RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 23

GT 23.  IMÁGENES Y CIUDADES: LA IMAGEN EN LA INVESTIGACIÓN ETNOGRÁFICA EN CIUDADES

Coordinadores:

Prof. Dr. Olavo Ramalho Marques (Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Brasil); olavomarques@yahoo.com

Profa. Dra. Mabel Zeballos Videla (Universidad de la República, Uruguay); mabelzeballos@gmail.com

Comentarista: Profa. Mag. Leticia Folgar (Universidad de la República, Uruguay); leticia.folgar@gmail.com

 

1a sesión/sessão

 

 

Eje/Eixo: Paisajes, estéticas y formas expresivas en las experiencias urbanas./ Paisagens, estéticas e formas expressivas nas experiências urbanas

 

 

“ETNOGRAFITTI”: O SANTO DAIME NOS MUROS DA CIDADE

 

Gabrielle Dal Molin (UFRN – Brasil)

 

A apresentação proposta faz parte de uma pesquisa de mestrado acerca da produção artística visual relacionada aos usos urbanos do chá amazônico conhecido por “ayahuasca”, que na nomenclatura de uma das religiões brasileiras que misturam a cosmologia indígena às tradições cristãs, leva o nome de “daime”. Serão apresentadas conclusões preliminares a respeito do trabalho de dois artistas brasileiros, residentes em São Paulo e no Rio de Janeiro, os quais colorem os muros das cidades com ícones da doutrina do Santo Daime, as “mirações” que experimentam durante os rituais e os símbolos da floresta presentes na religião, vinculando assim a mensagem da cura espiritual. As reflexões pertinentes são, portanto, de que forma a veiculação da mensagem é uma forma de popularização dos ensinamentos recebidos pela religião; como se relacionam a técnica da pintura e o estado não ordinário de consciência desencadeado pelo ritual, o qual proporciona as visões; e, sobretudo, como a produção artística pode ser compreendida como uma ferramenta epistemológica, que pode facilitar o conhecimento de um “mundo com a ayahuasca” vivenciado pelos artistas e expressado através da linguagem urbana do grafiti e do muralismo. Nesse sentido, são mobilizadas as linguagens visuais da fotografia e do vídeo, tanto como objetos, quanto como recursos metodológicos para a pesquisa.

Palavras-chave: arte urbana, ayahuasca, imagem, grafitti.

 

 

A IMAGEM DA CIDADE PELO SKATE

 

Guilherme Michelotto Böes (PUC/RS – Brasil)

 

As inscrições das imagens da cidade é a sua relação com espaço público nos modelos de produção das identidades urbanas aos espaços culturais que abordam a estética de uma cidade metropolitana. Os espaços da cidade estão inscritos nas novas formas de uso público urbano entre as práticas que desafiam as representações sociais e culturais da sociabilidade. As configurações dos espaços urbanos representam os espaços da arquitetura que moldaram um lugar onde a abordagem de sua imagem determina o vazio do não-lugar. Devemos identificar os desafios com que as codificações dos espaços culturais da cidade se encontram em suas novas propriedades de direito de uso e manifestação social, já que produzem narrativas que alteram a produção dos espaços na inscrição de identidade social. Práticas cotidianas que possibilitam as situações com que deparamos na forma de organização social da cidade, tanto formalmente ou informalmente administrada, o local da estrutura dos sistemas de valores na referência ao espaço/tempo de ser utilizado. Analisaremos o skate como narrativa da prática cotidiana nos espaços públicos urbanos que cada vez mais são abandonados em detrimento aos espaços privados. Pode o skate trazer a discussão sobre o urbano, apontando que as identidades culturais nos espaços públicos estão longe da percepção ilícita de prática cultural urbana. A antropologia urbana pode então encontrar o diálogo estabelecido entre a etnografia e a experiência urbana contemporânea.

Palavras-chaves: cidade; estética; experiência; skate.

 

 

IMAGENS INSURGENTES: NOTAS ETNOGRÁFICAS SOBRE AS PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES DE COLETIVOS ARTÍSTICO-ATIVISTAS EM SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO

Guilhermo Aderaldo (USP – Brasil)

 

O trabalho – decorrente de uma pesquisa de pós-doutorado em andamento – têm como objetivo perscrutar as ações e relações que vêm sendo desenvolvidas por uma diversidade de atores dedicados a práticas de intervenção visual, politicamente orientadas, em variados territórios marcados por processos de segregação. Buscarei dar inteligibilidade ao campo de possibilidades responsável pela modulação do engajamento desses sujeitos em torno de associações coletivas voltadas a iniciativas de fortalecimento de imaginários alternativos àqueles comumente reproduzidos pelos veículos corporativos de comunicação ou pelas “vozes oficiais” vinculadas aos poderes públicos, no tocante à interpretação do sentido social/simbólico das fronteiras urbanas e seus desdobramentos políticos. Por meio da análise de intervenções protagonizadas pelos coletivos Imargem (São Paulo) e Projetação (Rio de Janeiro), intenciono apontar para o modo pelo qual o sentido da categoria “cidade” têm sido razão de uma verdadeira batalha narrativa e iconográfica que, por vezes, opõe representações hegemônicas e contra-hegemônicas da alteridade nos espaços públicos das grandes metrópoles.

Palavras chave: Cidade, Associativismo, Coletivos, Intervenção visual, Engajamento.

