RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 91

GT 91.  ANTROPOLOGÍA, POLÍTICA Y GESTIÓN PÚBLICA EN EL CAMPO DE LA CULTURA

Coordinadores:

Dra. Lía Calabré, Fundacao Casa de Rui Barbosa – Ministério da Cultura; liacalabre@rb.gov.br

Dr. Luiz Augusto F. Rodrigues, Universidade Federal Fluminense; luizaugustorodrigues@id.uff.br

Dr. Alvaro de Giorgi, Centro Universitario Región Este- UDELAR; aldegiorgi@adinet.com.uy

Comentarista: Dra. Ivana Mihal,  UBA / CONICET, Argentina; ivmihal@yahoo.com.ar

 

 

Sesión 1:

 

POLÍTICA PÚBLICA DE CULTURA E A EMERGÊNCIA DA CIDADE PERIFÉRICA. ALGUMAS EXPERIÊNCIAS DO RIO DE JANEIRO

Adair Rocha, UERJ, PUC-Rio, MinC-RJ/ES

Pretendo reunir nessa apresentação a interação orgânica entre a academia e o poder público, em sua ampliação e/ou universalização, tendo a política pública de cultura como mediadora do acesso ao direito da população da cidade, a partir da potência das favelas e das periferias como expressões vivas e expressivas da cidade. Trata-se, portanto, de uma outra referência de cidade, a partir do protagonismo da sociedade, na conquista da cultura como direito, nessa rede urbana que é a imagem invertida do espelho, que gera, imediatamente a pergunta: por quê razão o Leblon precisa de Vidigal, o Canta Galo de Ipanema, e Copa de Guararapes, como o Leme do Chapeu e de Babilônia, seguindo assim pela metrópole carioca. Falo desde a prática acadêmica, pesquisando e refletindo sobre as mídias locais e, mais especialmente, a comunicação comunitária. O curso Cinema, Criação e Pensamento, com duração de um ano e meio, para moradores de favelas, via núcleo de Comunicação Comunitária da PUC-Rio, é uma das traduções dessa perspectiva em movimento. De outro lado, consigo me aproximar da organicidade da força social com a gestão de políticas públicas, como gestor do Ministério da Cultura no Brasil. Aqui, o Programa Cultura Viva, materializado com os Pontos de Cultura, expõe a diversidade cultural em suas significações originais e, contraditoriamente, obnubiladas pelo centralismo das mídias de massa, em seu engessamento que reduz cultura a eventos, quando a revolução da liberdade tem seu limite na SIGNIFICAÇÃO. Folia de Reis, Jongo, Funk, Hip-Hop, Samba são algumas das expressões das favelas e das periferias do Rio que mobilizam sua população, especialmente, suas juventudes, e traduzem os fluxos e intervenções de um novo corpo em vozes dissonantes, O reconhecimento da cultura como significação enfrenta as pressões políticas, econômicas e culturais que são sintomas de uma luta sistêmica das estruturas vigentes de sociedade. Palavras chave:  política pública de cultura – direitos culturais – periferias – pontos de cultura – mídia – juventude

 

 

POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA E A POTENCIALIZAÇÃO DE PRÁTICAS ARTÍSTICAS E CULTURAIS DE PERIFERIA

Juliana Lopes, UFRJ

 

A relação entre Estado e Cultura e os desdobramentos das políticas públicas sobre a produção cultural contemporânea em diálogo e articulação com a sociedadecivil para construção de processos de democracia e cidadania cultural ganham destaque nas políticas culturais dos anos 2000 no Brasil. Da ampliação do conceito de cultura em suas dimensões simbólica, econômica e cidadã à ativação dos canais de participação tendo toda a sociedade como beneficária daquelas políticas vivencia-se políticas inovadoras e catalisadoras de processos sensíveis na sociedade brasileira. A presente comunicação busca refletir sobre as políticas públicas de cultura do Ministério da Cultura nos anos 2000 e o seu papel na potencialização de práticas artísticas e culturais de territórios de periferia. Nos últimos dez anos, tais práticas vêm ocupando a esfera pública e configurando uma inventiva e inovadora cena artística e cultural urbana que ao atuar nas margens geográficas e sociais das cidades traz também em si uma concepção cidadã ancorada no desenvolvimento humano e social. Tais iniciativas foram reconhecidas, visibilizadas e fortalecidas pelas políticas públicas de cultura no período de 2003-2010, especialmente, por meio do Programa Cultura Viva e de diferentes outros mecanismos de fomento, participação e instrumentos legais reconfigurando as políticas públicas de cultura em um arranjo entre Estado e sociedade civil e alargando o conceito sobre a produção cultural contemporânea. Palavras-chave: políticas públicas, práticas artísticas e culturais, periferia, sociedade civil, cidadania.

 

 

MUSEUS DE HISTÓRIA: AGENTES DA INCLUSÃO SOCIAL

 

Maria Helena Versiani, Museu da República

 

Propomos discutir o papel dos museus históricos nacionais como agentes da inclusão social. Partimos do entendimento de que a decisão de formar um acervo museológico, investindo recursos públicos e cuidando para que ele esteja acessível às gerações futuras, supõe alguma compreensão quanto ao que deva ser preservado, como um legado do passado para o presente e o futuro, quanto ao que deva se constituir como um patrimônio cultural, valorizado como fonte de pesquisa e conhecimento. Essa questão envolve a ideia de que a formação de acervos deve ser percebida como um trabalho de construção de memórias, podendo funcionar como um instrumento de luta política no campo da memória. Por que alguns bens culturais são musealizados e outros não? Tal definição invariavelmente ocorre dentro do mundo das relações sociais, envolvendo interesses de diferentes matizes. Quais acervos são selecionados? Quais são descartados? Quais são valorizados, dentro de determinado conjunto, ou secundarizados? Consciente ou inconscientemente, o trabalho de formação e organização de acervos museológicos é um trabalho de atribuição de valor. A partir dessa compreensão, procuramos discutir o lugar dos museus históricos nacionais como espaços de produção de conhecimento sobre as sociedades, observando que eles tanto podem reforçar lógicas de privilégio presentes nas sociedades como podem questioná-las, neste caso atuando como agentes da ampliação dos direitos de cidadania.

 Palavras-chave: Museu; Patrimônio Cultural; História; Cidadania; Inclusão Social.

 

POLÍTICA PÚBLICA Y REGULACIÓN DEL TRABAJO EN EL ÁMBITO CULTURAL EN MÉXICO. LA CATEGORÍA DE TRABAJADOR COMO PROBLEMA POLÍTICO.

