RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 128

GT 128. ANTROPOLOGÍA AUDIOVISUAL URBANA

Coordinadores:

Dr. Matias Godio (Universidad Nacional de Tres de Febrero – UNTREF); mgodio@untref.edu.ar

Dr. Alex Vailati (Universidade federal de Santa Catarina - UFSC); alexvailati@gmail.com

Dra. Ana Paula Marcante Soares (Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS) apmarcante@hotmail.com

 

 

Sesione 1

 

PESQUISANDO CARONAS EM FLORIANÓPOLIS: ETNOGRAFIA EM MOVIMENTO

Yuri Rosa Neves (UFSC)

 

A apresentação pretende refletir a utilização de ferramentas audiovisuais numa etnografia sobre a prática de dar e receber caronas na cidade Florianópolis-SC no Brasil, haja visto o entrelaçamento desta ferramenta metodológica com características da prática. O fato de a locomoção por caronas demandar uma situação não programada e prescrita, a torna uma experiência variada e variável, diferentemente de ir de ônibus ou carro particular, mais facilmente previsível enquanto situação. Apesar de haver locais conhecidos de carona, não existe pontos fixos. Também não poderíamos definir aqueles que participam deste modo de locomoção por um traço identitário ou atividade na sociedade. Há jovens, velhos, moradores nativos, imigrados e turistas, pessoas se dirigindo para tarefas cotidianas, outras para praia ou festa. Ainda o trajeto até o destino é imprevisível, dependente do estabelecimento de um acordo entre aquele que estende o dedo para "pedir" e o outro que se convence em "dar": apenas o olhar na passagem dá o reconhecimento de quem é este outro. Assim, a utilização do vídeo ao pesquisar esta prática tem a função de fixar e materializar esta situação tão variável, de acordos instáveis e fugazes, em que visualidade é um elemento essencial na segurança e implicação no encontro. Além disso, a locomoção por caronas no interior de uma capital do país é incomum por questões como a infraestrutura viária (o mapa) e a possibilidade de alguma violência. Especificidades do desenvolvimento de Florianópolis podem sugerir os fatores que permitem a continuidade desta prática na paisagem da urbana.

Palavras-chave: Florianópolis; audiovisual; carona; desenvolvimento urbano; etnografia

 

 

ALVORADA DEL REMO: UNA ETNOGRAFIA AUDIOVISUAL DE LAS PRATICAS, CONFLITOS Y MÉDIO AMBIENTE ENTRE ATLETAS REMADORES DE FLORIANÓPOLIS.

Cristhian Fernando Caje Rodriguez (PPGAS/UFSC)

 

El presente trabajo es una etnografia visual realizada con atletas remadores de la bahia sur de la ciudad de Florianópolis, Brasil. En el cual aspiramos reflexionar, sobre las diversas concepciones de espacio y elaboración de cartografias marítimas dentro del contexto considerado urbano en el cual navegan, así como la relación entre percepción del ambiente y técnicas del deporte. Nos proponemos analizar, con el uso de la herramienta audiovisual, la memoria, la política y las formas de sociabilidad de estos desportistas, problematizando el uso de la imagen en dimensiones de importancia creciente en conflitos que involucran la expansion de la ciudad sobre el mar. Por último, nos proponemos reflexionar acerca de la progressiva ambientalización de sus prácticas, las actualizaciones de las experiencias cotidianas a partir de estas transformaciones, asi como la visibilización y afirmación de sus derechos de pertenencia associados al espacio de negociación permanente que ocupan.

Palabras claves: Remo, espacio urbano, conflictos, médio ambiente, etnografia visual.

 

 

EPISTEMOLOGÍAS DE LA ESCUCHA. ANÁLISIS DE LA SONORIDAD DEL BARRIO DE FLORESTA.

