RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 14

GT 14. ETNOGRAFÍAS ENTRE LO LEGAL E ILEGAL: FRONTERAS, CONTROLES Y MERCADOS

Coordinadores:

Brígida Renoldi (CONICET-Universidad Nacional de Misiones, Argentina); brire@hotmail.com

Lenin Pires (INCT-InEAC/Universidade Federal Fluminense, Brasil); leninpires@gmail.com

 Efrén Sandoval Hernández (Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social, México – Unidad Noreste); esandoval@ciesas.edu.mx

Comentarista: Mariano Perelman (Universidad de Buenos Aires)

 

 

AS NOÇÕES DE ILEGALISMOS E DELINQUÊNCIA E O MERCADO DE DROGAS NO RIO DE JANEIRO

 

Antônio Rafael Barbosa – Professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense. antonio.rafael.barbosa@gmail.com

 

Nesta comunicação busco examinar algumas práticas de uso e comércio de drogas no Rio de Janeiro, especialmente o mercado varejista que se processa nas favelas e periferias da cidade, através do emprego dos conceitos de “ilegalismos” e de delinquência como instrumentos heurísticos. Interessa-me explorar, simultaneamente, tanto as torções que a aplicação de tais noções produz na análise e descrição etnográfica do meu material de pesquisa, quanto as possíveis variações de ambos os conceitos, suas virtualidades transformacionais que podem ser aventadas a partir do exame deste mesmo material.

Palavras-chave: ilegalismos, delinquência, comércio de drogas, Rio de Janeiro.

 

 

LA REGULACIÓN DEL CANNABIS EN ESTADOS UNIDOS Y SU IMPACTO EN LA FRONTERA TIJUANA-SAN DIEGO

Alberto Hernández Hernández. Profesor investigador Departamento de Estudios de Administración Pública El Colegio de la Frontera Norte (México). Jaime Andrés Vinasco Barco. Estudiante de doctorado en Ciencias Sociales con Especialidad en Estudios Regionales, El Colegio de la Frontera Norte (México). ahdez@colef.mxy/o Jvinascodcs@colef.mx

 

A lo largo del siglo XX, el panorama de la producción y consumo del cannabis generó un intenso debate, caracterizado por acciones de prohibición y de castigo para productores, distribuidores y  consumidores. Dicha postura estaría encabezada por Estados Unidos, quien la llegó a considerar a una severa amenaza a la seguridad nacional. Al mismo tiempo, esto coincidió con que México se convertiría en un productor importante del cannabis, y su frontera norte un lugar de tráfico ilegal de esta droga. Este paradigma cambió radicalmente cuando varios estados de la Unión Americana, en pleno siglo XXI, emprendieron acciones de legalización de esta droga. California, fue el primer en despenalizar la provisión de cánnabis medicinal, en él han confluido algunos de los procesos de cambio normativo más notables, como la instalación de dispensarios para su venta. Pese a la cercanía geográfica entre las ciudades Tijuana-San Diego, que comparten una frontera de 50 kilómetros y es la más cruzada del mundo, ambos lados se caracterizan por tener diferentes posturas en cuanto a legalización e ilegalización, tanto de armas como del cannabis. El presente trabajo buscar analizar las formas en que consumidores que residen en Tijuana conviven en un contexto de legalización e ilegalización en cuanto a la posesión, adquisición y distribución de cannabis. Estos usuarios, coexisten cotidianamente en ambos lados de la frontera ya sea por motivos escolares, laborales o recreativos. Se parte de la delgada línea que separa los fines medicinal y terapéutico, de los recreativos, haciendo de lo legal e ilegal una frontera muy tenue.

Palabras clave: fronteras, regulación del cannabis, prácticas legales e ilegales

 

 

ZONAS DE INTERSECCIÓN: UN ITINERARIO DE LA NOCIÓN DE INFORMALIDAD EN LAS CIENCIAS SOCIALES

 

María Maneiro (IIGG-UBA/ CONICET)

 

El trabajo que presentamos busca reflexionar respecto de la dimensión política que se inscribe en el binomio formalidad/informalidad. Nos aproximaremos a esta cuestión retomando las sugerencias de Agamben quien propone transformar las dicotomías en bipolaridades heterogéneas y asimétricas. Con este objeto en primera instancia nos proponemos explorar la categoría analítica informalidad, remitiendo a los estudios sobre marginalidad, para ello abordaremos el desplazamiento del concepto y trataremos de aproximarnos a su dimensión política. Seguidamente ingresaremos en la noción de informalidad propiamente dicha, para llegar desde allí a la cuestión de la informalidad política. Aquí, la noción aparece, desde el planteo propuesto, indisolublemente ligada a los poderes del estado. Posteriormente rastrearemos los solapamientos y las articulaciones entre lo formal y lo informal en el mundo popular, entendiendo a la informalidad tanto como la dimensión política de las prácticas informales como la dimensión informal de las prácticas políticas. Luego revisaremos dos nociones que pretenden asir el espacio de intersección referido: por un lado retomaremos la noción de estado de excepción, como nudo gordeano que puede ayudar a la comprensión de la génesis de la bipolaridad formal/informal; por el otro lado abordaremos la noción de zona gris, como condensadora de un espacio social de relaciones distorcidas e intrincadas entre grupos sociales e individuos con diversas investiduras sociales y estatales. Finalmente explicitaremos una serie de reflexiones y nuevos interrogantes que serán retomados en trabajos posteriores.

