RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 33

GT 33. ANTROPOLOGÍA Y ÁREAS PROTEGIDAS EN EL MERCOSUR: TERRITORIOS DE CONSERVACIÓN, POBLACIONES LOCALES Y ECOTURISMO DESDE ABORDAJES ETNOGRÁFICOS

Coordinadores:

Brián Ferrero. Centro de Investigación y Transferencia Entre Ríos-CITER-CONICET. UNaM. Argentina; brianferrero@conicet.gov.ar

Carlos Santos. Universidad de la República, Uruguay; carlos.santos@cienciassociales.edu.uy

Ronaldo Lobao. Universidade Federal Fluminense. Brasil; ronaldolobao@yahoo.com.br

Nancy Arizpe Ramos. Facultad de Ciencias. Universidad Nacional Autónoma. México. nancy.arizp@gmail.com

Comentarista: Luciana Loto. Universidade Federal Fluminense. Brasil; lotoluciana@yahoo.com.ar

 

 

Sesión 1: Reservas extractivistas y comunidades locales en Areas Naturales Protegidas

 

 

POLÍTICAS DE CONSERVAÇÃO E RESERVAS EXTRATIVISTAS NO BRASIL: O CASO DO ALTO JURUÁ

 

Mauro W. B. de Almeida. Prof. Dr. do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Universidade Estadual de Campinas, Brasil; mwba@uol.com.br

Roberto S. Rezende. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Universidade Estadual de Campinas, Brasil; robertorezende@gmail.com

 

Nossa proposta é analisar os impactos das recentes políticas de conservação e gestão territorial sobre os moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá, localizada no sudoeste do estado do Acre, Amazônia brasileira. A partir de mudanças na legislação (criação do SNUC e do ICMBio), a promoção do desenvolvimento social e da autonomia política das populações tradicionais foi enfraquecida pela diminuição de poder das associações locais e o desmanche de órgãos de apoio (CNPt). Na ausência de políticas de desenvolvimento específicas, os moradores da Reserva Extrativista vivenciaram transformações impulsionadas por políticas universalistas (através de programas de redistribuição de renda e do assalariamento em cargos públicos recémcriados para suprir a expansão de serviços sociais básicos). Além disso, vivenciaram a criação do município de Marechal Thaumaturgo, cuja prefeitura passou a participar da política local e a regular a expansão dos serviços sociais. Ao longo dos anos 2000, serviços foram concentrados em poucas localidades e os moradores da Reserva se mudaram de suas antigas colocações para grandes comunidades nas beiras dos rios ou mesmo para a sede municipal. Ao mesmo tempo, a produção extrativista tradicional foi substituída gradativamente por práticas agropastoris voltadas para o crescente mercado local. Mais recentemente, em resposta a essa transição e à crise de gestão e das práticas tradicionais, surgem experiências e propostas alternativas, como a criação de Terras Indígenas em busca de maior autonomia e visibilidade política, a criação de um Plano de Manejo Madeireiro (promovido pelos órgãos de governo como alternativa econômica), ou a criação de redes de promoção de saberes tradicionais.

Palavras-chave: Reservas Extrativistas, Políticas Públicas, Amazônia.

 

 

NOTAS SOBRE POPULAÇÕES TRADICIONAIS E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM CANANÉIA (VALE DO RIBEIRA, SÃO PAULO): OS CASOS DE MANDIRA E SANTA MARIA

Homero Moro Martins. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo – PPGAS/USP; homero80@gmail.com; homero.martins@usp.br

 

O trabalho tem por objetivo contribuir para a discussão sobre a relação entre populações

tradicionais e unidades de conservação incidentes sobre seus territórios, com base em observações comparativas sobre dois casos, verificados no curso de uma pesquisa de doutorado em andamento, no município de Cananéia (litoral sul de São Paulo, Brasil). A partir de dados etnográficos e documentais, mas sempre em estreita correlação com a perspectiva dos moradores locais, buscamos descrever a relação entre a comunidade remanescente de quilombo do Mandira e a Reserva Extrativista do Mandira (unidade de “uso sustentável”, nos termos na legislação brasileira), de um lado; e de outro, entre a comunidade de Santa Maria (auto-identificada como “comunidade tradicional”) e o Parque Estadual Lagamar Cananéia (unidade de “proteção integral”). No âmbito da análise, buscamos considerar não apenas as diferenças suscitadas pelas duas categorias distintas de proteção ambiental das áreas observadas (associadas, respectivamente, aos paradigmas do “desenvolvimento sustentável” e do preservacionismo “puro”); antes, e principalmente, interessanos refletir sobre as transformações nas relações produtivas, territoriais e sociais correlacionadas à implementação das unidades de conservação, enquanto eventos, atrelados à lógica estatal de territorialização, mas orquestrados e significados em termos nativos (cf. Sahlins 1990). No cenário de tais transformações, incluem-se aspectos relativos à reorganização política e produtiva dos grupos; novas modalidades de diferenciação e hierarquização social e modulação de conflitos locais; assim como a permanente reelaboração dos atores sobre as leis e normas ambientais, à luz de suas práticas costumeiras, de seus direitos territoriais e de suas concepções morais sobre a natureza e a justiça.

Palavras-chave: quilombo; populações tradicionais; unidades de conservação; direitos territoriais.

 

 

 

 

 

 “AS RESERVAS EXTRATIVISTAS MARINHAS: UMA ANALISE DOS AVANÇOS E ENTRAVES NA CONSOLIDAÇÃO DA POLÍTICA PÚBLICA”

 

Liandra Peres Caldasso. COPPE/UFRJ;  liandra.caldasso@gmail.com

 

