RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 72

GT 72.  ANTROPOLOGÍA DEL DEPORTE: ENTRE LA COPA DEL MUNDO Y LOS JUEGOS OLÍMPICOS

Coordinadores:

Dr Martin Curi. UERJ; martincuri.rio@gmail.com

Mg. Alejo Levoratti. Comisión de Investigaciones Científicas- Universidad Nacional de Quilmes/Universidad Nacional de La Plata. CIC-UNQ/UNLP; levoratti@gmail.com

 

 

Sesión 1: Oferta y Demanda en el campo deportivo: Análisis teóricos y metodológicos del mercado de los bienes deportivos

 

DESAFIOS AO ENTRAR EM CAMPO: FAZERES METODOLÓGICOS DE UMA PESQUISA COM JOGADORAS DE RÚGBI

 

Dra. Michelle Carreirão Gonçalves. Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Departamento de Didática da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea (UFSC/CNPq) e do Laboratório de Pesquisas em Educação do Corpo/LABEC (UFRJ/FAPERJ/CNPq); michelle_carreirao@yahoo.com.br

Dr. Alexandre Fernandez Vaz. Doutor em Ciências Humanas pela Leibniz Universität Hannover. Professor dos Programas de Pós-Graduação em Educação e Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea (UFSC/CNPq). Pesquisador CNPq; alexfvaz@uol.com.br

 

O presente trata da experiência de feitura de pesquisa junto a uma equipe feminina de rúgbi em Florianópolis/Brasil, enfocando as mudanças metodológicas ocorridas ao longo do estudo. Para tentar entender como as jogadoras de rúgbi representavam esteticamente o esporte que praticavam, realizamos um conjunto de observações de treinamentos da supracitada equipe no ano de 2011. Se inicialmente mantivemo-nos como meros observadores, após um mês de observação e de insistentes convites a participar dos treinos com o grupo, optamos por entrar também no campo de jogo, assumindo um duplo papel: de pesquisadores e de aprendizes de jogadores de rúgbi. A partir dessa mudança metodológica foi necessário criar alternativas, por exemplo, para elaboração dos registros no diário de campo, pois realizar anotações durante as sessões de treinamento, como originalmente feito, não se fazia mais possível. Além disso, era preciso concentrar-se não apenas nas questões ligadas aos interesses de pesquisa, mas também na aprendizagem do jogo, nos gestos técnicos e na movimentação tática de um esporte moldado em uma lógica completamente distinta de nossas experiências corporais anteriores. Mesmo com dificuldades para sistematização dos dados, o fato de nos colocarmos como observadores participantes, jogando junto, possibilitou conhecermos por dentro o funcionamento do grupo, do clube e do esporte, ao nos integrarmos às reuniões administrativas, jogos, momentos prévios e pós-jogo, confraternizações. Nossa experiência nos fez sentir a constante tensão entre aproximação e afastamento do objeto, colocando em xeque o lugar pretensamente ascético e neutro do pesquisador.

Palavras-chave: metodologia da pesquisa; rúgbi feminino; esporte.

 

 

DEPORTE, MERCADO Y PATRIA. “LOS PUMAS” Y LAS REPRESENTACIONES MEDIÁTICAS DURANTE EL MUNDIAL DE RUGBY FRANCIA 2007”

Dr. Juan Bautista Branz (Conicet/Idaes – FPyCS/UNLP); juanbab@yahoo.com.ar

Lic. Dolores Conget (UBA); doloresconget@gmail.com

En esta ponencia pondremos el foco de análisis en cómo se construyeron, mediáticamente, representaciones asociadas a lo nacional en torno a la selección argentina de rugby, “Los Pumas”, durante el mundial disputado en Francia, en el año 2007. Siendo el rugby un deporte practicado, en Argentina, por sectores minoritarios, es necesario pensar cómo el mercado (en sus diferentes modalidades) presenta la participación del combinado nacional en un evento de gran magnitud a nivel global. Los atributos morales y corporales, acompañados con un relato que complementa la agresividad necesaria para el juego con la condición civilizada de las prácticas de un “buen/ejemplar ciudadano” argentino, son regulares entre las representaciones que muestran a “Los Pumas” como un modelo ideal de nacionalismo asociado al deporte. Veremos a lo largo del trabajo algunas pistas que nos muestran los signos de esa operación mediática, para ampliar e interpelar a públicos no especializados en rugby. Además, indagaremos cómo el mercado recupera relatos tanto estatales como paraestatales a la hora de pensar en la rentabilidad de sus productos, vehiculizados a través de las imágenes, valores, símbolos y representaciones que vincularon a “Los Pumas” y a la noción de Patria que, por supuesto, la entenderemos en constante disputa entre diferentes colectivos sociales. 

Palabras Clave: Nacionalismo – Mercado – Rugby – Representaciones mediáticas.

