RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 43

GT 43.  ARTES, PÚBLICOS E ESPAÇOS

Coordinadores:

Caleb Faria Alves. Universidade Federal do Rio Grande do Sul / Brasil; calebfa@uol.com.br

Marina Moguillansky. UNSAM-CONICET. Doctora en Ciencias Sociales (UBA), Magister en Sociología de la Cultura (IDAES-UNSAM), Licenciada en Sociología (UBA), Coordina el Núcleo de Estudios en Comunicación y Cultura en el IDAES-UNSAM; mmoguillansky@gmail.com

Lígia Dabul. Profa. Dra. da Universidade Federal Fluminense, Departamento de Sociologia. Coordenadora do Museu Dom João VI / Escola de Belas Artes / UFRJ.

 

 

Sesión 1: Los públicos y sus manifestaciones / Os públicos e suas manifestaçoes

 

 

EL APLAUSO COMO VEHÍCULO DE SIGNIFICADO

 

Adriana Santos Melgarejo. Núcleo de Antropología de la Contemporaneidad, Departamento de Ciencias Humanas y Sociales, Instituto de Comunicación, Facultad de Información y Comunicación. UdelaR; santosmelgarejo@gmail.com

 

La propuesta se centra en la indagación sobre una práctica habitual del público y el análisis de su cartografiado en tanto fenómeno comunicacional. Se centra en el componente discursivo que emerge de la observación que la autora ha realizado en el marco de algunos eventos musicales. A partir de la descripción de tres situaciones en salas de concierto de la ciudad de Montevideo –un espectáculo de un músico consagrado de repertorio asociado a la world music (andaluza-jazz), un concierto de un grupo especializado en repertorio del barroco europeo-occidental y un espectáculo de ballet- se visualiza el comportamiento del público tomando como eje central el momento en que se produce el aplauso. A partir de él se busca encontrar las formas particulares en las que transita la experiencia musical desde el lugar del espectador y su relación con la construcción de los procesos subjetivos en el cierto espacio propiciado por el Estado. Esta etnografía permite un abordaje de las diferentes subjetividades puestas en juego en torno a los espectáculos musicales y su relación manifiesta en el público tomando en cuenta la reacción que se plasma en el aplauso como expresión comunicativa y su contexto aural.

Palabras clave: aplauso - cartografías - subjetividad - auralidad - políticas culturales.

 

 

TENDÊNCIAS ORIENTAIS NA MODA FEMININA: O DISCURSO DAS REVISTAS BRASILEIRAS

Blanca Shung Luen Menezes Li. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Antropologia (PPGAnt) da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); lishungluen@yahoo.com.br

 

A problematização da análise do discurso em editoriais de moda pode ser fomento para um estudo no âmbito cultural. Tem se observado que as revistas do Brasil tem aberto espaço para temática do oriental adaptado. Sabemos que existe uma diferença cultural relativamente grande entre a cultura brasileira se comparada à cultura de países asiáticos como China/Japão em estudo. São países que construíram identidade através de marcos históricos e políticos diferentes do nosso. Bem como, possuem outros tipos de crenças e comemoram festas populares de outra maneira. Até, porque, o comportamento oriental ainda esta preso a amarras do tradicional que o povo ocidental em grande parte já se desvencilhou. Inclusive, se pode perceber entre ambos que os valores não só morais como também de vida são distintos. O antropólogo que escreve sobre a práxis social moda, quando realiza este tipo de abordagem, constrói um texto que visa à aproximação do leitor com um mundo do qual ele desconhece ou não está habituado. Na realidade, as revistas seriam veículos de transmissão de paradigma de uma cultura paralela. Os leitores muitas vezes acabam adotando posturas mantidas como modelo para não sair de padrões introjetados pela mass media. Os dois casos estão ligados diretamente ao consumo. Consumo de uma cultura metonímica, através do elemento moda. O discurso das revistas brasileiras incita hibridização entre culturas do Brasil e China/Japão de forma adaptada para que a mulher brasileira se identifique. Ao haver a negociação cria-se nova dimensão de território, entre lugar que miscigena culturas.

