RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 104

GT 104.   ACTIVISMOS Y (RE) CONFIGURACIONES IDENTITARIAS JUVENILES

Coordinadores:

Marcela A. País Andrade. Instituto de Ciencias Antropológicas, Facultad de Filosofía y Letras, UBA. Investigadora Adjunta, CONICET.

Docente Facultad de Ciencias Sociales; mapaisandrade@sociales.uba.ar / maky2007@gmail.com

Dra. Ana Karina Brenner. Universidade do Estado do Río de Janeiro – Faculdade de Educação. Pesquisadora do Observatório Jovem do Río de Janeiro; anakbrenner@yahoo.com.br

Mag. Alejandra Villanueva. Antropóloga. Universidad de Chile. Docente de la Universidad de Artes y Ciencias sociales (ARCIS); avillanuevac@gmail.com

Comentaristas: Dr. Paulo Carrano. Universidade Federal Fluminense – Faculdade de Educação. Coordenador do Observatório Jovem do Río de Janeiro; pc.carrano@gmail.com.

Dr. Sebastián Aguiar. Universidad de la República, Facultad de Ciencias Sociales, Departamento de Sociología. Integrante del Grupo de estudios urbanos y generacionales; aguiar.sebastian@gmail.com

 

 

Sesión 1:Cuerpos, sexualidades y acciones colectivas

 

 

UMA REDE DE MUITOS SIGNIFICADOS: DOR, SOFRIMENTO E SOLIDARIEDADE NA EXPERIÊNCIA SOROPOSITIVA

Ricardo Andrade. Mestre em Ciências Sociais/PPGCS-UFRRJ; andrade.his@hotmail.com

 

A experiência da dor e do sofrimento representa uma esfera que é, ao mesmo tempo, individual e coletiva. Isso porque cada qual sente e exprime sua emoção, mas sempre a partir de uma gramática veiculada pelo grupo ao qual faz parte. A realidade da experiência da doença é incomensurável, está inserida num aparato subjetivo, mas apreendida e expressa no contexto intersubjetivo ao ser posta em cena. Este artigo apresenta a etnografia de um encontro (semelhante a um retiro) realizado por jovens soropositivos do estado do Rio de Janeiro. A partir da análise desta situação – vez por outra, situada pela etnografia maior que venho realizando na rede a que estes jovens “militam” – o texto apresenta reflexões acerca da coletivização como forma de “ajuda” no modo como se lida com a experiência soropositiva e relaciona às dimensões subjetivas de ser/se tornar um soropositivo. Neste sentido, o foco analítico é a dimensão da agência destes jovens, que pode oscilar entre (a) o compartilhar experiências de dor e de sofrimento, e (b) a relação com o cuidado de si (e necessariamente com o outro) frente à morte. Dessa forma, nos debruçaremos sobre as experiências e histórias de vida narradas, com objetivo de apreender a dimensão política e/ou pessoal no “ato de narrar” dentro da esfera de ação coletiva que mobiliza noções de amor, de cuidado e de enfrentamento “posithivo”. Isto denota a peculiaridade desta “rede” dentro do campo dos movimentos sociais. Além disso, é importante ressaltar a relação entre gênero, sexualidade e juventude, como marcadores sociais da diferença. Metodologicamente, as narrativas de dor e de sofrimento serão lidas como histórias únicas, mas segundo as expressões emocionais esperadas para aquela ocasião.

Palavras-chave: Ativismo – HIV/AIDS – Juventude – Emoções – Subjetividades/identidades.

 

 

DISPUTAS DE SENTINDO EM REDE: CONVENÇÕES E PRÁTICAS SOBRE POLÍTICA NUMA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA NO FACEBOOK

 

Thiago Henrique de Oliveira Falcão. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do IFCH/ UNICAMP; tho.falcao@gmail.com

 

Nesta apresentação o foco de análise recai sobre as modalidades e sentidos de ação política proporcionadas a partir de espaços de sociabilidade possibilitados pelas Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) e o modo como tensionam os limites do que é ou não considerado política para os sujeitos pesquisados. Através da observação participante em um grupo LGBT universitário, presente fortemente na rede social Facebook, busca-se apreender os diferentes sentidos de política que emergem em um debate realizado no grupo a partir de um episódio caracterizado como envolvendo homofobia e transfobia num estabelecimento comercial e das possíveis ações que o grupo poderia realizar.

