RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 109

GT 109. INDÍGENAS Y EDUCACIÓN SUPERIOR: POLÍTICAS, EXPERIENCIAS Y PRODUCCIÓN COLABORATIVA DE CONOCIMIENTOS

Coordinadoras:

Dra. Ana Elisa de Castro Freitas Profesora de la Universidad Federal de Paraná-Brasi anaelisa.freitas.ufpr@gmail.com

Dra. María Macarena Ossola Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) y Universidad Nacional de Salta-Argentina macossola@gmail.com

Dra. Mariana Paladino Profesora de la Universidad Federal Fluminense-Brasil marianapaladino@id.uff.br

Comentarista: Laura Rosso Profesora de la Universidad Nacional del Nordeste, Argentina.

 

 

O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL/PET/ MEC E A FORMAÇÃO SUPERIOR DE INDÍGENAS: A EXPERIÊNCIA DO GRUPO PET LITORAL INDÍGENA/UFPR NUM CENÁRIO DE AFIRMAÇÃO DOS DIREITOS INDÍGENAS

Douglas Jacinto da Rosa

Ana Elisa de Castro Freitas. Brasil

 

O presente trabalho publiciza ações e estratégias no campo da extensão universitária, desenvolvidas através de tutoria, pelo autor, estudante indígena Kaingang do Curso de Gestão Ambiental da Universidade Federal do Paraná, bolsista do Grupo PET Litoral Indígena, na modalidade Conexão de Saberes do Programa de Educação Tutorial/PET/MEC, em diálogo com a autora, tutora e orientadora. Neste contexto, se configurou um campo ético e de relações estabelecidas com a Comunidade indígena Kaingang do Aldeamento de Re kuju -Campo do Meio-, bacia hidrográfica do Alto Uruguai e Complexo Taquari Antas com florestas de Araucária, município de Gentil/RS, coletividade de pertencimento do bolsista. As ações realizadas junto com a comunidade, têm como plano de fundo a reivindicação pela identificação e delimitação de Re kuju, seguida de demarcação e homologação nos ternos do artigo 231 da CFB/1988, Decreto 1775/96 e Portaria 14/96. As atividades de pesquisa, ensino e extensão, em sua indissociabilidade, contribuíram para uma importante mobilização da comunidade, qualificada pela agência do bolsista, que elaborou uma petição para evitar mais degradação à terra indígena pleiteada. No percurso, categorias do pensamento Kaingang buscam um diálogo com categorias das ciências socioambientais, com vistas à afirmação dos direitos territoriais indígenas.

Palavras Chave: Programa de Educação Tutorial, Extensão Universitária, Floresta com Araucária, Kaingang, Terra Indígena Campo do Meio.

 

 

INDÍGENAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR E POSSIBILIDADES DE DIÁLOGO INTERCULTURAL A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA REDE DE SABERES – MS/BRASIL

Antonio Hilario Aguilera Urquiza. UFMS, Brasil

 

O presente texto pretende aprofundar a reflexão conceitual e epistemológica acerca da possibilidade de diálogo entre os conhecimentos tradicionais e os conhecimentos considerados “Ocidentais”, a partir do impacto na vida de indígenas nas universidades públicas no Estado Mato Grosso do Sul (Brasil). Esta região possui a maior quantidade de indígenas cursando a educação superior do país, ao redor de 900 estudantes. A presença dos povos indígenas na educação superior poderia ser compreendida como una estratégia de luta para construir seus processos de autonomia? Indígenas e Universidades, uma relação de colonialidade ou possibilidade de construção de autodeterminação destes povos. Este texto é fruto de pesquisa em andamento com os seguintes procedimentos metodológicos: inicialmente a investigação documental e bibliográfica, na tentativa de ler as experiências indígenas à luz de alguns autores e teóricos como Hall (2000), Bhabha (2003), Mignolo (2003), Freire (1970; 1992), Quijano (1992), Mato (2008; 2014; 2015), Aguilera Urquiza e Nascimento (2013) seguida pela experiência de trabalho de campo, realizada através de entrevistas semiestruturadas com estudantes indígenas participantes do “Programa Rede de Saberes – permanência de indígenas na educação superior”, especialmente com os egressos, aqueles que já terminaram a graduação.

Palavras-chave: colonialidade; indígenas e educação superior; interculturalidade; diálogo de conhecimentos.

 

ITINERANCIA COM LA COMUNIDAD QOM EM CLAVE ANTROPOLÓGICA: APORTES PARA EL DISEÑO DE COMUNIDADES EPISTEMICAS

María José Kiszka. Universidad Nacional Del Noroeste, Argentina.

Este trabajo presenta aportes conceptuales, edificados en diez años de trabajo desde diversos roles. Los espacios de trabajo y encuadres han sido tan diversos como complementarios: el rol técnico en proceso de diseño participativo de viviendas y espacios territoriales, intervenciones desde el campo psicosocial, participación en equipos  y proyectos de investigación, trabajos de extensión, gestión de la promoción cultural entre los más significativos. Asimismo se ha participado en diversos puntos del territorio Chaqueño, tanto en contexto urbano como en contexto rural. Los aportes han prosperado en el tránsito de dos carreras de maestría cuyas temáticas de tesis convergen desplegando controversias en torno a la presente discusión:“El rol de la Universidad en la Producción social del hábitat” y “Caracterización del hábitat qom en contexto Urbano”.

El propósito de este trabajo es edificar aportes para la construcción de encuadres efectivos en términos de justicia cognitiva, reparación histórica promoviendo el  encuentro de saberes para la construcción de una comunidad epistémica

Palabras clave: interculturalidad; el rol de la universidad;  producción de conocimientos, comunidad epistémica.