Palavras-chave: antropologia visual, moda, consumo, revista, discurso.

 

 

EL ARTE COMO HUELLA DE ASIGNACIÓN DE VALOR: EL  CASO DEL SOUVENIR TURÍSTICO

Oscar Traversa; otravesa@arnet.com.ar

Manuel Libenson; manuel.libenson@gmail.com

UNA (Universidad Nacional de las Artes, Argentina) – UBA (Universidad de Buenos Aires, Argentina)

 

Sin dudas, la reproducción técnica y la serialización industrial de las obras de arte han sido desencadenantes de cuestionamientos ya desde las primeras reflexiones de la Escuela de Frankfurt por la supuesta mercantilización del arte que conllevan y sus efectos directos en relación con el estatuto del arte (su negación) y sus valores sociales. La contracara de este planteo y que, en definitiva, ha reforzado por la vía inversa la misma hipótesis inicial es el hecho de que el arte no sería equiparable a ninguna otra mercancía en tanto que su valor no se definiría más que a partir de una operatoria de distinción y capitalización simbólica, ajena a los parámetros objetivos con los que en general se define el valor del resto de  las mercancías, tales como la tasa de trabajo acumulado o la utilidad (Bourdieu, 2012; Graw, 2013).

Ahora bien, desde la perspectiva sociosemiótica (Verón, 1987; Traversa, 2014) que adoptamos en este trabajo, buscamos aportar evidencia  en dirección contraria a ambas hipótesis mencionadas. A través del análisis de un objeto cultural como el souvenir turístico intentaremos mostrar, por medio del análisis de distintas trayectorias metonímicas, hasta qué punto las huellas del espacio artístico, inscriptas en la materialidad de estos objetos, resultan los principales operadores de diferenciación, singularización y asignación de sus valores de uso. Al mismo tiempo, buscaremos caracterizar la operatoria metadiscursiva recíproca, esto es, el modo en que el souvenir se constituye como un metadiscurso en reconocimiento que, de manera refractaria, asigna necesariamente cualidades diferenciadoras a alguna zona del espacio discursivo del arte.

Palabras clave: semiosis, valor,  arte, metadiscursos, dispositivos.

 

 

O CINEMA E OS SEUS PÚBLICOS

Heitor Benjamim Campos. Mestrando em Sociologia Política da Universidade Estadual do Norte Fluminense; heitor.benjamim@gmail.com

 

É objetivo desta comunicação compreender a dinâmica das formas de qualificação do gosto cinematográfico em função dos diferentes públicos envolvidos. Entendendo o gosto como um marcador de diferenças e identidades sociais, pretendo mostrar experiências desse diálogo entre humanos e cinema, problematizando recorrências e contradições do seu consumo. O espectador é um ator social ativo e produtivo, que constantemente está a sentir e transformar a arte e seus desdobramentos, as performances e seus gostos. Estou, assim, me afastando de uma sociologia crítica que concebe o gosto como um jogo social passivo de dominação e sua prática restrita a determinantes sociais ocultos. O gosto cinematográfico é antes de tudo uma atividade reflexiva, moral e coletiva. Alguns desdobramentos são possíveis de nos fazer pensar: será que existe algo a mais que faz com que muitas pessoas concordem ou não numa apreciação estética? Será possível estabelecermos algum tipo de padrão frente a diversidade de opiniões emitidas de um mesmo filme? Existe alguma força de atração para que diferentes pessoas comunguem de uma mesma opinião? Para tentar responder essas indagações será necessário uma nova conotação para esta que está sendo o fio condutor de minhas análises: a opinião. Será necessário deixarmos o campo da estética e da crítica pelo da socialização. Como metodologia, grupos de pessoas de diferentes grupos morais estão a assistir e a opinar diversos filmes. A partir dessas críticas é que tecemos possíveis conexões entre  formas de qualificação do gosto cinematográfico e os regimes de envolvimento da ação que fundamentam essas qualificações.