Arraial do Cabo está situado na região das baixadas litorâneas no estado do Rio de Janeiro – Brasil. A atividade de pesca artesanal nessa região é mais que centenária, estima-se que ainda existem cerca de 1.500 pescadores artesanais ou de pequena escala que atuam em diversas modalidades de pesca e tipos de embarcação. No entanto, assim como em diversas regiões do mundo, hoje a pesca em Arraial encontra-se em declínio. A maioria das espécies comercialmente valiosas estão com seus estoques colapsados, afetando assim não só a economia do município como alterando a organização social dessa comunidade. Para tentar reverter esse quadro, em 1997 foi criada a Reserva Extrativista Marinha (Resex-mar) de Arraial do Cabo. Apesar dessa intervenção o que se observa passado mais de 10 anos de sua criação é que essa Unidade de Conservação pouco contribuiu para a manutenção da pesca artesanal e, em alguns aspectos serviu para acirrar conflitos, principalmente aqueles de ordem institucional. Diante do exposto, o presente estudo tem como objetivo analisar as mudanças ocorridas ao longo dos últimos anos no que tange os aspectos sociais da pesca artesanal em Arraial do Cabo, enfocando ainda os impactos causados pelas mudanças institucionais, principalmente a partir da criação da Resex-Mar. Resultados preliminares demonstram que embora a pesca artesanal esteja enraizada na cultura local, o que se verifica é de um lado pescadores orgulhosos de sua atividade e por outro lado pescadores que permanecem na pesca por falta de opção de outra atividade remunerada, além do pouco interesse entre os jovens filhos de pescadores em permanecer na atividade. Já no que tange os aspectos institucionais, as associações de pescadores acirraram a cultura assistencialista, principalmente após o início do pagamento da compensação social devido a presença de plataformas de petróleo que se instalaram no porto do município a partir de 2007.

Palavras-chave: pesca artesanal, Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo.

 

 

EL CERRO DE LOS BURROS Y SU ENTORNO, DE ACCIONES DE PROTECCIÓN PARTICIPATIVA A UN ÁREA PROTEGIDA?

 

Laura Brum Bulanti. CURE-Udelar; lbrum@cure.edu.uy

 

Esta ponencia reflexiona sobre el proceso de conservación y valoración de un área arqueológica y natural localizada en la costa del departamento de Maldonado (Uruguay), próximo a la ciudad de Piriápolis. Durante más de una década, el trabajo de agrupaciones vecinales de la zona, que conjugaron la participación de profesionales, académicos, artistas, entre otros, ha materializado en acciones concretas de protección y conservación de un territorio apreciado por sus valores arqueológicos y naturales. En una sucesión de hitos, desde la declaración de interés departamental, llegando a patrimonio nacional y la reciente solicitud de ingreso al Sistema Nacional de Áreas Protegidas, el Cerro de los Burros ha pasado de ser un área protegida por los vecinos, para convertirse en un área protegida, además, por diferentes institucionalidades del estado departamental y nacional. La posibilidad de ingreso al SNAP abre nuevas posibilidades y grandes desafíos a una comunidad que vive las tensiones y conflictos de un modelo de desarrollo orientado al turismo estacional y el crecimiento inmobiliario, contrapuesto al  proyecto de conservación de espacios naturales, ecoturismo, y vida en armonía con el entorno que sostienen los promotores del área protegida. Temas como la valoración y especulación del territorio costero, nuevas normativas –entre ellas los instrumentos de ordenamiento territorial y mecanismos de participación ciudadana, el tercer nivel de gobierno, la complejidad de competencias administrativas y el parcelamiento de lo natural y lo cultural, los diferentes ritmos, escalas y temporalidades que se conjugan en este proceso serán analizados a la luz de este caso.

Palabras clave: sociedad civil organizada- turismo–  costa – naturaleza /cultura.

 

 

LOS PESCADORES TRADICIONALES DE LAGUNA GRANDE Y SU FUNDAMENTO SOCIOCULTURAL PARA LA CREACIÓN DE LA RESERVA NACIONAL DE PARACAS

Renato Jesús Morales Carpio. Universidade Federal do Rio Grande-Brasil; renatojesus.mc@gmail.com

Maria Elena Yanarico Mamani. Universidade Federal do Rio Grande-Brasil; mariaelena.ym@gmail.com

Lúcia de Fatima Socoowski de Anello.  Universidade Federal do Rio Grande-Brasil; luciaanello@hotmail.com

 

Las áreas naturales protegidas es la estrategia dominante de conservación de la diversidad biológica en los países de América Latina y el Caribe, la Reserva Nacional de Paracas fue establecida en 1975 y es considerada como la primera área marino-costera del Perú. En toda el área protegida ancestralmente ha existido la pesca de mariscos y peces, actualmente en la zona sur del espacio protegido los pescadores tradicionales de Laguna Grande aprovechan los recursos pesqueros como parte de su modo de vida y en armonía con su ambiente natural marino costero. El objetivo de este trabajo es identificar a los pescadores de Laguna Grande como una población tradicional cuya existencia es anterior al establecimiento legal de la Reserva Nacional de Paracas, realizándose una investigación cualitativa con entrevistas y bibliográfica a la vez, estableciéndose que la pesca artesanal es el fundamento social y cultural del área natural protegida que tiene una antigüedad de 9,000 años en la zona costera sur peruana, que continúa realizándose desde el siglo XVII y siglo XVIII por los antepasados y ascendientes respectivamente de los pescadores tradicionales de Laguna Grande, garantizando su reproducción social, económica y cultural.

Palabras claves: Población tradicional, reproducción social, área protegida.

 

 

Sesión 2: Desarrollo, extractivismo y Areas Naturales Protegidas

 

 

DESARROLLOS QUE DESPOJAN Y DESPOJOS QUE DESARROLLAN: PROCESOS DE TERRITORIALIZACIÓN Y ETNICIDAD EN  PUERTO PATRIADA, EL HOYO (CHUBUT, ARGENTINA)

Carolina Crespo. CONICET-INAPL-UBA; carolcres@hotmail.com

 