Facundo Petit de Murat (FFYL/UBA)

 

La escucha antropológica constituye una herramienta metodológica a través de la cual la investigación social se permite abarcar un plano más de la experiencia social. La Antropología del Sonido se erige, así, como una perspectiva de análisis valiosa por sí misma y con el potencial de vincularse a otros estudios etnográficos de manera integral.  Los sujetos que habitan, transitan o imaginan un lugar, mantienen una relación con éste que no es de mera descripción sino de construcción (real y simbólica). Atribuyen a los espacios una identidad que los une o los separa, definiéndose también a sí mismos, en tanto integrantes u oyentes externos del paisaje sonoro. En este sentido, dos preguntas guían esta investigación: ¿Cuáles son las representaciones sonoras que se establecen sobre los espacios? ¿Qué supuestos, prejuicios o mecanismos influyen en esta construcción?      Como apertura de esta propuesta, se introduce un recorrido histórico de epistemología de la escucha, a partir de los desarrollos conceptuales de Murray Schafer (paisaje sonoro y ecología acústica), Steven Feld (acustemología) y Ramón Pelinski (fenomenología de la escucha). Tras ello, me propongo realizar un análisis de la sonoridad del barrio de Floresta, ubicado en el centro-oeste de la Ciudad de Buenos Aires. Este ejercicio analítico toma como base la escucha antropológica con la finalidad de establecer cuáles son las percepciones sonoras de las personas que habitan, transitan e imaginan este espacio urbano.

Palabras clave: epistemología de la escucha – paisaje sonoro – Antropología del Sonido

                                                                                                               

 

ENCUENTRO EN LA LÍNEA, LA AVENIDA REFORMA EN EL DISTRITO FEDERAL, MÉXICO

Fabián Perciante García (UAEM) 

 

La presente ponencia intenta dar cuenta de algunos procesos de la investigación realizada en la Avenida Reforma del Distrito Federal en México.

A partir de la experiencia en el trabajo de campo con un enfoque en la interdisciplinaridad apoyados en la etnografía y los estudios de la imagen, se aborda este lugar como espacio-tiempo en uno de los sitios más neurálgicos y emblemáticos de la capital mexicana.

La avenida también conocida como Paseo de la Reforma es sin duda una arteria principal de la ciudad, al tiempo que evoca de manera constante una historia que continúa reelabora su contexto a través de la insistente contemporaneidad urbana. El trabajo buscó interactuar en ese contexto a través del acercamiento a diversos modos de apropiarse del espacio y su relación entre el tiempo vivido y el tiempo pensado. Se indaga en las representaciones también desde el propio investigador teniendo en cuenta tanto las fragmentaciones como las reivindicaciones del trayecto de la avenida, sus diversos usos y desusos, las proyecciones temporales, y los acuerdos para esas representaciones.

Para trazar la coyuntura se hace referencia a la idea de -acuerdo latente como acontecimiento- y a una idea de línea (tiempo-espacio) que se dispersa. Estos dos componentes y su relación con la imagen aparecen de modos diversos en el contexto de la avenida planteando un entramado práctico-teórico como proceso y metodología. 

Palabras clave: Avenida, conflicto, acuerdo, tiempo, imagen.  

 

 

A SIGNIFICAÇÃO DO ESPAÇO: INTERFACES DA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL URBANA NO DOCUMENTÁRIO POTIGUAR RAP PRESENTA

Wendell Marcel Alves da Costa        (UFRN)

 

Este trabalho versa acerca de conceitos como espaço urbano, significação do espaço e as interfaces que constituem a produção audiovisual urbana, no intuito de trabalhar o documentário Rap Presenta (Luara Schamó, Wallace Yuri, 2015) como um arcabouço de representações de identidades culturais. Diante desse painel geral, foram problematizados aspectos sobre a produção de significação do espaço onde ocorreram as disputas musicais, assim como o desvendamento das evidências simbólicas existentes na interação social no grupo participante do Hip Hop, onde imperam discursos sobre desigualdade social, sexismo e poder. Tendo em vista que o espaço usualmente utilizado para as disputas musicais abraça também a população em geral do bairro, nesse sentido, foi proposto desenvolver o diálogo com as questões referentes à antropologia urbana, principalmente incorporando as categorias de Magnani (1996, 2002, 2009) e os saberes de Velho (1987). No campo da sociabilidade urbana e significação do espaço e a essência do lugar, Frúgoli (2007) e Relph (2012), além de Carlos (2007) e suas leituras sobre o lugar e as práticas cotidianas, tiveram grande contribuição para a realização do debate sobre os aspectos elencados, sobretudo no que concerne a aquisição de uma leitura sistemática do espaço em que ocorre o evento do Hip Hop. Em síntese, o documentário Rap Presenta, por meio de sua representação do evento social mencionado, não somente apresenta o espaço urbano como um arcabouço de representações sociais e disputas relacionadas a poder, como também possibilita que o imaginário social perscrute a construção do espaço e do lugar retratados nas cenas do filme.

