RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 29

GT 29.  LAS CIUDADES EN SUS COMPLEJIDADES ESPACIO-TEMPORALES, RETOS DE LA ANTROPOLOGIA DESDE EL SUR / AS CIDADES EM SUAS COMPLEXIDADES ESPAÇO-TEMPORAIS, DESAFIOS PARA UMA ANTROPOLOGIA DESDE O  SUL

Coordinadores:

Ana Silva. Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires; anasilva77@yahoo.com.ar

Cornelia Eckert. Universidade Federal do Rio Grande do Sul; chicaeckert@gmail.com

Sonnia Romero Gorski. UDELAR; sromero@fhuce.edu.uy

 

Sesión 1: Vivienda – Derecho a la ciudad – Organizaciones sociales

 

“DIREITO À MORADIA” E “DIREITO A CIDADE”: NOTAS DE UMA ETNOGRAFIA EM UMA COOPERATIVA HABITACIONAL NO RIO DE JANEIRO

Geisa Bordenave – Doutoranda em Ciências Sociais (PPCIS/Uerj)

 

Desde os anos 80, influenciadas pela experiência uruguaia das cooperativas habitacionais, as primeiras experiências de autogestão na habitação começaram a surgir no Brasil. Desde o ano de 2009, há no país um programa intitulado Minha Casa Minha Vida – Entidades. Trata-se de uma variação de um programa já existente, mas que possui uma diferença substancial: fornece o crédito para a construção diretamente às famílias oriundas de camadas populares organizadas através de entidades (em geral, ONGs). Em minha pesquisa de campo tenho acompanhado principalmente a cooperativa habitacional Esperança, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, que foi a primeira na cidade a ser construída através do crédito deste programa.

Busco neste trabalho trazer reflexões sobre a autogestão habitacional na cidade do Rio de Janeiro, partindo da experiência da cooperativa Esperança e a atuação de membros de movimentos sociais diretamente envolvidos nesta experiência, principalmente a União Nacional por Moradia Popular (UNMP). Privilegio em meu trabalho as lideranças e participações femininas, que aparecem em grande número nos movimentos por moradia. As mulheres da UNMP, assim como da cooperativa Esperança ocupam cargos de liderança e participam ativamente do processo de “mutirão”. Busco trazer tais reflexões baseada em uma etnografia inicial, levando em conta os conflitos, tensões e negociações entre os diversos representantes do Estado, ONG e movimentos sociais, e também a participação das mulheres tanto nas cooperativas quanto no interior dos movimentos nas reivindicações por “direito à moradia” e “direito à cidade”. 

 

 

 “UN EJEMPLO DE LUCHA”. ABORDAJE ETNOGRÁFICO DE UNA ORGANIZACIÓN SOCIAL ABOCADA AL DEBATE Y CONSTRUCCIÓN DE POLÍTICAS PÚBLICAS HABITACIONALES EN UNA CIUDAD MEDIA DE ARGENTINA

Girado Agustina. Facultad de Ciencias Sociales de Olavarría (UNICEN-CONICET); giradoagustina@gmail.com

 

Sobre la base de un trabajo etnográfico en curso, realizado en una ciudad  media de la provincia de Buenos Aires (Argentina), la presente ponencia recupera la experiencia de trabajo de una organización social que logró instalar en la agenda pública y mediática la necesidad de debatir y construir políticas públicas habitacionales.

Por medio de la reconstrucción etnográfica del caso de estudio, se reflexionará por un lado,  respecto al lugar privilegiado que adquiere “lo barrial” para legitimar el trabajo de la organización social; y por el otro, cómo se tejen las trayectorias personales - entre lo político, social y territorial- de sus dirigentes en la construcción de demandas y acciones colectivas, que expresan particulares procesos formativos en la lucha por el hábitat.

Sumado a lo anterior, la interrelación compleja que existe entre las transformaciones estructurales de la ciudad, procesos organizativos y trayectorias de vida, en la que se inscribe y cobra significación el accionar de la organización social, posibilita visibilizar heterogéneas construcciones imaginarias sobre la ciudad actual y futura que hacen a particulares sentidos de vivir en la ciudad.

Palabras claves: organización social, legitimidad, políticas públicas habitacionales.

 

 

AQUI TUDO ERA MARÉ...

Lorena Volpini. Doutoranda PPGA/UFBA. Bolsista do programa PDSE/CAPES.

 

Alagados é o nome usado para referir-se a uma ocupação “informal” de Salvador construída sobre a água, com madeira e materiais de descarte, no interior da Bahia de todos os Santos, na Península de Itapagipe.

Surgida a partir dos anos 40, em proximidade de uma área industrial, durante décadas a região foi alvo da ação infatigável de seus ocupantes, teatro de ações de despejo, campo de conflito entre “invasores” organizados e estado, locus de resistência, evangelização, atividades políticas de base, programas de cooperação internacional e programas habitacionais estatais, não sempre bem sucedidos. Na década de 70, a área dos Alagados, que sempre teve uma extensão variável, chegou a contar com 80mil habitantes, segundo o IBGE.

Ao longo dos anos, muitos “lotes de água”, onde as palafitas eram construídas, foram aterrados, constituindo uma nova porção de solo, hoje integrada aos bairros da terra firme. As “pontes” – estreitas e instáveis passagens de tábuas suspensas, que constituíam o único meio de acesso às habitações de palafita – são hoje ruas. Ao longo das décadas, sucessivos programas de habitação removeram palafitas e pessoas, ampliaram aterros, ofereceram casas em terra firme no local e alhures.

Nesta comunicação, utilizo de relatos de campo para refletir sobre o resgate e atualização da “memória das palafitas” por parte de movimentos sociais e políticos locais, desvendando relações entre a memória “das lutas”, sentidos nativos de “cidadania” e políticas do espaço urbano.

Palavras chaves: Salvador, Alagados, Movimentos sociais, Espaço urbano, Memória.

 

 

SENTIDOS E EXPERIÊNCIAS DA INSEGURANÇA EM UMA CIDADE MÉDIA DO SERTÃO NORDESTINO NO BRASIL

 

Luciana Duccini. Colegiado de Ciências Sociais – UNIVASF; luduccini@gmail.com

Cícero Harisson Souza. Programa de Pós-graduação em Geografia – UFPE; harisson.feeling@gmail.com

 

Juazeiro é uma cidade de médio porte, no nordeste do Brasil. Com cerca de 210 mil habitantes e economia baseada no comércio e na agroindústria, a cidade forma, com a vizinha Petrolina, um polo de desenvolvimento no semiárido brasileiro, às margens do Rio São Francisco. Diferente de outros, estes municípios mantêm ritmo de crescimento acelerado neste início de século. Em 1979, uma grande enchente deixou milhares de desabrigados, especialmente entre a população mais vulnerável. A Diocese local doou um grande terreno, distante do centro, para que o Governo do Estado, através da empresa Urbis, erguesse um novo bairro. Trata-se do João Paulo II, cujas minúsculas residências originais – chamadas “embriões” – iniciaram um dos bairros mais populosos do município. Composta por cerca de 46% de migrantes, a população do bairro cresceu, modificou as casas, implantou um comércio atrativo e conseguiu levar serviços e equipamentos públicos para o local, embora em quantidade insuficiente para atender à demanda. Em trabalho de campo realizado entre 2012 e 2013, descobrimos que a principal vulnerabilidade que atinge esta população, contudo, não condiz com os estereótipos dos bairros periféricos, centrados em noções difusas de “violência”, mas na inexistência de regularização fundiária dos imóveis adquiridos, através de longos financiamentos de baixo custo, ao poder público. Neste trabalho, pretendemos explorar os sentidos da “insegurança” que emergem do confronto entre as vivências e falas dos moradores e as posições expressas pelos atores institucionais: Diocese, Urbis e poder público municipal.

