RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 49

GT 49.  SIMETRIA, AGÊNCIA E ETNOGRAFIA: EXPERIÊNCIAS DE PESQUISAS SOBRE RELAÇÕES ENTRE HUMANOS E NÃO HUMANOS

Coordinadores:

 Prof. Dr. Jean Segata. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio Grande do Norte; jeansegata@gmail.com

Prof. Dr. Theophilos Rifiotis. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Universidade Federal de Santa Catarina; t.rifiotis@ufsc.br

Profa. Dra. Rosalía Winocur. Departamento de Educación y Comunicación. Universidad Autónoma Metropolitana: rosaliawinocur@yahoo.com.mx

 

Sesión 1: Cibercultura

 

IMAGINANDO O “MATERIALISMO DIGITAL”: CONTEMPLAÇÃO E COLECIONISMO NA REDE SOCIAL PINTEREST

Carla Barros. Doutora pelo Instituto COPPEAD/UFRJ, Especializada em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ. Professora do PPGCOM e do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF); barros.carla@uol.com.br

 

O artigo tem como objetivo investigar o “materialismo” presente na rede social Pinterestatravés de uma discussão de processos de subjetivação na contemporaneidade e de uma análise das práticas de curadoria e colecionismo presentes na plataforma online. A ampla exposição de objetos de consumo é um dos aspectos que mais se destacam na observação da rede social, revelando uma profunda estetização da vida cotidiana. A ideia de “materialismo digital” proposta no artigo se refere a um tipo de contemplação que cria infinitos sistemas classificatórios, ao mesmo tempo particulares e entrelaçados; expõe, assim, desejos que não necessariamente serão revertidos em uma compra “real”, sugerindo que a ênfase esteja na própria contemplação dos objetos.

Palavras-chave: Consumo. Cultura material. Materialismo digital. Redes sociais. Pinterest.

 

 

OBSERVANDO LA MULTIAGENCIA DE FACEBOOK A TRAVÉS DE UNA ABORDAJE MULTI-METODOLÓGICO  

Esteban Damiani. Candidato a Doctor en Estudios Interdisciplinarios, University of Warwick (UK) Magister en Sociología Digital, Goldsmiths College, University of London (UK) E.Damiani@warwick.ac.uk/estebandmail@gmail.com

El siguiente artículo es resultado del estudio etnográfico desarrollado entre agosto y diciembre de 2014 sobre las prácticas electorales en Facebook generadas por grupos partidarios y extra-partidarios vinculados al partido Frente Amplio de Uruguay. Teniendo en cuenta la teoría actor red y análisis sobre la creación de valor de Michel Callon y la conceptualización de públicos productivos de Adam Arvidsson y Nicola Peitersen, el trabajo estudia Facebook y sus intermediarios, especialmente el botón ‘Me gusta’, como agentes que simultáneamente facilitan y registran interacciones en una red que posibilita objetivar el valor de contenidos y la participación de los usuarios. El artículo reflexiona sobre la necesidad de una metodología transversal que observe las interacciones entre los usuarios y Facebook al mismo tiempo que las agencias específicas de los distintos actores. Siguiendo los planteos de Arvidsson y Peitersen y de Daniel Miller, los múltiples actores que participan en Facebook con sus diversos intereses y necesidades no deben reducirse a este medio digital. Sin embargo, el artículo entiende que estos mismos actores conviven en una plataforma donde de hecho son observados y cuantificados por indicadores, como el ‘Me gusta’ o la cantidad de seguidores, que funcionan como un equivalente general de medición que posibilita la evaluación de sus actividades. Para entender problemáticas, como la emergencia de procesos de evaluación de participación política online, el artículo sugiere una etnografía que explore la interacción usuarios-Facebook en movimiento al mismo tiempo que indague las necesidades e intereses particulares de los actores participantes.

Palabras claves: Teoría-Actor-Red, Facebook, participación-política-online, indicadores-online, multi-métodos.

 

 

JORNALISMO E TEORIA ATOR-REDE: POSSIBILIDADES E LIMITES DO PRIN-CÍPIO DA SIMETRIA A PARTIR DA VERIFICAÇÃO DIGITAL

 

Moreno Cruz Osório. Doutorando em Comunicação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

 

A partir de uma sistematização das principais reflexões sobre jornalismo sob a pers-pectiva da Teoria Ator-Rede (TAR), este artigo propõe uma discussão sobre teoria e prática jornalística em função de uma das principais características da TAR: a simetria na relação entre atores humanos e não-humanos. Pra isso, lança seu olhar ao jornalismo digital, especificamente às técnicas de verificação digital. Sem ignorar desafios ontológicos e metodológicos, entende-se que os pressupostos da TAR oferecem argumentos para se pensar a relação cada vez mais estrei-ta do jornalismo com a tecnologia e que também podem abrir novas perspectivas na busca do jornalismo por seu objeto de estudo.