Esses eventos permitem questionar a rentabilidade analítica da distinção “campo” e “arena” (SWARTZ, 1969), especialmente quando se trata de pensar os vários níveis em que os sujeitos interessados em dada “causa” podem se envolver em ações que poderiam ser consideradas políticas, mas não são revestidas de institucionalidade.

Desse modo, analisar esses processos permite, também, compreender de forma mais detalhada as articulações, sentidos e estratégias mobilizados. Além disso, possibilita não só compreender as reconfigurações que se apresentam ao “campo” LGBT, mas pode se apresentar como aproximação empírica em relação a vários dos elementos presentes nas novas formas de ativismo que marcam as marchas e manifestações recentemente ocorridas no Brasil.

Palavras chave: novas formas do fazer político; LGBT; internet; Facebook; homofobia.

 

 

EM DEFESA DO FRACASSO: GASTROPOLÍTICAS, ESTILOS E (DES)REGULAÇÕES CORPORAIS NOS FEMINISMOS CONTEMPORÂNEOS

 

Íris Nery do Carmo. Doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); irisndocarmo@gmail.com

 

A presente pesquisa diz respeito à produção de novos sujeitos políticos e dos chamados “feminismos hifenizados” – isto é, versa sobre o múltiplo pertencimento de ativistas jovens que transitam entre diversas referências como o punk, o anarquismo, o vegetarianismo, o autonomismo, entre outras, as quais são reapropriadas, forjando espaços de sociabilidade que tensionam os limites do fazer político em seu entendimento tradicional. A partir de trabalho etnográfico, o recorte da pesquisa a ser apresentado na ocasião se refere ao lugar do corpo e dos estilos corporais (HEBDIGE, 2004) nesse ativismo, e a sua relação com gastropolíticas (APPADURAI, 1981) e contestações de convenções de gênero e sexualidade; tratam-se de questões importantes para pensarmos a renovação do feminismo e a ressignificação de estratégias como a politização do corpo e do lema “o pessoal é político”. Isto é, o intento consiste em uma análise documental etnográfica visando entender a maneira particular com que o corpo se apresenta na iconografia ativista – tratam-se de corpos híbridos, que manejam contingencialmente o masculino e o feminino, o animal e o humano, mas também jogam com a gordura, o BDSM, o trânsito de gênero, a lesbianidade política. Trata-se de uma pesquisa etnográfica com uma rede interestadual de ativistas majoritariamente do sexo feminino, jovens (entre vinte e trinta anos de idade),  provindas de camadas médias urbanas, que se reconhecem enquanto feministas e que atuam na interface entre política e cultura, produzindo fanzines, bandas de rock e de funk, livros, eventos, blogs, cooperativas de alimentação vegana, coletivos feministas, entre outros.

Palabras clave: Feminismos contemporâneos; estilos corporais; gastropolítica.

 

 

Sesión 1:Género, juventud y procesos de marginalización

Comentarista: Marcela A. País Andrade

PROCESOS DE (RE) CONFIGURACIÓN DE LO MASCULINO Y LO FEMENINO: UN EJERCICIO TEÓRICO SOBRE DOS CASOS DE SAN CARLOS DE BARILOCHE

Mariel Bleger (Universidad Nacional de Río Negro); marubleg@gmail.com

Florencia Martínez Adorno (Universidad Nacional de Río Negro); florwen@hotmail.com

