas segundo critérios pré-definidos), para se situar no âmbito de uma filosofia empírica, onde o interesse é pela pragmática dos processos. 

 

 

CALEIDOSCÓPIOS NARRATIVOS: LOUCURA E ARTE  NO CONTEXTO PSICOSSOCIAL

Prof. Dr. Thomas Josué Silva- Pesquisador e docente Universidade Federal do Pampa, Brasil; thomasjosuesilva@gmail.com

 

A proposta deste estudo vislumbra uma pesquisa etnográfica no campo psicossocial com usuários portadores de sofrimento psíquico, que a partir de suas criações estéticas possibilitaram a constituição de uma perspectiva etnometodológica de base artística que denominamos por Caleidoscópios Narrativos. Essa caleidoscopia narrativa, síntese semiótica entre criação imagética e narrativa verbal dos informantes, resultou numa reflexão teórico-metodológica formada por elementos estéticos e por narrativas verbais, que nos possibilitou analisar os processos de estigmatização social oriundos da relação entre sofrimento mental e contexto sociocultural, a discussão da tradição da Antropologia Médica (Kleinman e Good,1988,1994) sobre a medicalização da experiência do sofrimento mental na sociedade e, as dimensões acerca do debate das estéticas outsiders (Rhodes,2006) no campo da institucionalização do campo artístico.

Com este estudo, pretendemos contribuir de forma profícua para os avanços nas etnografias da arte e das estéticas outsiders no campo das ciências humanas e sociais e sua relação com a saúde mental e o campo artístico.

 

 

¿SE PUEDE MEDIR LA COMPLEJIDAD? UN ENFOQUE COMPRENSIVO  PARA MEDIR RIESGOS PSICOSOCIALES EN ENTORNOS LABORALES DE EXTENSIONISTAS AGROPECUARIOS EN  ARGENTINA

 

Rossana Cacivio- Depto. Desarrollo Rural. Facultad de Ciencias Agrarias y Forestales. UNLP. Argentina-rcacivio@agro.unlp.edu.ar

 

El trabajo es un adelanto de la tesis doctoral en curso. En el describimos las estrategias y batería de instrumentos utilizados para  medir los Riesgos psicosociales de extensionistas agropecuarios desde un enfoque más comprensivo que explicativo. La pregunta que nos hacemos particularmente con los 152 profesionales encuestados es si  la complejidad que asumen superponiendo a las cuestiones de la intervención territorial  los conflictos propios de la organización de pertenencia, no es una nueva forma de intensidad que  agudiza  las  relaciones existentes entre la autonomía y el stress.

Observamos una autonomía “formal” que expuesta a una intensidad excesiva del contexto de trabajo, resulta  en una autonomía real, la cual sumada al  natural y paulatino envejecimiento personal,  necesita una doble regulación para su adaptación, produciendo  mayor desgaste en su actividad.

La revisión realizada por Vezina sobre el modelo de Demanda-Control-Apoyo Social aplica a lo observado en este trabajo de campo, donde  puede verse como el modelo de Karasek no se comporta igual a mayores grados de latitud decisional en el territorio, sino como una curva de Gauss, donde a mayor complejidad de las demandas, en vez de generarse un aprendizaje activo y mayor desarrollo de competencias, los extensionistas aumentan la exposición a los factores de riesgo psicosocial con niveles de stress y sufrimiento que impactan en su salud.

 

 

INFANCIA, TRABAJO Y PADECIMIENTOS. APORTES DE LA ANTROPOLOGÍA PARA EL ANÁLISIS DE PADECIMIENTOS DE TRAYECTORIAS LABORALES EN LA INFANCIA

Laura Frasco Zuker- CONICET, IDAES; laurefz@gmail.com

 