 

 

TORNANDO-SE MAINSTREAM: REFLEXÕES SOBRE A ESPETACULARIZAÇÃO DO SKATE

Giancarlo Marques Carraro Machado. Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador do Núcleo de Antropologia Urbana (NAU/USP) e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e outras Modalidades Lúdicas (LUDENS/USP). Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); gmachado@usp.br / gian_machado@yahoo.com.br

Com vistas a regulamentar o skate enquanto um esporte e a propagar um sentido legítimo para o seu uso, certos agentes (como empresários, profissionais da mídia especializada, representantes do poder público, etc.) e instituições (como federações esportivas, por exemplo) têm disputado o poder de controlar discursos, de definir comportamentos, de organizar competições, de “dar a ver” e “fazer crer” que a sua prática tem que ser feita de determinado modo. Um dos caminhos encontrados para propagá-la e torná-la mais atrativa foi através da promoção de grandes campeonatos, produzidos nos moldes de um espetáculo. Geralmente realizados em pistas de skate, tais campeonatos geralmente são formatados com base em uma série de regras criadas por entidades que regulamentam a prática, como a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) em âmbito nacional, ou a World Cup Skateboarding (WCS) em âmbito mundial. E quando não organizadas por essas entidades, as competições podem ser promovidas por canais de televisão, empresas multinacionais ou revistas especializadas. A pesquisa abordará inúmeros processos que contribuíram para a visibilidade, popularização e espetacularização do skate e problematizará uma série de incorporações comerciais que culminaram em seu enquadramento como um “esporte radical”. Vislumbra-se analisar etnograficamente certas vertentes espetacularizadas consideradas como o mainstream do skate, bem como os impactos das mesmas na prática cotidiana, no entanto, é válido ressaltar que a análise do universo do skate não será restringida apenas a um domínio específico, como o esportivo, ou a explicações apriorísticas que tentam estabilizar seus sentidos heterogêneos em categorias transcendentes.

Palavras-chave: skate; antropologia dos esportes; espetacularização; lifestyle sports.

 

 

AVANÇO NEOPENTECOSTAL NO FUTEBOL BRASILEIRO:ANÁLISE SÓCIO–ANTROPOLÓGICA ACERCA DAS RELAÇÕES ENTRE RELIGIÃO, FUTEBOL E ESPAÇO PÚBLICO NO BRASIL  

Claude Petrognani (UFRGS); claude.petrognani@libero.it

 

Este texto se mobiliza em torno das relações entre religião, futebol e espaço público no Brasil.  Mais especificamente,  discorre sobre um aspecto do campo religioso brasileiro: a saber, o campo evangélico, em particular o neopentecostal e a sua inserção e rápida difusão no meio esportivo, principalmente o futebol. 

A partir de dados da pesquisa de doutoramento, será possível, sem pretensão exaustiva, demonstrar que há um avanço evangélico, fazendo desta configuração religiosa muito mais que “uma das religiões periféricas ou marginais dos brasileiros” (Carvalho, 1999,p.3), podendo ser considerada uma religião “hegemônica” quase como o catolicismo, no que diz respeito ao ambiente futebolístico.

Além disso, tentar-se-á mostrar que o interesse evangélico, no que diz respeito aos esportes, com o grupo denominado Atletas de Cristo, aprofunda as suas raízes na herança da Muscular Christianity de era vitoriana (1837-1901).  Enfim, este objeto permite refletir sobre um tema crucial da atualidade, o fenômeno da religião no espaço público.

Palavras chaves: Religião, futebol, espaço público, neopentecostalismo, Atletas de Cristo

 

 

 

PERSPECTIVAS DISCIPLINARES Y CIRCULACIÓN DE ACTORES. UN ANÁLISIS SOBRE EL DESARROLLO DE LAS CONCEPCIONES DE EDUCACIÓN FÍSICA, DEPORTE, GIMNASIA Y JUEGO EN LAS INSTANCIAS DE DESARROLLO CURRICULAR DE LA PROPUESTA FORMATIVA DE LOS PROFESORES DE EDUCACIÓN FÍSICA EN ARGENTINA.  (1993-2014)

Alejo Levoratti (CIC-UNQ/UNLP); levoratti@gmail.com

 

En los últimos dos décadas la formación de los profesores de educación física en Argentina ha sido objeto de reformas en sus lineamientos nacionales y en sus planes de estudio, esto se produjo en paralelo a que se suscitaron cambios en la legislación educativa de nivel nacional y provincial. Estas transformaciones, implicaron modificaciones en conceptos centrales de las propuestas formativas como son: educación física, deporte, gimnasia y juego. Al mismo tiempo se generaron una serie de tensiones entre los términos cuerpo-corporeidad y entre movimiento-motricidad. En estos procesos participaron distintos actores que se inscriben, en los distintos momentos, de modo singular en el campo disciplinar de la educación física y/o de la educación, en el deportivo, en las instituciones formativas y en el de la política educativa. A partir de ello en este trabajo nos interesa analizar los desarrollos conceptuales de los términos antes mencionados, realizado por los principales actores sociales involucrados, produciendo una compresión situacional de dichas perspectivas. Para esta tarea nos concentraremos en la circulación de personas, saberes y prácticas que participaron en las distintas instancias de desarrollo y definición curricular de los profesorados de educación física entre 1993 y 2014. Esta temática la inscribiremos en relación a aquellos trabajos de la antropología sobre el deporte que profundizan en los procesos de la política y la circulación de saberes, actores y prácticas.