En este trabajo nos interesa indagar sobre la producción local de categorías de género, cuando ésta es el resultado, por un lado, de frecuentar y participar en encuentros definidos por la actividad que convoca y, por el otro, de movilidades estructuradas por procesos de violencia y marginalidad. Con este fin, nos centramos en algunas situaciones etnográficas de nuestros trabajos de campo con un grupo de internos presidiarios participantes de un taller de carpintería y con un equipo de fútbol femenino conformado por mujeres de un barrio periférico, ambos ubicados en la ciudad de San Carlos de Bariloche (Río Negro). A partir de un análisis comparativo de sus prácticas y narrativas --en contextos de taller, entrenamiento o entrevista-- nos proponemos entender los procesos de producción de “lo femenino” y “lo masculino” en sus articulaciones con el evento-lugar. Entendemos este último como un “ser juntos” donde se entraman trayectorias sociales heterogéneas pero con ciertas similitudes en las formas en que sus subjetividades fueron condicionadas desde la subordinación y la marginalidad urbana. Desde este ángulo, buscamos analizar los modos creativos mediante los cuales estos dos grupos transforman ciertas concepciones ancladas en el sentido común, y explicitan los propios límites y tensiones al interior de las propias teorías nativas de género. La posibilidad de redefinir supuestos de género se vuelve esencial para sus formas de presencia, puesto que, en ambos casos, se trata de subjetividades cuyas formas de “ser juntos” no cuentan con lugares disponibles en el discurso hegemónico. A través de los registros etnográficos realizados en cada uno de los campos, iremos dando cuenta cómo, al articular memorias y prácticas sociales en estas pertenencias transitorias, ambos grupos ensayan teorías nativas y dinámicas de género así como tensionan ciertas concepciones consolidadas en el sentido común acerca de cómo debe actuarse y hablarse el “ser hombres” o el “ser mujeres”.

Palabras clave: Identidades – género – pertenencia.

 

“RADIO BELGRA”: CONFIGURACIONES IDENTITARIAS EN TENSIÓN AL INTERIOR DE UNA INSTITUCIÓN PENAL JUVENIL

 

M. Julieta Nebra. Lic. en Trabajo Social- Universidad de Buenos Aires. Maestranda en Género, Sociedad y Políticas- Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales; julinebra@hotmail.com

La siguiente ponencia se desprende de una investigación más amplia en torno a políticas sociales y prácticas culturales de y para jóvenes varones en situación de vulnerabilidad penal, realizada en distintas instituciones penales juveniles de la Dirección Nacional de Adolescentes Infractores a la Ley Penal, en el marco del UBACyT “Juventud(es) y nuevas configuraciones identitarias en la vida cotidiana. Una mirada socioantropológica desde el género, la cultura, la militancia, y la(s) política(s). Con sede en la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires.

El objetivo de este trabajo es realizar una primera aproximación y reflexión desde un abordaje socio antropológico, sobre el surgimiento y experiencia de la política cultural de la “Radio Belgra”, en un dispositivo penal juvenil perteneciente a la Dirección Nacional de Adolescentes Infractores (DINAI). Esta experiencia articula, resiste y conflictua permanentemente con adscripciones identitarias vinculadas al mundo carcelario o tumbero, reproducidas tanto por los jóvenes como por los/as trabajadores/as de la institución.

Este artículo se aborda desde una perspectiva de género, entendiendo que la masculinidad hegemónica refiere a aquellas prácticas, comportamientos y  valores  a partir de los cuales la sociedad construye el “deber ser” de los varones. Este “deber ser” no es estático, sino que se configura y construye de acuerdo a su contexto, tensionando así las configuraciones identitarias juveniles.

Palabras clave: Configuraciones Identitarias, Juventud, Institución Penal, Masculinidades, Política Cultural.

Sesión 2: Música, identidades y estrategias de movilización

 

A POÉTICA DA LUTA: RAP INDÍGENA ENTRE OS JOVENS KAIOVÁ

 

Jacqueline Candido Guilherme. Mestranda em Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC; jacquelinecguilherme@gmail.com

 

   O Brô Mc´s é um grupo composto de quatro irmãos indígenas Guarani Kaiová que fazem música rap em português e guarani desde 2007. Os Guarani Kaiová habitam uma localidade próxima à cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, na aldeia Jaguapiru Bororó, que possui cerca de 11 mil habitantes. A alta taxa de suicídio entre os jovens, a criminalização, o trabalho infantil e o consumo de drogas são fatos existentes na aldeia, os graves conflitos de terras que envolvem o grupo, assim como o preconceito e outras formas de marginalização que se agravam no decorrer do tempo. Muitos trabalhos apontam para a centralidade que a música exerce nas sociabilidades indígenas nas Terras Baixas da América do Sul, nos ritos de passagens, nas cerimônias de iniciação, nos rituais de cura, enfim, a música permeia diversos âmbitos das sociedades indígenas. Da reprovação inicial dos mais velhos, apontada nas matérias de jornais, algumas perguntas tornaram-se relevantes para o entendimento do rap indígena Kaiová. Este rap dá continuidade a elementos considerados tradicionais, como canto, oralidade, valorização da palavra, da estética? Quais seriam os fatores que influenciam as diferentes formas de recepção e significação dessa música por parte dos indígenas? Como ocorre o processo de criação desses jovens?  Quais as formas e razões das suas composições e performances? O que podemos observar de contraste e semelhança entre os cantos tradicionais e o rap indígena Guarani? Dadas às questões supracitadas que me mobilizam a pensar o rap indígena como poética da luta.