El trabajo infantil es uno de los fenómenos más condenados dentro del campo de problemáticas de la niñez. En Argentina, las leyes y programas que se aplican con relación a la regulación del trabajo realizado por niños se sustenta en la perspectiva de la Organización Internacional del Trabajo, que propone erradicar el trabajo infantil y de manera urgente si se trata de sus peores formas. Esta condena moral y la ilegalidad del trabajo infantil se expresan en una falta de investigación sistemática que permita contar con estadísticas actualizadas. Según indican investigaciones recientes (Halperín, 2012) son especialmente escasas las investigaciones que estudian la relación entre trabajo infantil y salud. Esta ponencia se propone analizar y discutir algunos aportes que brinda la antropología para la comprensión de padecimientos en las trayectorias laborales de sujetos que han trabajo desde  su niñez. Se articulan estas herramientas antropológicas con algunos resultados preliminares de trabajo de campo etnográfico. Se toman como unidad de análisis tres unidades domésticas con trabajo infantil en extracción y venta de piedras semipreciosas en una localidad al Noroeste de la provincia de Misiones. Las técnicas utilizadas son no directivas: entrevistas semiestructuradas, abiertas y observación participante. Se espera aportar elementos específicos que contribuyan a la comprensión y sistematización de este campo poco explorado desde la antropología como es la relación entre trabajo infantil y salud.

 

 

ENTRE VOZES E SILÊNCIOS: REGISTRO DE UMA PESQUIAS DE CAMPO COM PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE ESQUIZOFRENIA SOBRE SEU DIREITO À COMUNICAÇÃO

Carla Garcia-Doutoranda em Informação e Comunicação em Saúde-Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde - Instituto de Comunicação e informação Científica e Tecnológica em Saúde - Fundação Oswaldo Cruz-carlac.garcia@uol.com.br

Inesita Soares de Araujo-Doutora em Comunicação e Cultura-Professora do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde - Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde -Instituto de Comunicação e informação Científica e Tecnológica em Saúde - Fundação Oswaldo Cruz-inesita.araujo@icict.fiocruz.br

 

As pessoas que recebem diagnóstico de esquizofrenia têm garantido o direito ao atendimento médico, antipsicóticos, auxílio doença e até aposentadoria por invalidez. Porém, são desapropriadas dos direitos civis ao serem consideradas pela legislação como incapazes. Rotuladas como loucas, são vistas como donas de um discurso desconexo e sem sentido e excluídas do processo comunicativo e do mercado simbólico que produz, altera e atualiza sentidos sobre elas e sua enfermidade. Submetidas a uma visibilidade às avessas, deixam de ser consideradas sujeitos sociais, históricos e políticos para se tornarem exemplares de uma espécie. Suas vivências são substituídas por prontuários médicos e suas vozes silenciadas diante do imaginário social sobre quem são, como agem e devem ser tratadas. Sem direito à comunicação é impossível pensar em direito à saúde, principalmente pautada pela Equidade e Integralidade. Este é o tema da nossa pesquisa de doutorado. Queremos apresentar ao debate o difícil e apaixonante processo vivido no trabalho de campo, em que estamos investindo na articulação de procedimentos metodológicos interdisciplinares, particularmente a observação participante e a etnografia (antropologia), a análise de mediações (comunicação) e o acompanhamento de itinerários terapêuticos (saúde), complementados por práticas lúdicas que possibilitem a confiança e a expressão de pessoas cuja interlocução é geralmente pautada pelo princípio de sua desrazão.

 

 

Sesión 3:

 

 

INVESTIGAR EN CONTEXTOS DE DESIGUALDAD SOCIAL Y GÉNERO: APRENDIZAJES EN UNA INVESTIGACIÓN CUALITATIVA EN PACIENTES CON CÁNCER DE MAMA DE HOSPITALES PÚBLICOS DEL ÁREA METROPOLITANA DE BUENOS AIRES

Cecilia Straw FCS-UBA

Mariana Romero CONICET-CEDES; cecilia.straw@gmail.com

 

