RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 25

GT 25.  MOVILIDAD ESPACIAL, REGULACIÓN SOCIAL Y GOBERNABILIDAD

Coordinadores:

Dr. Sergio Caggiano. Investigador Adjunto del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) en el Centro de Investigaciones Sociales del Instituto de Desarrollo Económico y Social (CIS – IDES). Profesor en la Universidad Nacional de La Plata; sergio.caggiano@gmail.com

Dr. Guilherme Mansur Dias. Investigador Asociado en el Centro de Estudos de Migraciones Internacionales – Unicamp; guiboamansur@yahoo.com.br

Comentarista: Dra. Bela Feldman-Bianco. Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e Diretora Associada do Centro de Estudos de Migrações Internacionais (CEMI), IFCH,UNICAMP; bfb@uol.com.br

 

 

Sesión 1: Espaços de vida e regulação social:

 

 

PENSANDO AS BASES DA PRODUÇÃO COOPERATIVA DE MORADIA NO URUGUAI A PARTIR DE PERSPECTIVAS SOBRE A MOBILIDADE URBANA NO CIRCUITO TRABALHO, MORADIA E CIDADE

 

Flávio Henrique Ghilardi, sociólogo, doutorando do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPPUR/UFRJ; flavio.ghilardi@ufrj.br

 

A mobilidade espacial das pessoas no ambiente construído das cidades latino-americanas constitui-se em intricado processo de regulações urbanas envolvendo o circuito trabalho, moradia e cidade. No Uruguai, em meado dos anos 1960 um inovador sistema de acesso à moradia foi desenvolvido a partir da proposta de produção de habitação por meio de cooperativas autogestionadas. Constituindo-se em sistema regulado pelo aparato estatal – tanto por meio normativas, quanto pelo aporte de financiamento – e operacionalizado por cooperativas, esse modo de produção de moradia impactou fortemente a sociedade civil e, também, o modo de se produzir cidade – e nela circular (como é marcante a “propriedade coletiva” enquanto forma jurídica e cultural de vida nessas cooperativas). O artigo, assim, persegue uma discussão que aborda formas alternativas de se constituir o ambiente construído nas cidades latino-americanas e seus entrelaçamentos com o trabalho, o deslocamento e a moradia na cidade. Desde uma perspectiva histórica, adentra condições sociais e políticas de onde emergiu o sistema cooperativo de produção de moradia no Uruguai, durante a passagem para a segunda metade do século XX. Mais especificamente, enfrenta algumas questões sobre a formação econômica e política do país a partir das regulações sociais sobre os fluxos migratórios que se intensificaram desde o final do século XIX, impactando a conformação de uma determinada classe operária que será a “base social” daquele sistema. Para fechar a reflexão, desenham-se alguns elementos comparativos com a experiência de produção social de moradia no Rio de Janeiro, de modo a delimitar alguns traços distintivos do contexto uruguaio.

Palavras-chave: ambiente urbano; habitação social; mobilidade urbana; regulação urbana; produção social da moradia.

 

 

EL TERRITORIO EN LAS POLÍTICAS DE INCLUSIÓN SOCIAL DIRIGIDAS A NIÑOS, NIÑAS Y ADOLESCENTES

 

Marina Medan, Valeria Llobet, Ana Cecilia Gaitán. Centro de Estudios en Desigualdades, Sujetos e Instituciones - Universidad Nacional de San Martín / Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas – Argentina; marinamedan@conicet.gov.ar; valeria.s.llobet@gmail.com; ce_gaitan@yahoo.com.ar

 

Esta ponencia se inserta en el campo de debates que articula la noción de territorio, desigualdad y políticas sociales. En las últimas dos décadas, la estrecha relación entre el territorio y las políticas sociales en Argentina ha pasado de ser signo de la desaprensión estatal a constituirse en el pivote del Estado social alrededor del cual organizar el bienestar y la inclusión de los sectores más vulnerables de la población. Tomando en cuenta el dinamismo en las relaciones entre el territorio y la política social, aquí nos proponemos caracterizar el rol y las formas que adquiere el territorio o lo territorial en las estrategias de intervención social del Estado dentro del Sistema de Protección de Derechos de niños, niñas, adolescentes y jóvenes. Los datos presentados surgen de una investigación cualitativa más amplia sobre la institucionalización de dicho sistema en dos partidos del Gran Buenos Aires San Martín y Morón. Nuestro foco supone agregar a la mentada relación, la cuestión etarea, ya que se trata de estrategias comprometidas con la inserción de las nuevas generaciones en el orden social. Discutiremos resultados en torno a: 1) las ideas sobre el territorio que circulan en el seno de este tipo de políticas sociales -tanto aquellas sobre la función de la intervención en el territorio, como sobre las caracterizaciones que hacen sobre los territorios en los que trabajan-, y 2) en torno a las dinámicas del territorio que alteran, dialogan y obstaculizan las intensiones del Estado de hacer políticas sociales territorializadas.