Palavras chave: cidades médias – regularização fundiária – situações periféricas – vulnerabilidade.

 

 

EU NÃO SOU FAVELADO: AS LEMBRANÇAS DOS MORADORES DA ANTIGA COLÔNIA JULIANO MOREIRA EM JACAREPAGUÁ

 

Vitor Gonçalves Pimenta. Doutorando em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) na Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem experiência na área de gestão e pesquisa em projetos sociais, culturais e ambientais, onde atuou nas áreas de Sociologia, Antropologia e Educação Ambiental no Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica (PDCFMA). Atualmente, atua como assistente de pesquisa no Laboratório de Etnografia e Estudos em Comunicação, Cultura e Cognição (LEECCC) na UFF; torpimenta@gmail.com

Este presente trabalho tem como objetivo investigar a percepção do “morar” e de “direito à moradia”, a partir da memória social, dos moradores da localidade “Curicica 1”, uma das sete “comunidades” localizadas no território da antiga Colônia Juliano Moreira (CJM) no bairro Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, num contexto de grandes transformações socioespaciais, como a implantação do PAC-Colônia e a construção da TransOlímpica. O foco é entender como essas identidades se reconhecem e se diferenciam na elaboração discursiva do território através de suas histórias particulares com o poder público, as quais o resgate do passado surge de maneira fundamental na legitimação do direito à moradia.

Sabe-se que a “situação histórica” foi marcada por uma “relação tutelar” entre o antigo “Conjunto Sanatorial de Curicica”, inaugurado em 25 de janeiro de 1952, e seus funcionários-moradores que passou por mudanças radicais ao longo do processo de transformação sofrido no padrão da administração pública. O hospital antes considerado como empregador, local de moradia e líder, tornou-se apenas um lugar, onde alguns moradores trabalham e são atendidos quando carecem. A partir dessa mudança, passaram de “tutelados” a “cidadãos” sem perceber muito bem o ocorrido.

Nesse contexto, o tempo pretérito se expressa na memória social do grupo de moradores de “Curicica 1” que reivindica uma noção histórica nas relações locais no presente. Nesse sentido, as políticas públicas implementadas pelas instituições deveriam dialogar e respeitar as memórias locais, as diferenças locais e a história tecida de maneira particular por cada grupo social.

Palavras-chave: memória, mudança, identidade, disputa, políticas públicas

 

 

PRACINHA DA VITÓRIA: ESPAÇO, IDENTIDADE E RESISTÊNCIA

 

Aiano Bemfica Mineiro. Estudiante de Antropologia Social en la Universidad Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil.

 

En el mes de junio de 2013, en Brasil, ocurrieron importantes manifestaciones de masa que se alastraron por diversas ciudades del país. Fue en este entonces que nació, en la ciudad de Belo Horizonte, Minas Gerais, una de las expresiones más populares del periodo: las ocupaciones urbanas urbanas Rosa Leão, Esperança e Vitória. El conjunto de comunidades, también conocidas como “Ocupações da Izidora”, surgió espontáneamente y hoy está compuesto por casi ocho mil familias de menores ingresos, con poco o ningún vínculo previo entre sí y originarias de distintas regiones de la ciudad. Los dos años que siguieron se consolidaron como un tiempo de conflictos y disputas entre el Estado, los intereses de sectores privados – que reclaman el derecho a la propiedad de la tierra – y las familias y movimientos sociales. Actualmente, la región de Izidora aparece como uno de los más grandes conflictos de tierras urbanas de Latinoamérica. Eso dicho, este trabajo se propone a reflexionar sobre el rol que la Plaza de la Ocupación Vitória cumple en la construcción identitaria de esa comunidad. Tal propuesta se desarrolla a partir de inmersiones a campo y materiales audiovisuales registrados al largo de ese período, de reuniones y asambleas al marasmo cotidiano. De proyecciones de cine a las fiestas tradicionales. De recitales a velatorios, la plaza se revela como lugar en construcción, escenario de encuentros, diálogos y performances durante diferentes momentos del proceso de resistencia.

 

 

 

SUBALTERNIDADES INTERCALADAS: A TENTATIVA DE FORMAÇÃO DO MOVIMENTO PASSE LIVRE EM CAMPINAS

Cessimar Formagio

 

Analiso o percurso de meses da formação do MPL (Movimento Passe Livre) em Campinas – SP (Brasil) até a sua desintegração. Este movimento por transporte público se forma nos embalos das manifestações de junho de 2013, das mudanças no sistema de transporte efetuadas na cidade e com o objetivo de se contrapor ao modo de organização do movimento de transporte que existiu anteriormente. Argumento que as diferentes subalternidades no interior do grupo que se propunha a questionar o modelo hierarquizado do movimento anterior dificultam a coesão, de modo que, ao não conseguir se relacionar de forma coerente a critica que carrega, o grupo vai se desmanchando e não consegue criar vínculos na cidade, o que, aliado a ação policial do Estado, leva o movimento à desintegrar-se.

Palavras chaves: ativismo, sujeitos subalternos, conflitos urbanos.

 

 

MÚSICOS DO “BEIRADÃO” EM MANAUS?

 

Rafael Branquinho Abdala Norberto. Bacharel em Música - Instrumento: Violão, pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Atualmente é mestrando em Etnomusicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), bolsa CAPES; rbanviolao@gmail.com

 

O objetivo deste trabalho é realizar uma “descrição densa” de algumas experiências intersubjetivas que tive a oportunidade de vivenciar com músicos do “beiradão” nos bairros em que eles residem na cidade de Manaus. Nesses bairros, considerados “periferias” manauaras, eles enfrentam as sérias condições de desigualdade no acesso ao conjunto de serviços e consumos coletivos urbanos. Como todas as metrópoles brasileiras, Manaus enfrenta problemas com a desigualdade social, a carência de qualidade e efetivo em transporte público, problemas gravíssimos de saneamento básico, principalmente nas beiras dos diversos igarapés que cruzam a cidade, entre diversos outros problemas de ordem social. A etnografia que venho realizando tem como universo de pesquisa os músicos que nasceram em localidades ribeirinhas nos interiores do Estado do Amazonas (“beiradões”) e foram para Manaus em busca de “profissionalização” na música e melhores condições de vida. Entretanto, ao chegarem lá, nunca tiveram muitas oportunidades, continuando então a animar os diversos festejos nas localidades ribeirinhas pertencentes a outros municípios amazonenses. Em Manaus, sempre foram/são “excluídos” e “espoliados” da sociedade dita “manauara”. Enquanto isso, músicos de uma nova geração (entre 20 e 50 anos) reivindicam um “resgate da música do Beiradão”. Estes são músicos de classe média que se apresentam nos pubs, diversos bares e casas de show nos bairros “nobres” de Manaus, além das apresentações nos diversos teatros, como por exemplo, o Teatro Amazonas. Para cumprir com o objetivo explanado acima, pretendo dialogar com a Antropologia Urbana através dos autores José Magnani, Cornelia Eckert e Ana Luiza Carvalho da Rocha.

Palavras-chave: “Beiradão”; Antropologia Urbana; Desigualdade Social; Manaus; Amazonas.

