RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 2

GT2. DE ECOLOGÍAS, DERECHOS Y CONSERVACIONES: LA RELACIÓN NATURALEZA-CULTURA EN LA ANTROPOLOGÍA CONTEMPORÁNEA

Coordinadores:

Dra. María Carman. Institución:  Instituto Gino Germani, UBA/CONICET. mariacarman@uolsinectis.com.ar

Dra. Andrea Mastrangelo, Institución: Centro de Estudios en Antropología Social, IDAES UNSAM/CONICET. andreaveronicamastrangelo@gmail.com

Dr. Matthieu, Le Quang. Institución: Universidad Paris 7. matthieulq@hotmail.com

Comentarista: Prof. Héctor Alimonda. Profesor asociado IV del CPDA/UFRRJ e investigador visitante del Instituto Germani.

 

 

Humanos, no humanos y naturaleza: entre las prácticas y los derechos

 

 

RESERVA, PUERTO O RÍA? EL CONFLICTO PESQUERO COMO FORMA DE MATERIALIZACIÓN DE LUCHAS Y ALIANZAS POR LA PREVALENCIA DE FORMAS DE INTERRELACIÓN MEDIO-AMBIENTALES ESPECIFICAS EN EL ESTUARIO DE BAHÍA BLANCA, ARGENTINA

María Belén Noceti (Instituto de Investigaciones económicas y sociales del Sur (IIESS) Universidad Nacional del Sur UNS/CONICET)

Se postula desde aquí que en el espacio comprendido entre las coordenadas 38° 45’ y los 35° 10’ de Latitud Sur y 61° 45’ y 62° 30’ Longitud Oeste, al sudoeste de la provincia de Buenos Aires, en el espacio comúnmente llamado estuario de Bahía Blanca; se superponen dinámicas de relación entre humanos y no humanos muy disímiles entre sí,  las que, darían cuenta de la constitución de mundos diferentes luchando por legitimarse y prevalecer unos sobre otros. Se diferencia así, un medio ambiente denominado ria, otro denominado puerto y un tercero llamado reserva natural. En cada uno de ellos se pueden describir formas de vinculación entre seres vivos humanos y no humanos; las cuales delinean formas específicas de identificación,  alteridad, clasificación y toponimia. Se propone que las disputas y conflictos derivados por la utilización del recurso pesquero de alguna manera posibilitan observar tales dinámicas, donde se enfrentan epistemes diferentes y se observan luchas en contextos políticos asimétricos.

Palabras claves: medio ambiente, relaciones, epistemes, pesca, conflicto

 

PAISAGENS E APRENDIZAGEM PARA A VIDA: VIVÊNCIAS ETNOGRÁFICAS EM COMUNIDADES QUILOMBOLA E DE PESCADORES NO LITORAL DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

Alana Casagrande. Universidade Federal de Santa Catarina

Este trabalho pretende refletir sobre o papel das práticas de engajamento ambiental na constituição de paisagens e conhecimentos importantes à manutenção da vida em comunidades rurais do litoral do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Opta-se por estabelecer conexões e contrastes entre as experiências de engajamento de duas comunidades vizinhas: o quilombo de Casca e a comunidade de pescadores da Lagoa do Bacupari.  A etnografia em questão  contribui para o entendimento das percepções nativas sobre a "natureza" que revelando-se próxima e vivida constitui e é constituída por valores morais como os associados à ancestralidade, ao mundo não-humano, ao trabalho e à família. A perspectiva da "educação da atenção", corroborada por Tim Ingold, será mobilizada no intuito de refletir sobre processos de aprendizagem intergeracional integrados à paisagem. Reconhecer as dimensões histórica, educativa e inventiva da paisagem permite deslocar concepções naturalistas ou culturalistas que a subentendem respectivamente como um cenário neutro e universal para as atividades humanas ou como um ordenamento simbólico particular do espaço. A paisagem enfatizada neste texto busca contemplar a constante criação de habilidades e conhecimentos ao longo das gerações, contrapondo a ideia de transmissão de representações sobre o mundo enquanto conhecimentos acabados. Neste sentido, multiplicam-se as possibilidades de existência coletiva. A luta por direitos étnicos e territoriais quilombolas e os impactos do projeto político econômico da agricultura patronal na região configuram parte do contexto no qual o conhecimento e a paisagem são produzidos, praticados e narrados de maneira distinta e também compartilhada por ambas as coletividades.

Palavras chave: paisagem, aprendizagem, produção do conhecimento, quilombo, pescadores

 

 

A MORALIDADE ENTRE FRONTEIRAS: AS BASES CONCEITUAIS DO ANTIESPECISMO NA RETÓRICA DO ATIVISMO VEGAN E DO MOVIMENTO DE DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Luciana Campelo de Lira. Faculdade Damas de Instrução Cristã/Universidade Maurício de Nassau

As concepções e práticas que historicamente fundamentam a relação entre humanos e animais na cultura Ocidental têm sido contestadas pelo chamado movimento de defesa dos direitos dos animais.  No intuito de combater as bases morais hirarquizantes que relegam aos animais não humanos uma posição de inferioridade, e em defesa de uma relação mais igualitária entre as espécieis, o movimento de defesa dos direitos dos animais propõe um deslocamento ontológico entre as espécies a partir de sua ética antiespecista. Contudo, o questionamento do status moral diferenciado e da relação entre humanos e animais, muitas vezes aciona diferenças qualitativas entre espécieis não humanas, incorporando, mais uma vez, um modelo de relação hiraquizante. Isso ocorre, por exemplo, quando em seu discurso recorre a critérios classificatórios que aproximam algumas espécies animais de características humanas, sejam essas ligadas a critérios cognitivos, sensitivos ou socializantes, como se a equiparação moral dependesse, em última instância, da expressão de atributos de humanidade por parte das outras espécieis. Nesse sentido, reitera uma perspectiva antropocêtrica na constituição de sua ética antiespecista. Esse trabalho é baseado em dados de pesquisa etnográfica realizada com grupos que integram o ativismo vegano e o movimento de defesa dos direitos dos animais e tem como objetivo discutir as bases conceituais de defesa do antiespecismo, bem como os limites e paradoxos dessa proposta.