Para llevar a cabo esta labor se analizarán diversas fuentes documentales oficiales: leyes, resoluciones, documentos, diseños curriculares; las producciones realizadas por los actores involucrados: artículos de revista y periodísticos, presentaciones publicar realizadas en congresos y eventos científicos, libros; articulando ello con entrevistas en profundidad.

Palabras clave: Profesores de educación física, actores, formación.

 

Sesión 2: El espectador del espectáculo deportivo: ¿consumidor o hincha?

Coordinador: Alejo Levoratti (CIC-UNQ/UNLP)

Comentarista: Martin Curi (UERJ)

 

TORCIDAS UNDERGROUNDS. MODOS CONTRACULTURAIS DO TORCER NOS ESTÁDIOS DE CLUBES SEM OSTENTAÇÃO DO RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO

Leda Maria da Costa. Doutora em Literatura Comparada – Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisadora do NEPESS – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Esporte e Sociedade. Universidade Federal Fluminense; ledamonte@hotmail.com

A Copa do Mundo de 2014 condicionou reformas e construção de novos estádios nas cidades-sede desse evento, no Brasil. Para serem considerados aptos a receber público, esses estádios tiveram que cumprir um conjunto de normas, seguindo diretrizes de segurança e conforto. É o chamado “Padrão Fifa” que se vincula a um contexto mercadorizado do futebol em que o público é visto não somente como torcedor, mas sim consumidor. Surgiram críticas – acadêmicas ou não – contrárias ao “padrão FIFA” e a tendência, por ela consolidada, de priorizar formas de torcer homogêneas e condizentes com interesses midiáticos e mercadológicos. Entre essas manifestações contrárias, estão as torcidas, aqui, denominadas de undergrounds. Por torcida underground compreende-se aqueles agrupamentos de torcedores que praticam e defendem modos de torcer que, em grande medida, se contrapõem às expectativas gestadas no contexto de clubes capazes de atrair e ostentar fartos capitais econômicos e simbólicos. Este trabalho parte da possibilidade de conceber esses modos de torcer como uma manifestação contracultural, em seu amplo sentido, por reunir uma juventude que adota posturas rebeldes em relação a uma cultura hegemônica, representada, neste caso, pelo futebol espetáculo, possuidor de ampla atenção midiática e investimento econômico. Por intermédio de métodos como observação direta, captação de imagens e sons, assim como de material proveniente de sites e redes sociais, será realizada uma análise dos significados do torcer underground e contracultural demonstradas pelas torcidas “Setor 2”, do Clube Atlético Juventus, de São Paulo, e “Brava raça lusitana” da Associação Atlética Portuguesa, do Rio de Janeiro.

Palavras-chave: Copa 2014; Futebol espetáculo; Contracultura; Torcida underground.

 

 

O CASO ARANHA E A INTERDIÇÃO DO TERMO MACACO NA ARENA DO GRÊMIO

Gustavo Andrada Bandeira. Doutorando em Educação/PPGEdu/UFRGS; gustavoabandeira@yahoo.com.br

Fernando Seffner. Doutor em Educação/PPGEdu/UFRGS; fernandoseffner@gmail.com

 

As atitudes dos torcedores nos estádios de futebol produzem narrativas. Essas narrativas são construídas de forma agonística, na relação entre nós e eles. Não são apenas as partidas que estão em disputas, mas diferentes representações de gênero, sexualidade, pertencimento étnico. Diversas narrativas sobre confrontos entre torcedores parecem tolerar as manifestações quando essas acontecem através dos cânticos e xingamentos. Não sendo possível examinar esta questão de modo absoluto, optamos pela estratégia do estudo de caso. A proposta desse artigo é problematizar como manifestações verbais se constituíram enquanto um problema a partir de quatro partidas do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense em 2014, ano da realização da segunda Copa do Mundo da Fifa no Brasil. Após uma partida contra o Santos Futebol Clube, em que o goleiro Aranha foi chamado de macaco por um grupo de torcedores gremistas, diferentes argumentos foram colocados para justificar ou não uma punição ao clube. Além disso, o termo “macaco”, e sua derivação “macacada”, historicamente autorizado para fazer referência ao Sport Club Internacional, clube rival do Grêmio, foi interditado. É possível apostar que a realização do torneio mundial no país possa ter questionado as sensibilidades instituídas nos estádios de futebol no Brasil. As fontes são a cobertura midiática e presença no estádio em três dessas quatro partidas. Analisam-se quais os cânticos, xingamentos e termos foram problematizados durante essa temporada no futebol brasileiro. O foco da problematização se dará sobre o que foi entendido como legítimo e o que foi interdito para as manifestações coletivas da torcida.

Palavras-Chave: Futebol; Torcida; Violência; Racismo; Legitimidade.