Los objetivos de la ponencia son describir y reflexionar sobre aspectos del diseño y la aplicación de la guía de pautas de entrevistas en profundidad y la observación en una investigación socio-antropológica sobre gastos de bolsillo en pacientes con cáncer de mama de hospitales públicos del Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA). La enfermedad y la población estudiada nos ubican en un contexto de desigualdad social y género donde se dispone de datos estadísticos fragmentados de ahí que el diseño flexible y el carácter reflexivo de la metodología cualitativa al realizar observación participante en un servicio de salud —no prevista inicialmente— resultó enriquecedora para el desarrollo de las entrevistas, la comprensión y el análisis de las experiencias relatadas, y como insumo para el diseño de una encuesta para estimar los gastos de bolsillo que incurrieron las pacientes y sus familias. Se concluye mostrando los aprendizajes teórico-prácticos a partir del desarrollo de una investigación cualitativa que aplicó de forma iterativa los componentes diseñados con aquellos emergentes en una investigación sobre un problema de salud pública.

 

 

COMPARACIÓN INTERCULTURAL DE LAS FORMAS QUE EMPLEAN TANTO PAREJAS ARGENTINAS COMO PAREJAS ESPAÑOLAS PARA PERCIBIR, DIMENSIONAR Y TRASMITIR EL DOLOR CUANDO UNO DE ELLOS PADECE UNA ENFERMEDAD CRÓNICA REUMÁTICA (ARTRITIS REUMATOIDEA)

Estibaliz Cuesta Ramunno-Doctoranda “Antropología aplicada a la salud y al desarrollo comunitario”; esticuesta@usal.es

 

La propuesta para el grupo de trabajo es compartir y reflexionar sobre la metodología y resultados referidos a la vivencia con el dolor de un estudio realizado con parejas (matrimonios o parejas de hecho) españolas y argentinas. Para su obtención se crearon técnicas de corte cualitativo para conocer cómo se incorpora el dolor que experimenta el sujeto de la pareja diagnosticado con una enfermedad reumática crónica, en el repertorio vivencial de recursos adaptativos y afrontativos del sujeto que no posee la enfermedad (dentro de la pareja) Desde la comparación se indagó las implicancias que trae aparejada la sobreestimación o subestimación del dolor por parte de la persona que acompaña a aquella que padece una enfermedad crónica, discapacitante y dolorosa como es la Artritis Reumatoidea. Estudiar estos aspectos ha representado un desafío, ya que, en general, el impacto que genera la enfermedad crónica en la subjetividad y principalmente en la vida social del cónyuge/pareja no ha sido problema de estudio recurrente en el ámbito  de la Antropología de la Salud. Los modelos explicativos de la enfermedad son espacios interactivos no sólo para la persona diagnosticada, sino también para la pareja: relación primaria transformada en muchos casos en relación de cuidado. Conocer las formas en las que se expresa y se trasmite el dolor propio, así como también las formas en las que se percibe el dolor del otro implicó desnaturalizar guiños cómplices (diferentes  culturalmente) que los matrimonios y parejas utilizan para vivir con el dolor.

 

 

DROGAS, SAÚDE E ANONIMATO: QUESTÕES DO FAZER TRABALHO DE CAMPO COM NARCÓTICOS ANÔNIMOS

Tatiane Vieira Barros-Doutoranda em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina; tativiba@gmail.com

 

Este trabalho consiste em apresentar algumas questões teórico metodológicas sobre o fazer etnográfico em um grupo de ajuda mútua Narcóticos Anônimos (NA) na cidade Florianópolis/SC/Brasil, referente ao trabalho de campo de doutorado em Antropologia Social. Uma das premissas do NA é compreender a adicção como doença sem cura e, para participar do grupo basta ter o "desejo de parar de usar", pois é em torno da abstinência que as relações são constituídas. Considerando que estes grupos tem sito apropriados cada vez mais como alternativas de cuidados de si e complemento a rede de cuidados sócio-assistenciais à pessoas que usam drogas, abordo o NA como um lugar que articula os saberes médicos, Psi e informado - aquele construído a partir da experiência com o grupo e do itinerário terapêutico percorrido. É também um lugar de pensar sobre o corpo e o processo saúde-doença. Deste modo a antropologia da saúde é lugar de reflexão e discernimento sobre a temática drogas e adoecimento, pois coloca a discussão em vias de pensar os sujeitos nesse processo; afastando-se de uma ideia medicalizante e, aproximando-se de uma compreensão das experiências. Também como um lugar de pensar as técnicas do trabalho frente ao anonimato e as singularidades desse campo, realizado por uma pesquisadora informada (Goffman, 1975), mas não adicta.

