RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 51

GT 51.  MIGRAÇÕES, DISPUTAS E LEGITIMAÇÕES

Coordinadores:

Pós-Doutora Miram de Oliveira Santos (UFRRJ- Brasil). Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; mirsantos@uol.com.br

Doutora Marta M. Maffia (Facultad de Ciencias Naturales y Museo-Universidad Nacional de La Plata- y CONICET- Argentina); mmaffia@museo.fcnym.unlp.edu.ar; migraciones.africanas@gmail.com

Comentarista: Pós-Doutora Maria Catarina Chitolina Zanini (UFSM, Brasil); zanini.ufsm@gmail.com

 

Sesión 1: Migrações Africanas

 

EL HACER Y EL DECIR DE LA MILITANCIA “AFRO” EN BUENOS AIRES (ARGENTINA). APROXIMACIÓN A INSTITUCIONES DE AFRODESCENDIENTES Y MIGRANTES AFRICANOS A TRAVÉS DE SUS MEDIOS SOCIALES

Marta M. Maffia; mmaffia@fcnym.unlp.edu.ar

Orlando Gabriel Morales; omorales@mendoza-conicet.gob.ar

CONICET

En esta ponencia exponemos resultados de una aproximación a organizaciones de afrodescendientes y migrantes africanos radicadas en la Ciudad de Buenos Aires y el Gran Buenos Aires (Argentina), a través de sus medios sociales (blogs), para indagar acerca de sus discursos y acciones.

Hacemos referencia a las siguientes organizaciones: Agrupación Afro Xangô, Asociación Civil África y su Diáspora y Comisión Permanente de Estudios Afroargentinos (perteneciente a la Asociación Misibamba).

Con base en los materiales analizados (diversas publicaciones del período 2011-2014 en blogs institucionales y algunos registros etnográficos) presentamos una caracterización de las configuraciones institucionales (composición, estructura, objetivos) y actividades de las organizaciones.

Además, damos cuenta de los temas y problemas objeto de su discurso y de los intereses ideológicos y políticos que estos últimos evidencian. En tal sentido, revelamos convergencias discursivas en torno de la histórica invisibilización de los afrodescendiente y de la lucha por alcanzar su visibilidad social.

Además, a través de sus blogs, registramos múltiples articulaciones institucionales que dejan ver sus capacidades y estrategias de aprovechamiento de coyunturas y oportunidades para multiplicar su alcance y fuerzas.

Palabras clave: migración africana, afrodescendientes, análisis del discurso, invisibilización, racismo.

MIGRANTES INTERNACIONAIS: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS DE SENEGALESES NOS ESPAÇOS DE TRABALHO NUMA CIDADE MÉDIA BRASILEIRA

Vania Beatriz Merlotti Herédia;  vbmhered@ucs.br

Bruna Pandolfi; bpandolfi@ucs.br

Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Caxias do Sul tem uma história marcada por migrações desde sua ocupação inicial. Tornou-se uma das cidades médias brasileiras e é conhecida como um dos polos de indústria de transformação mais dinâmicos do país. A partir do final da primeira década de 2000, o município começou a receber migrantes de outros países, devido a mudanças significativas na economia internacional. Essa onda de novas migrações internacionais gerou impactos culturais na população local. O objetivo do estudo é examinar as impressões dos senegaleses no que diz respeito às dificuldades enfrentadas nos espaços de trabalho nessa cidade e a própria receptividade da população em relação a essa inserção. A abordagem é de natureza qualitativa e o estudo descreve relatos dessa população acerca da sua inserção no mercado de trabalho. As entrevistas foram realizadas durante o ano de 2014, no Centro de Atendimento aos Migrantes na cidade de Caxias do Sul. Como referência teórica, o estudo fez uso das obras de Ambrosini (2011), Becker (2010), Sayad (1998), Visentini ( 2013) e CESCHI (2012). O estudo evidencia que os senegaleses que chegaram a cidade a escolheram devido à busca de trabalho e a condição de acesso à documentação. As principais dificuldades observadas mostram que existe, por parte da população, um desconhecimento histórico acerca da cultura africana. A presença de senegaleses no espaço coletivo tem provocado reações de inquietude e adversidade para a população local e a inserção no mercado de trabalho se deu devido à necessidade de mão de obra na economia local, sendo que as mesmas contrataram esses migrantes em diversos setores econômicos.

Palavras-chave: Migrações internacionais; população senegalesa; hospitalidade.

