RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 37

GT 37. ETNOGRAFÍAS DE LA PERFORMATIVIDAD CALLEJERA EN AMÉRICA LATINA

Coordinadores:

Profa. Dra. Maria Elizabeth Lucas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Universidade Federal do Rio Grande do Sul; elucas@plugin.com.br

Profa. Dra Patricia Oliart. Head of Spanish, Portuguese and Latin American Studies Newcastle University; patricia.oliart@newcastle.ac.uk

 

Sesión 1:

 

 

MUCHO MÁS QUE UN DISPARO. PRÁCTICAS FOTOGRÁFICAS COLECTIVAS EN EL ESPACIO PÚBLICO CONTEMPORÁNEO

 

                                                                           Dra. Agustina Triquell atriquell@gmail.com

 

La ponencia se propone reflexionar sobre una serie de acciones fotográficas desarrolladas por colectivos como modo de intervención en la agenda pública y/o el espacio urbano. Lo interesante de estas propuestas que, si bien diversas entre sí, todas proponen una complejización del dispositivo fotográfico que excede el mero registro o reproducción –en tanto condiciones de producción y circulación de la imagen– ya que utilizan otros recursos estéticos y narrativos para desplegar su accionar.

Se trata de tres acciones concretas: las desarrolladas por el colectivo argentino M.A.F.I.A. (Movimiento Argentino de Fotógrafxs Independientes Autoconvocadxs) en las marchas del Orgullo Gay y en la conmemoración del golpe de Estado del 24 de marzo (2014 y 2015); las acciones desarrolladas por el colectivo rosarino Camarón en Rosario y Tucumán y, en tercer lugar, la intervención de las Brigadas Fotográficas en la ciudad chilena de Valparaíso en los barrios afectados por el incendio de abril del año pasado (desarrollada en el marco del Festival Internacional de Fotografía de Valparaíso en noviembre del mismo año). Si bien atenderemos a las particularidades de unas y otras acciones, nos interesa profundizar y orientar la reflexión hacia las estrategias de puesta en escena y performatividad en el espacio público de ciertas prácticas fotográficas contemporáneas, su circulación online y sus modos de construcción de un modo particular de ciudadanía visual (Triquell, 2015).

 

 

OS PROTESTOS FESTIVOS: PERFORMANCES ARTÍSTICO-POLÍTICAS NO BRASIL

                                                                                                       Victoria Irisarri Doutoranda PPGAS/UFRGS

 

As performances nos protestos políticos têm desempenhado um papel importante. Estas foram analisadas como um recurso em diferentes momentos: como uma forma de criar enquadramentos interpretativos (Mc Adam, 1999); ou também como uma tática de protesto através de técnicas corporais, estilos de vestimenta, símbolos, rituais e práticas de comunicação (Juris, 2005). Este trabalho se centra em um tema que tem sido pouco explorado no estudo das performances dos movimentos sociais: aquelas que são em si mesmas um ato de protesto e não se constituem como um recurso a mais dentro do repertório de ações.

A partir de um trabalho etnográfico desenvolvido no Brasil, o presente trabalho busca analisar as performances estéticas de um movimento artístico-cultural emergente, o movimento Fora do Eixo, organizado em rede ao longo do país. O artigo explora como a performance neste caso é constitutivo da identidade do grupo, ao ser um movimento artístico cultural que produz festivais culturais, e do mesmo modo podem produzir protestos políticos, protestos que em si mesmo são performances e não como um recurso a mais dentro de um repertório, é dizer, que não tem diferença entre a performance de protesto e o que o movimento faz em si. Também, analisa as maneiras pelas quais a realização de performances, públicas e massivas, deste grupo moldam as suas experiências políticas e suas formas de representa-las a partir, mas não só, do uso extensivo e intensivo das tecnologias digitais.