Itzel Ibargoyen, UAM-Iztapalapa

 

Comprender cuál es la especificidad del trabajo en el ámbito cultural implica tomar en cuenta los cambios en el estatuto de la cultura como espacio de producción de  hegemonía promovido a partir del consenso de Washington en 1987 y que  significó serias modificaciones a la producción artística, editorial, musical,  escénica, diseño y la gestión cultural, entre otros. En particular se examina la  situación del trabajo en el ámbito cultural en México a partir de las formas de organización sociales surgidas después de la desaparición forzada de los cuarenta y tres estudiantes de la escuela rural Isidro Burgos en Ayotzinapa, Guerrero y las reformas estructurales impuestas por el actual presidente Enrique Peña Nieto.

Propongo analizar la relación entre arte y trabajo para problematizar cual es la específica configuración que se plantea entre producción cultural, relaciones salariales y modos de subjetivación política en el capitalismo contemporáneo.

Interesa indagar cómo esto se conecta con las nociones de libertad y autonomía que los trabajadores del sector cultural proclaman para sí mismos en términos de modos de producción y organización laboral; y la significación de la dimensión antagónica de lo político en la propia práctica. En la medida en que la elección por la autonomía está condicionada no solo por las percepciones de si en términos de prácticas y resistencias, sino también, por las configuraciones laborales actuales caracterizadas por una fuerte flexibilización y precarización laboral se ensayan algunos lineamientos desde donde problematizar la categoría de trabajador cultural como problema político y su relación con el Estado.

Palabras clave: trabajo cultural, precarización, cultura, política.

 

EL DISTRITO DE DISEÑO EN LA CIUDAD DE BUENOS AIRES: LÍMITES Y POSIBILIDADES QUE OFRECEN LAS POLÍTICAS CULTURALES PARA EL DESARROLLO URBANO

Silvia Benza, UBA

 

En el año 2005, la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) nombró a Buenos Aires como la primera Ciudad de Diseño en el marco de su programa de Red de Ciudades Creativas de la Alianza Global para la Diversidad Cultural. Por este motivo, el Ministerio de Desarrollo Económico del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires busca erigir a la Ciudad de Buenos Aires como un referente en América Latina, creando el Distrito de Diseño. El objetivo central es reordenar la trama productiva de la Ciudad, construir nuevas centralidades, generar polos capaces de competir internacionalmente en la atracción de inversiones en torno a las actividades relacionadas con el uso intensivo del diseño. Las políticas culturales han adquirido un papel esencial en el desarrollo territorial que pretende integrar la economía del conocimiento con la cohesión social, la gobernanza y la sostenibilidad. Nos proponemos analizar las consecuencias de la política cultural en el desarrollo urbano de la Ciudad de Buenos Aires teniendo en cuenta dos tendencias: por un lado, las teorías que ponen el énfasis en señalar las externalidades positivas de la política cultural y, por el otro, las que sitúan el acento en el valor público de la cultura. Con este fin, proponemos una metodología cualitativa y cuantitativa de mapeo de las actividades culturales del Distrito de Diseño.

Palabras claves: Distrito Cultural – Diseño – Políticas Culturales – Desarrollo Urbano – Mapeo.

 

ENTRE LA(S) NOCHE(S) Y LA(S) CULTURA(S). UN ANÁLISIS DE LAS POLÍTICAS GUBERNAMENTALES PARA LA GESTIÓN MUNICIPAL DE LA DIVERSIÓN NOCTURNA EN LA CIUDAD DE CÓRDOBA, ARGENTINA

María Lucía Tamagnini, UNC

El presente trabajo se inscribe en una investigación más amplia que indaga formas de gestión de la diversión y el entretenimiento nocturno que lleva adelante el Estado Municipal de la ciudad de Córdoba (Argentina) en el presente. La pesquisa se concibe como una etnografía sobre unas formas locales y específicas de ejercicio del poder estatal, realizadas en las actuaciones administrativas de los agentes estatales encargados de elaborar e implementar las políticas municipales de “control y fiscalización” del divertimento nocturno en Córdoba. El propósito general es analizar el proceso continuo de constitución del Estado y los modos en que éste produce, reproduce y modifica las culturas nocturnas de la ciudad mediante un conjunto particular de políticas y prácticas administrativas que podrían ser pensadas como “políticas culturales”.

En esta ocasión me interesa presentar un conjunto de reflexiones parciales, producto de la indagación etnográfica del proceso de modificación del instrumento normativo que tiene como objetivo regular el divertimento nocturno en la ciudad, la ordenanza “Código de Espectáculos Públicos”. La descripción densa de este proceso, que se desarrolló desde fines de 2008 y durante gran parte del 2009, estará guiada por dos objetivos: por un lado, explorar los modos en que el estado municipal cordobés, a través de políticas gubernamentales objetivadas en normativas específicas y organismos administrativos, habilita la formación de determinadas escenas que dan forma a “la noche cordobesa”, al tiempo que inhabilita o intenta invisibilizar otras.  Por el otro, y siguiendo la propuesta de la antropóloga Susan Wright en su ensayo “La politización del concepto de cultura” (1998), pretendo examinar cómo se ha invocado a la “cultura” durante este proceso, quiénes, cuándo (en qué situaciones) y con qué efectos.

 

 

PROGRAMA MAIS CULTURA NAS ESCOLAS: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO DA INFLUENCIA

 Monica Monteiro, FJN/UFM

 

Os Ministérios da Educação e da Cultura do Brasil lançaram em 2012 o Programa Mais Cultura nas Escolas (PMCE), voltado ao reconhecimento, à indução e ao estímulo, da interação entre educação e cultura em escolas públicas. Formalizado por resolução do FNDE, o programa prevê a destinação de recursos para projetos culturais das escolas, como forma de destacar a importância dessas, enquanto espaço para a vivência democrática. A partir da abordagem do policy cycle approach de Bowe (1992) e Ball (1993), fundamentada na compreensão de que o processo de formulação e implantação das políticas educacionais é um ciclo contínuo integrado pelos contextos da influência, da produção do texto e da prática, este artigo analisará, a partir de pesquisa documental, como se apresenta o contexto da influência na formulação do Programa Mais Cultura nas Escolas?  Nesse contexto são abordadas as questões sobre como, e por força de que pressões ou decisões, as políticas públicas são iniciadas e os discursos são construídos. Busca-se neste artigo, descrever o contexto em que o PMCE foi formatado, considerando as informações públicas disponíveis sobre o Programa. Para essa análise serão aprofundadas as pesquisas bibliográfica e documental para identificar: as influências e tendências presentes no Programa; as justificativas para implantação do Programa e a constituição do discurso do Programa no decorrer do tempo.