Palavras-chave: identidades; poéticas; luta; rap indígena; jovens.

 

 

“LA METAMORFOSIS DE LOS BERAPUNKS”: SÓNICA, CUERPO Y PERFORMANCE EN EL PUNK-INDÍGENA

Juan Carlos Molano Zuluaga. Estudiante de Pos graduación en Etnomusicología. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista Capes; Juanmolano21@hotmail.com

 

Esta interpretación etnográfica, está basada de mi trabajo de campo inicial en el resguardo indígena de San Lorenzo. Este pueblo indígena perteneciente a la etnia Ebera Chamí y localizados en el noroccidente del departamento de Caldas, (Colombia) evidencian actualmente en sus prácticas sonoros-musicales rumos importantes con respecto a su persistente lucha política y territorial, además, de intervenir con sus prácticas otros espacios donde se evidencia una transformación sónica en el territorio.  

Ahora bien, estos actores sociales de los que hago mención aquí son los berapunks –jóvenes punk indígenas de San Lorenzo- el cual constituyen el punto de partida para estas interpretaciones etnomusicológicas, basadas en el evento mismo de la performance. Aquí, mi intención es demostrar los significados socio-musicales y socio-políticos que estos jóvenes le atribuyen a sus prácticas sonoro-musicales, privilegiando en este caso las tensiones generadas entre estos actores sociales, los  residentes del territorio y gobernantes indígenas, precisamente  por la disposición sónica que estos jóvenes berapunks le atribuyen a sus prácticas sonoras, produciendo en esto una “desterritorialización” sónica de estas prácticas por el resguardo. Sin embargo, también intento reflejar una metamorfosis sónica-corporal, de estos actores sociales como herramienta “táctica” mediante estrategias de apropiación de prácticas sonoro-musicales mestizas como lo es la música andina.

En suma, aquí se evidencian  los conflictos, resistencias y/o negociaciones en los procesos de configuración identitaria de estos jóvenes berapunks, así mismo, la consecución de un pensamiento de lo que es ser un indígena joven en el siglo XXI.

Palabras clave: Etnomusicología, Ebera Chamí, performance, punk-indígena.

 

 

RITMISTAS E BATUQUEIROS: PERFORMANCES CULTURAIS, MEMÓRIA E AFIRMAÇÃO NO BATUQUE

Geovana Tabachi Silva – Mestre em Antropologia/UFF (UFF-Campos/RJ); tabachi@uol.com.br 

 

A proposta dessa pesquisa incide sobre a análise das relações entre patrimônio e identidade, manifestações festivas e construção da memória coletiva, considerando as performances culturais associadas aos jovens pertencentes a uma Escola de Samba, em Vitória, no Espírito Santo, Brasil. Á medida que esta agremiação exerce sua "função patrimonial" é possível observar que insurgem multiplicidades de emoções, ambiguidades e disputas fundamentais para a vida cotidiana. Desse modo, o objetivo central da investigação, que está em andamento, é compreender os processos envolvidos na performance do património cultural, considerando que através da manifestação ritualística da agremiação estão implicados discursos e práticas simbólicos da estrutura social brasileira no contexto urbano, como os relacionados a hierarquia social e aos aspectos intergeracionais. A configuração juvenil apresenta relevante participação ao reivindicar sua concepção de pertença e apropriar-se do passado, da memória e da tradição. 

Palavras-chave: memória coletiva, performance, identidade e juventude. 