Palavras-chave: jornalismo; Teoria Ator-Rede; verificação digital; teoria; epistemologia.

 

 

AGÊNCIA NÃO-HUMANA E CIÊNCIA HUMANA: DRONES, HEURÍSTICA E PRÁTICAS ARTÍSTICAS

Fernanda Bruno. Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Tomando como ponto de partida um estudo sobre as relações entre atenção, visão e ação em determinados tipos de drones (ou VANTS, veículos aéreos não tripulados), pretende-se explorar pistas metodológicas ou heurísticas para a pesquisa sobre a agência não-humana no âmbito das ciências sociais e humanas. Tais pistas serão formuladas a partir do diálogo com dois domínios distintos. O primeiro é a teoria ator-rede e autores afins, que vêm propondo uma série de conceitos e metodologias que nos auxiliam a compreender as diferentes modalidades de agência não humana em processos tradicionalmente considerados de domínio exclusivamente humano. Privilegiaremos, neste domínio, abordagens, noções e estratégias metodológicas voltadas para os entes técnicos, explorando tanto seus modos de existência quanto sua agência. O diálogo neste campo se dará sobretudo com os autores Bruno Latour, Gilbert Simondon e Donna Haraway. O segundo domínio do qual recolheremos pistas para a pesquisa com não-humanos é o das práticas artísticas. Selecionaremos trabalhos artísticos que explorem modos de narrar e tornar sensíveis a agência dos entes técnicos, especialmente dos drones. O diálogo com as práticas artísticas nos auxiliará, juntamente com a teoria ator-rede, a traçar pistas sobre como perceber, tornar visíveis e sensíveis os entes técnicos e sua agência. E ainda, como interrogá-los, descrevê-los e fazê-los “falar” nas pesquisas situadas no campo das ciências humanas e sociais.

Palavras-chave: não-humano; pesquisa; drones; teoria ator-rede; práticas artísticas.

 

CONECTANDO SABERES, MULTIPLICANDO AGÊNCIAS: PRIMEIRAS REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE INTERAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO

Lívia de Souza Vieira. Professora no Instituto Superior e Centro Educacional Luterano Bom Jesus – IELUSC. Doutoranda em Jornalismo no Programa de Pós-graduação em Jornalismo (POSJOR) – UFSC; liviasvieira@uol.com.br

Maria Elisa Máximo. Professora no Instituto Superior e Centro Educacional Luterano Bom Jesus – IELUSC. Doutora em Antropologia Social (UFSC); elisamaximo@gmail.com

Naiara Cristina Larsen. Bolsista do projeto de extensão entre setembro de 2014 e janeiro de 2015. Jornalista formada pelo Curso de Jornalismo do IELUSC; naiara.larsen@gmail.com

 

Este artigo tem como objetivo colocar em debate as reflexões iniciais suscitadas a partir da realização de dois projetos de extensão, reunidos sob um projeto maior chamado Casa da Cultura Digital – Multiplica. Em parceria com o Núcleo de Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação de Joinville (SC), elaboramos primeiramente um Manual para Gestão de Blogs Escolares (VIEIRA e LARSEN, 2014), publicado em e-book e impresso. Na sequência, iniciamos uma série de quatro cursos de capacitação voltados aos integradores de mídia das escolas públicas da cidade. Os projetos partiram de um esforço de repensar a educação e nossas práticas pedagógicas reconhecendo a presença e o potencial de agência das tecnologias comunicacionais nos ambientes educacionais e nas relações que perfazem o espaço escolar, problematizando visões instrumentalizadas (presentes nas noções de “uso”, de “apropriação”). Perseguimos uma abordagem mais simétrica das relações entre humanos e não humanos na educação, questionando-nos sobre quem ou o quê faz fazer o quê nos contextos educacionais contemporâneos. Nessa perspectiva, as ações dos integradores de mídia na gestão das tecnologias presentes nas escolas municipais, por exemplo, parecem transitar entre a “mediação” e a “intermediação”, nos termos propostos por B. Latour (2008). Neste trabalho discutimos algumas notas etnográficas realizadas nessas experiências, focadas especialmente nos modos pelos quais os atores nelas envolvidos (inclusive nós, realizadoras do projeto) descrevem suas ações e as controvérsias acerca das suas interações. Queremos, com base neste exercício, pensar a educação numa perspectiva sociotécnica, como rede, tentando descrever as múltiplas agências que participam da configuração do espaço e da experiência escolar na contemporaneidade, sem pressupor a priori uma ontologia dos atores e suas ações.            