Palabras clave: políticas sociales, territorio, infancia, adolescencia, desigualdad.

 

 

FORMALIZAÇÃO DE SERVIÇOS, GENTRIFICAÇÃO E RESISTÊNCIA: UM ESTUDO SOBRE OS EFEITOS DA “PACIFICAÇÃO” NA FAVELA SANTA MARTA

Patricia Novaes. doutoranda do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora do Observatório das Metrópoles; patricia.r.novaes@gmail.com

Pricila Loretti. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj, Brasil) (com estágio doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales, EHESS, Paris, França), e pesquisadora associada ao Laboratório de Etnografia Metropolitana (LeMetro) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Sociologia (PPGSA), da UFRJ, especialista em Planejamento Urbano e Políticas Públicas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), da UFRJ, e graduada em ciências sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ; priloretti@gmail.com

Este artigo tem como tema central de reflexão as transformações urbanas e sociais em favelas na cidade do Rio de Janeiro, a partir do processo formalização de serviços propiciados em grande parte pela implantação do programa Unidade de Polícia Pacificadora – UPP nestes espaços sociais. Pesquisas na área apontam que a política de pacificação tem propiciado uma rearticulação entre Estado e mercado levando a processos de encarecimento dos custos de vida nas favelas. Se por um lado, o acesso à energia elétrica, dentre outros serviços, é reconhecido como avanço, que tende a fortalecer a cidadania dos moradores, de outro lado, o aumento das despesas pode tornar inviável a permanência de muitos moradores no local. Neste sentido, nosso objeto de análise é a relação entre a política de formalização de energia elétrica e processos de gentrificação, a partir do caso exemplar de Santa Marta, favela em que foi inaugurada a primeira UPP.  O conceito da gentrificação, debatido inicialmente por autores de países anglo-saxônicos, vem sendo apropriado pela literatura acadêmica brasileira desde os anos 2000 para analisar os efeitos das políticas de renovação urbana em grandes centros urbanos. Na medida em que verificamos formas de resistência aos possíveis processos de gentrificação, através de ações coletivas na favela, buscamos atualizar tal teoria, questionando em que medida ela seria útil enquanto instrumento analítico.

 

 

ORGANIZACIÓN BARRIAL Y REGULACIÓN SOCIAL ENTRE LA DICTADURA Y LA DEMOCRACIA. LOS INMIGRANTES CHILENOS EN BARILOCHE Y NEUQUÉN

José Benclowicz (IIDyPCa CONICET / UNRN); jd.benclowicz@gmail.com

 Fernando Aiziczon (IDH/UNC/CONICET)

 

En la presente ponencia examinamos la cuestión de la organización de los barrios populares y las formas de regulación social impulsadas desde el estado hacia la década de 1980, centrándonos en los casos de Neuquén y San Carlos de Bariloche. En estas ciudades, que figuran entre las más pobladas de la Patagonia argentina, los inmigrantes chilenos –muchos de los cuales contaban con experiencias de organización y militancia forjadas en sus lugares de origen– jugaron un papel relevante en la organización de las barriadas populares y fueron objeto de las políticas de regulación y control impulsadas desde el estado. Abordamos ambas cuestiones a partir del trabajo de campo, incorporando al análisis, además de las correspondientes observación y entrevistas, datos estadísticos, normas legislativas y boletines barriales, entre otras fuentes.

Palabras clave: Bariloche, Neuquén, Exiliados chilenos, Organización barrial.

 

 

 

 

 

MIGRANTES, ESPACIOS URBANOS Y CIRCULACIÓN. DIMENSIONES Y ESCALAS DE REGULACIÓN DE LA MOVILIDAD

 

Sergio Caggiano. Investigador del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) en el Centro de Investigaciones Sociales (CIS – CONICET / IDES). Profesor en la Universidad Nacional de La Plata; sergio.caggiano@gmail.com

 

El trabajo aborda experiencias y representaciones de migrantes bolivianos acerca de los espacios urbanos que habitan, los desplazamientos posibles por la ciudad y sus obstáculos, en las ciudades de Buenos Aires y Madrid. Se enfoca el papel de las fuerzas de seguridad estatales –junto a otros actores sociales– en la definición de algunos espacios como “propios” de los migrantes (lo cual supone espacios impropios o ajenos) y en la limitación u obstrucción de algunos movimientos (que se da al lado de la aprobación o estímulo a otros).