 

 

 

 

 

 

CONTROLE SOCIAL DE PRÁTICAS (I)LÍCITAS NA TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL-COLÔMBIA-PERU

 

Gilse Elisa Rodrigues. Professora da Universidade Federal do Amazonas(Brasil) y Doutoranda- Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais/PUCRS. gilseelisa@ig.com.br

 

O estudo sócio-antropológico sobre o controle das práticas ilícitas que se desenrolam na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, alvo da presente proposta de comunicação, sinaliza uma possibilidade de problematização do que se entende por fronteira do ponto de vista político-geográfico-administrativo. Na medida em que indivíduos e grupos sociais delimitam seus espaços de negociação estabelecem novas regras de ocupação do território, estendendo ou reduzindo os limites da fronteira, reduzindo ou aumentando os obstáculos para transpô-la, promovendo novas fronteiras culturais, sociais, simbólicas, bem como redefinições, conflitos e mesmo confronto às fronteiras definidas pelo poder político-governamental. A existência da fronteira em si já pressupõe uma possibilidade latente de circulação de pessoas, mercadorias, moeda, bens materiais de forma lícita ou não. Pode-se afirmar que este contexto possui uma dinâmica própria e instável que congrega a dimensão do conflito, da diferença, da integração e do poder entre os grupos locais e os Estados nacionais. Isto provoca reconfigurações tanto sobre as práticas legais quanto ilegais, redefinindo as estratégias pelas quais o Estado passa a dar respostas aos ilegalismos. Portanto, interessa compreender as diferentes práticas (i)lícitas que circulam na tríplice fronteira e as estratégias locais formais e informais de controle sobre as mesmas.

Palavras-chave: controle social na fronteira; fronteiras transnacionais; tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru

 

 

A OPERAÇÃO “NO CAMINHO”: DISPUTAS ENTRE OS COMÉRCIOS INFORMAL E FORMAL NA FRONTEIRA BRASIL-BOLÍVIA

 

Pedro Rabello Paes de Andrade. Mestre em Antropologia/Universidade Federal da Grande Dourados. pedro.rabello@yahoo.com.br

 

A investigação constitui parte da pesquisa de mestrado do autor, concluída no ano de 2014. A cidade fronteiriça de Corumbá-MS tem observado com atenção, nos últimos anos, diversas ações do poder público que têm como objetivo combater o contrabando e o descaminho, além de coibir o comércio informal na cidade. Tais ações têm nos comerciantes nativos da Bolívia - país com a qual a cidade faz fronteira – seus principais alvos. Dialogando com pesquisas anteriormente realizadas na região, abordo aqui principalmente a operação “No caminho”. Parceria entre Receita e Polícia Federal, com apoio logístico do Exército Brasileiro. Esta operação mobilizou ao menos 270 pessoas e capitalizou grande atenção da mídia local. O objetivo era cumprir 38 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais suspeitos em Corumbá, cujos responsáveis eram, em sua maior parte, bolivianos. Onze caminhões-baú foram preenchidos com as mercadorias apreendidas em apenas um dia de operação, que surpreendeu todos os donos dos estabelecimentos atingidos. Através da observação e do diálogo com interlocutores – principalmente bolivianos da região do altiplano, presença maciça no comércio da fronteira em questão –, além da análise de discursos das autoridades e notícias da mídia local, procuro entender como as disputas entre o comércio formal e informal criam um ambiente de predominante hostilidade para com os bolivianos que buscam melhorar suas vidas beneficiando-se do comércio fronteiriço. Além disso, tento entender as motivações dos atores em questão, suas condições de vida, as diferentes táticas comerciais e como conseguem suas mercadorias.

Palavras-chave: Fronteira; comércio; bolivianos; Corumbá

 

 

ÉTICA CONTRABANDISTA

 

Enrique Da Rosa,  Diplomado Gestor de Proyectos por CLAEH, Diplomado en Gestión Cultural en FLACSO, Diplomado en Gestión del Patrimonio Cultural Inmaterial por CRESPIAL-UNESCO, Diploma de Gestión Cultural del Espacio Interdisciplinario de la UDELAR (tesis final)

 

Ivonne Dos Santos, estudiante Ciencias Antropológicas (tesis en curso), Diploma “Gestión Cultural Local” Universitat de Girona. Investigadora y Educadora OSC-ECA Hilando Vidas.

 

Este trabajo presenta avances de la investigación en curso “Frontera imaginada” que realizamos en el marco de “Jodido Bushinshe” (Ciclo de exposiciones organizadas por Centros MEC que buscan la postulación del Portuñol como Patrimonio Cultural Inmaterial ante la Comisión del Patrimonio de la Nación en Uruguay). El análisis del proceso de gestación y puesta en escena del Ciclo permitió encontrar emergentes no

solo en relación al portuñol como componente lingüístico de la cultura de frontera, sino también las prácticas y estrategias que, desde diversos actores, nos llevan a lo que denominamos “ética contrabandista”. Este componente del etos social lleva a que tanto funcionari*s como ciudadan*s realicen adaptaciones de las leyes y normas usando los intersticios de estas como líneas de fuga donde se construyen las identidades fronterizas. Identidades que desde una historia continua se articulan desde un discurso subalterno con relación al discurso del estado nación. Nuestra investigación busca identificar estos componentes que dan cuenta de una identidad fronteriza particular, donde la frontera se sostiene en una linea imaginaria y las identidades culturales se disuelven y concentran en conformaciones contra-hegemónicas a la “identidad nacional”.

