RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 114

GT 114. MIGRACIONES Y PERSPECTIVA DE GÉNERO: REGÍMENES DE GÉNERO, COLONIALIDAD E INTERSECCIONALIDAD

Coordinadores:

Beatriz Padilla. CICS-Nova (Centro Interdisciplinar em Ciências Sociais, Universidade Nova de Lisboa & Universidade do Minho); padilla.beatriz@gmail.com

Glaucia de Oliveira Assis. Universidade do Estado de Santa de Catarina; galssis@gmail.com

Dra. Susana María Sassone. Investigadora Principal CONICET - IMHICIHU Instituto Multidisciplinario de Historia y Ciencias Humanas; smsassone@gmail.com; susana_sassone@yahoo.com.ar

Debatedora: Dra. Maria Cecilia Gallero – Conicet – Argentina; mariaceciliagallero@gmail.com

 

 

MIGRAÇÃO, GÊNERO, TECNOLOGIAS REPRODUTIVAS: SAÚDE REPRODUTIVA NO CONTEXTO DAS MIGRAÇÕES

Maria Silvia de Moraes. Faculdade de Medicina De São José do Rio Preto – Departamento de Epidemiologia e Saúde Coletiva – São José do Rio Preto – São Paulo, Brasil; msmoraes@famerp.br

 

Um levantamento realizado no ano de 2013 com as brasileiras residentes em Portugal, permitiu observar que há um forte preconceito em relação a elas. Este se manifesta tanto em relação à nacionalidade quanto ao gênero e permeia as instituições, inclusive no sistema de saúde, o que dificulta o seu acesso, quando relacionado à questão reprodutiva.

Observou-se um temor das brasileiras em relação ao parto normal, justificado pela falta da analgesia. Já para os profissionais da saúde esse temor é devido à excessiva preocupação que as  brasileiras têm com o corpo.

As entrevistadas enfatizaram que ao dispor de algum recurso financeiro, adquirem o serviço de saúde suplementar, o qual possibilita escolher o tipo de parto, o que normalmente recai sobre a preferência pela cesariana, por causar menos dor. 

Discute-se que a cesariana passou a ser considerada maneira comum e natural de ter filhos, e não uma cirurgia que pode trazer riscos. Isso é fruto de uma intensa medicalização do ciclo reprodutivo das mulheres em que há sempre uma solução tecnológica a ser oferecida.

O estudo das brasileiras em Portugal mostrou a iniquidade de acesso aos serviços de saúde oferecidos tanto pelo SUS no Brasil como pelo SNS de Portugal no atendimento às questões relacionadas a mulher e sua sexualidade. Portanto pode-se dizer que saúde não é um bem que está inserido nos direitos universais, preconizado pelas constituições de ambos os países, mas na prática trata-se de bem oferecido pelo mercado.

As solicitações da cesariana por parte das brasileiras constroem um eixo explicativo para oferecer elementos articuladores de uma realidade fragmentada da migrante em terras estrangeiras.

Palavras chaves : migração – gênero – saúde reprodutiva.

FEMINIZAÇÃO DA MIGRAÇÃO NO MERCOSUL: MULHERES IMIGRANTES NO BRASIL

Rosana Baeninger; baeninger@nepo.unicamp.br 

Roberta Peres; roberta@nepo.unicamp.br

Núcleo de Estudos de População Ela Berquó – UNICAMP, Brasil

 

Este estudo compõe o projeto temático “Observatório das Migrações em São Paulo”, desenvolvido no NEPO/UNICAMP e com o apoio da FAPESP e do CNPq. No âmbito do entendimento desta pesquisa, acerca dos fluxos migratórios entre os países do Mercosul, a imigração de mulheres é foco deste trabalho. De um lado, pela inserção dos países no Mercosul em diferentes períodos. A Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, que assinaram o Tratado de Assunção em 26 de março de 1991, e os Estados Associados ao MERCOSUL, posteriormente, Chile, em 1996, Bolívia, em 1997; Colômbia, em  2004; o Equador, em 2004; Peru, em 2003; Venezuela , em 2004.

A participação no bloco econômico traz um novo cenário na mobilidade espacial de distintos contingentes imigrantes de mulheres e suas possibilidades de permanência e circulação entre os países e suas fronteiras. É nesse contexto que é preciso compreender a feminização da imigração do Mercosul no Brasil, sua circulação nas áreas de fronteira e participação no conjunto da imigração mercosulina no país. A metodologia da pesquisa conta com a base de informações dos registros de estrangeiros do Ministério da Justiça, através do qual é possível identificar feminização da migração mercosulina no Brasil, para o período 2000-2014, através do ano de entrada, os postos de entrada, tipo de visto, profissão, municípios de residência, idade das mulheres imigrantes e a comparação entre suas nacionalidades, ampliando a discussão de migração e gênero.

Palavras-chaves: imigração de mulheres, imigração do Mercosul, gênero.

 

 

QUAL O LUGAR DA MULHER E DA FAMÍLIA NOS PROGRAMAS DE MOBILIDADE CIENTÍFICA?