 

 

MIGRAÇÕES E HOSPITALIDADE: OS SENEGALESES EM CAXIAS DO SUL

Vania Herédia

Caroline da Silva Camargo; carol.camargo_555@hotmail.com

Universidade de Caxias do Sul

Os deslocamentos populacionais entendidos por muitos como fenômeno migratório assume particularidades que dependem da época e do lugar em que acontecem. Nos últimos anos o número de imigrantes no Brasil aumentou, chamando assim a atenção para problemáticas que envolvem questões referentes à inserção desses imigrantes nas localidades de destino. Caxias do Sul é um município de porte médio, que tem como marco histórico a presença de fluxos migratórios. A cidade historicamente sempre recebeu mão de obra de fora que foi absorvida na sua economia. Atualmente, a cidade está passando por uma nova onda imigratória, com características distintas das anteriores, pelo fato de ser uma migração internacional. O presente estudo trata das primeiras impressões que envolvem a população da cidade no recebimento dos senegaleses quanto à percepção das diferenças culturais que os mesmos carregam. O estudo envolve os principais agentes sociais que lidam com a imigração na cidade de Caxias do Sul. Constata-se algumas dificuldades de entendimento dos motivos que os trouxeram a cidade e o desconhecimento por parte da população quanto à origem da população, motivos de deslocamento e diferenças culturais. O estudo contribui para a compreensão da diversidade cultural presente nesse fluxo e da história da cultura brasileira em nosso país.

Palavras chave: Migrações, hospitalidade, cultura afro, senegaleses, diversidade cultural.

 

DESLOCAMENTOS DE SENEGALESES E COMÉRICO AMBULANTE NA REGIÃO CENTRAL DO   RIO GRANDE DO SUL

Maria Clara Mocellin. UFSM; claramocellin@gmail.com

O fluxo  migratório de senegaleses  para o Rio Grande do Sul aconteceu em maior número para as cidades de Caxias do Sul, Passo Fundo, Lajeado, dentre outras.  No entanto, outras cidades também receberam senegaleses, sobretudo, aquelas que possuem indústrias de abates de aves, como são os frigoríficos, ou falta de mão de obra para a construção civil.  Em menor número, alguns senegaleses se deslocaram para algumas cidades do Rio Grande do Sul e se envolveram no comércio ambulante de bijuterias, relógios, entre outros artigos. Santa Maria  é uma das cidades de destino/passagem para esse tipo de atividade. Tomamos como objeto de pesquisa  os senegaleses,  os seus deslocamentos e trajetos,  ligados  ao comércio ambulante em cidades médias e pequenas do Rio Grande do Sul. Tratam-se de jovens senegales do sexo masculino, que vieram para o Brasil  a partir de 2013 pela rota do Equador-Peru, entrando no Brasil pelo Acre. Moram em pequenos grupos de senegaleses,  em casas alugadas em condições precárias, e estão  envolvidos por uma rede de relações estreita em que se cruzam laços de amizade, de parentesco e  crença religiosa.

Palavras-chaves: senegaleses, deslocamentos, comércio ambulante, religião, rede de relações.

 

REDES Y PROYECTOS MIGRATORIOS DE LOS SENEGALESES EN ARGENTINA

Lina Fernanda Sanchez Alvarado; linasanchezalvarado@gmail.com

Dra. Bernarda Zubrzycki; bernazub@gmail.com

Facultad de Ciencias Sociales-UBA. UNLP- CONICET

 

Los reportes de organismos internacionales que han comenzado a dar cuenta del fenómeno de las migraciones extracontinentales a América, y Sudamérica en particular, señalan la intensificación de los flujos provenientes del África subsahariana.

Estos flujos migratorios muestran heterogeneidad en términos de la duración de la estadía en la región. Según el Panorama Migratorio de América del Sur del año 2012  de la OIM, en los países nucleados en el eje andino, con flujos predominantes hacia Ecuador y Colombia, la migración africana adopta un carácter transitorio, siendo excesivamente bajo el número de inmigrantes africanos que tramita la residencia.

En el eje atlántico, los países que reciben mayor cantidad de migrantes subsaharianos son Argentina y Brasil, donde parte de los migrantes parecen haberse asentado de manera duradera, pero otros asumen una situación transitoria.

En este trabajo nos centraremos en la migración senegalesa hacia Argentina.

A partir de un abordaje etnográfico analizaremos este heterogéneo colectivo migratorio, describiendo la conformación y funcionamiento de algunas redes migratorias. Además, prestaremos especial atención a los proyectos migratorios particulares de aquellos que integran las diferentes redes. Si bien en algunos migrantes se evidencia “voluntad de arraigo”, en muchos otros observamos una “voluntad de movilidad”.

