RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 103

GT 103. ANTROPOLOGÌA DE LA MUERTE

Coordinadores:

Dr. César Iván BONDAR (UNaM-CONICET- Laboratorio de Investigaciones Semióticas y Antropológicas Universidad del Zulia, Maracaibo, Venezuela); cesarivanbondar@gmail.com

Dr. Hippolyte Brice SOGBOSSI (Universidade Federal de Sergipe, Brasil); bricesogbo@hotmail.com

 

 

Sesión 1:

 

 

NARRATIVAS SOBRE MORTE E ASSOMBRAÇÕES RELACIONADAS AO PASSADO DA ESCRAVIDÃO NO PASSO DOS NEGROS – BRASIL

 

Profª. Drª. Louise Prado Alfonso – Antropóloga, Arqueóloga e pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia pela Universidade Federal de Pelotas – louise_alfonso@yahoo.com.br

Jaciana Marlova Gonçalves Araujo - Psicóloga e Graduanda em Antropologia Social e Cultural pela Universidade Federal de Pelotas ‒ jacianamga@hotmail.com

Isis Karinae Suárez Pereira – Graduanda em Antropologia Social e Cultural pela Universidade Federal de Pelotas – isiskspereira94@gmail.com

Dayanne Dockhorn Seger - Graduanda em Antropologia Social e Cultural com habilitação em Arqueologia pela Universidade Federal de Pelotas ‒ dayannedockhorn@gmail.com

 

A partir de uma abordagem multidisciplinar que envolve a antropologia, a arqueologia e a psicologia buscou-se refletir sobre a morte e as memórias do período de escravidão. O projeto foi desenvolvidona região do Passo dos Negros, em Pelotas-RS, durante o segundo semestre de 2014, no âmbito do projeto de pós-doutorado “Um olhar sobre o passado e o presente do negro em Pelotas: possibilidades de inclusão da comunidade no discurso e na prática arqueológica”. As etnografias realizadas apontaram elementos que aproximam o passado da escravidão e o cotidiano dos moradores a partir de narrativas relacionadas à morte e às assombrações. Destacam-se a noiva da figueira assombrada, local onde terreiras de religiões de matriz africana fazem suas oferendas aos orixás e ainda desperta medo nos moradores; o mascote do time de futebol local que trata-se do negrinho do engenho, um menino escravo que assombrava e fazia travessuras com as marmitas dos trabalhadores do engenho de arroz; e os potes de ouro enterrados por escravos que depois eram assassinados para não contarem a localização do tesouro. Bem como, relatos das formas de sepultamento, da crueldade e assassinato de escravos. Entende-se que a manutenção dessas narrativas e a sobrevivência desses personagens são formas simbólicas de entrar em contato com os conteúdos que envolvem a violência da escravidão a morte e o morrer. Nesse sentido, o Passo dos Negros pode servir como um exemplo interessante do entendimento de tais manifestações sobrenaturais a partir de materialidades, teorias mitológicas e o papel dos simbolismos.

Palavras-chave: escravidão; morte; materialidade; simbolismo; assombração.

 

 

SONHOS, PROFECIAS E VISÕES: O RITO DE LUTO EVANGÉLICO E A REGULAÇÃO MORAL DO MORTO

Dra. Andreia Vicente da Silva. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Brasil; deiavicente@gmail.com

 

O luto evangélico foi recorrentemente compreendido como exemplo de simplicidade na vivência da morte e afastamento dos mortos. Contudo, analisando relatos de mulheres evangélicas e reconstituindo a trajetória das relações destas com parentes homens mortos é possível perceber detalhes interessantes dessa forma de ritualizar a morte, que, ao contrário de reforçar distanciamentos, evidencia um complexo trabalho de transformação do vivo em morto que se faz em convivência com aquele que partiu.