 

 

LA METAMORFOSIS DE LA VIOLENCIA: VIEJOS Y NUEVOS INTERROGANTES PARA EL ESCENARIO ACTUAL DEL FÚTBOL ARGENTINO

Nicolás Cabrera, becario del CONICET- IDAES/UNSAM; nico_cab@hotmail.com

El fenómeno de la “violencia en el fútbol” argentino se nos presenta como una problemática tan dinámica como acuciante. Quienes estamos preocupados en analizar dicho campo, en los últimos años nos sentimos interpelados por una aparente paradoja empírica que despierta, al mismo tiempo, perplejidad e interés: hay una progresiva pacificación de los estadios de fútbol pero un aumento en las estadísticas registradas de víctimas fatales vinculadas a contextos futbolísticos. Solamente en el año 2014 se registraron 17 muertes, el peor año desde la fundación del fútbol argentino como deporte profesional. Evidentemente estamos frente a una reconfiguración del fenómeno de la “violencia en el fútbol” que invita a la reflexión.

En el presente trabajo intentaremos aportar evidencia empírica y rigurosidad analítica en pos de una explicación integral de dicha reconfiguración. Para ello, en una primera parte, describiremos la reestructuración ocurrida en la hinchada del Club Atlético Belgrano de Córdoba en relación a las prácticas y representaciones violentas que en ella tiene lugar. Nos detendremos en el proceso de pacificación interno ocurrido en la “tribuna popular Pirata” a partir de la monopolización de una facción sobre el resto. Posteriormente, en un segundo apartado, demostraremos que lo ocurrido en el caso de Belgrano debe ser necesariamente analizado a la luz de procesos sociales más amplios como el mencionado al inicio del presente resumen. Finalmente cerraremos el trabajo tratando de diagramar viejas preguntas y nuevas hipótesis para el actual escenario del fútbol argentino.

Palabras claves: antropología, sociología, fútbol, violencia, hinchadas.

 

 

PRIVATIZACIÓN Y EXCLUSIÓN EN EL FÚTBOL CHILENO; LA EXPERIENCIA DE RESISTENCIA DE LA ASAMBLEA DE HINCHAS AZULES

Vjera Leyton Escobar. Egresada Antropología Social, Academia de Humanismo Cristiano; vjera.le@gmail.com, hinchasazulesasamblea@gmail.com

Gabriel Ruete Nuñez. Egresado Antropología Sociocultural, Universidad Austral de Chile (UACH); ga.ruete@gmail.com

En Chile como consecuencia de un largo periodo de asentamiento del neoliberalismo, el año 2005 la articulación político-empresarial puso en marcha el plan de privatización del fútbol, sustentado en las supuestas deudas que los clubes mantenían con el fisco, dando el paso a las Sociedades Anónimas Deportivas. Así, a fines del año 2006 se concreta la quiebra del Club de fútbol profesional Universidad de Chile, que trajo como consecuencia la exclusión de los hinchas, que antes de la quiebra eran socios con derecho a voz y voto, cambiando su condición a la de hinchas-clientes de una empresa. Frente a este panorama, un grupo de hinchas comenzó a organizarse para recuperar los espacios de asociatividad que implica ser un club. Dicho espacio se constituye como una nueva forma de establecer redes de cooperación y capital social a modo de resistencia al desmembramiento del componente social en el deporte.

Considerando al fútbol, y el estadio como un escenario de disputa social, como varios autores señalan, hoy, en nuestro país las medidas de seguridad pública, han intensificado esta problemática situándonos a los hinchas como principales responsables de la violencia. Es por eso que desde nuestra experiencia como miembros de la Asamblea de Hinchas Azules, conscientes de ser receptores de violencia y no solo ejecutores, nos planteamos como una orgánica que intenta deconstruir estas lógicas de poder donde no se considera al hincha para plantear una solución al problema del cual somos los principales afectados.

Palabras Clave: Club de fútbol profesional, exclusión, hinchas/clientes, violencias, sociedades anónimas deportivas.

 

 

Sesión 3: El evento deportivo como divisor de aguas: impactos, legados y consecuencias

Coordinador Alejo Levoratti (CIC-UNQ/UNLP)

Comentarista: Leda Maria da Costa (UERJ)

 

ENTRE A “ERA DOS REABILITADOS” E A “ERA DO ALTO RENDIMENTO”: A CONSTRUÇÃO DE IMAGENS SOBRE O ATLETA PARALÍMPICO

Mônica da Silva Araujo. Doutora em Antropologia (UFRJ/Museu Nacional) e Pesquisadora do Nepess (UFF); monicasaraujo@yahoo.com.br

 

A realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro tem impulsionado debates diversos sobre a importância e o papel do esporte. Questões como o legado social dos megaeventos para a cidade sede e a preocupação com o investimento em novos atletas ganham destaque. Para além destas questões, o esporte paralímpico também apresenta algumas demandas específicas. Às vésperas dos Jogos de 2016, atletas, dirigentes e treinadores destacam a importância de se dar uma maior visibilidade ao esporte paralímpico, vinculando-o mais à ideia de alto rendimento e menos aos conceitos de reabilitação e inclusão social. A hipótese central deste trabalho é a de que essa demanda articula-se com as mudanças nos processos de formação de novos atletas, o que permitiria falar de diferenças geracionais, ou até mesmo de uma “nova era” de atletas que aderem ao esporte a partir de entidades esportivas e não mais através de instituições de reabilitação. A noção de “superação” e de “heroísmo”, que povoou intensamente o universo simbólico das primeiras gerações de atletas, transita até os dias atuais em diversos discursos. Neste sentido, pretendo revisitar dados etnográficos de uma pesquisa realizada com atletas paralímpicos antes dos Jogos de Pequim, confrontando os discursos obtidos naquele período com as falas e debates mais recentes sobre o processo de construção de uma imagem sobre o esporte e o atleta paralímpico, procurando entender o papel das entidades esportivas e dos meios de comunicação neste, mas também procurando compreender o valor atual da ideia de “superação”.