En los años 1960, la región de Puerto Patriada en la localidad de El Hoyo, noroeste de la provincia de Chubut (Patagonia Argentina) fue constituida como “reserva forestal” y se promovió en ella una política de desarrollo basada en la sustitución de especies nativas por forestación de foráneas de rápido crecimiento. Para ello, se otorgó la concesión de 1000 ha de bosque nativo a un aserradero privado denominado: Sociedad Anónima Forestal Epuyén (SAFE). Tanto la reforestación como el plan de protección ambiental proyectado por la reserva, junto con otra serie de disposiciones implementadas, conformaron una política de “desposesión territorial” y afectó a muchos pobladores de la zona en diversos sentidos. En este trabajo, me interesa analizar, a través de una perspectiva etnográfica que incluye la lectura crítica de documentos oficiales históricos y actuales, este proceso de territorialización impulsado en esta región, con un doble propósito. Por un lado, con el objeto de mostrar las implicancias que tuvo en aquel entonces e incluso luego de su desaparición, la instalación de estas políticas de desarrollo y, en especial de esta empresa en el paisaje, en las ocupaciones del espacio territorial, en las relaciones sociales entabladas en la zona, en la vida cotidiana y en la constitución de subjetividades políticas indígenas en épocas más recientes; pues en el año 2010, dos comunidades mapuches se organizan y deciden recuperar su territorio en esta región denunciando los avasallamientos vividos por estas políticas. Por otro lado, con la intención de documentar cómo se expresaban a través de las experiencias y relaciones vividas en torno a esta empresa forestal, modalidades de relacionamiento y vivencias vinculadas con procesos militares que suelen ser poco reconocidos en el sentido común como parte de experiencias vividas en la Patagonia Argentina.

 

 

“DONDE TODO ES MARRÓN, PRESERVAR UNA ZONA VERDE”. ÁREAS DE PROTECCIÓN AMBIENTAL EN CONTEXTOS URBANOS, EL CASO DE LA CUENCA MATANZA RIACHUELO (PROVINCIA DE BUENOS AIRES, ARGENTINA)

Dra. Mariana A. Schmidt

IIGG-FSoc-UBA / CONICET

marianaaschmidt@yahoo.com.ar

 

La declaración de áreas protegidas en Argentina ha estado ligada desde sus orígenes a la conservación de espacios naturales escasamente afectados y/o impactados por la actividad humana, con el objetivo de preservar sus cualidades paisajísticas, monumentales y/o de biodiversidad. En tiempos recientes, se ha dado inicio a un movimiento tendiente a la toma en consideración de los habitantes que históricamente han pertenecido a los territorios que se declaran protegidos (en particular, población indígena y/o campesina) y se ha avanzado en experiencias de co-manejo, incorporando -de modo más o menos incipiente- a las poblaciones locales en la gestión y decisión del manejo de sus propios territorios. Más aún, ha comenzado a demandarse y promoverse la creación de áreas protegidas en territorios densamente urbanizados, con el fin de contribuir tanto al resguardo de ecosistemas nativos remanentes en áreas urbanas y periurbanas (humedales, áreas de riberas, ríos y arroyos, etc.) como a la protección de sitios de importancia histórica, arqueológica y/o cultural.

En esta ponencia, a partir de entrevistas en profundidad y del análisis de informes producidos por organismos estatales y organizaciones locales, legislación y otras fuentes documentales, proponemos un abordaje exploratorio en torno a la implementación y gestión de reservas naturales urbanas en el área metropolitana de Buenos Aires. De modo específico, nos detenemos en el análisis de los desafíos y potencialidades que presentan las áreas de protección ambiental existentes en un territorio altamente densificado y estrechamente ligado a una historia de contaminación y degradación ambiental, como es la Cuenca Matanza Riachuelo.

Palabras clave: Reservas naturales urbanas, política ambiental, organizaciones locales, Cuenca Matanza-Riachuelo, Argentina.

 

 

“CONFLICTO AMBIENTAL EN QUEBRADA DE HUMAHUACA: PATRIMONIO NATURAL Y CULTURAL DE LA HUMANIDAD , AGRO-GANADERÍA TRADICIONAL, TURISMO Y… ¿MINERÍA UNRANÍFERA?” PROVINCIA DE JUJUY, ARGENTINA (2007-2014)

 

Elisa Lacko. Lic. en Turismo, UNSAL; Prof. Ccs. Antropológicas, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires; Maestranda en Políticas Ambientales y Territoriales, Facultad de Filosofía y Letras, UBA; elisalacko@hotmail.com

 

En esta ponencia nos proponemos, mediante un análisis de  caso vinculado al proyecto del emplazamiento de una mina de uranio a cielo abierto dentro del área  de Quebrada de Humahuaca  declarada “patrimonio cultural y natural de la humanidad” por la UNESCO en la provincia de Jujuy en el año 2003;  poder dar cuenta tanto de la complejidad de este tipo conflictos ambientales, cómo se originan y desarrollan; así   como caracterizar a estos movimientos de acción colectiva que surgen y se reorganizan en torno a la lucha por la apropiación, valoración, uso y defensa de los recursos naturales.  Destacamos la importancia de analizar estos conflictos procesualmente   considerando central el abordaje interdisciplinario,  el rol del Estado  en la planificación y el ordenamiento territorial  partiendo de los procesos basados “en lugar”  desde perspectivas que tengan en cuenta la multiescalaridad de los procesos globales.

 Los motivos principales de este tipo de conflictos muestran claramente que la tensión se encuentra en las relaciones entre las valoraciones de la sociedad y  el medio ambiente y, lo que se pone  básicamente en juego es el tipo de desarrollo local de las poblaciones, dado que éstas  temen perder el manejo, control y uso de los recursos naturales (Reboratti, 1999; Castro Salvador, 2013) dentro de las complejas tramas de poder en las que están insertas (Merlinsky, 2013).

Palabras Clave: Conflicto ambiental- multiescalidad- análisis procesual- Estado- modelos de desarrollo.

 

 

CERCAMENTOS AMBIENTAIS: MODOS DE USO DOS RECURSOS NATURAIS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS NO ESTADO DO PARANÁ 

 

Ana Carolina Rocha. Mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina; anacarol_rocha@yahoo.com.br 

 

A criação e implementação de reservas de proteção ambiental têm gerado conflitos sociais em diversos locais do mundo. Este trabalho discute a emergência destes conflitos na comunidade quilombola de Batuva, litoral do Paraná, Brasil, em decorrência da criação e implementação da APA de Guaraqueçaba e da legislação subsequente, que proibiu o acesso a recursos florestais que tradicionalmente a comunidade explorava para sua sobrevivência. Para tanto, foram realizados estudos etnográficos na comunidade de Batuva sobre suas formas de uso dos recursos e modos de vida, demonstrando como seus moradores habitam Batuva, como e vivenciam os conflitos que se instauraram a partir da instalação da APA. Assim, o estudo argumenta que a criação desta APA, congregada a uma rígida legislação ambiental, configurou-se em um cercamento ambiental, conceito que desenvolvo a partir de Thompson (1987, 1998), e sua discussão sobre os conflitos gerados pela instalação dos cercamentos (enclousure) na Inglaterra do século XVIII. Demonstro que, em Guaraqueçaba, os cercamentos ambientais se estabeleceram a partir da década de 1980, quando tem início o processo de criação e implementação unidades de conservação na região e a aplicação de uma rigorosa legislação ambiental. As áreas convertidas em reservas passam a ficar sobre tutela e controle do estado, que passa a proibir e criminalizar o uso e acesso a essas áreas e aos recursos naturais, desencadeando graves conflitos socioambientais com as populações locais, que sempre fizeram uso dos recursos florestais para manutenção de suas subsistências e práticas culturais. 