Sesión 2: Espacio público

 

 

A CULTURA URBANA EM NARRATIVA: SKATE E ESPAÇO PÚBLICO

 

Guilherme Michelotto Böes – Doutorando em Ciências Sociais PUCRS (bolsa FAPERGS/CAPES), Mestre e Especialista em Ciências Criminais, pesquisador do GPESC e ICA; guilherme.boes@gmail.com

 

A vida cotidiana é constantemente posta em narrativa diante dos espaços públicos da cidade, apontando para uma mudança histórica na representação entre os indivíduos sociais desde a tensão política que produz novos elementos de definição dos espaços às rupturas de produção da sociabilidade entre os indivíduos. Partimos dessa hipótese que os usos dos espaços públicos decorrem de uma nova significação, entre suas dimensões físicas e a sociabilidade, as diferenças sociais são consolidadas a partir da criação de espaços privatizados para consumo, produzindo na cidade um novo padrão de enclaves fortificados. Com objetivo de apontar a emergência que decorre dessa padronização, uma apropriação conforme a posição social e de poder, a cultura urbana em sua prática transgressora tem legitimação para além dessas fronteiras que determinam as formas distintas de uso dos espaços públicos urbanos, apontando para pesquisas que analisem a cultura urbana contemporânea. Nesse trabalho pretendemos apontar como o skate altera essas configurações sobre a produção dos espaços públicos urbanos, nas narrativas de pertencimento ao espaço público, que se tornou anônimo ao uso da experiência urbana contemporânea.

Palavras-chaves: espaço público; etnografia urbana; sociabilidade; skate.

 

 

LA BATALLA DE LA 9 DE JULIO. PRÁCTICAS Y REPRESENTACIONES EN CONFLICTO EN RELACIÓN A LAS DEFINICIONES DE ESPACIO PÚBLICO, IDENTIDAD Y PROGRESO

Cristina Sottile. Antropología, Facultad de Filosofía  y Letras, UBA. Observatorio de Patrimonio y Políticas Urbanas Buenos Aires, Argentina; cristinasottile@gmail.com

 

Se muestra en este trabajo el conflicto entablado debido a la instalación del Metrobús sobre la Avenida 9 de Julio (CABA, 2013), en el cual se ponen en juego  en primer lugar, definiciones de progreso y  modernidad en relación al espacio público y su uso; en segundo lugar, la producción de acciones de resistencia ciudadana debido a que la modificación del paisaje urbano se percibe como una pérdida identitaria personal, urbana e histórica.

Se expone un relevamiento breve de los hechos y la descripción de los principales actores involucrados y sus pertenencias sociales, políticas e ideológicas.

Por último se analiza desde un punto de vista semiótico la modificación del paisaje (tomado este como discurso de construcción colectiva e histórica) y sus consecuencias urbanas y sociales en un proceso político e ideológico de intento de borrado de la memoria urbana, en el que se propone inscripta la obra del dicho Metrobús. 

Se quiere mostrar en este trabajo la adscripción del estado municipal a políticas relacionadas con una idea decimonónica del progreso, que son puestas en evidencia a través de sus obras,  no tanto por lo que se construye sino por lo que se destruye, invisibiliza o desaparece en el transcurso de las mismas, constituyendo tales prácticas parte de una ideología y una política de Estado que a través de la modificación inconsulta del ambiente urbano, con sus consecuencias performativas y disciplinadoras,  tiene el propósito no explícito de instalar el olvido histórico y la fragmentación social.

Palabras Clave: etnografía urbana, espacio público, memoria, identidad, políticas públicas.

 

 

COTIDIANO DOS GRUPOS NA PRAÇA DE FÁTIMA: ASPECTOS ECOLÓGICOS E INTERAÇÕES FACE A FACE NO CENTRO DE IMPERATRIZ – MA

Jesus Marmanillo Pereira. Doutor em Sociologia e professor assistente da Universidade Federal do Maranhão (UFMA); jesusmarmanillo@hotmail.com

Fausto Ricardo Silva Sousa. Graduando em Ciências Humanas com Habilitação em Sociologia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA); fausto.pedagogo@gmail.com

 

A presente proposta tem por objetivo discutir acerca dos principais grupos e atores que dinamizam e configuram um conjunto de territorialidades na Praça de Fátima, um dos logradouros públicos mais centrais da cidade de Imperatriz – MA. Nesse sentido, por meio de Etnografia de Rua (Eckert, Rocha, 2001), foi realizado um mapeamento dos grupos ocupantes da referida praça, atentando para as relações estabelecidas, as estratégias de apropriação do espaço público e principais características sociais dos mesmos. Buscou-se também, compreender como tais grupos se organizam no espaço para satisfazer as próprias necessidades e garantir assim dinamicidade social à Praça e a própria existência. Desta forma, foram priorizados aspectos espaciais e sociais para compreender os modos, sentidos e condições em que os atores se reúnem naquele espaço público, chegando assim ao conceito centralidade destacado por Mckenzie (1948). Outra noção fundamental para a presente proposta é a de Cotidiano, grosso modo, entendida aqui como algo produzido nas interações sociais que ocorrem dia após dia, que não se explica pela extraordinariedade e sensacionalismo dos grandes eventos (Goffman, 2013; De Certeau, 2013; Schutz, 2012; Whyte, 2005). Por meio de tais objetivos, propostas e conceitos, realizou-se uma inserção preliminar em campo  durante três meses nos quais foram desenvolvidos diálogos com comerciantes locais e demais grupos ocupantes da Praça, registros fotográficos pertinentes à pesquisa e observações diretas.

Palavras chave: Etnografia de rua, Centralidade, Cotidiano, Territorialidades

 

 

MALESTAR, DESHISTORIZACIÓN Y CONSTITUCIÓN COTIDIANA DE LO MENTAL EN LA CIUDAD MEDIA PUEBLERINA

Bárbara Galarza. FACSO/UNICEN- CONICET; barbaragalarza@gmail.com

El presente trabajo es producto de una tesis doctoral en curso que explora la incidencia de procesos socioculturales en la producción y reproducción de fenómenos vivenciados íntimamente como crisis o dificultades personales y/o familiares. La utilización que aquí proponemos del malestar nos permite “re-culturalizar” la categoría, asociada popularmente con la disciplina de la psicología. Con el objetivo de superar las reificaciones propias del modo de entender el espacio público en la modernidad, buscamos vincular el malestar a procesos sociales que tienen como común denominador el ejercicio de des-historizaciones. El caso que desarrollamos a partir de observaciones participantes realizadas en el año 2015 en una ciudad de perfil minero industrial de escala pequeña, permite visualizar la relación estructural entre el proceso de constitución de dimensiones de la vida que paulatinamente se van mentalizando, los efectos de la deshistorización individual-social y la propagación de situaciones sociales de crisis y malestar, ocasionalmente atendidas por el sistema público de atención de salud local. El modo en que los actores habitan la ciudad y tejen sus tramas de significación, nos permite comprender cómo se conforman dimensiones y entidades socioculturales que sistemáticamente aluden a lo mental funcionando como ejes motores de la producción simbólica del espacio urbano pueblerino. Consideramos, entonces, que las explicaciones nativas que los actores tejen bajo esta categoría son el resultado de su mediación y, que en este sentido, lo mental –entendido como parte de la dimensión sociocultural- juega un importante rol en la construcción del espacio público.

Palabras claves: malestar, deshistorización, espacio público, ciudad media pueblerina.