Palavras-chave: educação, cultura, formulação de política pública.

 

Sesión 2 :

 

O SEGUNDO TEMPO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO: O SISTEMA NACIONAL DE CULTURA NO GOVERNO DILMA

Alexandre Barbalho, UECE

O artigo analisa a atuação das ministras Ana de Hollanda e Marta Suplicy e respectivas equipes no que diz respeito à implantação do SNC durante suas gestões. Para tanto, situo os agentes e suas posições nesse processo que diz respeito à institucionalização do campo cultural com forte relação com o campo político. O Estado como detentor de meta-capital, pois concentra não só capital político, mas também econômico, social e cultural, é um espaço de convergência e embate entre os diversos campo. Nesse sentido, compreender uma política pública de cultura é levar em consideração os necessários cruzamento de interesses entre agentes do campos cultural e político e aqueles que integram ambos simultaneamente. Com esse objetivo, construí um corpus de entrevistas com ex-gestores e de documentos do MinC.

Palavras-chave: Sistema Nacionsl de Cultura; Governo Dilma; Campo político; Campo cultural.

 

POLÍTICAS E GESTAO CULTURAIS NO BRASIL

Antonio Albino Canelas Rubim, UFBA

A ausência de uma política de formação em cultura parece não ser uma característica brasileira. A Organização dos Estados Ibero-americanos, em informe sobre cultura e sustentabilidade na Ibero-América, publicado em 2005, afirma na página 10: “Sin embargo, parece cierto que una das características del espacio cultural iberoamericano es la indefinición formativo-profisional de los productores, gestores, agentes y mediadores culturales”. Este traço comum com países ibero-americanos não significa que as razões desta ausência sejam semelhantes. Este trabalho busca elucidar as singularidades da organização da cultura no país, através do acionamento das políticas culturais nacionais. Dos anos 30 até a década de 80 não existiu atenção com a gestão cultural, apesar do terem sido desenvolvidas políticas culturais. Dos anos 80 em diante, o predomínio das leis de incentivo como política de financiamento – e mesmo como “política cultural” – colocou em destaque outro tipo de organizador: o produtor cultural, olvidando mais uma vez o gestor cultural. Também com relação ao produtor cultural, instalado quase sempre no ambiente privado da cultura, não houve preocupação com sua formação. Mapeamento realizado em 2009 demonstrou a prevalência de cursos rápidos de mercado, em estilo visivelmente caça-níqueis. A possibilidade de reversão deste quadro emergiu com novas políticas culturais desenvolvidas, desde a gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, a exemplo do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, bem como da continuada presença priorização desta reivindicação em muitas conferências de cultura: nacionais, estaduais e municipais.

 

POLÍTICAS CULTURAIS E TERRITORIALIDADES: OLHARES CONTEMPORÁNEOS

Deborah Rebello Lima FCRB

Lia Calabre FCRB

O objetivo deste trabalho é refletir sobre um processo de mediação entre fazeres culturais e territorialidades. As noções de território, territorialidade, espaço, lugar tem permeado inúmeras abordagens de políticas públicas de cultura. Tornando-se um termo quase substantivo, mas precisamos tensionar seu uso e vislumbrar sua forma de apropriação.

A noção de território, muito mais do que um recorte geográfico, especialmente por seu viés identitário, colabora para a construção de redes de sociabilidade e para a interação e cooperação em prol de determinadas atividades, e para as condições e potencialidades de apropriação dos espaços pelos diversos sujeitos, como aponta Milton Santos.

Nos últimos anos, percebemos a crescente adoção da variável territorial como ideia transversal para a elaboração de políticas públicas. Vale ressaltar que este foi um processo que não nasceu no campo da cultura, mas surgiu dentro da construção da agenda social do governo, na elaboração do PAC 2, seu embrião foi no ministério do desenvolvimento agrário.

Esta percepção de que políticas públicas podem ter abordagens complementares e que vislumbrem o território como variável de atuação básica teve um foco mais amplo do que somente o cultural, mas pode-se considerar que várias gestões da cultura compreenderam ser esta uma estrutura de atuação que se aproxima das demandas específicas do campo. Este trabalho é parte do esforço embrionário de pesquisa de vislumbrar e comparar distintas experiências de políticas públicas de cultura que adotem a noção de território como premissa de atuação.

Palavras-chave: políticas públicas de cultura; território; gestão pública.

 

GESTIÓN CULTURAL LOCAL. ARTICULACIÓN DE ACTORES

 

Samanta Doudtchitzk

Silvia Kremenchutzky

 

Esta ponencia presentará las estrategias teórico-metodológicas utilizadas en la implementación de 23 proyectos socioculturales entre los años 2007 y el presente, llevadas a cabo por Crisol en una localidad del sur de la ciudad de Buenos Aires: Villa 15, Ciudad Oculta. Se trata de una urbanización informal con alta densidad poblacional, donde habitan aproximadamente 15.000 personas, que registran altos indicadores de pobreza e importantes déficits en sus condiciones de vida. Crisol es una organización de la sociedad civil creada en 1994 cuyo trabajo está orientado principalmente al fortalecimiento de las políticas públicas y a la promoción de proyectos sociales que tienen como protagonistas a poblaciones en situación de vulnerabilidad social. Los proyectos sobre cuya práctica reflexionaremos apuntan a contribuir al acceso de la población a los derechos y bienes culturales, a través de distintas disciplinas artísticas, (teatro, danza, literatura, música, diseño), ampliando sus modelos de referencia e incrementando sus posibilidades de desarrollo personal y vincular y por tanto, de inclusión social. Entre las estrategias a presentar se privilegiará las que se construyen en una doble articulación con la política pública local: por un lado porque la mayoría de los proyectos corresponden a subsidios otorgados por el Régimen de Promoción Cultural Ley de Mecenazgo, por otro lado, porque se implementan en organizaciones (gubernamentales y no gubernamentales) del territorio barrial. Se identificarán los diferentes posicionamientos de actores, especialmente las osc y su relación con el Estado, así como los aspectos facilitadores y las dificultades que se presentan en esta doble articulación.

Palabras clave: Proyectos culturales. Inclusión social. Disciplinas artísticas. Políticas  públicas. Estrategias teórico-metodológicas.