Palavras-chave: cinema; público; gosto; opinião; moralidades.

 

 

Sesión 2: Fronteras y mediaciones artístico-culturales / Fronteiras e mediações artístico-culturais

 

 

Produção marginal da escrita: uma análise da criação literária nas periferias de São Paulo

Lucas Amaral de Oliveira. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de São Paulo (PPGS-USP) e bolsista da FAPESP; lucas_amaral_oliveira@hotmail.com.

 

À medida que as disputas pelos espaços urbanos e seus sentidos vêm ganhando centralidade no debate contemporâneo, tanto mais a paisagem cultural da cidade parece tornar-se objeto e cenário de interesses diversos. Nesse contexto, as margens, que se manifestam sócio-espacialmente no fenômeno da periferia, ocupam posição de destaque no debate, pois redefinem e resignificam os pontos de interseção entre arte e urbanismo. O objetivo deste trabalho é expor resultados obtidos até então em minha pesquisa de doutorado sobre a análise de instâncias de criação, difusão e consumo de bens literários, os chamados “saraus poéticos”, que há mais de uma década vem ecoando nas periferias de São Paulo e modificando, assim, as dinâmicas artísticas desses espaços urbanos. Pode-se dizer que esse movimento foi determinante para a expansão da recente literatura marginal, que surge e se consolida nos e ao redor dos saraus, e que tem como força propulsora experiências culturais no espaço urbano, a partir das quais algumas comunidades periféricas ressignificam a cidade por intermédio da criação literária. A questão que exploro é que, embora não se enquadrem nas hierarquias simbólicas e nos locais mais tradicionais de consagração artística, os saraus periféricos parecem exercer, hoje, papel determinante na formação e projeção de novos escritores oriundos de bairros pobres da capital paulistana. Esses novos atores vêm assumindo cada vez mais dinamicamente um papel central de mediação em cenários de tensão social no espaço público, servindo como instrumento de confronto em que a experiência pessoal atua como base para interpretar a experiência coletiva.

Palavras-Chave: Produção Literária; Saraus; Periferias; Paisagem Urbana; São Paulo.

 

 

A CULTURA NA E DA FRONTEIRA: EVENTOS E PRÁTICAS NA FRONTEIRA ENTRE BRASIL E URUGUAI E A NOÇÃO DE INTEGRAÇÃO CULTURAL

Felipe José Comunello. Doutor em Antropologia Social. Bolsista de Pós-Doutorado CAPES/FAPERGS. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); felipecomunello@gmail.com

 

Em 2014 ocorreu a primeira edição do Calendário da Integração Cultural Brasil-Uruguai, sob a responsabilidade do Comitê Binacional de Intendentes e Prefeitos de Fronteira. O objetivo do Calendário foi promover “as ações de convivência, cooperação e intercâmbio artísticas e culturais que configuram um corredor cultural e turístico e revelam toda a singularidade e a diversidade da região da fronteira”. A “diversidade cultural” é destacada pelo Calendário como algo a ser reconhecido, vivenciado e divulgado para além do “turismo de compras” e da “cultura ‘pampeana’” e foram definidos critérios para os eventos serem incluídos no Calendário. Com isso, determinados eventos e práticas a eles associadas, caracterizados como cultura ou culturais, foram evocados por meio do termo (de) fronteira, vinculando-o estreitamente a noção de Integração Cultural com o Uruguai e indiretamente com os demais países do Mercosul. O objetivo desse trabalho é descrever e analisar alguns desses eventos e práticas a partir de etnografia realizada entre músicos, escritores, realizadores de filmes, produtores, militantes, entre outros profissionais da cultura que fazem da fronteira entre Brasil e Uruguai seu tema ou local privilegiado de atuação. Pretende-se discutir isso enquanto certo tipo de realização (performance) da fronteira, desenvolvendo-se alguns argumentos, dentre os quais o de que teorias sobre a cultura na ou da fronteira ajudam a criá-la, aproximando a linha cultural com a linha política que define os territórios dos distintos Estados-nacionais.