Palavras-chave: movimento artístico-cultural, performance, tecnologias digitais

 

 

AMANHÃ VAI SER MAIOR” (?): NOTAS SOBRE OS (IN)SUCESSOS EM DUAS MANIFESTAÇÕES DE RUA DO ATIVISMO DE PESSOAS TRANS NO BRASIL

Mario Felipe de Lima Carvalho. Doutor em Saúde Coletiva (IMS-UERJ) mariofelipec@yahoo.com.br mariofelipec@gmail.com

 

Este trabalho é um recorte de minha tese de doutorado intitulada “Muito Prazer, Eu existo! Visibilidade e Reconhecimento no Ativismo de Pessoas Trans no Brasil”, defendida em maio de 2015. A partir da observação etnográfica da 18ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (04/05/2014) e do Ato pelo Dia da Visibilidade Trans do Rio de Janeiro (29/01/2015), busco tecer relações entre os usos da internet, as produções de alianças políticas, a luta por visibilidade social e as novas e velhas dramaturgias políticas acionadas por ativistas travestis e transexuais em ambos os contextos (tomando como ferramenta analítica a metáfora dramatúrgica de Goffman). Entre as diversas manifestações de rua etnografadas ao longo de meu trabalho de campo, optei por comparar estas duas manifestações por se tratarem de experiências antagônicas no que tange ao seu “sucesso político” do ponto de vista nativo (sendo a primeira considerada uma derrota frente ao sucesso da segunda), ao mesmo tempo em que acionam dramaturgias e repertórios semelhantes, a saber: (i) uso sincrônico e diacrônico das redes sociais da internet para além da divulgação e mobilização política; (ii) estabelecimento de alianças com diferentes agrupamentos e instituições políticas (partidos, coletivos feministas e LGBT, órgãos governamentais); e (iii) uso do “corpo-bandeira”. Por fim, busco elementos nos possíveis legados das chamadas “Jornadas de Junho” de 2013 no Brasil, tanto nas disputas representadas quanto nas diferentes avaliações nativas com relação aos (in)sucessos das manifestações.

Palavras-chave: travesti, transexual, movimentos sociais, manifestações de rua, internet.

 

 

 

 

 

ATIVISMO VEGANO NA CIDADE: RECORTES ETNOGRÁFICOS SOBRE PERFORMANCE E MOBILIZAÇÃO POLÍTICA

Diego Breno Leal Vilela Doutorando em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN; brenovilella@yahoo.com.br

 

Movidos por princípios éticos baseados nos direitos animais, os veganos se recusam a consumir todo produto ou alimento de origem animal – o que faz do boicote uma ferramenta política importante no contexto desses sujeitos. Contudo, no discurso ativista vegano, apenas demonstrar suas inquietudes por meio das escolhas de consumo não parecem ser suficientes para alcançar as conquistas que almejam. Torna-se necessário ir às ruas, praças e demais espaços tornando pública as suas reivindicações. Em muitas dessas ocasiões – ações e protestos – essas mesmas reivindicações são realizadas por meio de performances públicas onde os ativistas se utilizam de uma série de equipamentos e artefatos – cartazes, banners, bandeiras, camisetas, tintas ou mesmo o próprio corpo – com o objetivo de sensibilizar e chamar atenção das pessoas para aquilo que estão contestando, neste caso, a “exploração animal”. É neste sentido que me proponho neste trabalho a refletir sobre o ativismo vegano no contexto de duas cidades brasileiras – Natal-RN e Recife-PE – tomando a categoria performance como um elemento chave tanto para materializar um dado conjunto de ideias – direitos animais, abolicionismo animal – quanto para compreender as mobilizações políticas contemporâneas.

Palavras-chave: Ativismo vegano, performance e mobilização política

 

 

CORPOS, DISCURSOS E REDES SOCIAIS: UMA ETNOGRAFIA SOBRE O ATO POLÍTICO ANARCOPUNK NA MARCHA DAS VADIAS DO RIO DE JANEIRO 2013

Janaina de Araujo Morais Mestra em Ciências Sociais. Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO-UFJF); janainajanis@gmail.com

                                                                                 

A Marcha das Vadias do Rio de Janeiro (MdV-RJ) é uma manifestação feminista que se posiciona contra a violência sexual de gênero. A terceira edição da Marcha das Vadias do Rio de Janeiro (MdV-RJ) aconteceu em 27 de julho de 2013, em Copacabana, na mesma semana em que estava ocorrendo a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Católica, no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Francisco. Esse contexto, dentre outros, delineou uma manifestação bem específica e atípica, marcada por uma enorme diversidade de performances - uma delas, organizada pelo Coletivo Coiote, ganhou grande repercussão na mídia e nas redes sociais. Neste artigo busca-se fazer uma análise do ato em questão e das narrativas que surgiram a partir dele nas redes sociais, procurando compreender como os/as manifestantes utilizam o próprio corpo para se posicionar politicamente durante a manifestação e o significado que essas expressões adquirem tanto para os/as ativistas, quanto para um público mais geral, que não possui envolvimento direto com a manifestação.