 

LA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA Y EL ANÁLISIS DE LA POLÍTICA Y GESTIÓN PÚBLICA DE LA CULTURA

Ivana Mihal, CONICET/ UNSAM

El abordaje de la política y gestión pública de la cultura supone entender desde la mirada de las políticas públicas como éstas se desarrollan y muestran de diversas maneras a través de la interrelación de actores sociales, normativas, e instituciones. Reconociendo esto, desde la perspectiva antropológica se enriquece su abordaje, pues permite la profundización de dicho entendimiento al considerar que forman parte de procesos en constante construcción y resignificación, atendiendo a los contextos sociohistóricos en que estos procesos tienen lugar. En la comprensión de estos procesos las elecciones técnicas no son neutrales sino que se enmarcan en enfoques que posibilitan indagar algunos aspectos más que otros, por eso interesa en esta ponencia reflexionar, a partir de la consideración de distintos tipos de herramientas, los alcances de la antropología en el estudio de las políticas culturales y su gestión.

Palabras clave: Antropología, enfoques, política, gestión, cultura

 

PROGRAMACIÓN CULTURAL EN MALDONADO: EL DESAFÍO DE CONSTRUIR UN PÚBLICO

Luis Alberto Pereira Severo, UDELAR

Durante el período 2005 – 2010 desde la Intendencia de Maldonado se impulsaron una serie de proyectos en el sector cultural, desde eventos centrales hasta intervenciones en el territorio, fondos concursables y programas de educación artística, en el marco de políticas que se explicitaron como de "construcción de ciudadanía". El conjunto de acciones derivadas significaron una ruptura con las trayectorias anteriores en el departamento, y revistieron características de  excepcionalidad en el interior del país. En este trabajo presentaremos un resumen de los programas y proyectos implementados desde una de las unidades involucradas: la Unidad de Programación Cultural, de la que dependieron en el período la gestión de Teatro de la Casa de la Cultura, Sala Cantegril, el fondo concursable PROCULTURA, la gestión de bibliotecas, el Festival Internacional de Cine de Punta del Este, la Feria del Libro y el Encuentro de Escrituras. Específicamente se explicitarán los objetivos planteados para cada una de las áreas de responsabilidad, los datos de la ejecución de la planificación respectiva y la evaluación consiguiente. En cuanto a programación de salas se analizarán las disciplinas artísticas presentes en la programación de salas, y en base a una encuesta de públicos se compartirán datos de satisfacción de asistentes y barrios de residencia de los mismos. Se incorporarán al trabajo datos de las encuestas de opinión efectuadas en el período en lo relativo a actividades culturales. Se considera pertinente este trabajo como aporte a la construcción de políticas públicas para la cultura y a la sustentabilidad de las mismas.

Palabras claves: Cultura - Gestión cultural - Política cultural – Local - derechos culturales

 

10 ANOS DE CONSOLIDAÇÃO DO SNC: UM OLHAR A PARTIR DA GESTÃO LOCAL

Simone Amorim,  UERJ

O trabalho apresenta e discute alguns desafios enfrentados pelos órgãos municipais de cultura na consolidação dos instrumentos de gestão previstos no Sistema Nacional de Cultura (SNC), passados 10 anos de implementação dessa política, no Brasil. Para tanto, contará com dados e informações amostrais dos municípios da região metropolitana do estado do Rio de Janeiro que já aderiram ao Sistema de Cultura e ainda não consolidaram todos os instrumentos. Em especial na discussão dos Planos Municipais de Cultura, Conselhos e Conferências de Política Cultural. Pretende investigar, sobretudo, a aderência do princípio participativo ao cotidiano dos órgãos municipais de gestão da cultura nesta região, visando entender se é possível afirmar a participação popular como um dinamizador de processos democráticos na esfera local. Atualmente, 58 municípios fluminenses firmaram acordo de adesão ao SNC, pouco mais da metade dos municípios (63%), sendo que, nacionalmente, apenas 36% dos municípios aderiram; a nossa hipótese é a de que o grande desafio que se apresenta à consolidação desse modo integrado de gerir as políticas, não se deve apenas à opção de determinada gestão em assumir uma agenda integrada de desenvolvimento para o setor cultural. Antes, o maior desafio ao ingresso dos municípios nesse Sistema, tem sido uma certa resistência à construção e ao fortalecimento de mecanismos de gestão que tenham a participação social como fator estruturante das políticas públicas culturais. Isto porque, consolidar um canal deliberativo junto à população altera substancialmente o modus operandi clientelista e plutocrático que historicamente caracterizou as políticas públicas, sobretudo sociais, no Brasil.

Palavras-chave: Política Cultural, Sistemas de Cultura, Municípios.

 

 

LA CULTURA COMO POLÍTICA: LA GESTIÓN DE LA CULTURA NIVEL LOCAL

Marcela Rebom , José Tasat, UNTF

El trabajo se enmarca en el Proyecto de Investigación “La institucionalidad de las políticas culturales de gobiernos locales” que se desarrolla en la UNTREF (Argentina) desde el 2007. El mismo aborda los modelos de gestión cultural que adoptan los gobiernos locales actualmente. El análisis se centra en las políticas culturales implementadas por los gobiernos municipales teniendo en cuenta el rol que han asumido en materia cultural a partir de los procesos de descentralización. La política cultural en los municipios asumió nuevos objetivos vinculados con la construcción de lazos sociales y el descubrimiento de una identidad local. Las áreas culturales de los gobiernos locales se reconocen como partícipes y generadoras de procesos para la construcción de la ciudadanía y la integración social. Desde esta perspectiva se analizan las capacidades institucionales, los recursos presupuestarios y los marcos normativos desde la perspectiva de los funcionarios y técnicos municipales así como también de los destinatarios de las políticas culturales del gobierno local. El documento da cuenta del relevamiento y análisis realizado y presenta las reflexiones sobre el camino recorrido en relación a la metodología y el objeto de estudio.