 

 

VIDAS, GRAFIAS E GRAFITES

Indira C. Granda Alviarez (UFRGS – Brasil)

 

“Conheci a Amaro no “Atelier Livre” durante a inauguração do “Festival Arte Cidade” no julho, onde tivemos uma fala sobre o Grafite em Porto Alegre (RS-Brasil) e combinamos um encontro para ele me contar a historia gaúcha desta arte enquanto olhássemos e visitássemos as imagens nas ruas. O dia chegou e andámos juntos pela “Cidade Baixa” tirando fotos e escutando de sua voz a história que contam as pinturas. Minha intenção não foi precisamente registra-a pensando, por exemplo, na genealogia do Grafite em Porto Alegre, senão de “provar” e provocar uma situação na que as memórias de seus protagonistas -como Amaro- convocassem a produção de narrativas de si como criadores: de grafites e um festival de cor comunitário realizado por dez anos na periferia da cidade; e suas vidas, entanto jovens obras de arte que esculpem possibilidades de sentidos e experiências e que estou entendendo como potências”. Neste trabalho, apresento as inspirações achadas nas narrativas biográficas e a etnografia como chaves de fazer empírico, o que aconteceu no jogo de narrações, (minha) escrita e a cultura conhecida na investigação, aliás dos territórios e as personagens participantes. Isto, intentando se tecer pelos fundamentos do campo antropológico, que são interpretados a partir de alguns autores clássicos da área, pesquisas desenvolvidas por antropólogos urbanos em Porto Alegre, e pelos educadores brasileiros que empreenderam etnografias de juventudes. 

Palavras chaves: Narrativas; etnografia; grafite; Porto Alegre.

 

 

PERCEPÇÕES SOBRE A PRÁTICA DO SKATE NA CIDADE E O USO DA CÂMERA DE AÇÃO

Julio Cesar Stabelini (UFSC – Brasil)

 

Este trabalho faz parte de uma pesquisa de mestrado em andamento cujo objetivo é levantar elementos que destaquem certas especificidades no tocante às formas de sociabilidade características dos praticantes do skate e sua inserção na paisagem urbana. A etnografia que estou realizando tem como ponto de partida uma pista de skate localizada no bairro Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, Santa Catarina, mas se desdobra para outros locais e espaços, através dos quais acompanho, pela via da observação participante, os circuitos percorridos pelo grupo em questão que envolvem, por exemplo, pistas em outros bairros e cidades. A intenção é pensar o skate enquanto uma prática que depende dos equipamentos urbanos, mas que também “cria” espaços para se efetivar, impondo formas específicas de ocupação, baseadas numa percepção do mesmo também ela específica. E justamente a proposta deste artigo é fazer uma reflexão sobre o uso do registro audio visual como um dos instrumentos principais de coleta de dados e apreensão da realidade estudada. Este trabalho tem a intenção de descrever esse processo de construção de imagens e explorar os rendimentos disso a partir do caso específico de minha pesquisa.

 

 

RUAS, TRAÇOS E CORES: UM ENSAIO SOBRE AS INTERVENÇÕES URBANAS NA CIDADE DE NATAL, RN  

 

Lisabete Coradini (PPGAS/UFRN – Brasil)

José Duarte (PPGAS/UFRN – Brasil)

 

Este trabalho analisa a produção social do espaço urbano na cidade do Natal (RN) a partir da leitura das intervenções gráficas, como pichação, pixo e graffiti. A partir de uma abordagem antropológica, urbana e visual, buscamos interpretar o vinculo existente entre as intervenções gráficas e o espaço público urbano. Qual a relação entre as intervenções urbanas e a cidade? Qual é a relação entre o autor, a obra e os suportes de tais intervenções? Entendendo a pluralidade das intervenções gráficas, seja em técnicas ou identidades visuais, buscaremos abordar especificamente os desenhos que retratam seres antropomórficos e ocasionalmente as expressões escritas que lhes acompanham. A metodologia que orientou essa pesquisa foi: a observação participante, a entrevista e o registro fotográfico, bem como uma ampla revisão bibliográfica sobre o tema. Num primeiro momento, iremos mostrar os trajetos percorridos e as relações entre as intervenções gráficas e a cidade. E num segundo momento refletir sobre os códigos sociais ali presentes.

Palavras chaves: Graffiti; espaço urbano; Natal; antropologia visual.

 

 

IMÁGENES Y ESPACIO PÚBLICO: LOS MURALES DEL SUBTE PORTEÑO  Y SU ROL EN LA CONSTRUCCIÓN DE SIGNIFICADOS EN LA ARGENTINA DE PRINCIPIOS DEL SIGLO XX

 

Romina Chain (UNLP – Argentina)

Luciana Pérez Clavero (UNLP – Argentina)

 

El presente trabajo pretende aproximarse desde una perspectiva antropológica, estilística,  e histórica al arte mural en las estaciones del Subterráneo de la C.A.B.A., Argentina, tomando  como referencia las obras de arte realizadas en la década del 1930 en las estaciones de las Líneas B, C y D.

Entendemos que la imagen es una forma de apropiación de los espacios y construcción de  territorios por parte de diferentes actores sociales, es un vehículo de transmisión de sentidos, toma cuerpo en estos espacios públicos de la ciudad en forma  de murales. Por sus dimensiones y su ubicación, éstos son un medio de transmisión social, histórica, cultural y política. En ellos aparece una nueva forma de territorialidad con una semiología que excede los cánones más conservadores, y establecen nuevos símbolos y significados. Se construyen nuevos escenarios.

Nuestro principal interrogante es qué significados son construidos en los murales de la ciudad por las personas que los gestionan. El espacio en el que se desarrolla el arte mural invade la vida pública. Sin embargo observamos en los murales de las estaciones de subte que, lejos de ser la expresión sub alterna en busca de nuevas territorialidades, transmiten las ideas que se construía desde ciertos sectores dominantes durante la primera etapa del siglo XX en Argentina. Suponemos que los significados construidos se relacionan con un imaginario planteado desde la idea del progreso, plasmados en las imágenes que funcionan como un vehículo del discurso social dominante.

Palabras Claves: Muralismo; Significados; Espacio Urbano; Público/Privado.