É importante ressaltar, que este paper é resultado de um trabalho etnográfico sobre o uso do corpo como instrumento político na MdV-RJ 2013. Para a pesquisa de mestrado, foram analisadas duas formas de expressão do corpo que marcaram a manifestação: os seios nus das manifestantes e a performance anarcopunk do Coletivo Coitote. Contudo, o foco deste paper será a performance do Coletivo Coiote e a repercussão que o ato ganhou nas redes sociais. Assim, além da observação participante, a etnografia virtual foi amplamente utilizada como método de pesquisa.

Palavras-chave: Corpos; Feminismos; Discursos; Redes Sociais;

 

 

CUERPO MANIFIESTO - CUERPO TRAVESTIDO, EN PERFORMANCES CALLEJERAS. CARRERA SÉPTIMA EJE COREOGRÁFICO DE BOGOTÁ

 

Mario Perilla Perilla; mario2p3000@gmail.com

Diego Quintana Tovar; diegoquintanat@yahoo.es

Florinda Sánchez Moreno; fsanmor@gmairl.com

Grupo de Investigación Patrimonio Construido: Texto y Contexto, Universidad Colegio Mayor de Cundinamarca, Bogotá, Colombia

 

En la Carrera Séptima de Bogotá, eje que la atraviesa en términos físicos y cronológicos se desarrollan manifestaciones rituales y extraordinarias que llevan en sus performances el cuerpo como centro del discurso. Así, la marcha del Orgullo Gay, Las comparsas barriales del cumpleaños de la ciudad, la Marcha del Festival de Teatro Iberoamericano son ritualizaciones que se repiten secuencialmente cada año. Y otras manifestaciones colectivas convocadas por las redes con fines ecológicos, políticos o de otra índole también involucran el cuerpo como el centro del performance.

De la mano de estudio del habitar en la Carrera Séptima, como forma efímera de apropiación espacial en la linealidad del recorrido, se han analizado varias de las expresiones de las diferentes tribus de hoy – a la manera de Maffessoli- con el cuerpo como vehículo comunicante esencial del discurso político o social en las ritualizaciones mencionadas.

Palabras clave:Cuerpo, manifestación, performance.

 

 DE LA ETNOGRAFÍA DE EVENTOS A LA ETNOGRAFÍA ACONTECIMENTAL: NUESTRA EXPERIENCIA EN TORNO A LA “MARCHA DE LA GORRA”

Dra. Bonvillani, Andrea (Facultad de Psicología / UNC)

Alonso, María Del Rocío (Facultad de Psicología / UNC)

Lic. Chaboux, Melania Agustina (CONICET / UNC)

Lic. Farías Iten, Paola Daniela (Facultad de Psicología / UNC)

Lic. Lerchundi, Mariana (CONICET / UNRC)

Lic. Lescano, Paola (Facultad de Psicología / UNC)

Lic. Monsó, Mauricio (Facultad de Psicología / UNC)

Roldán, Macarena Del Valle (Facultad de Psicología / UNC) investigadoresmarchadelagorra@gmail.com

 

La comunicación presenta una investigación colectiva en curso que indaga procesos de subjetivación política producidos en la “Marcha de la Gorra”: movilización anual que convoca masivamente a ciudadanos cordobeses, especialmente jóvenes, quienes le imprimen un carácter contestario, lúdico y performático. Entre otras demandas que allí se articulan, derogar el Código de Faltas es central. Esta normativa, que regula contravenciones en el espacio público provincial, se constituye en un instrumento jurídico que legitima “detenciones arbitrarias”, cuyas principales víctimas son jóvenes de sectores populares.

Partiendo de la “etnografía de eventos” propuesta por la antropóloga Borges, nuestra experiencia como investigadores y marchantes, nos obliga a transitar diversos caminos vinculados con la auto-etnografía. La Marcha nos interpela: vibramos con ella, nos emocionamos registrando, late en nosotros y nosotros en ella.

En estos tránsitos, aparece la pregunta por el carácter de acontecimiento de la Marcha, noción que, según Lazzarato, refiere al lugar de mutación de la subjetividad. Nuestro trabajo se interroga por los modos de reconversión subjetiva juvenil que aloja y habilita la Marcha.