Palabras clave: políticas públicas culturales – políticas culturales locales

 

Sesión 3:

CULTURA E PODER

Aline Sapiezinskas, UNB

José do Nascimento Junior,  IPJB

 

Propomos uma reflexão sobre as interfaces do poder no diálogo entre as mulheres produtoras de artesanato como meio de vida na periferia de Brasília e as instituições públicas de registro, organização e fomento de tais atividade, no setor público. Partindo da experiência de campo realizada nas cidades do entorno de Brasília, com mulheres artesãs, analisaremos a forma como atuam e interagem com o universo circundante, dentro do campo cultural, apropriando-se do vocabulário e dos discursos institucionais como forma de mobilizar poder, reinventar sua identidade e assim conquista rnovos espaços de expressão cultural. Entendemos as categorias de poder e política como construídas a partir das interações de cada grupo social com as estruturas de poder estatal ou para estatal. Nesse contexto, discutiremos também a apropriação da noção de cultura inerente a esses processos.  Mostraremos como um novo conceito de políticas públicas emerge ao longo do debate, o qual desvela a tensão entre os proponentes das políticas públicas e os agentes do campo cultural.Lançamos uma reflexão sobre o papel do Estado contemporâneo na criação de uma nova matriz de desenvolvimento com ênfase no social. Tendo o método etnográfico como ponto de partida, nos debruçamos sobre esse campo cultural específico para destacar as dimensões de disputa de poder inerentes ao campo. Procuramos lançar mão de conceitos caros à análise antropológica, tais como a noção de cultura e de poder, para fazer emergir as tensões e contradições que se encontram presentes nas relações entre os representantes do poder público, interessados na implementação de diretrizes políticas para o desempenho de atividade econômica no campo cultural e as produtoras de objetos artesanais, no caso, as mulheres brasilienses. Empregamos a análise do discurso nos tratamento dos dados da pesquisa de campo, incluindo tanto o discurso institucional como também as interações sociais consideradas significativas entre os participantes, buscando revelar quais são as estratégias de poder presentes e de que lançam mão ao marcarem sua posição de fala. Buscamos assim lançar um novo olhar e, tanto quanto seja possível, obter novos insights sobre a dinâmica cultural que conforma o campo das políticas públicas da cultura e os agentes de práticas sócio-culturais centrada na produção artística artesanal.

Palavra-chave: cultura, poder, políticaspúblicas, etnografia e análise do discurso.

 

POLÍTICAS CULTURAIS E PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS NA CRIAÇÃO E GESTÃO DE MUSEUS

Clarissa dos Santos Veloso

Luciana Teixeira de Andrade  PUC-MG

Este artigo tem como objetivo discutir as questões relativas à gestão público-privada da cultura por meio da análise de material empírico sobre o processo de criação e de implantação de dois museus em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, Brasil. Estes museus, resultados de parcerias público privadas entre o governo de Minas Gerais e a iniciativa privada, inserem-se num projeto maior de política urbana e cultural do governo e integram o recém-criado Circuito Cultural Praça da Liberdade (CCPL). A hipótese do artigo é que a gestão da cultura com pressupostos empresariais e mercadológicos, tal como é característico dos dois museus estudados, MM Gerdau e Memorial Vale, compromete a política cultural no que tange sua transparência, participação social, abrangência e objetivos que prezem a diversidade, o incentivo à produção e a democratização de acesso à cultura. As estratégias de parcerias público-privadas fazem com que o Estado delegue a terceiros as decisões e a gestão no setor da cultura, levando à criação de equipamentos culturais sob a lógica empresarial. O artigo é parte de uma pesquisa em andamento já em sua fase final, que contou com a realização de entrevistas com gestores públicos e privados e pesquisa documental nos acervos dos museus e nos documentos produzidos pelo governo do Estado. Suas referências teórico-conceituais inserem-se nos campos de estudo da Sociologia da Cultura e da Sociologia Urbana.

Palavras chave: museus; política cultural; parceria público-privada.

 

QUANDO O CAMPO É O ESTADO: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS TEORICO-METODOLÓGICAS NAS PESQUISAS SOBRE POLÍTICAS CULTURAIS

Leonardo Leal Esteves, UFPE

Neste trabalho, procuro indicar desafios e estratégias que me foram apontadas em pesquisas acerca das políticas culturais. Há mais de dez anos, tenho realizado estudos em torno das chamadas “culturas populares”. Neste período, as relações com o Poder Público estavam, direta ou indiretamente, relacionadas às minhas investigações. Em 2012, entretanto, vim a ter uma inserção mais sistemática neste campo e passei a perceber que há enormes desafios na realização de pesquisas antropológicas em torno de instituições de poder de alcance mais abrangente, como o Estado. Apesar de haver uma longa tradição de estudos antropológicos relacionados a processos de colonização, projetos de “desenvolvimento”, políticas públicas, dentre outros aspectos, há, aparentemente, ainda obstáculos em relação ao arsenal teórico e metodológico a ser utilizado neste campo. Há particularidades, por exemplo, relacionadas à utilização do método etnográfico no âmbito do Estado, como dificuldades de acesso a determinados atores sociais e especificidades relacionadas à utilização da observação participante, que impõem diversos limites e desafios. No âmbito do Estado, além disto, como parte do jogo político e das relações de poder, há muita coisa que não se fala e não se observa, da mesma forma que aquilo que está nos discursos, nos relatórios e nos regulamentos nem sempre correspondem às práticas. Partindo da estratégia do que George Marcus (2001) chamou de “etnografia multilocal”, tenho procurado buscar interstícios, dialogar com diferentes atores e revelar relações assimétricas, interações e alianças por vezes estabelecidas, como forma de compreender alguns aspectos relacionados ao campo das Políticas Culturais.

PALAVRAS CHAVE: Estado, Políticas Culturais, Etnografia, Multilocalidade.

 

BIBLIOTECAS PÚBLICAS: APROXIMAÇÕES E AMBIVALÊNCIAS

 

Maria Cristina Guimarães Oliveira, UFPE/UCP

 Cida Fernandez  Centro de Cultura Luiz Freire CDC

 Gilvanedja Mendes SECULT/FUndarpe

 

O trabalho analisa formas de atuação dos programas que envolvem as políticas culturais, sobretudo os que dizem respeito às bibliotecas públicas, observando os atores que vêm interferindo na aplicação dessas políticas. São questionados quais vetores são possíveis para se pensar políticas culturais na atualidade quando vivemos, simultaneamente a complexificação das tramas socioculturais e seu esgarçamento? Noutro enfoque observa as formas de gestão, que devem considerar as demandas do ambiente territorial e o urbano, como surgem em seu espaço econômico e sociocultural, vinculando-se aos objetivos de desenvolvimento, os aspectos econômicos, sociais e culturais. Assim, faz-se necessário redefinir a noção de cultura e compreendê-la não como entidade que diferencia uma sociedade da outra, mas como sistema de relações de sentido que identifica diferenças contrastes e comparações e é o veículo ou meio pelo qual se estabelece a relação entre os grupos; para corrigir desigualdades, reconhecer as diferenças e incluir os desconectados –  numa sociedade onde a informação e o conhecimento são eixos definidores da inclusão dos sujeitos para compreender os processos em que se dão, sem o que é impossível propor alternativas. Assim, procurou-se analisar o Brasil e sua reconstrução, não apenas no resgate da dívida social, cujas exigências são espantosas e demandam ações governamentais incisivas; mas, a conscientização da sociedade, pois a luta pela emancipação humana é tarefa de todos. Assim encontramo-nos, como cidadãos, diante da tarefa de erguer uma crítica ao sistema social e à cultura prevalecente, buscando-se um modelo  de  desenvolvimento  que  possa  conceder  benefícios  ao  coletivo  de  excluídos.