 

 

Sesión 2: Religiosidades y participación juvenil

Comentarista: Paulo Carrano

 

“LOS TIBIOS NO PUEDEN SER HIJOS DE DIOS”: UN ACERCAMIENTO A LOS PROCESOS DE CONSTRUCCIÓN DE IDENTIDADES COLECTIVAS JUVENILES EVANGÉLICAS

Murphy, Victoria. Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad Nacional de Córdoba, Argentina; victoriamurphy1@gmail.com

 

La ponencia propone, a partir de un acercamiento etnográfico, una descripción y posterior análisis de los procesos de construcción de identidades colectivas de los jóvenes miembros del Departamento de Desarrollo Juvenil (DDJ) del Ministerio Evangelístico Dios Es Amor (MEDEA), ubicado en Villa El Libertador, en la ciudad de Córdoba, Argentina. En el marco de una comunidad moral que exige de modo recurrente el cumplimiento con una adscripción identitaria que puede ser homologada a la concebida por Frigerio (2007) en términos de correspondencia entre los niveles de identidad personal, social y colectivo, resulta fructífero indagar en las estrategias que despliegan los jóvenes en sus procesos de construcción de identidad colectiva. La hipótesis que guía el trabajo sostiene que, en los procesos de construcción de identidades colectivas al interior del DDJ de MEDEA, los jóvenes se apropian de una serie de recursos que pueden organizarse –a título analítico– en repertorios morales (Noel, 2013), y los movilizan para desarrollar estrategias tendientes a identificarse a sí mismos y a otros jóvenes con diversos colectivos de referencia. Esta hipótesis halla fundamento en el carácter relacional y social que –y de modo particular en la religiosidad popular– adquiere la experiencia de lo sagrado: es a partir de ella que el joven se adscribe como miembro pleno de la comunidad y se inserta en una red de obligaciones (con lo superior y con otros hombres) que funciona como el contexto cognitivo y moral donde las configuraciones y disputas identitarias cobran sentido.

Palabras clave: Identidades, juventudes, moralidades, religiosidad popular.

 

 

AUTONOMÍA O REPRODUCCIÓN SOCIAL: JÓVENES EN LA CONSTRUCCIÓN DE “HEGEMONÍA CULTURAL”

Víctor Pineda; victoralonsopineda@gmail.com

 

En la parroquia El Valle de Caracas, un colectivo de jóvenes con más de diez años de trabajo, se ha propuesto como objetivo “disputar la hegemonía”, como dicen algunos de sus activistas, a través de prácticas artísticas que generen una “nueva industria cultural en Venezuela”. Esta nueva industria no solamente buscaría posicionarse como “anti-hegemónica” ante las prácticas culturales dominantes, sino también generar las capacidades materiales para que sus productores puedan vivir de sus oficios: desde raperos, funámbulos, productores musicales, pasando por comunicadores, diseñadores de moda, así como técnicos de iluminación, sonido, constructores de tarimas, etc.

Esta visión integral de la “industria cultural” (que no se limita al artista solamente) y las prácticas de este colectivo han sido observadas a través de un trabajo etnográfico, lo que ha permitido describir el complejo proceso que generan sus militantes, así como constatar las fuertes contradicciones con las que lidian de manera colectiva e individual. ¿Cómo constituirse como hegemonía cultural escapando a una simple lógica de reproducción de la cultura dominante? ¿Cómo generar una nueva economía productiva sin aplicar las lógicas del capital y sin insertarse en el mercado cultural hegemónico? Son algunas de las interrogantes que confronta este colectivo.

De igual manera, en diez años de trayectoria, este colectivo ha cambiado de manera importante: complejizando su estructura interna, expandiendo sus espacios físicos así como sus vínculos con colectivos de otras latitudes (locales y mundiales), pero también cambiando sus visiones y objetivos. Entre las visiones que han variado se encuentra su proyección política e ideológica. En este proceso de “construcción de nueva hegemonía cultural” han sido calificados por otros sujetos políticos como “vendidos”, “cooptados por el Estado”, “opositores al chavismo”, siendo vistos a veces como un apéndice financiado por el gobierno, o como centro cultural despolitizado. Estas posiciones en el campo de la cultura en Venezuela ha hecho que miembros del colectivo se interroguen sobre su relación al Estado, al chavismo, a la oposición venezolana, en una escala macro de la política.

El trabajo etnográfico, a través de una observación participante, ha permitido acumular información que nos permitiría profundizar estas interrogantes, hacer surgir otras, y plantear diferentes maneras de abordar la cuestión del activismo político y la politización así como las luchas en los particulares momentos de la política en América Latina.