 



LA “DESCOMPRESIÓN RITUAL” DEL ESPACIO-TIEMPO EN LA CELEBRACIÓN DE LA SEMANA DE LA PATRIA DURANTE LA DICTADURA DE MARCOS PÉREZ JIMÉNEZ, CARACAS, 1953-1957

 

David Ocanto. Antropólogo. Universidad Nacional Experimental de las Artes – Venezuela. Maestrando en Ciencias Sociales de UNGS-IDES – Argentina; davidocanto@hotmail.com

 

En esta ponencia indagamos sobre las modificaciones,  construcción y usos de espacios en la secuencia ritual de la Semana de la Patria, rito histórico o conmemorativo para celebrar la nacionalidad cada 5 de julio durante la dictadura del General Marcos Pérez Jiménez en Venezuela, entre 1953 y 1957. Focalizamos en los elementos que se ritualizaban, develando una puesta en escena que tendía a reconstruir la figura y posición de los actores en la estructura social, enmarcados en usos específicos del tiempo y del espacio. Luego exploraremos los lugares de la ciudad de Caracas que se utilizaban durante la celebración y cómo se intentó diferenciar el uso de los espacios públicos de las actividades políticas previas a la dictadura. Veremos cómo un régimen empeñado en la construcción de la modernización de infraestructuras y vías de comunicación centra su atención en el uso de nuevos espacios en la ciudad para la celebración; así como resignifica otros lugares. Finalmente, expondremos la construcción del Sistema de la Nacionalidad, como un espacio que “ralentiza” la veloz fluidez del tiempo de la ciudad moderna, para concentrar las principales acciones en este espacio fijo, que no viene de ningún lugar ni se dirige a ningún otro, que es un espacio de tránsito simbólico, que combina pasado, presente y futuro; donde ocurre una “descompresión ritual” espacio-temporal, en clara naturalización de la nación como una entidad que se construye con las obras de la dictadura y que es al mismo tiempo ancestral, buscando la eficacia simbólica para la legitimidad política.

Palabras clave: descompresión ritual, tiempo-espacio, Semana de la Patria, Caracas.

 

Movilidad – transporte

 

MOVERSE ES HABITAR-EN-MOVIMIENTO. REPENSAR LA CIUDAD Y LA EXPERIENCIA URBANA DESDE EL “MOBILITY TURN” EN LAS CIENCIAS SOCIALES

Dhan Zunino Singh, Investigador Asistente CONICET, Universidad Nacional de Quilmes (Argentina), dhansebastian@gmail.com

 

El siguiente trabajo introduce los principales temas del llamado giro de la movilidad, nacido en la academia europea y norteamericana, para discutir los estudios urbanos latinoamericanos. A partir de los trabajos de John Urry, entre otros, se pone de manifiesto la falta de atención de las ciencias sociales (excepto por estudios sobre turismo o migraciones) hacia el movimiento de personas, objetos, información, dinero, etc. y lo que éste implica en la vida social. Así, se critica la tendencia a mirar lo fijo sobre lo móvil pero sin una mirada romántica sobre el nomadismo frente sedentarismo. El giro de la movilidad pone en cuestión dicotomías como sedentarismo/nomadismo, espacio/lugar, reconociendo que las prácticas y espacios de la movilidad son significativos antes que meramente alientantes o “no-lugares”. Los objetos de estudios de la movilidad son entendidos, además, como híbridos compuesto de prácticas, sujetos, tecnologías, significados, poder.

Desde la sociología y la antropología, la historia y la geografía, se comienza a desarrollar herramientas teórico-metodológicas para abordar temas que solían ser exclusivo de estudiosos del transporte. De hecho, éste término se pone en cuestión y se exploran diversas prácticas y formas de movilidad pero también de inmovilidad, quietud, fricción.

Basado en los principales autores de esta corriente, en incipientes estudios latinoamericanos, incluyendo mis propias investigaciones, esta ponencia expone cuatro temas principales para repensar la ciudad desde la movilidad, a saber: la crítica al no-lugar; el viaje urbano como práctica significativa; ritmo, emociones, afectos como objetos de estudio; y el rol ponderado de la etnografía. 

Palabras clave: Giro de la Movilidad – Ciudad – Ciencias Sociales – Teorías – Metodologías.

 

Sesión 3: Patrimonio, memoria – Recualificación urbana

 

 

PASADOS ENTREVERADOS. PEQUEÑAS Y GRANDES HISTORIAS DEL BARRIO ANGLO DE FRAY BENTOS

Ariela Epstein. LISST-Centre d’Anthopologie Sociale. Université Toulouse-Jean Jaurès; ariela.epstein@hotmail.fr

 

El barrio Anglo de Fray Bentos acaba de ser reconocido como patrimonio cultural de la humanidad por la Unesco. El proceso de patrimonialización valora y expone esta zona por ser pionera en el desarrollo industrial del país, cuenta la historia de la fábrica Liebig’s-Anglo y su compagny town, que funcionaron entre 1863 y 1979. La etnografía del barrio lleva a pensar otro momento, que empieza con el declive de la fábrica. Recuperado por el Estado, el barrio fue desalojado de casi todos sus habitantes durante la dictadura militar, por un proyecto de demolición que no fue llevado a cabo. El barrio, poco a poco ocupado por nuevas familias, es dejado de lado por los poderes públicos hasta los años noventa, cuando empiezan dos procesos, en cierta forma ligados : uno de mejoramiento urbano (un plan PIAI del MOTVMA), y otro de valorización patrimonial. Mi trabajo propone una mirada pragmática sobre las memorias del lugar, lo que permite distinguir la presencia de distintos grupos, comunidades de experiencias ubicadas en distintos regímenes de historicidad. Detrás de la “gran historia” industrial, patrimonializable, las “pequeñas historias” vividas por los habitantes (expulsados, resistentes, o que llegaron después, en forma irregular) definen las relaciones que cada uno entretiene con el territorio. Esas dos historias son atravesadas por la dictadura, pero ésta solo aparece en los relatos de escala biográfica. En un segundo nivel, se cuestiona entonces la legitimidad y los efectos de los relatos sobre el pasado, en la redefinición de los espacios. Mi hipótesis de trabajo plantea que los procesos patrimonialización y de cambios urbanos casi siempre despiertan y movilizan otros tiempos y otras historias, que siguen siendo parte de la realidad con la que los habitantes tiene que lidiar.

Palabras clave: Anglo, Patrimonialización, cambios urbanos, regímenes de historicidad.

 

 

EL BARRIO, LA CULTURA Y LA “COCINA” DE LA CIUDAD

 

Ana Silva. Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires / CONICET. anasilva77@yahoo.com.ar 

 

La ponencia recupera una etnografía situada en un “centro cultural” de una ciudad media de la provincia de Buenos Aires, Argentina. Con énfasis en la articulación entre trayectorias de vida, tramas asociativas y memoria colectiva en la producción del palimpsesto urbano así como de proyectos de ciudad, la investigación se enfoca en el cotidiano del centro cultural y su inserción en un barrio que atraviesa un intenso proceso de activación patrimonial. Una asamblea vecinal impulsa la declaración de un “Área de Protección Histórica” en las inmediaciones de la estación ferroviaria, de la que se ha llegado a decir que fue el foco de una “segunda fundación” de la ciudad.

Múltiples memorias se superponen en la dinámica social del barrio: del trabajo y de procesos estructurales-productivos mayores, del viejo “barrio ferroviario” o de momentos de prosperidad industrial de la ciudad, entre otras presencias/ausencias que entretejen las experiencias y relatos identitarios con procesos que los trascienden.

El centro cultural, inaugurado en 2010, se suma a una serie de entidades gestionadas por organizaciones sociales que remiten a distintas “épocas” del palimpsesto urbano-barrial. Desde su apertura, busca cobijar manifestaciones de “la cultura” en un sentido amplio cercano al antropológico. Es sede de una intensa actividad política de distintos grupos que pretenden incidir en la agenda pública, poniendo en juego modos de colectivización y politización que actualizan selectivamente aspectos del palimpsesto y sistemas de valores que se invocan en las tensiones actuales por la producción y consumo colectivo de la ciudad.