 

 

2a sesión/sessão 

 

Eje/Eixo: Memorias, ritmos y temporalidades en las ciudades. / Memórias, ritmos e temporalidades nas cidades

 

CONFLITOS AMBIENTAIS, MEMÓRIA DE ATERROS E OCUPAÇÃO URBANA NO VALE DOS SINOS/RS/BRASIL

Ana Luiza Carvalho da Rocha (FEEVALE/RS – UFRGS - Brasil)

 Margarete Fagundes Nunes (FEEVALE/RS - Brasil)

João Alcione Sganderla Figueredo (FEEVALE/RS - Brasil)

 

O trabalho apresenta uma breve arqueologia do mundo do trabalho na região do Vale dos Rio dos Sinos, em especial na cidade de Novo Hamburgo, região de intensa migração alemã na metade do século XIX, onde se instalaram as primeiras atividades industriais do estado do Rio Grande do Sul. O trabalho apresenta, numa perspectiva genealógica da etnografia da duração (ECKERT e ROCHA, 2012), o trajeto antropológico (DURAND, 1984) dos gestos de fundação do mundo do trabalho industrial e suas repercussões para o surgimento da paisagem urbana do Vale dos Sinos, com a implantação da indústria coureiro-calçadista na região da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos, ao longo do século XX. A apresentação traz uma coleção de imagens fotográficas da paisagem urbana dos Sinos, alem de algumas narrativas videográficas (ROCHA, 2011) sobre as memórias de trabalhadores dos antigos curtumes na região dos Sinos e de seus patrões.

 

 

IMÁGENES Y DIFERENCIACIÓN SOCIAL. LA CONSTRUCCIÓN VISUAL DE DIFERENCIAS DE CLASE-GÉNERO-RAZA A TRAVÉS DE LAS FOTOGRAFÍAS COMUNES SOBRE LA FAMILIA Y EL OCIO EN MAR DEL PLATA DURANTE LA DÉCADA DE 1950

 

Andrea Torricella (CEHis/UNMdP - Mexico)

 

La década de 1950 ha sido recientemente redefinida en Argentina como un momento de consolidación de transformaciones sociales iniciadas en los cuarenta vinculadas a la “modernización social”, al modelo de domesticidad, a la conformación de las clases sociales, a los roles de género, a la vida familiar y a las prácticas de consumo. La “democratización del bienestar” habría incluido también la democratización de un modelo de familia de clases medias, un modelo de domesticidad que ofrecía respetabilidad y felicidad a quienes podían verse identificados con él. Este modelo se habría articulado con la identidad de la clase media en ascenso, especialmente la de Buenos Aires, pero quedó asociado con la movilidad social y naturalizado como un estándar universal.

Hacia 1950 la ciudad de Mar del Plata consolida ciertas características arquitectónicas, económicas, étnicas y demográficas asociadas al nuevo turismo de masas y a una sociedad considerada “moderna”. La fotografía en Mar del Plata ocupó un lugar central en la creación de la identidad de los grupos sociales que la habitaban.

          A partir del análisis de casos en la ciudad de Mar del Plata, de colecciones fotográficas familiares-personales y entrevistas orales, propongo analizar el rol de los escenarios urbanos en las mutuas configuraciones entre los modos de concebir los cuerpos generizados, las interpretaciones raciales de las diferencias y la diferenciación de la sociedad en clases en la década de 1950 ¿Cómo se dieron a través de las fotografías familiares-personales estos procesos de diferenciación social en un contexto urbano particular?

Palabras clave: representación visual; género; modelo de domesticidad; clases medias; turismo.

 

 

 

MEMORIAL FERROVIARIO DE PELOTAS: UM PROJETO PARTICIPATIVO

 

Claudia Turra Magni (PPGAnt/UFPel - Brasil)

 Mauro Bruschi

 

O nascimento do transporte ferroviário é fenômeno e símbolo da Modernidade, assim como o sucateamento da rede férrea brasileira é indicio do fim da era do trabalho. Fruto e vetor da industrialização, o trem, tal como o cinema e a fotografia, nascem simultaneamente, no contexto da urbanização, modificando paisagens, acelerando as comunicações, os fluxos de coisas e pessoas, o adensamento populacional, a consolidação da classe operaria, a conexão entre regiões e o seu desenvolvimento econômico e cultural. Mas a opção pela energia petrolífera e suas vias rodoviárias, sintoma da hegemonia norte-americana no pós-guerra, acabou relegando à decadência a rede ferroviária brasileira, arrastando com ela, cidades inteiras, um vasto sistema tecnológico e uma categoria profissional em especial, a dos ferroviários, demitidos apos a privatização, em 1998. Como em outras cidades, a estacao férrea de Pelotas/RS, estava em ruinas, antes de ser tombada como patrimonio, sendo exigência do IPHAN, que sua ala central abrigue um memorial, conforme demanda Municipal ao Laboratorio de imagem (LEPPAIS) da Universidade Federal de Pelotas. Nosso proposito é apresentar a pesquisa em andamento com os ferroviários e familiares, muitos dos quais ainda habitam o bairro, cujos indícios arquitetônicos e urbanisticos, assim como a memoria dos interlocutores, guardam vivas as imagens de outrora. Baseada nos métodos etnográfico, cartográfico e historico, a equipe interdisciplinar engaja-se em um projeto participativo com a comunidade, em que a coleta, a produção, a restituição e a apresentação de imagens constitui eixo epistemológico e hermenêutico na produção colaborativa deste memorial e da extroversão do conhecimento.

Palavras chave: ferroviários; memorial; bairro ferroviário; antropologia participativa; imagem.

 

 

CIDADES DE LEVA-E-TRAZ, OBRAGENS DE SATANÁS. CIDADES E CIDADES INVISÍVEIS NO CINEMA DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS: RIO 40 GRAUS, RIO ZONA NORTE, VIDAS SECAS

 

Frederico Guilherme Bandeira de Araujo (GPMC/IPPUR/UFRJ – Brasil)

Heitor Levy Ferreira Praça (GPMC/IPPUR/UFRJ – Brasil)

 Iaci d’Assunção Santos (GPMC/IPPUR/UFRJ – Brasil)

 

O trabalho tem por problemática a disputa pelo poder de poder dizer, e toma o Cinema como dispositivo à reflexão. Na argumentação desenvolvida é tomado como um modo discursivo que diz, ou pode dizer, cidade.  A especificidade desse modo, a nosso ver, é a de potencializar por suas características inerentes um duplo experienciar: o experienciar cidade diegético (dos personagens em suas tramas e ambientações); e o experienciar do experienciar diegético (o jogo expectador / filme).