Palavras-chave: Políticas Públicas. Bibliotecas Públicas. Cultura. Sociedade. Desenvolvimento.

 

GESTORES CULTURAIS: PROPOSTA DE CATEGORIZAÇÃO – NUANCES ETNOGRÁFICAS

Flávia Lages de Castro

Luiz Augusto F. Rodrigues, UFF

O campo da Gestão Cultural no Brasil, por ser recente em sua organização e espaços institucionais de formação, carece de estudos que perfilem seus agentes, suas vinculações, suas bases conceituais, seus objetos etc. Com este propósito, a presente pesquisa – ainda em estágio inicial – vem aglutinando os entendimentos sobre este campo conceitual (diga-se, hoje ainda, com visões bem díspares), e buscando identificar categorias norteadoras de suas distintas frentes. Acrescente-se, também, a necessidade acadêmica de melhor conceituação e entendimento do campo da gestão cultural, por conta do ensino junto ao bacharelado em Produção Cultural na UFF. Nossas estratégias metodológicas vêm se assentando na revisão crítica da literatura existente, e no levantamento de seus eixos operacionais e conceituais através de entrevistas com diversos agentes deste setor. Busca-se compreender os mecanismos que atuam sobre as diferentes esferas de poder no que diz respeito à Gestão Cultural e os seus fazeres na Política de Cultura, bem como as especificidades que regem as variadas formas de produzir e gerir a cultura de forma direta ou indireta não somente através de análise teórica, mas buscando - de forma quase cirúrgica - levantar exemplos que sirvam de provocações para novas e variadas questões acerca dos fazeres na produção da cultura. O uso de exemplos justifica-se para que se possa aproximar o mais possível os meandros sócio filosóficos da arte da Gestão de Cultura com a prática existente através de uma pesquisa que, com nuances etnográficas, apresente posicionamentos específicos para, sempre que possível, por indução, apreender as realidades do assunto.

Palavras chave: gestão cultural – política cultural – organização da cultura – trabalhadores da cultura

 

REFLEXÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DA PRESENÇA DA ORDEM DO MÉRITO CULTURAL NO ÂMBITO DO PRONAC

Humberto Cunha Filho

Daniela Lima de Almeida, UNIFOR

A Ordem do Mérito Cultural – OMC foi instituída no âmago da Lei nº 8.313/91, a qual criou o Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac. As distinções da OMC são, pela Lei, concedidas a pessoas que, por sua atuação profissional ou como incentivadoras das artes e da cultura, foram formalmente tidas como merecedoras do referido reconhecimento. Verificam-se alguns estranhamentos relativos à adequação da presença da OMC no âmbito do Pronac, a saber: possível agressão aos princípios democrático e republicano; inconstitucionalidade por figurar, supostamente, em norma que trata de assunto de natureza diversa da sua; e inadequação para os fins sistêmicos que lhe foram definidos em lei. Conclui-se que, de fato, não se pode advogar a extinção de reconhecimentos aos que se destacam pela prática das atividades culturais, ao contrário, devem ser estimulados, inclusive para o cumprimento de ordem constitucional; todavia, torna-se recomendável que os méritos sejam pensados segundo os fundamentos e princípios que, a partir de 1988, com a Constituição Cidadã, devem reger as políticas culturais. É certo que os destaques do Poder Público à comunidade cultural mereceriam matriz autônoma, lei própria, que não seja simples e duvidoso inserto em lei eminentemente de financiamento.Não se elimina a necessidade de destaque específico aos verdadeiros mecenas, aqueles que realmente contribuem com recursos próprios para as atividades culturais, distintos dos que apenas fazem uso de deduções fiscais totais ou lucrativas, esses que se tornaram a regra absoluta, o que certamente explica os rumos pelos quais a OMC passou a trilhar.

Palavras-Chave: Ordem do Mérito Cultural. Pronac. Cultura. Reconhecimento. Financiamento.

 

ENTRE O CAMPO CIENTIFICO E O CAMPO POLÍTICO: A CONFORMAÇÃO DE UMA ELITE INTELECTUAL DE PESQUISADORES SOBRE POLÍTICA CULTURAL NO BRASIL

 

Mariella Pitombo, UFRecôncavo da Bahia, Linda Rubim, UFBA, Delmira Souza  UFBA y Leonardo Fernandes Nascimento  UFBA

Os estudos e pesquisas sobre políticas culturais no Brasil tem experimentado notável crescimento a partir de meados da década de 1990. Tal crescimento é tributário de um momento no qual se presencia significativas transformações sociais,econômicas e políticas que tem elevado a esfera da cultura a uma instância de legitimação e visibilidade de práticas sociais na contemporaneidade. O Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura-ENECULT, realizado pela Universidade Federal da Bahia desde 2004, tem se conformado em um fórum nacional privilegiado de debate sobre políticas culturais. Como resultado da pesquisa “Estudos da cultura no Brasil: um mapa possível”, financiado pelo CNPq, esta comunicação pretende oferecer os primeiros achados sobre o “estado da arte” das pesquisas sobre políticas culturais a partir da análise das comunicações apresentadas nas ultimas dez edições do Enecult. Mais especificamente, pretende-se apresentar um quadro analítico sobre o perfil da elite intelectual que vem se conformando no país  dedicada ao tema das políticas culturais. Parte-se do pressuposto de que o Enecult foi um dos principais deflagradores para a conformação de importantes instâncias institucionais acadêmicas (redes de pesquisa, programas de pós-graduação, eventos) sobre políticas culturais, reunindo em suas edições pesquisadores e gestores públicos que num movimento de inauguração de pesquisas sobre o tema foram simultaneamente se tornando não somente as principais referências teóricas sobre o assunto,como também passaram a ocuparimportantes posições nos quadros dirigentes da gestão pública da cultura, conformando um trânsito singular entre o campo científico e o campo político no país.