En estos proyectos la sedentarización permanente no es ya sinónimo de éxito en el proyecto migratorio, sino el hecho de saber ser “de aquí” y “de allí” al mismo tiempo, a la vez que saber cómo migrar.

 

SENEGALESES EN PUERTO MADRYN. UN PRIMER ACERCAMIENTO A LA IDIOSINCRASIA LOCAL COMO MARCO DE REPRESENTACIÓN SOCIAL

M. Luz Espiro. Facultad de Ciencias Naturales y Museo, Universidad Nacional de La Plata, Argentina; mluzespiro@gmail.com

Esta propuesta pretende ser una primera aproximación a un contexto de interculturalidad que tiene por sujetos a los migrantes senegaleses y a la población local en la ciudad de Puerto Madryn, en la actualidad. 

El traslado de los senegaleses a esta ciudad tiene la particularidad de ser estacional, asociado a los meses de verano, cuando la ciudad de Puerto Madryn, ubicada a orillas del Golfo Nuevo en la provincia de Chubut, Patagonia argentina, se convierte en un punto turístico principal de la región. En este contexto se inscribe la llegada de senegaleses como parte de una estrategia para mejorar las oportunidades de trabajo en la venta ambulante, las cuales se relacionan, sobre todo, con la gran concentración demográfica que se genera en esta ciudad en el verano.

El objetivo de este trabajo es problematizar ciertas facetas identitarias de la población madrynense como punto de partida para la construcción de representaciones en torno a los migrantes senegaleses, y por lo tanto el marco que habilita ciertos modos de relacionamiento e intercambio entre la población local y dichos migrantes.

En la conformación de la idiosincrasia madrynense, al relato hegemónico de nación argentina se le superpone otro, con gran peso específico, asociado a contingentes de galeses que ocuparon la región y fundaron varias ciudades principales con el objetivo de crear una nación galesa.

Para el análisis se trabajará con noticias sobre los senegaleses publicadas en un periódico local, con actividades realizadas por los 150 años de la llegada de los galeses a Chubut y con entrevistas a funcionarios locales.

Palabras clave: migraciones, senegaleses, galeses, identidades, Patagonia.

 

Sesión 2: Migrações, Memórias e identidades

 

MEMÓRIAS DE PORTUGUESES, LUSO-AFRICANOS E AFRICANOS EM SÃO PAULO: RECONSTRUINDO TRAJETÓRIAS E IDENTIDADES

Zeila de Brito Fabri Demartini. UMESP/CERU/CNPq; zeila@usp.br

Este texto aborda os processos de deslocamento de imigrantes e as trajetórias por eles realizadas em diferentes contextos, assim como os processos de construção/reconstrução de identidades que os acompanham. Focaliza os fluxos migratórios de portugueses, luso-africanos e africanos das antigas colônias portuguesas da África em direção a São Paulo, motivados pelas difíceis e complexas realidades africana e portuguesa, cruzando-se em suas trajetórias as vivências e referências a continentes distintos, o que as memórias evidenciam. Compara-se as vivências da primeira, segunda e terceira gerações, abordando os projetos familiares e as experiências das diferentes gerações no campo educacional, cultural, de trabalho e de lazer. A análise das histórias de vida das diferentes gerações que vivenciaram as crises pelas quais passaram as nações e as famílias indica como as famílias reelaboraram os projetos para seus filhos durante seu processo de deslocamento e as novas inserções, assim como cada geração vivenciou e representa tais acontecimentos. Nas famílias de ex-colonos há entre os da primeira geração um ressentimento em relação a Portugal e à história dos países africanos, demonstrando desinteresse em retornar, o que não ocorre com famílias africanas. No caso da segunda e terceira gerações, nota-se a curiosidade pelo retorno para os que de lá vieram quando pequenos ou pela ida para os países de onde seus pais vieram, mas quase sempre sem interesse por estadia permanente. As identidades estão em reconstrução, envolvendo processos de negociação e transformação em função dos “outros”, que também são múltiplos, sendo uma espécie de “lugar virtual”.

Palavras-chave: deslocamentos; identidades; memórias africanas; portugueses, luso-africanos e africanos.