Thais França; thaisfrancas@gmail.com

Beatriz Padilla; padilla.beatriz@gmail.com

CICS. Nova, Portugal

 

Com a internacionalização da ciência e da academia, a mobilidade científica tem vindo a deslocar-se da categoria “opção para crescimento na carreira” para a categoria de “obrigatoriedade para manutenção da carreira”. Em outras palavras, as instituições científicas e acadêmicas passaram a exigir cada vez mais que cientistas, acadêmicos/as e investigadores/as participem em programas de mobilidade internacional, sejam eles de curta ou longa duração. Contudo, os benefícios oferecidos por esses programas raramente contemplam as necessidades familiares e pessoais desses sujeitos. Dentro desta lógica, os arranjos sociais patriarcais, sexistas e androcêntricos existentes reproduzem-se nas dinâmicas de mobilidade científica, legitimando e reproduzindo as assimetrias e hierarquias de gênero que dificultam, e por vezes impedem, uma participação efetiva das mulheres nestes programas. O fato de que as responsabilidades familiares, tanto com os/as filhos/as como os/as genitores/as, ainda recaiam, principalmente sobre as mulheres faz com que sua mobilidade seja reduzida, e consequentemente, sua possibilidade de acessão na carreira. Ausência de ofertas programas de inserção de cônjuge, bem como de cuidados para as crianças são alguns exemplos de omissão dos programas de mobilidade em relação aos aspectos familiares. A partir do exposto, desde uma perspectiva feminista, tem-se o objetivo de analisar como a negligência dos programas de mobilidade científica em relação às questões familiares e de gênero moldam de maneira desigual as experiência de homens e mulheres nestas dinâmicas. Metodologicamente, parte de uma análise qualitativa de 15 entrevistas realizadas como investigadoras e cientistas imigrantes em Portugal.

Palavras claves: mobilidade científica, gênero, família.

 

 

GAYS E LÉSBICAS TAMBÉM (I)MIGRAM? NOTAS SOBRE REFÚGIO POR ORIENTAÇÃO SEXUAL NO BRASIL

Vítor Lopes Andrade

Universidade Federal de Santa Catarina UFSC, Brasil

vitorlandrade@yahoo.com.br

 

Ter que se deslocar geograficamente a fim de poder vivenciar com maior liberdade seus desejos afetivos e/ou sexuais é uma atitude muito recorrente para aqueles e aquelas cujas sexualidades se caracterizam por não se enquadrar nas normas heterossexuais. Dentro de um território nacional são comuns as migrações do campo para a cidade e do interior para as grandes metrópoles, locais estes que possibilitam o anonimato e a formação de “regiões morais” (PARK, 1967), facilitando o encontro com outros sujeitos e sujeitas que também se identificam como não-heterossexuais. Em alguns países, entretanto, não basta se deslocar internamente, pois existe a homofobia estatal, isto é, punições de ordem política, jurídica e/ou religiosa para quem se relaciona com uma pessoa do mesmo sexo: 76 Estados criminalizam atos homossexuais consentidos entre adultos. Nesses casos, a migração internacional – ou “sexílio” (LA FOUNTAIN-STOKES, 2004) – se coloca como uma alternativa desejável, e a solicitação de refúgio como uma possibilidade. O Brasil é um dos países que tem concedido, desde 2002, refúgio por questão de orientação sexual. Percebe-se que se trata, majoritariamente, de homens provenientes do continente africano e que na maior parte das vezes, diferentemente de outros tipos de imigração, não há a vontade de se retornar ao país de origem. Algumas recorrências nas histórias destas pessoas são a vontade de fugir da própria família e a dificuldade de contar sobre suas sexualidades quando chegam para pedir refúgio. Ademais, nota-se que por vezes sofrem estigmatização de conterrâneos que vieram ao Brasil por outros motivos.

Palavras-chave: imigração; sexualidade; sexílio.

 

 

SABERES DO CORPO. NEGOCIANDO FEMINIDADES E MASCULINIDADES EM BRAZILIAN WAXING STUDIOS DE BERLIM, ALEMANHA

Maria Lidola

DAAD/Alemania - PPGSA/IFCS, UFRJ, Brasil

lidola@zedat.fu-berlin.de

 

Nos últimos dez anos, Waxing Studios (estúdios de depilação) surgiram no centro de Berlim e cresceram em número rapidamente. Especializados no "método brasileiro", estes salões de beleza constituem desde então um setor de trabalho e empreendimento feminizado cada vez mais procurado por migrantes brasileiras. Enquanto esses salões representam uma alternativa laboral bastante atrativa para essas mulheres fora do trabalho de cuidado (care work) e outros serviços do mercado da simpatia (Padilla/Gomes 2012), formam - ao mesmo tempo – parte de uma intensa etnização de serviços íntimos já feminizidados. Além disso, serviço, seu imagem corporal  desejado e as (supostas) normativas de gênero subjacente enfrentam uma crítica radical por ativistas feministas.

Mas -aparentemente irônico- esses salões são considerados espaços de maior agency e autodeterminação vividas por essas mulheres desde que chegaram na Alemanha. Essa avaliação refere-se em muitos casos não somente a aspectos econômicos e laborais. Refere-se ainda mais aos Studios como espaço de contestação a regimenes de representação que se materializaram dolorosamente no cotidiano da maioria dessas mulheres.

Examinarei por meio de uma metodologia interseccional essa secunda vertente, que envolve a dimensão poscolonial de significados de beleza, higiene e cuidado corporal, tanto em suas historicidades locais do contexto alemão quanto brasileiro. Através desse olhar transnacional presente nas próprias trajetórias das brasileiras, demonstrarei que em Berlim, a diferença colonial (Mignolo 2000) é considerado maleável exclusiva- e unicamente em sua dimensão de gênero, em que saberes corporais abrem um espaço de negociação sobre feminidades e masculinidades, invertendo a lógica colonial por momentos.

Palavras chaves:  Brazilian Waxing, Beleza e higiene, representações de gênero, diferença colonial.

