RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 62

GT 62.  FORMAÇÃO EM ANTROPOLOGIA E PRÁTICAS EDUCATIVAS: GÊNERO E SEXUALIDADES

Coordinadores:

Elisete Schwade. Doutora em Antropologia Social. Professora Associada do Departamento de Antropologia e Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFRN.

Carmen Gregorio Gil. Doctora en Antropología Social. Profesora Titular. Departamento Antropología Social. Universidad de Granada; carmengg@ugr.es

 

 

1ª. Sessão:

 

 

DIÁLOGOS ENTRE ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO EM CURSOS DE GÊNERO E DIVERSIDADE PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA E NA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFPE, PE

 

Marion Teodosio de Quadros. FAGES/DAM/UFPE; marionteodosio@yahoo.com

 

Embora seja tímido o trabalho sistemático na interface entre Antropologia e Educação nos PPGs de Antropologia no Brasil, a educação tem sido considerada como um dos campos para trabalho interdisciplinar, que subsidia políticas públicas, segundo o documento da área de Antropologia (ABA, 2010). Este trabalho está circunscrito a minha experiência com 3 cursos de Formação Continuada em Gênero e Diversidade para Professores da Educação Básica e quase 10 anos de trabalho com as disciplinas “Antropologia da Educação”, no Curso de Pedagogia e “ Antropologia e Educação”, na Licenciatura em Ciências Sociais e no PPGA UFPE, focando a Licenciatura e utilzando as demais disciplinas como termos comparativos, a partir do campo da Antropologia. Está dividido em duas partes, sendo a primeira dedicada à questão da diversidade na formação de professores do ensino básico, e a segunda, ao lugar da antropologia na formação de pedagogos e cientistas sociais. O diálogo entre a Antropologia e a Educação tem gerado um campo promissor de reflexão e um instrumento aliado na promoção de justiça social. Nos exemplos analisados, podemos ver o quanto  é difícil lidar com preconceitos e como o conhecimento antropológico tem  sido importante para a identificação de discriminações. Entretanto, ainda há muito a caminhar no sentido de fortalecer a Antropologia da Educação nos cursos de Ciências Sociais, Antropologia e Pedagogia. A Antropologia e a Educação  possuem uma confluência em torno da diversidade mas o sistema educacional parece trabalhar ainda na lógica da homogeneização cultural. 

 

 

EXPERIÊNCIAS ETNOGRÁFICAS EM UMA ESPECIALIZAÇÃO EM GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: O CASO DO GDE EM SANTA CATARINA

Pedro Rosas Magrini. Pos Doutorando em Antropologia Social (PPGAS/UFSC); pemagrini@yahoo.com

Marie-Anne Stival Pereira e Leal Lozano. Doutoranda Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/UFSC); marie.leallozano@gmail.com

Miriam Pillar Grossi. Professora titular de Antropologia (PPGAS/UFSC); miriamgrossi@gmail.com

 

Com esse artigo nos propomos refletir sobre as dificuldades e êxitos nos processos de ensino e aprendizagem do curso de especialização à distância em Gênero e Diversidade na Escola (GDE) promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) no primeiro semestre de 2015. A partir do acompanhamento etnográfico de encontros presenciais em cinco cidades catarinenses (Florianópolis, Itapema, Laguna, Praia Grande e Laguna); da elaboração, aplicação e correções de provas de mais de duzentas/os cursistas; e de reuniões periódicas da coordenação do curso para a  resolução de problemas das mais diversas naturezas, apresentaremos algumas cenas emblemáticas do cotidiano do curso. A cena 1 aborda a realização de uma oficina para a discussão sobre aborto, onde as/os cursistas foram divididas/os em grupos pró e contra. A cena 2 põe em foco a realização de um fórum no primeiro trimestre do curso dentro do Ambiente Virtual de Ensino e Aprendizagem (AVEA), que interpelava às cursistas da seguinte maneira: Você é feminista?. A cena 3 ilustra as performances de um professor do GDE que fez leituras de Caio Fernando de Abreu indumentado de salto alto e batom em aulas presenciais do curso e a última cena, cena 4, procuramos trazer à tona algumas das justificativas de desistências apontadas pelas/os cursistas que chegaram na Coordenação do curso. A partir dessas quatro cenas, percebemos muitos das dificuldades encontradas pelas/os cursistas, seja para aprenderem conceitos acadêmicos, seja para voltarem a estudar depois de anos, bem como de romperem muitos dos preconceitos presentes em suas práticas e no próprio cotidiano escolar.