Palavras-chave: Blogs escolares. Educação. Tecnologias. Teoria ator-rede. Redes sociotécnicas.

 

Sesión 2: “Novas tecnologias e o diálogo entre campos

 

DESIGN, DO PRODUTO AS RELAÇÕES: AS INTERFACES ENTRE DESIGN E ADMINISTRAÇÃO COMO PROJETO SOCIAL

Rafael da Silva Malhão. Doutorando em sociologia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); malhão.rafael@gmail.com

 

Esta proposta visa discutir uma primeira experiência etnográfica em uma disciplina de projeto em um curso de graduação em design e em um escritório de design com vistas a identificar e discutir os compassos e descompassos do design quando mobilizado pelo mercado. Da miríade de críticas direcionadas ao capitalismo talvez a mais recorrente e tão antiga quanto o próprio capitalismo, é de que ele está em crise. Não obstante, o capitalismo vem provando que a crise é uma parte fundamental para sua existência e expansão para além das fronteiras do sistema econômico, e assim se consolidando como uma cosmologia que atravesse, senão todas, a maior parte das formas de sociabilidade contemporânea. Para que tal tarefa se efetue com sucesso diversas formas de atuação devem ser arregimentadas constantemente. No início do século passado, como bem identificou David Noble (1987), a interface entre a formação de engenheiros e a prática gerencial nas empresas foi o ponto de virada para a consolidação do capitalismo como vimos no século XX. Mobilizou-se a interface engenharia e grande indústria a fim de transpor o conhecimento técnico de projetar e associar máquinas para um processo de engenharia social no âmbito da organização empresarial, sempre com a máquina industrial como modelo. Na virada do século passado e primeira década deste século nos deparamos com um processo semelhante, mas agora com vistas a “humanizar a gestão empresarial”, e o conhecimento técnico mobilizado também vem da seara do conhecimento projetual, mas desta vez quem será solicitado pelos gestores é o design.

Palavras-chave: Design; Projeto; Gestão; Capitalismo; Mercado.

 

MEDIAÇÃO E AGÊNCIA NÃO-HUMANA NUM COLETIVO DE COMUNICAÇÃO BRASILEIRO

Leonardo Foletto. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); leofoletto@gmail.com

 

O papel da tecnologia tem sido discutido nos estudos de comunicação e jornalismo, mas pouco se tem falado sobre a agência não-humana nas múltiplas mediações que ocorrem na prática comunicativa, em especial no jornalismo. Este artigo busca uma aproximação da comunicação e do jornalismo com os estudos antropológicos da teoria ator-rede para compreender a rede de mediações  na produção comunicativa de um coletivo de jornalismo brasileiro, bem como refletir sobre o processo de descrever as ações e interações dos actantes (humanos e não-humanos) envolvidos.  Para isso, o percurso teórico apresentado considera o contexto atual como o de uma retomada do pensamento sobre o papel das materialidades nos processos de comunicação (FELINTO, 2013), perspectiva que recoloca nos processos sociais os objetos técnicos e amplia a noção de agência para além da ação intencional humana (LATOUR, 1992, 1994; CALLON, 2008; LEMOS, 2013). É uma noção que vai em oposição a ideia dominante na comunicação e no jornalismo, de uma mídia como idealmente transparente, o que pressupõe que a mediação precisaria ser inexistente ou inócua (LEMOS, 2013). O artigo é um estudo inicial oriundo da primeira etapa de uma observação participante de recorte etnográfico de um coletivo, realizada em maio de 2015, que é parte de uma pesquisa de doutorado em comunicação e informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A observação atenta para a relação cotidiana dos integrantes do coletivo com os objetos e as redes sociotécnicas presentes na produção comunicativa do grupo.

Palavras chave: mediação, comunicação, teoria ator-rede, humanos e não-humanos, agência.

 

 

LIVE CODING: CUANDO EL FIN ES EL PROCESO

Carolina Di Próspero. Doctoranda IDAES – Universidad de San Martín

Buenos Aires, Argentina; diprosper@gmail.com

 

Mi investigación propone un acercamiento a la actividad de live coding como una configuración artística constituida desde la práctica creativa de la improvisación, la apertura (socialización de los lenguajes de programación, comunidad de live coders, etc) y la exploración tecnológica constante.

El objeto es proporcionar una caracterización de una expresión artística colectiva, que media y se constituye en un contexto sociotécnico: un ensamblaje de componentes materiales y no materiales, discursivos, tecnológicos y sociales, que dotan de sentido y se configuran a través de prácticas (Bijker, Hughes y Pinch: 1989).