 

 

ESTUDANTES INDÍGENAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA :TRAJETÓRIA ,PERMANÊNCIA E ADAPTAÇÃO AO ‘’UNIVERSO ACADÊMICO’’

Carlos Henrique P. Piedade. Universidade Federal da Bahia, Brasil

 

Por meio da resolução n°01/04, de Julho de 2004, a Universidade Federal da Bahia (UFBa) inseriu no seu sistema de ingresso a chamada política de cotas. Desde então, a Instituição passou a receber em seus espaços sujeitos de camadas e grupos sociais historicamente segregados e desfavorecidos, em especial, os indígenas.
Levando em consideração que tanto a permanência quanto a adaptação bem sucedida  dos Indígenas ao ‘’Universo Acadêmico ‘’ ainda representam um grande desafio para as Instituições Públicas de Ensino Superior que encontram-se ,em sua grande maioria ,mal estruturadas para o recebimento destes sujeitos, busca-se através deste trabalho fazer uma reflexão critica e bibliográfica dos principais mecanismos de ações afirmativas implantados pela Pró-Reitora de Assistência Estudantil (PROAE) da UFBA,que buscam a manutenção ,adaptação e acomodação destes estudantes ao contexto da Universidade uma vez que, é notório  um conjunto de aspectos excludentes encontrados e vivenciados no espaço universitário.

Palavras-chave: ações afirmativas;  ensino superior ;  indígenas ; ‘’universo acadêmico’’.

 

LA CONCEPCIÓN DE LO INDÍGENA EN LAS POLÍTICAS DE FORMACIÓN DE PROFESIONALES PARA UNA EDUCACIÓN INTERCULTURAL DEL SIGLO XXI

Elba Gigante. Universidad Pedagógica Nacional, México

 

La presentación reporta algunos resultados de un proyecto de investigación en curso que analiza las concepciones sobre los indígenas que subyacen en el diseño de las políticas para la formación de profesionales vinculados con la denominada educación intercultural en México. Una de las premisas de este proyecto, es que las concepciones sobre  lo indígena, y en especial sobre los jóvenes indígenas, que atienden los programas de educación superior, no han sido actualizadas  a pesar de las profundas transformaciones que han sufrido los pueblos indígenas. Esas políticas oscilan entre la impronta universalista,  que sigue prevaleciendo  y hoy se hace patente en las leyes de la reforma educativa en curso, y los agregados de multiculturalismo con que se trata de responder a los compromisos que emanan de los reconocimientos de derechos a nivel nacional e internacional.

Se incluye también el análisis de las experiencias de producción colaborativa de conocimientos sobre estos asuntos con estudiantes indígenas, unos como tesistas y otros mediante la participación en grupos focales en los que se ha discutido acerca de la concepción de lo indígena vivida por ellos como estudiantes en  programas de educación superior.

Palabras clave: indígenas, concepciones, discurso cultural, políticas, prácticas pedagógicas.

 

 

ESTÁGIO PEDAGÓGICO DOS ALUNOS TAPIRAPÉ DO CURSO DE EDUCAÇÃO INTERCULTURAL DA UFG

Mônica Veloso Borges. Universidade Federal de Goiás, Brasil

 

Nesta comunicação tenho por meta apresentar algumas reflexões sobre as pesquisas desenvolvidas e em desenvolvimento no Estágio Pedagógico do Curso de Educação Intercultural da Universidade Federal de Goiás (Brasil), pelos alunos-professores Tapirapé, nas várias aldeias, localizadas próximas aos municípios de Confresa e Santa Terezinha, no Estado do Mato Grosso. Os temas abordados foram: a) roças tradicional e atual Tapirapé; b) Organização Sociolinguística Tapirapé; c) Organização Social Tapirapé, Arte e Escola; d) Festas tradicionais do Povo Apyãwa (Tapirapé); e) Nomes Próprios do Povo Apyãwa; f) Artesanatos masculinos e femininos do Povo Apyãwa; g) Pintura Corporal do Povo Apyãwa; h) Alimentação Tradicional do Povo Apyãwa e saúde. Além de apresentar e discutir como o Estágio sobre esses temas tem sido realizado, e como tem contribuído com a recuperação de antigas práticas culturais ou atividades que estavam caindo em desuso, pretendo ainda mostrar o alcance social e os resultados que esses estudos têm obtido, tais como um maior interesse na plantação de roças, uma maior valorização do consumo de alimentação tradicional ao invés de alimentação industrializada, a constante criação de novas palavras na língua Tapirapé em substituição aos empréstimos do português, e o aumento na confecção de artesanatos, movimentos que têm fortalecido a língua e a cultura maternas na escola e na comunidade.

Palavras-chave: Curso de Educação Intercultural; estágio pedagógico; povo Tapirapé; resultados sociais.

 

 

ALDEIAS, CIDADE E UNIVERSIDADE: REFLEXÕES ETNOGRÁFICAS SOBRE A RELAÇÃO DOS GUARANI COM O ENSINO SUPERIOR EM MARINGÁ 

Samuel Douglas Farias Costa. Universidade Federal de San Carlos, Brasil

 

No município de Maringá, no norte central do Paraná, não se encontra nenhuma aldeia ou Terra Indígena (TI). Apesar desta constatação, a presença indígena é uma realidade e uma questão cada vez mais expressiva na cidade. Ensino superior, trabalho assalariado e comercialização de artesanatos, são alguns dos motivos que mobilizam a ida de indígenas para a cidade, que, em sua maioria, mantêm relações com duas instituições, a Associação Indigenista – ASSINDI – Maringá e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). A partir de experiência etnográfica junto aos Guarani que vivem em Maringá, o presente trabalho propõe algumas reflexões acerca do lugar dos(as) estudantes universitários(as) Guarani com relação à vida na cidade e a vida nas aldeias. A figura do(a) estudante Guarani está conectada a uma multiplicidade de elementos e implicações, como, relações de parentesco, compromissos políticos, relações de alteridade, relações com instituições, entre outras. Percorrendo estes caminhos diversos, este trabalho busca pensar sobre a presença Guarani no ensino superior maringaense em sua complexidade relacional.

Palavras-chave: ensino superior, indígenas universitários, cidade, Guarani, Maringá.