Finalmente, identificaremos distintos recursos que utilizamos para conducir la investigación, resultantes de las exigencias propias de la situación-Marcha y de nuestra creatividad y reflexividad como investigadores, a saber:

  • “Etnografía de lo fugaz o de lo instantáneo”, dislocamientos témporo-espaciales
  • Conversaciones en marcha
  • Logísticas del colectivo investigador que alteran los “modos prescriptos” de caminar la Marcha
  • Carteles-nudo: Técnica de construcción de datos que constituye, a su vez, una forma de intervención (de ser, estar y militar) en la marcha.

Palabras clave: Marcha de la Gorra. Etnografía de eventos. Acontecimiento. Recursos creativos de investigación.

 

 

ETNOGRAFÍA DE LA MARCHA DE LA GORRA: ¿QUÉ SIGNIFICA EMBROLLAR?

Melania Agustina Chaboux CONICET / UNC

 

Desde el 2007, cada 20 de Noviembre miles de personas, en su mayoría jóvenes, toman las calles del centro de la ciudad de Córdoba para demandar, en términos generales, la transformación de la política de seguridad cordobesa, la cual (re)cae sobre el cuerpo de los jóvenes de sectores populares como una obscena violación a sus derechos humanos. La denominada “Marcha de la Gorra”, (d)enuncia las problemáticas que sufren los grupos sociales más vulnerables de la ciudad de una manera singular, “carnavalizando” la protesta.

En el año 2014, la octava edición de la Marcha asumió como consigna principal “Más vale gorras embrollando que la policía matando”. Aquí, el embrollo excede su significado más difundido (el de enredar o complicar algo, de acuerdo a la RAE) y se constituye como una categoría que expresa en acto la subjetivación de los jóvenes. Embrollar es hacer ruido, hacer lío de una manera festiva. A través del embrollo -colorido, lúdico y hasta provocador- los marchantes hacen ver y oír su impugnación a aquella construcción hegemónica que imagina, narra y produce al sujeto pobre como portador de peligros en potencia.

Como colectivo investigador de la Marcha, la noción de embrollo nos interpela, abre una línea de indagación que desde algún tiempo se figuraba como latente. Para responder a la pregunta por los sentidos, alcances y contornos del embrollo, en esta comunicación presentaremos la propuesta metodológica que hemos diseñado para explorar la marcha, la que incluye entre sus principales estrategias, la etnografía y la cartografía del embrollo.

Palabras clave: Etnografía colectiva. Marcha de la Gorra. Carnavalización de la protesta. Embrollo. Cartografía.

 

Sesión 2:

 

 

A PERFORMATIVIDADE NA CULTURA POPULAR: A PRAIA DE QUEBRA CANELA (CABO VERDE)

Wilson Trajano Filho

Universidade de Brasília

 

Através da descrição de eventos fortemente marcados pela dimensão da performance e da estética que se desenrolam na Praia de Quebra Canela na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, pretendo revelar alguns atributos distintivos da cultura popular. Pretendo com isto ensaiar uma revisão desse conceito no sentido de afastá-lo da definição intuitiva que o tem marcado como uma série específica, mas não consensual, de artefatos culturais, como gêneros musicais, estilos narrativos, formas literárias etc. Em lugar desse frágil senso comum intelectual, proponho tratá-lo como um campo em que vicejam a heterodoxia e a auto negação, a dimensão contestadora e não oficial do viver coletivo, um lugar de apropriações criativas bem como de repetições e imitações canhestras, um tempo em que se fundem tradição e modernidade, um espaço de comentário paródico sobre o poder e uma área da vida social e da cultura em que a própria cultura se desdiz e desmente.

Por meio da descrição etnográfica quero mostrar que, tomado como um campo comunicativo, o espaço de Quebra Canela é palco para veiculação dramatizada de rumores que tematizam projetos plurais sobre como o mundo político é e como devia ser, para mimetização de passarelas e ensaios de desfiles de moda, para cuidados estetizados com o corpo nas sessões coletivas de ginástica e nos exercícios individuais em aparelhos ali instalados, para a exposição e mercantilização de objetos estéticos ou ornamentais (artesanato) e para formas coletivas de lazer e entretenimento. Tal descrição tem natureza multimídia, pois o texto será complementado por imagens que fornecem contexto, dão um aporte extra de significação e servem de contraponto a ele.