El live coding consiste en la ejecución en una laptop de lenguajes de programación de música algorítmica, en performances vivo. Esta actividad se ha ido construyendo a contrapelo de convenciones existentes en el campo de la música. La improvisación, además de ayudarles a construir otra perspectiva del programador y los lenguajes de programación ha significado una especie de salida a las dificultades en la construcción de su "art world" (Becker: 2002) ya que los live coders ubican su expresión artística en el proceso más que en un producto terminado. Este énfasis en el proceso y en la exploración de la tecnología en el arte y el arte en sus formas tecnológicas, les permitió avanzar en la construcción de su actividad, y su mundo en constante proceso, donde se sienten creativos y crean.

Improvisación, música algorítmica, apertura, sociotécnica. 

 

ARQUIPÉLAGOS DE REALIDADE: UMA REVISÃO HACKERATIVISTA- ENTRE PIRATAS ARTESÃOS E REBELDES

Rodrigo Souza: diguinhoasouza@hotmail.com; oauryn@gmail.com

 

Este trabajo se encuentra ubicado en una intensa búsqueda para identificar nuevas representaciones sociales, representaciones ancladas en la virtualidad y construidas por actores que vislumbran en el ciberespacio un nuevo campo de batalla, encontrando un lugar donde nuevas reglas son construidas y reconstruidas en velocidades nunca antes imaginadas, donde la identidad y la virtualidad pertenecen a una red de nuevas significaciones, resbalándose en identidades más flexibles, resultados de un territorio nuevo, que engendra y modifica la cotidianidad sin necesariamente negar o revolucionar la materialidad, pero sin duda promoviendo cambios significativos y profundos en la sociabilidad cotidiana, donde nodos y flujos son el camino de las relaciones. Para esto pensamos la relación del grupo mundializado de Hackers- activistas Anonymous en América Latina, en específico en 3 eventos contemporáneos de nuestro continente, la revuelta de los pingüinos en Chile, las jornadas de junio en Brasil y el movimiento 132 en México, este trabajo constituye parte de la maestría presentada en diciembre de 2014 en la UAM-Iztapalapa, no programa de Ciencias Antropológicas.

Palavras-chave: Ciberespacio, Ciberetnografia, Redes, Hackeractivista, virtualidad, Anonymous, América Latina.

 

LE, COMENTA, COMPARTILHA: DIFERENTES TEXTOS INSTIGAM DISTINTAS POSTURAS DO INTERNAUTA NAS PLATAFORMA DE INTERAÇÃO DOS VEÍCULOS NA WEB

Thaísa Cristina Bueno. Doutoranda em Comunicação Social pela PUC-RS e professora do curso de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão; thaisabu@gmail.com

 

A proposta deste artigo é analisar as escolhas do internauta, suas predições e as intersecções entre o que comenta, o que compartilha e o que lê. Para isso, este estudo busca uma comparação descritiva dessas três categorias nas listas publicadas nas páginas dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, ambos veículos que figuram entre os três mais acessados pelos leitores brasileiros de acordo com a Associação Nacional de Jornais (ANJ). O estudo busca encontrar as motivações dos internautas, por meio das escolhas editoriais, temática das matérias e quantidade de acessos e, partir disso, elencar as distinções prováveis entre essas três categorias que hoje representam uma estratégia de fidelização e rastreamento das preferências do público. O estudo prevê, ainda, um olhar para a plataforma como recurso de modificação do modo de atuar e consumir a mídia contemporânea.

Palavras-chave: Mais Lidas; Mais Comentadas; Mais Compartilhadas. 

 

Sesión 3: Ecologia, cosmologia e agência

 

UMA SELVA VISTA DO LABORATÓRIO? COMENTÁRIOS TRANSVERSAIS SOBRE USOS DE CONCEITOS DOS ESTUDOS DA CIÊNCIA EM ETNOGRAFIAS DE COLETIVOS INDÍGENAS

Levindo Pereira. Doutorando. Antropologia/UFMG; levindocp@gmail.com

 

Como se sabe, áreas como etnologia e estudos da ciência e tecnologia, caracterizadas por decisivos esforços de simetrização, vêm produzindo conceitos e etnografias que trasformaram seus respectivos cenários. À primeira vista, entretanto, eles soem contidos em suas fronteiras disciplinares.

Que articulações têm sido feitas e em que medida se pode explorar o cruzamento das criações concepto-etnográficas advindas de cada uma dessas áreas?