Palavras-chave: Espaço urbano, Rap, Curta-metragem, Antropologia audiovisual urbana.

 

Sesione 2

 

MARIPOSAS DE LA NOCHE - A CONSTRUÇÃO DA MULHER TRANS A PARTIR DA TV PERUANA

Lays da Cunha Camargo Furtado (UNILA); Abraham Bautista Vargas (UNILA)   

 

Baseada na reflexão da cultura das mídias enquanto agenciadora de padrões que afetam os fluxos das tramas da estrutura-social, este trabalho analisará a produção midiática televisiva do Peru, quando o assunto trata de mulheres transgênero. Faz parte desta abordagem uma rede de programas peruanos publicados na web entre 2010 e 2015. Tal amostra reside sobre as análises dos enunciados, seus meios e fins. A contar sobre as agências narrativas que incidem sobre as construções identitárias de mulheres trans, por meio do discurso televisivo e qual os desdobramentos rastreáveis desse impacto com relação ao público, ao que tange as cadeias de comunicação de massa local. Trazendo a nosso debate como esta realidade se relaciona com as potencias comunicativas do audiovisual a nível Latinoamerica. Ficaria destinado, então, a primeira instância, a tentativa de se fazer palpável o cenário ao qual emergimos, nos dedicando às dimensões ocupadas pelos segmentos populares das cadeias de TV no Peru – rastreando as orientações de suas matrizes culturais e possíveis relações com o panorama Sul. Na sequência, abordaremos a análise dirigida da amostra, na tentativa de alcançar um esboço da antropologia das mídias relacionada às alteridades dadas nesta plataforma, no debate pautado sobre transmulher. E por fim, apontaremos sobre as reflexões e incidências provocadas nos(as) receptores(as) entre meios e mediações disponibilizadas na web, por internautas frente ao material selecionado.

Palavras-chave: Transmulher, TV, Peru

 

 

IMAGENS E RELATOS DA RELIGIOSIDADE DE UMA RUA

 

Marcelo Eduardo Leite (UFCA)

Carla Adelina Craveiro Silva (UNB)

 Leylianne Alves Vieira (UNB)

 

A presente comunicação tem como objetivo apresentar os resultados da pesquisa que desenvolvemos na cidade cearense de Juazeiro do Norte. A mesma ocorreu no âmbito do Laboratório de Narrativas Fotoetnográficas, um grupo de estudos que desenvolveu projetos cuja proposta foi trabalhar as múltiplas possibilidades metodológicas da fotografia. Nossa ação teve como objetivo dar visibilidade a saberes locais da população que vive na Rua Caminho do Horto, um espaço muito tradicional da cidade, no qual vários devotos de Padre Cícero residem. Essa rua leva a vários locais sagrados para os fiéis, já que foi na Colina do Horto que ele iniciou sua pregação. Num primeiro momento, realizamos o levantamento das práticas religiosas por meio de contato com os residentes da rua, levantamento feito ao se percorrer o bairro conversando com os moradores e fazendo anotações sobre tais eventos. Uma vez com esses dados em mãos, foram agendadas visitas nas quais o objetivo nosso foi fotografar as festas. Foram fotografados três eventos religiosos no local. Quando da realização das séries, os moradores, em conversas durante as manifestações, indicavam momentos com significativa relevância para eles, bem como se preocupavam em contar a história do local, por meio das informações levantadas naqueles instantes. Em posse do material, discutimos a respeito das imagens e seus conteúdos, cruzando com coisas ditas pelos participantes. Finalmente, com um conjunto de seis fotografias de cada uma das festas, foram feitas visitas às pessoas, nas quais realizamos foto-entrevistas. Sem nenhuma interferência, elas relataram livremente a respeito dos rituais dos quais participaram.

Palavras-chave: Fotoetnografia. Juazeiro do Norte CE. Religiosidade.

 

 

REVITALIZAÇÕES URBANAS E O LUGAR DA IMAGEN

 

Alicia Norma González de Castells (PPGAS/UFSC)

 

As revitalizações ou reabilitações urbanas sob a ótica do valor patrimonial que os centros históricos possuem revelam que o desenvolvimento desses processos implica também a segregação das partes mais caras à condição da vida que lhes dá sentido. Excluem as ressonâncias, o patrimônio imaterial, os saberes e formas de fazer do homem comum que mantêm em pé e dão sentido às estruturas materiais. Cabe se perguntar qual é o papel da imagem veiculada pela mídia no desenvolvimento dos processos citados.

