RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 28

GT 28.  EDUCAÇÃO INDÍGENA OU INTERCULTURAL: UM DEBATE EPISTEMOLÓGICO E POLÍTICO

Coordinadores:

Prof. Dr. Alexandre Herbetta (UFG – Universidade Federal de Goiás/Brasil//NTFSI - Núcleo Takinahaky De Formação Superior Indígena); alexandre_herbetta@yahoo.com.br

Prof. Dr. Mariano Baez-Landa (CIESAS – Centro de Investigaciones y Estudios Superiores em Antropologia Social, MEXICO); baezmariano@gmail.com

Comentarista: Profa. Dra. Maria Socorro Pimentel da Silva (UFG - Universidade Federal de Goiás/Brasil/NTFSI - Núcleo Takinahaky De Formação Superior Indígena); smariapimentel@yahoo.com.br

 

 

INTERCULTURALIDADE E EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA EM RORAIMA: DA NORMATIZAÇÃO A PRÁTICA COTIDIANA 

 

Raimundo Nonato Ferreira do Nascimento. Doutor em antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco é professor efetivo da rede pública estadual de ensino em Boa Vista – Roraima; nonatorr.33@gmail.com 

 

No presente trabalho, procuramos refletir sobre os significados que a interculturalidade e a educação intercultural têm adquirido no campo da educação escolar indígena no Brasil. O debate sobre uma educação intercultural para os povos indígenas tem suas raízes atreladas às reivindicações dos movimentos indígenas e indigenistas dos anos de 1970. Neste período, o movimento indígena organizado começou a questionar os modelos educativos homogeneizantes que lhes eram impostos e passou a reivindicar uma educação que fosse pautada no respeito e na valorização de sua diversidade étnica e cultural. Com a Constituição Federal de 1988, que reconhece o Brasil como Estado Pluricultural, os povos indígenas conquistaram a garantia da manutenção de suas culturas e assegurou uma educação específica e diferenciada pautada nos seus valores e que, acima de tudo, respeitasse sua diversidade, assim como seus modos próprios de ser e fazer educação. Com este reconhecimento, a educação escolar destinado aos povos indígenas no Brasil passou a ser normativamente reconhecida como Educação escolar indígena, específica e diferenciada intercultural e bilíngue. É, portanto, partindo do pressuposto da existência de uma educação intercultural para os povos indígenas que propomo-nos a esta análise, que tem como objetivo compreender como a noção de interculturalidade está sendo concebida e empregada no campo da educação escolar indígena no estado de Roraima. Nesta análise, partiremos dos debates gestados acerca deste modelo de educação, para em seguida analisar como o mesmo vem sendo implantado nas escolas indígenas, através de dois estudos de caso. Enquanto estratégia metodológica, recorremos à etnografia, por acreditar que esta nos permite analisar de forma comparativa os casos investigados, possibilitando-nos perceber detalhadamente como esse modelo educacional vem contribuindo nos processos de reafirmação cultural e identitária dos povos indígenas nelas envolvidos, além de buscar aprofundar o entendimento da interculturalidade.   

Palavras chaves: Educação Escolar Indígena, Educação Intercultural, Multiculturalismo, Interculturalidade, Reconhecimento e Diversidade cultural. 

 

 

ENSINO DE QUÍMICA NO TEKO ARANDU: PROPOSTA, DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE INTERCULTURALIDADE 

 

Rodrigo Teles dos Santos – UFGD; rodrigotelesquimica@gmail.com 

Andérbio Márcio Silva Martins – UFGD; anderbiomartins@ufgd.edu.br 

 

 Nesta proposta de trabalho, faremos uma apresentação reflexiva de como o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI, 1998) tem tratado o ensino de Ciências, sobretudo, o ensino de Química e, em que medida, esse documento tem pautado o currículo construído para a área de Ciências da Natureza do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena - Teko Arandu, o qual foi criado em 2006 para atender, exclusivamente, indígenas das etnias Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul. A discussão será fundamentada nos pressupostos teóricos da interculturalidade crítica, assim como é concebida por Tubino (2004, 2005) e Walsh (2007), bem como na abordagem CST – Ciência, Tecnologia e Sociedade, preocupada em preparar os indivíduos para o exercício da cidadania, buscando relacionar os conteúdos científicos com os contextos sociais em que os alunos estão inseridos (SANTOS & SCHNETZLER, 1997; SANTOS, 2002). Por fim, demonstraremos possibilidades de valorização do conhecimento químico das próprias comunidades guarani e kaiowá por meio de uma investigação inicial do vocabulário da língua Guarani registrado por Assis (2008). Acreditamos que, para uma efetiva interculturalidade crítica, torna-se pertinente fazer uma reflexão dos conhecimentos tradicionais e das possibilidades existentes para que o diálogo com o conhecimento científico seja feito de forma cada vez menos assimétrica. 