Palavras-chave: Cercamentos ambientais; Conflitos sociais, APA de Guaraqueçaba, Batuva. 

 

 

CONCEPÇÕES DE CONSERVAÇÃO E MANEJO AMBIENTAL: O PROGRAMA PETROBRAS AMBIENTAL NA COMUNIDADE TRADICIONAL DE FAXINAL MELEIRO, PARANÁ.

 

Taisa Lewitzki, estudante de graduação em antropologia na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, Brasil; taisa.lewitzki@aluno.unila.edu.br

Antonio de la Peña Garcia., doutor em antropologia pela University of Florida;  professor adjunto do curso de antropologia na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, Brasil; antonio.delapena@unila.edu.br

 

A recente emergência étnica de povos e comunidades tradicionais no Brasil tem visibilizado as comunidades tradicionais de faxinais no Paraná como um espaço estratégico para conservação do Bioma Mata Atlântica, especificamente a Floresta de Araucária. As comunidades de faxinais se caracterizam por a designação de áreas de uso comum para a criação de animais, acompanhadas de acordos comunitários para o manejo integrado dos recursos naturais de baixo impacto ambiental.

Desde a abordagem etnográfica, o presente trabalho analisa a execução do Projeto Faxinais, uma intervenção do Programa Petrobras Ambiental, realizado na comunidade tradicional de faxinal Meleiro, nas proximidades da cidade de Curitiba, Paraná. O objetivo é identificar as diferentes concepções de conservação e manejo ambiental dos atores envolvidos na execução do projeto.

As comunidades faxinalenses têm se convertido em atores centrais no crescente antagonismo gerado pelas políticas regionais, nacionais e globais de reorganização de espaços e territórios. Por um lado, estas políticas fomentam mercados que impulsionam o desenvolvimento econômico, por outro, contribuem à proliferação de projetos de fomento a práticas de conservação ambiental, como forma de reserva de recursos naturais e proteção da biodiversidade. Os resultados do estudo mostram uma divergência de ideias sobre o que constitui conservar recursos naturais e as formas de levar adiante dita tarefa. Igualmente, as formas em que atores externos elaboram estratégias de conservação ambiental, suas concepções da comunidade e os processos locais de negociação e resistência oferecem novas formas de entender as contradições de estratégias contemporâneas de conservação e desenvolvimento a nível local e global.

Palavras chaves: comunidades tradicionais de faxinais, conservação ambiental, manejo ambiental,projetos ambientais, percepções de conservação ambiental.

 

 

Sesión 3: Gobierno, Turismo, placer y nativos ecologicos en Areas Naturales Protegidas. Turismo y placer

 

 

EL DESARROLLO DEL TURISMO EN LA RESERVA NACIONAL DE PARACAS Y SU COMPATIBILIDAD  CON LAS ACTIVIDADES TRADICIONALES DE LOS PESCADORES DE LAGUNA GRANDE

 

Maria Elena Yanarico Mamani,

Renato Jesús Morales Carpio,

Lúcia de Fatima Socoowski de Anello

 

Las políticas de turismo sobre el aprovechamiento del recurso natural paisaje en las áreas naturales protegidas involucran directa e indirectamente diversos actores de la sociedad y el Estado para el desarrollo de actividades turísticas, la cuales se ha convertido en una estrategia de conservación de la biodiversidad de las áreas protegidas, a su vez una de las estrategias de conservación de las áreas marino-costeras está referida al mejoramiento de la calidad de vida de los usuarios primarios de los recursos pesqueros como los pescadores artesanales. Asimismo el desarrollo del turismo es parte del sistema económico de mercado que contribuye con la depredación de la biodiversidad, desplazamiento de otras actividades sostenibles y la competencia con el desarrollo de otras actividades económicas, además de los impactos negativos en poblaciones tradicionales. En este contexto en el presente trabajo se  ha realizado una investigación bibliográfica e investigación cualitativa que ha permitido identificar las divergencias en las políticas de turismo que se implementan en el ámbito de las áreas marino-costeras del Perú y su implementación en favor del desarrollo de las poblaciones tradicionales pesqueras y el mantenimiento de su cultura y conocimiento ancestral.

Palabras claves: Políticas, Turismo, Conservación, Poblaciones Tradicionales.

 

 

 

 

 

“CUANDO EL TURISMO MANDA. GUARDAPARQUES ENFRENTADOS A LA ALIANZA ENTRE GUARANÍES Y EMPRESAS FORESTALES EN EL NORTE ARGENTINO”

 

Brián G. Ferrero.  CONICET. CITER.

Carolina P. Gómez –CONICET Universidad Nacional de Misiones.

Albana N. Franco. Universidad Nacional de Misiones.

 

Una de las características de las políticas de conservación implementadas a nivel global durante las últimas décadas es su permanente transformación. Por ejemplo se observa el paso de modelos que promueven la conservación estricta de áreas con poca intervención antrópica, a otros que promueven certificación forestal, modelos REDD, Conservación de Base Comunitaria, etc. En este artículo analizamos el creciente peso que a partir de la década de 2010, tiene el sector turístico en las políticas de conservación de la naturaleza, en el manejo de Áreas Naturales Protegidas, y en particular en la dinámica de las poblaciones locales que viven en torno a estas Áreas. El tema que aquí abordamos, apareja preguntas por la forma en que las comunidades locales se integran a las Áreas Protegidas, ¿el turismo rompe con la oposición entre conservación y desarrollo que en general ha tenido consecuencias negativas para las Areas Protegidas? ¿las Areas Protegidas deben adaptarse a las necesidades del turismo? ¿es el turismo una solución para los problemas económicos de las Areas Protegidas?, ¿de qué manera las comunidades locales deben participar o adaptarse a las transformaciones económicas, políticas y territoriales que apareja la expansión del turismo? ¿estas comunidades deben ser impulsadas por el Estado, por ejemplo recibiendo incentivos, para participar de los beneficios que puede aparejar la afluencia turística?

