RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 88

GT 88.  TRÁNSITOS EPISTEMOLÓGICOS EN LA CONSTRUCCIÓN DEL OBJETO MIGRATORIO

Coordinadores:

Cecilia Inés Jiménez Zunino: Doctora en Sociología por la Universidad Complutense de Madrid (UCM). Investigadora Asistente de CONICET (Universidad Nacional de Córdoba); ceciliazunino@hotmail.com

Daniel Etcheverry: Doctor en Antropología Social por la Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGS). Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) danieletcheverry1@gmail.com

 

 

Sesión I

 

 

TRABALHADORES IMIGRANTES NA PRODUÇÃO DE VESTUÁRIO EM SÃO PAULO: MOBILIDADE SOCIAL OU TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO NA INDÚSTRIA REESTRUTURADA?

 

Coutinho, Beatriz Isola. Doutoranda em Ciências Sociais. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Campinas-SP/Brasil. Bolsista CNPQ; beatrizisolacoutinho@gmail.com

 

Temos por objeto de estudo as atuais confecções de vestuário paulistanas nas quais os trabalhadores e os proprietários são imigrantes de primeira geração, de igual ou diferentes nacionalidades e gêneros. Nessas pequenas unidades produtoras, doravante oficinas de costura, nas quais o espaço de moradia se confunde com o espaço de trabalho e onde quase tudo é improvisado e insalubre, as relações entre empregadores e empregados estão não raro submersas em contextos familiares e de compatrício e, em todos os casos, a exploração extrema do trabalhador se confunde com a trajetória de ida semelhante daquele que o emprega, o caminho partilhado de quem deixou sua pátria-mãe, definitivamente ou provisoriamente, em busca de melhores condições de vida. A participação crescente de imigrantes no mercado de trabalho brasileiro insere a necessidade de que a migração laboral internacional esteja na pauta dos estudos e pesquisas no âmbito do trabalho e, principalmente, que tais estudos dialoguem com categorias e teorias desenvolvidas no campo dos estudos migratórios, entre outras disciplinas e temas. Em nossa pesquisa de doutorado em andamento, inscrita na área de sociologia do trabalho, encontramo-nos diante de um objeto pungente e sobre o qual existe uma leitura quase consensual a respeito do fenômeno enquanto uma forma de trabalho análoga ao escravo, explicada pela reestruturação produtiva do setor têxtilvestuário e pelo período de acumulação do capitalismo em que o mesmo se inscreve.  Todavia, quando chegamos a campo, vemos que tanto os sujeitos envolvidos não se reconhecem enquanto escravizados, quanto enxergam o trabalho nas oficinas de costura como empregadores e como empregados, a possibilidade de uma mobilidade social ascendente. Através de nossa participação no GT pretendemos discutir não somente as chaves paras um diálogo multidisciplinar de nosso objeto, mas, principalmente, nossa posição teórica e metodológica enquanto pesquisadores comprometidos com a mudança social.

Palavras-chave: imigrantes; oficinas de costura; São Paulo; mobilidade social.

 

 

¿CÓMO (CON)VIVIR CON LA CRISIS ECONÓMICA SIENDO MUJER (IN)MIGRANTE EN MÁLAGA?

María de la Encina García Cofrades. Universidad de Jaén. Grupo de Investigación SEPISE; ency-17@hotmail.com

 

En el contexto actual de crisis económica es fundamental conocer las estrategias que las familias migrantes, que han decidido permanecer en España,  están llevando a cabo y más concretamente las mujeres (in)migrantes procedentes de América Latina, por ser los colectivos más numerosos en la ciudad de Málaga (España).

Los resultados de este trabajo derivan del trabajo de campo realizado en distintas asociaciones de la ciudad de Málaga, obteniendo entrevista en profundidad semiestructuradas con mujeres inmigrantes de varios países latinoamericanos – Bolivia, Paraguay y Ecuador-. En concreto, nuestro estudio está orientado a conocer: 1) La importancia de las redes sociales y cadenas migratorias en mujeres inmigrantes. 2) Analizar la opinión de las mujeres inmigrantes sobre las redes sociales en el contexto de crisis económica en España. 3) Identificar estrategias que se están llevando en distintos campos como son las migraciones, la familia, lo laboral, lo residencial, lo político y lo judicial, frente a la crisis.