Palavras-chave: Jogos Paralímpicos, atleta paralímpico, alto rendimento, superação.

 

 

FÚTBOL, PUEBLOS INDÍGENAS Y NACIONALISMO DE ESTADO. APUNTES ANTROPOLÓGICOS EN TORNO A LA PRIMERA COPA AMERICANA DE PUEBLOS INDÍGENAS EN CHILE

Nelson Soto Santibáñez. Antropólogo. Dr © en Antropología del Programa de Doctorado en Antropología del Convenio Universidad Católica del Norte y Universidad de Tarapacá. Instituto de Investigaciones Arqueológicas y Antropológicas, Universidad Católica del Norte. San Pedro de Atacama. Chile; paleorock@yahoo.com

 

A los pocos días de finalizada la Copa América 2015 de la CONMEBOL-FIFA, Chile volvió a ser anfitrión y escenario de un gran evento deportivo de fútbol latinoamericano, pero esta vez de lo que se denominó Copa Americana de Pueblos Indígenas, evento organizado por el Gobierno de Chile y ejecutado por un conglomerado de organismos públicos y privados asociados para la realización de esta Copa. Uno de los elementos clave de este Campeonato, fue el establecer la representación de ocho países latinoamericanos mediante selecciones nacionales de fútbol masculino, cuyos miembros debían de pertenecer a algún pueblo indígena existente dentro de estos ocho países. Así por ejemplo, la selección chilena o la “roja indígena” como la llamaron algunos medios de comunicación, estaba constituida por indígenas de los pueblos Rapa Nui, Aymara y Mapuche.  A partir de esto, el Campeonato fue una interesante instancia para observar parte de los mecanismos del Estado para implementar mediante la “participación” e “inclusión” de los pueblos indígenas, una reducción de la diversidad cultural de lo indígena en función de la idea de nación y país. Este trabajo describe a grosso modo la organización, los ensambles y la dinámica del evento, poniendo bajo análisis la relación entre fútbol, pueblos indígenas, indigenismo y nacionalismo del Estado de Chile.

Palabras Clave: Fútbol, Pueblos Indígenas, Estado, Nación, Antropología.

 

 

TORCEDOR OU CLIENTE? DISPUTAS EM TORNO DO TORCER NAS NOVAS ARENAS DE FUTEBOL NO BRASIL

 

Ricardo César Gadelha de Oliveira Júnior. Doutorando em Antropologia Social – UFRGS; rcgoj@yahoo.com.br

A reconfiguração de alguns estádios brasileiros ao formato exigido pela FIFA como prerrogativa para a realização da Copa do Mundo 2014 causou um debate público que envolveu os diferentes agentes que formam o campo futebolístico brasileiro: torcedores, jornalistas, jogadores, dirigentes de clubes e de federações, empresas gestoras das arenas, políticos etc. A partir da análise de reportagens, depoimentos de torcedores e de profissionais das empresas responsáveis pela gestão das arenas esportivas, percebeu-se que a contenda se dá em torno de dois tipos de posicionamento sobre tais alterações no comportamento dos torcedores: por um lado defende-se que a realização da Copa do Mundo no Brasil poderia trazer melhoria e mais conforto para os torcedores, levando aos estádios um público que nunca os frequentava ou deixara de fazê-lo. Nessa primeira acepção, tem-se a ideia de que o torcedor passa a se tornar um cliente, já que a transformação dos estádios em arenas multifuncionais passa pelo aumento da possibilidade de oferta de bens e serviços aos espectadores. Por outro lado, há resistências quanto ao desaparecimento de uma “cultura torcedora brasileira”, um conjunto de sociabilidades, de práticas e de objetos que seriam típicos do futebol nacional, historicamente relacionados às torcidas organizadas brasileiras, e que estariam sendo deixados de lado em favor de um torcedor mais passivo, como o de uma peça teatral, que vê o jogo sentado e sem demonstrar maior envolvimento com o desenrolar do jogo, em que o termo “consumidor” é descrito a partir de um sentido depreciativo.

Palavras-chave: torcedor; arenas; futebol; consumo; cliente.

 

 

COPA DO MUNDO: EVENTO DE IMPACTO OU REAFIRMAÇÃO DAS NOSSAS ESTRUTURAS?

Martin Curi. Professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); martincuri.rio@gmail.com

 

O Brasil está em época de megaeventos: Jogos Pan-americanos, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. O termo evento sugere que se trata de acontecimentos curtos com consequências duradouras e significativas na estrutura cultural do país sede. De fato observamos acontecimentos extraordinários como as manifestações de 2013 e a derrota de 7x1 da seleção brasileira. Estes eventos alteraram alguma coisa na estrutura cultural do Brasil ou apenas se reforçou a antiga percepção do brasileiro como "vira-lata" que se vê inferior aos europeus? Para a análise dessa questão serão apresentadas dados do trabalho etnográfico durante a Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo 2014.