 

 

EXIBINDO-SE NEGRO: PERFORMANCE E RE-ORGANIZAÇÃO DO SUJEITO NEGRO NO COLETIVO DE ARTISTAS AKOBEN, RIO DE JANEIRO

Maria Andrea dos Santos. Universidade Federal de Santa Maria/UFSM; mandriusantos@gmail.com

 

Tal como Fanon sugere, a dialética de visibilidade/invisibilidade pode oferecer algum espaço para contestar processos violentos de racialização e subjugação. A partir da análise de elementos performáticos utilizados por coletivos compostos de homens e mulheres afro-brasileiras, os quais foram observados durante a pesquisa etnográfica junto ao coletivo de artistas negros e negras Akoben na cidade do Rio de Janeiro esta apresentação visa discutir  estas performances públicas de exibição da negritude como um processo estético  o qual também é político e de (re) organização deste sujeito negro. A circulação de signos da negritude tais como vestimenta, adereços, cabelos, e atos de fala em espaços públicos estabelecem o corpo como lócus de resistência e auto-construção. Neste sentido, estas exibições públicas de afirmação da negritude  também criam um espaço didático onde outros brasileiros de descendência africana podem identificar-se positivamente com sua própria identidade racial. A partir destes dados espera-se pensar a performance da negritude enquanto uma narrativa e simultaneamente  uma presença que enuncia uma posição ontológica deste sujeito negro. Tais usos da performance contestam o imaginário racial através do qual a presença destes corpos negras é via de regra apreendida. Finalmente, o objetivo desta abordagem visa pensar sobre os efeitos que a experiência coletiva da performance tem na psique de grupos afro descendentes enquanto uma ferramenta de de-alienação (usada aqui no sentido de desapropriação do eu) e de reinvenção ontológica do sujeito.

Palavras-chave: performances públicas, artistas negr@s, estética da negritude

 

 

UMA BUSCA AOS ESCAPES FESTIVOS URBANOS

                                                                                   Samira de Sousa Proêza. Mestra em Urbanismo PPG em Urbanismo Universidade Federal do Rio de Janeiro; ssproeza@gmail.com

 

Trata-se de uma pesquisa que busca permear a cidade, percorrer as ruas, praças e parques nas cidades do Rio de Janeiro e Buenos Aires, e também as redes sociais, em busca de escapes festivos urbanos - práticas festivas que emergem nos espaços públicos - e entender como se articulam, se relacionam com o espaço, com outras práticas, e de que forma esses corpos festivos se colocam nos espaços públicos. Em meio a um contexto de cidades controladas por um poder hegemônico, insurgem cada vez com mais intensidade movimentos artísticos, festas que possuem nas entrelinhas da alegria, uma densidade de pautas, discursos, insatisfações. São atos políticos e artísticos que propõem outro tipo de relação com o corpo, com a vida, com os espaços públicos, com a cidade, buscando a criação de novas subjetividades. Organizadas de maneira independente, horizontal, abertas e sem recursos públicos e privados, essas práticas ocupam temporariamente um espaço e depois se diluem reverberando na cidade e no corpo que viveu a experiência. O material de divulgação nas redes sociais, fotos, vídeos e narrativas compõe o registro e também a expressão dessas experiências. A pesquisa se compõe de dezenas dessas experiências, e foca em duas para melhor entendimento, o “festival independiente de candombe” em Buenos Aires, e o “ocupalapa” no Rio de Janeiro, e busca contextualizar e narrar esses acontecimentos com seus diversos conflitos e potências de práticas que emergem e ressignificam os espaços públicos.

Palavras-chave: espaços públicos, manifestação artística, conflitos, novas subjetividades, práticas festivas.