Palabras clave: mujer inmigrante, Málaga, crisis económica, redes sociales.

 

 

NEGOCIANDO DESDE LOS MÁRGENES. ESTADO, CLASE Y CIRCUITOS MIGRATORIOS TRANSFRONTERIZOS EN EL CONO SUR

 

Alex Martins Moraes. Doctorando en antropología social en el Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES/USAM) Becario del CONICET; alexmartinsmoraes@gmail.com

 

En esta ponencia reflexiono sobre la articulación entre trabajo, desplazamiento e indocumentación y su incidencia sobre el acceso de las clases populares a las políticas públicas y servicios del estado disponibles en la frontera brasileño-uruguaya. Demuestro, a lo largo de mi exposición, que las prácticas migratorias transfronterizas están frecuentemente matizadas por la operatoria simultánea de las estrategias estatales de gobierno de las poblaciones y los procesos locales de enclasamiento y subalternización. Esta doble operatoria conduce a situaciones de "margen" desde las cuales los sujetos negocian sus posibilidades de acceso a la ciudadanía y plasman sus propias expectativas respecto del lugar que pueden o deben ocupar en la sociedad. Mi argumento central es que los márgenes no son solamente lugares de exclusión y dominación, sino que también constituyen situaciones de creación y agencia en donde los fundamentos mismos de la ciudadanía y la pertenencia pueden ser problematizados e incluso ampliados en favor de la inclusión y el ejercicio de los derechos.

Palabras clave: fronteras, márgenes, Estado, clase, Cono-Sur.

 

 

DO CAMPO DE TRABALHO AO TRABALHO DE CAMPO – REFLEXÕES SOBRE POSICIONAMENTO E POLÍTICAS DE ENGAJAMENTO EM ESTUDO ETNOGRÁFICO COM MULHERES REFUGIADAS EMPREENDEDORAS

Juliana Lobo de Queiroz. Institute for Social Research  Swinburne University of Technology –  Melbourne Australia; jlobodequeiroz@swin.edu.au; jujlobo@gmail.com

 

Quando eu iniciei minha pesquisa de doutorado sobre experiências de mulheres refugiadas empreendedoras no Brasil e Austrália, eu tive a oportunidade de refletir sobre os dilemas morais, éticos e práticos com os quais me deparei trabalhando no setor não governamental com projetos de capacitação e empreendedorismo de mulheres refugiadas.

Neste paper eu descrevo as mudanças que ocorreram nas dinâmicas de envolvimento com participantes na minha pesquisa a partir da minha transição do papel de coordenadora de projeto em uma ONG, para o papel de etnógrafa e observadora partipante. Eu uso como exemplo o meu envolvimentoem uma empresa social,em Melbourne na Austrália, fundada e dirigida por uma empreendedora Colombiana recém chegada como refugiada. Eu analiso as mudanças ocorridasem nossas dinâmicas de relacionamento,na transição domeu papel de provedorade serviços e o dela de “cliente”, para o papel de etnografa e advocatedentro da empresa social sob a administração dela. Eu também analiso as implicações dessas mudanças em relação ao trabalho de campo conduzido.

Por fim eu faço uma reflexão sobre as diferenças de posicionamentono trabalho de campo na Austrália (outsider-insider) e no Brasil (insider-outsider),salientandoaspectos econômicos-morais presentes no âmbito deprojetos de integração e traçando um paralelo entre as experiências de empreendedorismo de mulheres refugiadas em ambos países.

Palavras-chave:posicionamento, engajamento, refúgio, representação.