Para abordar este tema, tomamos el caso de la expansión del turismo en el norte de la provincia de Misiones, y las adaptaciones, negociaciones, y enfrentamientos que esto genera en comunidades guaraníes de la región. El sector turístico es suficientemente complejo, como para generar procesos unívocos y homogéneos, aún en una misma área geográfica. Podemos observar la complejidad de este fenómeno considerando el caso del Parque Nacional Iguazú, en torno al cual se está produciendo una fuerte política de impulso al turismo, teniéndose por meta para 2013 superar los dos millones de visitas; vale señalar que es uno de los Parques Nacionales con mayor afluencia de turistas en el mundo, y es el que más visitas recibe en América Latina. En el límite oeste del Parque habitan dos comunidades mbya-guaraní que pretenden aprovechar la afluencia de turismo, y que están experimentando profundas transformaciones. 

 

 

A (IN)VISIBILIDADE DAS POPULAÇÕES LOCAIS E AS ATIVIDADES DE LAZER NA NATUREZA

Patrícia Melo Farias – UFPR

Luís Eduardo Cunha Thomassim – UFPR; luiseduthom@gmail.com

 

Nas últimas três décadas temos nos deparado com um impressionante aumento das atividades de lazer realizadas na natureza, em espaços de preservação ambiental. Atentos ao crescimento desse fenômeno, pesquisadores de diferentes áreas passaram a dirigir seus olhares para a análise dessa questão. Por outro lado, considerando que as análises dessas práticas não devem estar isoladas do contexto em que elas são realizadas, esta pesquisa volta a sua atenção para a relação entre sujeitos que privilegiam as atividades em ambientes naturais e as populações que residem nos locais onde tais práticas são efetivadas. O objetivo é compreender qual tem sido a visibilidade dos moradores das regiões onde as atividades de lazer na natureza são vivenciadas perante os visitantes. Buscando também identificar como se relacionam e se organizam as populações que residem em destinos explorados por esta pratica, o trabalho reflete sobre dados de dois contextos empíricos diversos: o primeiro situado no litoral sul do Brasil e o outro litoral nordeste do Brasil.

Palavras-chave: Lazer; área de preservação ambiental; Populações Locais.

 

 

Gobierno, Turismo, placer y nativos ecologicos en Areas Naturales Protegidas. Gobierno y poder

 

 

THE GOVERNANCE OF PROTECTED AREAS. (RE)VALUING, PROTECTING, CONSERVING AND PRODUCING IN LOS ESTEROS DEL IBERA, ARGENTINA

Nienke Busscher. (PhD Student . Faculty of Spatial Sciences University of Groningen / Groningen / The Netherlands); n.a.busscher@rug.nl

 

In this paper we analyze the contemporary governance of protected areas. We do so by using the concept governance-beyond-the-state introduced by Erik Swyngedouw. Governance-beyond-the-state digs deeper into the roles different actors play in articulating their interests and responsibilities within certain decision-making spaces and how this slowly takes over tasks and responsibilities of the government. To analyze these tendencies, we zoom in on a protected area as these areas have been part of a contradictory trajectory when it comes to conservation and decision-making processes. Our case study is ‘Los Esteros del Iberá’, which is located in the north-east of Argentina. Los Esteros del Iberá form a unique ecosystem, not only because of the large sweet water reserves located in the area but also because of its biodiversity, fertile soil and vast landscapes. These, and other, elements have attracted different investments in land which, in turn, have reorganized civil society, the state and market interactions. We specifically focus on how the investments in land for conservation and timber plantations, and the certification of the latter, have enhanced processes in revaluing, reorganizing, conserving and producing within this space and how different discourses on sustainability and development are articulated in this area. Our research finding are based on qualitative research in the province of Corrientes by using a political ecology approach. This paper presents a combined social, ecological and economic perspective while trying to understand the processes that feed the transition within these dynamics. Our case study findings show that because of a current deficiency of the state, substitutes for government responsibilities arise wherein the market partners get the upper hand to steer conservation goals within protected areas.

Key words: Governance-beyond-the-state, Land acquisitions, timber plantations, Los Esteros del Iberá, socio-ecological change.

 

 

EL “NATIVO ECOLÓGICO” COMO PERFORMANCE. REFLEXIONES A PARTIR DE LOS CASOS DE LA RESERVA PROVINCIAL PIZARRO Y EL PARQUE NACIONAL NAHUEL HUAPI

Sebastián Carenzo. UNQ/CONICET

sebastian.carenzo@gmail.com

Florencia Trentini. UNQ/CONICET

flortrentini@gmail.com

 

Los modelos contemporáneos de manejo de áreas protegidas se caracterizan por valorizar atributos de estos espacios que van más allá de lo estrictamente biológico y ecosistémico, integrando a las poblaciones locales mediante modelos de “gestión compartida” o “co-manejo”. Estos procesos se enmarcan dentro de transformaciones más amplias ligadas a la construcción de modelos de gobernanza global de la naturaleza en los que la conservación de la biodiversidad pasa a considerarse como una tarea interdependiente de la preservación de la diversidad cultural presente en estas áreas. En este marco, en la presente ponencia analizamos, a partir de un abordaje etnográfico, los casos de la Reserva Provincial Pizarro (provincia de Salta) y del Parque Nacional Nahuel Huapi (provincias de Neuquén y Río Negro) en Argentina, para reflexionar acerca del esencialismo inherente a este tipo de “alianzas estratégicas” de conservación. Los casos analizados muestran que este tipo de proyectos implican una construcción estereotipada que inscribe el proceso de construcción política del sujeto indígena (inherente a todo proceso participativo) y el reconocimiento (o no reconocimiento) de sus derechos en un registro esencializante y dicotómico: construyéndolos como “buenos salvajes ecológicos” o como “indios aculturados”. En este sentido, sostenemos que la participación de los pueblos indígenas en la gestión de estas áreas se realiza a costa de cristalizar una concepción estática y espacialmente acotada de la relación entre biodiversidad, territorio, identidad cultural y derechos que invisibiliza los efectos de relaciones de desigualdad y subordinación derivados de procesos de relacionamiento interétnico localmente situados.

