RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 39

GT 39.  PLURALISMO BIOÉTICO Y BUEN VIVIR: DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES

Coordinadores:

Rita Laura Segato. Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Bioética; ritalsegato@gmail.com

Lívia Vitenti. Universidade de Brasília, Departamento de Antropologia – DAN; lvitenti@yahoo.com.br

Danilo de Assis Clímaco. Universidad Nacional Autónoma de México (doctorante en el Programa de Estudios Latinoamericanos); daniloclimaco@yahoo.com.br

 

 

EL CUIDADO HOSPICE COMO CUIDADO INTEGRAL DE LOS MORIBUNDOS. UN ANÁLISIS ETNOGRÁFICO DEL CUIDADO DE ENFERMOS TERMINALES EN UN HOSPICE DE LA LOCALIDAD DE OLIVOS

Radosta, Darío Iván. IdAES/UNSAM

 

El objetivo de esta ponencia es, a través de un trabajo de campo realizado entre 2014 y 2015 en un hospice de Buenos Aires (Hospice San Camilo), analizar la categoría de cuidado hospice a través del estudio de campo etnográfico característico de la disciplina antropológica, buscando comprender cómo este tipo de cuidado realizado sobre personas que padecen enfermedades terminales se vincula, conjuga, y tensiona con otros tipos de conocimientos sobre el cuerpo, la enfermedad, y la muerte. Tomando la perspectiva de Turner (1980), la búsqueda de analizar la categoría de cuidado hospice desde una perspectiva etnográfica nace de la necesidad de poner en relación tanto su dimensión discursiva (lo que los actores que se ven involucrados dicen que hacen) como su dimensión práctica (lo que los actores que se ven involucrados hacen), evitando caer en la idea de que el discurso que los actores involucrados plantean sobre lo que es el cuidado hospice es una realidad a priori que no debe ser analizada de manera objetiva. En esta misma lógica tampoco se hará un planteo acerca de la existencia de una esencia de lo que el cuidado hospice es o debe ser, sino que se buscará problematizar lo que podría señalarse como un desfasaje entre la filosofía propia del cuidado hospice (dimensión discursiva-simbólica) y su puesta en práctica.

Palabras clave: movimiento hospice; cuidado hospice; enfermedad; cuerpo; muerte.

 

 

QUALIDADE DE VIDA: PERCEPÇÕES DE IDOSAS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA EM BELO HORIZONTE/MG

 

Andreia dos Santos. Professora do Departamento de Ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas; Doutora em Sociologia – UFMG; andreiasantos@pucminas.br; andossantos@gmail.com

 

Ao longo da ultima década o Brasil experimentou o crescimento de sua população idosa, ou com mais de 60 anos. O objetivo desse trabalho é conhecer a percepção de qualidade de vida de idosas que moram em ILPI´s na cidade de Belo Horizonte/MG. Em relação à metodologia do trabalho buscou-se observar três ILIPI´s na cidade, um confessional/ religioso, um público vinculado à prefeitura da cidade e um misto, ou seja, um que possui apoio da prefeitura e da Associação São Vicente de Paulo. A opção pelas ILIPI´s aconteceu em função de estarem numa região de maior acesso e disponibilidade de pesquisa. O publico dessas ILIPI´s são hegemonicamente feminino, indicando não apenas o reforço da feminilização da velhice, como também que os lares não aceitam comunidades mistas para o atendimento aos idosos. Questionou-se sobre a decisão de ir morar em ILIPI´s e apurou-se que a maioria (90%) foi para essas instituições por escolha própria. Além disso, entrevistei as idosas (14 idosas ao todo) que tinham condições e se dispuseram a conversar sobre o tema de qualidade de vida. De acordo com a literatura sabe-se que qualidade de vida é subjetiva, ou seja, associa-se mais aos aspectos do individuo. Mas o contato com a família, com projetos sociais, a relação com amigos, à religiosidade e saúde são definidores do termo (OMS, 2001). As idosas dos lares públicos aceitam mais a qualidade de vida dentro desses parâmetros do que idosas em lares religiosos que reconhecem na crença em Deus a qualidade de vida.

Palavras chaves: qualidade de vida, terceira idade, instituições de longa permanência, envelhecimento.