Palabras clave: Portuñol, Frontera, Estado, Etos, Contrabando

 

 

“YO NACI NUNA FRONTERA DONDE SE JUNTAN DOS PUEBLOS”: UMA (AUTO)ETNOGRAFÍA ENTRE O URUGUAI E O BRASIL

 

Isis Karinae Suárez Pereira, Graduanda em Antropologia Social e Cultural na Universidade Federal de Pelotas- UFPel- isiskspereira94@gmail.com

 

O presente trabalho em Antropologia apresenta o modo de vida dos fronteiriços -como se autodenominam-moradores das cidades de Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai). Uma fronteira ao norte do Uruguai e sul do Brasil, apresentando um panorama único para estudos sociais. A pesquisa foi desenvolvida no âmbito de um projeto de conclusão de curso. Na atualidade, as fronteiras tem sido alvo de inúmeras pesquisas; muitos estudos na antropologia colocam a inexistência de fronteiras culturais, existindo apenas as de cunho simbólico, as estatais. A partir da etnografia apresento a trajetória de algumas famílias da região, o seu dia-a-dia e como vivem a fronteira (simbólica e física) com seus saberes e modos de fazer, demonstrando, desse modo, a existência das fronteiras. Para isso, escolhem-se as dinâmicas diárias desenvolvidas na informalidade como ponto central de observação. O que nos apresentou a fronteira entre o legal e ilegal, tornada ínfima na região, reconstruindo-se nas situações observadas. A pesquisa foi realizada através de visitas às famílias, momento em que os relatos contados de eventos e micro-eventos se tornaram roteiros das conversas. Após algumas idas a campo o objetivo tornou-se  compreender o conceito de identidade para essas pessoas, analisando os relatos de obtenção e uso de documentos, assim seja certidão de nascimento, registro geral, CPF, carnê de saúde, registro de propriedades, entre outros. As etnografias foram somadas à experiência do pesquisador apresentadas pela autobiografia, o ser da região propiciou novos olhares na pesquisa. Tornando possível repensar os métodos antropológicos, como os desafios da antropologia para antropólogos em formação, o aplicar novos métodos, sendo um deles a auto-antropologia. O analisar criticamente a presença do Estado em fronteiras tornou-se crucial na pesquisa, os dados apresentados são um passo inicial do trabalho, o qual continuará sendo desenvolvido com o objetivo de compreender essa relação com os documentos, colocando em evidência o papel dos Estados.

Palavras-chave: antropologia; fronteira; Estado; etnografia; família;

 

 

CIRCUITOS DE BAILES DE REGGAE, MERCADO DE ENTORPECENTES E DE BENS ROUBADOS: ETNOGRAFIA DE POSIÇÕES INFORMAIS, LEGAIS E ILEGAIS EM MERCADOS DE DIVERSÕES EM PERIFERIAS DE MACEIÓ, ALAGOAS, BRASIL

 

Fernando de Jesus Rodrigues, Profº do Instituto de Ciências Sociais e membro do Programa Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas. Líder do Grupo de Pesquisa CNPq Ambientes, Afetos e Economia das Simbolizações (GRUPAAES), ferssa@gmail.com

 

Pretendo problematizar maneiras de representar entrelaçamentos entre pessoas em bailes de reggae e em trocas envolvendo dinheiro, entorpecentes e bens roubados em “periferias urbanas” de Maceió. Considero as pressões de agentes estatais sobre esses empreendimentos, e assim, busco indicar os significados do legal e do ilegal entre os agentes nesses contextos e as ambivalências de orientações que formam. A partir de visitas a bailes de reggae, entrevistas com DJ’s, donos de “discotecas”, visitas a unidades de internação, onde entrevisto jovens enovelados a mercados de entorpecentes e mercadorias roubadas, capturados pela polícia e incriminados em varas da infância e juventude, apresento uma etnografia do mercado de diversões que gravitam em torno das discotecas e das drogas em “periferias urbanas” de Maceió. Um aspecto importante deste funcionamento que destacarei são os desdobramentos das pressões de agentes estatais, policiais e judiciais, sobre os frequentadores e promotores desses negócios e, assim, as suas dimensões ambivalentes de gratificações e sofrimentos.

Palavras-chaves: Mercado informal, Mercado ilícito, Diversões, Periferia urbana, Maceió.

 

 

“LOS ESTUDIANTES NORTEÑOS DE LA UNNE Y LA HOJA DE COCA: UNA CASO PECULIAR DE COSTUMBRES Y ESTIGMAS”

 

Romina de la Cruz Brabo Guerra. Alumna de maestría en el Programa de Posgrado en Antropología Social de la Universidad Nacional de Misiones y Docente en la Universidad Nacional del Nordeste (UNNE)-Instituto de Ciencias Criminalísticas y Criminología (Corrientes-Argentina).

 

Esta presentación se enfoca en los jóvenes salteños y jujeños, que todos los años llegan a la ciudad de Corrientes (Corrientes-Argentina) atraídos por la oferta académica de grado brindada por la Universidad Nacional del Nordeste. En este territorio, el paisaje, tanto natural como cultural, presenta diferencias marcadas con respecto a sus lugares de origen. La cultura del Noroeste Argentino (NOA) encarnada por estos jóvenes, se expresa en costumbres como el coqueo, y en el lugar significativo que productos naturales, como la hoja de coca, adquieren para ellos. La coca es una planta empleada por las comunidades andinas debido a sus propiedades beneficiosas para el organismo humano y se inscribe históricamente en un espacio cosmológico y religioso. Sin embargo, desde la colonización española carga con estigmas, de los cuales el más resonante hasta la actualidad la concibe como estupefaciente: nocivo e ilegal. Aún cuando la evidencia científica contradice este posicionamiento llegó a conformarse un discurso dominante, que también se manifiesta en Argentina, mostrando diferenciaciones, tensiones y nuevas significaciones en los contextos de uso. Describiré estas prácticas según los jóvenes norteños que se han desplazado hacia la ciudad de Corrientes para estudiar en la Universidad Nacional del Nordeste, considerando sus perspectivas, experiencias y percepciones. En este sentido, problematizaré el coqueo y otros usos que los estudiantes norteños le dan a la hoja de coca, en un contexto donde su consumo llega a ser objeto de prejuicios por su relación con la cocaína, y donde se evidencian diferentes expresiones de legitimación para contrarrestar las miradas negativas sobre quienes coquean.