Palavras-chave:  Gênero, diversidade, etnografia, ensino, escola.

 

 

O ENSINO DE ANTROPOLOGIA NA CAPACITAÇÃO DE EDUCADORAS/ES: EXPERIÊNCIA SUBJETIVAS EM PROCESSO

Elisete Schwade. Departamento de Antropologia - UFRN

 

Esse texto traz reflexões construídas a partir do ensino de antropologia na formação de professoras/es, de modo especial no GEEMPA (Grupo de Estudos sobre Educação, metodologia da Pesquisa e Ação) e GDE (Gênero e Diversidade na Escola).  No diálogo oportunizado em aulas de antropologia ministradas nesses e em outros cursos de formação, chama atenção as interpelações subjetivas produzidas na discussão de temas relacionados à religiosidade, família, gênero, sexualidade, violência entre outros. A partir da contextualização dessas experiências, o recorte que escolhi para esse texto abrange as professoras, seu envolvimento com a educação e, sobretudo, a contextualização de suas atividades em um cotidiano e em experiências partilhadas com os alunos, para além dos limites da sala de aula e dos muros da escola. Assim, argumento que é necessário perceber os múltiplos contextos que se entrelaçam: alunos cujas realidades socioculturais alertamos aos professores que devem ser consideradas e que desafiam professoras a refletir sobre aspectos subjetivos de suas experiências partilhadas.

 

 

ANTROPOLOGIA FEMINISTA COMPARTILHADA: ÉTICA E POLÍTICA NA PESQUISA FEMINISTA

Flávia de Mattos Motta. Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC; mottaflavia@bol.com.br

 

Este artigo discute o processo de devolução dos resultados de uma pesquisa sobre contracepção e aborto à população envolvida na pesquisa. Tendo como lócus um bairro de Florianópolis que reúne nove comunidades, a pesquisa foi desenvolvida por um grupo multidisciplinar ao longo de três anos e envolveu métodos etnográficos e quantitativos. Os resultados da pesquisa foram publicados em um livro (AREND et al., 2012) e apresentados em congressos e publicações acadêmicas. Posteriormente, elaboramos um material impresso (um livreto e um calendário), para distribuição em oficinas oferecidas pela equipe no bairro onde o trabalho de campo foi desenvolvido. Todo o processo de elaboração do material e realização das oficinas suscitou discussões de cunho ético, político e pedagógico, levando-nos a uma etnografia deste processo de compartilhamento dos resultados. A etapa final da pesquisa consistiu, portanto, em um processo de retorno ao campo com os resultados da mesma através de oficinas e o material impresso produzido e este artigo consiste na etnografia deste processo.

 

 

TRAMA EDUCACIÓN Y ANTROPOLOGÍA/ ARTE Y ETNOGRAFÍA: REFLEXIONES DESDE LA TEORÍA ETNOGRÁFICA

 

Adán Madrigal, M.A, M.F.A. Cineasta.  Educador, NNMontessori; adanmadrigal@gmail.com

Marquesa Macadar, Ph.D. Investigadora Asociada, Indiana University; marquesah@gmail.com

 

Nuestra formación antropológica y de las bellas artes, nos condujo al mundo de la enseñanza de lengua extranjera y de artes audiovisuales.

Hemos incorporado la enseñanza de la entrevista etnográfica y de la narrativa etnográfica a estudiantes de primaria, secundaria y de extensión con el fin de que ellos creen sus propias herramientas y medios de comunicación y conocimiento. Estos medios han sido diferentes formatos comunicacionales.  Enfatizaremos en el audiovisual.