Pretendo mostrar, por un lado, que las regulaciones sociales que enfrentan los migrantes en sus ciudades de residencia se dan sobre los espacios y también sobre la circulación. Doy importancia a este último aspecto, el de los desplazamientos y recorridos, evitando caer en la imagen de la ciudad como flujo y del espacio urbano como líquido o blando, al exponer cómo la circulación constituye una dimensión de la regulación social. Por otro lado, sostengo que estas regulaciones se despliegan en un plano de relativa autonomía respecto de las políticas generales que los Estados nación sostienen en materia migratoria, a veces distanciándose o marcando algún tipo de discontinuidad con ellas (Buenos Aires) y a veces mostrándose coherentes con sus líneas maestras (Madrid). Esto permite desbrozar los modos en que no “el Estado”, sino las agencias estatales intervienen en la dinámica de desterritorialización y reterritorialización.

Palabras clave: migración, ciudad, regulación social, espacio, circulación.

 

 

MOVILIDADES EN EL ESPACIO CARCELARIO: REGULACIÓN SOCIAL Y GOBERNABILIDAD EN TORNO A LA CIRCULACIÓN DE FAMILIARES EN CÁRCELES FEDERALES EN LA ARGENTINA

 

Victoria Pereyra. Doctoranda de la Universidad de Warwick, Inglaterra; victoria.pereyra@gmail.com

 

Las cárceles han sido normalmente estudiadas como un modo de regulación espacial caracterizado por su inmovilidad. Esta ponencia se centra en un tema que ha sido normalmente ignorado en estos estudios: el hecho de que por cada individuo encarcelado se activan nuevas movilidades familiares y procesos de circulación de bienes y relaciones de cuidado que moldean, al mismo tiempo, al espacio carcelario.

En base a un estudio etnográfico realizado con mujeres que visitan a sus familiares varones en cárceles federales en la Argentina, la ponencia analiza los modos de producción y regulación de la movilidad que se realizan en torno a la circulación de cuerpos, bienes y afectos en las unidades penitenciarias.

La ponencia explora como los cambios geográficos en la infraestructura carcelaria, junto a los modos de organización y regulación penitenciaria, moldean los modos de subjetivación de estas mujeres y producen vivencias espaciales particulares. Estas movilidades familiares transforman, a su vez, al espacio carcelario expandiendo sus muros al mismo tiempo que desdibujan las fronteras y transforman los hogares y los

espacios domésticos.

Palabras clave: cárcel – movilidad ‐ género – relaciones de cuidado ‐ espacio.

 

 

Sesión 2: Estados y organizaciones en la restricción y la promoción de migraciones

 

 

VISIONES EMERGENTES DEL "INMIGRANTE" EN LAS POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILERAS CONTEMPORÁNEAS: ENTRE EL HUMANITARISMO Y LAS NUEVAS FORMAS DE CONTROL

 

Silvia Zelaya. Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social. Universidade Federal do Rio Grande do Sul; zelayasilvia@hotmail.com

 

Este texto se inscribe en una investigación etnográfica más amplia que tiene como escenário una trama de relaciones políticas y sociales en el sur de Brasil, donde una serie de actores –organismos de atención, investigación, promoción y defensa de los derechos humanos- intentan formular políticas públicas para inmigrantes. Dicho escenário se encuentra caracterizado por la utilización de un discurso que se aleja cada de vez más de visiones de la inmigración como una cuestión de "seguridad nacional" y se aproxima a otro que entiende las migraciones desde una perspectiva de "derechos humanos".

A partir del trabajo de campo, realizado desde el año 2013 en uno de los comités creados en Brasil para discutir la cuestión migratória, el Comitê de Atenção para Migrantes, Refugiados, Apátridas e Vitimas do Tráfico de Pessoas de Rio Grande do Sul (COMIRAT/RS) examino las visiones emergentes de los inmigrantes tanto en términos de "sujetos de derecho" como de "vulnerables" y/o "victimas" que por tanto, merecen ciertos cuidados. Problematizo entonces la relación de estas figuras con la creación de dispositivos que al mismo tiempo que buscan atender al "inmigrante" y sus necesidades, sirven para legitimar nuevas formas de control de la movilidad. Desde un enfoque teórico que prioriza el análisis antropológico de las políticas públicas y los estudios de la gubernamentalidad busco comprender de manera general como la inmigración contemporánea se construye como un dato, un campo de intervención y como objeto de tecnologías de gobierno.

Palabras clave: Inmigración, Políticas Públicas, Gobierno, Estado, Sociedad Civil.