Palavras-chave: Formação de Professores Indígenas; Ciências da Natureza; Química; Interculturalidade; Língua Guarani. 

 

 

UM OLHAR SOBRE A LÍNGUA E A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA DOS GUARANI E KAIOWÁ DE MATO GROSSO DO SUL 

 

Andérbio Márcio Silva Martins – UFGD; anderbiomartins@ufgd.edu.br 

Cássio Knapp – UFGD; cassioknapp@ufgd.edu.br 

 

Nesta apresentação, faremos uma explanação sobre o nível de vitalidade das línguas Guarani e Kaiowá, bem como o estado de conhecimento científico e as produções de materiais didáticos e paradidáticos publicados para uso nas escolas indígenas do Território Etnoeducacional Cone Sul (MARTINS & CHAMORRO, 2015, no prelo). Para além dos estudos acerca das línguas dos Guarani e Kaiowá, apresentaremos também dados sobre a realidade da Educação Escolar Indígena (SED/MS, CENSO 2014). Consideraremos, neste estudo, os avanços que tivemos a partir da década de 1990 para o desenvolvimento de uma EEI específica e diferenciada, o que nos levará a fazer uma reflexão sobre a formação de professores indígenas guarani e kaiowá no que diz respeito aos cursos disponíveis, modalidades de ensino, quantidade de indígenas Guarani e Kaiowá formados e/ou em formação em cursos específicos, bem como o número de Guarani e Kaiowá que concluiu cursos de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. Com este trabalho, visamos apontar não só os aspectos positivos dessa fase vivida pelos Guarani e Kaiowá, mas também refletir sobre a necessidade de fortalecimento das políticas linguísticas para a valorização da língua (MARTINS & KNAPP, 2015), a ampliação de espaços de formação de equipes para a produção de materiais didáticos, bem como a ampliação de programas de financiamento para esse fim, além de apontarmos para uma política que dê condição para que mais indígenas possam acessar aos programas de pós-graduação das universidades públicas do estado de Mato Grosso do Sul (MARTINS & CHAMORRO, 2015, no prelo). 

Palavras-chave: Guarani e Kaiowá; Educação Escolar Indígena; Formação de Professores Indígenas. 

 

 O ENSINO DE PORTUGUÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA INDÍGENAS: DESAFIOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES GUARANI/KAIOWÁ 

Adriana Oliveira de Sales (UFGD) Professora do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena - Teko Arandu da Universidade Federal da Grande Dourados. Possui mestrado em letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná; adrianasales@ufgd.edu.br 

 

Esta comunicação tem como objetivo apresentar como se encontra a formação de professores indígenas em PSL na Licenciatura Intercultural Indígena – Teko Arandu. Este curso existe desde 2006 na Universidade Federal da Grande Dourados e forma professores indígenas bilíngues nas línguas Guarani/Kaiowá e Português para atuarem na educação básica das escolas indígenas do cone sul de Mato Grosso do Sul. Nesse sentido, é válido realizar reflexões a cerca do ensino de língua portuguesa, principalmente em cursos de licenciatura intercultural, considerando as especificidades culturais, linguísticas e históricas deste povo, verificar o tratamento dado aos diferentes níveis de proficiência em língua portuguesa e apresentar as dificuldades do professor em trabalhar com o ensino dessa língua frente à diversidade linguística, comumente, presente em sala de aula. Esta proposta, está amparada no Projeto Pedagógico do Curso (2012), bem como, atividades desenvolvidas nos módulos que se referem à Língua Portuguesa e que de certa forma, visam refletir sobre o ensino de línguas nas escolas, baseia-se, no que nos diz os referenciais e subsídios para formação de professores indígenas do MEC (1998, 2006 ), e os desafios para ensinar português na educação escolar indígena de D’angelis (2012, 2013). Abordaremos ainda, um levantamento socioeconômico e linguístico aplicado com os professores indígenas em formação e que denotam sobre o domínio da língua portuguesa e da língua materna nas aldeias indígenas. 

Palavras-Chave:Ensino de Português como segunda Língua; Formação de professores indígenas ; Educação Linguística. 