Futebol, (mega-)evento, estrutura, copa do mundo.

 

Sesión 4: Relaciones políticas en el campo deportivo: ¿Cuáles con las representaciones en juego?

 

Coordinador: Martin Curi (UERJ)

Comentarista: Marcos Alvito (UFF)

 

 

“TODOS ESTAMOS ACÁ POR LO MISMO, PORQUE QUEREMOS AL CLUB”. DEPORTE, POLÍTICA Y AFECTOS EN EL CLUB UNIDOS DE LA PLATA

Julia Hang (CISH/FAHCE/UNLP/CONICET); juliahang@hotmail.com

El presente trabajo forma parte de una investigación etnográfica que tiene por escenario el Club Unidos de La Plata, institución en la cual analizo una trama de relaciones sociales y políticas entre una multiplicidad de actores que forman parte de la vida diaria del club. Aquí, a partir del análisis y elaboración de algunos materiales etnográficos  (registros de reuniones, asambleas, charlas informales con distintos miembros del club) se intentará explorar las diversas concepciones en torno a la política que se ponen en juego en la institución, las cuales se encuentran atravesadas no sólo por las trayectorias políticas, sino también por distintos sentidos en torno al deporte, la historia del club y los afectos que vale la pena reponer. En este sentido, uno de los aspectos claves que se intentará reponer aquí es aquel que refiere al modo en que las distintas lógicas deportivas (individuales o colectivas) configuran  maneras específicas de percepción y acción, de comprensión de la vida política, deportiva y social del club, al tiempo que configura modos diferenciales de vincularse afectivamente con la institución. De este modo, se buscará pensar una de las concepciones nativas claves que organizan las relaciones sociales y políticas, el amor al club como aspecto a través del cual se delinean moralidades que vinculan de diversas maneras deporte, política y afectos.

Palabras clave: deporte- política – afectos – club.

 

COBRESAL CAMPEÓN Y LA REALIDAD AL DESNUDO. CONTINGENCIAS Y RELACIONES A PROPÓSITO DEL CAMPEONATO CHILENO DE FÚTBOL PROFESIONAL, CLAUSURA 2015

Rodrigo Herrera O. Antropólogo, Universidad de Concepción, Concepción, Chile; rherrerao@udec.cl

 

El así llamado Torneo de Clausura del 2015 de la 1° división del fútbol chileno coronó campeón a Cobresal. El equipo representa a la ciudad de El Salvador, campamento minero ubicado a 2.300 mts. de altura fundado en 1959 por la Andes Mining Co. y en que habitan no más de 8.000 personas, teniendo como uno de sus lugares referenciales el estadio El Cobre, con una capacidad para 20.000 espectadores. El análisis del tratamiento y decantamiento del evento los días inmediatamente posteriores, ya sea por parte de la prensa especializada, los hinchas y su voz recogida por los medios de comunicación, los propios futbolistas y otros actores vinculados, dan clara cuenta de la fuerza con que operan los símbolos, y su condición polisémica, en el llamado “mundo del fútbol”, aquel espacio social donde “todo se magnifica, se exagera, se multiplica”, al decir de Marcelo Bielsa (Rojas 2015). La presente ponencia pretende exponer estos antecedentes desde una perspectiva reflexiva, de manera de explorar aquella eventualidad en tanto fenómeno social complejo en el que están operando un conjunto de categorías y relaciones de orden sociocultural, que no sólo remiten a la comprensión de los temas futbolísticos, sino que simultáneamente a la sociedad en su conjunto.

 

UMA ECONOMIA POLÍTICA DA HONRA? OS USOS SOCIAIS DO DINHEIRO ENTRE OS PRESIDENTES DE CLUBES DE FUTEBOL NO RIO DE JANEIRO

Luiz Rocha; luiz_burlamaqui@hotmail.com

Partindo de questões ligadas à antropologia do dinheiro, ou à teoria etnográfica do salário, o presente artigo tem como objetivo refletir sobre os sentidos atribuídos ao dinheiro por parte dos presidentes de clubes no interior do futebol espetáculo. Sobretudo no discurso jornalístico, a gestão nos clubes de futebol é representada como irracional, realizada de maneira intempestiva, e, no limite, executada sem uma teoria econômica por detrás. A propalada separação entre teoria econômica e prática política não é, entretanto, restrita ao universo futebolístico; trata-se de uma retórica extremamente poderosa que, por sua vez, enquadra a política na economia. Partindo de uma série de entrevistas, o caminho aqui será o de tentar perceber os sentidos e as lógicas através das quais os ex-presidentes de futebol narraram seus gastos. Para além da propalada “gastança”, verifica-se como os diversos sentidos atribuídos às moedas funcionam como janelas para a compreensão de como um grupo social produz a si mesmo. No caso dos presidentes de futebol, uma comunidade masculina em que as disputas assumem um sentido particular, o dinheiro aparece intimamente atrelado à honra, ao prestígio, às relações pessoais e às disputas de poder. Aqui também o “pertencimento clubístico” permanece indissociável da maneira como se opera, gasta e regula o orçamento do clube. 

Palavras-chave: presidentes de futebol; teoria etnográfica do salário; moralidades.