 

 

UMA EXPERIÊNCIA PRÉ-CARNAVALESCA NO BLOCO GARIBALDIS & SACIS: UMA INICIAÇÃO À ALEGRIA

 

                            Julia Basso Driessen

     Mestranda em Antropologia Social/Universidade Federal de Santa Catarina; juliabasso@yahoo.com

 

O fenômeno pré-carnavalesco Garibaldis & Sacis vem, há alguns anos, chamando a atenção de muitos moradores de Curitiba (capital do Estado do Paraná, Brasil) por quebrar uma visão tida por alguns como característica curitibana: a falta de “brasilidade” presente na cidade. O bloco Garibaldis & Sacis vem recebendo cada vez mais adeptos e tornou-se um evento-marco para o público que freqüenta o circuito alternativo da cidade. O trabalho tem como objetivo  compreender este evento que durante 15 anos transformou o centro histórico da cidade durante os domingos de pré-carnaval. Em 2011 o bloco entrou para o circuito oficial de pré-carnaval da cidade, tendo seu trajeto original modificado pelo setor público local, que atualmente financia as saídas. Nesta etnografia procuro analisar o cenário em que a festa tradicionalmente foi realizada, assim como os elementos característicos do trajeto pré-carnavalesco para compreender a estrutura existente dentro do bloco e como a forma de fazer esta festa performática, inspirada nas manifestações de cultura popular brasileira, gerou, uma certa "pedagogia da alegria", que tem servido como um ritual iniciático à brincadeira para foliões que ingressam no Garibaldis & Sacis.

Palavras-chave: Pré-carnaval. Performance. Experiência. Cultura Popular.

 

 

MÚSICOS DE RUA EM CURITIBA/PR: TRAJETÓRIAS E ESPACIALIDADES

 

Elcio Skulni. UNESPAR – Campus II – FAP; elcioskulni@gmail.com

 

O presente texto tratará do estudo sobre os músicos de rua na cidade de Curitiba/PR, Brasil. Buscando investigar as trajetórias e suas atuações nos espaços da cidade. A finalidade desta analise está em compreender as relações que se estabelecem entre, artistas, espaço urbano, poder público e ouvintes. A questão está na compreensão e no reconhecimento da atuação performática dos músicos de rua em Curitiba. E em como se concretizam as relações espaciais entre os street performers e o espaço, e de que forma estas apresentações contribuem para a composição da paisagem sonora e do cenário cultural local.

No decorrer do trabalho, tratarei da diversidade na formação musical e as peculiaridades das trajetórias destes músicos, e quais são as motivações que levam estes artistas  a se apresentarem nos espaços públicos da cidade. Observando também se há uma concentração espacial destas atividades em lugares específicos. A proposta é analisar as dinâmicas  cotidianas destas performances discutindo, entre outros temas,  a produção artistica, a ocupação do espaço público, a  composição da paisagem sonora e a pratica de tocar na rua enquanto forma de geração de renda. O foco está na espacialização destas intervenções, trabalhando a ideia de uma cartografia da musica de rua.

Palavras-chaves: Músicos de rua, trajetórias, performances, espaço público, paisagem sonora.

 

 

 

 

 

 

 

“PARA SER BUEN PENSANTE”: ASPECTOS PERFORMÁTICOS DE LA MÚSICA PROPIA EN LAS ELECCIONES DEL CABILDO ESTUDIANTIL MISAK (COLOMBIA)

                                                                 Oscar Giovanni Martinez PPGAS

                                                   Universidad Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista  PEC/PG-CNPq; giovadrum@gmail.com

 

Este texto, que se enmarca dentro de los paradigmas de los estudios de performance y la

antropología del ritual, parte de la experiencia de campo en el resguardo indígena Misak de Guambia, en la zona rural de Silvia, municipio del departamento del Cauca, en Colombia, y se sitúa cronológicamente el día de las elecciones del Cabildo Estudiantil en la Institución Educativa Agropecuaria Misak. Tal lugar se puede entender como un espacio público al interior de la comunidad y para esta circunstancia, un espacio público político, de participación democrática y legislativa. La intervención de los músicos en este evento con las flautas y los tambores, llamadas Luz y Pale, configuran y dan sentido a la música propia Misak. Este trabajo pretende dar cuenta de las particularidades performáticas y sonoras de la música propia, específicamente de la pieza musical caña dulce, interpretada siempre que se definen aspectos de interés colectivo. Según los maestros indígenas, en la música intervienen seres presentes en su cosmovisión que, en la interacción con los músicos, potencian y garantizan la efectividad del evento comunitario al ayudar a ser buenos pensantes. Estos performances son cruciales para una comunidad que se encuentra enfrentando luchas políticas en un proceso de recuperación de territorios.

Palabras Clave: música guambiana, Nación Misak, territorio indígena, performance. 