 

 

RELAÇÕES E IDENTIDADE NA CULTURA MATERIAL NIPODOURADENSE

Blanca Shung Luen Menezes Li. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Antropologia (PPGAnt) da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da  Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Mato Grosso do Sul, Brasil; lishungluen@yahoo.com.br

 

O MS é o terceiro estado em número de japoneses, sendo Dourados a segunda cidade maior do Estado. Artefatos são símbolos que representam a construção da identidade em território douradense. Destarte, discursos que permeiam utensílios domésticos estão impregnados de imaginário, memórias e padrões que permanecem resistindo às influências ocidentais. Como demograficamente está constatada a presença até a quinta geração de descendentes em território brasileiro algumas práticas culturais sofreram ressignificação por parte dos proprietários, devido às negociações que ocorrem no processo de aproximação entre as culturas japonesa e brasileira, de modo que as fronteiras são em nível simbólico e real quando os descendentes se tornam dekasséguis. A compreensão da diversidade cultural emerge em campo hibrido, fluido, polissêmico, nas enunciações de diferentes sujeitos e identidades. A antropologia do simbólico é um modo de abordar e analisar o capital cultural. Por conseguinte o conjunto de sistemas de símbolos está inserido no estudo do homem que reconhece coisas e relações sociais no meio onde vive. Neste sentido, minha pesquisa de mestrado visa entendimento maior do local em se tratando dos nipodouradenses, onde mestiços não são nem japoneses, nem brasileiros, mas interstício de dois modus vivendi em negociação constante e dinâmica inerente a transformação de significados. A pesquisa possibilita uma ponte de aproximação das diferentes perspectivas, um terceiro espaço. Ao haver a negociação cria-se nova dimensão de território, entre lugar que miscigena culturas.

Palavras-chave:memória, cultura material, fronteira, identidade, mobilidade.

 

 

MIGRANTES EN EL RÉGIMEN DE CLASIFICACIÓN SOCIAL: “INMIGRANTES”, “PERIFÉRICOS”, “POBRES”

Cecilia Jiménez Zunino. IDH – UNC – CONICET; ceciliazunino@hotmail.com

 

Los sujetos migrantes están atrapados y participan de múltiples enclasamientos o sistemas de desigualdad, tanto en el contexto de origen como en el de destino. Enclasamientos nacionales (de los países de origen y de destino); de clase (pertenencia a determinadas clases y fracciones); de grupos de edad; de identificación étnica; etc. atraviesan la configuración de las migraciones como objeto de estudio. A ello se añade que el cruce de la frontera jurídica de un Estado a otro implica una vulnerabilización potencial de los migrantes, al entrar éstos en una trama de relaciones sociales que los marginaliza hacia la precariedad y la informalidad laboral (debilidad frente a los empleadores, desprotección del Estado).

En esta ponencia analizaremos algunas categorías que designan al fenómeno migratorio, marcadas por la relación de dominación que supone su estudio, a la vez objeto de apuestas y de luchas simbólicas por su definición. Ilustraremos nuestras reflexiones con el caso de los migrantes de clases medias argentinas en España, como estudio en el que se construyó un objeto sobredeterminado de investigación acerca de las migraciones. El objetivo es complejizar categorías como inmigración y nacionalidad de origen, al añadir variables al análisis (clase, grupo de edad, género).

Palabras clave: categorías sociales, vigilancia epistemológica, clases medias, migrantes argentinos, España.

 

Sesión II

 

NOTAS PARA PENSAR UNA METODOLOGÍA PARA LA RECONSTRUCCIÓN DE“TERRITORIOS MIGRATORIOS” DESDE UNA CONCEPCIÓN SUBJETIVA DEL ESPACIO

Fulvio Rivero Sierra. IHPA/UNT/CONICET; fulvio.rivero@filo.unt.edu.ar

 

Los estudios migratorios tradicionalmente se han inclinado mayormente por una concepción del espacio “positivista”. Desde esta perspectiva, el espacio ha sido incorporado en este campo de estudios como un contenedor de la actividad humana, cuando no simplemente como un “paisaje” o, finalmente, como límites/fronteras políticos geográficos que nos migrantes atraviesan.

Todavía más escasos resultan los trabajos que han perseguido pensar las migraciones desde una perspectiva subjetiva del espacio. En esta dirección puede anotar las aportaciones de Fares (2003) y Marzadro (2010) alrededor del concepto de “territorio migratorio”. Estas perspectivas buscan revitalizar la relación entre el sujeto y el espacio en el campo de los estudios migratorios.

Sin embargo, aunque prometedoras, estas perspectivas no han conseguido cimentar una metodología de aproximación que ciña en alguna manera los avatares que cualquier enfoque cualitativo y, por tanto, interpretativo debe afrontar para evitar caer en arbitrariedades analíticas.