EDUCAÇÃO INTERCULTURAL E JUVENTUDE: DIÁLOGOS ENTRE A ESCOLA ITATY DA ALDEIA GUARANI DO MORRO DOS CAVALOS E O IFSC/CÂMPUS SÃO JOSÉ

 

Prof. Dr. Fernando Gonçalves Bitencourt (IFSC/Câmpus São José);  ferbit@ifsc.edu.br

Prof. Dra. Karine Pereira Goss (IFSC/Câmpus São José)

Profa. Dra. Flávia Maia Moreira (IFSC/Câmpus São José)

Profa. Ms. Ana Paula Pruner de Siqueira (IFSC/Câmpus São José)

Licencianda: Carmelita Olga Dias Rosa (IFSC/Câmpus São José)

Estudante de Ensino Médio: Bianca Bunn (IFSC/Câmpus São José)

 

As pressões sociais vividas por indígenas em todo Brasil têm gerado a necessidade de se ampliar o diálogo para o mútuo entendimento, suporte do reconhecimento das diferenças. Tomado  este  pressuposto,  este  texto  resume  uma  ação de  extensão  que  objetiva proporcionar o diálogo intercultural, ao estabelecer parceria entre o IFSC/Câmpus São José  e  a  ALDEIA  GUARANI  TEKOA  ITATY  -  (Palhoça/SC), para  partilhar  os conhecimentos sobre juventude, bem como desenvolver elementos didático-pedagógicos para  intervenção  escolar.  Para que  tais  objetivos  se  cumpram  estão  sendo realizadas atividades  conjuntas  (reuniões  de  estudo,  oficinas, aulas...),  a  cada  quinze  dias, envolvendo os temas acordados desde a perspectiva intercultural (Guaranis e Brancos) e interdisciplinar (Antropologia, Biologia, História e Sociologia). Quanto ao tema específico desta proposta, juventude, o estreito contato dos jovens Guaranis com a sociedade não indígena tem operado modificações nas práticas e representações acerca do que é ser jovem, o que nos convida a refletir sobre a formação destes indígenas para as novas relações sociais. Por outro lado, a medida que as minorias ocupam os espaços que lhes são  de  direito,  torna-se  imperativo  formar  nossos  discentes  para  a  diferença  e  a diversidade. Por fim, ao estreitarmos laços e formarmos parcerias com as comunidades indígenas, atuamos para realizarmos as políticas nacionais vigentes ao mesmo tempo em que formamos nossas comunidades para  vida em comum. Em nosso horizonte está a  transformação  de  projetos  pontuais  (como  tais  ações de  extensão)  em  políticas educacionais sólidas e permanentes, dever de toda instituição pública de ensino.

Palavras Chave: Educação – Interculturalidade – Diálogo – Política – Indígena.

 

 

CONHECIMENTOS, XAMANISMO E CORPO ENTRE COLETIVOS KAINGANG

Sergio Baptista da Silva. Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais – NIT PPGAS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul; sergiobaptistadasilva@gmail.com

 

A comunicação objetiva refletir sobre as relações entre sistema xamânico, criação e circulação de conhecimentos e corporalidade, a partir de uma etnografia junto a professores bilíngues da rede escolar estadual do Rio Grande do Sul, Brasil, e junto a sábios e intelectuais indígenas kaingang. Igualmente, tenho a intenção de trazer à discussão algumas práticas próprias de aprendizagem surgidas em contextos de oficinas e de encontros de formação continuadas destes mesmos professores. Ao final, a comunicação pretende trazer alguns elementos para pensar criticamente os atuais processos de escolarização em coletivos kaingang no sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul.

Palavras-chave: epistemologia kaingang, xamanismo, conhecimento, corpo, escolarização.

 

 

O LUGAR DA “CULTURA”: REFLEXÕES DOS PROFESSORES E PROFESSORAS INDÍGENAS SOBRE A ESCOLA INDÍGENA NA TI PIAÇAGUERA/SP

Camila Mainardi – Pós-doutoranda, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Goiás, Brasil. Bolsista PNPD-CAPES; mainardi.camila@gmail.com

 

A recorrência da palavra conflito em meus cadernos de campo e suas variações em expressões do tipo “é muita desunião” ou “não têm mais paz” são o ponto de partida desse ensaio realizado entre as famílias tupi guarani da T.I. Piaçaguera, litoral sul do Estado de São Paulo. A cada retorno a campo, contavam-me que “aconteceram muitas mudanças”, elencando, por vezes, para onde tinha ido cada parente. Tal comentario aponta para o movimento, o incessante descompor e compor coletivos. Vale mencionar que os conflitos – que sintetizam a ideia de ruptura, e consequente reorganização das relações – longe de serem considerados de modo negativo, como um mal degenerador da “sociedade”, são tidos como produtores desta.

Neste paper interesso-me pelas escolas indígenas das aldeias de Piaçaguera, que seguindo as regulamentações da Constituição de 1988, são diferenciadas, interculturais

e bilíngues. Em especial, sigo as falas de alguns professores e professoras indígenas.

Estes têm pertinentes críticas à educação escolar indígena e aos cursos de formação de

professores indígenas, assim como sobre o que deve ser ensinado no ambiente escolar.