Palavras-chave: direitos dos animais; antiespecismo; moralidade; antropocentrismo

 

A GENTE DOS DIREITOS DOS ANIMAIS: UM ESTUDO COM ATIVISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Rodolfo de Moraes Santos Cerqueira. Universidade Federal Fluminense

O presente trabalho visa discutir o ativismo em direitos animais, se utilizando de sua teoria e dos discursos e práticas de ativistas do Estado do Rio de Janeiro, sob a perspectiva das Ciências Sociai. Parto da seguinte questão: como Antropologia pode pensar sobre essa temática e intervir nesse debate?Construo então um recorte que se apropria de debates teóricos do campo das Ciências Sociais e da Teoria dos Direitos dos Animais para construir questões de pesquisa. Em um segundo momento, utilizo ferramentas metodológicas de pesquisa de análise que pretendem construir um diálogo com a empiria em um breve exercício. Me proponho a buscar um diálogo com ativistas do Estado do Rio de Janeiro, para realizar o encontro do meu levantamento teórico e outras observações com a posição de tais ativistas dos direitos animais, o mais horizontal que me for possível. Procurando um ponto na empiria, próximo a mim para indagar: Seria, o ativismo em Direitos Animais, mais especificamente, o do grupo de interlocutores do presente trabalho, uma extensão de princípios jurídicos ordenadores modernos a nova classe de seres? E em que termos os discursos são trabalhados nesse sentido? Apliquei @s ativistas um questionário de 4 perguntas relacionando direitos animais e ativismo. Além disso, perguntas tais como idade, escolaridade e gênero e hábitos alimentares. Por fim, ao discurso e práticas de ativismo relatadas pel@s entrevistad@s, estabeleci uma correlação com reflexões teóricas sobre o movimento dos direitos animais no campo da antropologia, e algumas outras a priori e a posteriori.

Palavras-chave: Direitos dos animais, Ativismo, Humanidade, Animalidade.

 

EL CABALLITO DE BOEDO Y EL CARTONERO SIN NOMBRE: UN ABORDAJE CRÍTICO DE LOS DERECHOS ANIMALES

María Carman. Instituto Gino Germani, Universidad de Buenos Aires/CONICET

El debate entre las fronteras entre lo animal y lo humano está a la orden del día en una serie de conflictos contemporáneos. En este trabajo me detendré en un objeto en apariencia menor: el caso de grupos en contra de la tracción a sangre en la ciudad de Buenos Aires, que pugnan por que las bestias de seres humanos dejen de maltratar a los pobres animales; y expresa la dicotomía de que los caballos sienten y, en cambio, los cartoneros no tienen sentimientos, ni educación, ni nada.

Mi anhelo consiste en utilizar parte del rico arsenal de herramientas provisto por la Antropología de la naturaleza para el estudio de un área en apariencia alejada o incompatible con esta disciplina: nuestras ciudades contemporáneas. En sintonía con trabajos previos, mi supuesto es que existe una afinidad entre ciertos argumentos ecologistas que defienden la atribución de derechos a los animales, y los argumentos de quienes niegan el universo cultural de los sectores más relegados de la sociedad.

Desde mi punto de vista, la visión humanizada de los animales corre el riesgo de corresponderse con una visión biologizante de los humanos que no estarían dotados de esos mismos atributos, allanando nuevas vías de estigmatización hacia los sectores relegados. Mi reparo no apunta tanto a la proclamación de estos nuevos derechos per se, sino a sus posibles derivaciones, usos o articulaciones respecto del abordaje dominante de conflictos que involucran a sectores populares.

Palabras clave: animalidad-humanidad-derechos animales-biocentrismo-tracción a sangre.

 