 

 

ENCONTRO ENTRE SABERES INDÍGENAS E CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS COMO ESPAÇOS DE HESITAÇÃO: O INGRESSO DE PROFESSORES E ESTUDANTES INDÍGENAS NA UFRGS

 

Valesca Daiana Both Ames. Universidade Federal de Rio Grande do Sul

 

O trabalho, em andamento, tem como objeto empírico o ingresso de professores e estudantes indígenas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que ocorre desde o ano de 2008, por meio de uma política de ações afirmativas. Segundo dados da Coordenadoria de Acompanhamento do Programa de Ações Afirmativas (CAF/UFRGS), em 2014, havia 45 estudantes indígenas matriculados, sendo a maioria da etnia Kaingang. Dado este contexto de copresença entre distintas práticas de conhecimento, buscamos responder os seguintes questionamentos: quais elementos humanos (sujeitos) e não humanos (objetos) são agenciados nos deslocamentos e no encontro? Como sujeitos (conhecimentos, práticas, subjetividades) e objetos são transformados? O objetivo, portanto, é mapear a rede que se constitui em torno do ingresso de estudantes e professores indígenas na UFRGS, e as transformações que são, assim, engendradas. Teoricamente, seguimos Latour e Stengers, por meio dos conceitos de redes e cosmopolítica e os imbricamentos entre elementos humanos e não humanos (LATOUR, 1994; 2000; LATOUR; WOOLGAR, 1997; STENGERS, 2002; 2003; 2007); Anderson e Adams (2008), quando estes teorizam sobre os “conhecimentos viajantes”, aqueles que se deslocam de seus locais de produção; e Viveiros de Castro (2002) para pensarmos a cosmologia ameríndia e seus significados para corpo, pessoa, objeto, entre outros. Os procedimentos metodológicos se constituem na realização de uma etnografia multissituada, entrevistas semi-estruturadas e análise de materiais documentais. Atualmente, estão sendo realizados os primeiros contatos com estudantes e professores indígenas, com a finalidade de delimitar o u de pesquisa. Portanto, propomos um diálogo sobre uma pesquisa em construção.

Palavras-chave: conhecimento; indígenas; universidade.

 

“PARTICIPACIÓN INDÍGENA EN LA UNIVERSIDAD NACIONAL DEL NORDESTE: EXPERIENCIAS, ESPACIOS Y SABERES”

Laura Rosso. Universidad Nacional del Nordeste, Argentina

 

En esta ponencia propongo presentar avances preliminares de un estudio sobre participación indígena en una universidad convencional. Se trata de la Universidad Nacional del Nordeste (Argentina), en la  que se implementa un programa institucional que tiene entre sus objetivos la inclusión de indígenas a carreras de grado, así como su participación en la gestión del mismo.

La participación indígena se promueve buscando aportar a la concreción de normativas internacionales, nacionales y provinciales que otorgan ese derecho, al tiempo que se basa en una lectura de experiencias y recorridos alcanzados por las organizaciones indígenas de la provincia del Chaco; escenario caracterizado por una intensa movilización y  significativa visibilidad indígena.

Se focalizará la descripción en espacios y experiencias de participación surgidas en el marco del Programa  Pueblos Indígenas (en adelante PPI). Los sujetos estudiados serán los referentes indígenas que integran la comisión asesora del programa, quienes ocupan esa posición en virtud de sus trayectorias en organizaciones indígenas de la provincia.

Interesa también iniciar la indagación sobre saberes vinculados a la organización, la lucha y la política que estos sujetos poseen, así como las habilidades que ponen en práctica para el manejo burocrático en la universidad, tales como la redacción de notas para peticionar, interpelar a funcionarios, a otros indígenas; el registro que llevan de sus tareas, etc.; finalemente, la combinación que pudieran producir entre saberes burocrático-escolares y los propios ancestrales.

Palabras clave: educación superior – pueblos indígenas – participación.

 

 

LENGUAS INDÍGENAS E IDENTIDADES EN LA EDUCACIÓN SUPERIOR ARGENTINA. LOS CASOS DE SALTA Y SANTIAGO DEL ESTERO

 

María Macarena Ossola. Conicet/Unsa/Universidad Nacional de Santiago del Estero, Argentina

 

Esta ponencia tiene el objetivo de discutir cuáles son los roles y los espacios institucionales que ocupan las lenguas indígenas en los proyectos de inclusión en la educación superior en dos provincias del noroeste argentino: Salta y Santiago del Estero. La primera provincia cuenta con nueve pueblos indígenas, muchos de los cuales mantienen una gran vitalidad en el uso de las lenguas indígenas. En Santiago del Estero, en cambio, la presencia indígena contemporánea es minoritaria y se vincula con los procesos de reemergencia étnica. No obstante, la lengua quichua es usada en Santiago del Estero por miles de hablantes (quienes no se identifican necesariamente como indígenas).

Tomando en cuenta la complejidad que revisten ambos casos (múltiples situaciones de uso de las lenguas indígenas y diversidad de adscripciones identitarias) en esta ponencia se propone: a: relevar la oferta formativa de nivel superior en materia de inclusión de la diversidad cultural y lingüística que existe en Salta y Santiago del Estero, b: reconocer qué roles (explícitos e implícitos) asumen las lenguas indígenas en los espacios formativos superiores y c: identificar las experiencias formativas de nivel superior de los jóvenes hablantes de lenguas indígenas en las dos provincias. 

Palabras clave: Educación superior, lenguas indígenas, identidades, inclusión, jóvenes.

 

 

 

 

 

VISIBILIZANDO A LOS ESTUDIANTES INDÍGENAS EN LA UNIVERSIDAD DE LOS LAGOS: EL CAMINO PARA DESARROLLAR ACCIONES AFIRMATIVAS Y LOGRAR TRAYECTORIAS FORMATIVAS EXITOSAS

María Elena González Plitt

Martín Quintana Elgueta

Universidad de los Lagos, Chile

 

La Universidad de Los Lagosesla única institución de educación superior estatal de la Región de Los Lagos en Chile y cuenta con una matrícula total de 9.182 estudiantes entre carreras técnicas y profesionales.

Desde el año 2015 la institución incorporóen la caracterización de sus estudiantes de nuevo ingreso datos relativos a ascendencia indígena, gracias a ello hoy sabemos que un 30% de la población estudiantil que ingresó a la institución, está constituida por estudiantes que se declaran con ascendencia mapuche-huilliche, cifra que duplica el porcentaje de población indígena de la Región (14,7%  según Censo 2002).