 

 

 

 

 

ENTRE ROTAS: TRANSFORMAÇÕES E TRANSIÇÕES NA GESTÃO MIGRATÓRIA A PARTIR DAS INTERAÇÕES ESTADO-SOCIEDADE EM TORNO DA RECEPÇÃO DE NOVOS FLUXOS MIGRATÓRIOS NO BRASIL.

 

João Guilherme Casagrande Martinelli Lima Granja Xavier da Silva. Doutorando em Direito, no Programa de Pós-Graduação em Direito, Estado e Constituição da Universidade de Brasília. Diretor do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça, Ministério da Justiça; jg.granja@gmail.com; joao.granja@mj.gov.brjoao.granja@aluno.unb.br

 

Este trabalho tematiza percepções e discursos produzidos por atores das burocracias migratórias, por atores da sociedade civil prestadores de serviços, voluntariado e de defesa de interesses pelos migrantes, e representantes de organismos internacionais, confrontando relações entre esfera e espaços públicos no Brasil, nos últimos 5 anos, e desde meu próprio pertencimento a um segmento estatal. Quatro vetores orientam a reflexão: 1. As negociações sobre repertórios institucionais aplicáveis a diagnósticos e intervenções do Estado que revelam o peso relativo conferido pelos atores à apreciação de direitos e liberdades migrantes e práticas derivadas de controle; 2. As interações entre agentes estatais e migrantes sobre o enquadramento em distintas tipologias migratórias (refúgio, laboral, vítimas de tráfico de pessoas) e suas consequências nos projetos de mobilidade; 3. A reorganização dos discursos em face da tramitação de nova lei migratória e demandas por reconhecimento de direitos por movimentos sociais, e qualificação da recepção dada a “novos fluxos de migrantes”, tomando os originados no Haiti, Síria e Senegal; 4. A remodelação de circuitos de mobilidade na região a partir da cooperação regional e fronteiriça e repercussão nos itinerários e projetos migrantes. Essas reflexões são enriquecidas por categorias fornecidas por Fassin e Herzfeld sobre o conteúdo moral de ações do Estado, sobre reflexões acerca das políticas de reconhecimento da tradição que dialoga com a obra de Honneth, e sobre leitura de movimentos de expansão de direitos de cidadania sugerida por Cardoso de Oliveira.

Palavras-chaves: Migração; Política; Direitos; Reconhecimento; Cidadania.

 

 

IMIGRANTES HAITIANOS NO BRASIL E O DEBATE SOBRE A GOVERNABILIDADE DAS MIGRAÇÕES

 

Helion Povoa Neto. Professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro [IPPUR-UFRJ]. Coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios [NIEM]; helionpovoaneto@gmail.com

 

A entrada de migrantes haitianos no Brasil iniciou-se a partir do ano de 2010, especialmente através da fronteira norte do país, em dois pontos de entrada principais, os estados do Amazonas e do Acre. A recepção deste grupo de nacionais, até então ausente da história imigratória brasileira, ocorreu a princípio de forma pouco coordenada, com indefinição de atribuições tanto entre os diversos entes da federação quanto entre as diversas esferas da administração pública e tratamento da questão de forma “ad hoc”, dada sua atipicidade.

À medida em que o ingresso de haitianos foi ganhando uma relativa regularidade, com tendência a crescimento quantitativo e diversificação dos locais de travessia da fronteira e das áreas de destino, medidas foram sendo tomadas no sentido da intervenção mais sistemática nos níveis municipal, estadual e federal. Também os ministérios mais envolvidos com a gestão da política migratória passaram a dedicar atenção especial ao caso desses imigrantes, com criação de grupos de trabalho, resoluções transitórias e visitas aos locais de entrada e passagem.    

O debate sobre a reforma na legislação migratória brasileira foi, de certa maneira, atravessado pelo caso dos haitianos, que afetou ainda campanhas, de setores empresariais e de ativismo, quanto à imigração qualificada e os direitos dos imigrantes.

A mobilidade especial de haitianos no território brasileiro e sua governabilidade tornaram-se, assim, oportunidades privilegiadas para renovar o tema imigratório no país e renovar os termos de um debate politicamente defasado e ainda preso a paradigmas da história anterior do país.