 

 

VIDAS EM DISPUTA: ANÁLISE DE DUAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL

Lílian Sales. Professora Adjunta de Antropologia. EFLCH/UNIFESP

 

Nesta apresentação analisaremos as disputas em torno da vida humana em duas audiências públicas realizadas no Supremo Tribunal Federal do Brasil. A primeira delas refere-se ADI 3510, que julgou a permissão do uso de células tronco embrionárias em pesquisas científicas e a segunda ao julgamento da ação que permitiu a interrupção da gestação em mulheres grávidas de fetos anencéfalos.

A disputa em torno da categoria "vida", entre qual "vida" deveria ser priorizada, esteve presente nas duas audiências públicas: a vida dos pacientes possivelmente beneficiados com as pesquisas e a vida das mulheres grávidas ou a vida dos embriões/fetos anencefálicos. Deveremos compreender esta disputa pelo convencimento presente na arena pública das audiências a partir da identificação e análise dos repertórios de justificação produzidos pelos agentes e blocos contrários e favoráveis às ações, especialmente referentes a categoria vida.

Nesse aspecto, a defesa da vida e da dignidade humana de embriões e fetos foi o argumento agregador em torno do qual se organizaram os grupos contrários a liberação das pesquisas com células tronco embrionárias e a antecipação do parto de anencéfalos. Já os agentes favoráveis também mobilizaram categorias em torno da vida em suas apresentações, nesse caso, da vida das pessoas favorecidas pelas ações - mulheres grávidas de fetos anencéfalos e possíveis beneficiados das pesquisas com células embrionárias. A estratégia desses agentes, na primeira ação, foi demonstrar as melhorias na "vida" dos pacientes beneficiados pelas pesquisas com células tronco (adultas, no caso). Na controvérsia sobre a anencefalia observou-se estratégia semelhante, nesse caso a vida a ser valorizada era a das gestantes, não sendo a antecipação do parto entendida como "aborto", pois estaria se interrompendo uma gestação para a qual não haveria potencialidade de "vida".

 

 

“A MORTE NO SEU DEVIDO TEMPO”: DISPUTAS E CONTROVÉRSIAS JUDICIAIS ENVOLVENDO PACIENTES TERMINAIS

Bárbara Rossin. Mestranda em Antropologia Social (Museu Nacional – UFRJ), sob orientação de Luiz Fernando Dias Duarte; barbararossin@hotmail.com

As possibilidades de reanimação, alimentação e respiração artificiais produziram profundas mudanças no próprio conceito e na administração da morte. A promessa de extensão da vida por tempo indeterminado fez com que novas fronteiras entre o “viver” e o “morrer”, entre o “ser” e “não-ser” pudessem ser edificadas na cultura ocidental moderna, suscitando dilemas e debates acerca do alcance das possibilidades técnicas, dos limites éticos e morais das ações médicas e dos direitos individuais de pacientes e familiares.

Neste trabalho, proponho-me a analisar como aparelhos jurídicos e saberes médicos trataram de gerenciar a morte, a própria ideia de pessoa e o estatuto do ser humano a partir do desenvolvimento destas novas tecnologias direcionadas a manutenção da vida. Tendo como base três processos judiciais envolvendo pacientes terminais, objetivarei ainda compreender como são fabricadas e reificadas certas ontologias, bem como examinar como são disputadas as noções de “bem viver” e “bem morrer” e como são construídas controvérsias acerca das ideias de corporalidade, perfectibilidade, performance, autonomia, liberdade, finitude e dignidade entre médicos, juristas e representantes da sociedade civil –os personagens que compõem os autos observados.

Palavras-Chave: Morte, Doença Terminal, Pessoa, Corpo, Bioética.

 

 

BIOÉTICA URBANA, RESISTENCIAS CREATIVAS VS LA NORMA DEL BOICOT CAPITALISTA 

Laura Sarmiento. Arquitecta, doctoranda del doc. en Arquitectura de la Universidad Nacional de Córdoba, Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño, Argentina. Becaria de CONICET, miembro de Universitaries por la defensa de los bienes comunes y el equipo de investigación del centro de bioética UCC; lauruch@hotmail.com 

 

La diversidad en los modos de habitar la ciudad ha sido cooptada por un consenso silencioso generador de injusticias. Pareciera existir una “racionalidad” obligatoria que se ha convertido en el boicot recurrente de la justicia y del bien común. 