Nos gustaría describir y compartir algunos de los productos audiovisuales que hemos hecho con dos grupos de población:

1) Estudiantes de secundaria de poblaciones poco representadas en Montevideo y Chicago

2) Comunidades del departamento de Chimaltenango, de Guatemala

El producto audiovisual es el resultado de un trabajo de auto etnografía hecha por los participantes y facilitada por los llamados “maestros artistas”, todo diseñado con un marco antropológico.

Durante esta reunión quisiéramos discutir tanto los métodos empleados, los marcos teóricos que informaron la metodología, así como el producto como una herramienta para la profundización de la democracia y la promoción de la paz.

A su vez quisiéramos pensarlo a la luz de la incorporación de varios dispositivos conceptuales del método etnográfico que han sido introducidos al campo de la educación, entre ellos “contexto” y “performance”, para desarrollar nuevas técnicas pedagógicas en los contenidos de la educación primaria y secundaria.  Quisiéramos registrar qué sucede cuándo se transportan y operacionlizan estos conceptos al campo de la educación.  Para esto, tomaremos el trabajo etnográfico con estudiantes de primaria de poblaciones de clase media norteamericana.

Palabras clave:  (auto)etnografía, construcción del conocimiento, contexto, herramienta comunicacional, artes.

 

 

ETNOGRAFÍA Y DIÁLOGO: GESTIÓN DE LA DIVERSIDAD Y CONSTRUCCIÓN DE LA DIFERENCIA EN LA ESCUELA ESPAÑOLA

 

Antonia Olmos Alcaraz. Departamento de Antropología Social. Universidad de Granada; antonia@ugr.es

Raquel Martínez Chicón. Departamento de Antropología Social. Universidad de Granada; raquelchicon@ugr.es

 

La gestión de la diversidad en la escuela española es objeto de atención pública en muy alto grado desde que empezó a haber en ella presencia de alumnado procedente de la inmigración extranjera. Ante esta situación, las administraciones educativas han diseñado toda una serie de planes y programas que tratan de dar respuesta a las heterogeneidades presentes en las aulas.

A partir de nuestras experiencias como investigadoras en el proyecto del Plan Nacional de I+D+i 2014-2017: “Construyendo diferencias en la escuela. Estudios de las trayectorias de las ATAL en Andalucía, de su profesorado y de su alumnado”  cuya metodología es la etnografía escolar, presentamos en este texto una reflexión sobre el concepto de diversidad pensado en y desde los contextos educativos. Para ello, y a través de grupos de discusión desarrollados con profesorado, personal investigador y personal técnico de la administración educativa, analizamos: a) Las relaciones percibidas y vividas en materia de diversidad entre el mundo de la escuela y de la investigación antropológica; y b) Las nociones de diversidad y las categorías que la integran: lengua, cultura, raza/etnia, edad, procedencia, género, etc. que aparecen y desaparecen de los discursos y las prácticas escolares con quienes son considerados diversos frente a quienes no.  Y concluimos con una crítica a la visión reduccionista de dicha noción de diversidad que convierte determinadas “pertenencias” en marcadores mientras que relega otras, como la diversidad de género, a lugares no centrales dentro de las políticas educativas actuales en el país.

 

 

 

 

 

2ª. SESSÃO

 

 

HACIENDO ETNOGRAFÍA ESCOLAR CON ENFOQUE DE GÉNERO: ALGUNAS REFLEXIONES EN TORNO A UN TRABAJO DE CAMPO

 

Reybet, Carmen. Universidad Nacional del Comahue. Argentina; carmenreybet@hotmail.com

 

En la presente Comunicación reflejo algunas de las inflexiones registradas en mi experiencia como investigadora educativa a partir de mi inmersión en una etnografía realizada recientemente en una escuela primaria a la que asisten niñas y niños de sectores populares de la ciudad de Neuquén, capital de la provincia del mismo nombre.