 

 

A MIGRAÇÃO HAITIANA E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO. HOMENS E MULHERES MIGRANTES À PROCURA DE UM ESPAÇO DE VIDA

Delia Dutra

CEPPAC/UnB – Universidade de Brasília / PNPD/CAPES, Brasil

deliadutra@gmail.com /delia.obmigra@gmail.com

 

Nos últimos quatro anos a migração haitiana para o Brasil vem aumentando de forma sistemática chegando no ano de 2013 a representar o primeiro coletivo de migrantes presente no mercado formal de trabalho no país. Dados publicados em 2014 pelo Observatório das Migrações Internacionais do Brasil (OBMigra) permitem compreender a pertinência de desenvolver uma análise aguçada desde uma perspectiva de gênero no intuito de problematizar as especificidades deste coletivo e suas implicações tanto para a inserção no mercado de trabalho brasileiro quanto no quotidiano dos e das migrantes no país. O presente trabalho baseia sua análise tanto em dados quantitativos extraídos da base de dados RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) no período 2011-2014, assim como também numa pesquisa qualitativa realizada junto a homens e mulheres migrantes haitianos residentes no Distrito Federal (40 entrevistas semiestruturadas) entre março e maio de 2015. Trata-se de uma pesquisa em andamento no âmbito do OBMigra, que, nesta instância, fará um recorte de forma a explorar possibilidades analíticas que o gênero, enquanto princípio analítico transversal, oferece ao ser relacionado com categorias tais como: escolaridade, renda, grupos ocupacionais, trajetórias laborais, trabalho ‘formal’ e ‘informal’, situação familiar e projetos de vida.

Palavras-chave: gênero, trabalho, migração haitiana, Brasil.

 

ETNOGRAFIAR LAS MIGRACIONES ‘SUR’-‘NORTE’: LA INSCRIPCIÓN EN NUESTROS CUERPOS DE REPRESENTACIONES DE GÉNERO, RAZA Y NACIÓN

Carmen Gregorio Gil

Departamento de Antropología social, Universidad de Granada, España.

carmengg@ugr.es

 

Desde mi preocupación por la teorización de las articulaciones entre las diferenciaciones sociohistóricas de género, raza, sexualidad e inmigración  en la construcción de la desigualdad,  me propongo compartir algunas de mis vivencias en mi relación con los ‘otros’ durante la realización de mi trabajo de campo etnográfico multisituado. Entendiendo con Okely (1975, 1992) que lo personal no sólo es político, como bien se ha encargado de aclamar el feminismo, sino también teórico (Gregorio 2006:32) trato, como diría Jone Miren Hernández, de “habitar” en mi etnografía para entenderla “…como experiencia de la antropóloga relacionada con actitudes culturales presentes en la sociedad y no como expresión ‘del conocimiento’ abstracto, impersonal, descontextualizado” (Hernández 2012: 1). De esta forma me propongo restituir el valor del conocimiento desde nuestros propios cuerpos, como sujetos de acción que experimentan, sienten, se emocionan, cuestión controvertida, al confrontarse con la idea de la supuesta neutralidad y objetividad que ha de presidir al conocimiento científico.

Palabras clave: etnografía feminista, género, raza, República Dominicana.

 

 

VIOLENCIA, POLÍTICA Y GÉNERO. LA REPRESENTACIÓN DE LA MUJER MIGRANTE EN LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN

Cecilia Melella

Consejo Nacional de Investigaciones Cientificas y Técnicas CONICET- Instituto Multidisciplinario de Historia y Ciencias Humanas IMHICIHU –Buenos Aires, Argentina.

cemelella@gmail.com

 

La mujer y el extranjero eran en la antigüedad occidental, específicamente griega, aquellos sujetos relegados de lo/la político, ya que no poseían la categoría de ciudadano sólo atribuida a los “nacidos de la tierra”. Dichos sujetos fueron construidos como “chivos expiatorios” que debían ser sacrificados y/o expulsados de la comunidad como modo de sanación de la misma (un ejemplo de ello es Medea, mujer, hechicera, extranjera y asesina de sus propios hijos). En la modernidad, la violencia hacia ambas figuras, lejos de desvanecerse, ha persistido bajo formas menos evidentes que se montan sobre el juego de la visibilidad-invisibilidad. Los medios de comunicación conforman espacios excepcionales para la construcción de imaginarios que re-creen y fomenten la circulación de la violencia simbólica contra estas dos representaciones. En consecuencia, esta ponencia se propone estudiar la representación de la figura de la mujer en los medios de comunicación hegemónicos y de migrantes. Concretamente, nos circunscribimos a aquellas comunidades que fueron objeto de discriminación y xenofobia en la Argentina durante la década de 1990 como los bolivianos, peruanos y paraguayos. El objetivo consiste en analizar las tensiones y conflictividades sobre los discursos de género y migración que se aprecian en estos medios en la actualidad donde circulan políticas públicas más democratizadoras e inclusivas con respecto a estas temáticas, así como discursos discriminadores, cosificadores y anti-hospitalarios.

Palabras clave:migración, género, violencia, representaciones, medios de comunicación.

 

 

AFECTOS Y MOVILIDAD ACADÉMICA EN PAREJA/FAMILIA EN EL MARCO DE LAS POLÍTICAS CIENTÍFICAS EN COLOMBIA

 

Carol Pavajeau Delgado

Pontifica Universidad Javeriana / Universidad Estadual de Campinas- UNICAMP-Brasil

 cpavaje@gmail.com

 

Este trabajo evidencia la relación entre migración calificada, políticas científicas e institucionales y relaciones de la intimidad, por medio de las trayectorias afectivas y de movilidad académica de personas colombianas que se trasladaron en pareja/familia al Brasil para hacer sus estudios de postgrado en  diferentes áreas en la Universidad Estadual de Campinas -UNICAMP entre los años 2011-2015.