 

MOBILIDADE SOCIAL, A SIMBÓLICA DA ORIGEM E A IDENTIDADE IDEALIZADA ENTRE DESCENDENTES DE IMIGRANTES

Giralda Seyferth. UFRJ; gseyfert@gmail.com

Nesta comunicação vou tratar de representações envolvendo percepções idealizadas e valores culturais próprios da etnicidade, produzidas por descendentes de imigrantes europeus cujos antepassados se estabeleceram em áreas coloniais do estado de Santa Catarina.  O enfoque recai nas trajetórias ascendentes de algumas famílias e na construção de uma auto-imagem progressista associada ao passado imigratório e à superação das dificuldades enfrentadas pela primeira geração de imigrantes na situação pioneira da colonização em terras devolutas; e, por outro lado, destaca-se a busca de informações sobre as famílias no país de origem, nem sempre bem sucedidas.

Palavras-chave: mobilidade social, identidade e imigração.

 

 

CIDADANIA ITALIANA COMO VALORIZAÇÃO E AFIRMAÇÃO ÉTNICA: UM ESTUDO ANTROPOLOGICO ENTRE E COM DESCENDENTES DE ITALIANOS EM SANTA MARIA/RS

Jamile dos Santos P. Costa mile_rec@hotmail.com

Maria Catarina C. Zanini zanini.ufsm@gmail.com

UFSM

 

A proposta desse trabalho consiste em apresentar os resultados obtidos por meio de pesquisa etnográfica que buscou compreender a trajetória dos processos de reconhecimento da dupla cidadania italiana, na região de Santa Maria, RS. A pesquisa aqui apresentada teve por objetivo conhecer e analisar como foram estabelecidos os processos de reconhecimento da cidadania italiana, bem como as relações que transitavam entre os descendentes de imigrantes italianos. Utilizando como técnicas de pesquisa a observação participante entre e com descendentes de imigrantes italianos residentes em Santa Maria,

RS, bem como entrevistas semiestruturadas, identificamos que o processo de reconhecimento da cidadania italiana não só concede a esses descendentes um direito, mas também desperta outros sentimentos relacionados a valor, pertencimento e “resgate” das histórias das famílias. O reconhecimento possibilita que esses indivíduos circulem entre os continentes com maior facilidade, levando em consideração a nova ordem mundial que possibilita esse trânsito. O Estado italiano classifica esses duplos cidadãos, como cidadãos italianos residentes no exterior (all´estero), são descendentes de imigrantes (os oriundi)

que passaram pelo processo de comprovação de sua ascendência italiana. Essa classificação se aplica também aos cidadãos nascidos na Itália, mas que estejam residindo a mais de um ano no exterior, dessa forma, surge a transnacionalidade, como uma característica importante desse cenário da imigração, pois promove uma nova ideia de pertencimento por aqueles que se encontram nessa organização política e econômica.

Palavras-chave: Dupla cidadania; Descendentes de italianos; Pertencimento.

 

 

COMUNIDADE MACAENSE NO RIO DE JANEIRO: FESTAS, IDENTIDADE,PERTENCIMENTO E MEMÓRIA

Paloma Maria Rodrigues Augusto.UFF; palomariaugusto@gmail.com

 

Em linhas gerais, trataremos nesta apresentação da relação da comunidade macaense no Rio de Janeiro, isto é, sino-portugueses originários de Macau (China) e seus descendentes, com um local criado por esta própria comunidade para estabelecimento de sociabilidade e laços entre seus membros, a Casa de Macau do Rio de Janeiro - CMRJ. Os movimentos diaspóricos, possivelmente motivados pelos efeitos da Revolução Chinesa (1949) ou da Revolução Portuguesa (1974) – ou ainda mesmo das próprias causas dessas revoluções – trouxeram ao Brasil os primeiros macaenses, que iniciaram as atividades da CMRJ, sendo esta casa hoje o principal lugar de sociabilidade daqueles macaenses que residem no Rio de Janeiro.

Durante o ano de 2014 tive a oportunidade de frequentar algumas das festividades organizadas pela Casa de Macau no Rio de Janeiro e conhecer mais a seu respeito. Assim, passei a realizar uma observação participante em suas festas, uma vez que a CMRJ realiza eventos mensalmente, respeitando um calendário determinado, estabelecendo uma sociabilidade entre eles, proporcionando a manutenção de alguns aspectos da cultura macaense, como sua culinária.

As festas que pude acompanhar ao longo de 2014 revelaram aspectos relacionados à construção identitária da comunidade macaense no Rio de Janeiro que estão para além de suas festas, como, por exemplo, a centralidade que a família e a culinária possuem em relação ao que os macaenses frequentadores dessas festas chamam de identidade ou cultura macaense, servindo para o estabelecimento de uma memória coletiva sobre Macau para os membros dessa comunidade, aspectos sobre os quais tratarei nesta apresentação.

Palavras-chave: Macau; festas; identidade; memória; família.