Trata-se, aqui, de recortar um dos vetores dessa relação (o que vai dos estudos das ciências à etnologia (sobremaneira sul-americana) e de relacionar transversalmente seus diferentes objetos/sujeitos de pesquisa, os diferentes usos de conceitos criados para dar conta de realidades não-indígenas — em vez de compará-los par, ao final, estabelecer um juízo, que os rebateria em um eixo vertical, hierarquizando-os, ou num horizontal, equalizando-os (diria-se ‘simetrizando-os’?)

Seriam os mesmos conceitos, implicados em significantes homônimos, derivados de uma genealogia teórica comum?

O GT levantou pertinentemente a questão dos ‘limites e possibilidades da prática etnográfica a partir de uma perspectiva sociotécnica’. Que efeitos emergiriam se também considerarmos os limites e possibilidades da perspectiva sociotécnica a partir das práticas etnográficas?

Busca-se também considerar ‘como se dá a simetrização dos humanos e não humanos' mobilizados etnograficamente.

Anoto como etnografias ‘de partida’ as de José Kelly, Marisol Cadeña; e as de Annemarie Mol e Casper Jensen.

Palavras-chave: etnografia, estudos da ciência e da tecnologia, etnologia sul-americana, simetrização, transversalidade.

 

PARA ALÉM DAS CATEGORIAS HUMANO/NÃO-HUMANO: UMA ABORDAGEM INTERATIVA DOS CONHECIMENTOS ETHO-ECOLOGICOS MEBENGOKRE XIKRIN

Stéphanie Tselouiko. UFSCar (SP) / EHESS-LAS (Paris, França)

Esta comunicação propõe descrever e analisar, por meio de etnografia atualmente em andamento, as relações que os Mebengokre-Xikrin da Terra Indígena Trincheira Bacajá (Brasil, Pará) mantêm com os animais, plantas e espíritos, reagrupados em um coletivo nomeado em antropologia social pelo termo “não humanos”, que compõem o meio e participam das redes sociocósmicas desse grupo. Mas onde começa e onde termina a humanidade, se para os Xikrin, ela se constrói de maneira gradativa através das inter-relações que cada individuo estabelece com os entes em diferentes ambientes no quotidiano e durante os rituais? Para tentar iluminar esta questão, irei a descrever duas situações durantes as quais as relações interespecíficas operam no devir da condição Mebengokre-Xikrin no mundo: os modos de aprendizagem etho-ecologicos e os discursos etiológicos precedendo as curas com as plantas medicinais e pajelança. Escolhi essas duas situações que têm em comum o fato de se concretizar no deslocamento através os caminhos dos possíveis, deixando assim sempre em aberto as interpretações e as improvisações na produção da condição Mebengokre-no-mundo sendo que, tal como apontado por Cohn, do ponto de vista dos Xikrin, o mundo nunca é o mesmo, mas em perpétua mudança através os fatos que vão mudando. Isto é particularmente relevante no contexto atual da região marcada pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Desse modo, pretendo questionar a pertinência da categorização humano/não-humano para dar conta das realidades experimentadas pelos Xikrin. 

Palavras chaves: Mebengokre-Xikrin, ontologia, interação, etho-ecologia, etiologia.

 

 

DISTRIBUINDO A PESSOA: AGÊNCIA E MATERIALIDADE EM UMA COSMOLOGIA AMAZÔNICA

Ugo Maia Andrade (Universidade Federal de Sergipe, Brasil); ugomaia@ufs.br

 

Entre os índios galibi-marworno do baixo rio Oiapoque, no extremo norte do Amapá, a agência de artefatos rituais associados ao turé revela sua condição de pessoa. Um Banco zoomorfo, um Mastro ou um Karamatá (espécie de clarinete) são pessoas invisíveis do Outro Mundo portadoras de invólucros específicos que assumem a função da “roupa” na teoria amazônica das transformações ontológicas. Esses artefatos-pessoa são Karuãna ou Bicho, espíritos auxiliares dos pajés que podem agir tanto como agentes de cura quanto como princípio patológico canibal. Todavia, a própria “roupa”, invólucro ou “paletó” que usam é também um Karuãna, revelando que a noção de que “coisas” são “sujeitos” é a base da cosmologia regional. Pois, para os Galibi-Marworno, (quase) todos os entes, em níveis diferentes, têm agência, posto que estão densamente relacionados entre si. Diante disso, compete indagar até que ponto “coisas” – percebidas enquanto entes ou aquilo que é (seguindo a fenomenologia heideggeriana) – são produzidas ou, inversamente, “crescem”, “emergem” em uma teia de relações com outros entes (dentre eles, os humanos)? Pois, se “coisas” emergem e crescem, qual o verdadeiro sentido da distinção entre entes “animados” e “inanimados”, como questiona a ontologia anímica de Tim Ingold? A comunicação procurará percorrer tais questões (e ainda outras) a fim de refletir sobre a agência e intencionalidade dos artefatos-pessoa dos índios galibi-marworno.