Hasta la fecha las prácticas institucionales que recogen esta diversidad cultural han sido más bien aisladasy por ello no se han generado - en los diversos ámbitos del quehacer corporativo - líneas de trabajo que consideren específicamente la particularidad indígena de sus estudiantes. No obstantela institución establece entre sus valores institucionales el compromiso con la diversidad cultural y la interculturalidad.

Considerando lo anterior se ha desarrollado una propuesta que pretende evaluar las condiciones objetivas de ingreso, permanencia y egreso de los estudiantes indígenas, para a partir de dichos resultados, generar líneas de acción para esta población estudiantil que impacten en el fortalecimiento de su identidad y en trayectorias formativas exitosas. Como universidad estatal este reto trasciende la noción de eficiencia y releva el rol público en un escenario de creciente tensión social y política entre Estado y pueblos originarios.

Palabras clave: estudiantes huilliches; educación superior; identidad y trayectorias formativas.

 

 

POLÍTICAS DE ACESSO E PERMANÊNCIA DE ACADÊMICOS INDÍGENAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

 

Adriana Oliveira de Sales

Eugenia Portela de Siqueira Marques. UFGD / Docente em Licenciatura Intercultural Indígena, Brasil

 

Há mais de uma década o acesso à educação superior pública brasileira tem ampliado significativamente as possibilidades de acesso e permanência, paralelamente foram implementadas políticas afirmativas e focalizadas direcionadas a grupos que historicamente foram impossibilitados de ingressar nesse nível de ensino, em virtude de desigualdades educacionais, socioeconômicas, de gênero e raça/cor. Segundo dados do último Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), no ano de 2003 o Brasil possuía 3.989.266 estudantes matriculados na graduação. No ano de 2013, foram registrados 7.322.964 matriculados, representando um crescimento de 83,35% (INEP, 2013).Nesse sentido, esta comunicação visa discutir as políticas de acesso e permanência para indígenas na Universidade Federal da Grande Dourados em Mato Grosso do Sul.

 

 

EDUCAÇÃO SUPERIOR E POLÍTICAS AFIRMATIVAS PARA A POPULAÇÃO INDÍGENA NO BRASIL: OS DESAFIOS PARA ALÉM DO ACESSO

Eugenia Portela de Siqueira Marques

Maurício José dos Santos Silva

UFGD, Brasil

 

O acesso à educação superior no Brasil, historicamente se constituiu em um desafio a ser superado. A democratização do ensino superior tem sido constantemente discutida durante as últimas décadas tendo como foco a urgência da implementação de políticas públicas que garantam o acesso e à equidade. As reivindicações dos movimentos sociais, em especial de negros e indígenas pressionaram o Estado brasileiro para que fossem implementadas políticas públicas de ações afirmativas para garantir o acesso de negros, indígenas e também dos egressos de escolas públicas, a esse nível de ensino. Este artigo tem como objetivo de analisar as políticas de ações afirmativas e o acesso da população indígena nas universidades do município de Dourados, no estado de Mato Grosso do Sul –Brasil.O trabalho foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica, análise de fontes documentais e legislaçõesespecíficas dos programas de acesso e permanência. O acesso dos jovens indígenas geram inúmeros desafios para a universidade, entre eles destaca-se a permanência. O acompanhamento e a avaliação dos programas de assistência estudantil se constitui em uma das estratégias que poderão contribuir para o êxito desses acadêmicos, sem excluir a necessidade de outros mecanismos que possam garantir a permanência, o êxito acadêmico e o fortalecimento indentitário.

Palavras-chave: Educação superior. Ações Afirmativas para Indígenas. Acesso e permanencia.

 

 

ESTUDIANTES GUARANÍES, INVESTIGACIÓN Y GESTIÓN EN INSTITUCIONES DE EDUCACIÓN SUPERIOR

Yamila Irupé Nuñez. FHyCS-UNaM, Argentina

 

Nuestro objetivo es presentar el Programa Jaguata pavẽ Ñembo´eapy Caminemos todos por la Educación – recientemente aprobado por la Secretaría de Políticas Universitarias (SPU) de la Universidad Nacional de Misiones (UNaM). Y mediante un recorrido por los antecedentes que llevaron a la implementación de este Programa, analizar algunas dificultades encontradas en las trayectorias educativas de los estudiantes guaraníes de la Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales (FHyCS) de la UNaM, quienes fueron los primeros en ingresar al nivel educativo superior entre los estudiantes que actualmente forman parte del Programa. Finalmente, utilizaremos esta instancia para discutir algunas concepciones arraigadas acerca del trabajo del Antropólogo en instituciones públicas.

Palabras Clave: Guaraníes, Educación superior; Gestión, Investigación.

 

 

ENTRE A UNIVERSIDADE E A COMUNIDADE: POVOS INDÍGENAS E O ENSINO SUPERIOR EM RORAIMA

João Francisco Kleba Lisboa. UnB, Brasil

 

A inserção de indígenas no ensino superiorno estado de Roraima é vista por estes como uma via possível para a obtenção de sucesso pessoal e profissional ou então para contribuir coletivamente com as lutas por direitos e com a melhoria das condições de vida em suas comunidades e povos de origem. Nas falas desses acadêmicos indígenas, entra-se em contato com trajetórias e narrativas que operam uma verdadeira costura entre a maloca (comunidade, aldeia) e a cidade, entre os saberes tradicionais que ouvem de seus pais e avóse os saberes científicos que aprendem nos bancos da faculdade, entre diferentes modos de vida, valores, ambientes e rotinas.A ideia promissora de “voltar para a comunidade com o diploma na mão” existe já no momento da escolha do curso, quandose leva em conta a carência e utilidade de certas profissões junto às comunidades indígenas. Ao mesmo tempo, a opção de viver e trabalhar na cidadede Boa Vista apresenta-se com ares de imperativo, seja pela maior probabilidade de encontrar emprego após a conclusão do curso, seja pelos atrativos materiais e financeiros oferecidos. O dilema de o que fazer com o diploma retoma assim discussões anteriores: sobre os reais objetivos da escola indígena, sobre que tipo de conhecimento valorizar ou sobre o conflito de gerações entre mais jovens e mais velhos. Refletetambém alguns problemas pertinentes à antropologia, como relações indivíduo-sociedade, tradição-modernidade, colonialismo-emancipação, entre outras questões que emergem dos discursos locais, em permanente reelaboração. 