Consubstanciado no delineamento brevemente esboçado, o propósito direto do ensaio é refletir sobre o dizer cidade na filmografia de Nelson Pereira dos Santos do final dos anos 1950 e início dos 60. Este cineasta é um dos mais prestigiados do cinema brasileiro, com ampla obra que se inicia em meados do século passado e segue até o presente, passando pelo documentário e a ficção. Dessa filmografia o trabalho constitui como objeto alguns de seus primeiros filmes, marcantes em momento de aceleradas transformações no cenário político, social e artístico brasileiro. São elas: Rio 40 Graus (1955), Rio Zona Norte (1957) e Vidas Secas (1963).

O duplo experienciar que vemos instigado por essas películas nos permite, em síntese, dizer que potencializam a possibilidade de discursos cidade que, escapando à tradicional dicotomia com o que é expresso como campo e à glorificação crítica ou acrítica do moderno e do urbano, incidem na tensão entre formas arcaicas e modernas de exploração.

Palavras chave: cinema; cidade; Brasil.

 

 

PAISAJE, FOTOGRAFÍA Y RECUERDO EN EL SUBURBIO BONAERENSE. APORTES PARA UNA INVESTIGACIÓN CULTURAL URBANA

 

Gimena Perret Marino (UNGS – Argentina)

Daniela Soldano (UNGS – Argentina)

 

El proyecto de investigación en que se basa esta ponencia procura contribuir a la comprensión de la cuestión social en el Conurbano Bonaerense en su vinculación con el problema de la subjetividad y la producción del paisaje cultural urbano, en el presente y en perspectiva histórica. Para ello estamos desarrollando dos estrategias: 1) Una búsqueda y análisis de fuentes documentales sobre el origen histórico de localidades y Municipios seleccionados, los planes y proyectos que den cuenta de la conformación urbana y transformaciones posteriores con especial atención a la relevancia de la estación ferroviaria, fotografías históricas oficiales y de los álbumes familiares, publicaciones de prensa local e imágenes publicitarias, programas y políticas públicas de usos de los espacios públicos en el presente y en perspectiva histórica y 2) un trabajo de campo centrado en entrevistas e historias de vida a familias residentes donde se indague acerca de los capitales espaciales de los hogares y las experiencias y percepciones sobre el espacio urbano en el presente y en perspectiva histórica. En el trabajo, nos detendremos especialmente en las potencialidades y desafíos metodológicos de las fuentes visuales para la reconstrucción y análisis de la estética y biografías urbanas.

Palabras clave: Fuentes visuales; paisaje cultural; experiencia urbana; historia del Conurbano Bonaerense.

 

 

FILME DE FAMÍLIA COMO LUGAR DE MEMÓRIA: A IMAGEM DE FORTALEZA EM UM CONJUNTO DE FILMES SUPER8

 

Maíra Magalhães Bosi (UFRJ – Brasil)

 

Essa pesquisa se interessa pelas imagens familiares reunidas para o curtametragem ensaístico Supermemórias1, de Danilo Carvalho (2010), que é constituído, exclusivamente, por filmes de família em formato super 8, rodados entre as décadas de 1960 e 1980, na cidade de Fortaleza (Ceará, Brasil). Apesar de se voltarem para acontecimentos da esfera de vida íntima (aniversários, nascimentos, viagens, etc.), esses filmes amadores também preservam vestígios do passado recente da cidade que lhes serve de pano de fundo, tornando visíveis as intensas transformações visuais sofridas nas últimas décadas.

Destacamos que, à semelhança de outras cidades contemporâneas, não observamos, em Fortaleza, por exemplo, esforço algum em se manter ou mesmo qualquer pudor em se destruir construções antigas para dar espaço a novos prédios, cada vez mais altos e imponentes. É como se a cidade buscasse o futuro a qualquer custo e, nesse movimento, falhasse na manutenção de seus lugares de memória – conceito que tomamos de Pierre Nora (1984). Por sua vez, os filmes de família, desarquivados para a realização de Supermemórias, parecem trazer à tona uma memória latente dessa cidade.

Nesse sentido, enxergamos esses filmes como lugares de memória para Fortaleza. No âmbito deste trabalho, selecionamos algumas sequências do material bruto de Supermemórias para analisá-las em contraste com a paisagem urbana atual. Nosso objetivo é compreender em que medida esses imagens, ao serem desarquivadas e trazidas a público, dão a ver as ruínas de Fortaleza e, dessa forma, funcionam como um lugar de memória para essa cidade.

Palavras-chave: memória; filmes de família; cidade; lugar de memória; Fortaleza.

 

 

TRZAN: NARRATIVAS CONSTRUÍDAS POR MEIO DE FOTOGRAFIAS E MEMORIAS

Tainara Freitas dos Santos (UFRB – Brasil)

 Thaís Fernanda Salves de Brito (UFRB – Brasil)

 

A fotografia, ao fomentar uma relação direta ou indireta com aquele que vê (SAMAIN: 2012), pode ocasionar a rememoração de pessoas, de lugares e de situações vividas. Há lugares que permitem ser entendidos como marcos culturais e simbólicos que são produzidos e modificados pelas pessoas comuns, no cotidiano e nas suas práticas construindo territórios sociais de identidade (ARANTES: 1999). Para ser ter acesso a estes lugares, as fotografias podem ao mesmo tempo, ser o mote para narrativas e o principal produto para análise de dados para investigar as Ruínas da Siderúrgica Trzan, a primeira siderúrgica do nordeste, localizada na cidade de Santo Amaro – BA, que encerrou suas atividades há mais de 35 anos.

Nossa pesquisa propõe, em um primeiro momento, elaborar o levantamento e análise das imagens da antiga siderúrgica em funcionamento – registros da arquitetura do espaço, da presença dos funcionários, a relação com os citadinos, os produtos e o seu processo de produção – até o seu processo de deteriorização. E, em um segundo momento, a partir do uso de foto-entrevista, intentamos propor reflexões visuais ao entrevistados, a fim de provocar memórias, histórias e relatos que nos permitam (a) conhecer o funcionamento da comunidade localizada no entorno das ruínas e (b) as suas práticas sócio-culturais, priorizando uma perspectiva sócio-histórica sobre o funcionamento da fábrica.