La ponencia analiza la relación de las políticas científicas Colombianas encargadas de impulsar y regular la movilidad académica en el país, con las negociaciones, decisiones y estrategias para conseguir migrar en pareja/familia que usaron estas personas, específicamente se pretende dar cuenta de las formas en que estas parejas gestionan afectos, dinero y carrera académica en los escenarios micro-políticos de la vida cotidiana analizando el uso que hacen de las transacciones económicas para generar, sostener o transformar sus vínculos (Zelizer 2009).

Los resultados evidencian (1) La tensión entre el concepto de movilidad académica y migración. (2) La invisibilidad de los proyectos migratorios familiares dentro de la movilidad académica. (3) El impacto que las políticas científicas e institucionales colombianas tienen en las negociaciones de dinero, afectos y carrera profesional de las parejas participantes.

Se pretende poner en debate la tensión entre el proyecto individual profesional y el proyecto afectivo que se dan en este tipo de movilidades, aspectos que no han sido reconocidos por las instancias gestoras de los programas, ni por los estudios existentes en Colombia sobre movilidad académica.

Palabras claves: migración calificada, movilidad académica, género, afectos, relación de pareja, políticas científicas.

 

 

TERRITORIALIDADES DE MUJERES BOLIVIANAS EN UNA CIUDAD PATAGÓNICA. DEL CONFINAMIENTO AL CONTROL TERRITORIAL

 

Myriam Susana González

Universidad Nacional de la Patagonia SJB, Comodoro Rivadavia, Argentina

myriamsgonzalez@gmail.com

 

La territorialidad ocupa un lugar creciente en el análisis de las migraciones internacionales, tanto a nivel de las relaciones entre los espacios materiales, sociales, culturales y políticos, como a nivel de las prácticas. Partimos de la idea que los territorios urbanos están marcados por relaciones de poder, de allí que la capacidad de construir lugares es un producto de las estrategias de los actores sociales que los habitan y presenta diferencias de género, clase y etnia. Nos interesa centrarnos en las mujeres bolivianas residentes en Comodoro Rivadavia, en sus estrategias y prácticas y en las nuevas territorialidades que construyen. Se busca recuperar las relaciones e interacciones de las migrantes, los sentidos y significados, las movilidades, accesibilidades y reclusiones que se producen en la vida cotidiana. Nos preguntamos: ¿Qué lugares construyen a partir de los procesos de territorialización en el espacio urbano? ¿Qué prácticas cotidianas  desarrollan y cómo son las temporalidades y espacialidades de esas prácticas? Estos interrogantes nos sitúan ante la importancia de la mirada cualitativa captada a través de las narrativas del espacio. Para las mujeres bolivianas estudiadas existen diferentes formas de vivir los lugares y distintas territorialidades. La territorialidad de la residencia, generalmente confinada a sectores periféricos de la ciudad;  la territorialidad de la sociabilidad donde el espacio público se transforma en un lugar de encuentro y la territorialidad de la circulación que en algunos casos conduce al control del territorio. Estas territorialidades promueven lugares donde se construye la bolivianidad con una espacialidad y temporalidad que le es propia.

Palabras clave: territorialidad, confinamiento, control territorial, mujeres bolivianas.

 

 

MUJERES MIGRANTES, VÍCTIMAS DE LA TRATA: UNA MIRADA MÁS ALLÁ DEL SILENCIO

Mara Clemente

Centro de Investigación y Estudios de Sociología, Instituto Universitario de Lisboa (CIES-IUL), Portugal clementemara@gmail.com

 

Una revisión de la literatura y de los datos sobre la trata de seres humanos en Portugal confirma un esfuerzo político de progresiva adaptación por parte del país al nuevo marco jurídico y político internacional y europeo.

Por otra parte, en Portugal, sólo en casos excepcionales la investigación coincide con nuevas experiencias de investigación empírica en las que participen las víctimas de la trata.

La naturaleza oculta y compleja del problema no parece explicar por sí misma el silencio de las víctimas.

El esfuerzo institucional para proteger y asistir a las víctimas así como para la persecución de su trata parece haber producido un sujeto pasivo cuya capacidad de decisión se limita a la cooperación para la represión del crimen del que es víctima.

Actores y organizaciones críticas de este sistema, sobre todo católicos y abolicionistas, se quejan de la re-victimización institucional de la víctima, pero reproducen su lógica. Experiencias y prácticas de asistencia alternativa revelan una resistencia a la señalización de las víctimas en el sistema de monitoreo institucional y una repulsa con respecto a la posibilidad de investigación. Por otra parte, el silencio de la víctima fuera del sistema no ayuda a la reflexión y a la construcción de propuestas que consideren a la víctima como sujeto activo.

El resultado es que en todos los casos - sobre todo si la víctima es una mujer y menor de edad, migrante y con experiencia de haber sido explotada sexualmente - otros sujetos decidirán por  ella y hablarán en su nombre.

Palabras clave: trata de seres humanos, migración de mujeres, explotación sexual, políticas basadas en la evidencia.