 

 

USUÁRIOS DE CRACK EM SITUAÇÃO DE RUA: POTENCIALIDADES E LIMITES DO MÉTODO ETNOGRÁFICO NA ANTROPOLOGÍA DA SAÚDE

 

Marcelly de Freytas Gomes-Graduanda en Antropologia-Universidade Federal Fluminense; marcelly_fg@hotmail.com

 

A expansão do “fenômeno” do crack representa no campo da Saúde a inclusão de novas demandas. Tomamos a perspectiva etnográfica como ferramenta teórica- metodológico para a investigação dos processos de saúde-doença-cuidado dos usuários de crack que vivem em situação de rua. O objetivo deste resumo é refletir sobre os limites e potencialidades da pesquisa antropológica e etnográfica e os desafios postos à ela na sua interface com o campo da Saúde Coletiva. É um trabalho de natureza qualitativa que visa aprofundar a discussão sobre a pesquisa etnográfica em sua dimensão metodológica para as pesquisas em saúde coletiva. A etnografia foi realizada, ao longo do ano de 2014, com os usuários de crack em situação de rua, por meio do acompanhamento do trabalho da equipe de Consultório na Rua que atua nos territórios de Manguinhos e adajacências/RJ, Brasil. Foram visitadas as cenas de uso de drogas, a Clínica de saúde da Família Victor Valla e os diversos locais onde essa população circula no seu cotidiano. Ao abordar as relações sociais para além das impressões e imagens previamente construídas, ficou evidenciado a dinamicidade da vida social, contribuindo assim para desnaturalizar as concepções normativas sobre saúde-doença. A antropologia trabalha com fenômenos complexos e relacionais, e traz para o campo da Saúde Coletiva a dimensão de que o que se aprende é sempre provisório e contextualizado. A etnografia traz novas contribuições para o campo da Saúde, ampliando as suas fronteiras ao privilegiar a compreensão dos fenômenos sociais a partir dos sujeitos que os vivenciam.

Palavras-chave: Antropologia da saúde;  etnografia;  usuários de crack;  saúde coletiva;  metodologia. 

 

 

 “NÃO DESISTIR E ACREDITAR”: DOENÇAS RARAS EM CRIANÇAS E AS NARRATIVAS DE MULHERES SOBRE OS ITINERÁRIOS DE HOSPITALIZAÇÃO PROLONGADA DE SEUS FILHOS

 

Martha Cristina Nunes Moreira-Professora da Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher / IFF / FOCRUZ; Bolsista de produtividade CNPQ; marthacnmoreira@gmail.com

A ascensão da neonatologia como especialidade médica contribui para um investimento na sobrevivência de bebês sobre os quais há duas décadas pairava o signo da inviabilidade e/ou da incompatibilidade com a vida (pré-termos extremos, as crianças com síndromes de origem genética ou com anomalias / malformações congênitas, os bebês fruto de partos laboriosos que evoluem com diversas sequelas). Esses casos reconhecidos hoje como “doentes raros” são investidos e sustentados pela ciência e tecnologia. A eles é muitas vezes reservada uma trajetória ou um itinerário nos ambientes hospitalares, que faz com que as enfermarias ganhem para essas crianças um qualificativo familiar, onde produzem vínculos, aprendem os códigos, reconhecem partes de seu corpo e sua funcionalidade. A identidade “raro / rara” evoca uma maior complexidade e a necessidade de problematizar as redes produzidas e/ou acionadas a partir do adoecimento de longa duração da condição crônica complexa em crianças. Esse adjetivo complexo se torna uma das suas marcas identitárias e constitui suas necessidades e os desafios de serem reconhecidas e abordadas como sujeitos de fato e de direito. Isso justifica o debate sobre desospitalização e desinstitucionalização de crianças vivendo sob o signo do adoecimento de longa duração e complexidade que queremos encaminhar no presente GT, tendo por base o estudo de 7 narrativas de mulheres que tem seus filhos e filhas reconhecidos como “doentes raros”, em um hospital de referência terciária localizado no Rio de Janeiro – RJ / Brasil.