Palavras-chave: fotografia; ruínas; memória; narrativas.

 

 

 

 

 

 

3a sesión/sessão

 

Eje/Eixo: Experiencias metodológicas y miradas etnográficas en las interfaces ciudades/imágenes. / Experiências metodológicas e miradas etnográficas nas interfaces cidades/imagens.

 

 

O OLHAR DO FLÂNEUR NA GRANDE METRÓPOLE DO SÉCULO XXI: NOVAS PROPOSTAS PARA A ETNOGRAFIA URBANA

 

Beatriz Salgado Cardoso de Oliveira (PUC/SP - Brasil)

 

É inegável o fato de que o objeto de estudo da antropologia sofreu importantes transformações, em especial no que se refere ao trabalho de campo. O etnógrafo contemporâneo possui novos desafios em relação aos etnógrafos “clássicos” - um de seus principais campos de estudo é a cidade, na qual o outro pode ser ele mesmo e onde o exercício da alteridade torna-se mais complexo, pois a linha entre o familiar e o estranho é muito tênue. Este cenário é fonte geradora de um grande arcabouço de ideias e abordagens muitas vezes contrastantes no campo de estudos da antropologia urbana. Tomando como eixo temático uma questão comum dentre estas abordagens, esta comunicação problematiza a questão do olhar do etnógrafo urbano e busca analisar a proposta de uma etnografia de passagem, inspirada nas obras de Walter Benjamin sobre as cidades europeias e na figura baudelairiana do flâneur. Objetiva-se tanto apresentar o estado atual do conhecimento, tomando por referência recentes produções norte-americanas e brasileiras, como também explorar as potencialidades desta proposta etnográfica, partindo da hipótese de que a sensibilidade do olhar do flâneur é especialmente eficaz nas situações de mapeamento de campo e na captação de uma imagem “panorâmica” da região urbana estudada.

Palavras-chave: etnografia urbana; olhar etnográfico; Walter Benjamin; flâneur.

 

 

OBSERVAR, IMAGINAR & DIBUJAR. REFLEXIONES DESDE LA ETNOGRAFÍA URBANA

Francisca Márquez (UAH - Chile)

 

Esta ponencia aborda el lugar de la imagen y el dibujo en la investigación etnográfica en ciudades. La propuesta se inscribe en el cruce de la línea de estudios de antropología urbana y antropología de la imagen. La ponencia da cuenta y discute una serie de ejercicios etnográficos realizados en la ciudad por a) la antropóloga y su colega arquitecto; b) por la antropóloga y los habitantes de la ciudad. La premisa de esta presentación, señala que la palabra abre y traduce los conceptos y nociones de la cultura y su lugar; mientras que el croquis, sintetiza lo que las palabras no podrían representar, pero tampoco comprender. Porque el dibujo, como la escritura, es también una suerte de lenguaje, una experiencia y un proceso cognitivo. Pero a diferencia del lenguaje y la escritura, el dibujo sintetiza, y en un ejercicio mnemotécnico, nos abre al registro sensorial de lo que hemos podido percibir y queremos recordar, sin necesariamente tener que encontrar las palabras y conceptos adecuados. En la experiencia etnográfica, la experiencia de la otredad y de la extrañeza, a menudo obligan a “saltarse” la palabra. Abrir los sentidos de la percepción y abocarse al croquis puede ser el camino para testimoniar y recordar. Es entonces cuando el croquis del etnógrafo, trazo rápido y sorprendido, se plasma sobre el cuaderno de campo. A él se volverá una y otra vez, hasta que las palabras y los conceptos, logren decantar en este siempre complejo proceso de interpretación de las culturas. El croquis en este sentido, colabora e ilumina, al igual que la palabra rápida y breve, al boceto de la etnografía. Esta presentación se basa en las investigaciones de antropología urbana (Fondecyt) de la autora, durante los últimos diez años.

 

 

INTERAÇÕES FOTOETNOGRÁFICAS: O “EU” E O “OUTRO” NA PRAÇA DE FÁTIMA- ITZ

Jesus Marmanillo Pereira (UFMA – Brasil)

 

Partindo da reflexão sobre a relação etnógrafo-nativo na pesquisa de campo, o presente artigo lança mão de elementos do viés interacionista goffmaniano para interpretar situações imprevisíveis, de inserção em campo, problematizando aspectos relacionados às condições de produção da informação etnográfica e de pesquisa empírica. Mais que considerar o “eu” e o “outro” como pólos antagônicos, demonstraremos neste artigo que a etnografia das interações pode contribuir para o crescimento do debate de questões básicas de método, como no afastamento das pré-noções e na valorização e autonomia da pesquisa empírica.

Orientados por tal problema e pelas contribuições de autores como BERREMAN (1975), ACHUTTI (2004) e outros, a inserção em campo ocorreu no segundo semestre de 2015 e esteve vinculada aos primeiros passos do desenvolvimento do projeto de extensão "Praças do tempo: Cotidiano, imagens e memórias do centro urbano de Imperatriz”, desenvolvido no curso de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão(UFMA). Por meio desse, buscamos compreender a importância do informante, da manutenção e do controle de impressões e fachadas (GOFFMAN, 2013), necessárias para a boa relação pesquisador-investigado, e consequentemente para o desenvolvimento das etapas posteriores da pesquisa. Demonstraremos assim, como tais aspectos podem ser relacionados aos diferentes tipos de produção de imagens, no âmbito da pesquisa fotoetnográfica.

Palavras-chave: Interação; Fotoetnografia; Produção de imagens.