Palabras clave: ciudades medias – memoria colectiva – patrimonio – barrio – agenda pública.

 

 

DE PEREIRA PASSOS AO TELEFÉRICO DO MORRO DA PROVIDÊNCIA: MEMÓRIA E DESPERTENCIMENTO NAS TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM URBANA NO RIO DE JANEIRO

 

Anelise Fróes. Bacharel em Ciências Sociais (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, 2008); Mestre em Antropologia Social (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, 2010); anelisefroes@gmail.com

 

As transformações urbanas pelas quais passa a cidade do Rio de Janeiro, Brasil, não são as primeiras a impactar de modo plural seus habitantes, atingindo-os em questões cruciais de seu viver (n)a cidade. Já no início do século XX foram realizadas reformas urbanas amplas, as mais contundentes promovidas por Pereira Passos, baseadas em argumentos sanitários e geográficos quanto à distribuição populacional e a necessária modernização urbana. Entre 1902 e 1906, o então prefeito realizou o alargamento de vias, a demolição de casarões históricos, e a abertura de ruas onde antes havia trânsito precário de carroças. Os antigos “cortiços”, aglomerados urbanos onde famílias numerosas compartilhavam cômodos residenciais, foram removidos. O aumento nos preços dos alugueis nas áreas modernizadas forçou a população mais pobre a ocupar regiões afastadas, e, logo a seguir, as áreas elevadas – morros.

Em que pese não haver embasamento sanitário ou higienista para as transformações na cidade nos anos 2000, especialmente a partir de sua segunda década, o que parece estar em jogo fundamentalmente é novamente a ampliação das fronteiras internas entre áreas nobres e periféricas, provocando fluxos migratórios de exclusão e despertencimento das populações pobres, interrompendo trajetórias memoriais que remontam às primeiras gerações de suas famílias. Ao estudarmos o impacto da remoção de moradores do Morro da Providência, na área central do Rio de Janeiro, tida como a primeira “favela” do país, para instalação de um teleférico, visando “modernizar” o morro, verificamos que as estratégias são renovadas, mas suas consequências ainda são as mesmas, depois de cem anos.

Palavras-chave: Cidade, Memória, Despertencimento, Favelas, Territorialidade.

 

(RE)QUALIFICANDO O LUGAR: COMO O BAIRRO CIDADE BAIXA VEM SE TORNANDO O TRADICIONAL REDUTO BOÊMIO DE PORTO ALEGRE

Michelle Nascimento da Silva

O presente artigo se insere no contexto de apropriação do lugar, neste sentido, o planejamento estratégico e a integração entre poder público e empresários são considerados uma das principais iniciativas utilizadas pelos gestores urbanos, enfatizando-se a importância de se reformular os lugares da cidade. O objetivo desse trabalho é analisar a apropriação do bairro Cidade Baixa, bairro situado na área central da cidade de Porto Alegre, a partir das iniciativa de (re)qualificação. Mais especificamente, a partir do conflito de usos e usuários em 2011, do qual surgiu o Grupo de Trabalho (GT) Cidade Baixa com a finalidade de gerenciá-lo e promover melhorias no bairro até sua ‘consagração’ enquanto Polo Gastronômico, Cultural e de Entretenimento em 2015. A metodologia utilizada consiste na leitura crítica de matérias de diferentes meios de comunicação, com a finalidade de observar as intervenções do poder público, as ações de empresários e as apropriações dos lugares pelos diferentes grupos de usuários. A capacidade do bairro em captar diversos usos e usuários; a diversidade cultural, bem como de entretenimento e gastronomia são compreendidas como forte potencial para (re)consagrar o bairro enquanto lugar de ‘vocação boêmia’.

 

 

“LAS COMPLEJIDADES DE LA CONVIVENCIA DE “LO PÚBLICO Y LO PRIVADO” – “LO LINDO Y LO FEO” EN ALGUNOS ESPACIOS URBANOS DE POSADAS”

Mg. Marisa Monzón (Antropóloga Social docente e investigadora de la Universidad de la Cuenca del Plata); monzonmarisa_pos@ucp.edu.ar

Stefano Tamborini, Cristian Agueda, Martín Rosinski (estudiantes de Psicología de la Universidad de la Cuenca del Plata y auxiliares de investigación)

 

En la ciudad de Posadas, provincia de Misiones, ubicada al noreste de la República Argentina, se viene desarrollando un proceso de cambio y modernización urbana promovida principalmente por la terminación de las obras complementarias de la Entidad Binacional Yacyretá, que construyó la represa hidroeléctrica sobre el río Paraná. A raíz del tratamiento costero y la reubicación de poblaciones hacia nuevos conglomerados urbanos alejados del centro en los últimos diez años se produjo una transformación socio-urbana que llevó a revalorizar espacios antes despreciados. A pesar de esto quedan barrios y asentamientos irregulares en lugares considerados zonas de revalorización urbana.

Desde la investigación antropológica venimos planteando la hipótesis de trabajo que considera que: a- los programas de intervención urbana vinculados a las obras complementarias generaron un aumento de los precios del suelo urbano y un desplazamiento sin acción directa del Estado de aquellos sectores asentados en espacios intersticiales que el propio crecimiento inmobiliario re-valoriza; y que b- la conjunción de estos procesos están transformado y diferenciado el espacio urbano en su conjunto al generar áreas cada vez más fragmentadas de acuerdo al nivel socioeconómico de los grupos residenciales, ampliando las disparidades socio-espaciales.

Pretendemos exponer la complejidad de las relaciones sociales existentes en estos espacios intersticiales como los representan la chacra 181, la chacra 145, el barrio San Roque y el Cerro Pelón y el barrio Ex Rowing Viejo en la ciudad de Posadas.

Palabras clave: antropología de lo urbano, espacios intersticiales, elitización, periferización.

 

 

Espacios de ocio

 

CAMPOS, FESTAS E PEDREIRAS: NARRATIVAS VARZEANAS EM SÃO PAULO/SP

Enrico Spaggiari. Doutor em Antropologia Social/USP; enricospaggiari@yahoo.com.br

 

Com base em minha tese de doutorado que, entre outros objetivos, procurou destacar a centralidade da várzea paulistana no processo de constituição de jovens futebolistas em Guaianases, bairro periférico da zonal leste de São Paulo, o paper ora proposto procura compreender as principais mudanças no universo varzeano nas últimas décadas, tendo em vista que o discurso e as narrativas são sempre construídas em relação a um tempo passado. O futebol é um dos elementos acionados pelos moradores de Guaianases para construir a imagem do bairro, contar sua história, descrever suas práticas e projetar um futuro. As dinâmicas históricas do futebol de várzea aparecem sempre atreladas ao próprio bairro e ao processo de produção do espaço urbano: as mudanças e ao crescimento do bairro, melhoria da infraestrutura e do transporte urbano, ancoragem dos times em determinadas vilas etc. Tais dinâmicas são expressas nas narrativas dos varzeanos sobre os contextos em que cresceram e viveram sua juventude, revelam concepções de cidade, heterogêneas e ambíguas. Assim como o bairro, o futebol de várzea, prática que mistura os tempos do lazer e do trabalho, é uma modalidade em contínua transformação. Sempre atrelado à sua constituição pretérita, o futebol de várzea é uma prática vivida de forma absorvente. Atualizada nos tempos e espaços da vida cotidiana, a várzea se conserva heterogênea, com múltiplas territorialidades  e ligada a princípios tanto amadores como profissionais. Portanto, a cidade dos varzeanos deve ser compreendida pelas pessoas e relações que a compõem, enquanto multiplicidade de fluxos, temporalidades e estilos de vida.