Palabras Clave: Cultura/hoja de coca/cocaína/estigma/universidad.

 

 

¿LA EVASIÓN IMPOSITIVA, ES UN DELITO? REFLEXIONES ACERCA DEL ILEGALISMO DE LA EVASIÓN IMPOSITIVA COMO FENÓMENO SOCIAL Y CULTURAL

Antonella Comba, Facultad de Ciencias Sociales. UBA. CONICET-IIGG. antocomba@gmail.com

 

El actual escenario agrícola argentino que denominamos Nueva Ruralidad, es producto de un largo proceso de transformaciones que ocurrieron a la luz de múltiples reconfiguraciones económicas, sociales y políticas como por la emergencia de nuevos y diversos actores sociales en el ámbito rural. Específicamente, la provincia de Córdoba se ha vuelto una región agrícola predominantemente basándose principalmente en el cultivo de la oleaginosa soja. Este ámbito de producción ha generado en la última década cuantiosos dividendos, convirtiéndose en terreno fértil para la realización de diversos tipos de ilegalidades, entre ellos, la evasión tributaria. Este tipo de delitos son escasamente castigados y el orden social ha instituido, de manera paradójica “paraísos fiscales” para refugiar el producto de ese tipo de delito, a la vez que sanciona leyes para perseguirlos y “castigarlos”. En esta ponencia presentaremos los avances de nuestra investigación que se encuentra actualmente en curso, en el marco de una beca doctoral. El insumo a partir del cual realizaremos este artículo son una serie de entrevistas semi-estructuradas que realizamos en nuestro trabajo de campo a partir de una metodología cualitativa. En el mismo, buscaremos reconstruir las diferentes técnicas de neutralización creadas y utilizadas por las distintas personas que realizan esta ilegalidad para “anular” la carga negativa de su práctica. Al mismo tiempo, buscaremos identificar su legítimo funcionamiento en el marco de códigos culturales locales compartidos tanto por los evasores como por aquellos que se dedican a perseguir esa ilegalidad y el público en general. Así, buscamos reconstruir que significan las fronteras entre lo legal y lo ilegal para ese entramado de actores en la realización de ese ilegalismo. Y entender, cómo esta significación, configura la práctica de este ilegalismo.

Palabras clave: ilegalismos-evasión-delito de cuello blanco-técnicas de neutralización

 

 

OS LIMITES ENTRE O LEGAL E O ILEGAL EM UMA FRONTEIRA AGRÍCOLA: REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES DE TRABALHO NO “AGRONEGÓCIO CAFÉ” DO CERRADO MINEIRO (MINAS GERAIS, BRASIL)

Hailton Pinheiro De Souza JR., Doutorando em Sociologia e Antropologia – PPGSA / IFCS / UFRJ,Professor Assistente – Departamento de Ciências Jurídicas – ICHS / UFRRJ, hailtonpinheiro@ufrrj.br / hpsjunior1@gmail.com

 

Esta comunicação apresenta um conjunto de reflexões sobre relações de trabalho, conflitos e seus sistemas de resolução em dois municípios do “cerrado mineiro” – Patrocínio e Araguari (MG) – que figuram entre os dez maiores produtores de café (arábica) do país; o estudo comparativo entre as “práticas produtivas”, particularmente, as relações destinadas à “contratação” de mão-de-obra sazonal (“safristas”, ou seja, migrantes do norte do Estado ou nordeste do país, via de regra), com maior ou menor participação de intermediários (arregimentadores de mão-de-obra, chamados “gatos”) – o que ocorre distintamente nas duas localidades estudadas –, bem como, os diferentes modos de encaminhamento e resolução de conflitos decorrentes das relações laborais, com a participação de instituições como os Sindicatos e Núcleos de Conciliação (Núcleos Intersindicais), nos coloca diante da possibilidade de analisar os limites da incidência da norma jurídica “formal” (do direito do trabalho “positivo”, neste caso) e, consequentemente, da atuação do Estado em uma região que já foi caracterizada como “nova fronteira agrícola” e nos últimos anos vai sendo alçada à condição de área de agricultura consolidada, com uma reconfiguração da síntese de contradições produzidas na “dialética” entre norma e prática, legal e ilegal, imposições formais exteriores e interesses concretos dos sujeitos em relação sobre questões como “salário”, “jornada”, enfim, representações sobre seus “direitos” em geral. Uma vez que tal problema se estabeleceu como central à tese de doutorado a ser por nós elaborada, a possibilidade de diálogo aberta pelo presente Grupo de Trabalho afigura-se preciosa à consecução dos melhores resultados para nosso estudo.

Palavras-chave: Legalidade. Relações de Trabalho. Fronteira Agrícola. Agronegócio. Cafeicultura.

 

 

REDES ALIMENTARIAS ALTERNATIVAS: PRODUCIR SIN EL ESTADO. UN ESTUDIO COMPARATIVO FRANCO-MEXICANO

 

David Monachon, Estudiante de Doctorado en Antropología Social CIESAS – Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social, México – Unidad DF, david.monachon@gmail.com

 

En el marco de nuestras investigaciones de doctorado nos enfocamos sobre el análisis de redes alimentarias alternativas con una perspectiva comparativa Franco-Mexicana: los Mercados Alternativos de Tlaxcala y las Asociaciones de Mantenimiento de la Agricultura Campesina. Son grupos de consumidores y de productores preocupados por los riesgos vinculados a la producción industrial y agroquímica, para la salud y el medio ambiente, y que se orientan hacia las alternativas que ofrecen las prácticas agroecológicas u orgánicas. Las dinámicas observadas en Francia parecen hacer parte de una reacción de resiliencia más amplia de la sociedad civil frente a las presiones ejercidas en su contra por el sistema económico globalizado, la búsqueda de nuevas estrategias de abastecimiento en alimentos de calidad y a favor del vínculo social entre los seres humanos. En paralelo, en México se están experimentando iniciativas análogas donde consumidores y productores reivindican sus derechos a la alimentación y su participación política a nivel local. Todos entran en esta dinámica de emancipación de los canales de distribución tradicionales que invisibilizan al productor, lo vuelven dependiente de una cadena de intermediarios y de transición hacia una agricultura sostenible donde se privilegian más los valores ecológicos y sociales que la economía de mercado destructiva para los recursos naturales, humanos y económicos de las familias campesinas. Pero para fortalecer este vínculo directo consumidor-productor y legitimarlo de manera “más formal” en los dos países se desarrollaron sistemas participativos de garantía, en paralelo a las reglamentaciones nacionales y que buscan justamente independizarse del control y de las presiones gubernamentales.