CARROCEIROS EM BELO HORIZONTE: DIFERENÇA CONTRA A “INEXORABILIDADE” DA MODERNIZAÇÃO DESENVOLVIMENTISTA

Ricardo Alexandre Pereira de Oliveira. Universidade Federal de Minas Gerais

Neste trabalho analiso a relação dos carroceiros das vilas São Tomás e Aeroporto com os efeitos da intervenção do Estado para fins de urbanização de uma favela em Belo Horizonte. A partir da remoção dos moradores das áreas consideradas como “de risco” ambiental e geológico pelos técnicos da prefeitura, emergiu um conflito entre formas de viver e de se relacionar com a terra e com os animais, bem como entre noções objetivas e subjetivas sobre casa e habitação. Isso se nota de forma destacada entre os carroceiros: a partir da manutenção de formas de vida e de relação interpessoal e interespecífica consideradas como fadadas ao desaparecimento por representantes da empresa urbanizadora, busco analisar de que modo o Estado reagiu a estas formas de existir em diferentes contextos. Para fins da análise recortarei uma audiência pública realizada em 2014 em decorrência da crescente agitação popular ocorrida após sucessivos atrasos da obra, afetando especialmente o reassentamento, e também as entrevistas com técnicos e dirigentes da empresa, realizadas entre 2012 e 2013. Atualmente, há projetos em discussão em torno das questões ambientais e dos direitos dos animais que visam restringir a atividade carroceira na capital, havendo inclusive propostas de substituição dos cavalos por veículos motorizados. Investigo em que medida está sendo imposto um modo de vida urbano reificado e essencializado que desconsidera as relações das pessoas carroceiras com os animais, tratadas como anacrônicas, e que papel essa imposição tem na atual dinâmica de transformação das cidades em torno de supostos consensos.

Palabras-clave: Relações entre humanos e animais; urbanização de favelas; carroceiros; modernização desenvolvimentista; antropologia nas margens do estado.

 

NOMBRE, AMISTAD Y ROSTRO: DIMENSIONES DE LA RELACIÓN INTERSUBJETIVA HUMANO – PERRO EN UN ÁREA CON LEISHMANIASIS VISCERAL EMERGENTE (DEPTO. IGUAZÚ, MISIONES. ARGENTINA)

Andrea Mastrangelo (Centro de Estudios en Antropología Social, IDAES-UNSAM/CONICET)

El debate del giro ontológico del antropocentrismo al ecocentrismo (Leopold 1948; Naess 1973) y al biocentrismo (Singer 1999) se centra en la liberación de la naturaleza (o de los seres vivientes) de su estado de cosa, de su uso instrumental y del sufrimiento que le infringen los humanos. Con las reformas constitucionales de Ecuador y Bolivia a principios de la década del 2000, este debate es resignificado en América Latina, enunciando que  postulados ecocéntricos forman parte de la cosmovisión de pueblos originarios americanos, considerando a la naturaleza sujeto de derecho. En el área de estudio parte de este debate es movilizado por los activistas de los derechos de los animales (Protectora Amor Animal, Protectora de animales de Wanda).

En base a trabajo de campo etnográfico realizado entre 2014 y 2015, en un área del NE argentino con Leishmaniasis Visceral emergente (Depto. Iguazú), este artículo postula que las relaciones humanos-no humanos, no son ajenas al especismo y están determinadas por la distancia social (Rival 2000) en la que los colectivos humanos sitúan a las diferentes clasificaciones de no humanos en el espacio social en general y en el doméstico en particular. Es decir que, aun en los casos en que el dueño o cuidador del animal lo reconoce como sujeto de derecho, distingue jerarquías específicas y formas de trato diferenciadas hacia el perro y otras especies del ámbito doméstico (p.e. roedores, cucarachas).

El trabajo de campo consistió en entrevistas y observación participante de las actividades que los perros comparten/no comparten con los humanos. En base a esas prácticas se establecieron tipos sociales de perro frecuentes en el área de estudio. Con la técnica del discurso del sujeto colectivo (Lefevre y Cavalcanti Lefevre 2007) se definieron las figuras retóricas prevalentes (mímesis, bestia-animot, cosificación) en el discurso de los dueños o humanos cuidadores, que dan cuenta de las dimensiones (rostro, moral, nombre, amistad, obediencia, cariño) involucradas en las distancias sociales interespecíficas en la vida social y el espacio doméstico.

Palabras claves: Animales - Derechos civiles - Salud pública - Zoonosis

 

 

LUDUS NATURAE - CORPORALIDADE E RE-SIGNIFICAÇÃO ECOLÓGICA: AVENTURA LÚDICA NO SURFE EM FLORIANÓPOLIS

Camila Santos de Sousa (Transes – Núcleo de Antropologia do Contemporâneo PPGAS/ UFSC)

O objetivo central deste trabalho é abordar os modos com que o corpo humano é concebido, percebido e publicado em suas relações com o ambiente, por meio das práticas corporais de aventura em meios naturais, no caso específico, os praticantes do surfe. A conexões entre práticas, visão de mundo e demais aspectos da cultura são os questionamentos centrais do trabalho, analisando a percepção e o ponto de vista a partir da perspectiva ético-existencial, da oralidade e da performatividade. A ludicidade na construção social desta atividade contemporânea, os elementos da subjetividade e da estrutura de significados resumem esta possível tentativa de (re)aproximação com a natureza. Diante do pressuposto de que o desenvolvimento tecnológico e a estrutura da vida urbana criaram outros modos de relação entre a pessoa humana e o socioambiente, os praticantes de tais atividades utilizam como elemento discursivo da simbologia moderna formas de autocuidado e outros modos de integração com o meio ambiente. Utilizo a expressão homo ludens para pensar essa reorientação através da emoção e da crença no mundo natural, ações com a natureza e o socioambiente. A pesquisa etnográfica foi realizada no município de Florianópolis, Santa Catarina, mais especificamente sua região insular, devido a suas características naturais e à grande quantidade de indivíduos que se dedicam à prática do surfe.