Palavras-chave: Integração Cultural, fronteira, performance, linha.

 

 

DIMENSÃO ESTÉTICA DA CULTURA MBYÁ-GUARANI: REFLEXÕES E MEDIAÇÕES INTERCULTURAIS A PARTIR DE VIVÊNCIAS NA ESCOLA ANHETENGUÁ

Dannilo Cesar Silva Melo. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; dannilocmelo@gmail.com

 

A dimensão estética da cultura pode ser um caminho para pensar o modo indígena de estar sendo na América e para perceber os processos de criação do pensamento indígena, que constituem um horizonte simbólico da vida e um campo fecundo de sentidos e expressões estéticas cosmo-ontológicas. A educação indígena, percebida como semeadora de estéticas da vida, exprime uma ritualização do sagrado experienciado e constantemente ressignificado no cotidiano, de forma a germinar um olhar orgânico e totalizante da realidade de cada povo e comunidade. Isto posto, podemos considerar a existência de estéticas da educação indígena? Ou mesmo, considerar efeitos etnográficos como capazes de manejarem reflexões sobre essas possíveis estéticas? O propósito seminal desse artigo é refletir sobre uma vivência na escola Anhetenguá, da Tekoá Anhetenguá (terra indígena mbyá-guarani da Lomba do Pinheiro, Porto Alegre, RS, Brasil), ocorrida no ano de 2013, como parte do curso de formação de mediadores da 9ª Bienal do Mercosul. Naquela vivência, o autor propôs e realizou mediações interculturais e oficinas artísticas. A mediação intercultural, adotada numa perspectiva de diálogo entre mundos, procura compreender modos de criação no estar-junto com os mbyá-guarani tanto na escola, quanto em outros espaços educativos. Para isso, buscou-se perceber estéticas mbyá-guarani por meio de suas representações cosmo-ontológicas, compreendendo possíveis estéticas da escola Anhetenguá como frutos da formação da pessoa guarani, das interações estético-artísticas desta comunidade com a cidade, a partir de seus processos próprios de aprendizagem e a agência na relação arte e estética indígena.

Palavras-chave: Mediação Intercultural; Estéticas mbyá-guarani; Escola Anhetenguá.

 

 

RESSIGNIFICANDO RAÍZES: ‘O FAZER ARTE’ NA COMUNIDADE INDÍGENA KOKAMA NOVA ESPERANÇA/ AMAZONAS

 

Deyse Silva Rubim¹

May Anielly Moura²

 

 O povo Kokama sofreu muitas repressões no decorrer dos anos, e tudo isso gerou um forte enfraquecimento que envolve os conhecimentos linguísticos e culturais desse povo, sendo estes, relacionados ao processo de territorialização e colonização dos mesmos, que tiveram que lhe dar com as exigências e repressões feitas pelos colonizadores e de alguma forma tiveram que adotar as características majoritárias, esses rastros de transformação da cultura de alguns povos indígenas, inclusive o kokama, perduram até hoje. A identidade cultural dos índios Kokama da comunidade Nova Esperança, está em processo de ressignificação e fortalecimento. Pois, com as transformações culturais que ocorreram no decorrer dos anos, há muito a ser resguardado e cuidado nas comunidades indígenas, como forma de garantir para as futuras gerações a preservação de sua identidade étnica. Em nossa pesquisa buscamos fazer um diálogo entre os processos de ressignificação do “fazer arte” na comunidade Kokama Nova Esperança, com alguns teóricos que têm sua pesquisa voltada para o grafismo corporal e em cerâmica. Além, de fazer um quadro comparativo de como os grafismos eram e são concebidos, através do processo de construção artística dos índios Kokama. Ao passo que, os grafismos, os artesanatos e as músicas, são elementos utilizados cotidianamente na escola que funciona dentro da comunidade, onde são trabalhados todos os elementos culturais e também a revitalização da língua.