Procuro mostrar que tais críticas têm também o conflito como pano de fundo. As escolas, não alheias ao movimento de conjunção e disjunção de coletivos, mas constituintes e constituídas por ele, são capturadas pela máquina de relações tupi guarani.

Palavras-chave: Tupi Guarani, escola indígena, conflito.

 

 

A CULTURA ENQUANTO MATRIZ CURRICULAR: REFLEXÕES SOBRE A DINÂMICA DOS TEMAS CONTEXTUAIS E AS TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA NO BRASIL CENTRAL

 

Alexandre Herbetta. NTFSI/PPGAS/UFG

 

Este texto trata de explorar um processo pelo qual alguns professores e professoras indígenas, a partir de suas trajetórias acadêmicas, têm se apropriado de suas escolas indígenas em suas comunidades e promovido profundas transformações. Tais transformações afastam a escola de uma concepção assimilacionista e buscam construir escolas diferenciadas baseadas na noção de modo próprio de aprendizagem – expressão presente na Constituição federal de 1988. Estxs professorxs são alunxs do Núcleo Takinahaky da Universidade Federal de Goiás. Lá elxs têm contato com uma dinâmica pedagógica denominada “tema contextual”, a qual toma como base as demandas comunitárias e os saberes locais para se pensar criticamente o mundo. Desta forma, parece que tal dinâmica permite se pensar e operacionalizar a cultura como modo de produção e difusão de conhecimento. E ao mesmo tempo, de instaurá-la como base da matriz curricular escolar.

Palavras-chave: educação – cultura - transformação

 

 

QUANDO A ALDEIA VIRA ESCOLA: A  TÉMATICA EDUCACIONAL  NO PLANO DE GESTÃO ETNOAMBIENTAL DO POVO PAITER- SURUÍ

 

Adriana Francisca de Medeiros. Doutoranda no PGDRA – UNIR; afdemedeiros @gmail.com

Dr. Adnilson de Almeida Silva. Universidade Federal de Rondônia; adnilsonn@gmail.com

 

Este texto procura descrever e analisar, a partir de um estudo documental,  a temática educacional, no Plano de Gestão Ambiental da Terra Indígena Sete de setembro, habitada pela etnia Paiter-Suruí.. Vivem no sudoeste do Estado de Rondônia – Brasil, região  localizada em um dos principais focos de desmatamento  e de expansão de propriedades rurais, problemas que ameaçam a sobrevivência dos indígenas dessa região. O primeiro contato oficial da Fundação Nacional do Indio – FUNAI, com os Suruí ocorreu no final da década de 60. Ameaçados de extinção, por inúmeros problemas, o povo Suruí procurou desenvolver nas ultimas décadas estratégias a partir da gestão territorial, realizando diagnósticos etnoambiental e de etnozoneamento e um plano de proteção com o reflorestamento em áreas degradantes.  A partir de 2000, elaboraram o Plano de Gestão Etnoambiental da TISS/TIPG, que objetiva estabelecer em 50 (cinquenta) anos, procedimentos e diretrizes para o encaminhamento das demandas sociocultural, de forma a permitir condições para o uso responsável dos recursos naturais.  O plano apresenta 9 (nove)  Temáticas (Segurança alimentar,  Saúde integral ,Educação, Cultural , Sustentabilidade ambiental , Habitação e construções indígenas sustentadas, Meios e vias de transporte, Matriz energética). A nossa análise foca o olhar para as diretrizes, ações, objetivos educacionais que contemplam o plano.  É possível visualizar uma metodologia educativa na estrutura do documento, e esta não se limita apenas a temática educação, mas, está presente nos objetivos, nos paradigmas norteadores, nas diretrizes, como também nas demais temáticas.

Palavras chaves: Paiter-Suruí.Plano.Gestão.Educação

 

PROCESSOS DE EDUCAÇÃO AKWẼ E OS DIREITOS INDÍGENAS A UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA: PRÁTICAS EDUCATIVAS TRADICIONAIS E SUAS RELAÇÕES COM A PARÁTICA ESCOLAR XERENTE

 

Ercivaldo Damsokêkwa Calixto Xerente

Este   texto   tem   como   objetivo   investigar   os   processos   de   educação   akwẽ   e   os   direitos indígenas   a   uma   educação   diferenciada.   Mais   especificamente   serão   abordadas   as   práticas educativas tradicionais Akwẽ e suas possíveis relações com a de educação escolar da Área Indígena Akwẽ/Xerente   do  Município   de  Tocantínia,   situada  na   região   Metropolitana  de   Palmas  distante aproximadamente 120 km da capital do Estado Tocantins.