Acorde a esta dinámica, el que no adhiere a la norma del boicot (monocultura hegemónica del habitar) le cabe el desplazamiento y la marginalidad que, lejos de ser negativa, reivindica las potencias de autotransformación y diversidad. Es desde esta marginalidad que son gestadas resistencias creativas que habitan y recrean la ciudad de manera inédita, haciéndose protagonistas en los conflictos urbanos donde disputan su existencia y su derecho a la vida digna, al decir de P. Freire, son el derecho y el deber de rebelarse contra las transgresiones éticas de que son víctimas cada vez más, parte de la sociedad, en especial los sectores empobrecidos. Estas resistencias creativas son en sí mismas potenciales de liberación. 

La propuesta de este proyecto de investigación es la conformación de una bioética urbana para la construcción de una plataforma que contemple y opere con un pluralismo de valores para la creación de acuerdos posibles que tengan como base la diversidad. Acuerdos inclusivos fundados en un paradigma de lo colectivo y lo relacional que se adecúe al ecosistema y a la cultura local, en pos de una “ciudad común”. 

Palabras Clave: Bioética Urbana, Justicia Ambiental, Bien Común, Monocultura, Liberación. 

 

 

BEM VIVER: NEOLIBERALISMO E UNIDADE POLÍTICA

 

Vitor do Amaral Osório. Mestrando em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP; vitor.free@gmail.com

 

O bem viver responde a demandas da sociedade civil organizada, ao mesmo tempo em que fortalece o poder do Estado equatoriano. Suas procedências estão situadas tanto na luta por direitos e autonomia política das diferentes nacionalidades indígenas representadas pela CONAIE, quanto em valores e metas internacionais como combate a pobreza, defesa do meio ambiente e de povos tradicionais. Seu efeito imediato foi o fortalecimento do Estado equatoriano e a explicitação dos embates que o constituíram. Destacam-se três forças: o governo; o movimento indígena e os intelectuais que fizeram a articulação teórica.  

Bem viver; neoliberalismo; Equador; Movimento Indígena.

 

 

SABERES INTERCULTURAIS E INTERDISCIPLINARIDADES: UM ESTUDO SOBRE DIREITOS HUMANOS EM PERSPECTIVA DECOLONIAL

 

Luciana de Oliveira Dias. Universidade Federal de Goiás – UFG; professoralucianadias@gmail.com

 

O texto a seguir apresenta um esforço em desenvolver uma pesquisa que tem provocado algumas reflexões acerca de saberes descolonizados e do necessário trânsito pelas interdisciplinaridades diante do desafio de produzir, valorizar e difundir saberes. O objetivo da pesquisa, em andamento, é identificar e analisar processos de descolonização de saberes, e abertura ao diálogo interdisciplinar, no âmbito do curso de licenciatura em Educação Intercultural Indígena da Universidade Federal de Goiás - Brasil. A Educação Intercultural, vem, desde o ano de 2007, oferecendo formação superior a professores indígenas aldeados e, de acordo com a previsão em seu projeto político pedagógico, buscando colaborar com a definição de ações de defesa de direitos indígenas e com um delineamento de políticas sustentáveis que conduzam a uma vida digna. Por meio da realização de entrevistas e de observação participante foi gerado um corpus analítico que revela possibilidades de interculturalidade e de interdisciplinaridade, no âmbito das universidades e também na produção e difusão de saberes. Como desdobramento analítico, foram alcançadas algumas reflexões acerca destas possibilidades como uma via em direção à efetivação de direitos humanos.

Neste sentido, uma horizontalidade de saberes - que pode ser expressa como a liberdade de enunciação, a igualdade epistêmica e a dignidade humana asseguradas - ao ser alcançada evidencia um terreno favorável para que direitos humanos sejam efetivados.

Palavras-chave: Interculturalidade, Interdisciplinaridade, Direitos Humanos.