 

 

LA INAUGURACIÓN OFICIAL DE LA COSECHA DEL ARROZ COMO RITUAL POLÍTICO DEL URUGUAY

Emilia Abin. Centro Universitario Regional Este CURE, Udelar; emiliabin@gmail.com

 

La Inauguración Oficial de la Cosecha del Arroz es una ceremonia que se organiza todos los otoños desde 1997 casi al terminar el período de siega (de marzo a mayo). A diferencia de otros actos similares este no tiene sede fija. Año a año peregrina por las tierras del arroz, cambiando de anfitrión.

En esta instancia se propone presentar y analizar la Inauguración Oficial de la Cosecha del Arroz como ritual político que si bien se realiza pasado el tiempo de la cosecha, da simbólicamente inicio al ciclo agrícola de unos de los productos de exportación más importantes del momento.

En el acto simbólico de la cosecha se reúnen como pares las autoridades: por un lado, los arroceros asociados con su Presidente - Asociación de Cultivadores del Arroz-, por otro, el presidente de la República y el Ministro de Ganadería Agricultura y Pesca. Los testigos del encuentro que dan veracidad a lo ocurrido son los miembros de la ‘gran familia arrocera’ y representantes de la prensa regional y nacional no necesariamente especializada en la temática agropecuaria.

Este ritual consta de una performance claramente definida, previamente establecida. Una primera instancia de la palabra, de las ideas, donde ambas presentan sus descargos, críticas, justificaciones y recuerdan las buenas acciones realizadas. Luego viene el tiempo del cuerpo, de la acción. Juntas, porque sólo juntas pueden/quieren hacerlo, las autoridades se suben a la inmensa máquina cosechadora y comienzan a “trabajar” para cosechar el arroz asegurando así una buena unión entre el Estado y los productores de arroz.

Palabras clave: Rituales políticos / performance / Estado / Arroceros.

 

 

O TEATRO DE RUA EM FLORIANÓPOLIS: ETNOGRAFIA DE TRÊS APRESENTAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

                                                                       Lígia Faria. Graduação em Ciências Sociais/UFSC; liigiafaria@gmail.com

 

A rua foi o palco originário da ação dramática no mundo europeu, no entanto, em Florianópolis, surge já em seu edifício próprio; o uso de espaços não-convencionais ocorre já na década de 1970 e por um curto período, de 1972 à 1974. Porém, nos anos 2000, o teatro de rua parece ganhar expressividade com o surgimento do Erro Grupo em 2001 e, nos últimos anos, outros grupos de teatro de rua vem sendo formados, como o Grupo ETC e o Coletivo Urbe. Grupos esses que tem organizado debates públicos para discutir a necessidade ou não de uma lei para gerir a arte na rua, colocando em pauta os usos dos espaços públicos. Se por um lado a tomada de rua através do teatro pode ser compreendida como um duplo gesto político, pois questiona, num só tempo, tanto o teatro quanto a rua, é somente através de uma aproximação detalhada das performances artísticas que podemos conhecer seus significados. Nesse sentido, o trabalho traz a etnografia de três apresentações dos grupos mencionados, buscando através delas compreender a relação entre a ação dramática, a rua e a política.

Palavras-chave: teatro de rua; performance; espaço urbano.

 

 

PERFORMANCES CONTRA LA CORRUPCIÓN Y LOS DERECHOS CIVILES EN LIMA EN EL SIGLO XXI

Patricia Oliart. Español, portugués y  Estudios Latinoamericanos, Universidad de Newcastle; patricia.oliart@ncl.ac.uk

 

Este trabajo examina las formas y contenidos que han asumido performances llevadas a cabo por grupos de artivistas en Lima, continuando con una forma de protesta que se hizo popular durante las marchas contra el gobierno de Fujimori entre 1996 y el año 2000. Estas protestas implicaban el uso del cuerpo de los manifestantes como paneles vivos para la inscripción de mensajes en defensa de la democracia y la institucionalidad,  que eran percibidas como puestas en riesgo por el régimen. Con los años, estas formas de protesta han sido usadas por grupos con otras agendas y se han ido sofisticando, tanto en la teatralidad desplegada para el desarrollo de los mensajes, como en la amplitud temática y política de sus demandas.

Palabras clave: Performance, espacio urbano, protesta callejera.