Palavras-chave: índios galibi-marworno; artefatos-pessoa; materialidade; ritual; ontologia anímica.

 

 

DÁDIVA – AS RELAÇÕES DE RECIPROCIDADE ENTRE OS SERES DA NATUREZA

Clayton França.  Doutorando em Ciências Sociais – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP; cfranca01@gmail.com

 

A relação homem-natureza está baseada em uma história de co-evolução, em um elo de reciprocidade inter-espécies e não apenas em um proceso dissociado, como exposto nos pensamentos utilitaristas e antropocêntricos. Neste sentido, a alimentação vem como um fator preponderante de manutenção desta conexão, mas para alguns autores, com a agricultura inicia-se o processo de dominação dos seres humanos sobre os não-humanos, é a gênese da revolução que transformou toda a economia e vida humana. As teorias mais tradicionais apontam que a relação entre os seres humanos e a natureza a partir da domesticação é uma forma de domínio e exploração, contudo, outras perspectivas científicas vem mostrando que a “domesticação” é apenas um meio de relações reciprocas e (não) intencionais entre as diferentes espécies. Para Ingold (2000, p.87), os seres humanos transformam o mundo material ao desempenharem o seu papel na relação com os outros seres, e “na transformação dos seus mundos (...), [na qual] a história é o processo em que ambas, as pessoas e o ambiente [em que fazem parte] estão continuamente suportando uns aos outros a existir.” A Dádiva ou economia das trocas e prestações totais proposta por Mauss (1924), segue uma relação como exposto por Ingold.

Nessa perspectiva, a substância da reciprocidade está vinculada a uma energia espiritual, da qual ele atribui de mana e que neste ato, “a terra, o alimento, tudo o que se dá, são aliás personificados, são seres vivos com os quais se dialoga e que participam do contrato. Eles querem ser dados” (MAUSS, 2013, p.98).

Palavras-chave: Reciprocidade. Homem-natureza. Diálogo. Dádiva.

 

O UNIVERSO DA PROTEÇÃO ANIMAL NO CONTEXTO URBANO DE PORTO ALEGRE/RS

Leandra Pinto. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); leandraop@gmail.com

 

Considerando a percepção de novas moralidades e sensibilidades envolvendo relações interespecíficas na atualidade, o presente estudo visa responder ao seguinte questionamento: em que medida uma etnografia sobre redes de proteção animal pode contribuir para compreender o lugar dos animais no universo social? A problemática norteadora permite refletir sobre as controvérsias em torno do estatuto dos animais domésticos, especificamente a população de cães e gatos abandonados que vivem nas ruas, um dos principais focos dos movimentos sociais de defesa animal em contextos urbanos. Levando isso em consideração, toma-se como exemplo de análise um caso particular: a rede de apoio aos animais que residem na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, formada por três organizações sociais. Logo, os dados etnográficos produzidos em campo sugerem que as redes de apoio, como exemplo de novos arranjos sociais, revelam a necessidade de pensar a família e a sociedade para além dos coletivos humanos. Bem como, indica a crescente valorização de uma ética em relação aos animais domésticos promovida pela rede de proteção animal de Porto Alegre, cujo empenho representa um “resgate” não apenas dos animais em situação de abandono, mas sobretudo, da sociedade para a questão animal.

Palavras-chave: antropologia das relações humano-animais; proteção animal; redes de apoio.

 

Sesión 4: Saberes, saúde e religião

 

SOBRE ECTOPLASMAS E PARACIRURGIAS: A ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA ENVOLVENDO HUMANOS E NÃOHUMANOS

 

Gustavo Ruiz Chiesa (Doutorando em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro)

 