 

 

ETNOGRAFIA COM JOVENS ATENDIDOS EM SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL: ESTRATÉGIAS E DESAFIOS

Denise Martin

 Aline Milhomens

Universidade Federal de São Paulo, Programa de pós graduação em Saúde Coletiva-demartin.c@gmail.com 

 

O conceito de juventude  é  uma construção sociocultural e histórica.  É um período de transitoriedade para a vida adulta com diferenças nos percursos traçados.  Alguns jovens experimentam a primeira crise psicótica caracterizando uma ruptura deste processo, dando início a uma forma particular nesta transição. Novos processos  se iniciam com esta ruptura, nos quais em alguns momentos o controle sobre suas escolhas, desejos, pensamentos e ações fogem de si. A pesquisa busca conhecer o significado da transição para a vida adulta em jovens que realizam acompanhamento em um serviço de atendimento em saúde mental. Pretende-se problematizar a realização de etnografias  com jovens portadores de transtorno mental grave. A pesquisa foi realizada em um Centro de Atenção Psicossocial II Adulto (CAPS), em um bairro periférico no município de São Paulo. Os participantes  estão  em regime de tratamento intensivo ou semi-intensivo e participam de um grupo de jovens como proposta terapêutica. O grupo realiza atividades fora do serviço (passeios a parques, shoppings e outras atividades culturais).  As estratégias de pesquisa envolvem a observação etnográfica do serviço e das atividades realizadas fora dele, além de acompanhamento da vida cotidiana. É importante discutir a pesquisa de campo com a vinculação dos jovens no contexto institucional do CAPS, as questões éticas e práticas sobre como abordar projetos futuros com pessoas que sofreram uma ruptura causada pela crise psicótica, as limitações nas entrevistas causadas por características do sofrimento ou por medicação, e o lugar das pesquisadoras no contexto particular desta pesquisa.  

Sesión 4:

 

 

APRENDIENDO A CUIDAR (SE): LA OBSERVACIÓN DE EXPERIENCIAS

INDIVIDUALES Y COLECTIVAS EN UN DOCUMENTAL ETNOGRÁFICO DE PERSONAS QUE VIVEN CON DIABETES

Domínguez Mon, A B, Instituto de Investigaciones Gino Germani-Facultad de Ciencias Sociales, UBA anadominguezmon@gmail.com

 

Esta presentación tiene por objetivo analizar el papel de la observación de prácticas de cuidado cotidiano grupales e individuales de un grupo de diabéticos y su articulación metodológica con la elaboración de un film documental dirigido a profesionales de la salud involucrados en el proceso salud/enfermedad/ atención y cuidados de diabéticos. El video es el resultado de un trabajo de investigación de campo realizado entre 2013 y 2014 en un grupo de diabéticos (en su mayoría adultos mayores) de un centro de atención primaria de la salud ubicado en José León Suárez, partido de San Martín, provincia de Buenos Aires. Aprendiendo a cuidar (se) es un documental llevado a cabo en forma colaborativa con el grupo de diabéticos “Los dulces de la Esperanza” y documentalistas. El film describe las experiencias en el aprendizaje de vivir con diabetes a través del relato de tres de sus integrantes: dos varones y una mujer. La estructura argumental está organizada a través del registro de las acciones de cuidado diabetológicas usualmente recomendadas por los médicos: el auto-control diario o periódico de glucemias, la sistemática administración de la medicación, la alimentación adecuada y las actividades físicas regulares. El trabajo estuvo destinado a que las y los profesionales de la salud comprendan y puedan reconocer el impacto de las indicaciones médicas en la vida cotidiana de las personas afectadas, el tiempo que deben destinar a las actividades cotidianas de cuidados, así como el valor que asignan al trabajo en red en los cuidados de sí.