 

 

Sesión 3:Juventud, acción colectiva y reconfiguraciones de las políticas tradicionales

Comentarista: Sebastián Aguiar

 

 

“NOSOTROS LE DAMOS ACTIVISMO Y VITALIDAD A LOS SINDICATOS”: UNA LECTURA EN CLAVE GENERACIONAL DE LOS VÍNCULOS ENTRE JÓVENES Y DIRIGENTES SINDICALES EN EL GRAN LA PLATA

 

Carlos María Galimberti. Facultad de Trabajo Social, Laboratorio de Estudios en Cultura y Sociedad  – Universidad Nacional de La Plata – CONICET; carlosmgalimberti@yahoo.com.ar

 

A partir del año 2003 los sectores sindicales cobran nuevamente protagonismo como actores centrales de la política en Argentina. Paralelamente resurgen determinadas formas de participación política juvenil que conllevan un proceso de proliferación y revitalización de colectivos que se autodefinen y reivindican como juveniles. El presente trabajo se centrará en la Juventud Sindical (JS), conformada en el año 2009 como un espacio organizativo al interior del kirchnerismo para la participación político-sindical de jóvenes trabajadores. 

Esta ponencia tiene como objetivo analizar las relaciones generacionales (Mannheim, 1993) leídas en clave de disputa entre jóvenes y dirigentes sindicales en la región del Gran La Plata. Interesa particularmente pensar cómo la condición juvenil es puesta en uso por los integrantes de la JS para la construcción política, qué sentidos le otorgan a los sindicatos y, cómo se ubican y son ubicados –auto y heteroidentificación- a partir de la disputa generacional.

El trabajo es producto de un abordaje etnográfico que responde al objetivo de adentrarnos en los modos de significación y las prácticas de  estos jóvenes. En el marco de esta investigación se realizaron además de las observaciones participantes, entrevistas y recopilación de fuentes secundarias para comprender las diversas dimensiones presentes en el fenómeno.

Palabras claves: juventud sindical, generación, disputas.

 

JUVENTUDE E POLÍTICA: “A GENTE TÁ LUTANDO DESDE SEMPRE”

 

Gilberto Geribola Moreno. Universidade de São Paulo; geribolamoreno@mail.com

 

O artigo apresenta uma reflexão sobre a experiência política de jovens militantes das periferias da cidade de São Paulo. As considerações apresentadas estão baseadas em uma pesquisa etnográfica multi-situada realizada em associações de bairro durante três anos. A pesquisa se inscreve no esforço por compreender a vida associativa como um processo de singularização dos atores políticos. Parte-se da premissa que estes atores agenciam diferentes elementos do universo da política constituindo um repertório político próprio ao articular, sobrepor ou interditar elementos constitutivos deste universo. O trabalho está em diálogo com aqueles que estudam o militantismo enfatizando os processos de socialização política, porém, opera na perspectiva de compreender a política como processo de subjetivação dos sujeitos. Este artigo aponta que os jovens militantes selecionam, se apropriam ou rejeitam alguns elementos políticos do passado difundidos pelas velhas gerações de militantes bem como das práticas políticas do presente, ambos difusos sobre o território, baseados em sua própria experiência no universo da política. Assim, sem refutar ou se submeter inteiramente às heranças do passado os jovens militantes recriam, através de lógicas de “diferenciação e integração” ou de “acoplamento”, diferentes práticas políticas promovendo, com isso, a vida associativa diante das novas configurações sociais das periferias.

Palavras chave: juventude, política, periferia, relações geracionais, subjetivação.

 

 

LO JUVENIL Y LO POLÍTICO EN VENEZUELA: INTERSECCIONES EN LA PRODUCCIÓN DE CONOCIMIENTO

Indira C. Granda Alviarez. Maestranda en Educación en la Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil; indira.granda.alv@gmail.com

Doris C. Ponce Lozada. Psicóloga Social e Investigadora en Fundación Tiuna El Fuerte – Venezuela; doriscarolinap@gmail.com - dorisponce@tiunaelfuerte.com.ve

 

Se trata de la presentación de los avances de una investigación documental o estado del arte, que busca construir una base de datos sobre estudios situados en la intersección de las categorías: “política” y “juventud”, realizados en Venezuela desde 1990 hasta la actualidad, la cual permita pensar cómo ha sido construida la relación entre ellas en las ciencias sociales en el ámbito nacional y, más específicamente, qué sentidos toma lo juvenil y lo político en este campo como construcción social.