Palavras-chave: Corpo; Sujeito; Natureza; Lúdico; Surfe

 

Etnografías ambientales en torno a la alimentación y la agricultura

 

 

EL CASO DE LA INGESTA DE SANGRE CRUDA DE VACA

Gloria Sammartino. Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires

El objetivo de esta presentación consiste en analizar la práctica de la ingesta de sangre cruda bobina entre pobladores de origen campesino de la Quebrada de Humahuaca, región perteneciente al NOA argentino. La misma emerge como una temática que emerge en el marco de la investigación que llevamos adelante entre los años 2006 a 2013 centrada en el estudio etnográfico acerca de los significados alimentarios en la región por parte de campesinos que producen alimentos orientados al autoconsumo. El análisis de esta práctica nos permite reflexionar y discutir aspectos que inciden en la conformación del gusto y disgusto, de lo considerado puro o impuro, bueno o malo para comer, como de las concepciones acerca de la naturaleza, en relación al entramado sociocultural en el que se dan. Asimismo nos permite visibilizar algunas tensiones entre los patrones de poder relacionados a la dominación occidental y realizar un ejercicio de deconstrucción de los criterios establecido desde los centros de poder – saber, como clavijas que activan el proceso de construcción de la alteridad subalterna-identidad  hegemónica en relación a esta temática. De este modo esperamos contribuir al  análisis de los dispositivos de poder que hacen a la existencia de un modelo hegemónico que invisibiliza conocimientos y criterios acerca de la construcción de los gustos y prácticas alimentarias y de distintas concepciones acerca de la naturaleza.

Palabras claves: sangre – gusto – alteridad – identidad – prácticas alimentarias

 

 

A ECOLOGIA NO PRATO: UM ESTUDO SOBRE A ECOGATRONOMIA

Kamila Guimarães Schneider. Universidade Federal de Santa Catarina

Neste presente artigo tenho o objetivo de discutir sobre o conceito de ecogastronomia e como ela fundamenta tanto teoricamente quanto na prática o movimento social denominado Slow Food. Movimento este que nasce nos anos de 1985 com o objetivo de embate contra o fast food. Para atingir tal objetivo central é necessário em um primeiro momento analisarmos o estilo de vida dos participantes do movimento Slow Food. Mais especificamente, pretendo analisar o que Clifford Geertz designa de ‘ethos’ e visão de mundo. E em um segundo momento trazer o circuito que o movimento constrói. Por fim pretendo analisar como se estabelece as práticas e hábitos de consumo alimentar ecológico dos indivíduos deste movimento. Pretendo atingir os objetivos propostos por meio da metodologia etnográfica, com a utilização do método de observação participante em um Grupo Local do Slow Food na cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, Brasil.

Palavras chave: Ecogastronomia, ethos, visão de mundo, circuito,  Slow Food

 

PRODUCCIÓN DE PAISAJES DE AGUA. NUEVOS ESCENARIOS DEL RIEGO AGRÍCOLA EN URUGUAY

María Noel González. FHCE-Udelar

El agua configura sociedades en formas particulares de acuerdo a la forma en que es experimentada, haciendo posible la vida de tal manera que difumina los límites entre naturaleza e infraestructura (Hastrup, 2013). En su doble condición de objetivación moderna -puesta en juego en la dinámica mercantil del capitalismo contemporáneo, en los marcos políticos globales, domesticada a través del despliegue de tecnologías físicas de alta especialización y tecnologías sociales largamente abordadas por la Antropología- y de agente no-humano esencial para la vida y conector de mundos diversos, el agua y sus flujos, presenta potencialidades heurísticas que configuran un campo promisorio para abordar las actuales preocupaciones de la Antropología Ambiental.

En Uruguay particularmente, se encontramos un escenario novedoso en que el agua y su disponibilidad para uso agrario se ha tornado en tema central al amparo del discurso sobre el cambio y variabilidad climática. El riego como práctica de control del agua que aumenta la productividad es un claro ejemplo de las respuestas tecnológicas en avance, que disminuye la incertidumbre y mejora la rentabilidad de las empresas agrícolas. Este trabajo, enmarcado en una investigación que se inicia, propone definir el campo de conexiones relevantes para abordar la cuestión de la producción de paisajes del riego en Uruguay. Particularmente se enfatiza el campo de despliegue de nuevos discursos y prácticas dominantes que abonan la idea de la inevitabilidad de caminos específicos de organización del control del agua para la generación de renta agrícola.

Palabras clave: Antropología ambiental, Agua y Cultura, Riego

 

 

LA DIMENSIÓN AMBIENTAL EN LAS EXPERIENCIAS FORMATIVAS DE PEQUEÑOS AGRICULTORES DEL SUDOESTE MISIONERO (ARGENTINA)

María Laura Canciani. Instituto de Investigaciones en Ciencias de la Educación – Universidad de Buenos Aires

En este trabajo indagamos sobre las experiencias formativas de pequeños productores rurales vinculados a la agricultura familiar en una configuración territorial específica del espacio rural del sudoeste misionero (Argentina). El objetivo principal es profundizar en la dimensión ambiental que emerge de dichas experiencias a partir del análisis de tres casos de pequeños agricultores que, desde sus diferencias y similitudes, reflexionan sobre el territorio que habitan y las problemáticas ambientales de la región en relación con las prácticas productivas que desarrollan en su vida cotidiana, en un contexto de creciente concentración de la propiedad de la tierra y avance de la explotación forestal de especies exóticas de rápido crecimiento.