A presente proposta de trabalho tem como objetivo examinar as atividades desenvolvidas na Ectolab – Associação Internacional de Pesquisa Laboratorial em Ectoplasmia e Paracirurgia –, uma instituição criada por um grupo de médicos, psicólogos, engenheiros, biólogos e neurocientistas interessados em praticar e investigar as chamadas “cirurgias espirituais” ou “paracirurgias” e a relação destas com uma substância de origem semimaterial denominada “ectoplasma”. A finalidade da instituição é compreender, mensurar e identificar, através de uma metodologia científica, o ectoplasma e os efeitos que ele provoca nos organismos vivos e no ambiente. Para isso, a instituição dispõe atualmente de três espaços físicos que apresentam finalidades práticas distintas. O primeiro espaço é o laboratório de pesquisa onde se realizam investigações em torno dos supostos doadores de ectoplasma ou “ectoplastas”. O segundo espaço é um grande salão onde se realiza a “Dinâmica Interassistencial de Paracirurgia”. A dinâmica visa a assistência terapêutica a “consciências intrafísicas” (vivos) e “consciências extrafísicas” (mortos), humanos e não-humanos, que sofrem de alguma enfermidade ou transtorno físico, emocional, mental e/ou energético. Finalmente, o terceiro ambiente consistirá no espaço de pesquisa e análise das percepções anotadas em todas as dinâmicas, comparando-as entre si e também com os “pedidos de paracirurgia” recebidos diariamente, de diferentes partes do Brasil e do mundo, através do site da Ectolab. Pretendo, neste paper, apresentar brevemente esses espaços, descrever o que acontece nesses ambientes e nas pessoas que ali participam, compreender o que está sendo procurado nas pesquisas por eles realizadas, esclarecendo a conexão que estabelecem entre terapia e pesquisa.

Palavras-chave: Saúde; Ciência; Conscienciologia; Ectoplasma; Cirurgias espirituais.

 

 

MIRAÇÕES NO SANTO DAIME E O AGENCIAMENTO VEGETAL

 

Maicon do Couto Fecher. Mestrando Stricto sensu do Programa de Pós Graduação em Antropologia; maiconfecher@hotmail.com

Paola Correia Mallmann de Oliveira. Mestrando Stricto sensu do Programa de Pós Graduação em Antropologia; paolamallmann@gmail.com

 

Este trabalho pretende dialogar com autores e atores sociais sobre o evento da Miração nos rituais religiosos do Santo Daime, durante a ingestão do chá, sacramento dessa religião, que se trata de uma bebida produzida a partir de duas plantas amazônicas, Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis. Entender o que ocorre ou que experiência os atores sociais atualizam mediante o consumo, são pontos necessários para ampliar o conhecimento sobre os eventos imagéticos e de “expansão de consciência”, que são conhecidas como Miração. Através de trabalhos etnográficos realizados por observação participante em rituais do Santo Daime em 2014/2015 na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais - Brasil, busco relatar e fazer conexões teórico-conceituais a partir da noção desenvolvida por Lévi- Strauss em sua obra Cru e Cozido sobre a semiótica dos sistemas de significação das transformações de figura-fundo, além do conceitos presentes na obra Inconsciente maquínico de Félix Guattari, buscando aproximações destes conceitos com categorias nativas de expansão de consciência e categorias como planta professora e intencionalidade vegetal.

Palavras chave: Santo daime, Miração, Intencionalidade, Planta Professora.

 

EXPERIÊNCIA DE DOENÇA: REFLEXÕES SOBRE HUMANOS E NÃO-HUMANOS NO COTIDIANO DE DIABÉTICOS 

Juliano de Sousa Bagatin. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Integrante do Grupo de Pesquisa Sociologia da Saúde UFPR/CNPq; julianobagatin@gmail.com 

José Miguel Rasia. Professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Coordenador do Grupo de Pesquisa Sociologia da Saúde UFPR/CNPq; zecarasia@gmail.com 

 

Este artigo propõe uma reflexão sobre a proximidade e distanciamento entre a Teoria Ator-Rede (TAR), conforme trabalhado por Bruno Latour, e a fenomenologia “clássica” aplicada às pesquisas sociológicas e antropológicas. A necessidade desta reflexão surgiu após revisitarmos o material coletado por meio de entrevistas semiestruturadas para a pesquisa “Uma Companheira da Vida Inteira”: O Diabetes e a Experiência de Doença, iniciada em 2012 e concluída em 2013. Tal pesquisa possui orientação fenomenológica, calcada principalmente em Alfred Schutz, e discute aspectos da vivência dos indivíduos com a doença e como estes constroem suas experiências. Em algumas das narrativas foi possível notar a importância que determinados objetos (não-humanos) possuem na significação da experiência dos diabéticos participantes da pesquisa. No entanto, naquela ocasião tal discussão não recebeu a devida atenção. Neste sentido, buscamos pensar as possibilidades entre a Fenomenologia e a TAR imprimindo uma mudança na forma de compreender o material coletado durante nossa pesquisa. Para tanto, lançamos mão principalmente dos conceitos de simetria, agência, humanos e não-humanos visando repensar as relações/interações entre os atores (actantes) que agem como mediadores nos processos de significação. Tomando de empréstimo a sugestão de Fátima Tavares, feita durante apresentação em uma mesa-redonda na 28ª Reunião Brasileira de Antropologia (2011), consideramos aqui a investigação da experiência implicada na dinâmica das redes. 