Palavras-chave:Roraima; Povos Indígenas; Ensino Superior; Comunidade; Formação.

 

 

A EDUCAÇÃO SUPERIOR PARA INDÍGENAS NO DISCURSO DA CORTE CONSTITUCIONAL BRASILEIRA: UMA ANÁLISE DO ACÓRDÃO DA ADPF N. 186 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

 

Eduardo Harder

Ana Elisa de Castro Freitas

UFPR. Brasil

 

Em 2012 a corte constitucional brasileira (STF) se pronunciou acerca da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 186 emitindo sua posição sobre as políticas de ação afirmativa em curso nas universidades brasileiras desde o início da década de 2000. O Acórdão, um extenso arrazoado sobre as concepções jurídicas e filosóficas da matéria, discorre sobre políticas públicas de educação superior que visem a promover os ideais de igualdade e liberdade desde uma perspectiva substancial ou conforme condicionantes materiais presentes no cotidiano da sociedade brasileira. O olhar do julgador estava voltado, de forma preponderante, à ausência de estudantes negros nas universidades e instituições federais de ensino superior. Outra ausência examinada é a de estudantes indígenas. O tema emerge nos debates que antecedem a decisão final da corte constitucional e no próprio julgamento, que resultaram na Lei n. 12.711/2012 (Lei de Cotas). O Acórdão de uma instância judicial superior possui a prerrogativa de servir como uma espécie de modelo a orientar as ações do Estado brasileiro. A partir de um eixo de análise estabelecido em torno das categorias “etnia” e “raça”, o presente estudo de antropologia jurídica busca examinar a configuração da presença ameríndia no repertório da corte constitucional brasileira bem como trazer uma síntese dos fundamentos destes conceitos.

Palavras chave: raça, etnia, ações afirmativas, educação indígena, antropologia jurídica.

 

 

TUDO É LINGUAGEM? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO E EXTENSÃO COM ESTUDANTES INDÍGENAS DO POVO XERENTE

 

Marisa Souza Neres. UFT, Brasil

 

A proposta que ora se faz tem por objetivo narrar e compartilhar minhas experiências nas práticas de ensino e extensão que realizei com estudantes da etnia Xerente durante um período de mais de quatro anos atuando como professora na Universidade Federal do Tocantins. As atividades de ensino e também de extensão foram realizadas com estudantes indígenas Xerente dos cursos ofertados no Campus de Porto Nacional da UFT. Quando iniciei meu trabalho com povos indígenas, acreditava que a minha formação em Ciências Sociais e o meu desejo de colaborar para o sucesso da formação superior dos estudantes indígenas fossem suficientes para atingir os meus objetivos. Todavia, os mais de quatro anos que passei trabalhando com esse povo, e com os estudantes em particular, me ensinaram que a minha formação e o meu desejo de colaborar não eram suficientes – não obstante a relevância do trabalho que conseguimos realizar.  Havia barreiras a ser vencidas que eu ignorava. Barreiras linguísticas. As barreiras linguísticas constituem-se como corolário de barreiras culturais e, na verdade, é muito difícil precisar onde terminam umas e onde começam as outras. Descobri com meu trabalho algo que parece óbvio: a nossa linguagem e a nossa cultura são inconscientes e aprender esta lição me mostrou o porquê de o meu intento inicial não ter podido se concretizar como eu imaginava então. O aprendizado desta lição sobre o tema da linguagem em diálogo com minhas práticas docentes é o que desejo compartilhar com a narrativa que proponho apresentar.

Palavras-chave: Xerente, linguagem, cultura, ensino superior, alteridade.

 

 

A DURAÇÃO DO CAMINHAR: TEMPORALIDADE, CONFLITOS E TRANSFORMAÇÕES NA FORMAÇÃO SUPERIOR DOS POVOS KAINGANG E GUARANI NO NORTE DO PARANÁ

Ana Caroline Goulart. UFPR, Brasil

 

Transformar os sentidos da própria história a partir do enfrentamento dos medos, da rejeição, de desejos e sonhos é uma característica potencial no percurso acadêmico e extra-acadêmico que tem sido traçado pelos Kaigang e Guarani na Universidade Estadual de Londrina – região norte do Paraná. Desses percursos resultou minha dissertação de Mestrado em Antropologia Social, realizado na Universidade Federal do Paraná, sendo o presente artigo resultado dessa pesquisa. Entre as muitas sensações e experiências proporcionadas pela vida acadêmica, a temporalidade desponta como elemento principal das transformações aqui mencionadas, bem como um fator de controle e cobrança. Há um conflito entre o tempo instituído (o acadêmico) e o tempo vivido (experiências indígenas), que, nos termos colocados por professores da Universidade, resulta no “prolongamento da graduação”. Oriento minha reflexão a partir desse questionamento do prolongamento, pois dele surgem inúmeras situações que envolvem a vida acadêmica, como os afastamentos temporários da universidade e conflitos produtores de revalorizações históricas e identitárias. Estas são noções que indicam as possibilidades de pensar a formação superior indígena, colocando em diálogo diferentes perspectivas sobre temporalidade, permanência e evasão. Em outras palavras, destaco a singularidade presente nos caminhos percorridos por Kaingang e Guarani, envolvendo a permanência e a “evasão”, ou como meus interlocutores preferiam dizer: o afastamento temporário. Opto por essa abordagem, pois o que esses percursos de “prolongamento” demonstraram ao longo da pesquisa é que se faz necessária a compreensão dos processos particulares de familiarização e subversão de ordens e interesses que constituem o universo da formação superior indígena.

Palavras-chave:prolongamento; permanência; temporalidade; afastamentos; autoimagem.