Palabras claves: Agroecología, Garantía, Campesinos, Políticas, Globalización

 

 

O LADO SOMBRIO DA ESTRADA: VITIMIZAÇÃO, GESTÃO COERCITIVA E PERCEPÇÃO DE MEDO NOS ROUBOS A ÔNIBUS INTERURBANOS

Eduardo Paes-Machado Sociólogo e criminólogo, Professor do Departamento de Sociologia e do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia. epaesm@gmail.com

 

Silvia Viodres-Inoue Psicóloga, Professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos. Apoio: CNPq e Capes.

Este trabalho discute a vitimização e a percepção de medo nos roubos a ônibus interurbanos no estado da Bahia, Brasil. Analisa entrevistas com rodoviários e passageiros, e matérias jornalísticas. Compara a vitimização nos roubos efetuados na estrada com a dos roubos em que os ônibus são desviados do seu percurso. Argumenta que o emprego da violência psicológica e física para manipular a percepção de medo é influenciado pelas características dos veículos, pela multiplicidade de vítimas e pela duração da interação entre estas e os assaltantes. Relaciona as variações no tipo e no nível de vitimização com o estilo de gestão dos assaltantes, os papéis diferenciados e as respostas dos tripulantes e passageiros nas distintas fases da transação coercitiva. Conclui defendendo a regulação destes crimes e da segurança do transporte de ônibus interurbanos.

Palavras chave: transporte de passageiros, vitimização por roubos, transação coercitiva, percepção de medo, resistência

 

 

CORRELACIÓN HISTÓRICA ENTRE ACTORES LÍCITOS E ILÍCITOS EN EL NORESTE MEXICANO

 

Carlos Antonio Flores Pérez (CIESAS-México). cafp72@gmail.comcflores@ciesas.edu.mx

 

La crisis de violencia que ha asolado a la región noreste de México es el resultado de una disfuncionalidad profunda en la estructura del poder político y económico, caracterizada en el primer caso por una reconfiguración cooptada del Estado, en la que actores políticos con influencia federal y local bloquearon de origen el funcionamiento normal de instituciones del Estado para proteger los intereses delictivos de una red criminal de la que formaban parte, en una de las zonas del país más favorables para el desarrollo de diversos tráficos ilícitos que les rindieron considerables ganancias ilegales.En esta ponencia pretendo mostrar que estas mismas redes de actores favorecerían, a partir de la puesta en marcha de operaciones que hoy son concebidas como propias del lavado de dinero, la integración de ganancias de procedencia ilícita en circuitos económicos legales que, de esta manera, tuvieron desde su origen una vinculación con los ámbitos criminales. Estos antecedentes y su continuidad a lo largo del tiempo desvirtúa cualquier intento de enfrentar a la delincuencia organizada en la región y la violencia que genera, sin reformar profundamente la estructura de poder político y económico en su conjunto. Este trabajo aportará una visión panorámica a estos procesos, a partir de documentos públicos.

 

 

“NA HORA SAI” (NHS): A PRECARIEDADE COMO MECANISMO INFORMAL ORGANIZADOR DOS PROCESSOS DE RESPONSABILIZAÇÃO E CULPABILIZAÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leonardo Mazzurana, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (PPCIS/UERJ) (leonardomzv@gmail.com)

 

A expressão “na hora sai” – ou “NHS”, como é mais conhecida – é uma máxa informal da PMERJ e remonta a ideia de “improviso”, sendo mobilizada significativamente para marcar que, a despeito de todo e qualquer esforço antecipatório de planejamento (logístico, operacional, educacional etc.), os resultados de suas intervenções dependeriam mais do “bom senso” de seus agentes (sem mencionar uma boa dose de “sorte”) para “desenrolar” as contingências que se apresentam no plano dos acontecimentos. Como um bricoleur, que recorre a um repertório heteróclito de matérias-primas para compor sua obra, o policial deve “improvisar” com os “fragmentos” de que dispõe (experiências profissionais, biográficas, leis, normas, histórias etc.) para operar o NHS, uma espécie de “discricionariedade marginal”, legitimada pela prática social, mas negada pelo dever-ser do direito. A partir de relatos extraídos de pesquisas empíricas em que os autores encontram-se implicados, espera-se, ao explorar os contextos de aplicação desta categoria nativa, desdobrar seus efeitos para a consolidação de uma instituição pouco suscetível (e mesmo refratária) aos expedientes de controle e responsabilização burocrático-legais, uma vez que uma cadeia de “precariedades” se interpõem entre aqueles que dão as ordens e os que as executam na ponta. Essas “precariedades” tendem a converter-se em discursos de justificação, que correriam em socorro da instituição policial confrontada com a dura constatação de que, na hora, as coisas podem não sair como esperado.