El trabajo que acá se pone a consideración se inserta en esta discusión, en el esfuerzo por proponer algunos lineamientos básicos que deberían tenerse en cuenta para construir una metodología de abordaje para esta perspectiva que permita reconstruir el “territorio migratorio” en el modo en que se haya presente en la subjetividad de los sujetos migrantes. Para ello se recuperan las reflexiones clásicas de Yi Fu Tuán (1974) las de Agnew (1987) y otras más actuales como Lois (2010), como así también la propia experiencia adquirida en el trabajo de campo en estudio de las migraciones de bolivianos hacia la Argentina.

Palabras clave: territorio migratorio, metodología, subjetividad, bolivianos.

 

 

FEMINIZACIÓN DE LAS MIGRACIONES, MATERNIDAD TRANSNACIONAL Y CAMBIOS GENERACIONALES: IDENTIDAD, EMOCIONALIDAD Y MEMORIA

Carina Alejandra Cassanello. CEHCMe  http://www.cehcme.org/. Universidad Nacional de Quilmes; carinacassanello@hotmail.com

 

Aunque gran parte de los estudios sobre la migración reconocen las emociones como un importante elemento de la experiencia migratoria, todavía no han logrado mirar de cerca cómo las emociones pueden ser un punto clave de análisis que ilumina aspectos diversos del fenómeno migratorio (Richter, M; 2011). De esta forma, creemos que las emociones tienen una historia específica y que por ello es posible encontrar diferentes órdenes o regímenes emocionales en el pasado, y en ese sentido, "(...) ellos definen el ser. Son nuestra motivación y nuestra guía, pero también los que obstaculizan nuestra acción. Las emociones y sus conceptos no son, por lo tanto, estáticos, sino históricamente mutables. Es por ello que tienen una historia” (Ute Frevert, 2011). De igual forma, las emociones son configuradas por la cultura y adquiridas/aprendidas en contextos sociales. Esto es que, al mismo tiempo que son configuradas por el tiempo histórico, están condicionadas por el lugar de referencia en el que se despliegan, y por tanto, una migración de una sociedad a otro involucra un paso entre regímenes, códigos y léxicos emocionales diferentes.

Este trabajo, intentará reflexionar en la intersección de emociones y transmigración, y en particular, examinar la transformación de identidad y las formas de expresión de las emociones en la historia de la migración de mujeres bolivianas arribadas al mundo urbano de la Argentina entre fines de los 1980 y la actualidad, al ejercicio de la maternidad trasnacional y al lugar que ocupan los niños y jóvenes en las redes migratorias.  

Consideramos que aún se ha explorado poco sobre la ruptura y reconfiguración de culturas emocionales a partir de la separación de las familias que obligó a la implementación de nuevas prácticas para mantener vínculos e intimidad a larga distancia, reconfiguró roles y obligaciones, afectó concepciones de masculinidad y feminidad, impuso la recomposición de nociones de hogar, lugar y familia, modificó  sistemas de creencias y valores,  dio origen a nuevas representaciones individuales y colectivas y motivó la configuración de comunidades de pertenencia. En este espacio aún vacante,  intenta encontrar su lugar este trabajo. En ese sentido, a partir de diferentes posturas, en los últimos años, el espectro metodológico se ha ampliado  al incluir abordajes emparentados con las teorías de la práctica y al sumar a los  conceptos de comunidades y regímenes emocionales, los de habitus y práctica emocional.

Palabras clave: migración boliviana, historia de las emociones, género, generaciones, redes migratorias.

 

 

CLASIFICACIONES Y CATEGORÍAS EN EL REFUGIO ¿INTERPRETACIONES OBJETIVAS?