 

Sesión 4:

LOS PROGRAMAS DE TRADUCCIÓN DE LIBROS EN ARGENTINA: UN ANÁLISIS DE LA CULTURA COMO RECURSO PARA EL PLANEAMIENTO DE POLÍTICAS ESTATALES. EL CASO DEL PROGRAMA SUR

Daniela Szpilbarg, CONICET/UBA

 

Esta ponencia se propone plasmar los primeros resultados de una investigación en curso acerca de un programa estatal  de subsidio a la traducción de libros puesto en práctica en Argentina desde 2009. A partir de constatar la emergencia del Programa Sur como una política cultural al mismo tiempo sugerida y requerida por la organización de la Feria del Libro de Frankfurt como una precondición para la participación del país como Invitado de Honor, esta ponencia pretende indagar acerca de la relación entre políticas culturales estatales y mercado, a partir de algunos interrogantes: ¿Cómo funciona el Programa Sur? ¿Qué rol cumple el Estado en la circulación internacional de la cultura nacional? ¿Qué libros, autores y géneros son traducidos predominantemente? ¿Cómo se relacionan los libros traducidos con la estructura del campo editorial en su conjunto? ¿Cómo se vinculan la concentración económica del campo editorial con la planificación estatal de políticas públicas? En primer término desarrollaremos las características del Programa Sur, desde su surgimiento, luego indagaremos la relación que existe entre las obras subsidiadas para traducción y la estructura del campo editorial en su conjunto, y finalmente indagaremos las relaciones entre el campo editorial, Estado y mercado, en el terreno de la planificación de las políticas culturales y la democratización de la cultura. 

Palabras clave: traducción- políticas culturales- edición-Feria del Libro de Frankfurt

 

GESTÃO E PRÁTICAS CULTURAIS NAS BIBLIOTECAS DO RIO DE JANEIRO

Marisa Schincariol de Mello, UFF

 

Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados de um estudo  comparativo sobre práticas culturais em bibliotecas na cidade do Rio de Janeiro, localizadas na região da Central do Brasil: a Biblioteca Parque Estadual e a Estação de Leitura. Neste texto, a partir de pesquisa etnográfica, será delimitado o universo de frequentadores destes espaços; suas práticas nas bibliotecas, serão investigados os mediadores entre eles e a leitura, e a relação entre os espaços das bibliotecas com o território expandido que ocupam; bem como a função que a leitura ocupa na vida das pessoas que a praticam. A pesquisa tem dialogado com um conceito expandido e híbrido de leitura que não se restringe aos livros e aponta para diferentes formas de interpretação do mundo; e observado a ampliação das práticas culturais realizadas nas bibliotecas, que deixam de ser um local voltado especialmente para a leitura silenciosa de livros, para tornarem-se espaços culturais de acesso a múltiplas mídias e suportes. Num segundo momento, será analisada a gestão destas bibliotecas, relacionando o tipo de organização responsável pelo espaço, o seu modo de funcionamento e as práticas culturais de seus usuários. As Bibliotecas Parque são vinculadas ao Governo do Estado, e estão sendo coordenadas por uma organização social, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) representando a primeira experiência no Rio de Janeiro deste tipo de gestão. A Estação de Leitura, por sua vez, é gerida por uma organização não governamental, o Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, dedicado a projetos de incentivo à leitura.

 

A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA FEDERAL BRASILEIRA DE SALVAGUARDA DO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL: APROXIMAÇÕES E TENSÕES ENTRE MERCADO E BENS CULTURAIS IMATERIAIS

Diana Dianovsky, IPHAN

A cultura pode ser vista como uma política social capaz de promover oportunidades e resultados. Entre as dimensões da política cultural, está o desenvolvimento sustentável que percebe a cultura como promotora de oportunidades econômicas. Estas questões estavam em debate em fins dos anos de 1990, quando se começou a gestar a política federal de salvaguarda do patrimônio imaterial. A partir da promulgação do Decreto nº 3.551/2000, o governo federal por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN atua na salvaguarda dos bens culturais imateriais com base em seu reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil. São ações que envolvem identificação, documentação e apoio e fomento aos grupos detentores dos saberes e fazeres da cultura popular brasileira. Este trabalho pretende analisar como os bens culturais imateriais se tornaram alvo de uma política pública específica e como ocorreu o processo de formulação dessa política. Devido às questões que envolvem a inserção de produtos tradicionais e manifestações culturais no mercado econômico, cultural e simbólico, pretendo, como um segundo objetivo, perceber como as relações (aproximações e tensões) entre os bens culturais e o mercado estiveram em debate na formulação da política. Para tanto, será analisado, especificamente, as discussões e resultados do Seminário de Fortaleza e o trabalho da Comissão e Grupo de Trabalho do Patrimônio Imaterial. Por meio de uma análise qualitativa dos documentos produzidos e acumulados pelo GT, assim como de entrevistas com os principais gestores envolvidos, passarei em revista a definição de agenda, elaboração e formulação dessa política.

Palavras-chave: patrimônio cultural imaterial; política cultural; formulação de política pública.

 

¡VAMOS A LA FERIA! El inicio de la Feria Nacional de Libros y Grabados: 1961

Pablo Sánchez y Pablo Gatti Ballestero, UDELAR

El presente trabajo busca analizar un evento cultural de suma importancia para la vida cultural y social montevideana de la segunda mitad del siglo XX, cuyos inicios se remonta a comienzos de los años sesenta cuando se inauguró la Primera Feria Nacional de Libros y Grabados. La Feria Nacional de Libros y Grabados fue un evento anual que se llevó a cabo entre los años 1961 y 2007 en diversas locaciones de la ciudad de Montevideo, aunque también tuvo alguna visita a otros departamentos, e incluso fuera del país. Con el tiempo se convirtió en un espacio cultural de referencia, conformándose como una de las muestras culturales más relevantes, donde se promovió el libro uruguayo, los artesanos, artistas plásticos y voces del canto popular. Entre sus creadores se destacó la figura de Nancy Bacelo, que logró por casi 50 años sostener un proyecto que fue testigo de los avatares de la vida política y social de un país en décadas de cambios políticos, culturales y sociales. De esta forma se consolida como un espacio fundamental de análisis para comprender la vida cultural montevideana de la segunda mitad del siglo XX. En esta instancia nos centramos en el análisis del primer año de la Feria, abarcando una etapa de conformación y auge de este espacio cultural. Esta etapa inicial también se caracteriza por un gran impulso de trabajo por parte del comité organizador, que logró realizar tres eventos en el año 1961 que captaron la atención de la sociedad y la prensa montevideana de la época.