 

 

EU ATUO ILEGALMENTE, MAS REPRESENTO O ESTADO: UMA REFLEXÃO DA GESTÃO DO ESPAÇO PÚBLICO PELA LÓGICA DA PRECARIEDADE

 

Gabriel Borges da Silva- Doutorando em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense. borges.silva0705@gmail.com

 

A presente proposta de trabalho, pretende refletir dados construídos pela elaboração da minha Dissertação de Mestrado, a partir de um processo de recadastramento dos comerciantes que atualmente exercem atividades no Mercado Popular da Rua Uruguaiana (MPU), localizado no Centro da Cidade do Rio De Janeiro desde 1994. Este processo, foi realizado com por agências da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, bem como por ações policiais, justificadas pelo combate a venda de mercadorias falsificadas. Neste sentido, pretendo refletir as práticas policiais, com foco na atuação da polícia civil, que promoveu o fechamento de todo o MPU, sob a tutela judicial de investigar pouco menos de 1/3 dos comerciantes, acusados de venda de mercadorias falsificadas. De acordo com relatos, este processo se deu de forma arbitrária, inclusive, com o fechamento de todo o MPU e com a investigação estendida para os demais comerciantes: “A operação foi Ilegal! Fechou boxes e levou mercadorias de camaradas quem não vendiam pirataria!”. Com isso, por meio dos relatos, bem como pelo acompanhamento da cobertura midiática, procurarei refletir esses processos a partir da lógica da Precariedade, que rege a gestão disponibilizada pelo Estado para a atividade comercial exercida no MPU, transitando, além de outras, pelas fronteiras do legal e do Ilegal.   

Palavras- Chaves: Precariedade; Mercado Popular Uruguaiana; Espaço Público; Policia Civil.

LOS DIFERENTES SISTEMAS POLÍTICOS QUE INTERVIENEN EN LA PRODUCCIÓN DEL ORDEN Y LA SEGURIDAD EN UNA CÁRCEL DEL SERVICIO PENITENCIARIO BONAERENSE

 

Mónica Evangelina Montero Olivo, Doctoranda en Antropología Social IDAES/UNSAM. monicaemo@yahoo.com y monicaemo31@gmail.com

En el marco de mi tesis de doctorado, cuyo propósito es investigar con perspectiva de género los sistemas políticos que conviven a lo interno de los muros de una cárcel de la provincia de Buenos Aires, la ponencia pretende reflexionar sobre el funcionamiento del sistema penal frente a la delegación de la garantía de la seguridad intracarcelaria. La reflexión buscará líneas para evidenciar la coexistencia de distintas formas de gobierno intracarcelario y, la manera como se estructuran dichos sistemas políticos para garantizar la seguridad de las/os interno/as y trabajadores/as. Proyecto retomar la interpretación que hizo Pritchard del sistema político en la Nuerlandia como marco para detectar cuáles son los valores políticos y cuáles son las funciones de las relaciones políticas dentro del conjunto total que es la cárcel. Cómo son las relaciones estructurales que genera la delegación en la población interna de la seguridad, sus autoridades dentro de los pabellones, qué institución las define. Por su parte, ¿En los recintos de reclusión femenina se puede corroborar la existencia de alguna figura que contribuya con el orden y la seguridad de las internas? Precisar en los pabellones evangélicos y entre los internos por delitos sexuales, alejados de la población común, las figuras de autoridad con quienes el servicio penitenciario negocia el control y la seguridad de la población. Cómo interactúan estas formas de gobierno, cómo son las prácticas de ejercicio de poder y cómo se encuentran y se separan del sistema de gobierno que establece la burocracia penal.

Palabras claves: Seguridad intracarcelaria, formas de gobierno, sistemas políticos, género, sistema penitenciario.

 

 

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA CORRUPÇÃO EM ÂMBITO POLICIAL

Paula Lessa – Mestre em Direito pela UFG, Policial Federal

 

O presente trabalho pretende discutir a partir da percepção de pessoas que moram em comunidades; diálogo com policiais da área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro e da experiência da pesquisadora em âmbito de Polícia Federal: desde a prática do Plantão Policial à prática na Corregedoria Regional de Polícia, a imagem dos interlocutores e os fatos que se materializam em arbitrariedade ou corrupção policial, mas que, nem sempre, são vistos como tais pelos que praticam, ou mesmo para os que sofrem com tais atos, ou, ao menos, lhes parecem justificáveis.  Busca-se apresentar exemplos ilustrativos de como a corrupção se materializa na prática cotidiana de ações corriqueiras, tais como: uma perseguição, uma blitz, um flagrante ou, até mesmo, em práticas institucionais, como o uso de viaturas e insumos do Órgão Público. Este trabalho pretende apresentar alguns casos concretos e a partir deles expor a naturalização de tais práticas por seus agentes.

 

“QUEM PAGA, BOTA PARA TRABALHAR”: TENSÕES ENTRE A REGULAÇÃO DO “BICO CLANDESTINO” E A REGULARIZAÇÃO DO “BICO OFICIAL” NOS SERVIÇOS DE POLICIAMENTO NA PMERJ

 

Luciane Patrício. Mestre e Doutora em Antropologia (PPGA/UFF). Professora adjunta do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (DSP/UFF). luciane.patricio@uol.com.br

 

Jacqueline de Oliveira Muniz. Mestre em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ) e Doutora em Ciência Política (IUPERJ/UCAM). Professora adjunta do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense –  DSP/UFF. jacquelinedeoliveira.muniz@gmail.com

 