Palavras-chave: Ressignificação; Cultura; Grafismo; Arte; Kokama; Identidade.

 

 

Sesión 3: Mecanismos de afirmación y contestación / Mecanismos de afirmação e contestação

 

 

REBELIÕES ARTÍSTICAS: ESTUDO COMPARATIVO DE UM IMAGINÁRIO POTENTE E TRANSFORMADOR

 

João Paulo de Freitas Campos. Estudante de graduação do curso de Ciências Sociais – UFMG. Membro do Núcleo de Estudos em Cultura Contemporânea (NECC-UFMG); joaopaulocampos7@hotmail.com

 

Este estudo comparativo investiga algumas intervenções estético-políticas que acontecem na cidade de Belo Horizonte, organizadas pelos seguintes coletivos artísticos – ou artivistas: (1) Sarau Vira-Lata; (2) Praia da Estação; (3) Cineclube FAFICH; e (4) Circuito forumdoc.bh. Inspirado na teoria dos ritos de rebelião de Max Gluckman (2011), interpreto-as como rebeliões artísticas que se inserem, de maneiras aparentemente distintas, em lutas simbólicas – estéticas e políticas – em torno da reapropriação criativa de espaços e ressignificação de paisagens e práticas artísticas. Não obstante as diferenças processuais e simbólicas que caracterizam as particularidades empíricas das intervenções estudadas, estas parecem compartilhar uma estrutura comum, colocando em ação uma lógica que inverte, estética e experiencialmente, relações convencionalmente estabelecidas.

Nota-se, a partir de um trabalho de campo iniciado em meados de 2013, que os coletivos supracitados deslocam práticas artísticas para espaços heterodoxos, tais quais praças, ruas, assentamentos urbanos e ocupações culturais, alcançando novos públicos num movimento que embaralha e inverte sentidos e usos desses espaços. Nos interstícios de relações sociais formais de produção e reprodução do social e estético, os coletivos analisados produzem um deslocamento sensível da experiência cotidiana, contribuindo tanto para uma politização das artes quanto para a estetização do cotidiano. Explorando a potência da poesia, performance e cinema estes coletivos inventam novos contextos de ação simbólica.

Palavras-chave: rebeliões artísticas; espaço; público; territórios em disputa

CONCURSOS Y SALONES. APUNTES PARA PENSAR EL CASO DEL ARTE CONTEMPORÁNEO JOVEN EN BUENOS AIRES

 

Renato Mauricio Fumero. CESE-IDAES, CONICET; rmfenidaes@gmail.com

 

Como ha sido notado en diferentes análisis, los años transcurridos desde el inicio del presente siglo han mostrado un considerable desarrollo institucional del espacio artístico contemporáneo de la Argentina. Este fenómeno, evidenciado para el caso de la ciudad de Buenos Aires en el surgimiento de nuevos museos y espacios exhibitivos (MALBA, MACBA, MUNTREF, etc.) y la renovación de otros ya existentes (MAMBA y Fundación PROA, por ejemplo), el crecimiento de la feria de arte local (ArteBA), la expansión de la oferta educativa específica (UTDT, CIA, etc.) o la renovación del circuito galerístico, puede ser leído también como la forma local de ciertas transformaciones en la “industria del arte a escala mundial” (Fleck, 2014). En este contexto, los concursos y salones aparecen como una instancia significativa que permite articular diferentes dimensiones de análisis sobre el funcionamiento del espacio artístico contemporáneo joven de la ciudad.