Del análisis se infieren dos ejes centrales que queremos debatir. El primero refiere a la complejidad de la cuestión ambiental en tanto ámbito de lo social constituida por distintas dimensiones (social, política, ecológica distributiva, cultural, productiva, etc.), que asume características específicas en el espacio rural de nuestro país. El segundo pretende discutir ciertos supuestos que presentan al agricultor familiar como sujeto ambientalista per se, reforzando un ecologismo popular esencialista que no contribuye a visibilizar la construcción histórica y socialmente situada de las prácticas y los saberes vinculados al ambiente. En este sentido, nos interesa sostener que dicha construcción se encuentra en estrecha relación con las experiencias formativas de los sujetos, la historia ambiental del lugar en el cual éstos desarrollan sus prácticas y las disputas actuales por el territorio que habitan.

Para dicha reflexión nos apoyamos en el cruce de lecturas provenientes de la antropología, la pedagogía y la ecología política, a la luz de los avances de una investigación doctoral en el área de educación que, desde una perspectiva etnográfica, pretende estudiar los procesos formativos que se producen, circulan y transforman en el espacio rural del sudoeste misionero. 

Palabras claves:educación, agricultura familiar, ambiente, ruralidad, Misiones

 

 

CONCEPÇÕES, PRÁTICAS E CONCEITO: O(S) “ECOLÓGICO(S)” NO COTIDIANO DE AGRICULTORES DA REGIÃO DE PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL

Patrícia Postali Cruz. Universidade Federal de Santa Catarina

O trabalho refere-se à reflexão produzida a partir do trabalho de dissertação, tendo como pano de fundo a pesquisa de campo realizada entre agricultores da região de Pelotas, Rio Grande do Sul. O contexto no qual o trabalho foi gerado diz respeito a uma rede construída a partir de práticas e narrativas ligadas ao “universo” da agricultura familiar de “base ecológica”. A proposta deste trabalho reside na tentativa de tensionar o “ecológico” enquanto um conceito universal e homogêneo na rede. Para isso, irei me aproximar de argumentações teóricas da disciplina antropológica que buscam enfatizar, enquanto fenômeno primário, a relação entre atores, a fim de extrapolar a interpretação etnográfica formulada a partir de conceitos pré-concebidos, neste caso, o próprio “ecológico”. Procuro demonstrar, então, que as relações entre os atores se dão em escalas diversas, extravazando a cartilha da técnica e dos modelos de propriedades agrícolas. Interligam o cosmos com as escolhas econômicas (produtivas). Experienciam os ambientes através de uma percepção cotidiana, formulando relações heterogêneas com a(s) natureza(s). Nessa lógica, percebo o(s) ecológico(s) enquanto hábitos de percepção e/ou engajamentos, constituindo-se num processo cotidiano de educação da atenção, conforme proposto por Ingold (2010), a partir de relações das mais diversas naturezas e escalas, sejam elas entre humanos/humanos, humanos/não humanos, técnicas/ambientes, entre outros.

Palavras-chave: Relação. Engajamento. Ecológico. Etnografia.

 

PERCEPÇÕES DE NATUREZA ENTRE AGRICULTORES ASSENTADOS DA REFORMA AGRÁRIA NO PAMPA GAÚCHO

Régis da Cunha Belem. PGDR/Unversidade Federal do Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul – estado mais meridional do Brasil –, o processo de reforma agrária foi constituído a partir da migração de agricultores sem-terra (público demandante da política), originários de região cuja formação social é marcada pela agricultura familiar, para áreas historicamente ocupadas por latifúndios, no Pampa, adquiridas pelo Estado. Passadas duas décadas do estabelecimento dos primeiros assentamentos de reforma agrária na região de Bagé – processo que hoje abrange em torno de duas mil famílias – e no bojo do debate público sobre os resultados da reforma agrária, tem-se indagado sobre os sucessos e fracassos da experiência, particularmente no que se refere à eficácia em termos de produção agropecuária. Animais, cultivos e práticas agrícolas que compunham o saber-fazer desses camponeses na metade norte do estado não puderam simplesmente reproduzir-se no novo ambiente encontrado nas áreas de assentamento, na metade sul do estado. A pesquisa realizada conduziu o foco para as percepções destes agricultores e agricultoras sobre o novo ambiente natural sobre o qual (re)estruturaram suas vidas, distinto daquele de sua origem. Para tanto, a pesquisa a campo, realizada junto a lideranças de agricultores assentados, procurou conhecer suas interpretações sobre sua relação com a natureza a partir do estabelecimento de novas formas de produzir e viver.

Palavras-chave: relações natureza-cultura, reforma agrária, campesinato

 

 

CONTROVÉRSIAS DURANTE A CRISE HÍDRICA NA CIDADE DE SÃO PAULO (2014-2015)

Andre Sicchieri Bailão. Universidade de São Paulo (PPGAS/USP

A cidade de São Paulo foi palco, durante os anos de 2014 e 2015, daquilo que veio a ser chamado de “crise hídrica” - decorrente de uma diminuição das chuvas e de outros fatores sociotécnicos em relação à infraestrutura de abastecimento de águas e à mudança ambiental e climática. Durante a crise, diferentes grupos se mobilizaram para construir narrativas técnico-científicas sobre as causas da crise, mobilizando diferentes fatores e agentes naturais e sociais. Narrativas sobre crises e catástrofes ambientais normalmente expõem diferentes misturas e purificações das categorias ocidentais tradicionais de natureza e sociedade. As narrativas de mudanças climáticas são um dos principais exemplos contemporâneos – e com as quais algumas das narrativas sobre a crise hídrica estão diretamente relacionadas.