O “bico clandestino” ou a prática informal e não legal do segundo emprego, inscreve-se numa ampla malha de negociações das escalas de trabalho que atravessa as regulações formais de alocação do policiamento na polícia militar do estado do Rio de Janeiro. O mercado de compra e venda de folgas, uma “política salarial informal”,  é apresentado como um “modo honesto” do policial complementar sua renda e resistir à corrupção vinda dos apelos do “mercado criminoso”. Nos negócios (con)sentidos da segurança observa-se uma dinâmica de particularização do mandato policial que conecta-se com empresas de vigilância, legais e ilegais, assentadas numa rede formada por policiais, parentes e apadrinhados que operam como proprietários, sócios e prestadores de serviços. Recentemente, o governo estadual publicou três decretos que regulamentam e “terceirizam” os serviços policiais, de forma compulsória ou voluntária, durante a folga. Estes regimes adicionais de serviços, os “bicos oficiais”, incluem o emprego de PMs para suplementar as guardas municipais, prover segurança às concessionárias de serviços públicos e complementar efetivo em eventos extraordinários. Com a gestão estatal da folga tem-se uma disputa entre os arranjos de controle informal e formal do bico. Isto evidencia práticas conflituosas de contorno aos dispositivos normativos e procedimentais, dentro do governo, que borram as fronteiras entre o legal e o ilegal nas ofertas privadas e institucionais, particularizadas ou não, de policiamento público, estatal e privado. Busca-se refletir sobre os mercados de folgas policiais, problematizando como estes mesclam-se e insinuam uma gestão diferencial de tolerâncias, transgressões consentidas e sanções a partir das normatividades existentes e das percepções dos PM sem suas manifestações discursivas nas redes sociais.

Palavras-chave –“bico”, polícia militar, mercados, segundo emprego, regulação.

 

 

"CAMELÓDROMOS" NO RIO DE JANEIRO E EM CAMPOS DOS GOYTACAZES: JOGO POLÍTICO E COMÉRCIO INFORMAL

 

Hernán Armando Mamani, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional (ESR/UFF), hernan_a_mamani@yahoo.com.br

 

A criação de mercados populares constitui um "modelo" de política municipal, implementada a partir de 1983, na cidade do Rio de Janeiro e imitado nas principais cidades do estado, como Campos dos Goytacazes em 1991. Instituídos por lei ou por decreto municipal nos quais os comerciantes informais receberam uma autorização precária para ocupação de um "box", os "camelódomos", reduziram o conflito entre informais e comerciantes e estimularam um comércio popular rentável e integrado a redes econômicas mundiais. Mas, a partir de 2005, a perseguição ao contrabando e aos produtos pirateados, as novas concepções de política social, bem como a implantação de projetos de renovação urbanos coíbem estes mercados. E as tentativas de remoção dos mercados populares expande-se ao interior do estado e põe a mostra os atores e as práticas envolvidos em sua regulação. Assim, o trabalho descreve e analisa a produção, transformação e difusão de políticas destinadas a tratar do comércio informal na rede urbana do Rio de Janeiro, mediante a comparação das políticas do Rio de Janeiro e de Campos dos Goytacazes nos quais as administrações municipal assumem posturas opostas.

 

 

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E SUJEITOS LEGAIS DO ESTADO: ETNOGRAFIA SOBRE A ADMINISTRAÇÃO DO CAMELÓDROMO PORTO-ALEGRENSE E SUAS PRODUÇÕES DE LEGIBILIDADE

Andressa Nunes Soilo, UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Doutoranda/ 2º semestre. andressansoilo@outlook.com

 

Este trabalho aborda, sobretudo, as práticas pedagógicas de conversão do “ilegal” para o “legal” direcionadas aos comerciantes do camelódromo da cidade de Porto Alegre/RS pela empresa privada que o administra. O camelódromo porto-alegrense corresponde a um prédio que abarca, desde 2009, comerciantes informais que trabalhavam nas ruas da cidade – comumente conhecidos como camelôs. Tal prédio é fruto de parceria público-privada junto a uma construtora que hoje administra o espaço, esforçando-se em ressignificar o comerciante “fora-da-lei” em micro-empresário legalizado. É nesse cenário que investigo as práticas pedagógicas despendidas pela gestão do espaço a fim de que atividades consideradas legais substituam atividades consideradas ilegais que são praticadas por alguns comerciantes. Esta etnografia foi realizada através do emprego de técnicas de observação participante, pesquisa documental, e entrevistas semi

estruturadas e conversas informais com a diretora do camelódromo e com comerciantes. No recente cenário comercial do camelódromo foi possível perceber a implantação de práticas como “compensações” aos comerciantes que apresentavam notas fiscais; realização de palestras envolvendo a temática da legalidade e de seus benefícios; e programas direcionados à conscientização de crianças, filhos de comerciantes que convivem no camelódromo, sobre atividades ilegais no meio comercial.

Palavras-chave: camelódromo, legibilidade, Estado, práticas pedagógicas

 

 

JOGOS LISBOETAS; DESDOBRAMENTOS REFLEXÕES COM JOGOS DE APOSTAS NA REGIÃO METROPOLITANA DE LISBOA -PT.-

Rômulo Bulgarelli Labronici INCT-InEAC/ UFF, doutorando, romulolabronici@gmail.com

 

O mercado de jogos de aposta, também conhecidos como jogos de azar ou sorte, insere-se numa temática altamente controversa no âmbito das fronteiras entre o “legal” e o “ilegal”. Atividade cujos valores comumente atribuídos ao do “ilegal” pelos códigos de leis em geral não são inteiramente reconhecidos pelos praticantes quando esta se escapa do monopólio estatal. Assim, o trabalho desenvolve-se a partir de uma breve experiência realizada no período em Lisboa Portugal, onde tive a oportunidade de ter contato com diversos modelos e percepções da construção do jogo na sociedade portuguesa. Proponho explorar dois tipos de jogos populares. O primeiro com os Jogos da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa (SCML) e suas controvérsias. A SCML detém o monopólio dos jogos de loteria em Portugal que administra e controla com uma moral católica de auxílio aos “necessitados” e em situação de “carência social”, mas que utiliza o jogo como fonte de receita. Um segundo foco são espaços de carteado “informais” e “espontâneos” criados por frequentadores de uma tasca(bar). Local onde os frequentadores apostam entre si jogos fora do controle estatal. Neste espaço as regras do jogo são flexíveis constantemente (re)negociadas. Assim, busco ressaltar como se desdobram as dinâmicas relacionadas a esta atividade, em um universo que se estende em meio urbano com dinâmicas, moralidades e regras de sociabilidades distintas.