Palavras-chave: Cidade. Futebol de várzea. Etnografia. Memória. Temporalidade.

 

 

O URBANO EM FRAGMENTOS: A PRODUÇÃO SOCIAL DOS ESPAÇOS DE LAZER EM VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA-BRASIL

 

Mares, Rizia Mendes. Mestranda no Programa de Pós-graduação em Geografia na Universidade Estadual Paulista–FCT/UNESP; rizziamendesmares@gmail.com

 

A cidade contemporânea, marcada por relações de clivagens como fruto de um processo desigual de estruturação, é expressão das novas lógicas de produção e consumo ao direcionar as práticas espaciais, expressando os conflitos que emergem do cotidiano fragmentando. Nesse sentido, debruçamos-nos sobre as práticas espaciais do lazer na cidade de Vitória da Conquista, Centro Sul da Bahia - Brasil, pois, nesse processo consideramos o sujeito, também, como produtor do espaço agindo e reagindo às lógicas e dinâmicas neste. A metodologia empregada baseou-se no uso de entrevistas semiestruturadas a munícipes e agentes bem informados nessa cidade e organizamos o texto em quatro seções: primeiramente, um debate sobre o lazer e o processo de produção de espaços para esse fim; uma discussão sobre as estratégias empregadas na oferta do lazer e o conflito de interesses público e privado na estruturação do espaço urbano; ainda, uma análise de como a disputa pelo poder e domínio do espaço urbano têm influenciado nos modos em que a prática do lazer se realiza e; por último, como esse contexto nos leva a compreender as contradições que fomentam processos de diferenciação e segregação socioespacial. Nossas análises nos levam à compreensão de que a produção e uso diferenciados dos espaços de lazer são sinalizadores de que processos socioespaciais têm alterado significativamente os tempos/espaços da sociabilidade na cidade hodierna, sendo esse o objetivo proposto de nossa análise.  

Palavras-chave: Lazer. Urbano. Espaço social. Fragmentação socioespacial.

 

 

UN BINGO EN OLAVARRÍA: DIÁLOGO, CONTRADICCIÓN Y GUIÑOS AL MITO MÁS VIGOROSO DE LA “CIUDAD DEL TRABAJO”

 

Silvia Boggi. Docente investigadora PROINCOMSCI/FACSO/UNICEN- Argentina; silviaboggi@gmail.com

 

La emergencia de territorios del ocio y del consumo ha sido señalada como una de las variables asociadas a las transformaciones urbanas en tiempos de globalización. Según se sostiene, permite leer –entre otros aspectos- los procesos de difuminación urbana, las múltiples y simultáneas formas de convivencia de diferentes formas de centralidad comercial, el crecimiento y difusión de estas actividades y en términos amplios, nuevas experiencias de la vida urbana.

Nuestro trabajo se aproxima a estos procesos globales en una ciudad bonaerense de rango intermedio –Olavarría- desde un prisma antropológico y  un enfoque etnográfico pretendiendo mostrar la disputa -en la arena de los imaginarios sociales urbanos locales- entre lo popular (gramsciano) y lo hegemónico referenciada en las significaciones identitarias de la ciudad (“Ciudad del Trabajo”) y las asociadas a la instalación, permanencia, crecimiento y usos

 de un local de juegos de azar y apuestas.

Palabras clave: ciudades intermedias, globalización, ocio y consumo, imaginarios sociales urbanos.

 

 

 

 

PEREGRINAÇÃO DE BAR EM BAR: OS PERCURSOS E AS DINÂMICAS DE SOCIABILIDADES EM ESPAÇOS DE CONSUMO E LAZER NA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ

Robson Cardoso de Oliveira. Doutorando em Antropologia (PPGA/UFPA) Universidade Federal do Pará; robson.cardosodeoliveira@gmail.com

 

Assistir a programas esportivos tem sido uma dinâmica de lazer bastante praticada por telespectadores da TV brasileira. A justificativa, para tal afirmação, pode ser demonstrada pelos índices de audiências que tais programas possuem. Mas, como o esporte é assistido na TV? Ou melhor, como os/as telespectadores/as assistem aos programas esportivos? No conforto de suas casas? Em um bar lotado? Foi por meio dessas perguntas que comecei a trilhar os caminhos desta pesquisa, assim como na busca de interlocutores/as. Partindo do entendimento da amplitude de modalidades esportivas, delimitei um recorte em jogos de artes marciais como o UFC (Ultimate Fight Combat) e partidas de futebol da Seleção Brasileira. A delimitação dessas programações esportivas partiu de um levantamento inicial com os/as interlocutores/as dos programas que eles/as mais assistiam em bares da cidade de Belém. Portanto, fiz a escolha pelo UFC e jogos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo realizada no Brasil no ano de 2014. Foram entrevistadas 11 pessoas (7 homens e 4 mulheres) com um roteiro semiestruturado, entretanto cada conversa teve uma dinâmica diferenciada. O objetivo com este artigo, então, é o de retratar uma experiência de trabalho de campo, no qual percorri espaços de lazer como bares da cidade de Belém do Pará, no intuito de observar como ocorrem as práticas de sociabilidades e consumo nesses ambientes. Como resultado, percebi que esses bares citadinos são buscados de acordo com os grupos presentes e as programações ali existentes, busca essa como uma peregrinação de bar em bar até achar aquele que está “bombando” e evitando aqueles “escrotos”.

Palavras-Chave: Bares; Cidade; Consumo; Sociabilidades.

 

 

Sesión 4: Gestión urbana y políticas públicas

 

LAS POLÍTICAS PÚBLICAS EN EL TERRITORIO: EL CASO DEL PROG.R.ES.AR. EN EL BARRIO SANTA LUCÍA (ROSARIO, SANTA FE, ARGENTINA)

María Luz Silva (SeIDeSoc – UNL) marialuzsilva@hotmail.com


María Alejandra Martínez Fernández (ISHIR-CEACU) mamfale@hotmail.com


Lucía Salinas (UADER) lu.salinas@gmail.com

 

Valeria Polero (UNR) valeriapolero@yahoo.com.ar


Emmanuel A. Perez Zamora (UNR) emmaantropologia@outlook.es

 

Martín Roda (UNR)  martinroda@educ.ar

 

Este trabajo se propone compartir un primer avance del trabajo realizado en el marco del Proyecto “Análisis cualitativo en políticas publicas: el impacto del Programa de Respaldo a Estudiantes de Argentina (PROG.R.ES.AR.) en el Barrio Santa Lucia de Rosario, Argentina. El equipo de trabajo se enmarca en la Secretaria de Integración Socio-Comunitario, de la Universidad Nacional de Rosario, y está conformado por estudiantes y graduados en antropología y psicología de esta universidad.

Los habitantes del barrio propuesto como anclaje territorial de análisis sufren de un fuerte estigma social y “aislamiento” por la localización, características del barrio, y la ausencia de servicios públicos básicos. En este contexto nos interrogamos por las experiencias y vivencias de los jóvenes de dicho barrio, beneficiarios o potencialmente beneficiarios del Programa.

Las motivaciones de esta exploración se vinculan al aprovechamiento de las metodologías cualitativas para análisis de impacto y la elaboración de políticas públicas, desestimadas o desvalorizadas frente a la expresión de los “números duros”. Nos basamos para esto en una metodología etnográfica enriquecida por otras estrategias tales como: mapeo de actores y de poder del barrio, relevamiento barrial de la población, relevamiento mediático. Sostenemos así la pertinencia y potencialidad de una mirada antropologizada, que da cuenta de la diversidad de lo real buscando atender las experiencias de sujetos situados en contexto, donde el estudio de casos particulares puede pensarse como estrategia para captar, desde lo microsociológico, las acciones que generan subjetividades sociales y los modos de estar en el mundo más amplios.  