 

A CULTURA DO MERCO(SUL): MOVIMENTOS E POLÍTICAS DE IDENTIFICAÇÃO NA INTEGRAÇÃO REGIONAL SUL AMERICANA

 

Maria Izabel Mallmann PUC-RS

Felipe José Comunello Patrícia Radmann Zucco PUC-RS

Entre os agentes sociais e políticos que atuam na região fronteiriça entre Brasil e Uruguai, ações para a área da cultura têm sido promovidas. Destaca-se o Calendário da Integração Cultural Brasil-Uruguai, que em 2014 teve a sua primeira edição, sob a responsabilidade do Comitê Binacional de Intendentes e Prefeitos de Fronteira. Os articuladores desse calendário, juntamente com alguns produtores e artistas envolvidos com os eventos que o compõem, também em 2014 entregaram a Juca Ferreira, então coordenador de cultura da campanha de Dilma Rousseffà presidência da república, um “Manifesto Cultural da Fronteira Brasil-Uruguai”. Já como Ministro da Cultura, no final de maio do corrente ano Ferreira esteve em Jaguarão na fronteira com o Uruguai, em um ato onde se comprometeu com duas das principais reivindicações contidas naquele Manifesto: editais específicos e um plano de cultura para a fronteira. Esse ato aconteceu paralelamente a outro, o lançamento da Ponte Barão de Mauá, que liga Jaguarão a Rio Branco no Uruguai, como primeiro Patrimônio Cultural do Mercosul. Com isso, esses movimentos e políticas buscam conformar uma cultura relacionada a integração regional por meio do Mercosul, animados por um impulso mais geral de solidariedade entre os povos do sul do mundo. A partir de pesquisa qualitativa que está sendo realizada entre os agentes sociais e políticos mencionados anteriormente, o objetivo desse trabalho é descrever e analisar o contexto e alguns acontecimentos nos quais essa cultura é conformada enquanto a criação de identificação entre os componentes desse bloco regional em seus diversos níveis.

Palavras-chave: Cultura, Mercosul, fronteira, integração regional.

 

LA PRODUCCIÓN RADIAL COMO PRÁCTICA COMUNICACIONAL/CULTURAL TRANSFORMADORA EN ADULTOS MAYORES

Romina Verrua, Córdoba

Experiencia sobre práctica comunicacional/cultural desarrollada de manera coordinada entre el Gobierno Municipal de Córdoba (Secretaría de Cultura) y la Universidad Nacional de Córdoba (Cátedra Producción Radiofónica, Escuela Ciencias de la Información). Espacio de taller radial desarrollado en Hogar de Ancianos Municipal Padre Lamónaca de la ciudad de Córdoba, que tuvo como destinatarios a sus residentes.

A partir de considerar el medio radial como uno de los más democráticos por sus posibilidades de acceso a la escucha y a la producción -a partir de la oralidad-, en el marco del taller “Tenemos algo que contar” se incentivaron encuentros y construcciones de sentidos entre todas las personas que formaron parte del mismo: coordinadora, residentes y estudiantes. A partir de esta práctica, se observaron ciertas transformaciones de los adultos mayores en ámbitos comunicacionales/culturales, salud física y anímica, y prácticas educativas.

Además, en el marco del proyecto de extensión “Extender las aulas hacia la tercera edad” y a partir de considerar imprescindible para la formación profesional la práctica de acercamiento y encuentro con diferentes actores de la sociedad civil, se generó este espacio de intercambio entre estudiantes universitarios y adultos mayores.

El desarrollo de la práctica contribuyó a reflexionar sobre las posibilidades de incidir en transformaciones comunicacionales/culturales a partir de políticas públicas que apunten a necesidades de la sociedad en general y de los grupos en situaciones de vulnerabilidad en particular. A su vez se indagó sobre la potencialidad del trabajo en coordinación entre el sector público estatal y universitario.

Palabras claves: adultos mayores – comunicación/cultura – gestión pública - extensión

 

RELAÇÕES ENTRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA E ENTENDIMENTOS SOBRE ESTADO: O PLANO SETORIAL DE DANÇA/RS DESDE O OLHAR ANTROPOLÓGICO

Emanuelle Maia de Souza

O presente trabalho tem como universo de pesquisa o Colegiado Setorial de Dança do Rio Grande do Sul, como entidade que integra uma concepção política constituída a partir de algumas recentes reformulações no contexto das políticas públicas para a cultura no Brasil. Sobretudo no que diz respeito à construção de diálogo entre sociedade civil e Estado. Dentro desse contexto, etnografei o primeiro gestão deste grupo focada principalmente em acompanhar a formulação de um documento que pretende formalizar um conjunto de políticas culturais para o setor da dança: o Plano Setorial de Dança. Desse modo, olhando para e através do documento é que percebemos como este potencialmente revela como o Estado é imaginado e encontrado em determinado contexto, reafirmando os múltiplos sentidos que este pode assumir para os sujeitos envolvidos, bem como efeitos da produção social de categorias nas políticas públicas, e do entendimento sobre políticas de governo e políticas de Estado. Para tanto, isso implica em observar a linguagem utilizada, os debates que sucederam o texto final do documento e as mobilizações que a busca por aprovação do documento proporcionou.

Palavras-chave: etnografia, políticas culturais, Estado

 

POLÍTICAS REGIONAIS DE PRESERVAÇÃO AUDIOVISUAL: O PLANO ESTRATÉGICO PATRIMONIAL DO PROGRAMA MERCOSUL AUDIOVISUAL

Laura Bezerra  ABPA e UFRecôncavo da Bahia

O audiovisual ocupa, atualmente, uma posição central no cenário de ampliação dos fluxos transnacionais e inter-regionais. Sendo assim, a preservação e circulação de imagens em movimento adquirem valor estratégico, tanto se consideramos a dimensão simbólica da cultura e a situação política, quanto suas possibilidades econômicas. No contexto da ampliação do faturamento das chamadas indústrias criativas no mercado internacional, processo marcado por forte desigualdade, a preservação do acervo audiovisual dos países da América Latina seria essencial para a construção de uma contra-hegemonia de regiões do eixo sul. Com uma história iniciada nos anos 1930, a preservação audiovisual vive, no século XXI, um momento de intensas transformações. Com as tecnologias digitais, novas possibilidades se descortinam para o setor, mas, ao mesmo tempo, observamos que as instituições detentoras de acervos audiovisuais na América do Sul têm histórias marcadas por crises sucessivas, situação de penúria e fragilidade institucional. Este artigo pretende analisar o Plano Estratégico Patrimonial elaborado em 2013 no âmbito do Programa Mercosul Audiovisual, buscando o nexo entre seus objetivos, estratégias e resultados. Ao mesmo tempo, propomos uma reflexão sobre métodos de avaliação da atuação de instâncias transnacionais nas políticas culturais no contexto sul-americano. Com isso, apresentaremos os primeiros resultados do projeto “Preservação audiovisual entre o global e o local (I)”, vinculado ao Motriz - Laboratório de Políticas e Gestão da Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.