Palabras clave: Pueblos Indígenas – Áreas Protegidas – Conservación – Manejo Participativo – Esencialismo Verde.

 

 

PUEBLOS INDÍGENAS Y ESTADO EN TORNO A LA CONSERVACIÓN DE LA NATURALEZA: LA COMUNIDAD POTAE NAPOCNA NAVOGOH Y EL PARQUE NACIONAL RÍO PILCOMAYO (FORMOSA, ARGENTINA)

 

Valeria Iñigo Carrera. Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires – CONICET; valsic@yahoo.com

 

En los últimos años, los qom de Potae Napocna Navogoh (noreste de la provincia de Formosa) han desplegado una serie de acciones de movilización y demanda colectiva –de gran visibilidad a nivel provincial e incluso nacional- en torno a, entre otros reclamos, el acceso, uso, posesión y propiedad de los recursos de la naturaleza comprendidos en el territorio ocupado o reclamado. En el marco de estos procesos de lucha, y con motivo de un conflicto de límites entre las tierras de la comunidad y las del parque nacional lindero, en el mes de mayo del año 2007 se llevó a cabo una reunión entre los qom, funcionarios de la Administración Nacional de Parques Nacionales, del Parque Nacional Río Pilcomayo y de la Dirección de Pueblos Originarios y Recursos Naturales de la Secretaría de Ambiente y Desarrollo Sustentable de la Nación. A partir de una aproximación de carácter etnográfico, el objetivo de este trabajo es explorar las maneras en que los pueblos indígenas son producidos por el Estado, prestando particular atención a la producción de una subjetividad indígena esencialmente diferencial y a su expresión paradigmática en la relación –de conservación- con la naturaleza.

Palabras claves: Pueblos indígenas, Estado, territorio, conservación, Formosa.

 

 

DINÁMICAS SOCIOINSTITUCIONALES Y PERSPECTIVAS PARA EL FORTALECIMIENTO DE CAPACIDADES EN TORNO A LA PESCA ARTESANAL DEL ÁREA PROTEGIDA LAGUNA DE ROCHA (ROCHA, URUGUAY)

Mag. Ximena Lagos. Centro Interdisciplinario para el Manejo Costero Integrado del Cono Sur (MCISur), Centro Universitario de la Región Este, Universidad de La Republica.

Dra. Estela Delgado. Centro Interdisciplinario para el Manejo Costero Integrado del Cono Sur (MCISur), Centro Universitario de la Región Este, Universidad de La Republica.

Dr. Juan Martin Dabezies. Polo de Desarrollo Universitario Biodiversidad, Ambiente y Sociedad. Centro Universitario de la Región Este, Universidad de La Republica. 

Lic. Ricardo Cetrulo. Centro Interdisciplinario para el Manejo Costero Integrado del Cono Sur (MCISur), Centro Universitario de la Región Este, Universidad de La Republica;

xialami@gmail.com 

 

Este trabajo se enmarca en el desarrollo de una tesis de maestría en Manejo Costero Integrado, que analizó las trayectorias y dinámicas socioinstitucionales y la red de actores del Área Protegida Laguna de Rocha vinculándolos a la comunidad de pescadores artesanales asentada en la laguna y el fortalecimiento de capacidades para el desarrollo de herramientas gestión para el sector. La investigación realizada mostró que la institucionalización ambiental de Laguna de Rocha, fue promovida por un proceso de innovación socioinstitucional que permitió su conformación como área protegida y la consolidación de una red de actores y vínculos robustecidos para su gestión. En este sentido, el sistema de manejo asociado al área protegida y sus estructuras de participación existente tal como la Comisión Asesora Especifica, junto a los vínculos de alta intensidad presentes entre los actores más relevantes del área y la capitalización de los aprendizajes de 20 años de experiencia de trabajo conjunto, permitieron visualizar las bases para promover herramientas de manejo integrado. Las mayores limitantes para promover una gestión integrada de la pesca artesanal, se encuentran en la falta de voluntad para política públicas de corto y largo plazo, la debilidad de los mecanismos de comunicación entre los actores y el desconocimiento de cómo abordar de ciertos instrumentos concretos de gestión. En base a este análisis se realizaron recomendaciones para una estrategia integral de fortalecimiento de capacidades socioinstitucionales, enfocándose en herramientas socioproductivas que permitan el bienestar de la comunidad de pescadores artesanales y su medioambiente. 

Palabras claves: Pesca artesanal, capacidades, red de actores, vínculos socioinstitucionales, manejo integrado de pesquerías artesanales. 

 

 

POR UMA ANALÍTICA DO PODER NAS "ÁREAS PROTEGIDAS". ALGUMAS PROPOSTAS A PARTIR DO ESTUDO DO PARC NATIONAL DES CÉVENNES (FRANÇA) E DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DO MORRO SÃO PEDRO (BRASIL/RS)

Joachim Carreira. Doutorando na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) e vinculado no Laboratoire d'Anthropologie Sociale (LAS) – Paris; joachim.carreira@laposte.net

 

Os trabalhos em Ciências Sociais relativos às "áreas protegidas" oscilam geralmente entre duas grandes tendências metodológicas : a de uma abordagem "populista", que esforçando-se para desvendar os mecanismos de dominação sofridos por um grupo social, muitas vezes negligencia a especificidade e a multiplicidade das relações de poder ; e a de uma abordagem "institucionalcentrada", que sob pretexto de um pragmatismo maior, formula o seus problemas a partir de uma linguagem administrativa e, assim, impossibilita o acesso a uma grade de inteligibilidade autóctone.