 

 

EL BUEN VIVIR EN ARGENTINA: SENTIDOS Y USOS ENTRE MIEMBROS Y COMUNIDADES COMECHINGONAS EN CÓRDOBA

 

Dra. Carolina Álvarez Ávila

IDACOR/ CONICET – FFyH

 Universidad Nacional de Córdoba

 

En abril de 2015 se realizó, en Argentina, la Primer Marcha de Mujeres Originarias en la que participaron representantes y miembros de 36 pueblos indígenas. El objetivo principal de la Marcha fue "instalar el buen vivir como un derecho". Tras la movilización, llegaron al Congreso nacional y presentaron el anteproyecto de ley por el Buen Vivir a los diputados que las recibieron. Éste abarca que cada pueblo designe "dos consejeras de acuerdo a su filosofía ancestral" para la creación de un "Consejo de Mujeres del Buen Vivir”, y que este Consejo realice un proceso de consulta, participación, información y difusión "para elaborar y proponer normativas y polí­ticas que garanticen y efectivicen el Buen Vivir".

Teniendo en cuenta este antecedente, en la ponencia me interesa desplegar algunas incipientes reflexiones sobre el Buen Vivir en Argentina; concretamente analizar y comparar algunos sentidos que circulan entre miembros y comunidades comenchingonas en la provincia de Córdoba, buscando identificar qué proyecto/s encarna/n el Buen Vivir y qué está disputando políticamente.

 

 

PRÁCTICAS Y REPRESENTACIONES DEL “BUEN VIVIR” ENTRE LOS QOM DE PAMPA DEL INDIO

Pablo Quintero. IFCH-UFRGS; pablo.quintero@ufrgs.br

 

Los debates sobre el Buen Vivir (o también en su forma Bien Vivir) en América Latina, suelen encargarse de elaborar potentes disquisiciones en torno a su definición esta noción, la mayoría de las veces oponiéndola como alternativa radical a otras ideas como desarrollo, o menos comúnmente a la de modernización. Dentro de estos debates aparecen referidas constantemente las sociedades y comunidades indígenas (especialmente las de la región andina) como las productoras originales de la idea, así como las portadoras de prácticas específicas que recrean al Buen Vivir. Sin embargo, y exceptuando los escritos de Fernando Huanacuni y de Atawallpa Oviedo, son sumamente escasas las referencias a representaciones y prácticas ligadas al Buen Vivir en comunidades indígenas fuera de los andes. Es menester preguntarse si esta falta de investigaciones se debe a que el Buen Vivir no es común a todas a las sociedades indígenas de América o al simple desinterés de las ciencias sociales en visualizar estas representaciones y prácticas alternativas. Procurando dar respuesta a estas interrogantes, este trabajo explora las representaciones locales en torno a la idea de Buen Vivir de los pobladores Qom de Pampa del Indio en la Provincia del Chaco, penetrando también en la exploración de prácticas socioeconómicas, que en los márgenes del capitalismo, parecen acercarse a lo que dentro del debate actual se denomina Buen Vivir.

Palabras clave: Buen Vivir, Qom, Pampa del Indio, Chaco argentino.

 

 

BIOÉTICA INTERCULTURAL E ANTROPOLOGIA: OS CONFLITOS DE INTERPRETAÇÃO E OS DIREITOS HUMANOS

CEMIN, A.B. Doutorado em Antropologia Social (USP). Pós Doutorado em Bioética: Cátedra UNESCO/FS/UNB. Professora Associada do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (Universidade Federal de Rondônia); arneide.bandeira.cemin@gmail.com

Este trabalho argumenta a favor de construções teóricas interdisciplinares entre a Antropologia social/cultural e a Bioética social latino-americana. Postula um problema comum a ambas: a questão da interculturalidade das culturas. Discute este tema a partir da Antropologia, da Declaração Universal sobre Diversidade Cultural e da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos. Finaliza com a proposição de uma Bioética Intercultural Crítica como contraponto à noção sócio estatal que postula uma interculturalidade funcional ao sistema colonial-capitalista e às suas estruturas de dominação. Estas foram construídas pelas classificações de raça e de classe desde a “diferença colonial” que instituiu a inferioridade dos povos originários das Américas. O texto articula-se, assim, ao esforço de uma Antropologia e Bioética que, também descolonizadas, se abram à interpelação de si pelo outro.

Palavras-chave: Direitos Humanos; Antropologia; Bioética Intercultural; conflito de interpretação.