Palavras-chave: revitalizações urbanas- imagem –mídia

 

 

NOTAS SOBRE A CONSTRUÇÃO DE EXPRESSÕES COLETIVAS INDÍGENAS NA AMBIÊNCIA COMUNICACIONAL CONTEMPORÂNEA

 

Carmem Rejam Antunes Pereira (PPGICH/UFSC)

 

A proposta do trabalho é trazer alguns apontamentos sobre pesquisa que aborda as configurações do Movimento Indígena, considerando expressões coletivas construídas em redes sociais étnicas. A pesquisa parte dos referenciais teóricos e metodológicos dos estudos dos usos e apropriações das mídias, tendo em seus cenários de observação etnográfica os perfis indígenas em site de redes sociais. As expressões coletivas ameríndias são pensadas no âmbito de identidades cidadãs, compreendidas em um conjunto de mediações tais como a organização política, a escolaridade e também o gênero, além da memória étnica, entre outras. Ao fazer referência à rede social étnica como elemento aglutinador de sentidos nas ambiguidades da esfera pública contemporânea, não se alude a um grupo fechado ou único e sim às marcas do sujeito comunicacional, suas relações e vínculos, que também se utiliza da internet para construir sentidos 'enquanto' rede social étnica. Nessa perspectiva, procuramos pistas através do Faceboock, considerando a sua popularização no Brasil e a construção da visibilidade indígena, frente a um contexto de relações interculturais assimétricas e aos processos de inclusões excludentes de uma sociedade multicultural e desigual (Santos, 2006). Dessa forma, os perfis se tornam um elemento significativo na medida em que permitem observar a personalização do ator e ações de compartihamento de conteúdo, da publicização de imagens endógenas, das projeções identitárias, e do fortalecimento da memória étnica, entre outros aspectos. 

Palavras-Chave Redes sociais étnicas. Expressões coletivas.  Interculturalidade. Memória. Identidades

 

 

CONCEPCION(ES) DE CONCEPCION. UN EJERCICIO DE ANTROPOLOGIA AUDIOVISUAL EN CONCEPCION, CHILE

 

Rodrigo Herrera Ojeda (Universidad de Concepción)

 

 “Concepciones de Concepción” es la denominación de una cápsula audiovisual realizada en el marco de un proyecto sobre experiencia urbana en la ciudad de Concepción, Chile. En ella se recoge sintéticamente el hablar de los transeúntes que asumieron el desafío de introducirse en el “contenedor urbano”, artefacto arquitectónico de pequeñas dimensiones que se instaló por unos días en las principales plazas céntricas de Concepción, con el fin de invitar a “reflexionar sobre la marcha” a los transeúntes que circulaban por ellas. Tenían dos minutos para hacerlo, en su interior, sólo acompañados por una silla y una cámara de video que los filmaba. El recurso audiovisual, aunque fue una parte de los recursos utilizados en el marco general de la investigación, recoge y sintetiza una narrativa de la ciudad hecha “al paso” por los transeúntes, sin guión previo, improvisadamente. Interesante en este caso es que el investigador fue reemplazado por una cámara de video, un interlocutor novedoso, que generó reacciones a ser evaluadas a futuro. La presentación de este ejercicio en esta ocasión pretende reflexionar sobre esta y otras aristas posibles que emergen de la utilización de otros recursos para el trabajo etnográfico en las ciudades.