A diferencia de proyectos anteriores de índole cualitativa dirigidos a desvelar las relaciones de género en instituciones escolares (de nivel primario o medio) en los que estuve involucrada, este estudio estuvo presidido por las herramientas teórico-metodológicas proporcionadas por la Antropología y la Etnografía Feminista que, entre otros aspectos, plantean la reflexividad como una vía fundamental para la construcción de conocimiento. Esta inflexión en mi práctica, supuso atender, en la vida cotidiana de la escuela, la diversidad - no absoluta, sino contingente, relacional - de perspectivas y de prácticas aportadas por el alumnado, la docencia, las familias, y también por la propia investigadora, en un encuentro de índole “intercultural”.

Sobre ese fondo, en la Comunicación subrayo los procesos de reflexividad de niñas y de niños de “los primeritos”, según la categoría nativa utilizada por la docencia para referirse al alumnado de los primeros grados, anclando mis reflexiones en sus voces y en sus prácticas que refieren a los modos en que “habitan” las relaciones de género a escala local.

Palabras clave: etnografía, escuela, primera infancia, reflexividad

 

 

LA ETNOGRAFÍA COMO HERRAMIENTA PARA DESVELAR LA PRODUCCIÓN DE DESIGUALDADES DE GÉNERO EN LA ESCUELA

 

María Espinosa Spínola. Departamento de Trabajo social, Universidad de Granada; mspinol@ugr.es

Carmen Gregorio Gil. Departamento de Antropología social, Universidad de Granada; carmengg@ugr.es

Grupo de investigación ‘Otras. Perspectivas feministas en investigación social. Instituto Universitario de Estudios de las Mujeres y del género

 

Nos  proponemos compartir la investigación realizada por un equipo de antropólogas desde el Instituto Universitario de Estudios de la Mujer de la Universidad de Granada y que llevo por título “Violencia de género y cotidianidad escolar: Un análisis de las representaciones de masculinidad y feminidad y de las prácticas de dominación de género”. Dicha investigación fue encargada por el Instituto Andaluz de la Mujer y la Consejería de Educación de la Junta de Andalucía, en el marco del II Plan de Acción del Gobierno Andaluz contra la violencia hacia las mujeres (2001-2004) en concreto en la medida 4: “Concienciación y prevención en el ámbito educativo, para alertar sobre las causas y los efectos de la violencia de género” en su Objetivo 5: “Realizar trabajos de investigación que detecten y analicen la violencia de género en los Centros Educativos” (pag.20). El objetivo que nos propusimos con esta investigación fue desvelar aquellos significados que subyacen a las prácticas escolares, como forma de provocar la reflexión sobre los sutiles mecanismos mediante los que se reproduce, pero también se cuestiona, la violencia o dominación de género en la escuela. Compartiremos la experiencia de esta investigación al objeto de provocar la discusión y reflexión acerca de las relaciones entre la academia y las políticas públicas, así como el lugar que ha venido ocupando este trabajo antropológico en la formación de profesionales del ámbito de la educación y de otras disciplinas.

Palabras clave: etnografía feminista, violencia de género, políticas públicas.

 

 

OS ESPAÇOS DE ENSINO: “TIRAR O BONÉ, CUSPIR O QUE TEM NA BOCA, CALAR A MATRACA, NÃO RECLAMAR, NÃO APARECER (...)” – A VIOLÊNCIA RETROALIMENTADA NO ESPAÇO ESCOLAR

 

Lino Gabriel Nascimento dos Santos

Miriam Pillar Grossi

 

Em minha proposta, buscarei expor as experiências dadas em meu envolvimento com o projeto “Papo Sério”, promovido pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da Universidade Federal de Santa Catarina. O projeto envolve a promoção de oficinas nas escolas da rede pública do estado de Santa Catarina sobre assuntos relacionados às temáticas de gênero e diversidade em três níveis, os quais serão aqui abordados, assim, primeiramente, busco aqui tematizar a minha experiência em sala de salas de aula de diversas escolas da região de Florianópolis (SC) junto a colegas e paralelamente às reuniões formativas das oficineiras de diversas áreas e níveis de formação. Por fim, meu enfoque recai sobre as práticas e estratégias empregadas pelas professoras e pela escola a fim de conquistar o diálogo com as alunas (GOFFMAN 2008, 2009, 2011) além de pensar as redes de poder interpenetradas nesses lugares (FOUCAULT 1985a, 1985b, 1987, 1992, 1994, 2000a, 2000b), direcionando minha atenção para as violências institucionais, o que me leva a refletir as questões que perpassam a homofobia, o racismo, o capacitismo entre as demais práticas de violência estatal e familiar.