 

 

EL CONCEPTO DE TEKOPORÃ GUARANÍ, LOS CONFLICTOS EN TORNO A SU REPRODUCCIÓN Y SU ROL EN EL DISCURSO NACIONALISTA PARAGUAYO

Gloria Scappini. Universidad Católica de Asunción- Paraguay; gloria.scappinimeza@gmail.com

 

Esta ponencia tiene como objeto explorar en qué consiste la expresión TEKOPORà propia la cultura y religión Guaraní, interpretada localmente en el Paraguay y a nivel regional como la traducción del concepto y filosofía del ¨¨Buen Vivir¨¨. Se tratará de situar culturalmente este potencial equivalente, acentuando la necesidad de vincularlo en la propia estructura de pensamiento que lo sostiene, concibiéndolo  en su dimensión metafísica como una búsqueda constante de las condiciones de adaptabilidad a un mundo en permanente cambio, marcado por la impermanencia social tanto de la vida como de la muerte.

Los desafíos que conllevan su reproducción en tanto que práctica cultural para los pueblos concernidos presentan estrechos vínculos con el discurso nacional de “inclusión”, conduciendo al clásico paradigma integracionista que caracteriza las relaciones entre Estado-Nación y minorías en el Paraguay. Se propone entonces discutir estas tensiones desde un enfoque retórico tanto indígena como nacional, ayudándonos de toda la estructura de pensamiento Guaraní, que demuestra ser históricamente base conceptual de proyectos utópicos y búsquedas de ideales, manifestándose así actualmente en el discurso político latinoamericano.

Palabras Clave: Guaraníes, Tierra Sin Mal,  cambio social, discursos, imaginario nacional.

 

 

EL BUEN VIVIR CAMBIANTE Y CONTRADICTORIO ENTRE LOS PUEBLOS MAKÁ Y MBYA GUARANÍ

Dr. Rodrigo Villagra Carron. Abogado por la UNA Asunción y PhD por St Andrews University, Scotland. Profesor-investigador de la Universidad Nacional de Itapúa.

 

A partir de la fundamentación temática de la mesa de que el “la complejidad, multiplicidad y variedad de creencias y prácticas asociadas al Buen Vivir requieren de la exploración de casos particulares, a fines de revelar como emerge cada uno de ellos en un contexto socio histórico que le es propio” se presenta la investigación realizada en dos comunidades indígenas del Departamento de Itapúa, Paraguay: una del pueblo maká urbana y otra mbya guaraní del ámbito rural. El objetivo de la investigación era realizar un diagnóstico participativo para determinar los componentes socio-económicos y culturares, comunes al resto de la población y a la vez diferenciados, que constituyen de manera integral y conexa el “buen vivir” para estas comunidades. Un “hallazgo” preliminar es que el buen vivir – enunciado como tal o no - se reproduce en relaciones cambiantes y aparentemente contradictorias a nivel personal, parental, cosmológico, demográfico, político y externo que no obedecen a un solo discurso o paradigma de representación/relacionamiento: etnicidad vindicatoria y exotismo cultural  reivindicaciones de tierra y clientelismo político, desarrollo económico, paternalismo y subsistencia tradicional, el Opy y la medicina bioética, investigación secular y evangelismo, todos conviven y se conjugan en el acotado espacio comunitario para obedecer a los intereses de la comunidad.

 

 

A BANALIDADE DOS BENS. ENSAIO ACERCA DOS PARADOXOS DO BEM COMUM, DO BEM VIVER E DOS BENEFÍCIOS SOCIAIS A PARTIR DOS “MAKU” DO NOROESTE AMAZÔNICO.