Angela Facundo Navia. Antropóloga Universidad Nacional de Colombia. Doctora en Antropología PPGAS, Museu Nacional UFRJ. Investigadora en postdoctorado en la Fundação Casa de Rui Barbosa – CEDPIR; angelafacundo@hotmail.com

 

Basada en una investigación sobre la figura contemporánea del refugio en Brasil, propongo en este trabajo reflexionar sobre algunas de las categorías y de los procesos a través de los cuales se decide reconocer o no a un sujeto como refugiado. No obstante, la propuesta es que estas categorías serían escasamente comprendidas sino es analizada también la red amplia de administración de los tránsitos a nivel regional latinoamericano que colabora en la producción y estabilización de esos rótulos que pretenden representar a las personas, especialmente a aquellas que pasarán a ser tuteladas por el sistema mundial de “protección”.Este abordajereafirma la necesidad de mirar tanto para el país de inmigración, como para el país de emigración; pero también resalta la importancia de mirar los circuitos administrativos en los que se fabrican ciertos sujetos y en los que paulatinamente va siendo revalidada su existencia. Circuitos que incluyen reuniones de alto nivel en escenarios ministeriales o diplomáticos, pequeñas oficinas barriales de ONG que atienden desplazados y refugiados, así como espacios virtuales (on-line) de difusión, propaganda o denuncia.

Para tanto, describiré unos de los pasos de los procesos selectivos de refugiados llamado “pesquisa objetiva” que pretende corroborar “la verdad” de lo que fue narrado por los solicitantes de refugio y relacionaré esa etapa de selección conciertos episodios, fruto de conversas con algunas personas migrantes, que en otro momento de sus vidas hicieron parte de la red amplia de “protección” de refugiados. Las experiencias de estas personas que fueron “agentes” de la administración del refugio y ahora son “exiliados”, “refugiados”, “migrantes”, etc. nos invitan a pensar sobre la inestabilidad de esas categorías y lanzan preguntas que considero interesantes para el quehacer etnográfico: ¿Asumimos como verdades las clasificaciones del universo institucional que investigamos? ¿Es posible entender la experiencia administrativa del refugio en la vida de las personas sin estudiar también la interacción social que los construye como refugiados?¿En qué se basa la pretendida objetividad de esas categorías y cuáles son los mecanismos que ayudan a reproducir esa imagen neutral?

 

 

RECORTE EPISTEMOLÓGICO PARA A PESQUISA SOBRE RECONFIGURAÇÃO IDENTITÁRIA NO SUL DA BAHIA

 

Maria Luiza Silva Santos. Professora Adjunta de Sociologia. Universidade Estadual de Santa Cruz; maluss@uesc.br; maluss.10@hotmail.com

 

São dois os princípios teóricos que orientam o trabalho e sustentam a ideia de reconfiguração identitária de uma sociedade, auxiliada pelo fenômeno migratório. O primeiro é a relação dialética indivíduo e sociedade, relação que está na base de todo o processo de identificação. O segundo é a identidade como processo relacional de identificação, categorização e classificação que pressupõe o outro para existir. A pluralidade de questões dentro da temática sobre migrações faz com que o referencial teórico perpasse por discussões que, além de trabalhar com o tema específico das migrações e com as relações identitárias, transitem por conceitos como cultura, alteridade, xenofobia, hibridismo, estilo de vida etc. Para um trabalho calcado em reconfiguração, Norbert Elias é autor de fundamental importância, pois na maior parte de sua obra, esses temas são tratados de várias maneiras, em vários espaços e períodos de tempo. Porém, três textos são mais significativos: Os estabelecidos e os outsiders (2000), A sociedade dos indivíduos (1994) e Introdução à sociologia (1999). Também em Bourdieu fica clara a indissociabilidade da relação indivíduo e sociedade. Na sua noção de campo, o objetivo é compreender a constituição de um espaço comum à autonomia relativa das demais áreas da sociedade, com uma lógica particular, mas que se relaciona com os outros campos. Campo, portanto, irá aparecer como uma ferramenta de pesquisa que quebra os limites, entre a análise interna e externa das estruturas. Quando associado ao conceito de habitus, permite a quebra do distanciamento entre o homem e o seu meio (Bourdieu, 2002:67-68).Em Stuart Hall, o conceito de hibridismo aparece como poderosa fonte criativa, produzindo novas formas de cultura, fazendo o contra ponto entre tradição e tradução.

Palavras – chaves: Reconfiguração, migrações, cultura.