 

 

MONTEVIDEO ANDINA. MAPAS, ITINERARIOS Y DESTINOS

 

Mabel Zeballos Videla (FHCE/Udelar - Uruguay)

Marlene Beisenbusch (Univ. Poitiers - Francia)

Patricia Gainza (FCS/Udelar - Uruguay)

Valeria España (Udelar - Uruguay)

 

Cómo acceder a las imágenes de la memoria de un grupo de mujeres que viven y trabajan en Montevideo y han vivido en otras geografías. Cómo imaginar con ellas un mapa de la ciudad más allá de las convenciones cartográficas y del urbanismo. Qué papel cabe al equipo de investigación (múltiple: antropología; arquitectura y urbanismo; derecho; geografía; sociología), en una experiencia de creación colectiva. Estas y otras preguntas orientaron sendos mapeos colectivos junto a trabajadoras de la región andina primero, y luego junto a otras migrantes latinoamericanas, en el marco de una investigación sobre circuitos regionales migratorios que incluyen contemporáneamente al Uruguay. Conectando trayectorias biográficas con itinerarios espaciales, buscamos comprender las formas de incorporación (y sus limitaciones y problemas) de estas trabajadoras a la sociedad uruguaya y, en particular, a la sociedad montevideana. Atentas a los efectos de las construcciones políticas de alteridad/identidad de toda sociedad receptora sobre la vida cotidiana de todo sujeto migrante, indagamos sobre las formas peculiares en que nuestras interlocutoras son recibidas por las otras personas montevideanas, en sus relaciones de trabajo, en las condiciones de acceso a la educación, la cultura, la recreación y, para este trabajo en particular, en las negociaciones del espacio urbano. Enfocaremos en las experiencias de mapeo colectivo, con atención a las diferentes concepciones de imagen allí emergentes, en los productos visuales elaborados y, fundamentalmente, en las reflexiones que de ellas derivan en relación a las imágenes de la ciudad y las diversas memorias y subjetividades que en ellas se expresan.

Palabras clave: Migración regional; itinerarios urbanos; mapeo colectivo; ciudad vivida; ciudad imaginada.

 

 

O USO DE DERIVAS URBANAS COMO MODO DE MAPEAR HETEROTOPIAS PORTUÁRIAS.

Marcela Montalvão Teti (UFRJ – Brasil)

 

O presente trabalho é resultado de pesquisa de doutorado realizada na zona portuária do Rio de Janeiro, entre 2011 e 2015. Neste intervalo, o porto foi alvo de diversas reformas urbanas, que revitalizavam a área para as Olimpíadas de 2016. A fim de investigar como moradores estavam reagindo às transformações, procedemos a incursões in loco conhecidas por derivas urbanas. Demos início a caminhadas pela zona portuária e aos poucos fomos levados às reuniões comunitárias de resistência à revitalização governamental. Em contato com o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas e com o Fórum Comunitário do Porto, pudemos observar um processo de limpeza social e urbana sendo colocado em prática. Casas eram marcadas para serem derrubadas, ocupações urbanas removidas, construção de teleféricos nos lugares onde antes se encontravam praças e centros culturais comunitários. Descobrimos que um processo de gentrificação produziu um espaço heterotópico na região, em que antigos moradores com seus lugares de trabalho, moradia e lazer entravam em choque com o espaço turístico e revitalizado do visitante que passou a ocupar aquela área. Dois tipos de indivíduos passavam a frequentar o porto a partir de posicionamentos irredutíveis e contraditórios entre si. De um lado, tínhamos as favelas, a pobreza, o morador de rua, o ambulante, sendo expulsos dos Morros da Providência, da Conceição, da Rua do Livramento, da Pedra Lisa, da Rua da Gamboa. De outro, estavam o carioca, o turista cultural, nacional e internacional ganhando espaço através da construção de vias expressas, tuneis, museus, restaurantes e comércio recém-instalados.

Palavras-chave: Derivas urbanas; Heterotopias; Zona Portuária.

 

 

PIEL DE CIUDAD. DISCURSOS EN LAS  FACHADAS DE LA AVENIDA JIMÉNEZ DE BOGOTÁ

Mario Perilla Perilla (unicolmayor – Colombia)

Diego Quintana Tovar (unicolmayor – Colombia)

 

La ciudad, al igual que un cuerpo viviente dispone de una superficie, que a la manera de la piel relaciona con el medio. Las edificaciones, contenedoras de vida humana, se vuelcan al espacio público a través de la piel. Fachadas y materiales generan las superficies sobre las cuales se imprimen huellas que evidencian el tiempo que, inexorablemente marca la memoria en la epidermis urbana.

La imagen, es decir lo que se aprecia desde los sentidos de esa piel, es la fuente del análisis en territorio de la semiótica, toda vez que, lo que se aprecia a simple vista tiene profundos significados a partir de la reflexión sobre intencionalidades impresas en las huellas de la piel urbana. Así,  se constituye en el texto, por cuanto en la lectura de las huellas que se evidencian en la imagen de la piel se construye el significante que se  propone como el camino de la interpretación semiológica.    

Se presenta el análisis semiótico de un eje representativo del centro de la ciudad, la Avenida Jiménez, la cual lo traviesa tanto física como cronológicamente.

En la piel se plasma la identidad primigenia fundacional, la ciudad del movimiento y el consumo y la huella de las tribus urbanas se leen en símbolos, graffitis, mobiliario, y letreros entre otros.

Palabras clave: Piel; semiótica; tribu urbana; símbolo; texto.

 

 

TRAJETOS DISSIDENTES: PERCORRENDO O CIRCUITO LGBT EM RECIFE/PE

Tarsila Chiara Albino da Silva Santana. PPGAS/UFRN – Brasil

Jainara Gomes de Oliveira.

PPGAS/UFSC – Brasil

 

Nesta comunicação pretendemos analisar, sob a ótica de uma antropologia urbana e sua interface com uma antropologia da imagem, como diferentes indivíduos desenham o circuito LGBT na cidade de Recife, Pernambuco. A partir de trajetos percorridos, em uma noite de sábado, por Breno (gay, 28 anos, negro) e Laura (lésbica, 26 anos, branca), ambos de camadas média, buscamos analisar como esses indivíduos a partir de suas visões de mundo fazem escolhas ao transitar por diferentes espaços de sociabilidade urbana, voltados ao público LGBT, que a cidade de Recife lhes oferece como campos de possibilidades. Trabalhando com os marcadores sociais da diferença, ao escolhermos um homem, que se identifica enquanto gay, e uma mulher, que se identifica enquanto lésbica, pretendemos assim, utilizando de recursos imagéticos, diversificar os espaços acessados por esses indivíduos. Com isso, buscamos trabalhar as imagens enquanto recurso teórico/metodológico, desta forma, fazendo uso do recurso de pranchas individuais para cada individuo, buscando assim, demonstrar e analisar os trajetos percorridos por esses atores sociais aqui apresentados, Breno e Laura.