O povo Xerente se autodenomina Akwẽ (individuo gente-pessoa), se subdividemem duas metades   e   seis   clãs,   conhecidos   pelos   nativos   internamente   como   parceiros,   conforme   a   sua classificação, estabelecida por laços familiares. A reciprocidade prevalece entre os clãs conforme seus respectivos parceiros sendo os de uma metade: os Kbazi, os Kuzâ e os Krito; e outra metade, são:   os   Ĩsake,   os   Wahirê,   e   os   KrãÄ©prehi   propriamente   ditos.   Apesar   do   contato   intenso   e interferência   pela   a   sociedade   nacional   os  Akwẽ   mantêm   seus   costumes,   crenças,   hábitos,   e   as tradições milenares como a língua materna, as pescarias, as caçadas, ritos e cerimoniais tradicionais.

Como exemplo, vários exemplos podem ser citados.

O   caso   do  DasÄ©psê,  uma   grande   festa   cultural   realizada   geralmente   em   tempo   seco   (no verão). Estes períodos festivos sempre reúnem uma grande aglomeração de aldeias.

A   educação   Akwẽ/Xerente   ocorre   conforme   seus   processos   próprios   de   aprendizagem conduzidos principalmente pelos mais velhos. Além desta educação tradicional, as crianças e jovens Xerente também freqüentam a escola. Essa instituição foi imposta pela da sociedade nacional ao povo Akwẽ/Xerente tendo como objetivo converter os indígenas em brasileiros comuns, conforme políticas   indigenistas   do   Serviço   de   Proteção   aos   Índios   –   SPI,   criado   em   1910.     Entretanto, atualmente graças à garantia legal de direitos a uma educação diferenciada, as escolas indígenas podem   ter   seus   calendários,   projetos   escolares   e   currículos   próprios.   Muitas   delas   estão   sendo apropriadas pelas próprias comunidades como lugares de valorização de seus saberes e de suas identidades.   Assim,   proponho   a   realização   de   um   estudo   dos   processos   educativos   e   de aprendizagem   atualmente   existentes   entre   o   povo  Akwẽ/Xerente,   procurando   perceber   como os mais velhos (anciãos), tradicionais responsáveis pela educação, estão se posicionando diante da situação atual dos mesmos, bem como a escola se situa nesse contexto.

 

 

CENTRALIZAR E DIFERENCIAR: EXPERIÊNCIA DA CRIAÇÃO DA ESCOLA CENTRAL KALAPALO

Veronica Monachini de Carvalho. Graduação em Ciências Sociais – UNICAMP; veronicamonachini@gmail.com

 

Desde 1994 existe uma escola diferenciada na aldeia Aiha Kalapalo (povo falante de Karib do Alto Xingu – MT), mas esta escola, até o ano de 2015 era uma escola anexa da Escola Central Kuikuro (outro povo da região, também falante de Karib).  O objetivo desta exposição é narrar o processo de centralização da Escola Kalapalo, que coincidiu com a legitimação de um professor Kalapalo enquanto liderança, se apropriando do “conhecimento” das Políticas Públicas. Outro objetivo é abordar que tipo de conhecimento é transmitido na escola, e qual a sua metodologia de aprendizagem, em comparação com os processos próprios de aprendizagem, tema da minha iniciação científica, ainda em andamento.

 

 

EDUCAÇÃO INTERCULTURAL: REFLEXÃO SOBRE UMA EXPERIÊNCIA NO BRASIL 

Cledes MarkusDoutoranda em Educação pela UFRGS; Mestre em Educação pela FURB; Especialista em Antropologia pela PUC do Perú; Bacharel em Teologia pela Faculdades EST; cledes@est.edu.br 

 

O presente trabalho se insere no contexto das reflexões e da compreensão sobre uma educação intercultural que efetivamente acolha as diversidades culturais e promova outras formas de agenciar a vida e as sociedades. Os povos indígenas na América, através de seus movimentos políticos, epistemologias, cosmologias, e experiências em educação com base no princípio da interculturalidade, trazem aportes fundamentais para uma política de educação intercultural que tenha sentido para toda  sociedade brasileira. Neste sentido, as universidades no Brasil que participam deste processo de reflexão e intervenção, por se abrirem a novas epistemologias, cosmologias, ontologias e sujeitos passam por profundas transformações e estabelecem espaços de novas socialidades entre indígenas e não indígenas. Este trabalho quer compartilhar a experiência pedagógica em educação intercultural a partir do curso de pós-graduação Lato Sensu “Educação, Diversidades e Culturas Indígenas” surgidos numa inciativa da universidade Comunitária Faculdades EST e a instituição de apoio aos direitos dos Povos Indígenas COMIN – através do Departamento de Assuntos Indígenas da ISAEC, em São Leopoldo/RS. Este curso visa formação para profissionais da educação. A composição do quadro de discentes e  docentes é equitativa. O curso é construído a partir do protagonismo indígena e parte de seus conteúdos, realidades, histórias e cosmologias; privilegia a sua metodologia e pedagogia. O curso tem apontando questões relevantes para a reflexão e o diálogo sobre a educação intercultural, sobre espaços de novas socialidades entre indígenas e não indígenas e sobre a possibilidade de outras formas de agenciar a vida.  