Preliminarmente, se identifica la asociación del ejercicio de la política a la participación juvenil en partidos políticos de masa y organizaciones estudiantiles, en menor proporción al estudio de prácticas y políticas culturales como espacio de subjetivación política, así como la ausencia de estudios de expresión política de jóvenes de sectores populares. Así, es un aporte del presente estado del arte el reconocimiento y problematización del lugar de la categoría popular en los estudios venezolanos que vinculan lo juvenil y lo político.  

Con respecto a la pesquisa antropológica se plantea que es imprescindible en términos metodológicos, el diálogo con investigaciones bibliográficas sobre la “cultura otra” –aquí, cultura política de jóvenes venezolanos(as)- que constituyen tanto las imágenes de sí de los sujetos participantes de ella, como las que el propio investigador(a) antropológico posee de éstos. Defendemos la importancia de  historicizar las (pre)nociones de quienes se aventuran en el viaje por otras culturas, defendiendo lo insustituible del viaje por la lectura bibliográfica sobre ellas: allí radicado el auxilio del estado del arte. 

Palabras claves: Juventud; Estado del arte; Venezuela.

 

 

JOVENS E AÇÃO COLETIVA NO BRASIL E AMÉRICA LATINA: MULTIPLICIDADE DE ATORES E FORMAS DE PROTESTO

 

Profa. Dra. Marilia Spósito (USP) – sposito@usp.br

Profa Dra. Ana Karina Brenner (UERJ) – anakbrenner10@gmail.com

Prof. Dr. Paulo Cesar R. Carrano (UFF) – pc.carrano@gmail.com

 

Transformações importantes ocorreram no Brasil e na América Latina nos últimos dez anos, oferecendo novos desafios para a pesquisa, se considerarmos o segmento jovem desses países. Um ciclo de crescimento econômico, caracterizado sobretudo pelo incremento da renda familiar, estimulou novos padrões de consumo. No âmbito da escolarização, a ampliação do acesso aos sistemas de ensino começa a manifestar sinais de esgotamento no Brasil com a desvalorização dos diplomas a exemplo do que ocorreu na realidade europeia. Nesse quadro de rápidas mudanças, particularmente nos setores urbanos, emerge um novo ciclo de protestos. O trabalho incide sobre algumas dessas práticas em que os jovens são personagens-chave, buscando compreender sua heterogeneidade. Busca, também, compreendê-las no interior de uma perspectiva mais abrangente, de modo a evitar análises que enfatizam apenas sua novidade e força disruptiva ou aquelas que apontam tão somente fragilidades. Tendo em vista esse quadro, as análises desenvolvidas por Alberto Melucci, entre outros autores, em torno das diversas formas da ação coletiva e seus momentos abrem caminhos importantes para o desenvolvimento dessas reflexões. São examinados também os nexos desses conflitos com a crise do sistema político institucional e a emergência de novas formas de engajamento ao lado da reiteração de práticas tradicionais, indicando a importância da análise das relações entre o indivíduo e ação coletiva no âmbito das teorias sobre os processos de individuação contemporâneos.

Palavras-chave: Jovens; ação coletiva; engajamento político.

 

 

 

 

 

 

Sesión 3: Juventudes y procesos de construcción de identidades políticas

 

SUBJETIVACIÓN POLÍTICA JUVENIL: APORTES PARA UNA REFLEXIÓN TEÓRICA A PARTIR DE LA SOCIOLOGÍA DE LA INDIVIDUACIÓN

 

Kriger, Miriam (CONICET-CIS) mkriger@gmail.com

Said, Shirly (CONICET-CIS/GEMSEP-IIGG-UBA) shirlysaid@gmail.com

 

En este trabajo nos proponemos realizar una indagación teórica en torno a las nociones de subjetivación e individuación de Martucelli, para profundizar la reflexión en torno a la subjetivación política como herramienta clave para el estudio de las experiencias de los y las jóvenes que estudian en Bachilleratos Populares, en el marco de un proyecto de investigación sobre sentidos, disposiciones y experiencias en torno a la política y el proyecto común en jóvenes escolarizados de la Ciudad y la Provincia de Buenos Aires.