 

 

MULHERES HAITIANAS EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ – SC: ALGUMAS HISTÓRIAS DE VIDA E DE MIGRAÇÃO

Luís Felipe Aires Magalhães

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Brasil

lufeaires@gmail.com

 

A emigração haitiana não é um processo novo (CASTOR, 1978; COTINGUIBA, 2014): iniciada ainda no final do século XIX, quando se dirige especialmente a Cuba e República Dominicana, ela se orienta, já na segunda metade do século XX, a países como Estados Unidos, Canadá e França. Desde 2010, esta emigração haitiana dirige-se também ao Brasil, que passou nos últimos anos por um ciclo expansivo em sua economia, implementando medidas anticíclicas de promoção do consumo e de construção de obras públicas – inclusive para a realização de grandes eventos internacionais. Igualmente, o Brasil está presente também no Haiti, seja militarmente, coordenando a Missão da ONU para Estabilização da Paz no país, seja economicamente, através de um sem-número de empreiteiras operando inicialmente a construção de estradas e portos e, após o Terremoto de Janeiro de 2010, a reconstrução do país (SEGUY, 2014). Estes fatores contribuíram para inserir o Brasil no rol dos destinos da emigração haitiana, ainda no final do ano de 2010.

Este artigo tem por objetivo analisar a imigração haitiana na cidade de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina. Pretende-se especificamente analisar as trajetórias de vida e de migração de mulheres imigrantes residentes na cidade, através de entrevistas qualitativas e trabalho de observação participante em espaços culturais, religiosos e de associação da comunidade haitiana em Balneário Camboriú. Pretende-se teorizar, a partir destas histórias, as relações de gênero nestes espaços e as particularidades da imigração feminina.

Palavras-Chave: Imigração; Haiti; Mulheres; Balneário Camboriú – SC.

 

 

A (IN)VISIBILIDADE DE MIGRANTES GANESAS ENQUANTO REFUGIADAS NA NARRATIVA DE TELEJORNAIS BRASILEIROS (2014)

 

Samira Moratti Frazão. PPGH/UDESC y Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil; samiramoratti@gmail.com

 

A partir da primeira década do século XXI cresceu o número de migrantes em busca de refúgio no Brasil, entre os quais estão os de origem africana. Durante a realização da Copa do Mundo de Futebol, entre os meses de junho e julho de 2014, a vinda de ganeses atraiu a atenção da imprensa. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça em 2014, foi emitido um total de 8.767 vistos de turista para cidadãs e cidadãos ganeses. Com o término da Copa, parte deles(as) continuou no Brasil – mais de 1.130. Destes, 180 deram entrada na solicitação de refúgio (o número alcançou a marca de 400 pedidos em agosto do mesmo ano). Uma questão em particular evocou a necessidade em promover essa investigação: a (in)visibilidade de mulheres migrantes e refugiadas, as quais raramente foram citadas na cobertura telejornalística realizada entre os meses de junho, julho e agosto de 2014. Assim, considerando as marcas presentes na narrativa telejornalística, tomou-se a seguinte questão norteadora: de que modo as mulheres ganesas, enquanto refugiadas, foram representadas na narrativa de telejornais brasileiros, contrapondo a abordagem realizada a respeito dos migrantes e refugiados homens da mesma nacionalidade e origem. Com base na Análise Crítica da Narrativa, foi realizado um estudo qualitativo e preliminar de reportagens veiculadas em telejornais brasileiros. Entre os autores trabalhados estão Roger Chartier e o conceito de representação; Paul Ricoeur, Luiz Gonzaga Motta e Célia Ladeira Mota e o conceito de narrativa, e estudos sobre jornalismo, história, migrações e gênero.

Palavras-chave:fluxos migratórios; refugiadas; telejornalismo; gênero; narrativa jornalística.

 

 

ENTRE EL RECONOCIMIENTO Y LA EXCLUSIÓN. TRÁFICO TRATA Y PROSTITUCIÓN EN EL SIGLO XXI

Emma Martin Diaz

Departamento de Antropología Social de la Universidad de Sevilla, España

emma@us.es

 

Estamos asistiendo a un auténtico bombardeo mediático sobre la prostitución. En consonancia con este estado de cosas, todo lo que rodea a esta actividad aflora a la opinión pública, rompiendo el silencio social que envolvía el mercado del sexo y sacando el  debate de los estrechos círculos de unos feminismos dolorosamente desgarrados entre las posiciones regulacionista y abolicionista. Lo que genera este interés es la evidente relación existente entre la inmigración femenina y la prostitución, en un contexto de endurecimiento de las políticas migratorias y de cierre de fronteras a escala global. De esta forma, al estigma de la prostitución se superpone el estigma de la inmigración en situación de irregularidad administrativa y la permanente sospecha de la trata en un contexto en que migración y tráfico de personas aparecen como sinónimos. Si ser ilegal en España implica la negación de la persona como sujeto de derechos, (de Lucas, 1994) ser ilegal, prostituta y sospechosa de estar en inserta en redes de tráfico y trata coloca a quienes se encuentran en esta situación en el nivel más alto de indefensión y des-consideración jurídica y social. En esta comunicación nos centraremos en la revisión del alcance y consecuencias de las medidas, pero sobre todo de la filosofía subyacente al entramado legal que, con un claro predominio del enfoque trafiquista, intenta abordar las dificultades que plantea la combinación de estas situaciones de marginalidad, con planteamientos a menudo contradictorios y poco eficaces.

Palabras clave: Inmigración, prostiución, género, antropología jurídica.