Palavras- Chaves: Educação, Interculturalidade, Indígena, Política, Epistemologias.  

 

 

LA CASA DEL ESTUDIANTE INDÍGENA Y EL MODELO DE EDUCACIÓN POPULAR DE LA REVOLUCIÓN MEXICANA 

Patricia Legarreta. UAM Iztapalapa; plegarreta@yahoo.com 

 

El objetivo de la ponencia es presentar el caso de la Casa del estudiante indígena fundada en la ciudad de México en 1925 en el marco de la revolución mexicana. La motivación para crear dicho instituto era fundamentalmente explorar un modelo que se opusiera al que privaba durante el porfiriato y al de reservaciones en Estados Unidos. El programa de incorporación de las poblaciones indígenas al estado nacional durante la revolución mexicana, no sólo puede ser entendido como un proyecto de colonización interna, sino que tenía por fin acompañar la reforma agraria, promover la defensa de la soberanía nacional, eliminar las formas de integración en condiciones de subordinación de las poblaciones indígenas al mercado internacional. Para ello se llevaron a cabo diversos experimentos de ingeniería social entre los que destaca la Casa del estudiante indígena como un programa pionero en la lucha contra el racismo en el mundo. Revisitar este caso en la actualidad permitirá echar luz sobre diversos aspectos epistemológicos y políticos en torno a la educación intercultural. 

Palabras clave: educación intercultural, incorporación, revolución mexicana.

 

 

A CRIAÇÃO DA OGPTB - ORGANIZAÇÃO GERAL DOS PROFESSORES TICUNA BILÍNGÜE NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGINA – AM/BRASIL

 

Deyse Silva Rubim

May Anyely Moura da Costa

Ofigênia Binda Braulio

UFAM

 

Organização Geral dos Professores Ticuna Bilíngues (OGPTB) foi criada em dezembro de 1986. Destaca-se por uma luta em que o povo Ticuna vem realizando em busca de uma educação escolar que esteja de acordo com os interesses e realidades.  A artista plástica Jussara Gomes Gruber  tem  uma  contribuição  bastante  decisiva  na  construção  e  operacionalização  dessa organização, ajudando na elaboração do Estatuto e Projetos a serem desempenhados por essa organização. A OGTTB vem desenvolvendo diversos projetos e programas de educação bilíngue (Português e Ticuna), contribuindo com mecanismos para a formação de professores. Com base no surgimento de professores indígenas capacitados observa-se o aumento do quadro docente constituído por Ticuna, ocasionando a substituição nas salas de aulas de professores não-indígenas por indígenas, alguns acabam assumindo a direção das escolas de suas comunidades. A partir de diversos discursos com lideranças e professores indígenas, a OGPTB viu a necessidade de criar um projeto do curso de licenciatura, para isto, buscou parceria com a universidade do estado  do  amazonas  (UEA),  no  qual  foi  aprovado  em  2005.    A  referida  organização  vem contribuindo  para  maior  autonomia  dos  professores  dando  melhorias  ao  universo  escolar indígena, fazendo com que a escola seja vista como um espaço de produção de saberes, reflexão, ação política, valorização da língua materna e ao patrimônio cultural. 

Palavras - chave: Educação, OGTTB, Organizações Indígenas, Ticuna.

 

 

EDUCAÇÃO ESCOLAR GUARANI EM CONTEXTO TRANSFRONTEIRIÇO 

 

Clovis Antonio Brighenti. Professor de História na Universidade Federal da Integração latino-Americana.  Membro da Comissão Nacional de Educação escolar Indígena do MEC; clovisbrighenti@hotmail.com 

Linda Osiris González Cárdenas. Graduanda em Antropologia Social na UNILA. Bolsista do projeto de extensão Memórias de fronteiras – as ações do Estado brasileiro junto aos Guarani do oeste paranaense no século XX; lindaosa@hotmail.com 

 