Rafael Moreira Serra da Silva. Universidade de Santa Catarina (UFSC), mestrando em antropologia social (Programa de Pós Graduação em Antropologia Social) Brasil; rafablackflag@gmail.com

 

Organizada logo ao final da ditadura militar brasileira, a Assembléia Nacional Constituinte foi um marco histórico importante dentro do cenário político contemporâneo do Brasil. Resultante desse espírito democrático, consideramos importante problematizar a crescente oferta de cidadania e políticas públicas destinadas aos povos indígenas. Passados mais de duas décadas da abertura democrática, os antropólogos continuam a desempenhar papel importante na interlocução entre os povos indígenas e o Estado, a partir principalmente de dois movimentos. Os antropólogos participam tanto de uma ampla articulação política pela manutenção e ampliação dos direitos sociais conquistados pelos povos indígenas, quanto denunciam que os instrumentos empregados para efetivação dos direitos sociais são aplicados de forma inadequada à realidade indígena. Neste último caso, os direitos sociais passam de fins desejados a uma ordem, a meios indesejados de sua própria transgressão. Com isso, dedicamos nossa atenção a interrogar a circulação do programa Bolsa Família (PBF), maior benefício social do governo brasileiro, no contexto da região do Alto Rio Negro, no noroeste amazônico. Parafraseando Lévi-Strauss, o programa Bolsa Família no Alto Rio Negro não é somente uma coisa boa pra comer, é antes disso, uma coisa boa pra pensar. Com esses ingredientes a mesa, o cardápio reflexivo que propomos diz respeito ao acesso dos povos indígenas Hupdah, e Yuhupdeh, classificados como de recente contato pela FUNAI, a rede de benefícios sociais do governo federal, com especial atenção ao programa Bolsa Família. O importante é destacar que apesar dos consideráveis efeitos negativos, o benefício não circula num vácuo cultural.

Palavras chaves: Bem comum, Bem Viver, Bolsa Família, direitos sociais, Maku.

 

 

ENTRE EL BUEN VIVIR Y LOS NATIVOS ECOLÓGICOS: ALGUNAS MANERAS DE SER COMECHINGÓN EN LA PROVINCIA DE CÓRDOBA

 

Lic. Lucas Palladino.  Ciffyh - Conicet - Argentina

 

Las reivindicaciones indígenas ya constituyen un nuevo dato de reflexión antropológica en Argentina desde finales de los años 90, cuando nuevas demandas políticas, institucionales llevadas a cabo por parte de grupos indígenas dan color a los reclamos de pre-existencias étnicas. Pero, en la provincia de córdoba este aparecimiento es relativamente tardío. Los pueblos imaginados como aquellos situados en esta provincia, es decir, Comechingones –aunque también Sanavirones- , irán a visibilizarse y activar sus sentidos de pertenencia a partir de ya entrado el siglo XXI. Así, varios grupos encararon procesos de comunalización (Brow, 1990) conjuntamente con la tramitación de las personerías jurídicas del INAI con la intención de ser reconocidos y visibilizados en el seno de la sociedad local y el estado nacional.

Pero este aparecimiento tardío al respecto de las reemergencias en argentina genero algunas disputas de representaciones sobre la autenticidad indígena con aquellos sectores no indígenas. En este sentido los rasgos diacríticos como otros marcadores de indianidad se pusieron en disputa en la definición del ser indígena-comechingón en Córdoba. Frente a estos contextos y pujas se tejen varias maneras de posicionarse y entenderse como indígena-comechingón en la provincia. Entre ellas ha tomado forma lo que Astrid Ulloa llama “nativos ecológicos”, es decir la definición de una manera de identificarse indígena asociada a una representación del papel que tiene el mismo con la naturaleza en lo que respeta a las cualidades de conservación.  En este contexto aparece entonces en los relatos de adscriptos comechingones   las ideas de manejo sustentable de la naturaleza, conservacionismo y también, del “buen vivir”.

A partir de esto en este trabajo pretendo entender la manera en que la idea de “buen vivir” es usada, asociada con una idea del ser indígena-comechingón en las reivindicaciones actuales. Esto me lleva a preguntarme  sobre la tela de qué procesos de diálogo, qué actores y situaciones se va configurando la apropiación de la categoría.  Esto, por lo tanto, me obliga a historizar y situar algunas usos políticos e institucionales del buen vivir. En cuanto a lo metodológico, utilizo el registro de trabajo de campo etnográfico con comunidades comechingonas (Pueblo de La Toma, ciudad de Córdoba, Ticas, Bialet Massé, Tulián, San Marcos Sierras).