Palavras-chave: educação; gênero; escola; professoras e alunas; estratégias

 

 

MASCULINIDADES E TRANSFORMAÇÃO DE SENSIBILIDADES: UM OLHAR ANTROPOLÓGICO SOBRE AS RODAS DE CONVERSA SOBRE VIOLÊNCIA SEXUAL DA UFPR

Fernanda Azeredo de Moraes. Departamento de Antropologia (DEAN), Universidade Federal do Paraná (UFPR); fermoraesazeredo@gmail.com

O presente trabalho pretende apresentar um relato sobre o evento de extensão promovido por pós-graduandas e professoras da Sociologia e da Antropologia da UFPR em junho de 2015, como resposta a uma série de denúncias de violência sexual feitas por alunas de cursos de graduação da universidade. Tenho por intenção localizar os eventos ocorridos na UFPR em um cenário nacional recente de questionamento e crítica a sociabilidades universitárias sexistas. As respostas que estão sendo dadas por parte da reitoria da universidade (de novas ferramentas de acolhimento a vítimas e campanhas anti-violência), também serão objeto de reflexão desse trabalho. Ao longo das três tardes ocupadas pelas “Rodas de Conversa sobre Violência Sexual”, além de outros eventos correlatos promovidos por diferentes atores da comunidade universitária, a ideia de “cultura do estupro” se revelou central para alunas e professoras. Percebe-se hoje o efeito dos chamados novos movimentos feministas - caracterizados pela centralidade do corpo e da sexualidade em suas pautas e encenados, principalmente, em contextos urbanos e em espaços virtuais – dentro da universidade, gerando aquilo que denominarei como uma série de “transformações de sensibilidades” dentro de relações sexuais, afetivas e/ou hierárquicas. Ainda, me parece importante refletir sobre o uso da categoria “masculinidade” como uma forma frutífera, e por vezes, polêmica, de suscitar discussões sobre identidades e relações de gênero em um contexto de interseccional de classe, raça e gênero. Assim, procurarei analisar e descrever o contexto mais amplo das relações sexuais, afetivas, ativismos feministas e convivência universitária a partir de um exemplo vivido desde o lugar (liminar) de professora substituta de antropologia.

Palavras chave: Violência sexual, movimentos feministas, masculinidades, universidade

 

 

JUVENTUDES, EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS: RELATO E ANÁLISE DE UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO NUMA ESCOLA PÚBLICA DE CURITIBA-PR

Joyce Kelly Pescarolo. Psicóloga e Doutora em Sociologia, Pesquisadora do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR. Professora da FAE Centro Universitário; joycepescarolo@hotmail.com

Mariana Corrêa de Azevedo. Socióloga e Doutoranda em Sociologia da UFPR. Pesquisadora do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR; mariana@azevedo.com

 

O presente artigo traz o relato e a análise da inserção das duas pesquisadoras num projeto realizado no decorrer de 2014 em uma escola pública de Curitiba. Promovido pelo Instituto Não Violência, ONG que atua na prevenção da violência escolar e na promoção dos Direitos Humanos, a formação teve como público alvo os alunos do Ensino Médio e os profissionais da instituição, em dois momentos distintos. O programa voltado para os adolescentes contou com 6 módulos: Direitos Humanos e Diversidade; Juventude e participação social; Preconceitos e discriminação racial; Sexualidade e relações de gênero; Prevenção: risco e prazer; Drogas e outros vícios. As atividades possibilitaram captar a compreensão dos alunos sobre os temas abordados e a forma como agenciam sociabilidades no ambiente escolar e na comunidade, relacionando-se com estereótipos bastante disseminados. Com base nesta experiência, o artigo analisa as representações dos jovens sobre as problemáticas citadas e as relações de autoridade estabelecidas dentro e fora da escola. Percebeu-se nestes espaços grandes limites na construção de uma atmosfera democrática que promova vivências voltadas para uma educação em Direitos Humanos.