 

 

A VISÃO SECURITÁRIA DAS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS E SUA RELAÇÃO COM AS POLÍTICAS DE SEGURANÇA: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS POLÍTICAS MIGRATÓRIAS DA UNIÃO EUROPEIA E DO BRASIL

 

Marli Marlene Moraes da Costa. Pós Doutora em Direito pela Universidade de Burgos/Espanha, com Bolsa CAPES. Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC; marlicosta15@yahoo.com.br

Simone Andrea Schwinn. Doutoranda pelo Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, Área de Concentração Direitos Sociais e Políticas Públicas, linha de pesquisa Diversidade e Políticas Públicas, com Bolsa CAPES. Mestra em Direito do PPGD da UNISC, Àrea de Concentração Direitos Sociais e Políticas Públicas, linha de pesquisa Constitucionalismo Contemporâneo, com Bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPQ Brasil; ssimoneandrea@gmail.com

Mesmo se tratando de um fenômeno antigo, as migrações, a partir do início do século XXI tem adquirido novas dinâmicas: desastres ambientais, conflitos armados, desemprego, a globalização, são alguns dos indutores desses novos fluxos migratórios. O Brasil tem recebido um número cada vez maior de migrantes vindos de países periféricos, além de receber refugiados de países em conflito armado. Já a União Europeia, a cada dia recebe mais migrantes vindos de países africanos, fugindo dos conflitos armados e da extrema pobreza. Em ambos os casos, os países tem adequado suas políticas migratórias no sentido de conter o maior influxo de migrantes que ultrapassam suas fronteiras, ignorando, no mais das vezes, a proteção internacional a qual estes indivíduos fazem jus. O resultado, é que as políticas migratórias estão intimamente ligadas às políticas de segurança, uma vez que o migrante é visto como uma ameaça à segurança e a paz pública dos países receptores, reforçando a visão securitária sobre as migrações. Para Jane Mcadam (2008), o regime de proteção internacional para os refugiados e outros migrantes forçados parece estar cada vez mais em risco, com medidas destinadas a reforçar a segurança de fronteiras, das pessoas, das instituições e da identidade nacional, comprometendo os direitos humanos. Este é também o entendimento de Canales (2013), para quem, na última década, tem se consolidado uma análise da migração internacional com um enfoque na segurança nacional dos países receptores. Diante desse quadro, necessária a desmistificação dessa visão, através da adoção de uma política baseada nos direitos humanos dos migrantes.

Palavras-chave: Brasil. Migrações internacionais. Políticas migratórias. Segurança. União Europeia.

 

 

LA “DIPLOMACIA DE DOBLE VÍA” COMO ESTRATEGIA DE GUBERNAMENTALIDAD EXTRA-TERRITORIAL

 

Federico Rodrigo. CIS/CONICET – UNLP; federodrigo@gmail.com

 

En el marco de las discusiones generadas a partir de la emergencia de los denominados “estudios trasnacionales”, un foco de debate se centra en el lugar que se le concede a los Estados-nación en los procesos sociales contemporáneos. Mientras que algunos autores plantean el arribo a una “era posnacionalista”, otros/as destacan que las prácticas trasnacionales no implican la pérdida de centralidad del poder estatal y la retórica nacional en la configuración de los procesos sociales, sino que es necesario pensar los vínculos entre las personas y el Estado como múltiples y en un proceso de redefinición. Buscando complejizar este debate y centrándonos en el Estado Plurinacional de Bolivia, encontramos un área de vacancia significativa en torno a la aplicación situada de la estrategia denominada  “diplomacia de doble vía” y a las interacciones y respuestas que producen en territorios específicos. Por este motivo, en este trabajo nos detenemos en el análisis de estos fenómenos a partir de tomar el caso de la política consular en la ciudad de La Plata en la República Argentina, atendiendo a un espacio de relaciones que no sólo incluye a funcionarios públicos y que resulta central en la cristalización de prácticas e instituciones concretas en esta localidad.

Palabras clave: Migración – estado – trasnacionalismo – organizaciones – política.

 

 

 

 

 

 

 

REFLEXÕES SOBRE A GLOBALIZAÇÃO DO CONTROLE MIGRATÓRIO E AS PRÁTICAS CONTEMPORÂNEAS DE GOVERNABILIDADE DAS MIGRAÇÕES

Guilherme Mansur Dias. Doutor em Antropologia Social pela Unicamp

 

Esta apresentação tem o intuito de refletir sobre a globalização do controle migratório e o papel de organizações internacionais e interestatais neste processo. Deitando raízes em discursos humanitários e na re-apropriação de retóricas de direitos humanos, a prática dessas instituições tem sido permeada por etiquetas de “boas práticas”, baseando-se na reprodução de conceitos que aproximam os campos migratório e de justiça criminal.