 

 

LA FIESTA COMO CONTEXTO Y OBJETO DE INVESTIGACIONES EN EL CAMPO DE LOS ESTUDIOS MIGRATORIOS EN ARGENTINA

 

Nicolás Herrera. UNLP – IdHICS (CIMeCS) – CONICET; herreranicolas@hotmail.com

 

La ponencia revisa una serie de trabajos insertos en el campo de los estudios migratorios de Argentina dedicados a analizar diversas temáticas sociales a través del fenómeno festivo. Este trabajo forma parte de la elaboración de mi tesis de maestría, centrada en analizar aquellas prácticas rituales desarrolladas actualmente por distintas asociaciones étnicas -en el contexto de la Fiesta Provincial del Inmigrante (Berisso, Argentina)- que les permiten representar, legitimar y/o disputar su lugar en la construcción simbólica de la nación.  

La primera parte del trabajo está dedicada a mostrar cómo la adopción de una mirada antropológica clásica sobre el ritual -que solo vio en él una práctica social irracional y primitiva destinada a desaparecer ante el avance de la razón moderna- llevó a que inicialmente los estudios sobre la fiesta encontraran en ella la reproducción de prácticas sociales irreflexivas, pintorescas, carentes de sentido, lúdicas, ociosas, desproblematizadas, etc.

Mostrando la superación actual de aquella mirada inicial, en la segunda parte de la ponencia reviso críticamente una serie de trabajos del campo de los estudios migratorios de Argentina dedicados a estudiar, en contexto festivo, temas como: la construcción de estrategias de cohesión social, redes de ayuda y compromiso mutuo; la adquisición de legitimidad o prestigio social; la constitución de liderazgos étnicos; la dramatización de un orden simbólico que reproduce límites morales y jerarquías sociales entre grupos étnicos; formas de relacionarse con el contexto migratorio y la reconstrucción de identificaciones étnico-nacionales en él; procesos donde se visibilizan actores que en momentos extra festivos se encuentran socialmente invisibilizados; la producción de memorias y los usos que desde el presente se hace del pasado; etc.

La ponencia se cierra con un conjunto de conclusiones elaboradas a partir de las líneas centrales de lo anteriormente argumentado.

Palabras claves: Fiesta – Inmigración – Ritual.

 

 

Sesión 3: Migrações, gênero e socialização

 

 

DIFERENCIAS E INTERSECCIONALIDAD: EFECTOS DE DOMINACIÓN Y RESISTENCIA EN LAS PRÁCTICAS DE INTERVENCIÓN HACIA MUJERES INMIGRADAS EN CHILE

Dra Caterine Galaz V. Universidad de Chile. Universidad de Chile; cgalazvalderrama@u.uchile.cl

 

En la presente comunicación se arrojan luces sobre un análisis preliminar de las prácticas y discursos de diversos dispositivos de intervención social por los que cruzan algunas mujeres inmigradas en el país. El objetivo de la investigación fue analizar de qué manera el dispositivo de intervención social por el que transitan las mujeres inmigradas que residen en las cinco comunas de la Región Metropolitana de Chile con más población extranjera contribuye a una inclusión que considere el reconocimiento enunciativo, la incorporación sociocultural y la igualdad de oportunidades de este colectivo.  Se buscó establecer cómo se producen los procesos de diferenciación (Brah, 1992) así como también la emergencia de la sistematicidad de diferencias, a partir de un enfoque interseccional -sustentado en el sexo, la clase y la procedencia nacional.

Palabras clave: inmigración, inmigrante, inclusión social, exclusión, género, integración, cohesión social, Estado.

 

 

PAPEL DAS MULHERES MIGRANTES NOS PROJETOS FAMILIARES QUE MOBILIZAM A MIGRAÇÃO HAITIANA PARA O BRASIL

 

Margarita Rosa Gaviria Mejía; margaritarosagaviria@gmail.com

Jaqueline De Bortoli; jbortoli@universo.univates.br

Emelí Lappe; emelilappe@universo.univates.br

UNIVATES

Nas últimas décadas, a imigração dos haitianos é uma estratégia econômica encontrada para resolver, em parte, as dificuldades econômicas do país: um terço do orçamento da Ilha a é financiado por imigrantes. Após o terremoto de 2010, procuram o Brasil como destino. Este artigo se propõe a analisar, a partir das trajetórias de vida de mulheres haitianas que migraram para o Brasil, os projetos familiares subjacentes a essa movimentação migratória. A ênfase recai no viés feminino dessa migração, já que, entre as mulheres destaca-se a migração como um projeto familiar. Elas aspiram principalmente a arrumar emprego de modo a ter renda suficiente para estar no Brasil e enviar dinheiro para a família no Haiti, já no caso masculino percebem-se também interesses individuais no projeto migratório. Para as mulheres, o projeto migratório representa interesses familiares que envolvem tanto os membros da família que ficam quanto os que partem. Da ótica feminina sobressai a carga emocional que implica para muitas a separação de membros da família próximos como os filhos e os conjugues.