Nesse sentido, este trabalho visa identificar e descrever os diferentes alistamentos de causas e fatores humanos e não-humanos nas narrativas sobre a crise hídrica em São Paulo, segundo cientistas, engenheiros e ambientalistas. Será escrito a partir de pesquisa realizada entre 2012 e 2014 entre cientistas de mudanças climáticas durante meu projeto de mestrado em antropologia, assim como uma etnografia feita entre grupos envolvidos com a crise hídrica entre 2014 e 2015. O objetivo é descrever como as diferentes redes de cientistas e ativistas ambientais produzem essas narrativas; as diferentes traduções e conflitos que porventura surjam entre elas; e quais naturezas e sociedades são imaginadas e construídas por elas - com enfoque na antropologia da ciência, ambiente e modernidade de Bruno Latour, Marilyn Strathern, Tim Ingold, entre outros.

Palavras-chave: antropologia da ciência; antropologia da modernidade; natureza e sociedade; crise hídrica; crise ambiental.

 

 

Significados del ambiente y conflictos en torno a la conservación 

 

REDES DE COLABORACIÓN Y REORGANIZACIÓN DEL TERRITORIO EN LA ZONA SUJETA A CONSERVACIÓN ECOLÓGICA DE CIÉNEGA DEL FUERTE, MÉXICO

Carlos Alberto Casas Mendoza. Instituto de Antropología, Universidad Veracruzana

El 26 de noviembre de 1999 fue promulgado el decreto estatal que reconocía a la Ciénega del Fuerte (en México), como una Zona sujeta a conservación ecológica. Esta región de humedales costeros, ubicada en el norte del estado de Veracruz, pasaba así a tener un estatuto legal de salvaguarda territorial que le permitía –en principio–, poseer elementos operantes para defender, conservar y restablecer un nicho ecológico, por demás dañado. El boom turístico provocado por el desarrollo hotelero, que desde la década de 1950 transformó el paisaje, así como el movimiento migratorio de pobladores, que vino acompañado por este crecimiento, alteraron fuertemente los patrones de manglares y selvas inundables que conforman dicho ecosistema. Sin embargo, el cambio jurídico por si mismo no sería suficiente. La presente ponencia analiza las encrucijadas a la que han estado expuestos los grupos de ecoturismo que se han desarrollado en dicho espacio y los cambios en las percepciones que sobre el territorio se han generado entre ellos. Tensiones y conflictos de distinto orden se extrapolan en la historia regional de los grupos que han participado de este proceso. No obstante, estas tensiones no son ajenas a procesos de magnitud global, que no solo alimentan los cambios en la percepción local, sino que además colocan preguntas interesantes sobre: “lo natural”, “la naturaleza” y las formas de agencia y organización colaborativa. La ponencia se decanta sobre el análisis etnográfico de estos procesos y sus implicaciones para los procesos de conservación ecológica.

Palabras claves:Ecología, redes colaborativas, globalización y agencia.

 

 

NATURALEZAS POLIÉDRICAS: DISCURSOS, PRÁCTICAS Y PERCEPCIONES EN TORNO A LA CONFLICTIVIDAD SOCIAL DE LAS ÁREAS NATURALES PROTEGIDAS

José A. Cortés-Vázquez. Universidad de Manchester

En las últimas décadas, los conflictos relacionados con la introducción de políticas de conservación y la creación de áreas naturales protegidas ha sido un campo clave para el estudio de la noción de naturaleza en antropología social. Destaca sobre todo el análisis de cómo las lecturas ambientales que activan las políticas de protección ambiental en espacios protegidos, basadas habitualmente en visiones dicotómicas de la naturaleza, son contestadas, negociadas y/o resistidas por las poblaciones locales. El conflicto entre diferentes agentes supone la activación de discursos que legitiman una forma u otra de explotar los recursos y en los que nociones alternativas de la naturaleza juegan un papel central. Sin embargo, estos juegos de contestación, negociación y resistencia se desarrollan también a niveles no-discursivos, particularmente a nivel de percepción –en el que determinada forma de mirar y posicionarse respecto al medio se correlaciona con determinada forma de entender la naturaleza- y a nivel de práctica –en el que el sentido dado a unas actividades u otras conecta también con cierta forma de entender lo natural. En esta comunicación utilizo el estudio etnográfico de distintos conflictos en un área protegida en el sur de España (Parque Natural Cabo de Gata-Níjar) para reflexionar sobre las interconexiones existentes entre estas dimensiones discursivas, perceptivas y prácticas de la naturaleza. Con ello lo que pretendo es poner de relevancia que la naturaleza, como objeto de estudio etnográfico, posee un carácter “poliédrico” que debe estudiarse desde una perspectiva compleja. 

Palabras clave:naturaleza, conservación, áreas protegidas, complejidad

 

LA CRECIENTES DEMANDAS AMBIENTALISTAS RELACIONADAS CON LA CONSERVACIÓN DE LA BIODIVERSIDAD EN COMUNIDADES MAPUCHES

Ludmila Quiroga. Facultad de filosofía y Letras. Universidad de Buenos Aires

En el presente artículo nos proponemos reflexionar acerca de la crecientes demandas ambientalistas relacionadas con la conservación de la biodiversidad en las agendas políticas. Al tiempo que intentaremos problematizar de qué manera se articulan los derechos ambientales con el imperioso reconocimiento de los pueblos originarios como sujetos de derecho. Este complejo entramado político nos permite analizar en qué medida las políticas ambientalistas disputan o refuerzan los derechos de las comunidades, abordando las tensiones y contradicciones que se producen en esta arena política - económica. Al tiempo que se crean y recrean relaciones de poder y se reproducen estructuras de desigualdad sociales.