O texto argumenta que, em consonância com os interesses dos Estados nacionais e supranacionais que financiam seus projetos, essas organizações têm ajudado a difundir práticas mais eficientes de gestão e controle da mobilidade, além de aparatos discursivos de seguridade e monitoramento de populações. A propagação de políticas contra o “tráfico de pessoas” e o “contrabando de migrantes” é tomada nesta chave, por acercar o campo migratório de pensamentos, conceitos e discursos atrelados à criminologia e às ciências criminais. Embora destinadas a combater a violência, proteger  “pessoas vulneráveis” e castigar indivíduos e grupos criminais específicos, essas políticas têm replicado de maneira acrítica a associação entre migração e delinquência, com inúmeras consequências nocivas para grupos e indivíduos com determinados marcadores de raça e gênero e intensa mobilidade internacional.

A apresentação visa colocar em perspectiva comparativa o resultado da difusão desses conceitos em contextos regionais diversificados, com ênfase para países da América Latina e, particularmente, da América do Sul.

Palavras-chave: Migração – Governabilidade Migratória – Tráfico de Pessoas – Contrabando de Migrantes.

 

 

Sesión 3: Deslocamentos forçados e incentivados

Seção A: Refúgio e Políticas para Refugiados

 

 

PROCESSOS DE REFÚGIO E A GESTÃO DA MEMÓRIA DA DOR

 

Aryadne Bittencourt Waldely. Estudante de Mestrado na Linha Direitos Humanos, Sociedade e Arte do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro; aryadnebittencourt@gmail.com

 

Para ser reconhecido como refugiado, o solicitante de refúgio deve ser capaz de demonstrar coerentemente o fundamento do seu temor durante o processo de elegibilidade. Solicitantes de refúgio, por definição, são sujeitos que passaram por traumas e sua fuga significa, na maioria das vezes, uma escolha por sobrevivência e por superação do contexto de violência que lhe atinge de diversas maneiras.

O processo de reconhecimento do status de refugiado, todavia, desconsidera que eventos traumáticos não são inseridos em memórias regulares e dificilmente são reconstruídos e lembrados em forma de narrativa. Além disso, memórias traumáticas também mudam com o tempo. Assim, a ruptura com o histórico de violência não é viável até que se termine o processo de elegibilidade.

Na medida em que o solicitante deve adequar a narrativa sobre sua memória a fim de produzir um discurso eficaz para a racionalidade do processo, o governo gere não apenas fluxos migratórios, mas também a própria forma com que os refugiados lidam com a memória da dor. A governamentalidade nos processos de refúgio atinge a subjetividade desses sujeitos, administrando inclusive o sofrimento e os saberes acerca dele. O processo de elegibilidade ao refúgio opera, então, dispositivos de gestão da memória da dor.

Assim sendo, o objetivo geral desta investigação é compreender como linguagem e corpo são expressos e geridos na construção de uma narrativa consistente sobre a memória do sofrimento (físico e psicológico) e seus elementos constitutivos nos processos de solicitação de refúgio no Brasil.

Palavras-chave: Governamentalidade; Subjetividade; Memória; Refugiados; Processo de elegibilidade.

 

 

AS ESTRATEGIAS DOS REFUGIADOS COLOMBIANOS EM TEMPOS DE RESTRICOES MIGRATORIAS NO CANADA: O THIRD-SAFE COUNTRY AGREEMENT E A MIGRACAO PELA FRONTEIRA TERRESTRE COM OS EUA.

Gustavo Simoes

 

Em cinco de dezembro de 2002, Estados Unidos e Canada assinaram um acordo intitulado Third-Safe Country Agreement (TSCA). O acordo tem como objetivo “ajudar ambos os governos a melhor gerenciar os acessos ao sistema de protecao aos refugiados em cada pais para pessoas que cruzam a fronteira terrestre entre Canada e Estados Unidos” (CIC, 2002). Na realidade, o acordo impoe uma restricao grande aos solicitantes de refugio que ficam impossibilitados de solicitar asilo no Canada se ja houverem passado pelos EUA anteriormente (CCR, 2003). Essa restricao foi negociada em tempos de controle migratorio influenciados pela logica anti-terrorista provacado pelo 11 de setembro de 2001 (Forest, 2006). O TSCA atinge diretamente refugiados latino-americanos que utilizavam a rota de migracao terrestre cruzando os EUA e entrando no Canada pela fronteira seca. Entre esses grupos estao os refugiados colombianos que sao a maior populacao refugiada na america latina estimados em 300.000 reconhecidos (ACNUR, 2014). Nesse sentido, o presente paper procura compreender as estrategias criadas pelos refugiados colombianos para entrar no Canada apos a implementacao do TSCA (Dezembro de 2004). Para isso, foram realizadas vinte e uma entrevistas com solicitantes de refugio e refugiados colombianos em tres cidades de Ontario, Canada: Fort Erie (cidade fronteirica), Toronto (capital da provincia de Ontario e local de maior populacao refugiada) e London (cidade com alta populacao de colombianos, conhecida como Londombia). O presente trabalho procura compreender quais foram as estrategias criadas pelos refugiados colombianos a fim de contornar as restricoes migratorias criadas pelo TSCA e como esse acordo influenciou a maneira como os refugiados colombianos migram para o Canada.