 

 

O PROGRAMA DE INTERCÂMBIO AU PAIR COMO FLUXO MIGRATÎŒRIO DE JOVENS MULHERES PARA O TRABALHO DO CUIDADO

 

Michelle Franco Redondo. Unicamp; michelleredondo@gmail.com

 

O presente trabalho utiliza o Programa de Intercâmbio Au pair _troca de alimentação e moradia por cuidado com crianças_ para discutir a migração feminina influenciada pelo mercado do trabalho do cuidado (care). Nesse sentido ele tem como objetivo descrever e analisar uma forma específica de circulação de pessoas, a qual é divulgada como experiência de intercâmbio cultural e associa-la à necessidade de mão de obra para o cuidado com os filhos. Dentro dessa perspectiva será destacada a manutenção da associação dos trabalhos domésticos às mulheres da família, assim como a utilização de mão de obra dos países mais pobres pelos países mais desenvolvidos. A interseccionalidade se fez fundamental, em especial, para analisar o modo como as questões do gênero, da raça e do sexo contribuem na escolha dos seus participantes pelo Programa Au pair, e refletem a dificuldade de valorização do trabalho doméstico. Dessa maneira, discutiremos o fluxo migratório transnacional de mulheres, incentivado pelo trabalho do cuidado, a partir do Programa de Intercâmbio Au pair considerando suas particularidades. Essa discussão será embasada nas experiências de au pairs brasileiras em Paris e seus arredores, que foram analisadas a partir da observação participante e da realização de entrevistas, tendo como aporte teórico da perspectiva do cuidado. A técnica de entrevista utilizada foi a semi-dirigida, isso porque o objetivo das entrevistas era viabilizar uma compreensão das biografias e das experiências dessas migrantes. Os entrevistados foram identificados e localizados pelo método da “bola de neve”.

Palavras-chave: Programa de Intercâmbio Au pair, trabalho do cuidado, migração                 transnacional de mulheres.

 

 

SOCIALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO DE IMIGRANTES E SEUS FILHOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO – BRASIL

 

Regina Petrus. UFRJ; reginapetrus@terra.com.br

Miriam Santos. UFRRJ,

                                                           Luciano Ximenes de Aragão. UERJ; lucianoximenes@yahoo.com.br

 

O trabalho busca descrever e analisar a inserção escolar de migrantes/imigrantes e/ou descendentes de migrantes/imigrantes estabelecidos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, investigando se tais processos podem acarretar inclusão ou exclusão e também sua adaptação às transformações da sociedade abrangente. São os primeiros resultados de uma pesquisa básica de análise qualitativa e de caráter descritivo, que foi realizada através de revisão de literatura, análise de documentos normativos e de fontes bibliográficas primárias e secundárias, bem como de observação participante, de entrevistas realizadas com os alunos, pais, equipe técnica e professores de escolas no município do Rio de Janeiro. Como conclusões provisórias é possível sinalizar que migrantes, ou seus filhos, quando passam a frequentar a escola, entram, rotineiramente, em choque com os valores, comportamentos e informações que lhes são apresentados. Observamos, também, que os esteriótipos e o desconhecimento ainda são muito fortes e norteiam o comportamento dos professores e das equipes das escolas.

Palavras-chave: Socialização, estigma e migração.

 

 

LA EDUCACIÓN COMO RECURSO PARA LA CONFIGURACIÓN DE LA IDENTIDAD SOVIÉTICA. ANÁLISIS DE EXPERIENCIAS PERSONALES DE MIGRANTES RECIENTES EN ARGENTINA Y MÉXICO

Susana Masseroni; susana.masseroni@gmail.com

Verónica Dominguez; vmed68@yahoo.com.ar

Cecilia Fraga; ceciliafraga@yahoo.com.ar

UBA

 

La educación se ha manifestado a lo largo del tiempo como un potente agente al que recurren los estados para consolidar regímenes, socializar a las generaciones más jóvenes y promover el sentido de pertenecía al grupo. En la organización soviética la formación del pueblo tuvo una función central para el logro de alcanzar una nueva conciencia general. En esta presentación abordamos la relación entre las estrategias educativas y la política como configuradoras de la identidad colectiva de un pueblo. Específicamente se analiza la perspectiva de los propios actores sobre del rol otorgado a la educación formal y el arte clásico, para la formación de la identidad soviética.