Palavras-chave: antropologia da imagem; antropologia urbana; trajetos; sociabilidade; cidade.

 

 

4a sesión/sessão

 

Eje/Eixo:  Territorios y territorialidades. Espacios, apropiaciones y experiencias. / Territórios e territorialidades. Espaços, apropriações e experiências.

 

 

CUANDO EL SILENCIO NO ES VACÍO Y LAS IMÁGENES NO COPIAN. DESPLAZADOS EN SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, CHIAPAS, MÉXICO

 

Carolina Pecker Madeo (UBA - Argentina)

 

En este trabajo me propongo abordar el lugar de las imágenes -retomando aportes de la Antropología de la imagen- y de los silencios (aquello no-dicho, no-escrito, no-dibujado) durante la experiencia de campo que realicé durante Abril y Mayo de 2015 en la ciudad de San Cristóbal de las Casas, Estado de Chiapas, México. Exploro sus potencialidades como herramientas metodológicas en una investigación en curso sobre memorias y narraciones de la violencia acerca del desplazamiento interno de familias provenientes de la comunidad de Banavil, Estado de Chiapas. Auto-adscriptas como simpatizantes zapatistas e indígenas tzeltales, estas personas se encuentran desde el año 2011 precariamente re-territorializadas en la periferia de la ciudad.

Palabras claves: desplazamiento interno; imágenes; silencios; memorias.

 

 

A ESTÉTICA DE LUGAR NO INSTAGRAM: UMA ANÁLISE SOBRE A RELAÇÃO DE INTERAÇÃO ENTRE CIDADE, FOTOGRAFIA E TÉCNICA

 

Clara Maria Abdo Guimarães (UFF - Brasil)

 

O Instagram é um aplicativo para dispositivos móveis, que permite o registro de fotos, a edição e o compartilhamento delas, tanto na ferramenta quanto em outras plataformas virtuais. Essas características fazem dele uma rede social, tendo vista a existência de interação entre os usuários que podem curtir e comentar nas imagens dos perfis que escolhem seguir. Outro comportamento de uso é a presença das hashtags, que têm o papel de identificar e classificar uma imagem. Dentro das diversas possibilidades de enfoques, escolhi para esse artigo apresentar a relação entre a cidade, a fotografia e a técnica, pautados no que seria a estética de lugar no Instagram. Deve-se pontuar que a análise se insere no contexto da cultura digital. As imagens escolhidas para pensar essa estética, serão aquelas cujos registros são de lugares da cidade e, como critério para selecioná-las, será usada a hashtag #lugar. Pretende-se compreender como esse tipo de marcação pode delimitar o que passa a ser classificado como lugar na ferramenta e como essa categorização expõe espaços da cidade. A técnica será pontuada não apenas como mediadora entre objeto e ser humano, mas como parte de um organismo que constitui um cenário cultural. Assim como os indivíduos produzem sentidos para o uso e aplicação dessas técnicas, também estabelecem com elas outras relações com a cidade. A partir dessa análise, propõe-se observar como o registro dos espaços públicos podem ressignificar a noção da cidade e como essas imagens, em conexão à maneira como são produzidas, podem ser refletidas antropologicamente.

Palavras-chaves: Instagram; fotografia; estética; cidade; lugar.

 

 

 

 

ENCUENTRO EN LA LÍNEA, LA AVENIDA REFORMA EN EL DISTRITO FEDERAL, MÉXICO

Fabián Perciante García (UAEM - Argentina)

 

La presente ponencia intenta dar cuenta de algunos procesos de la investigación realizada en la Avenida Reforma del Distrito Federal en México.

A partir de la experiencia en el trabajo de campo con un enfoque en la interdisciplinaridad apoyados en la etnografía y los estudios de la imagen, se aborda este lugar como espacio-tiempo en uno de los sitios más neurálgicos y emblemáticos de la capital mexicana.

La avenida también conocida como Paseo de la Reforma es sin duda una arteria principal de la ciudad, al tiempo que evoca de manera constante una historia que continúa reelabora su contexto a través de la insistente contemporaneidad urbana. El trabajo buscó interactuar en ese contexto a través del acercamiento a diversos modos de apropiarse del espacio y su relación entre el tiempo vivido y el tiempo pensado. Se indaga en las representaciones también desde el propio investigador teniendo en cuenta tanto las fragmentaciones como las reivindicaciones del trayecto de la avenida, sus diversos usos y desusos, las proyecciones temporales, y los acuerdos para esas representaciones.

Para trazar la coyuntura se hace referencia a la idea de -acuerdo latente como acontecimiento- y a una idea de línea (tiempo-espacio) que se dispersa. 

Estos dos componentes y su relación con la imagen aparecen de modos diversos en el contexto de la avenida planteando un entramado práctico-teórico como proceso y metodología. 

Palabras clave: Avenida; conflicto; acuerdo; tiempo; imagen.  

 

 

TRANSFORMAÇÕES URBANAS E VIDA DE BAIRRO NO 4º DISTRITO DE PORTO ALEGRE: UM ESTUDO ATRAVÉS DE E COM IMAGENS SOBRE O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DO BAIRRO FLORESTA

 

Fabricio Barreto (UFRGS - Brasil)

 