Sesione 3

 

 

NARRATIVAS EN AUDIOVISUAL. MITO, ACONTECIMIENTO Y TRAYECTORIA EN EL TRABAJO

Matias Godio (UNTREF)

 

La propuesta de trabajo se orienta a la exposición pública de resultados preliminares de la investigación etnográfico-visual sobre narrativas del trabajo en Argentina y Brasil. Desde la perspectiva teórica de la antropología comprensiva se focaliza en las actualizaciones de las experiencias de subjetivación del trabajo, así como el papel que cumple el acontecimiento y el mito en la trayectoria de estos trabajadores formales de grandes conglomerados urbanos en ambos países durante el despliegue del capitalismo en el ultimo medio siglo. La práctica de la etnografía audiovisual posibilita aprehender las figuraciones por medio de las cuales los interlocutores producen interpretaciones sobre el concepto de trabajo, de cambio social y bienestar, vistos como objetos de conocimiento compartido y negociado en el proceso de investigación audiovisual. En este sentido, el método audiovisual explora la posibilidad de pensar las narrativas de trabajo como formas experimentales de estructuras míticas capaces de reconstruir elementos simbólicos mediadores en las formas de oposición/contradicción social más amplias. La subjetivación etnográfica de estas experiencias laborales narradas y actualizadas por la memoria permiten comprender los complejos papeles sociales de los sistemas ideológicos y culturales de creencias presentes en la economía política de sociedades capitalistas en desarrollo como las nuestras.

Palabras claves: Trabajo, trayectoria, capitalismo, cambio social, bienestar, etnografía visual.

 

 

 “TU VOZ SE NIEGA A ENMUDECER”: IN-VISIBILIDADES Y REAPROPIACIONES AFROARGENTINAS A TRAVÉS DE UNA EXPERIENCIA DE NARRACIÓN AUDIOVISUAL

 

Milena Annecchiarico (Universidad de Buenos Aires, CONICET)

 

En este trabajo presento una experiencia de realización audiovisual reciente que acompañó mi investigación doctoral sobre la diáspora africana en Argentina y las articulaciones actuales entre las prácticas performáticas y las políticas culturales en la ciudad de Buenos Aires. El objetivo es analizar el proceso de creación y de investigación del cortometraje documental “Los argentinos también descendemos de esos barcos” (Annecchiarico 2013, 20'), pensando en el dispositivo audiovisual como campo de interacción, negociación y reapropiación de los sujetos involucrados y de las diversas subjetividades en escena (autor/director, entrevistados, artistas, activistas, investigadores, productores), así como relevar las potencialidades de su circulación en diferentes ámbitos y espacios para reactivar debates y cuestionar imaginarios hegemónicos sobre la no-negritud argentina. Se trata de una experiencia de construcción plural de un relato capaz de jugar con, cuestionar y revertir la producción e interpretación antropológica basada en el texto académico y, a la vez, capaz de favorecer la transformación de las representaciones de pertenencias, identidades y memorias históricamente negadas. Esta propuesta audiovisual y antropológica que se presenta quiere reflexionar acerca de la dialéctica invisible-visible en la representación hegemónica de la afrodescendencia en Argentina, a partir de algunas experiencias de arte y activismo afro en la ciudad de Buenos Aires retratadas en el documental.

Palabras clave: diáspora africana, memoria, narración audiovisual, invisibilización, afrodescendientes.

 

 

BAIXAR OU LEVANTAR A VOZ. UMA EXPLORAÇÃO AUDIOVISUAL DA ISICATHAMIYA

Alex Vailati (UFSC/NAVI)

 

Nos anos quarenta, na África do Sul, se intensificou a estruturação do regime segregacionista chamado de apartheid. Os migrantes negros, que chegavam nas cidades das áreas rurais eram obrigados a morar em espaços urbanos separados da população “branca”. Nesses espaços era presente também uma separação baseada no sexo, então, homens e mulheres tinham que morar em bairros diferentes. Neste contexto foi criada a Isicathamiya, uma performance baseada na dança e no canto coral, em que bandas formadas por homens competiam entre si, a cada sábado à noite. Essa performance continuou a ser praticada durante todo o tempo do apartheid, que acabou com a transição democrática em 1994. Hoje a Isicathamiya é ainda amplamente praticada, e está sendo ressignificada em relação às transformações da sociedade sul-africana contemporânea. Aqui é proposta uma exploração da Isicathamiya, baseada na etnografia da produção do documentário etnográfico Slow Walker, realizado entre 2011 e 2012, no centro da cidade de Durban. Pela  produção do audiovisual e da sua restituição, foi possível analisar a difícil relação entre continuidade da Isicathamiya com o seu passado e a sua transformação, necessária aos olhos de vários performers, para adaptá-la ao mercado musical contemporâneo. Além disso, a análise da recepção evidenciou a potencialidade que o audiovisual tem de se inserir em redes urbanas e de possibilitar uma reflexão sobre o conflito social.       