A partir de duas experiências de campo realizadas, uma na França (Parc national des Cévennes) e outra no Brasil (Refugio de vida silvestre do Morro São Pedro/RS), proponho nesta apresentação discutir algumas propostas a favor de uma analítica do poder liberada de tal alternativa. Por isso, baseio-me na obra de Michel Foucault, cujo repertório conceitual parece poder ser aqui mobilizado com relevância, à condição de ensaiá-lo por meio de um trabalho etnográfico de longo prazo. Em primeiro lugar, mostro que qualquer “área protegida” pode ser considerada basicamente como a constituição de um novo território jurídico-disciplinar que altera as relações de poder locais préexistentes, enquanto aspira a uma normalização geral das atividades que lá ocorrem. Em segundo lugar, mostro como o conceito de "governamentalidade" oferece perspectivas interessantes para abordar criticamente a injunção “participativa” que se exercita atualmente sobre estes terrítorios.

Palavras chaves : áreas protegidas, Foucault, território, governamentalidade, etnografia.

 

 

Sesión 4: Universidad, ciencia y conocimiento en Areas Naturales Protegidas

 

 

TRADUCCIÓN DE SABERES. ACERCA DEL LUGAR DE LA ANTROPOLOGÍA EN UN PROCESO INTERDISCIPLINARIO DE FORMACIÓN, PRODUCCIÓN DE CONOCIMIENTO Y EXTENSIÓN SOBRE RELACIONES SOCIEDAD-NATURALEZA

 

Carlos Santos. Facultad de Ciencias Sociales & Servicio Central de Extensión y Actividades en el Medio, Universidad de la República; carlos.santos@cienciassociales.edu.uy

Magdalena Chouhy. Maestranda en Antropología de la Cuenca del Plata, Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad de la República.

Lucía Bergós. Unidad de Enseñanza, Facultad de Ciencias, Universidad de la República.

Andrea Garay Departamento de Biometría, Estadística y Computación, Facultad de Agronomía, Universidad de la República.

                                                                                              Lucía Gaucher. Maestranda en Ciencias Biológicas, Facultad de Ciencias, Universidad de la República.

Florencia Grattarola. Genética de la Conservación, Instituto de Investigaciones Básicas Clemente Estable.

Gabriel Perazza. Facultad de Ingeniería, Universidad de la República.

 

¿Cuál es el lugar de la antropología en procesos formativos interdisciplinarios sobre cuestiones ambientales? Esta ponencia expone algunas reflexiones a partir de un proceso de trabajo interdisciplinario que desde 2013 lleva adelante un equipo de la Universidad de la República conformado por biólogos y antropólogos en un área protegida ubicada en la frontera con Brasil.

En el momento de conformación del equipo, la antropología fue convocada con la finalidad de validar los conocimientos ambientales locales en un proceso de monitoreo participativo de fauna. La construcción de un abordaje interdisciplinario y el diseño de una propuesta de trabajo de campo de orientación etnográfica derivó la reconfiguración de ese objetivo inicial hacia una interrogante por las relaciones sociedad-naturaleza en el entorno de esta área protegida y la manera en que el conocimiento local podía potenciar las iniciativas de conservación que allí tienen lugar.

El área en que tiene lugar la experiencia –Paso Centurión, Departamento de Cerro Largo- es reserva ecológica departamental y un área propuesta para ingresar al Sistema Nacional de Áreas Protegidas. Su interés para la conservación radica en su alta biodiversidad y la presencia de especies únicas en el país, varias de las cuales se encuentran amenazadas. Asimismo la zona está siendo objeto de presión de grandes emprendimientos productivos, todo lo cual torna clave a la participación local en la toma de decisiones sobre procesos que afecten su territorio. Así, la colaboración entre saberes universitarios y locales busca colocar a la población en un lugar activo en dichos procesos.

Palabras clave: diálogo de saberes, áreas protegidas, interdisciplina, participación.

 

REFLEXIONES SOBRE EL SECTOR CIENTÍFICO/TÉCNICO EN LA RESERVA DE BIOSFERA DELTA DEL PARANÁ

Muriel Papalia Prof. en Cs. Antropológicas. Becaria de maestría UBA. ICA, FFyL UBA; mpapalia1@gmail.com

 

Las “reservas de biósfera” constituyen un modelo global de conservación pionero en propiciar la valorización de la diversidad cultural, fomento de la participación de los actores locales en su gestión cotidiana y el desarrollo económico sustentable de las “comunidades locales”. Sin embargo, estos procesos de “desarrollo sustentable” abren una serie de dilemas para quienes realizan actividades productivas dentro de este tipo de área protegida. Asimismo, el sector científico/técnico se constituye como un actor político relevante en la orientación y mediación de estos procesos. En este marco, el análisis de la presente ponencia focaliza en la experiencia de trabajo de académicos vinculados al Grupo de Investigación en Ecología de los Humedales-UBA, relacionados a su vez con proyectos de extensión de la facultad de Ciencias Exactas en la Reserva de Biósfera Delta del Paraná. Este grupo ha tenido un rol central en la conformación del área aportando no sólo el conocimiento específico en relación al “humedal” sino como impulsor de política pública a partir de su participación en el Comité de Gestión. Sus esfuerzo por promover formas de producción sustentable entre “pequeños productores” del área como así también transferir conocimiento relativo al funcionamiento del sistema de humedales excede cuestiones que puedan ser abordadas como meras adecuaciones técnicas, ya que la definición de criterios de “sustentabilidad ambiental” puede ser entendido como un proceso político que redefine tanto los modelos de vinculación entre los actores en el territorio, como las prácticas productivas que estos desarrollan.

Palabras clave: Reserva de biósfera Delta del Paraná- sustentabilidad ambiental-cientificos/técnicos-producción-educación ambiental.

 

 

UNIVERSIDAD PARA EL DESARROLLO Y ÁREAS PROTEGIDAS: REFLEXIONES DESDE LA PRAXIS EN EL PAISAJE PROTEGIDO VALLE DEL LUNAREJO (RIVERA, URUGUAY)

César Justo. Licenciado en Recursos Naturales, Centro Universitario de Rivera, Universidad de la República; cesarjusto16@gmail.com

Ana Clara Bouzas. Estudiante de la Licenciatura en Recursos Naturales, Centro Universitario de Rivera, Universidad de la República.

Sebastián Güida. Estudiante de la Licenciatura en Recursos Naturales, Centro Universitario de Rivera, Universidad de la República.