 

 

RETOS EN LA ENSEÑANZA DE LENGUAS EN LA LICENCIATURA EN EDUCACIÓN INDÍGENA DE LA UNIVERSIDAD PEDAGÓGICA NACIONAL EN MÉXICO

Gilberto Braulio Aranda Cervantes. Universidad Pedagógica Nacional, México

 

La Universidad Pedagógica Nacional en la ciudad de México ofrece la licenciatura en Educación Indígena. A ella acuden estudiantes que provienen de diversas regiones del país y la mayoría de ellos son indígenas según el criterio de autoadscripción; para algunos su L1 es una lengua indígena (hablan el español pero no siempre lo dominan); pero en muchos casos su L1 es el español (conocen en muy diversos grados al menos una lengua indígena o incluso no conocen ninguna). El perfil de ingreso señala que los aspirantes deben conocer una lengua indígena o deben estar interesados en aprenderla.

El currículum incluye la materia de “Uso y reflexión sobre las lenguas indígenas” en el primer semestre y de “Lengua y prácticas del discurso académico” en el segundo. En este último caso, se trata de un curso que pretende trabajar en torno a una alfabetización académica, principalmente sobre las peculiaridades de la lectura y la escritura en la universidad. Ambas asignaturas han sido impartidas por el ponente.

En este trabajo se van a exponer expectativas manifestadas en trabajos y actividades escolares, por alumnos de dichas asignaturas, en torno al aprendizaje y/o enseñanza y/o uso de las lenguas indígenas, así como de la lectura y escritura con fines académicos; asimismo se contrastarán estos puntos de vista con lo que la universidad les ofrece para el aprendizaje de lenguas.

Palabras claves: universitarios indígenas; educación superior; aprendizaje de lenguas, alfabetización académica; interculturalidad.

 

 

UNIVERSIDADE COMO FRONTEIRA? AÇÕES AFIRMATIVAS E A PRESENÇA INDÍGENA NO ENSINO SUPERIOR

 

Juliana Jodas. UNICAMP, Brasil

 

A temática do ensino superior para indígenas no Brasil tem angariado novos espaços de discussão desde as primeiras iniciativas por meio de cursos de Licenciaturas Interculturais e dos programas de Ações Afirmativas, sobretudo na última década. Esta experiência recente e em curso tem angariado novos debates, questionamentos e problematizado (e evidenciado) contradições e incoerências existentes na estrutura educacional e universitária do país. Este ensaio parte deste contexto para compreender como as políticas de inclusão de indígenas no ensino superior tem se delineado e as possibilidades e deslocamentos epistêmicos que a presença destes estudantes tem (ou não) propiciado na universidade. O objetivo é discutir e analisar quais os diferentes usos e sentidos da universidade para os indígenas e como suas diferenças são negociadas, impactadas e reconhecidas na universidade. O trabalho tem sido desenvolvido a partir de trabalho de campo realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que desde 2008 adota um vestibular diferenciado para ingresso de povos indígenas e do acompanhamento do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (ENEI), evento anual organizado pelos estudantes indígenas ocorrido desde 2013. Por fim, a partir dos relatos das experiências dos estudantes indígenas na universidade propomos a reflexão da universidade como fronteira como possibilidade de compreensão de um espaço em que seja possível articular conhecimentos, experiências ao mesmo tempo em que novos marcadores de diferença são enunciados.

Palavras Chave:Ações Afirmativas, Povos Indígenas, Ensino Superior, Fronteira.

 

 

PROCESSO SELETIVO DA LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA - TEKO ARANDU: AVALIANDO A ENTRADA ESPECÍFICA E DIFERENCIADA EM UM CURSO PARA OS GUARANI E KAIOWÁ NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS – UFGD

 

Cássio Knapp

Andérbio Márcio Silva Martins UFGD, Brasil

 

Neste trabalho, apresentaremos o Processo Seletivo da Licenciatura Intercultural Indígena - PSLIN, pondo em relevo as políticas de valorização e fortalecimento da língua materna dos candidatos a partir da avaliação das competências orais (falar e entender) e escritas (ler e escrever) que devem ser demonstradas nas fases da avaliação (MARTINS & SALES, 2012). No que diz respeito ao ingresso nessa Licenciatura, os candidatos são submetidos a uma série de avaliações que se divide em quatro momentos: uma prova objetiva de diversas áreas do conhecimento, escrita em língua portuguesa; prova de redação para avaliar o domínio de escrita em língua portuguesa; prova de redação para avaliar o domínio de escrita em língua guarani; e uma avaliação oral em língua Guarani para identificar o nível de fluência que cada candidato possui. Partimos do pressuposto de que é responsabilidade da UFGD contribuir com o processo de valorização da língua Guarani: oralidade, leitura e escrita, uma vez que a língua, ao se tornar objeto de avaliação, passou a ter um lugar de prestígio ainda não alcançado em outros contextos (MARTINS & KNAPP, 2015). Entretanto, alguns desafios para a manutenção e qualidade desse processo devem ser considerados: divulgação do processo, inscrições, elaboração e aplicação das provas, correção das redações, avaliação da competência oral, variação linguística, divulgação dos resultados e matrícula. Diante disso, realizaremos uma reflexão crítica sobre a entrada diferenciada dos Guarani e Kaiowá em um curso específico da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD.

Palavras-chave: Licenciatura Intercultural Indígena - Teko Arandu; Processo Seletivo; Guarani; Kaiowá; Políticas Linguísticas.

 

 

PROFESORADOS CON ORIENTACIÓN EN EIB EN SALTA. EXPERIENCIAS, APROPIACIONES, TENSIONES Y DESAFÍOS

Álvaro Guaymás

Glória Mancinelli

Universidade de Buenos Aires e Universidade Nacional de Salta, Argentina

 

El presente trabajo tiene como principal objetivo reflexionar en torno a las experiencias que se desarrollaron en los espacios de formación docente para la modalidad de Educación Intercultural Bilingüe (EIB) a cinco años de su conformación en la provincia de Salta. Se trata del Profesorado en Educación Primaria con orientación en EIB, carrera que se dicta en 9 Institutos de Educación Superior y que conforman la actual política educativa en el Nivel Superior de la provincia, con el objetivo de mejorar las deficiencias de los modelos educativos anteriores que procuraron atender la diversidad étnico-cultural y lingüística que se expresa en la provincia.  Una de las características cuestionables de dichas políticas es el énfasis puesto en los Niveles Inicial y Primario desentendiendo la necesidad de políticas específicas para los Niveles Medio y Superior.