 

 

GÊNERO E TRÂNSITOS CONTEMPORÂNEOS DE MULHERES BRASILEIRAS EMIGRANTES NO SÉCULO XXI

Glaucia de Oliveira Assis

Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED/UDESC

galssis@gmail.com

 

Nesse início de século XXI a ampliação do fluxo de brasileiros/as rumo ao estrangeiro tem colocado novas questões para aqueles que vivenciam a experiência de viver entre o Brasil e os vários locais de destino no exterior. Nos primeiros anos desse século ocorreu uma intensificação do fluxo de brasileiros rumo a Europa notadamente Itália, Portugal e Inglaterra. Muitos desses migrantes são descendentes dos imigrantes que chegaram ao Brasil no final do século XIX e que “retornam” a Europa em busca da cidadania, outros “com a cara e a coragem” migram em busca de uma vida melhor. A ampliação dos pontos de partida, as redes de tráfico de migrantes, as deportações, os migrantes retornados, bem como as novas tecnologias de comunicação, através da internet, colocam as cidades de origem do fluxo em relação constante com as cidades de destino, configurando complexas redes sociais e experiências que cruzam gênero, etnicidade e classe. Este artigo busca reconstruir as trajetórias de homens e mulheres rumo a Europa, centrando-se nas trajetórias das mulheres, uma vez que há um crescimento significativo da inserção de mulheres nesses movimentos. No caso das mulheres brasileiras, estudos tem procurado compreender como raça e nacionalidade operam com os marcadores de gênero e sexualidade construindo representações sobre “a mulher brasileira”. Tais marcadores exotizam e ressaltam a sexualidade e, ao mesmo tempo que produzem discriminação e preconceito, também geram modos de inserção tanto no mercado de trabalho quanto no universo dos afetos. A partir dos relatos orais desses/as emigrantes, evidenciamos como as mulheres, através migração internacional, tecem estratégias de escapar da pobreza e da exclusão social, mas não apenas isso, têm demonstrado também que a migração se configura como uma estratégia de expandir horizontes de “melhorar de vida” de ter outras experiências de consumo, de inserção na vida das grandes cidades, viver amores e relacionamentos transnacionais. Desta forma, ao reconstruir essas trajetórias pretendemos contribuir para uma análise dos fluxos contemporâneos num diálogo com os referenciais teóricos da denominada história transnacional e dos estudos das relações de gênero.

Palavras chave:gênero, migrações contemporâneas, brasileiros/as, preconceito, etnicidade.

 

 

MUJERES MIGRANTES EN LA ARGENTINA. ACCIONES PÚBLICAS VINCULADAS A LA DEFENSA DE SUS DERECHOS

Susana María Sassone

Consejo Nacional de Investigaciones Cientificas y Técnicas CONICET- Instituto Multidisciplinario de Historia y Ciencias Humanas IMHICIHU –Buenos Aires, Argentina.

smsassone@gmail.com

 

Desde unos treinta años, se comenzó un debate internacional en torno al reconocimiento de las formas de discriminación contra las mujeres: el objetivo fue desde entonces, la eliminación de esas formas y reconocer derechos en torno a la salud, el trabajo, la participación política y particularmente, las respuestas frente a la violencia de género, en sus diversas variantes según las culturas. La Argentina, paulatinamente, fue tomando partido desde la gestión de Estado y fijando políticas. La Ley de Protección Integral a las Mujeres N° 26.485/2009 se orienta a prevenir, sancionar y erradicar la violencia contra las mujeres en los ámbitos en que desarrollen sus acciones. El organismo de aplicación es el Consejo Nacional de la Mujer, que depende de la Presidencia de la Nación.

En tal contexto, no pueden quedar ajenas las mujeres migrantes, víctimas de doble discriminación, como mujeres y como migrantes. Desde el plano migratorio, trabajan en conjunto dos dependencias del Ministerio de Interior y Transporte de la Nación, a saber: la Dirección Nacional de Migraciones y la CONARE, Comisión Nacional para los Refugiados. El tema ha tomado alcance federal, desde la institucionalidad estatal como desde las organizaciones no gubernamentales. La presente ponencia tiene por objeto realizar un relevamiento geográfico a nivel del territorio argentino, en relación a las acciones públicas y de la sociedad civil sobre el reconocimiento en el acceso a los derechos de las mujeres migrantes en la Argentina. La metodología de trabajo se basara en el análisis normativo y de la arquitectura estatal de la gestión institucional para saber que se hace desde el Estado y desde la sociedad civil para atender a las situaciones de discriminación de las mujeres migrantes. Asi, como lo indico Naciones Unidas, nos preguntamos qué problemas surgen cuando se integran los enfoques de género, de interculturalidad, derechos humanos y migración.

Palabras clave: mujer migrante, discriminación, derechos humanos, gestión territorial.

 

 

FAZER-SE NAS DIFERENÇAS: GÊNERO, RELIGIOSIDADE E REPRESENTAÇÕES ENTRE ‘NOVOS’ E ‘VELHOS’ IMIGRANTES EM CAXIAS DO SUL – RS

Assis Felipe Menin

Universidade do Estado de Santa Catarin

a.f.menin@gmail.com

 

Este trabalho tem objetivo de apresentar as mudanças que vem ocorrendo na cidade de Caxias do Sul – RS, Brasil, cidade esta colonizada por imigrantes italianos no final do séc. XIX, e a partir das novas ondas imigratórias recentes na cidade, os novos imigrantes haitianos, ganeses e senegaleses, e pensar através das representações da mídia, dos jornais, redes sociais, e da própria representação da cidade e dos novos e novas imigrantes o conceito defendido por Elias (2000) de estabelecidos e outsiders

A partir deste conceito analisar as representações que são veiculadas nos jornais locais, na mídia e nas próprias experiências migratórias dos imigrantes, as mulheres migrantes descendentes de italianos e as mulheres imigrantes haitianas, ganesas e senegalesas e os aspectos presentes como interseccionalidades de raça, etnia, nacionalidade, identidade, classe social, e religiosidade, onde estas representações põem em evidência @s nov@s imigrantes apenas reforçando as estigmatizações e o racismo.  Assim, a luz das mobilidades e transformações locais, as representações que são feitas destas mulheres, acaba por reforçar identidade italiana e o seu poder legitimador em todos os espaços, seja, político, econômico e social, e nos lugares simbólicos de memória de uma italianidade presente, e que exclui outras etnias.