A presente proposição de artigo quer evidenciar elementos que permitem refletir sobre o contexto de educação escolar – escolas, formação de professores, educação tradicional – para o povo Guarani, cujo território tradicional está recortado por fronteiras nacionais e por diferentes políticas educacionais. Constatamos que a política desenvolvida por cada Estado não leva em consideração a dinâmica da territorialidade transfronteiriça dessa população. Políticas particularizadas afastam a possibilidade de pensar conjuntamente a educação escolar a partir das dinâmicas específicas do povo. Desse contexto emergem desafios gigantescos. O primeiro relaciona-se a perspectiva da formação de professores através de cursos específicos envolvendo dois ou mais países; um segundo desafio está relacionado aos aspectos legais, seja na relação com a legislação interna de cada pais seja na relação com a legislação internacional, a exemplo da convenção 169 da OIT. De todo modo, o desafio proposto pelos Guarani reunidos no segundo encontro continental em 2007 em Porto Alegre, que desejavam tomar o tema do amplo debate, ainda não foi considerado pelos estados nacionais. O desafio não está em criar uma escola única para todos as comunidades dos diferentes países, mas criar espaços comuns de debater a educação enquanto povo, independente das fronteiras. Tomaremos a proposição da Universidade Federal da Integração Latino-Americana de criar um curso de Licenciatura Intercultural pera o povo Guarani como motivadora para nosso debate. 

Palavras chaves: Guarani, território, escola, educação, intercultural.

 

 

LA FORMACIÓN DE PROFESIONISTAS INDÍGENAS EN CIESAS ¿POLÍTICAS DE RECONOCIMIENTO INSTITUCIONAL? 

 

Regina Martinez (CIESAS) 

 

En 1979 El CISINAH –que poco tiempo después de convertiría en el Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social– inicia un programa de formación de licenciados en etnolingüística dirigido a docentes laborando en el medio indígena mexicano. Sin embargo desde la fundación misma del CISINAH en 1973 el Centro tenía una política de contratación de hablantes de lenguas indígenas como apoyo para el trabajo que lingüistas y etnohistoriadores realizaban en la institución. El primer programa de profesionalización tuvo una vida relativamente corta (1979-1985), pero logró la graduación de 100 jóvenes hablantes de muchas de las lenguas indígenas mexicanas, casi todos ellos vinculados al magisterio y que contribuyeron de manera importante a la generación los algunos de los primeros libros de texto bilingües en nuestro país. Las razones por las que se interrumpió el programa son diversas, sin embargo en 1990 se retoma el proyecto pero como un programa de Maestría en Lingüística Indoamericana. En las primeras generaciones se incorporaron algunos egresados de la licenciatura en etnolingüística, pero el perfil de los aspirantes empezó a transitar de docentes de educación básica al de jóvenes comprometidos con el estudio y desarrollo de las lenguas indígenas del continente. En 2010 el programa se transformó en un doctorado, por lo actualmente en CIESAS se forman maestros y doctores en lingüística expertos en herramientas para documentar lenguas no europeas, así como sus contextos de uso.  

A 25 años del arranque de la Maestría (MLI), su historia ha estado marcada por claroscuros tanto en la relación que ha mantenido parte de la planta de profesores con la institución y los estudiantes, como por los propios prejuicios de muchos colegas que perciben el programa como la “acción afirmativa” del CIESAS. Con casi 150 graduados de la maestría y los primeros doctores en lingüística indoamericana, la experiencia permite aprender de los errores cometidos, replicar sus bondades y abonar para la conformación de programas afines en contexto en dónde la diversidad lingüística y cultural se produce en condiciones desiguales, lo que la pone en riesgo. En este trabajo se presenta un breve recorrido histórico de la experiencia de profesionalización de jóvenes indígenas en CIESAS desde una mirada crítica que recupera la voz de muchos de sus egresados. 

 

 

EDUCACIÓN EN CONTEXTO INDÍGENA, EDUCACIÓN CON INDÍGENAS, EDUCACIÓN INDÍGENA: UN CAMPO DE DISPUTA IDEOLÓGICO-DISCURSIVA EL CHACO CONTEMPORÁNEO

Virginia Unamuno. CONICET; vir.unamuno@gmail.com 

 

En esta comunicación, me gustaría contrastar la normativa relativa a la educación en contexto indígena en Argentina con notas sobre  la discusión actual en la Provincia de Chaco respecto a la educación intercultural bilingüe (EIB). Según mostraré, tomando como caso escuelas de nivel primario y un centro de formación docente en el área wichi (El Sauzalito, Chaco), mientras la normativa en el campo educativo no presenta definiciones operativas que puedan participar en la implementación de la EIB, en las escuelas, a través de pequeñas decisiones y grandes debates, se construyen posiciones respecto al qué es, para quién es, qué  se propone y quién está a cargo de la EIB. De estas posiciones, nuevos discursos, alternativos a los oficiales, se ponen en circulación, y ponen en evidencia el carácter de objeto político en disputa de la EIB y la lucha por significar la EIB. Para el análisis, tomo como perspectiva la antropología lingüística y como fuente textos normativos de diferentes niveles, notas de campo, entrevistas abiertas, registros audio-visuales y sesiones de co-observación de clases con docentes indígenas de la Provincia de Chaco (Argentina). 