 

 

REDEMOCRATIZAÇÃO E FUTEBOL: COPA UNIÃO DE 1987 E A SUA MEMÓRIA

Rafael Gustavo Frazão Fernandes da Silva. Mestrando em História Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Título Acadêmico: O futebol brasileiro no período da redemocratização.

 

A sociedade brasileira acompanhou ao final do regime civil-miltar o processo de reabertura política. Neste trabalho analisaremos as mudanças no futebol brasileiro ocorridas entre os anos de 1979 e 1987, relacionando-o a esse processo. Para isso, a pesquisa basear-se-á na Copa União de 1987, primeiro campeonato organizado de maneira autônoma pelos clubes brasileiros, demonstrando mudanças nas estruturas do esporte no país, ao passo da maior participação e organização da sociedade civil em áreas antes de domínio do Estado. Utilizaremos de entrevistas com torcedores comuns e jornalistas que vivenciaram o período. A partir de suas memórias, analisaremos o momento político do qual se desenrolou tal processo e a construção da história e memória do campeonato.

 

 

Sesión 5: Formación de atletas, profesionalismo y mercado deportivo: relatos etnográficos sobre instituciones deportivas

 

Coordinador: Martin Curi (UERJ)

Comentarista: Alejo Levoratti (CIC-UNQ/UNLP)

 


BOM SENSO F.C., UMA ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA DOS PÉS-DE-OBRA

Barbara de Ridder. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná Atualmente aluna do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Paraná; barbara.ridder@yahoo.com.br; barbara@ufpr.br


Os jogadores de futebol profissional são aqueles que possuem vínculos contratuais formais com entidades de prática desportiva, pessoa jurídica de direito privado, e que, obrigatoriamente recebem remuneração pactuada. No processo de estabelecimento dos contratos o jogador torna-se parte de uma categoria de pessoas entendida como passível de ser mercadorizável, isso é, vendido, comprado ou emprestado. Nesse sentido, eles se distinguem das demais pessoas consideradas como impagáveis, cujo valor não pode ser medido, assumem um status diferenciado no meio social. Constitui-se, assim, a pessoajogador, que por ser mercadorizável está sujeito a uma transformação de pessoa à coisa. A proposta do trabalho é demonstrar que os jogadores são sujeitos com agência no campo de relações do mercado futebolístico e que, pontualmente e continuamente, se mobilizam frente às condições particulares da profissão, como as jornadas longas trabalhadas, constantes acidentes de trabalho, instabilidade salarial e insegurança no emprego. Embora o atleta faça a transição de jogador-pessoa à jogador-coisa a hipótese com a qual trabalho é que se assume uma configuração de jogador-coisa-pessoa. Para desenvolver tal análise exploro o surgimento e os efeitos do movimento Bom Senso F.C. nascido em 30 de setembro de 2013, uma organização da classe trabalhadora dos pés-de-obra do futebol brasileiro que busca melhorar as condições de trabalho, as relações com os clubes, com a Confederação Brasileira de Futebol, regulação financeira das entidades desportivas e a valorização da torcida.

Palavras chave: Jogadores de Futebol, Mercadorização, Jogador-coisa-pessoa, Classe Trabalhadora, Bom Senso F.C.

 

 

 

 

JOGAR E TORCER: A PRODUÇÃO DE PROFISSIONALISMOS NO FUTEBOL NO BRASIL E NA ARGENTINA

Marina de Mattos Dantas. Doutoranda em Ciências Sociais na PUC-SP (Brasil); marinamattos@gmail.com

 

A proposta origina-se de pesquisa de doutorado em andamento e apresenta cartografias do futebol Brasileiro e Argentino a partir da imersão nos campos, conhecendo novas e antigas formas de organização do esporte, e da realização de entrevistas com jogadores e ex-jogadores em ambos os países. Em relação ao futebol, Brasil e Argentina possuem em comum a aclamação desse esporte como elemento constituinte de uma cultura popular e que produzem jogadores profissionais para exportação, principalmente visando o mercado europeu de jogadores. De modo que ser jogador de futebol e ascender socialmente através dessa profissão é um sonho em comum entre meninos argentinos e brasileiros. Porém, a grande maioria desses jogadores que se lançam no mercado vivem de contratos temporários e incertos, muitas vezes mantendo outras atividades como fonte de renda à espera de um contrato que os possibilite “viver do futebol”. Nesse sentido, mantem-se como principais interlocutores na pesquisa os estudos de Michel Foucault sobre a racionalidade neoliberal e os de Gilles Deleuze e Félix Guattari sobre a produção de subjetividades. Dessa maneira, busca-se respostas sobre como estes jogadores empreendem-se no futebol e como o futebol profissional produz subjetividades para o mercado de atletas, bem como possíveis resistências que emergem nesse processo.

Palavras chave: futebol, profissionalismos, jogadores, produção de subjetividades.

 

 

CAZADORES DE TALENTOS

Cecilia Margarita Zaffaroni. Licenciada en Antropología Social y Cultural – UNSAM; czaffaro@yahoo.com.ar

 

Esta ponencia intenta mostrar como una práctica deportiva atravesada por la dimensión económica provoca su profesionalización produciendo la cosificación de esos deportistas que la abrazan.