Para alcanzar el objetivo propuesto se analizan narrativas personales de inmigrantes arribados a Argentina y México desde la década de 1990, provenientes de países del ex bloque soviético. En el marco de la comparación de las experiencias de incorporación en ambos países se exploran las características de la sociedad en los países de origen, la valoración del conocimiento en general y de las manifestaciones artísticas en particular. El abordaje cualitativo permite inferir, a partir de las evaluaciones que hacen, la importancia de esos recursos para la configuración de las características identitarias comunes en el grupo, aquellas que les permite reconocerse como diferentes.

Palabras clave: Política soviética –  educación – arte – identidad colectiva.

 

 

A INFLUÊNCIA POLÍTICA, ECONÔMICA E SÓCIO-CULTURAL DOS MISSIONÁRIOS RELIGIOSOS CATÓLICOS NOS PROCESSOS MIGRATÓRIOS CONTEMPORÂNEOS: EVANGELIZAÇÃO CRISTÃ OU CATEQUISAÇÃO IDEOLÓGICA?

 

Eduardo Taborda De Jesus; tabordaturismo@gmail.com

Vania B.M.Herèdia

Universidade de Caxias do Sul

 

Discutido à luz da Doutrina Social da Igreja, este estudo busca apresentar e questionar os reais motivos que levariam membros consagrados de comunidades cristãs e/ou seus partícipes a tornarem-se migrantes em missões religiosas. O estudo analisa os discursos das missões religiosas que são alinhadas com o posicionamento oficial da Igreja Católica e aqueles incorporados e revestidos de religiosidade mas que abrigam por trás um teor político-ideológico distinto. Dessa forma, tem como objetivo refletir acerca das posições dos migrantes em missões religiosas. Conta com as publicações de cunho oficial da Igreja Católica e busca explicitá-las ao apresentar as possíveis contradições presentes nos movimentos religiosos e sociais como: Movimento Apostólico de Schoenstatt (Alemanha); Missionários Combonianos (Itália); Católicas pelo Direito de Decidir (Estados Unidos), e Comunidade Canção Nova (Brasil). A pesquisa é de natureza qualitativa e o método de análise de conteúdo.  Seus resultados contribuem para identificar as diversas posições dos discursos presentes nos processos migratórios.

Palavra-chave: migrantes religiosos; discursos; doutrina social da igreja.

 

 

Sesión 4: Política Migratória e Nacionalismo

 

 

REASSENTAMENTO NOS LIVROS E O REASSENTAMENTO NA PRATICA: O CASO DOS COLOMBIANOS DE GUARULHOS

 

Charles P. Gomes. ;Fundacão Casa de Rui Barbosa; cpgomes@yahoo.com

 

O reassentamento ê uma das soluções duráveis para lidar com o problema dos refugiados no mundo, o principal objetivo é prover soluções que termine com o ciclo de deslocamentos e permita aos refugiados terem uma vida estável e segura. Brasil faz parte do pequeno grupo de países que oferece voluntariamente cidades de reassentamento no seu território como expressão da vontade de ações de solidariedade em sua politica externa. Esse artigo propõe uma analise de como esse programa foi implementado no pais focando em um grupo de colombianos que vivem na cidade de Guarulhos há mais de três anos. Com ênfase nesse grupo de refugiados, o estudo busca apresentar a distancia do programa de reassentamento apresentados nos manuais da ACNUR e como ele é vivido na prática por seus integrantes. Através de entrevistas com ONGs, refugiados, agentes da ACNUR, do governo federal e dos governos locais, o estudo apresenta a distancia entre os objetivos a serem alcançados e os resultados na pratica do programa de reassentamento. Apresentamos os grupos com maior facilidade em se adaptar na sociedade brasileira, os que possuem mais dificuldades e o porque. A intenção é mostrar os limites, os desafios e o quão efetivo é o programa no Brasil e quais seriam os possíveis caminhos da melhora.