Nesta comunicação, pretendo debater o caso de Margarida, uma senhora evangélica, que perdeu o pai e o marido. Esse caso específico guarda em si certas recorrências “boas para pensar” o luto evangélico, principalmente porque os sonhos, as profecias e as visões se tornam arenas para a interação com os mortos. Ao reconstruir os relacionamentos e as mortes de cada um desses homens, essa senhora evangélica sexagenária da Igreja Assembleia de Deus em Praia de Mauá, Magé, Rio de Janeiro, Brasil, providencia para o antropólogo atento, dados indispensáveis para a compreensão dos ritos de morte entre os evangélicos, a saber: a qualidade das relações, a conduta moral, a temporalidade progressiva do relato testemunhal, a regulação do grupo. Cada um desses elementos permite compreender a partir de que parâmetros essas pessoas compreendem, qualificam e vivem os processos de luto pelos quais precisam passar ao longo de suas vidas.

Palavras-chaves: luto evangélico; sonhos; visões; profecias; moralidade.

 

 

TRÊS MARIAS E UM DRAMA SOCIAL

Conceição  Aparecida dos Santos. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); santos250278@yahoo.com.br

 

Três mulheres de cidades diferentes são brutalmente assassinadas no final do século XIX. Quanto ao perfil das vítimas: mulheres anônimas, das camadas populares, de vida desconhecida e sem família para reclamar os seus cadáveres. Nos  três casos, as mortes foram  praticados  por  militares e  na mesma década: Maria do Carmo (1890) , Maria Bueno (1893) e Maria Degolada (1899), período que coincide com grandes transformações  e conflitos sociais. As três  passam a protagonizar relatos de milagres e surgem cultos religiosos nos locais em que foram assassinadas, que se tornar território onde os devotos vão solicitá-las como taumaturgas e protetoras. Observadas pela ótica do arquétipo, essas três personagens passar-se-iam por uma, até no nome: Maria. Contudo, os arranjos religiosos e contextos locais  trataram de diferenciar  seus cultos, conferindo a cada devoção um caráter êmico.  O que gostaria de colocar em debate é que, não ao acaso, as mortes violentas dessas mulheres ganham conotação religiosa, transformando-as em objeto de santificação popular. Uma cadeia de eventos de grande impacto na vida social  parecem dar suporte simbólico ao enredo dramatizado por essas três personagens. Ou seja, alguns setores sociais impactados por esses eventos marcantes encontram na brutalidade praticada contra elas um espaço para dramatizar as transformações e conflitos sociais. Uma dramatização que se prolonga  com os rituais no local da morte delas e é revivida quando os devotos se afastam das atividades cotidianas para rogá-las, agradecê-las e celebrá-las.

Palavras-chave: Morte; religiosidade;  cidade; conflitos; drama social.

 

 

Morrer para resistir: uma mirada sobre crimes de homicídio/suicídio em escolas e universidades

 

Flora Daemon. Pós-Doutoranda (CAPES/PNPD) - Universidade Federal Fluminense (PPGCOM)

O artigo focaliza eventos de homicídio/suicídio cometidos por jovens em escolas e universidades do Brasil, Estados Unidos e Finlândia em decorrência de práticas sistemáticas de violência categorizadas como bullying. São objetos de nossa análise, especificamente, vítimas que se tornaram perpetradores e que desenvolveram produtos comunicacionais (vídeos, animações, fotografias entre outros) com o intuito de, após sua morte, registrar na memória dos homens suas causas e motivações. Tal estratégia evidencia um paradoxo: em tempos de grandes investimentos em intervenções que visam a prorrogação da vida, tais indivíduos utilizam o caráter indomesticável da morte para potencializar um tipo de existência que passa, necessariamente, pela imagem midiatizada do crime e pelo auto-aniquilamento biológico.

Palavras-chave: 1. Morte; 2. Homicídio/Suicídio; 3. Post-Mortem; 4. Memória 5. School Shooting.

 

 

REPRESENTACION SOCIAL DE LA MUERTE Y TENSIONES LIMINALES EN LA MORGUE DE SANTIAGO CHILE

José Varas Insunza. Antropologo. Morgue del servicio médico legal. Santiago Chile. Universidad Academia Humanismo Cristiano (UAHC)

 

El presente artículo tiene por objetivo dar cuenta de los principales resultados de una investigación llevada a cabo en el Servicio Médico Legal de Chile (SML), y cuyo objetivo fue describir la representación social que tiene la ciudadanía respecto del SML como del fenómeno de la muerte y el dolor, y partir de ello reflexionar sobre la existencia de un conflicto, una tensión, que se da entre el estado judicial y la tradición ritual, que se vincula a la propiedad del cadáver en contextos de un rito de paso mortuorio truncado.