Analía Mosqueira. Estudiante de la Licenciatura en Recursos Naturales, Centro Universitario de Rivera, Universidad de la República.

Bernardo Zabaleta Estudiante de la Licenciatura en Recursos Naturales, Centro Universitario de Rivera, Universidad de la República.

Amílcar Davyt. Profesor Adjunto de Ciencia y Desarrollo, Facultad de Ciencias, Universidad de la República;  amilcardavyt@gmail.com

 

Diversos autores consideran a las áreas protegidas como estrategias fundamentales para la conservación de la biodiversidad; se ha señalado, también, que ellas podrían ser herramientas para el desarrollo local de las comunidades que en ellas se encuentran. Entre ellas, los paisajes protegidos son espacios donde las actividades humanas ya se encuentran establecidas, con fuerte impronta local, por lo que se convierten en complejos sistemas donde se conjuga una diversidad de intereses. Lograr comprender algunas situaciones que en ellos ocurren se hace necesario, ya que así, desde experiencias en concreto, se podrá contribuir a mejorar el cumplimiento de los objetivos de las políticas públicas de áreas protegidas. Desde el año 2009, el Valle del Lunarejo (Rivera, Uruguay) ha sido incluido al Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNAP) bajo la categoría de “Paisaje protegido”, siendo impulsado por diversas organizaciones e instituciones locales -públicas y de la sociedad civil-, en particular la Intendencia de Rivera. En el marco de la edición 2014 del curso Universidad y Desarrollo de la Licenciatura en Recursos Naturales, se propuso analizar y contextualizar algunas características e impactos de la implementación de esta área protegida de la región noreste y, en particular, el papel de los diferentes actores y sus relaciones; se buscó hacer énfasis en el análisis de los aportes concretos, reales y potenciales, de sectores de la Universidad de la República en el proceso. Para cumplir estos objetivos, se realizaron entrevistas semiestructuradas a diversos actores que poseen vínculos directos e indirectos con el área (pobladores locales, gestores públicos, docentes universitarios). Se presentan evidencias de relevantes aportes del involucramiento universitario a la mejora de las relaciones entre actores y al impulso a las necesarias transformaciones en este paisaje protegido.

Palabras clave: Paisajes protegidos, comunidades locales, Universidad, desarrollo local, Uruguay.

PRÁCTICAS RELIGIOSAS EN ÁREAS NATURALES PROTEGIDAS: EL CASO DEL PARQUE ESTADUAL DOS TRÊS PICOS, CACHOEIRAS DE MACACU (RJ), BRASIL

Lucía Copelotti (PPGA/UFF); luciacopelotti@gmail.com

 

La presente ponencia pretende explorar las controversias respecto al uso de sectores del Parque Estadual dos Três Picos(PETP) - Unidad de Conservación de Protección Integral situada en la localidad de Cachoeiras de Macacu (RJ), Brasil - para  la realización de ofrendas y de rituales de las religiones de matriz afro-brasileña.  Para tanto, tomo como referente empírico el proceso de creación del Grupo de Trabajo (GT) Florestas Sagradas, en el ámbito del Consejo Consultivo del Parque.

El GT, conformado por religiosos, ambientalistas, biólogos y funcionarios del Parque, tiene por objetivo discutir la gestión y administración de los conflictos generados por la presencia de residuos resultantes de diferentes rituales, a partir de la propuesta de normalizar y regular las prácticas religiosas en los límites del Parque. 

De esta manera,  busco reflexionar sobre la relación entre los diferentes agentes que se aproximan en esta iniciativa, además de comprender las motivaciones de los mismos y sus diferentes cuestionamientos. Llevando en consideración, por un lado, los agentes del Estado y, por otro, la integración de líderes espirituales  dentro del GT, la propuesta es abarcar las diferentes proposiciones de naturaleza y de conservación que entran en conflicto a través de las prácticas y de las diferentes cosmologías de uso del medio ambiente en la localidad.

Palabras - clave: religiones afro-brasileñas; conflictos ambientales; áreas protegidas.

 

ETNOGRAFIA E SISTEMAS DE GESTÃO DE TERRITÓRIO TRADICIONAL ENTRE OS CAIÇARAS DA JUREIA/SP

 

Carmen Andriolli. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ; carmen.andriolli@gmail.com

Heber do prado. Associação dos Jovens da Jureia-AJJ; heberzoinho@hotmail.com,  

Marcos do Prado. Associação dos Jovens da Jureia-AJJ; marcosdoprado@yahoo.com.br,

Rodrigo Ribeiro de Castro. Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP; rodrigoifch@gmail.com

 

Nossa proposta é apresentar uma etnografia das alianças institucionais realizadas entre associações organizadas por caiçaras da região da Jureia (SP) e universidades públicas (UNICAMP, USP e UFABC) em um contexto social marcado por políticas ambientais de criação e gestão de unidades de conservação que restringiram ou proibiram a reprodução dos meios de vida de comunidades tradicionais. A Estação Ecológica Jureia-Itatins, criada em 1986, foi consequência do fortalecimento do movimento ambientalista paulista, que conseguiu pautar o tema da proteção da natureza na grande mídia e em discussões acadêmicas. Com isso, as comunidades tradicionais visualizaram o surgimento de um aparato institucional de fiscalização às suas práticas de agricultura e pesca, além da supressão de direitos sociais básicos referentes à saúde e educação. Desde 2012, associações locais travam protocolos de pesquisa com grupos acadêmicos e realizam projetos colaborativos (Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades no Brasil e Bases para um programa brasileiro de pesquisa intercultural e de fortalecimento da produção local de conhecimentos) com o intuito dos de discutir e garantir seus direitos de permanência no território tradicional. Nestes projetos, os moradores oferecem seu conhecimento tradicional e se constituem como pesquisadores trabalhando junto com os pesquisadores acadêmicos. Isto faz parte de uma reformulação da estratégia de autodeterminação dessas populações, que passam a utilizar um instrumental retórico oficial e científico em negociações com o poder público. A discussão acerca da proteção da natureza também é reapropriada por essas populações tradicionais e por grupos de pesquisa, na medida em que ambos viram uma oportunidade de reconceituar, bem como de questionar alguns paradigmas desse debate.

Palavras-chave: unidade de conservação, autodeterminação, Jureia.