A partir de ello, buscamos nutrir la noción de subjetivación política tanto en términos teóricos, indagando en las nociones de experiencia y participación juvenil, como metodológicos, al analizar el enfoque desarrollado por Martuccelli en torno a las pruebas y el trabajo de los individuos.

Consideramos que estos aportes pueden contribuir a ahondar en el estudio acerca de la configuración y re-configuración de las identidades juveniles en espacios escolares, y especialmente en Bachilleratos Populares, dado que si bien muchos trabajos señalan que estas instituciones incentivan la participación social y política de sus estudiantes, pocos recuperan la perspectiva de los y las jóvenes acerca del tema.

Palabras clave: subjetivación política – individuación – juventudes – experiencias – identidades.

 

 

DESCENTRALIZANDO POLÍTICAS, PROFISSIONALIZANDO JOVENS: UM ESTUDO DO PROGRAMA DE APRENDIZAGEM PROFISSIONAL

 

Me. Andrey Felipe Sgorla. Cientista Social. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Brasil; andrey_sgorla@yahoo.com.br

 

O presente trabalho propõe-se a investigar o Programa de Aprendizagem Profissional, no contexto da descentralização do Estado brasileiro e da ampliação da presença das organizações da sociedade civil nas políticas públicas de juventude, analisando os modelos de gestão, as estratégias das organizações para implementarem o programa, as concepções e finalidades das atividades formativas, sustentadas pelos gestores do Programa.

Para realizar a pesquisa, entrevistei gestores e coordenadores de três organizações, participei de eventos, realizei visitas, coletei materiais sobre a história e as atividades das organizações, e de leituras de autores da Sociologia da Juventude.

Identificamos, ao longo do trabalho que, as organizações que executam o Programa passaram por um processo de reconfiguração para se adequarem às necessidades e às demandas do Ministério do Trabalho e Emprego para operacionalizar suas ações.

Mesmo com diferenças significativas nas suas trajetórias, os gestores reproduzem uma visão sobre as políticas públicas e as ações dirigidas aos jovens pobres, reforçam noções muito presentes no senso comum, tais como: a percepção do jovem de baixa renda como problema social; a ideia de que o tempo livre deve ser necessariamente ocupado para evitar que esses jovens se envolvam com as drogas e com o crime; de que os jovens pobres devem trabalhar desde cedo, sem terem tempo de se preparar para enfrentar a vida adulta. Mesmo com o avanço nas diretrizes gerais da Política Nacional de Juventude, na prática, a garantia do reconhecimento do jovem como um sujeito de direitos, ainda está distante na execução das políticas públicas.

Palavras-chave: Juventude. Políticas Públicas. Formação Profissional. Descentralização.

 

 

YA LA ESTOY EXTRAÑANDO. CRISTINA, LIDERAZGO Y MORALIDAD EN LA EXPERIENCIA DE MILITANCIA JUVENIL ARGENTINA”

 

Maria Luz Silva (UNR – UNL)

 

El próximo 10 de diciembre de 2015 la actual presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, dará fin a un período de ocho años consecutivos de mandato, luego de haber sido la primera mujer electa y reelecta de la historia del país y de haber sido la candidata más votada desde el retorno de la democracia argentina. Cristina como se la llama comúnmente dándole entrada al selecto grupo de persona que en Argentina son identificados solo por su nombre de pila, Ella como prefieren mencionarla algunos opositores políticos, La Jefa como la nombran desde la militancia kirchnerista, se ha constituido en un indudablemente en una fuente de construcción de sentidos políticos permanente, contradictorios, disputados, opuestos. En el presente trabajo esperamos poder reflexionar sobre los sentidos políticos construidos en torno a ella, como líder político y como centro productor de nociones rectoras de la acción militante de fuerte contenido moral. En este marco, y asumiendo que la política debe definirse etnográficamente partiendo de la definición y vivencias de los propios actores, nos interesa indagar cómo esos sentidos han marcado las experiencias de los militantes kirchneristas, especialmente en el marco de las organizaciones de juventud surgidas y/o fortalecidas a la luz de esta última década.

Palabras claves: juventud, militancia, experiencia, etnografía.