Palavras-chave: juventude; formação em direitos humanos; representações de gênero; educação inclusiva.

 

REFLEXÕES  SOBRE ANTROPOLOGIA E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: A EXPERIÊNCIA ETNOGRÁFICA DE GRADUANDAS/OS NA DISCUSSÃO DE GÊNERO E SEXUALIDADE EM ESCOLAS PÚBLICAS.

 

Arthur Leonardo da Costa Novo.  Mestrando no programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal  de Santa Catarina- UFSC; arthurleocn@gmasil.com

 

Este trabalho  analisa  a experiência de formação antropológica de alunas/os de graduação em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas que se engajaram em atividades de prática e pesquisa no âmbito de um projeto de extensão universitária no campo dos estudos de gênero e sexualidades: o Projeto Papo Sério. A iniciativa é realizada pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Sexualidades (NIGS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a proposta de trazer para as escolas públicas ações educativas relacionadas aos temas referidos.

A formação acadêmica associada a atividades junto às comunidades locais é um princípio que permeia o Projeto Político e Pedagógico de cursos como Ciências Sociais e Antropologia na UFSC. Visa desenvolver nas/os alunas/os a competência de articular teoria, pesquisa e prática de modo que, quando egressas/os, tenham habilidades que potencializem o desempenho de seu papel social.

Interessa-me discutir como a passagem por este projeto proporciona às/aos graduandas/os a vivência prática e subjetiva do trabalho de campo etnográfico e o que o desenvolvimento de competências próprias à Antropologia agrega à formação dessas/es alunas/os. Analiso como o projeto articula o exercício de habilidades metodológicas – como a produção de relatórios no formato de diários de campo – com a problematização do choque dessas/es alunas/os diante da alteridade – ao serem confrontadas/os com uma multiplicidade de cenários sociais nas escolas, por exemplo. Também discuto como essas experiências contribuem para desenvolver um estado de consciência desperto para as articulações de gênero, raça, etnia e classe a permear as relações sociais.

Palavras-chave: Antropologia. Educação. Gênero. Sexualidades.

 

 

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E A SUPRESSÃO DO ENSINO DE QUESTÕES DE GÊNERO E ORIENTAÇÃO NAS ESCOLAS

 

Rafaela Borges, Bolsista de Iniciação Científica; rafaelaoborges@hotmail.com

Co-autor e orientadora: Dra. Zulmira Newlands Borges.

Universidade Federal de Santa Maria –UFSM; zulmiraborges@gmail.com

 

Este trabalho enquadra-se na discussão sobre o delineamento de políticas públicas na educação que articulam as temáticas de gênero e sexualidade. Nesse sentido buscamos analisar a polêmica retirada das discussões de gênero e orientação sexual do Plano Nacional de Educação – (PNE) que define metas educacionais para a próxima década. Discutiremos aqui a alteração do inciso III do Art.2º, que previa a eliminação das desigualdades educacionais. Sofrendo alteração em âmbito do Senado Federal, foi modificado, “igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, por “cidadania e na erradicação de todas as formas de descriminação”. Contudo, determinou a lei do (PNE), que cada estado e município deveriam legislar sobre o tema; Assim, no final do primeiro semestre de 2015, assistiu-se através da mídia, a retirada maciça dos planos estaduais e municipais de educação as questões relativas a gênero e orientação sexual. Busca-se analisar aqui – através da mídia impressa - os principais argumentos utilizados para esta mudança nos planos educacionais; Utilizando o método de análise de conteúdo, analisamos os argumentos de grupos opostos, os dados até o momento indicam uma polarização entre argumentos religiosos e de direita e argumentos de professores e ativistas do movimento social LGBT. Nosso banco de dados e nossas fontes são compostas por reportagens online, publicadas no período de junho, julho e agosto de 2015, de três jornais nos estados do sul do Brasil, buscando compreender os discursos e influências destes, nos resultados das votações sobre a questão de gênero e orientação sexual nas escolas brasileiras.

Palavras chave: Plano Nacional de Educação, Gênero, Educação, Política pública, Brasil.