Palabras clave: EIB-Chaco-Análisis del discurso. 

 

 

INDIGENISMO O INTERCULTURALIDAD. UN DEBATE POLÍTICO Y EPISTEMOLÓGICO

Prof. Dr. Mariano Báez Landa (CIESAS-UFG); baezmariano@gmail.com

 

Las políticas de inclusión en las universidades de estudiantes cultural y étnicamente diferenciados son el resultado de iniciativas de dentro y fuera de las instituciones, que persiguen con ello "democratizar" el ingreso a la universidad.

Dichas iniciativas se han identificado básicamente como acciones afirmativas y de compensación social, que no necesariamente apuntan hacia un proceso democrático amplio. El carácter universalista del propio concepto de "universidad" está ligado mas que nada a reproducir un enfoque mono cultural de sus miembros. El carácter democrático de la inclusión de sujetos étnica y culturalmente diferenciados en la universidad, bate directamente con la propuesta de educación intercultural que se basa en el reconocimiento, respeto y convivencia de la "diversidad" socio-cultural.

Es preciso entonces discutir las iniciativas "democráticas" de inclusión étnica y cultural en el contexto universitario y analizar su impacto sobre la naturaleza de los conocimientos y saberes de los pueblos implicados.

ALGUNS APONTAMENTOS PARA A EFETIVAÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA ESPECÍFICA E DIFERENCIADA: IDENTIFICANDO OS DESAFIOS E CONSTRUINDO POSSIBILIDADES 

Cássio Knapp – UFGD; cassioknapp@ufgd.edu.br 

Andérbio Márcio Silva Martins – UFGD; anderbiomartins@ufgd.edu.br 

 

Nossa proposta de trabalho é apresentar os avanços da Educação Escolar Indígena (EEI) no Brasil e seus impactos para a EEI dos Guarani e Kaiowá, bem como os desafios para a efetivação de uma EEI específica e diferenciada. Houve uma ampla e expressiva oferta da EEI a partir da década de 1990, o que demonstrou como a mudança do pensamento sobre as sociedades indígenas favoreceu a criação da defesa de uma escola específica, diferenciada, intercultural e bilíngue (KNAPP & MARTINS, 2013). Nossas observações e reflexões partem da hipótese de que houve um discurso sobre o uso da escola e que essa retórica, da forma como a mesma é definida por Reboul (2004) se modificou ao longo do tempo, refinou-se e assumiu novas roupagens, embora a prática da Educação Escolar Indígena pouco tenha mudado (KNAPP, 2011). Dentro dessa perspectiva, defendemos que os debates em torno da educação escolar indígena, apesar de contribuições significativas, apenas alimentam, por vezes, ainda uma retórica que assume uma nova forma de colonização dos grupos indígenas. É nesse sentido que pretendemos, então, explicitar os limites e possibilidades desse modelo de educação, que almeja ser “diferenciado”; debruçando-nos, principalmente, em alguns elementos que dificultam a efetivação da Educação Escolar Indígena tão desejada, sobretudo, para os Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul. Fundamentamos nossas reflexões em Paladino (2001), Tassinari (2001), Nascimento (2004), Grupioni (2008) e D'Angelis (2012) acerca da realidade da educação escolar indígena no Brasil; Martins (2013) e Knapp & Martins (2013) para a realidade da EEI dos Guarani e Kaiowá. 

Palavras-chave: Educação Escolar Indígena; Interculturalidade; Bilinguismo; Especificidade; Diferença. 

 

 

PEDAGOGIA DA ESPERANÇA E POSSÍVEIS CAMINHOS DA AUTONOMIA DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA

 

                                                           Maria do Socorro Pimentel da Silva. NTFSI/UFG

   

Pretendo nesta comunicação compartilhar a minha experiência no curso de Especialização em Educação Intercultural e Transdisciplinar: Gestão Pedagógica da UFG, criado especificamente para atender a uma demanda posta pelos egressos do  Curso de Educação Intercultural de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Goiás, que se formaram em 2011 e 2012, solicitando a continuação dos debates colocados nas etapas de estágio do referido curso sobre a construção de projetos políticos pedagógicos alicerçados em suas demandas. A firme determinação desses indígenas, maioria professores em suas comunidades, na busca de uma educação emancipatória, plural, humana, intercultural, me envolveu e me impulsionou a ser parceira deles na consolidação da proposta reivindicada, que se contextualiza no entendimento de que o papel político da educação cumpre-se na perspectiva dos interesses indígenas. Isso abre espaço para um pluralismo epistemológico que possa conferir outros sentidos à vida e à educação.

Palavras chave: educação, interculturalidade e transdisciplinaridade.