 

 

OS MORTOS E AS MORTES ENTRE OS KARAJÁ E JAVAÉ: NOTAS EM BUSCA DE UMA ÉTICA DE VIDA

Mônica Thereza Soares Pechincha. Professora da Faculdade de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Goiás – UFG; mpechincha@hotmail.com

 

O tema da morte e dos mortos entre os coletivos indígenas é bastante investigado pela etnologia sul-americanista. Ele se fez indispensável, seja pela preocupação central desta etnologia em enfrentar o clássico problema do binarismo natureza/cultura em face às metafísicas indígenas, seja para o entendimento do problema também clássico da pessoa, seja pela centralidade do xamanismo como articulador cósmico e mediador na morte. Este trabalho se propõe uma revisão bibliográfica, sobretudo de etnografias dos Karajá e Javaé que, entre os falantes de língua karajá foram os mais estudados, mas também do corpus etnográfico de povos do Brasil Central entre outros que possam aclarar os dados sobre os Karajá e os Javaé acerca do tema da morte e dos mortos, que entre estes últimos é crucial à vida cerimonial, na cosmologia e nas transições de ciclos de vida. O objetivo é tentar extrair destes registros etnográficos a tematização indígena da morte, mas em direção a perscrutar uma ética da vida boa, de uma maneira de habitar o mundo capaz de fazer frente a pressões que as abalam que possam sinalizar caminhos para a abordagem do surto de suicídios de jovens karajá e javaé, assunto a que atualmente me dedico.

Palavras-chave: morte, ritual, cosmologia, revisão de etnografias, suicídio.

 

 

¿SUICIDIO O BIEN VIVIR? UNA PARADOJA

Dra. Lívia Vitenti. Departamento de Antropologia – DAN. Universidade de Brasília.

El objetivo de esta ponencia es, a través de las investigaciones sobre el suicidio Guarani-Kaiowá, proponer una discusión sobre sus motivaciones y sus características específicas. Así, podemos explotar la idea de que la muerte voluntaria para los Guarani-Kaiowá constituye una expresión de la inconformidad con la actual situación de opresión ejercida por el gobierno brasileño y por el sector agroindustrial en el estado de Mato Grosso do Sul. Igualmente, considerando que existe una práctica ancestral llamada Jejuvy, que en lengua guaraní significa aprieto en la garganta, y que hoy es un sinónimo para suicidio, podríamos sugerir que este tipo de muerte fuera comprendida como una salida del “mal-sin-tierra” para la Tierra-sin-males, donde se encontraría la inmortalidad y todos los beneficios de una vida sin dificultades.

 

LIÇÕES DO PLURALISMO BIOÉTICO: ESBOÇO DE UM DIÁLOGO ENTRE A SAÚDE MENTAL E AS CONSTRUÇÕES KARAJÁ DO BEM VIVER

Pedro de Lemos MacDowell. Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília, Analista de Políticas Sociais na Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde; pedro.macdowell@gmail.com; pedro.macdowell@saude.gov.br

 

A identificação de questões como o suicídio e os problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, no âmbito do Estado, como do campo das políticas de saúde mental tem levado a uma aproximação cada vez maior entre este campo e diversos grupos e povos indígenas no Brasil. A ineficácia das abordagens convencionais dos profissionais de saúde mental para os contextos indígenas exige uma confrontação dos princípios éticos, teóricos e metodológicos que orientam suas práticas com outras formas e modelos de bem estar, de felicidade e de vida digna. Uma escuta das demandas e necessidades de cada grupo indígena se impõe como condição para o início do trabalho. Nesse contexto, as construções particulares do bem viver de cada povo trazem norte para o diálogo intercultural com a saúde mental, apresentando-se como marco para as ações compartilhadas nos contextos de crise. No caso dos Karajás da Ilha do Bananal, no Médio Rio Araguaia, onde as taxas de suicídio na última década atingiram níveis alarmantes, sobretudo entre a população jovem, um aprofundamento da compreensão sobre as construções locais do bem viver é fundamental para que os agentes públicos de saúde possam compartilhar com a comunidade o cuidado de forma mais adequada. Este texto é uma tentativa de elaboração antropológica do trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2013 na Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas com os Karajás e outros povos indígenas, num diálogo intercultural entre o campo da saúde mental e as múltiplas construções locais do bem viver.

Palavras claves: Bem Viver; Saúde Mental; Políticas Sociais; Suicídio; Saúde indígena.