Palavras- chaves: África do Sul, Audiovisual, Isicathamiya, Performance

 

 

 

DAS PROEZAS DO MITO DO PROGRESSO E DE SUAS RUÍNAS: UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE AS FEIÇÕES DO TEMPO E O MUNDO DO TRABALHO EM PORTO ALEGRE/4º DISTRITO

 

Ana Luiza Carvalho da Rocha (UFRGS - FEEVALE/RS)

 Cornelia Eckert (PPGAS/UFRGS)

 

O trabalho  apresenta os desafios da pesquisa aplicada que desenvolvemos no Banco de Imagens e Efeitos Visuais de 2010 a 2014, Projeto CAPES PNPD “Trabalho e Cidade: Antropologia da memória do trabalho na cidade moderno-contemporânea”, e que trata do estudo das memórias do trabalho na cidade moderno-contemporânea a partir da gênese de seus itinerários no contexto porto-alegrense. Apoiando-se no estudo de narrativas biográficas e trajetórias de indivíduos e/ou grupos sociais, no estudo das suas redes de trabalho, suas territorialidades, assim como nos fluxos de suas transformações  no contexto dos bairros de uma grande metrópole, a pesquisa aponta para o desenvolvimento de novas metodologias para o estudo da memória do trabalho nas modernas sociedades complexas. O foco do projeto é a produção de coleções etnográficas, no formato multimídia, sobre as práticas sociais de trabalho e suas redes em Porto Alegre e as transformações nos saberes e nos fazeres de suas comunidades de pertença. Para a consecução desta meta adotamos a perspectiva de uma etnografia das memórias de trabalho de migrantes rurais e imigrantes em Porto Alegre, segundo seus arranjos temporais específicos até às experiências mais recentes de desemprego e de trabalho informal nos grandes centros urbanos brasileiros. Em nosso percurso de investigação, associamos às técnicas e procedimentos clássicos de pesquisa da Antropologia urbana o uso dos recursos audiovisuais e das redes eletrônicas e digitais para a compreensão das transformações do mundo do trabalho e de suas territorialidades nas modernas sociedades complexas, urbano-industriais.

Palavras-chaves: memória; trabalho; cidade; imagem.

 

 

HILDEGARD ROSENTHAL E ALICE BRILL, FOTÓGRAFAS IMIGRANTES MODERNAS EM SÃO PAULO - UMA REFLEXÃO EM ANTROPOLOGIA DA IMAGEM E URBANA

Yara Schreiber Dines, Profa. da Unesp

 

Hildegard Rosenthal e Alice Brill, fotógrafas de origem européia chegam em São Paulo em meados dos anos 30, fugindo da perseguição nazista na Alemanha. Com a ascensão do nacional-socialismo e a emigração de um expressivo número de judeus - estes deixaram para trás suas raízes históricas, indo buscar em terras distantes o seu novo lugar. Na época, era praticamente inédita a presença de mulheres na produção fotográfica brasileira, enquanto opção artística e profissional. Conhecer as especificidades do olhar destas fotógrafas e o seu foco de registro documental traz à tona o pioneirismo de sua produção, quando São Paulo está apresentando grandes mudanças urbanas.  Uma primeira análise da produção de Hildegard Rosenthal  e de Alice Brill passa pela sua condição de estrangeiro, ou de deslocadas -  um dos eixos temáticos que este estudo abarca. Assim, como foi a chegada destas fotógrafas na América do Sul? Que olhar pousavam sobre São Paulo, a partir de influências da Europa, de referências modernas?  A produção imagética das duas fotógrafas forma um universo visual fecundo para o estudo sobre como a cidade de São Paulo era utilizada e apropriada pelos cidadãos comuns, em meados do século XX. Também possibilita uma reflexão sobre os caminhos abertos por estes registros de memória, realizados por profissionais imigrantes do gênero feminino, a partir de um enfoque moderno. A partir da visão da antropologia visual e urbana, as imagens são estudadas, procurando-se vislumbrar os personagens, práticas sociais realizadas, as formas de uso da metrópole e o cenário presente nas fotografias para compreender o que comunicam, enquanto conjuntos de séries visuais e o que significam como registro documental feito por um olhar feminino.

Palavras- chaves: Imagem e gênero, cidade de São Paulo, memória, antropologia da imagem, antropologia urbana.