 

 

NOTAS ETNOGRÁFICAS SOBRE A VIDA DAS SOLICITANTES DE REFÚGIO AFRICANAS NO BRASIL

Alexandra C. Gomes de Almeida.  Doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos; alexandra_cso@yahoo.com.br

 

O presente trabalho propõe analisar o atual fluxo de imigrantes em São Paulo (Brasil),  as solicitantes de refúgio, mulheres africanas de países como: Angola, Camarões, República Democrática do Congo e Nigéria. Segundo o Conare, estas nacionalidades apresentam expressivo aumento na solicitação de refúgio nos últimos dois anos, por isto o debate visa levantar as primeiras problemáticas etnográficas. Ou seja, compreender como estas mulheres acessam as políticas públicas brasileiras para, deste modo, organizarem suas famílias e reconstruírem suas vidas; discutir as questões para além da legislação, pois os dados de campo revelam diferentes experiências que as africanas refugiadas enfrentam em relação aos homens ou outras pessoas refugiadas. Para isto, há de considerar e problematizar este grupo de mulheres enquanto uma categoria política, afinal em São Paulo elas carregam marcas que as distinguem: elas são refugiadas, africanas, negras e moradoras da zona leste (localização considerada socialmente periférica). A pesquisa pauta a análise dos dados através das teorias migratórias, refúgio, políticas públicas e mulheres, já que este específico deslocamento geográfico e políticas pública para refúgio proporcionam uma análise interseccional da questão.

Palavras Chave: Migração, Refúgio, Mulheres Africanas.

 

 

PROTEÇÃO DOS REFUGIADOS E RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA NA AMÉRICA LATINA: OS PROGRAMAS SOLIDÁRIOS E OS PLANOS DE AÇÃO DO MÉXICO (2004) E DO BRASIL (2014)

Stefania Eugenia Barichello. School of Advanced Study – University of London; stefania.barichello@postgrad.sas.ac.uk

 

O objetivo desse trabalho é analisar os programas solidários lançados pelo Plano de Ação do México (PAM) e ratificados pelo Plano de Ação do Brasil (PAB), assim como discutir suas principais propostas e avanços. Para esse propósito, examinará os três programas solidários: o primeiro mecanismo, "Reassentamento Solidário”, é um programa de compartilhamento de responsabilidade sobre reassentamento de refugiados e pessoas deslocadas internamente na região. O segundo programa, "Cidades Solidárias" , visa a integração de refugiados e deslocados internos em comunidades seguras e o terceiro, “Fronteiras Solidárias (e Seguras)”, propõe o desenvolvimento das regiões fronteiriças dos países vizinhos para beneficiar os colombianos e os seus anfitriões deslocados , lidar com a questão nas fronteiras com Equador , Panamá e Venezuela.

Em um período em que a maioria dos países vem fechando as suas fronteiras para os refugiados,  estes programas demonstram que a América Latina vem apresentando uma tendência contrária, baseada em solidariedade e cooperação com os países que atualmente tem o maior número de refugiados na região. Também é possível concluir que a consolidação dos objetivos e programas do PAM e PAB traz consigo uma dupla responsabilidade. A primeira, de caráter regional, refere-se à necessidade dos Estados de agir conjuntamente para resolver os problemas regionais, refletindo a noção de solidariedade internacional e responsabilidade compartilhada. A segunda responsabilidade é de caráter internacional, já que o sucesso desses programas na América Latina poderiam incentivar iniciativas semelhantes em outras partes do mundo, revelando a importância da cooperação de nível regional.

 

Seção B: Migração temporária

 

UNIVERSITÁRIOS NO EXTERIOR: DISTINÇÃO, PROJETO DE VIDA E IDENTIDADE NACIONAL NOS INTERCÂMBIOS ACADÉMICOS

 

Leonardo Francisco de Azevedo. Mestre em Ciências Sociais (UFJF); leonardoazevedof@gmail.com

 