 

 

SOBRE LA ESCUCHA Y EL ESCUCHAR PSICOTERAPIAS ORIENTADAS A POBLACIONES MARGINALIZADAS

                       Dra. María Epele-CONICET/IIGG/ UBA; mariaepele33@gmail.com

 

Desde diferentes disciplinas y perspectivas se han investigado las diversas técnicas, orientaciones y desarrollos del Psicoanálisis en Argentina. Sin embargo, sólo algunos pocos estudios han investigado las psicoterapias y el psicoanálisis en el sistema público de salud, específicamente en hospitales. Partiendo de los resultados de la etnografía que vengo desarrollando desde el año 2013 en Centros de Salud en un barrio del Área Metropolitana de Buenos Aires, el objetivo de este trabajo consiste en problematizar la escucha, es decir, los modos de escuchar en su diversidad que participan como tecnologías en dichos tratamientos centrados en la palabra y orientadas a sectores populares y poblaciones marginalizadas. A través de la articulación de las perspectivas que en Antropología abordan las psicoterapias y tecnologías psi en contextos de pobreza urbana por un lado, y aquellas que estudian los sentidos, por el otro, en este trabajo los modos de escuchar son analizados en términos de acciones corporales, perceptuales y expresivas. Finalmente, se describen y analizan diferentes modalidades de escucha psicológica, a través del reconocimiento de tres procesos que atraviesan los modos de escuchar en las psicoterapias, y que se corresponden con las tensiones producidas por los modos de gobierno de lo sensible, de la pobreza y de la marginación en contextos de pobreza urbana. 

 

 

EL CUIDADO EN JÓVENES PADRES RESIDENTES EN BARRIOS MARGINALES DEL AMBA, DISCUSIONES ACERCA DE LA OPERACIONALIZACIÓN DE ESTA CATEGORÍA

Dra. María Victoria Castilla- CONICET/FLACSO; vickycastilla@yahoo.com.ar

 

En esta presentación me propongo discutir las nociones de cuidado, autocuidado y dependencia, considerando las dinámicas familiares y las formas de vivir el ser joven y padre en barrios marginales, pobres y vulnerables del AMBA. Entendiendo que estos conceptos refieren a experiencias, prácticas, subjetividades y dinámicas emocionales asentadas en desigualdades de género y de clase así como también sobre una distribución, responsabilización y negociación desigual de los cuidados entre individuo, familia, Estado y comunidad, el objetivo de esta ponencia es discutir las formas de categorización de dichos conceptos y de registro de los mismos durante el trabajo de campo etnográfico.

 

 

PESQUISA EM SERVIÇOS DE SAÚDE: QUESTÕES ÉTICAS E ESPECIFICIDADES ANTROPOLÓGICAS

Dr. Octavio Bonet- Programa de Pós-Graduação IFCS, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil octavio.bonet@gmail.com

 

Na antropologia, apesar das diferentes variantes nacionais, o trabalho de campo é legitimado como a metodologia que sustenta a disciplina. Por sua vez, essa metodologia se fundamenta nas relações estabelecidas entre o antropólogo e o nativo. A percepção dessas relações recebeu diferentes interpretações ao longo de diversos momentos históricos da disciplina, ou mascarando ou explicitando as relações de poder inerente ao encontro etnográfico.

Este trabalho se propõe a refletir sobre as questões "éticas" que se apresentam a partir do encontro etnográfico em contextos nos quais as relações de poder se apresentam complicadas pela hierarquização e, ao mesmo tempo, pela diluição desse poder; em segundo lugar, problematizaremos as tentativas de “controle” externo para regulamentar as pesquisas em/com seres humanos à luz da complexidade inerente ao encontro etnográfico.