Palabras clave: Juventud- Barrio Santa Lucía-  territorio- políticas públicas.

 

 

ARQUITECTURA ESCOLAR DE GESTIÓN PÚBLICA Y CIUDAD: REPRESENTACIONES DESDE LA PERIFERIA

 

Maria Elena FOSSATTI. Arquitecta, Facultad de Arquitectura y Urbanismo, Universidad Nacional del Nordeste, Argentina; mariaelf17@gmail.com

El caso de estudio analiza la trayectoria de una escuela primaria dentro de un área periférica en Resistencia, capital del Chaco en su paso por varios edificios, desde 1937 hasta 1953,  cuando se asienta en su edificio propio por gestión de la Fundación Eva Perón,  y parte de la obra pública del Plan Quinquenal implementado durante la presidencia del General Perón en Argentina.

Se utilizan como fuentes las impresiones escritas en el Libro Histórico por una decena de docentes cuando ingresan a la escuela en ese período,  expresión significativa de las creencias y valores de ese grupo sobre la educación, lo urbano y lo estatal. El estudio de la evolución catastral  y de las  memorias oficiales, aportan a una reconstrucción más completa del ambiente donde se inserta el edificio escolar y su papel en dichas transformaciones.

Esta reconstrucción de lo vividopermite conocer cómo registran  a las políticas públicas y la expansión urbana, un conjunto de subjetividades compartidas de un acotado universo.  El análisis del  entramado de grupos, instituciones y espacio, quizás puede resignificar la correlación de cuestiones generales y procesos locales. En este sentido, instrumentos de valor heurístico como la escala y la dinámica sirven para vincular lo macro y lo micro, diferenciar tiempos y espacios, medir distancias concretas y simbólicas o reconocer ritmos.

Palabras clave: Arquitectura escolar; Peronismo; Plan Quinquenal; transformaciones territoriales; periferia.

 

 

EL ROL DE LA ANTROPOLOGÍA EN LA PLANIFICACIÓN URBANA Y TERRITORIAL

Dra. Adriana Goni Mazzitelli, Universitá degli Studi Roma Tre. Post doctoral fellow Instituto de Teoría y Urbanismo UDELAR- Agencia Nacional de Investigación e Innovación Uruguay;  adrianaemilia.goni@uniroma3.it

La inserción de la antropología en la planificación urbana y territorial responde, por un lado, a una crisis en el paradigma racional del urbanismo frente a la complejidad social y a la mutabilidad permanente de las condiciones territoriales, que revelaron sus esquemas interpretativos insuficientes debiendo buscar apoyo en otras disciplinas (Durand, 2012). Por otro lado, se verifica al mismo tiempo un creciente interés de la antropología en la rápida urbanización mundial, y en cómo esta modifica los comportamientos humanos, así como el lugar que la disciplina ocupará en la interpretación de estos procesos (Althabe & Selim, 2000). En esta ponencia mostraremos con ejemplos internacionales cómo la antropología se demuestra una disciplina acertada al interior del urbanismo y en diálogo con otras disciplinas, no sólo por su capacidad de dar diagnósticos iniciales exhaustivos de los contextos socio-culturales con la etnografía urbana (Sclavi, 2003), sino también de ayudar a comprender las interacciones sociales durante los procesos de “negociación de sentidos” de poblaciones diversas que constituyen estos nuevos escenarios espacio-temporales de la planificación urbana (Torres Riberiro en Bernstein, 2012). En algunos contextos se ha dado un paso más, es decir la participación activa de los antropólogos, junto a arquitectos, artistas, geógrafos, entre otros, al interior de procesos de planificación para mejorar las diversas etapas, participando activamente en la construcción de nuevos instrumentos que transformen los proyectos en narraciones colectivas sobre los territorios y las personas que allí habitan, favoreciendo su protagonismo y la reapropiación de sus bienes comunes (Goni Mazzitelli, 2015).

Palabras Claves: etnografía urbana,  interdisciplina, planificación colaborativa, arte civica, bienes comunes.

 

Imaginarios urbanos

 

 

HETEROTOPÍAS MORALES Y PALIMPSESTO URBANO EN LA ESCALA MEDIA

Ariel Gravano. Argentina, CONICET, UNICEN, PROINCOMSCI; arielgravano14@gmail.com

 

Construyamos un nido… -sí, un nido, pero ¿dónde?

(Las voces de los pájaros de Hiroshima).

 

La ciudad es, por constitución histórica, el lugar de plurales micro-nidos y a la vez un macro-nido singular. Es el espacio de la identidad de esos nidos y, por lo tanto, de lo temporal vivido en cierto tipo de unidad, que puede variar con la escala. En este trabajo marcaremos la importancia de la dimensión témporo-simbólica de los imaginarios de ciudades medias bonaerenses. Focalizamos en la trascendencia de la heterotopía hacia la temporalidad en clave de palimpsesto urbano, como construcciones de identidad a partir de imágenes que se referencian cronológicamente pero se superponen en sincronía y por fuerza de contradicciones históricas del presente. Apelamos a la proyección, en el imaginario hegemónico, de la teoría de las “regiones morales” o “nichos sociales” de la escuela urbanística de Chicago en su época de oro, que sirve en la actualidad de sustrato ideológico para la construcción de lo público-urbano, como desafío tanto para la agenda estatal cuanto de los movimientos sociales. Con base en las hipótesis de la homeostasis múltiple y el dominio del imaginario metropolista en las ciudades medias, reflexionamos sobre la relación capitalista entre esos nichos-nidos de lo privado y la esfera pública discriminadora del “hacer ciudad”.

Palabras clave: heterotopías – palimpsesto – ciudades medias – regiones morales.

 

 

CONCEPCION[ES] DE CONCEPCIÓN. LA CIUDAD VISTA Y OÍDA POR SUS HABITANTES

Rodrigo Herrera O. Antropólogo, Universidad de Concepción, Chile; rherrerao@udec.cl

 

“¿Cuál es tu Concepción?” Esa era la pregunta que les esperaba a quienes ingresaban al “contenedor urbano”, artefacto arquitectónico de pequeñas dimensiones que se instaló por unos días en las principales plazas céntricas de Concepción, Chile, con el fin de invitar a “reflexionar sobre la marcha” a los transeúntes que circulaban por ellas. Tenían dos minutos para hacerlo, en su interior, sólo acompañados por una silla y una cámara de video que los filmaba. El producto final fue la recopilación de más de 100 testimonios hechos “al paso” en los cuales los ciudadanos anónimos manifestaron sus anhelos, disgustos y experiencias de y en la ciudad. Se situaron ella, la proyectaron, la narraron y la evaluaron, indistintamente, dando cuenta de un pulso de la misma. El trabajo posterior fue clasificar –o sea, intentar ordenar- los distintos relatos, y acompañarlos por imágenes aleatorias de la ciudad. El resultado final: Concepción [es] D Concepción. Etnografía e imágenes de vida urbana. Un recorrido a través de instantáneas narrativas por la experiencia urbana de una ciudad.