Palavras-chave:  Imigração, identidades, representações, gênero.

 

 

O PROGRAMA DE INTERCÂMBIO AU PAIR COMO FLUXO MIGRATÎŒRIO DE JOVENS MULHERES PARA O TRABALHO DO CUIDADO

 

Michelle Franco Redondo

Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis _Universidade Estadual de Campinas.Unicamp, Brasil.

michelleredondo@gmail.com

 

O presente trabalho utiliza o Programa de Intercâmbio Au pair _troca de alimentação e moradia por cuidado com crianças_ para discutir a migração feminina influenciada pelo mercado do trabalho do cuidado (care). Nesse sentido ele tem como objetivo descrever e analisar uma forma específica de circulação de pessoas, a qual é divulgada como experiência de intercâmbio cultural e associa-la à necessidade de mão de obra para o cuidado com os filhos. Dentro dessa perspectiva será destacada a manutenção da associação dos trabalhos domésticos às mulheres da família, assim como a utilização de mão de obra dos países mais pobres pelos países mais desenvolvidos. A interseccionalidade se fez fundamental, em especial, para analisar o modo como as questões do gênero, da raça e do sexo contribuem na escolha dos seus participantes pelo Programa Au pair, e refletem a dificuldade de valorização do trabalho doméstico. Dessa maneira, discutiremos o fluxo migratório transnacional de mulheres, incentivado pelo trabalho do cuidado, a partir do Programa de Intercâmbio Au pair considerando suas particularidades. Essa discussão será embasada nas experiências de au pairs brasileiras em Paris e seus arredores, que foram analisadas a partir da observação participante e da realização de entrevistas, tendo como aporte teórico da perspectiva do cuidado. A técnica de entrevista utilizada foi a semi-dirigida, isso porque o objetivo das entrevistas era viabilizar uma compreensão das biografias e das experiências dessas migrantes. Os entrevistados foram identificados e localizados pelo método da “bola de neve”.

Palavras-chave: Programa de Intercâmbio Au pair, trabalho do cuidado, migração                 transnacional de mulheres.

 

 

GÊNERO E MIGRAÇÕES: TRAJETÓRIAS E DESAFIOS DE MULHERES BRASILEIRAS EM PORTUGAL

 

Maria Madalena Gracioli UNESP – Franca / FFCL – Ituverava

Maria Lucia Vannuchi Universidade Federal de Uberlândia

lenagracioli@gmail.com  -  maluvannuchi@yahoo.com.br

 

Devido as mudanças contemporâneas no papel da mulher em muitas sociedades, com a sua inserção no mercado de trabalho e os avanços nos processos de emancipação; com maior independência e empoderamento, as mulheres passarem a ser agentes ativos nos processos e dinâmicas migratórias internacionais tornando-se propulsoras de mudanças nos países de destino. É nesse contexto, que este trabalho visa analisar a trajetória de quatro mulheres brasileiras imigrantes em Portugal, que apesar de todas as dificuldades inerentes à condição de imigrante, encontraram motivações para empreender pequenos negócios nesse país. Os relatos evidenciam que as motivações para deixar seu país de origem, foram tanto de ordem objetiva, no que tange às condições materiais de existência, quanto de natureza subjetiva, simbólica; mostram as múltiplas dificuldades que enfrentaram no país acolhedor, principalmente as constantes situações constrangedoras de preconceito e discriminação. Revelam que apesar de destemidas, os desafios enquanto mulher e empreendedora requerem determinação para continuar perseguindo os objetivos traçados, para enfrentar as situações conflitantes de inserção na nova sociedade, as dificuldades específicas de gerenciamento da pequena empresa, para cumprir com as obrigações fiscais, a falta de capital de giro e, para estabelecer estratégias para enfrentar a crise econômica que assola o país. Apesar de quatro diferentes trajetórias, há entre elas pontos de convergência que evidenciam que apesar das dificuldades que cotidianamente enfrentam e da saudade dos familiares e amigos que ficaram no país de origem, há o desejo de continuar em Portugal, pois consideram que o país oferece melhor qualidade de vida e menor índice de violência.

Palavras-chave Empreendedorismo; Migrações; Mulheres; Trajetórias; Desafios.

 

 

ANÁLISIS INTERSECCIONAL DE PROCESOS DE CONSTRUCCIÓN IDENTITARIA Y ATRIBUCIÓN DE ALTERIDAD EN CHICOS Y CHICAS MIGRANTES EN ESPAÑA

Antonia Olmos Alcaraz

María Rubio Gómez

Ouafaa Bouachra Outmani

Departamento de Antropología Social. Instituto de Migraciones. Universidad de Granada, España)

antonia@ugr.es

 

El trabajo analiza relacionalmente procesos de construcción de la diferencia (García Castaño et al., 1999; Olmos, 2010; Rubio, 2013) y procesos de construcción identitaria (Brubaker y Cooper, 2001; Hall, 2003; Maalouf, 1999) en los que se encuentran jóvenes adolescentes y pre-adolescentes procedentes de la migración, en contextos educativos formales.