Desde este encuadre, la ponencia propone analizar la conformación de estos espacios en tanto oferta educativa de Nivel Superior, que apunta a la inclusión de jóvenes indígenas procurando situar estos Profesorados en lugares estratégicos para facilitar el acceso, la permanencia y el egreso. Atendiendo esta articulación entre inclusión y territorio se busca indagar en las apropiaciones, tensiones que se fueron deslindando en dichas experiencias, y que van configurando nuevos desafíos para las actuales políticas educativas de la provincia.

Palabras claves: Formación docente, políticas educativas, jóvenes indígenas, EIB, Territorialidad.

 

 

CATEDRA LIBRE DE PUEBLOS ORIGINARIOS-UNIVERSIDAD NACIONAL DE LA PATAGONIA SAN JUAN BOSCO: EXPERIENCIAS, INTERPELACIONES Y DESAFÍOS

Sonia Liliana Ivanoff

Daniel Leonidas Loncon

Universidad Nacional De La Patagonia San Juan Bosco, Argentina

 

La CATEDRA LIBRE DE PUEBLOS ORIGINARIOS – CLPO- dependiente de la Secretaría de Extensión Universitaria de la Universidad Nacional de la Patagonia “San Juan Bosco”, fue creada en el año 2008, y viene trabajando en proyectos de articulación, vinculación y promoción de los derechos de los pueblos originarios en la Patagonia, puntualmente en la Provincia de Chubut.

Desde su inicio, tuvo como misión dar una respuesta social a una demanda concreta realizada a la Universidad por parte de las autoridades de las comunidades indígenas, conformando una propuesta curricular que fue adquiriendo su fisonomía particular, que trasciende más allá del espacio territorial vinculante de la Sede de Comodoro Rivadavia (Chubut).

El equipo de la CLPO se propone dar cuenta de las experiencias, las interpelaciones y desafíos que se enfrenta en lo cotidiano, pero que sobretodo ha permitido la concreción de sus objetivos, entre ellos, constituirse en un espacio de educación intercultural en el ámbito universitario. El reconocer la diversidad de valores y los distintos modos de aprendizajes son elementos centrales en la elección de las actividades y programas que desarrolla la CLPO.

La CLPO se ha propuesto articular distintas líneas de trabajo, que tienen un denominador común, que es generar mayores espacios de visibilidad y de articulación de los pueblos originarios, ello se tradujo en tanto experiencias hacia adentro de la comunidad universitaria, como por fuera de la Universidad, trasladando sus  aulas a los territorios indígenas.

Palabras claves: jóvenes indígenas, pueblos indígenas; educación superior; derecho a la educación; interculturalidad.

 

 

EDUCACIÓN SUPERIOR COMO DEMANDA Y COMO RECURSO EN DISPUTA EN ESPACIOS INTER-ÉTNICOS. UN ANÁLISIS EN LAS COMUNIDADES WICHÍ DE SALTA

Gloria Mancinelli. Universidad Nacional de Salta, Argentina

 

El principal objetivo de este trabajo, consiste en producir algunas reflexiones entorno a demandas de educación superior que se vienen planteando en comunidades wichí de la provincia de Salta.

Dichas demandas se inscriben en el conjunto de los reclamos educativos que vienen planteando los movimientos sociales indígenas latinoamericanos, en pos del reconocimiento de las condiciones pluri-étnicas y pluri-lingüísticas de nuestro país. Pero también deben comprenderse en  relación al impacto que las actuales políticas productivas y extractivas han tenido en los territorios donde se asientan estas poblaciones.

De esta forma, se analiza en primer lugar los reclamos de acceso a educación superior en relación a los procesos de disputas y reconfiguraciones territoriales que atraviesan a estas poblaciones como consecuencia del actual modelo extractivo que se desarrolla en la región nordeste de la provincia de salta. En segundo lugar, comprendiendo que dicho contexto ha convocado al espacio a nuevos actores sociales (equipos de investigación y de extensión, ONGs, Fundaciones, agentes estatales) que desde sus practicas participativas reconfiguran el espacio social, analizamos de qué manera intervienen en la configuración de dichas demandas y contribuyen en la estructuración de prácticas que hacen posible condiciones para el acceso a la educación superior en estas poblaciones.

 

 

INVISIBILIDAD, SUPERFICIALIDAD Y COMPLEJIDAD IDENTITARIA

EN LA “EDUCACIÓN INTERCULTURAL”

José Luis Ramos. Escuela Nacional de Antropología e Historia, México

 

La ponencia está dividida en dos partes. En la primera atiendo la triple problemática señalada en el título. Más adelante, muestro un ejemplo de la identidad socioétnica de docentes indígenas mixtecos, que asisten a la universidad para capacitarse pedagógicamente.

Al buscar literatura sobre la identidad étnica en proyectos, programas y experiencias escolares relativas a la educación intercultural pude apreciar tres problemas(en México). El primero, la invisibilidad de este componente cultural; en un número alto de investigaciones sociales y educativas ni siquiera se menciona el tema identitario. Y cuando se acota como un elemento importante, hasta ahí llega la mención, no se investiga sobre ella, tornándose en el segundo problema, su tono superficial. El tercer problema ocurre cuando los estudiosos sobre la identidad, refieren continuamente a su carácter complejo, pero nunca indican de manera expresa orientaciones teóricas y metodológicas para acceder a esa complejidad identitaria.

Para atender esta triple problemática vengo trabajando sobre la identidad socioétnica de maestros indígenas (y no-indígenas) mixtecos. Integré conceptual y teóricamente lo relativo a la identidad social con entenderla como una representación social. Los sujetos de estudio son docentes que estudian en una Subsede (regional) de la Universidad Pedagógica Nacional. Presentaré algunos resultados de la investigación en la segunda parte de la ponencia, a manera de ejemplo.