MUDANÇAS NO CENÁRIO JURÍDICO MIGRATÓRIO BRASILEIRO: ANÁLISE DOS DOIS ÚLTIMOS PROJETOS DE LEI APRESENTADOS AO SENADO

Jacqueline Lobo de Mesquita. UFRRJ; jdh89.jl@gmail.com

 

Este artigo é parte de uma pesquisa em andamento na qual se procurou observar as maneiras que  diferentes atores interagem com a lei do estrangeiro, tendo como foco a comunidade  Boliviana na cidade de São Paulo. Durante a pesquisa acompanhei a Primeira Conferência de Migrações e Refugio (COMIGRAR), durante todo o processo dizia-se que este era o momento de “ouvir as necessidades do migrante” e por fim criar um novo estatuto que fosse de encontro com as atuais necessidades migratorias sem deixar de lado os princípios humanistas. Um grupo de especialistas elaborou o anteprojeto de lei a partir deste processo que durou aproximadamente um ano. Sendo este  apresentado no ano de 2014 ao governo federal. Um ano se passou e no ano de 2015 foi noticiado que um projeto de lei de migração tinha sido aprovado no senado, entretanto este não era o da COMIGRAR e sim o PLS do senador Aloysio Nunes (PSDB - SP), apresentado no ano de 2013. Propõe-se neste artigo analisar estes dois projetos de lei, observando suas principais semelhanças, diferenças, e possíveis repercussões na comunidade  costurando deste modo um quadro analítico das recentes mudanças no cenário jurídico migratório brasileiro.

Palavras chave:  Lei de Migrações, Brasil, Comigrar, PL 288/2013, Direitos Humanos.

 

 

DESENHOS DE MIGRANTES: TRAJETÓRIAS DE MIGRAÇÃO E CONFIGURAÇÕES DO NACIONAL PORTUGUÉS

Eoin O'Neill e Irene C. M. Portela. UFF; eoneill@oi.com.br

 

O trabalho parte da análise comparativa da trajetória de 'migrantes tradicionais' e  profissionais liberais portugueses que vieram para o Rio na década de 1970. O  'paradoxo do retorno' é traço marcante: os 'migrantes tradicionais' vinham para o Brasil com expectativa de volta após enriquecimento, mas o retorno era raro; quanto aos outros, a cisão com Portugal era considerada grave e não projetavam voltar, mas a maioria retornava.

Nas entrevistas, 'Portugal' era recorrentemente destacado como fonte explicativa dos percursos migratórios. Analisa-se representações subjacentes a três novelas de brasileiro, personagem frequente na literatura portuguesa do século XIX. Não existem personagens que sejam contrapartida direta, mas há uma literatura que tematiza processos de 'individuação' associados ao convívio com o 'estrangeiro' por personagens em posições sociais de destaque, para o que se recorreu a duas obras de Eça de Queiroz. Explorou-se ainda outro elemento para ajudar a compôr esse universo semântico, e a situar "mitos mandatórios" aí atualizados, o Arte de Ser Português de 1915 de Teixeira de Pascoaes. Busca-se mostrar que as construções em torno dos 'migrantes' e dos 'saídos'  podem ser encaradas como operadores da grande questão enfrentada em finais do XIX: a modernidade emblemática de cuja feição Portugal não participara. Leituras de Brasil, de civilização e de África apontariam para o jogo de dilemas encarados como sendo os de Portugal no mundo na época. Sua projeção temporal é mais ampla e manteriam ligação com  percursos migratórios e com o posicionamento internacional português nas décadas de 1970 e 1980.

Palavras-chave: trajetórias de migração; configurações do nacional português; representações portuguesas sobre emigrantes;  literatura de brasileiro; literatura portuguesa e 'individuados'.

 

 

O BRASIL E O SUL – O PARANISMO E O PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO: IMIGRAÇÃO, ETNICIDADE E DISPUTAS PELA LEGITIMAÇÃO DAS IDENTIDADES SOCIAIS PARANAENSE E BRASILEIRA

Juliano Martins Doberstein. Universidade Federal do Paraná; julianodoberstein@terra.com.br

 

Certas tradições de interpretação social do sul brasileiro têm destacado o lugar da imigração europeia na formação étnica regional, gerando um sinal diacrítico em relação com o país negro e/ou mulato. Entre os gaúchos, Oliven (1992) observou uma diferença imaginada entre a parte e o todo. Se na “Bahia, o negro comparece como um dos formadores da identidade, no Rio Grande do Sul sua imagem é relegada a um segundo plano”. No Paraná, também há a presença da “mitologia de um estado branco, fruto da colonização europeia, sem elementos negros” (Oliveira, 2009, p. 25). Gaúcho migrado para o Paraná, onde atuo desde 2006 como historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), estranhava que as ideias de diferença (étnica) do estado se combinassem com imagens de identidade, destacando, por exemplo, as conexões das experiências históricas regional e nacional.