El presente trabajo se enmarca dentro de la investigación que estoy desarrollando para mi tesis en la maestría de Sociología de la Cultura en IDAES (Instituto de Altos Estudios Sociales). Intentaremos en esta ponencia aportar algunas reflexiones para el estudio del significado que en la actualidad tienen los concursos artísticos para pensar la producción artística de los jóvenes artistas contemporáneos en Buenos Aires. Los concursos y salones operan a la vez como dispositivos exhibitivos, reguladores de la definición subjetiva y objetiva de los entes que participan del campo, mecanismos de distribución de recursos monetarios y de prestigio, protocolos de acceso a ciertas colecciones privadas, etc.

Palabras claves: concursos – salones – arte contemporáneo – Buenos Aires.

 

 

 “MÚSICA DE GAVETA”: NOTAS ETNOGRÁFICAS SOBRE A PRODUÇÃO, A CIRCULAÇÃO E A RECEPÇÃO DA MÚSICA ELETROACÚSTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO

Fabiana Stringini Severo. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC; fabi_qmc@yahoo.com.br   fabiqmc@gmail.com

 

Este trabalho tratará dos resultados de uma etnografia realizada durante no ano de 2014 na cidade de São Paulo com três grupos ligados à pesquisa musical em departamentos de música das seguintes instituições de ensino superior: FASM, USP e UNESP. Esses grupos têm em comum o fato de trabalharem, com maior ou menor proximidade, com a chamada música eletroacústica, um tipo de música ligada à pesquisa e à academia no Brasil. Diferencia-se da música eletrônica dançante ou da cultura de música eletrônica de DJs, podendo ser também chamada de música eletrônica erudita. O trabalho etnográfico baseou-se em algumas premissas da Teoria do Ator-Rede (ANT) e na noção de etnografia da música de Seeger. Além disso, também serão apresentadas algumas considerações sobre a relação entre música e máquinas/tecnologia, bem como a produção, a circulação e a recepção de música eletroacústica no contexto da pesquisa, além das variedades de performance. Essa pesquisa foi realizada como parte do Mestrado em Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Antropologia da Música/Etnomusicologia, sob orientação do Prof. Rafael José de Menezes Bastos e coorientação da Prof.ª María Eugenia Domínguez. 

Palavras-chaves: música eletroacústica; música e tecnologia; etnografia da música erudita.

 

 

LAS PROMESAS DEL ARTE: PROPUESTAS DE VÍNCULO INSTITUCIÓN-PÚBLICOS EN LA COMUNICACIÓN DE INSTITUCIONES CULTURALES

 

Sergio Ramos. UNA-UBA; sergioramosar@yahoo.com

Esta ponencia se inscribe en los desarrollos de un proyecto de investigación radicado en el Área de Crítica de Artes de la UNA (“Arte, ahorro y dispendio: Construcción del valor del arte en los medios de prensa”). El proyecto busca comprender la singularidad de las prácticas y de los mercados artísticos dentro del entramado global de sistemas sociales de intercambio. Se trata, en ese sentido, de concebir la especificidad discursiva de la construcción de valor en los productos denominados artísticos o culturales. En esta ponencia, se trabajará sobre el particular funcionamiento de los productos artísticos en la construcción de contigüidades productor-obra-públicos, analizando los metadiscursos donde las instituciones presentan sus propuestas. A partir del análisis de la comunicación de eventos y espacios de la ciudad de Buenos Aires, se plantearán observaciones sobre los lugares comunes que operan en las argumentaciones orientadas a estimular el uso o el consumo, sus modos de tematizar la cultura y el arte, y las propuestas de vínculo institución-públicos que emergen en la enunciación de estos textos institucionales. En relación con este último punto, se buscará, mediante el análisis discursivo, poner en juego categorías específicas que permitan plantear hipótesis sobre la recepción de estos productos que vayan más allá de la mera agregación de comportamientos individuales y asuman el carácter productivo de toda instancia de reconocimiento.

Palabras claves: discursividad, arte, valor, enunciación, estilo.