 

 

CUANDO EL TIEMPO LINEAL LLEGA A SU FIN. EL CASO DE UNA LOCALIDAD POST-INDUSTRIAL QUE SE MOVILIZA POR SINCRONIZAR SU TIEMPO AL DE LA NATURALEZA. GRAL CERRI, ARGENTINA

 

Victoria Corte. Facultad de Ciencias Sociales de Olavarría, Universidad Nacional del Centro (FACSO-UNICEN). Departamento de Humanidades, Universidad Nacional del Sur (UNS); victoriacorte@gmail.com

 

En la localidad de Gral. Cerri (provincia de Buenos Aires), cambiaron las estructuras de producción en la década de los '90, cuando cerraron las dos industrias que organizaban el espacio-tiempo de la población, configurando así un novedoso paisaje post-industrial (Appadurai, 2001). Hacia 2011, la posibilidad de un megaproyecto sobre el espacio maritimo que los circunda, vuelve a poner al pueblo en el paradigma del progreso y el trabajo, situación que es vivida por al población como una amenaza a su “tranquilidad”. Surge entonces un nuevo movimiento social que desarrolla una nueva relación con la naturaleza, más cercana a las formas totémicas y animistas, que a las formas de explotación capitalista. Analizamos los imaginarios sociales urbanos que responden a una dinámica particular en la forma de incorporar las historias (ciudad de frontera, ciudad industrial, ciudad desindustrializada) y las deshistorias (aquello que fue desechado de los discursos oficiales, pero que sin embargo continúa trabajando en la memoria social), para comprender cómo desde el movimiento se seleccionan fragmentos del pasado que los identifica más al “tiempo ecológico” (Evans Pritchard, 1978) antes que al “tiempo social” (calendarios vinculados a un modo de producción) impuesto por las elites gobernantes.

Palabras clave: producción industrial, megaproyecto, memoria, nuevo movimiento social, tiempo ecológico.

 

 

UM CAMINHO NAS MARGENS: UMA EXPERIÊNCIA ETNOGRÁFICA NA RUA DO PORTO E UMA ANTROPOLOGIA URBANA PARA ALÉM DA METRÓPOLE

Fernando Monteiro Camargo. Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; camargo.fmc@gmail.com

 

Esta pesquisa teve como tema o estudo das relações que os múltiplos atores estabelecem no e com o espaço urbano. O local escolhido para a pesquisa foi a  Rua do Porto, localizada em Piracicaba, cidade do interior do Estado de São Paulo. Meu objetivo foi investigar o cotidiano e as distintas formas de apropriações dessa rua. Inicialmente, busquei conhecer quais os frequentadores da rua e quais suas visões acerca desse lugar. Como os sentidos das experiências urbanas dos atores que circulam e formam a complexa arquitetura de territórios, lugares e não lugares, que resultam na formação de configurações espaço-temporais mais efêmeras e híbridas (ARANTES, 2000, p. 106)”) se transformam ao longo do dia, da semana, do mês e dos anos? Como ocorre a disputa das temporalidades e como elas são expressas? Como são construídas as fronteiras simbólicas que revelam as significações e lembranças compartilhadas pelos frequentadores da rua? Com a câmera fotográfica na mão comecei a desenhar meus trajetos pela rua. O que me instigou foi a frequência com que eu privilegiava os pescadores na lente da câmera. Dessa forma, como um arqueólogo, comecei a procurar pelos fragmentos e vestígios desse personagem. Mas, por que esse personagem apareceu tanto nas minhas fotografias? A hipótese que tenho construído até o momento é a dos pescadores como figura fantasmagórica, como pontos de intersecção das diferentes temporalidades que habitam e disputam a Rua do Porto. Eles são o passado e o presente dessa rua. São os pescadores sobreviventes?Mas de que tempo?

Palavras-chave: Antropologia Visual, Antropologia Urbana, Memória, Lazer, Pescadores.

 

 

FRAGMENTACIÓN ESPACIOTEMPORAL EN EL CENTRO DE LA CIUDAD DE SALTA. UNA PROPUESTA PARA PENSAR LOS FENÓMENOS EN LAS ZONAS URBANAS TARDOMODERNAS

 

Fernández Luis Alfredo. Universidad Nacional de Salta; fernandez.luisalfredo@hotmail.com

 

La ciudad de Salta puede clasificarse como una ciudad media, con características metropolitanas en convivencia con aspectos típicos de una sociedad tradicional. En su centro comercial podemos ver edificaciones elegantemente maquilladas para el turista y un mercado tardomoderno formado por vendedores ambulantes de todo tipo, “la pobreza avanzando sobre el elegante centro”. Siguiendo la propuesta de Roggiero y South, podemos pensar el centro salteño geográficamente y realizar una fragmentación territorial dividiéndola por lo menos en tres zonas: de vivienda (casas efectivamente habitadas), de vigilancia (donde se supone la seguridad y el control) y de bazar (donde esté presente la oscuridad y el peligro), sin que estén divididas organizadamente con fronteras definidas, sino interconectadas a pocos metros, salpicadas azarosamente en una suerte de mosaicos difíciles de encasillar. Asimismo, las zonas de bazar y vigilancia no solo suponen espacialidad sino también temporalidad: un monumento de una rotonda que al mediodía sirvió como escenario de un almuerzo familiar, horas después pasará a ser una silla de descanso de un “trapito”, y por las noches se convertirá en el punto de encuentro de vendedores de drogas organizando su negocio nocturno.

Por tanto, basados en nuestro trabajo etnográfico en la ciudad de Salta, proponemos realizar una fragmentación espacial y territorial del centro de esta ciudad materializada en una serie de mapas y esquemas que en su recorte metodológico permitan pensar los fenómenos sucedidos y las dinámicas espaciotemporales que dan forma a la vida urbana de una ciudad media tardomoderna.

Palabras Clave: Fragmentación espaciotemporal, zonas tardomodernas, ciudad media, metodología, antropología urbana.

 

 

OS IDENTIDADES: HISTÓRIAS DE VIDAS DOS ESTIVADORES DO PORTO DE SUAPE/RECIFE CONTADAS EM AUTOS PROCESSUAIS

 

Mônica Maria Gusmão Costa. Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Pós-doutoranda PNPD do Programa de Pós-graduação em Antropologia Cultural – PPGA; mo_gusmao@hotmail.com

Esdras Gusmão de Holanda Peixoto. Professor de Direito da Faculdade dos Guararapes – Pernambuco. Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Cultural – PPGA; eghp1@faculdadeguararapes.edu.br

 

Com a implementação do Complexo Industrial Portuário de Suape – Recife/Brasil (inaugurado em 1983), os trabalhadores da estiva passam a ser subcontratados para executar os serviços dos novos contratados, haja vista não possuírem o grau de escolaridade exigido no processo seletivo de contratação, sendo muitos deles analfabetos, visto que nunca tiveram acesso ao sistema de educação. Os novos contratados emprestam suas identidades de acesso ao porto e pagam para que os trabalhadores portuários antigos, sem vínculos trabalhistas e sem os benefícios daí decorrentes, executem as atividades de estiva. Dessa forma, são conhecidos como identidades por utilizarem os documentos de identificação dos novos contratados no acesso aos porões dos navios enfestados por ratos, baratas, sem qualquer equipamento de proteção. A partir de um processo judicial coletivo, movido por uma entidade não governamental, onde um dos autores colheu os depoimentos e defendeu a causa, pode-se ter acesso a uma farta documentação, além de fotos e narrativas dos estivadores, acerca da cultura por eles atualizada, bem como suas tradições (trabalho que passou de pai para filho). Vivendo em comunidades pobres, esses estivadores se encontram à margem da sociedade, proporcionam uma mão de obra avulsa e barata, contada à época da escravidão no Brasil. O presente trabalho, ainda em fase inicial, tem o objetivo de realizar uma pesquisa etnográfica, propondo uma reflexão acerca da categoria analítica na qual estão imersos os socialmente conhecidos como identidade, através de uma situação de invisibilidade e injustiça social consolidada com a chegada do novo Porto de Suape/Recife.

Palavras-chave: Antropologia urbana; trabalhadores portuários avulsos; modernização, progresso urbano e injustiça social.