Asimismo intentaremos abordar la producción y reproducción de estereotipos y el manejo de esencialismos simbólicos, como parte de la diversidad de posicionamientos políticos en este proceso de disputa por el acceso y gestión de los recursos y los territorios. Los cuales se encuentran condicionados por una variedad de imposiciones estatales, que se asocian con la visibilización de las comunidades y su reconocimiento identitario. De esta forma, se podría estar condicionando y limitando el reconocimiento de las demandas y los derechos de estos pueblos.

Específicamente analizaremos procesos de disputas en comunidades Mapuches que vienen llevando adelante una históricamente lucha por sus derechos territoriales. Abordando problemáticas como la autonomía y el consentimiento, libre, previo e informado en sus territorios.

Palabras claves: Ecología Política - Derechos Ambientales - Derechos indígenas - Producción de territorialidades y Etnicidad.

 

TERRITORIO, CONSERVACIÓN Y DERECHOS: EL PROGRAMA DE CO-MANEJO DEL PARQUE NACIONAL LANÍN EN NEUQUÉN

Nadia Ameghino. Universidad Nacional de San Martín

El presente trabajo reflexiona sobre el programa de co-manejo en el Parque Nacional Lanín (PNL) en Neuquén, entendido como un campo de disputa por (la administración de) un territorio. Evidencia la relación complementaria y contradictoria entre derechos, ambiente y desigualdad, permitiendo vislumbrar dos cosmovisiones y concepciones diferentes de naturaleza, territorio y biodiversidad: la occidental racional y la ancestral y tradicional mapuche. El programa involucra repartición de responsabilidades y competencias entre las autoridades del parque y del pueblo mapuche teniendo en cuenta las pautas de uso, acceso, control y manejo del territorio y sus recursos, que surgen del saber ancestral de las comunidades mapuche. Las decisiones sobre conservación y manejo de los recursos naturales dejan de ser monopolio de parques nacionales.

El PNL como institución estatal tiene un rol central en la construcción del Estado-nación argentino, en relación al control y la soberanía de los territorios de frontera. Por esto, compartir la jurisdicción territorial con el pueblo mapuche a través del co-manejo, impacta en el centro de la autoridad política del Estado-nación. El paradigma conservacionista durante la creación del PNL privilegiaba la protección de las áreas naturales mediante su aislamiento e intangibilidad, con políticas de sometimiento, discriminación y desalojo de pobladores indígenas.

El caso del co-manejo evidencia diferentes concepciones de la relación naturaleza-cultura (y las tensiones y desafíos que conlleva) en un contexto rural, específicamente un parque nacional. Es un modelo innovador de gestión de la diversidad, una herramienta posible hacia la construcción de una interculturalidad y un manejo autónomo del territorio.

Palabras clave: pueblo mapuche – naturaleza – co-manejo – Parque Nacional Lanín.

 

 

 

MÃES D'ÁGUA, CAIPORA E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS NA ÁREA INDÍGENA TREMEMBÉ DE ALMOFALA

Juliana Monteiro Gondim. Universidade de São Paulo

Versarei aqui sobre os conflitos espaciais envolvendo os índios Tremembé de Almofala, os encantados e empreendimentos de diversas ordens que têm gerado profundos impactos ambientais na Área Indígena. Os encantados são seres que permeiam o universo cosmológico de grupos indígenas e comunidades tradicionais em várias regiões do Brasil e em algumas outras partes do mundo. A descrição desses seres entre os Tremembé é bastante difusa, ora são descritos como pessoas que, mesmo não tendo atravessado a experiência da morte, foram encantadas, deixando de ser vista pela maior parte de nós; ora são ancestrais que morreram, mas continuam por perto, a proteger seus parentes e seus lugares; outras vezes são fadas, príncipes e princesas que habitam castelos, também encantados, erguidos nas paisagens de Almofala, mas vistos apenas por algumas pessoas que teriam "merecimento" para vê-los; ora são seres como o Caipora e as Mães d'Água... Enfim, mesmo diante de tanta diversidade, algo em comum em todas as narrativas é que estes seres habitam as paisagens classificadas por nós como "naturais": águas, dunas e matas da região. Assim sendo, os impactos ambientais gerados pelos empreendimentos que atingem a Área - tais como parques de energia eólica, a monocultura do coco, criação de peixe e camarão em viveiros etc. - envolvem não só os índios que sobrevivem daquele território, mas também os encantados. Pretendo aqui desvendar como os encantados atuam nas disputas por tais áreas, para, a partir desses dados, lançar algumas reflexões sobre as noções de natureza e sobrenatureza para os Tremembé.

Palavras chaves: Tremembé de Almofala, encantados, natureza, sobrenatureza.

 

NAVEGANDO EL DELTA INFERIOR DEL RÍO PARANÁ: ETNOGRAFÍA E INTERDISCIPLINARIEDAD EN UN TERRITORIO EN DISPUTA

Gimena Paula Camarero. Facultad de filosofía y Letras. Universidad de Buenos Aires. Patricio Hernán Straccia; Andrea Tatiana Pino Rodríguez; Esteban Maestripieri; Julián Ignacio Monkes. Facultad de Agronomía, Universidad de Buenos Aires.