A cidade contemporânea tem uma dinâmica urbana sujeita a processos de reconfiguração, seja motivado pelo governo, seja pela sociedade civil. Essa cidade se transforma, se dinamiza, gerando movimento, disputas por espaço e poder, e consequente tensão nas relações sociais. Em Porto Alegre, a região administrativamente chamada de 4º distrito é um exemplo de espaço urbano que passa por processos de transformação. Em um passado não muito distante estavam localizadas nesta região grande parte das indústrias do estado do Rio Grande do Sul. Atualmente, a região tem sido foco de investimentos de construtoras, que vêem ali grande potencial imobiliário. É também uma área que está passando por intervenções da prefeitura através de obras viárias. Concomitante a isto, existem os grupos de iniciativa civil preocupados com a manutenção desta área, como o que acontece no bairro Floresta. Essas iniciativas acontecem em um contexto compartilhado com diferentes grupos sociais. Todo este cenário gera tensões nas relações sociais e tem promovido constantes debates sobre como reorganizar o bairro, buscando uma resignificação para a região. Compreender estas dinâmicas sociais que se referem aos indivíduos e aos grupos sociais esteve dentro dos objetivos deste trabalho. Foi neste contexto por onde me desloquei imageticamente nos últimos 3 anos, ouvindo seus habitantes e procurando conhecer suas relações com as diversas instâncias que se desenvolvem neste cenário: prefeitura, empresas de iniciativa privada, associação de moradores e de vizinhança, etc. Na interlocução com essas pessoas, acompanhei os desdobramentos, debates, ações, negociações com o poder público, buscando a compreensão do processo que está sendo chamado de “revitalização do bairro Floresta”.

Palavras-chave: transformação urbana; memória; etnofotografia.

 

 

O HOTEL RODOVIÁRIA: CRÔNICAS ETNOGRÁFICAS POR IMAGENS

 

Manoel Cláudio Mendes Gonçalves da Rocha (PPGAS/UFRGS – Brasil)

 Camila Braz (UFRGS – Brasil)

 Gabriela Jacobsen (UFRGS – Brasil)

 

O trabalho em questão visa refletir sobre a região do 4º Distrito, situado na cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil), a fim de compreender os processos de transformação decorrentes das obras ligadas à realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A etnografia parte da abordagem de uma antropologia da e na cidade, tendo por interesse compreender o pluralismo de formas de viver o fenômeno das cidades modernas e as diferentes trajetórias sociais e grupos urbanos. Partimos das narrativas de Sr. Guido acerca dos impactos das obras nas paisagens da cidade e o modo como afetam o cotidiano da urbe e seus habitantes. Guido é proprietário do Hotel Rodoviária, um prédio antigo localizado na rua Voluntários da Pátria, nas proximidades da Estação Rodoviária de Porto Alegre, área que ainda enfrenta a rotina de operários e máquinas demolindo, escavando, destruindo, recriando. Tomando por inspiração a proposta de uma “etnografia da duração”, pretendemos narrar através da escrita textual e imagética crônicas acerca do Hotel Rodoviária e seus entornos. Mediante as memórias de Sr. Guido, apresentamos uma narrativa etnográfica de caráter imagético com o objetivo de pensar os ritmos de destruição/criação que imprimem suas marcas no espaço e no tempo da cidade, transformando o cotidiano das pessoas que transitam/habitam esse lugar e que produzem outras formas de viver a urbe moderno-contemporânea.

Palavras-Chave: Cidade; Ritmos Temporais; Paisagens urbanas; Memórias; Narrativa por imagens.

 

 

O PAC MORRO DO PREVENTÓRIO E A REORDENAÇÃO DO ESPAÇO DA FAVELA

Shirley Alves Torquato (UFF – Brasil)

 

Esta pesquisa representa o esforço de traduzir e interpretar algumas situações observadas por mim durante trabalho de campo realizado em dois conjuntos de prédios construídos pelo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, no Morro do Preventório, localizado em Niterói, município da região metropolitana do Rio de Janeiro. Procurei observar como uma política pública habitacional, concebida pelo governo federal, foi recebida por aqueles a quem se destinava e como este evento foi vivenciado em termos pragmáticos, lógicos e dramáticos. Minha análise tenta dar conta de "como" a moradia, mesmo não sendo inicialmente escolhida ou desejada, e sim imposta por um programa de governo, foi pouco a pouco sendo transformada na "casa toda arrumadinha", conforme uma expressão nativa igualmente presente e recorrente em todos os depoimentos. O consumo e a aquisição de bens, da mesma forma que a organização estética dos apartamentos, trouxe à prática de novos rituais domésticos e, ao contrário destes rituais representarem um fardo ou "obrigação", manter "a casa arrumadinha”, tornou-se o sinal de uma conquista importante para a grande maioria desses moradores.

 

 

DISPUTAS E PODERES DAS IMAGENS DA CIDADE EM UM NOVO BAIRRO DE ALTO PADRÃO

Yann Pellissier (UFBA - Brasil)

 

Pretendo aproveitar deste GT para aprofundar-compartilhar minhas reflexões sobre as relações entre a “civilização da imagem” e a “civilização urbana”, pensando o alcance do conceito do “visível” na construção das cidades contemporâneas e ampliando o diálogo entre a antropologia visual e os estudos urbanos. Depois desta necessária revisão teórico-filosófica, que permite situar-me nas discussões deste GT, trago os primeiros resultados do meu trabalho de campo realizado em um novo bairro de condomínio de prédios fechados de alto padrão da cidade de Salvador-BA (Greenville). As formas de habitar e de ocupar o espaço neste novo bairro planejado remetem à imagem da cidade de Salvador e à imagem do que seria uma moradia ideal nos grandes centros urbanos, que varia bastante em função dos diversos atores que atuam neste espaço. As elites urbanas, moradores-compradores de um apartamento no Greenville enxergam a cidade e a sua ocupação do espaço urbano de uma outra forma que os operários e trabalhadores da construção que levantaram os edifícios; os arquitetos e corretores dedicados à produção e à venda – propaganda – destes espaços concebidos (Lefebvre, 1974) mobilizam ainda uma outra representação do espaço. Qual visão da cidade, quais imagens são produzidas pelos diversos atores presentes neste novo bairro, desde a sua concepção até a sua ocupação por moradores e trabalhadores (porteiro, segurança, empregada doméstica, jardineiro, administrador, etc.)?

O meu interesse é tentar entender como cada uma destas imagens entra em conflito com as outras e como estas disputas revelam um jogo de poder estreitamente ligado às desigualdades sociais e às questões de classe.

Palavras chaves: Antropologia urbana; disputa das imagens da cidade; habitar; estudo das elites.