Por último, en México es usual emplear el término de educación intercultural; sin embargo, seguimos ubicados en la educación indígena, por ello uso comillas en el título de la ponencia.

Palabras clave: complejidad identitaria, identidad socioétnica, maestros indígenas mixtecos y educación indígena.

 

 

ESTUDIANTES INDÍGENAS EN LA UNIVERSIDAD ECUATORIANA. ENTRE POLÍTICAS PÚBLICAS, BECAS, CUPOS E INCLUSIONES

María Verónica Di Caudo. Universidad Politécnica Salesiana-Quito-Ecuador

 

A partir de la declaración constitucional del Ecuador como estado plurinacional e intercultural (2008) y de la nueva Ley Orgánica de Educación Superior (2010), han sido incorporados proyectos sobre gratuidad educativa y acceso a la universidad en la política pública con el objetivo de incluir a grupos históricamente excluidos. En este contexto y como resultado de un convenio con el Estado, en la Universidad Politécnica Salesiana, a través de becas otorgadas por una plan piloto de cuotas, han ingresado jóvenes estudiantes  indígenas desde el año 2014.

Propongo describir y analizar la puesta en marcha de este plan y el programa de acompañamiento, problematizando los modos en que se involucran  en  este proyecto político-educativo para la inclusión de indígenas en la universidad, funcionarios, autoridades universitarias, profesores, personal administrativo y estudiantes.

La ejecución inicial del plan me permite exponer algunos resultados deuna investigación etnográfica que dan lugar  a comprender formas en que se construye  la alteridad  y se consolidan formas contradictorias de relación con estos Otros, los jóvenes indígenas, analizar concepciones de las políticas denominadas "interculturales" tal como se actualizan en los discursos y las prácticas y poner en discusión dichas políticas que promueven una articulación entre lo intercultural  y  tendencias  educativas profesionalizantesy homogeneizantes.

Palabras claves: Universidad. Jóvenes estudiantes indígenas. Inclusión universitaria. Política de cuotas.

 

 

 

 

DO ÑANDEREKO AO KAMÉ E KAIRU: ETNOGRAFIA SOBRE O PET INDÍGENA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

 

Renata Colbeich da Silva

Fernanda Ströher Barbosa

UFSM, Brasil

 

O Pet Indígena ÑandeReko (nosso modo de ser) é um programa de educação tutorial na modalidade Conexões de Saberes que vem sendo financiado pelo MEC desde 2011, conta atualmente com 12 estudantes indígenas de diversas etnias, na modalidade bolsista, e voluntários indígenas e não indígenas atuando como pesquisadores associados. A estruturação do projeto se liga e remete à história da presença indígena em Santa Maria e ao impacto que a mesma vem causando na sua população em diferentes momentos de sua história. Diante disto, o presente trabalho tende a dar conta do relato da inserção da pesquisa neste grupo através do método etnográfico e como são produzidos os conhecimentos dos acadêmicos indígenas dentro da Universidade Federal de Santa Maria diante do processo do tornar-se pesquisador. O diário de campo retrata além de uma dura inserção e constante negociação com o mesmo, a interface das políticas públicas propostas pela universidade e seu reflexo sobre as atividades demandadas do grupo. As primeiras percepções e conclusões vão ao encontro do caráter multiétnico e multidisciplinar do Pet Indígena, para uma formação acadêmica destes estudantes que vá além da volta à suas comunidades originárias. Além disso, o processo de reconhecimento e autonomia desses sujeitos remete a interlocuções entre diversas especificidades de cada etnia, especialmente ao diálogo entre culturas escolares e os saberes tradicionais em circulação, além de desvelar os desafios metodológicos de agenciar epistemologias diversas através das lógicas vigentes no sistema acadêmico universitário.

Palavras-chave:Pet Indígena ÑandeReko; Educação Indígena; Etnologia Ameríndia; Políticas Públicas, Educação Tutorial.

 

 

UNIVERSIDADES INTERCULTURALES FRENTE A LA ACREDITACIÓN: LA CONTRADICTORIA MEDICIÓN DEL DESARROLLO EN EL CAMPO DEL SABER INTERCULTURAL

Inés Olivera Rodríguez. UNAM, México

 

Me propongo presentar algunas reflexiones iniciales y avances del trabajo de investigación de mi tesis doctoral; propongo llevar al GT algunas pautas y pasos que vengo siguiendo para la construcción de indicadores pertinentes de evaluación y acreditación para Universidades Interculturales (UIs) en México, específicamente acompaño, en un trabajo participativo y de retroalimentación, a los equipos académico, directivo y de investigación de la Universidad Veracruzana Intercultural (UVI).

Me centro en cómo lograr que los procesos de evaluación y acreditación universitaria vigentes sean capaces de garantizar la calidad en las UIs, sin convertirse en herramienta de desprestigio y desactivación de las mismas. El problema que identifico, y que me lleva a señalar este peligro, es que los criterios de evaluación utilizados son construidos a partir del objetivo, no explícitodel aporte al desarrollo y la respuesta al mercado laboral. Sostengo que aunque estos dos elementos se han perfilado históricamente como los justificantes de la educación, no son explícitos y limitan enormemente la comprensión de los verdaderos aportes de la escolaridad a la sociedad.

En el marco de los 10 años de la UVI cumplidos este año, se han llevado a cabo procesos internos de evaluación y reflexiones que he podido acompañar. Lo más importante en el proceso de pensar la construcción de indicadores ha sido la reflexión en torno a lo logrado en la práctica existencia de la UVI; es decir, la visualización de lo diferencial del proyecto intercultural universitario. En este proceso y de forma colectiva hemos identificado algunos temas clave que tomamos como conceptos centrales para la definición de indicadores: Bien vivir e Vinculación.

Por traer esta reflexión, en torno a lo diferencial del proyecto universitario intercultural y trabajar una problemática urgente como es la presión por la evaluación y la acreditación, es que pienso que la ponencia que propongo puede ser interesante para el debate del GT 109.

Palabras clave: Universidades Interculturales – Bien vivir –Vinculación – Acreditación Universitaria.