El objetivo es mostrar y describir cómo funcionan alteridad e identidad de forma interseccional (Anthías y Yuval-Davis, 2007; West y Fenstermarker, 2010; Dietz, 2011). Partimos de que no es posible establecer aprioris que nos indiquen con certeza qué categorías socio-culturales cuentan con mayor poder explicativo para entender cómo se generan las representaciones de alteridad en contextos educativos formales; y tampoco podemos conocer cuáles son los elementos identitarios más importantes para los jóvenes procedentes de la inmigración. Sí sabemos, no obstante, que unos y otros procesos están íntimamente relacionados –son dos caras de una misma moneda–; y que en ellos, categorías construidas socio-culturalmente como la “raza”/etnia, la clase social o el género (pero también aspectos relacionados con la religión, la lengua o la procedencia nacional), en tanto que categorías que emergen cuando “hablamos de inmigración”, funcionan de forma interrelacionada, interdependiente y contextual.

Nuestro análisis considera la interseccionalidad como la forma más adecuada de aproximación a la realidad observada. Para ello trabajamos a partir de entrevistas biográficas e historias de vida de jóvenes, producidas en nuestros respectivos trabajos de campo lo cual nos permite abordar los objetos teóricos de estudio (alteridad/identidad) de forma procesual y contextuada.

Palabras clave: migraciones, identidad, alteridad, interseccionalidad, adolescentes.

 

 

MULHERES TUKANAS E CAXIRIS EM CIRCULAÇÃO: DAS COMUNIDADES À CIDADE, DA CIDADE ÀS ROÇAS (NA) DA CIDADE, SÍTIOS E COMUNIDADES

Talita Sene

PPGAS-UFSC /Núcleo de Pesquisa em Fundamentos da Antropologia A-Funda, Brasil

talitasene@gmail.com

 

Na região do Alto Rio Negro (ARN), Noroeste do estado do Amazonas, local em que habitam os povos indígenas da família linguística Tukano Oriental, há uma crescente migração de famílias indígenas que vivem em comunidades/sítios para a cidade de São Gabriel da Cachoeira (SGC) (LASMAR, 2005). Embora a mudança destes indígenas para a cidade acarrete uma série de alterações no modo de vida destes, especialmente na rotina diária e dieta, o ARN caracteriza-se por uma articulação cada vez maior entre estes espaços. Muitas famílias, inclusive, têm um modo de vida “sazonal”: vivem na parte urbana de SGC, mas ao mesmo tempo mantém casas e cultivos na zona periurbana, em comunidades e sítios, para onde se deslocam com frequência para manutenção da roça ou/e para visitar parentes, por exemplo. Levando tal aspecto em consideração, esta arguição traz uma breve reflexão sobre o lugar das mulheres Tukano nestes deslocamentos, especialmente das horticultoras, uma vez que estas parecem ser as principais articuladoras de um complexo de relações sociespaciais em torno da circulação de pessoas e também de recursos. Para tal, tomo como ponto de partida as feiras festivas dominicais de duas associações indígenas localizadas na zona urbana do município de São Gabriel da Cachoeira, a Associação Cultural dos Agricultores Indígenas Direto da Roça e a Associação Mista dos Povos Indígenas. Através destas mostro como algumas mulheres converteram sua relação com a roça em fonte de renda, trabalho e relação na e com a cidade através da venda de produtos direto da roça, como os caxiris. Nestas associações estes produtos são comercializados para outros indígenas, e também, em menor proporção, para os “brancos”.

Palavras-chave: circulação; trabalho; caxiri; Tukano; Noroeste Amazônico.

 

 

NEGOCIAÇÕES DE GÊNERO NO NOVO TERRITÓRIO. MULHERES BRASILEIRAS QUE MIGRAM E RETORNAM COM CÔNJUGES ESTRANGEIROS

Sueli Siqueira

Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE/ Brasil

suelisq@hotmail.com

 

As mulheres estão presentes no movimento imigratório internacional brasileiro desde o seu início, sendo que seu número torna-se expressivo chegando a igualar-se ao dos homens no início dos anos 2000. Em sua maioria emigram com o objetivo de conquistar melhores condições econômicas e retornar, contudo, no percurso desse projeto muitas permanecem, estabelecem relacionamentos e se unem a cônjuges nativos. Com a crise econômica que se abateu sobre os Estados Unidos e Europa muitas mulheres retornam com seus companheiros. Este artigo tem como objeto central compreender como são negociadas as relações de gênero nesse novo território. Se como afirma Sayad (2000) o retorno é uma nova emigração, pois os anos de ausência da terra natal, no retorno, estranhamento é uma situação vivida pelo nativo. Como o casal trabalha esse retorno e estranhamento para a mulher e imigração para o homem. Com base em 35 entrevistas em profundidade realizadas com casais cujo companheiro é estrangeiro (Português, Americano, Inglês, Alemão, Mexicano, Argeliano, Holanda) que retornaram para o município de Governador Valadares e seu entorno (32 cidades). Os resultados nos permitem considerar que o estranhamento as dificuldades para adaptar-se, a negociação das relações de gênero, principalmente quando o casal tem filhos, são pontos de tensão entre o casal e geram situações de conflito.

Palavras-chave: Emigração feminina, matrimônio com nativos, retorno, relações de gênero.