Palavras Chave: Jogo, apostas, mercados, Ilegalismo; informalidade.

 

 

FISCALIZAÇÃO, APREENSÕES E SOFRIMENTO: NARRATIVAS SOBRE A ILEGALIDADE ENTRE CAMELÔS EM PELOTAS/RS

 

Claudia Cardoso Goularte, Atualmente vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas (PPGAnt/UFPel) e Mestre em Sociologia (IFISP/UFPel), claudiasociologia@gmail.com

 

O objetivo deste resumo é apresentar parte fundamental da pesquisa realizada no decorrer do Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Pelotas, concluída no ano de 2008, que tem como título; Cotidiano, Identidade e Memória: Narrativas de Camelôs em Pelotas (RS). Tem-se assim a intenção de discutir criticamente, as questões concernentes a “legalidade/ilegalidade” e “formalidade/informalidade”, a partir das narrativas dos trabalhadores, que versam em inúmeros momentos sobre as situações vivenciadas com a fiscalização e as apreensões de produtos contrabandeados, tanto no espaço de trabalho denominado Camelódromo, como nas estradas que fazem a fronteira Brasil/Paraguai. As narrativas sobre esse cotidiano de sofrimento e tensão são pontos fortes e centrais nas falas dos interlocutores, momentos em que explicitam todo o drama que tais vivências trazem, com os prejuízos e humilhações ocasionados pelas perdas das mercadorias adquiridas, assim como traz à tona as identidades construídas a partir da atividade de trabalho escolhida por esse grupo. É através desses momentos de tensão e conflito que se observa a união dos camelôs como um todo, as narrativas trazem assim a percepção dos sujeitos sobre as suas atividades, que mesmo consideradas pelos trabalhadores como dignas, encontram-se situadas em uma constante fronteira entre legal/ilegal e formal/informal.

Palavras-chave: Mercados populares - regulação -conflito - mercados políticos - economia informal.

 

 

 

MODOS DE GOVERNO E PROCESSOS DE LEGALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE QUEIJOS ARTESANAIS NA REGIÃO DA CANASTRA  MINAS GERAIS – BRASIL

 

Rosângela Pezza Cintrão, Doutoranda – CPDA/UFRRJ, bibicintrao@gmail.com

 

Neste trabalho buscaremos analisar os modos de governo na produção e comercialização de queijos artesanais na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, Brasil. Ali, pequenos atravessadores, denominados localmente de “queijeiros”, percorrem as estradas rurais recolhendo os queijos de pequenos produtores e distribuem estes queijos para mercados consumidores urbanos de fora da região. A partir dos anos 1990, aprofundam-se a nível internacional e nacional, instrumentos e dispositivos de fiscalização e controle sanitários que têm a produção industrial como parâmetro e percebem a produção artesanal de queijos como apresentando elevados riscos à saúde dos consumidores. Como reação a este processo, desencadeia-se uma busca de reconhecimento e legalização dos queijos artesanais em Minas Gerais, que levam, a partir de 2002, à diferenciação de um novo setor (minoritário) de produtores chamados de “cadastrados”, que buscam se legalizar, em oposição aos que permanecem na ilegalidade, os “não cadastrados”. Observaremos em que medida este processo leva a uma perda de legitimidade e acentua o caráter “clandestino” das atividades relacionadas aos queijos artesanais. Procuraremos debater com visões que pressupõem a necessidade de legalização de atividades econômicas informais como necessárias para a garantia de segurança sanitária e para a inclusão social e promoção de processos de desenvolvimento. A legislação sanitária, apresentada como embasada em parâmetros científicos e neutros, voltados para proteção da saúde dos consumidores, é resultado de disputas sociais onde estão presentes diferentes visões de mundo, jogos de mercado e interesses econômicos e, no caso analisado, tende a acentuar desigualdades sociais e processos de exclusão.

Palavras-chave: Queijos Artesanais, Legislação Sanitária

 

 

ENTRE AS FORMAS ESCOLARES E A SOCIALIZAÇÃO INFORMAL: REFLEXÕES SOBRE POSSÍVEIS PERCURSOS DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

Elizabete Ribeiro Albernaz, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (PPGA/UFF) betealbernaz@gmail.com

 

As relações entre ensino escolar e práticas de trabalho na Policia Militar no Estado do Rio de Janeiro é o foco da presente comunicação. As tensões existentes entre o conhecimento codificado, escolarizado e, portanto, formalizado por tecnologia escrita e outras codificações que rementem ao domínio do conhecimento tradicional e, portanto, formatado por outros métodos que não são registrados de maneira a poder ser de domínio universal, nem tampouco universalizável. O trabalho explora dados construídos em pesquisa de campo junto a policias em ambiente de socialização em escolas de formação; em plantões nos Batalhões de Policia Militar; em Unidades de Polícia Pacificadora, bem como em contexto de socialização universitária, atráves de entrevistas com estudantes de curso de tecnólogo em segurança pública oferecido pela UFF. O objetivo é refletir sobre a aludida tensão e imaginar de que maneira a mesma participa do desenvolvimento do que é o objeto da minha pesquisa para o doutorado: a instituição do “faro” policial, atributo que distingue um profissional considerado apto para o desenvolvimento pleno, na perspectiva da corporação, do trabalho de policiamento ostensivo.

Palavras-chave: Igualdade, Sensibilidades Jurídicas, Trabalho doméstico remunerado, Justiça do Trabalho, Precarização.