SUJETO, DESEO Y MIGRACIÓN: LA ESCUCHA PSICOANALÍTICA EN SITUACIONES DE CAMBIO DE PAÍS Y DE LENGUA   

Verónica Pérez Horvath. Licenciada en psicología. Magíster en Antropología Social (UFRGS, Brasil) Docente Asistente del Instituto de Psicología Clínica, Facultad de Psicología (UdeLar); psiveronicaperez@hotmail.com

 

Este trabajo aborda la perspectiva psicoanalítica en el debate sobre migración, proponiendo una revisión crítica de tendencias y dispositivos actuales de escucha a migrantes, cuyo carácter  ineludiblemente clínico-político ha sido señalado por otros autores (Debieux, 2009). El psicoanálisis es un dispositivo de palabra que tiene como efecto la producción de un sujeto, entendido éste como efecto residual de la inmersion del ser humano en el lenguaje. La clínica psicoanalítica puede ser entendida como práctica de trabajo con la alteridad, en el sentido de elaboración psíquica de los efectos de lo no simbolizable surgidos en el encuentro con el Otro del lenguaje. La escucha de migrantes supone, en este sentido, el trabajo con sujetos en una posición particular con respecto a lo simbólico y la alteridad, cuya adscripción a diferentes parámetros culturales y/o linguísticos, exige relativización y reflexividad por parte del que escucha. Por otro lado, y siguiendo a Benslama (2000), apuntamos como problemática la soldadura entre migración y necesidad promovida por el discurso actual sobre las causas económicas de la migración, que podría excluir al migrante como sujeto de deseo. Señalamos la importancia clínica de reconocer el movimiento deseante, de ruptura instituyente, que actúa como motor de una migración, distinguiéndolo de los efectos subjetivos posteriores, muchas veces devastadores, que promueven las políticas migratorias. Desconsiderar estos  dos aspectos, reduciría la intervención psicoanalítica a una mera psicopatología de la migración, excluyendo los efectos subjetivantes y creadores del acto de migrar.

Palabras clave: psicoanálisis, sujeto, deseo, migración, intervención.

 

 

SOBRE SUJETOS MIGRANTES, CAMPOS DISCURSIVOS Y CATEGORÍAS DE CLASIFICACIÓN

Daniel Etcheverry. Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA); danieletcheverry1@gmail.com

 

En “Writing against culture”, Lila Abu-Lughod (1991) nos presenta tres estrategias para superar la distancia que la idea de una cultura como un todo coherente, atemporal y discreto le impone al investigador y a su universo de investigación. Son ellas: pensar en términos de discurso y práctica, lo que nos permite pensar en usos sociales, por parte de lo sujetos, de los recursos verbales y lingüísticos; prestar atención a las conexiones entre el tema y el universo de investigacion y el antropólogo que investiga sobre ellos y, por último, observar cómo los procesos más amplios en términos de espacio y tiempo se manifiestan y son reproducidos localmente por los sujetos (Lughod, 1991, p. 147-157).

Comprender la movilidad humana en esta perspectiva no lleva a pensar en los campos discursivos que abarcan todos los agentes sociales que de alguna forma están involucrados en el fenómeno social de la movilidad, donde relaciones de poder estructuradas y estructurantes son reproducidas pero también desafiadas en las áreas de la vida cotidiana. Emerge, en este punto, el sujeto migrante como elaborador de una narrativa que podrá, o no, adecuarse a los discursos sobre él existentes. Esto nos hace pensar en el uso de los términos y de las categorías de clasificación que moldan los discursos y, por ende, el propio fenómeno de la movilidad. En esta lógica, el papel del investigador académico es importante, en la medida que, desde la legitimidad de la academia en el universo representacional, es posible contribuir para reafirmar o desafiar las categorías de clasificación y los términos usados en el campo de conocimiento de la movilidad.

En este trabajo me vuelco entonces sobre el papel de los diversos agentes sociales  en la formación de los campos o configuraciones discursivas sobre la movilidad, señalando la necesidad de mantener una perspectiva amplia que comprenda lo local como una totalidad compleja que abarca agentes con discursos de muy diversos alcances sin perder de vista al sujeto migrante y su capacidad narrativa. 

Palabras clave: movilidad, campo discursivo, agentes sociales, sujeto migrante, categorías de clasificación.