La realidad en la que vivimos muestra la traducción del sistema económico en la sociedad misma, la que se encuentra subsumida por aquél, escenario que pone en peligro las relaciones de los individuos entre sí al transformarse en “cosas mercantiles”, no escapando el deporte a esa lógica.

Es por ello que el mundo del tenis profesional masculino contemporáneo presenta un amplio universo de actores económicos entre otros los sponsors y las academias de tenis de alto rendimiento que serán los considerados en esta ponencia.

El trabajo de campo realizado en una academia me permitió comprender e interpretar las particularidades de las relaciones sociales y de poder que se construyen entre los jugadores y el Director, quienes si bien mostraron distintas motivaciones, primó en ambos la impronta materialista consistente en intentar hacer del tenis su medio de vida; postura que será el hilo conductor de este trabajo.

La construcción de un grupo social a partir de un deporte individual, puede considerarse como una "paradoja" toda vez que surge como consecuencia de la oposición de los jugadores hacia ese Director que entabla una relación comercial dónde él es el dueño y aquéllos sus clientes quienes dicen  sentirse tratados como "cosas mercantiles".

PALABRAS CLAVES: deporte, profesionalización, sponsors, Academias, "cosas mercantiles".

 

 

“SANGUE” E “APRENDIZAGEM” NAS CONTROVÉRSIAS DE POLÍTICAS DE PREDIÇÃO DE FUTUROS ATLETAS: O PERCURSO ENTRE ESTUDOS PARA A DESCOBERTA DO “DNA OLÍMPICO” E SUA APRESENTAÇÃO COMO POLÍTICA

Luís Eduardo Cunha (UFPR); luiseduthom@gmail.com

 

A Secretaria de Estado do Esporte, no Paraná (Brasil), lançou em 2013 o Projeto “DNA Olímpico”, com o qual anunciou que pretendia detectar jovens talentos a partir de investigação genômica. Na ocasião do lançamento do Projeto estiveram presentes, além de autoridades estaduais, o presidente da CAPES (instituição responsável pela Pós-Graduação brasileira no Governo Federal) e pesquisadores premiados na área da genética e da biologia molecular de grandes universidades brasileiras (USP e UNIFESP). Os gestores do projeto explicaram que o mesmo consiste na criação de um banco de dados biológicos que possibilita o estudo do DNA e a partir disso a identificação das aptidões dos atletas, permitindo direcioná-los para treinamento especifico de acordo com as suas características genéticas. Referido pelos seus entusiastas como uma “inovação de pesquisa genética desenvolvida nos países de primeiro mundo”, no presente trabalho tomamos o projeto DNA Olímpico para explorar uma discussão sobre fato científico e controvérsias científicas relacionada ao esporte.  Aproximando-nos dos estudos sociais da ciência e da antropologia da ciência, buscamos discutir particularmente seus efeitos em políticas públicas de educação e esporte, na construção de representações de corpo e de gênero, bem como questões éticas na relação com crianças e adolescentes que praticam esportes. Como resultados iniciais, destacamos a controvérsia entre os sentidos do “sangue” para diferentes explicações do talento esportivo, deslocando o sentido simbólico que possui para explicar o talento (“está no sangue”), para o seu sentido biológico e laboratorial.

Palavras-chaves: talento; esporte; ciência; aprendizagem; infância.

 

 

A ETERNA CRISE DO FUTEBOL BRASILEIRO - UM QUADRO A PARTIR DE TRÊS ETNOGRAFIAS EM ANDAMENTO

Marcos Alvito. Professor da Universidade Federal Fluminense (Niterói - RJ - Brasil); marcosalvito@gmail.com

 

Em 2005, quando o Brasil ainda era o campeão do mundo, publiquei um artigo apontando uma crise profunda no futebol brasileiro, imbricado em uma relação nefasta com o processo de globalização e seu impacto sobre o futebol. Visando aprofundar a investigação, iniciei três etnografias inter-relacionadas: um estudo sobre as categorias de base (sobretudo su-15 e sub-17), um sobre um time da Série C do Campeonato Carioca e outro sobre os "cartolas" a partir da frequência a um curso para treinadores de futebol na FFERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Pretendo apresentar as primeiras impressões provenientes destes três trabalhos de campo tão ricos. Posso adiantar algumas: a onipresença de agentes aliciadores de menores-atletas, muitas vezes em troca de pequenas quantias mensais e uma chuteira de três em três meses; a falta absoluta de condições profissionais em um campeonato praticamente "fantasma" como o da Série C do Rio de Janeiro, onde a maioria das partidas são disputadas com os portões fechados (por falta de condição dos estádios), abundam os patronos com interesses políticos e outros menos louváveis e os jogadores recebem um ou dois salários-mínimos; por fim, mas não menos importante, cabe analisar a estrutura política que "organiza" todo esse caos visando sempre garantir a permanência no poder de grupos que duram décadas à frente das federações. Terminarei com uma análise de como estas três etnografias se relacionam e de qual é a relação disso tudo com a eterna crise do futebol brasileiro.

Palavras-chave: categorias de base, atletas profissionais de futebol, dirigentes de futebol.