 A argumentação se fundamenta em um trabalho etnográfico em hospitais e em consultas médicas em unidades básicas de saúde, caracterizadas por um atendimento ambulatorial.

 

 

DOLORES DE CABEZA CRÓNICOS Y PRÁCTICAS DE CUIDADO: EL ANÁLISIS DE NARRATIVAS COMO TÉCNICA DE ACCESO A LOS RELATOS DE MÉDICOS Y PACIENTES

Dra. Romina Del Monaco-CONICET/IIGG/UBA; rominadelmonaco@gmail.com

 

Desde las Ciencias Sociales, las investigaciones socio-antropológicas sobre procesos de dolor y sufrimiento incluyen diferentes metodologías para aproximarse a las temáticas. Los malestares devienen cuestiones a ser problematizadas teniendo en cuenta la relación con la vida cotidiana, saberes expertos y, también,  con una serie de prácticas de cuidado “alternativas” a la biomedicina que se incluyen en los modos de tratar dolencias crónicas. Para eso, es necesario contar con distintas herramientas metodológicas y el objetivo de esta ponencia es, a partir de un tipo de dolores de cabeza categorizados biomédicamente como migraña, estudiar el análisis de narrativas como forma de acceder a las características y especificidades de los relatos en torno a los tratamientos, trayectorias y diversas prácticas de cuidado tanto desde el punto de vista de quienes padecen como de los profesionales biomédicos. 

Desde una perspectiva metodológica cualitativa, el trabajo de campo incluyó dos etapas. En primer lugar, en el servicio de neurología de un hospital público del Área Metropolitana de Buenos Aires, se realizaron 15 entrevistas en profundidad a personas con migraña de sectores medios (10 mujeres y 5 varones), el rango etario iba desde los 21 hasta los 65 años y se entrevistó a 18 médicos neurólogos. En una segunda etapa, se realizaron entrevistas por fuera de la institución a través de la técnica de bola de nieve a personas de sectores medios con migraña en distintos espacios (laborales, en sus casas etc.).

 

 

HACIA UN ABORDAJE CUALITATIVO DE LA SALUD DE LOS TRABAJADORES: RIESGOS Y PADECIMIENTOS EN TRANSPORTISTAS DEL CEREAL EXPUESTOS A FIEBRE HEMORRÁGICA ARGENTINA

 

Paula Tagliabue-Becaria doctoral CONICET/INEVH- UNLP; paulatag@hotmail.com

 

Presentamos un avance de los resultados preliminares de una tesis de maestría en ciencias sociales que aborda la salud de los transportistas del cereal en el corredor cerealero Azul- Quequén, en el sudeste de la Provincia de Buenos Aires entre los años 2001-2014 en relación a una patología específica: la fiebre hemorrágica Argentina (FHA).

Desde la perspectiva del actor analizamos los riesgos y padecimientos asociados a la FHA de acuerdo a las condiciones y ambiente de trabajo de los transportistas  del cereal. Consideramos que los riesgos se distribuyen de manera desigual de acuerdo a la precariedad de las condiciones de trabajo. A diferencia de los ambientes de trabajo clásicos, el ambiente de trabajo camionero es abierto  y móvil, asegurando la circulación de los trabajadores por escenarios de exposición a la FHA.

Presentamos una revisión  reflexiva de la combinación de técnicas cualitativas de investigación (entrevistas en profundidad, semiestructuradas, análisis de documentos, cartografías del ambiente de trabajo, observación participante)  realizadas a lo largo del proceso de investigación.  La aplicación combinada de técnicas de investigación permitió: diferenciar riesgos según el calendario laboral de los transportistas y las formas de contratación, analizar las percepciones sobre el riesgo de contraer FHA, caracterizar en el ambiente de trabajo camionero los lugares de exposición y reconstruir los sentidos políticos de los padecimientos en trabajadores confirmados y curados de FHA.