En esta ponencia presentaremos avances en la investigación sobre los modos en que las interpelaciones ambientalistas de resguardo de los ecosistemas de humedales se articulan con la trama socio-cultural, económica y política de la Zona Núcleo Forestal ubicada en el Delta Inferior del río Paraná (partidos de Campana y San Fernando, provincia de Buenos Aires). Desde el año 2012 trabajamos en un equipo interdisciplinario compuesto por antropólogas, licenciados/as en ciencias ambientales, ingenieros/as agrónomos, ingenieros/as forestales y geógrafos/as de la Universidad de Buenos Aires. El objetivo del equipo es analizar los discursos, prácticas y saberes sobre las relaciones sociedad/naturaleza que recrean los distintos actores en el proceso de disputa por la definición del territorio de este sector del Delta Inferior del río Paraná. Para ello implementamos el método etnográfico con enfoque multiactoral y multiespacial, buscando captar las percepciones de todos los actores intervinientes. En este proceso hemos encontrado actores políticamente marginados y conflictos latentes que buscamos visibilizar a través de nuestros trabajos de investigación. Presentaremos algunas de estas líneas de trabajo y buscaremos reflexionar sobre la particularidad de nuestro proceso de investigación, que no emplea sólo el método etnográfico sino que también integra enfoques provenientes de la agronomía, la ecología y la geografía. Plantearemos que la interdisciplinariedad implica una dinámica de investigación particular, con una construcción colectiva del conocimiento orientada –y enriquecida- teórica y metodológicamente desde diversos ángulos, y un peculiar acceso al campo donde diferentes miembros del equipo comparten lenguajes comunes con actores locales.

Palabras clave: etnografía de conflictos ambientales, ecología política, humedales, interdisciplinariedad, reflexividad

 

 

SIGNIFICACIÓN ECOLÓGICA DE LAS SUBSTANCIAS PSICOACTIVAS: CAZA-RECOLECCIÓN, SHAMANISMO Y PERCEPCIÓN DEL MEDIOAMBIENTE

Fernando M. Lynch. Sección de Etnología, ICA, F.F. y L. Universidad de Buenos Aires

Se propone una lectura antropológica de las substancias psicoactivas en términos de la fundamental interrelación de la naturaleza y la cultura que las atraviesa. Se toma como punto de partida el dato etnobotánico concerniente la alta proporción de plantas psicoactivas en el Nuevo Mundo en relación con el Viejo –unas 120 frente a 20-. Se ha argumentado que este dato, incomprensible de acuerdo a sus respectivas condiciones ecológicas, se debería a la mayor difusión por un amplio lapso histórico en nuestro continente de una gran cantidad y diversidad de culturas cazadoras recolectoras. Mientras en América los saberes shamánicos de estas agrupaciones han sido precisamente los responsables del descubrimiento de las propiedades psicoactivas de muchas plantas, se ha sostenido que, debido a la presión territorial sufrida por parte tanto de poblaciones pastoriles y agricultoras como sobre todo por civilizaciones urbanas, estas prácticas y sus correspondientes saberes no habrían podido desplegarse de un modo similar en el Viejo Mundo. Ilustrando la singularidad de la percepción ecológica cazadora-recolectora americana a través del caso etnográfico chaqueño wichí –cuyas prácticas shamánicas recurren a la ingesta ritual del cebil, planta con determinadas propiedades psicoactivas-, se pone de relieve la contraposición ontológica entre la percepción naturalista de la psicoactividad –la concepción alucinogénica de las drogas- y la percepción animista shamánica de despliegue del alma del cuerpo y viaje al “otro mundo” –concepción visionaria de la experiencia psicoactiva-. Se discuten en última instancia las implicancias ecológico-políticas de ambos modos alternativos de percepción del medioambiente. 

Palabras clave: ecología, substancias psicoactivas, caza-recolección, shamanismo, percepción

MIRAÇÕES NO SANTO DAIME E O AGENCIAMENTO VEGETAL

Maicon do Couto Fecher. Escola Nacional de Botânica Tropical

Este trabalho pretende dialogar com autores e atores sociais sobre o evento da Miração nos rituais religiosos do Santo Daime, durante a ingestão do chá, sacramento dessa religião, que se trata de uma bebida produzida a partir de duas plantas amazônicas, Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis. Entender o que ocorre ou que experiência os atores sociais atualizam mediante o consumo, são pontos necessários para ampliar o conhecimento sobre os eventos imagéticos e de “expansão de consciência”, que são conhecidas como Miração. Através de trabalhos etnográficos realizados por observação participante em rituais do Santo Daime em 2014/2015 na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais - Brasil, busco relatar e fazer conexões teórico-conceituais a partir da noção desenvolvida por Lévi-Strauss em sua obra Cru e Cozido sobre a semiótica dos sistemas de significação e transformações de figura-fundo, além do  conceito de inconsciente maquínico de Félix Guattari, buscando aproximações destes conceitos com categorias nativas de expansão de consciência e acesso a outras consciências supra-humanas.

Ao pensar nas categorias nativas de que “a planta ensina, busco trabalhar uma semiótica humano-vegetal e discutir os agenciamentos da planta, a fim de tornar mais clara a noção de planta professora, e não somente planta psicotrópica.

Palavras chave: Daime, Miração, Expansão de Consciência, Agenciamento