O deslocamento de pessoas, bens e informações cresceu exponencialmente nas últimas décadas, tanto em quantidade como em complexidade. Desde as viagens de turismo até a migração ilegal, são vários os atores em operação e as valorações em torno do deslocamento. O presente trabalho, fruto de uma pesquisa de mestrado, aborda uma forma específica de deslocamento cada vez mais frequente, sobretudo no Brasil: o deslocamento internacional de universitários para intercâmbio acadêmico. A partir da experiência de estudantes de graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora/Minas Gerais/Brasil que fizeram intercâmbio para diferentes países nos anos de 2013 e 2014, pretende-se refletir sobre alguns elementos característicos desse tipo de deslocamento. Através de entrevistas com os intercambistas e observação participante em eventos institucionais, pode-se apontar o caráter distintivo do intercâmbio acadêmico dentro da própria universidade e entre as redes destes estudantes no Brasil, como também o impacto dessa experiência em suas trajetórias e projetos de vida. Como um último aspecto a ser observado nesse trabalho, cabe destacar a reconfiguração identitária destes atores ao serem interpelados no exterior como universitários brasileiros. É possível, portanto, compreender a especificidade do deslocamento estudantil a partir de três diferentes dimensões: na relação destes estudantes com suas redes “nativas”, o impacto da experiência em suas próprias trajetórias e as novas sociabilidades estabelecidas no país de destino. Longe de ser um tipo de deslocamento rigidamente controlado e combatido por governos, é fomentado e incentivado, reificando uma concepção positivada de mobilidade espacial que não encontra eco em outras experiências de deslocamento. 

Palavras-chave: Distinção. Identidade nacional. Intercâmbios estudantis. Projeto de vida.

 

 

PERSPECTIVAS SOBRE EL INTERCAMBIO AU PAIR, UN ANÁLISIS ENTRE BUENOS AIRES Y OSLO

Lucía Correa FFyL – UBA; lucia.correa.rodriguez@gmail.com

 

Au pair es una forma de intercambio cultural específica, que se caracteriza por ser el recibimiento temporal, en una familia y a cambio de determinados servicios, de jóvenes de países extranjeros que desean mejorar sus conocimientos lingüísticos y tal vez profesionales, así como su cultura general, adquiriendo un mejor conocimiento del país en el que son acogidas.

En la última década, la flexibilización y las transformaciones económicas mundiales influyeron para que, paulatinamente, el sistema se fuera configurando como una forma de trabajo doméstico, con condiciones de vida similares a una empleada doméstica migrante.

La movilidad de estas jóvenes se encuentra regulada en Europa por el Acuerdo Europeo de colocación au pair lo que permite la existencia de un visado que sistematiza el intercambio au pair. En cambio, en Argentina, al no existir ningún tipo de normativa específica, las jóvenes ingresan al país a través de un visado de turista.

En este trabajo me propongo plantear las singularidades del sistema au pair en relación a las formas más típicas de migración de mujeres, el rol del estado, las agencias y características de las au pair.

Palabras claves: Au pair, Migración de mujeres, Intercambio cultural, Trabajo doméstico, Estado.

 

 

NOTAS PARA PENSAR UNA METODOLOGÍA PARA LA RECONSTRUCCIÓN DE “TERRITORIOS MIGRATORIOS” DESDE UNA CONCEPCIÓN SUBJETIVA DEL ESPACIO

Fulvio Rivero Sierra. IHPA/UNT/CONICET; fulvio.rivero@filo.unt.edu.ar

 

Los estudios migratorios tradicionalmente se han inclinado mayormente por una concepción del espacio “positivista”. Desde esta perspectiva, el espacio ha sido incorporado  en este campo de estudios como un contenedor de la actividad humana, cuando no simplemente como un “paisaje” o, finalmente, como límites/fronteras políticos geográficos que nos migrantes atraviesan.

Todavía más escasos resultan los trabajos que han perseguido pensar las migraciones desde una perspectiva subjetiva del espacio. En esta dirección puede anotar las aportaciones de Fares (2003) y Marzadro (2010) alrededor del concepto de “territorio migratorio”. Estas perspectivas buscan revitalizar la relación entre el sujeto y el espacio en el campo de los estudios migratorios.

Sin embargo, aunque prometedoras, estas perspectivas no han conseguido cimentar una metodología de aproximación que ciña en alguna manera los avatares que cualquier enfoque cualitativo y, por tanto, interpretativo debe afrontar para evitar caer en arbitrariedades analíticas.

El trabajo que acá se pone a consideración se inserta en esta discusión, en el esfuerzo por proponer algunos lineamientos básicos que deberían tenerse en cuenta para construir una metodología de abordaje para esta perspectiva que permita reconstruir el “territorio migratorio” en el modo en que se haya presente en la subjetividad de los sujetos migrantes. Para ello se recuperan las reflexiones clásicas de Yi Fu Tuán (1974) las de Agnew (1987) y otras más actuales como Lois (2010), como así también la propia experiencia adquirida en el trabajo de campo en estudio de las migraciones de bolivianos hacia la Argentina.

Palabras clave: territorio migratorio, metodología, subjetividad, bolivianos.