Palavra-Chave: Teoria Ator-Rede; Simetria; humanos e não-humanos; fenomenologia. 

 

 

AS CIÊNCIAS DAS CRENÇAS E AS CRENÇAS NAS CIÊNCIAS: “SIMETRIZAÇÃO” E POSICIONAMENTO ETNOGRÁFICO EM UMA PESQUISA SOBRE A AÇÃO DE SERES “INTANGÍVEIS” NO CANDOMBLÉ   

Thomás Antônio Burneiko Meira. Universidade Estadual de Maringá (UEM) – Brasil; tbmeira@yahoo.com.br

Nas últimas décadas, com a intensificação dos experimentos “simetrizantes”, um novo panorama se abriu para a antropologia. Sob essa rubrica – sugerida por alguns autores brasileiros, em referência ao princípio de “simetria”, popularizado por Bruno Latour –, emergiram pesquisas voltadas para o confronto das ciências “formais” frente aos sistemas de conhecimento “nativos”, a fim de alçar os segundos ao mesmo status de legitimidade das primeiras, e, assim, reequilibrar as relações de força entre ambos. Dentre os diversos impactos desse movimento, pode-se destacar, por um lado, a reavaliação de conceitos antropológicos historicamente assertivos, mas concebidos, mais recentemente, como “construídos”, e, por outro, o reconhecimento de agenciamentos não-humanos os mais diversos nas cosmopráxis “ocidentais”.  Alinhado a essa tendência, o presente trabalho se refere a uma pesquisa, ainda em fase inicial, acerca das agências “sobrenaturais” em um terreiro de candomblé, localizado na região metropolitana da cidade de São Paulo, Brasil, realizada sob a perspectiva de um de seus “iniciados”. A partir dessa referência etnográfica, pretende-se, primeiramente, passar em revista abordagens “clássicas” sobre a religião, que, em seu conjunto, tendem a reduzir parte do cosmos dos candomblecistas aos pressupostos das “crenças”, “representações” e “ideologias” humanas, para, depois, contrapô-las aos fundamentos teórico-filosóficos presentes na rotina do templo aqui considerado, pautados na existência de seres “intangíveis”, tão genuínos para os religiosos como deslegitimados, em suas ações, por seus analistas externos. Com base nessa discussão preliminar, buscar-se-á, finalmente, levantar algumas questões acerca da necessidade de “etnógrafos-nativos”, ou dos “nativos-etnógrafos”, para a realização de estudos potencialmente simétricos.   

Palavras-chave: simetrização; Candomblé; Não-Humanos; “Etnografia-Nativa”.

 

“AGENDE SEU TOQUE, SUA OBRIGAÇÃO OU FESTA”: OBJETOS, MÍDIAS SOCIAIS E RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Leonardo Oliveira de Almeida. Doutorando em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio Grande do Sul; leonardoalmeidaufrgs@yahoo.com.br

 

A partir de uma perspectiva embasada no estudo das materialidades religiosas, este trabalho visa apresentar alguns aspectos da relação entre tamboreiros, pessoas responsáveis pelo toque dos tambores nas religiões afro-brasileiras do Rio Grande do Sul (Brasil), e suas principais estratégias de divulgação de seu trabalho nas redes sociais da internet. No contexto da virada ontológica na antropologia, bem como a partir da perspectiva da media turn nos estudos da religião, tomo como referência os objetos expostos em fotos e vídeos que circulam nas redes sociais e em sites voltados para eventos e notícias relacionados ao universo afro-brasileiro. Cabe evidenciar que a cidade de Porto Alegre vem passando por processos marcantes quanto ao uso destas redes, bem como a proliferação de empresas voltadas essencialmente para as religiões afro-brasileiras, tais como o jornal virtual Grande Axé, a Revista eletrônica Afro-umbandista Odum Orixás, a produtora Donos da Noite Produções, dentre outras. No caso específico dos tamboreiros da cidade de Porto Alegre e adjacências, torna-se cada vez mais comum o uso de cartões de divulgação, pôsteres e vídeos que visam divulgar o trabalho desses instrumentistas. Seja individualmente ou a partir de grupos organizados de tamboreiros, chama atenção o uso e exposição de tambores, adereços, camisetas personalizadas, brincos, agês (instrumentos percussivos) e logomarcas em constante relação com cores, formas, tipos de matéria prima, dentre outros. Tais objetos, reunidos de forma específica em vídeos e imagens, imprimem e reivindicam identidades. Nesse contexto, busco apresentar alguns resultados de pesquisa de Doutorado em Antropologia Social, ainda em andamento.

Palavras-chave: materialidades religiosas, tamboreiros, objetos, media turn.