 

 

EL OFICIO DE SEPULTURERO. ETNOGRAFÍA

Leticia Matta. Maestranda de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Uruguay; leticia.matta@gmail.com

 

Hicimos un estudio etnográfico del oficio de quienes manejan los cadáveres en los cementerios, desde la inhumación a la exhumación y reducción de los restos y el acondicionamiento y mantenimiento de los espacios sepulcrales en el Uruguay contemporáneo.Se observó a los sepultureros durante su permanencia en las necrópolis, se participó en sus acciones específicas y en los momentos de reposo y distensión en su jornada laboral. Registramos entrevistas, individuales y grupales, para una descripción densa de un oficio sobre el que pesa un estigma que incide sobre la actuación de los sepultureros, sobre el ingenio y sentido del quehacer que despliegan y sobre las estrategias con que se defienden de la angustia que produce la exposición cotidiana a la muerte y el manejo de cadáveres, en un típico trabajo sucio poco conocido, lo que les afecta individualmente, en sus relaciones y familias.Apuntamos a la comprensión del trabajo, no a la tanatología, por lo que la discusión se concentra en la descripción del oficio (inteligencia al servicio del trabajo), las interacciones y cooperación entre los actores y las experiencias compartidas, el análisis del léxico y discurso, el funcionamiento del equipo humano y los mecanismos de defensa grupales e institucionales, que posibilitan una actividad menospreciada al tiempo que se la considera esencial. La etnografía es un medio para conocer y permitir el perfeccionamiento de una función sustantiva y la salvaguarda del bienestar de los usuarios (la única categoría que todos integraremos) y de los trabajadores.

Palabras clave: Sepultureros, oficios fúnebres; estigma; sufrimiento; muerte.

 

 

ENSAIO DE UM ESTUDO DE CASO: O BUTSUDAN 

 

Blanca Shung Luen Menezes Li. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Antropologia (PPGAnt) da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); lishungluen@yahoo.com.br 

 

Através de narrativas analiso como é construído o relato baseado nas memórias do interlocutor e como para além da elaboração do discurso há a construção de relações de âmbito familiar, onde o lócus é a casa. Entretanto, no relato as relações extrapolam o nicho físico e denunciam ponte simbólica que liga duas espacialidades, então as relações de parentesco extravasam para um nível espiritual. Produção de sentido presente no comportamento do sujeito pesquisado, a conduta tem a gênese nas relações familiares, nas condições históricas da imigração e na visão de mundo. Para tanto, o ensaio discorre sobre artefato inerente a sistema de cultura religioso, constituído de conjunto de organização simbólica que abrange valores e imagens. A complexidade da reprodução cultural surge enquanto sistema de práticas determinantes para elaboração da cultura e da imagem da realidade social, inerente a sentimentos coletivos enraizados, cujo produto é a continuidade que provoca exigências no indivíduo permeado de imaginário adequado às aspirações no campo do privado e do afetivo, porque garantem a manutenção e reprodução de estabilidade. Quando experiências diárias não satisfazem tais necessidades, há afrouxamento dos laços nas gerações subsequentes, o que contribui para reelaborar esse sistema de valores. O novo movimento de transformação introduzida por cada alteração possui por sua vez também exigências que variam segundo a demanda de cada um que difere em relação à estrutura do grupo a que pertencem. A dinâmica cede a contradições e pressões internas geradas pelos integrantes do grupo que demonstram características flexíveis e ativas. 

Palavras-chave: diáspora, identidade, multiculturalismo, hibridismo, cultura material. 

 

 

CASA DOS MORTOS, MUSEU DOS VIVOS: RITUAIS, IMAGENS E PARENTESCO NA COLINA DO HORTO- JUAZEIRO DO NORTE, CEARÁ, BRASIL

Thiago Zanotti Carminati (doutor em Antropologia Cultural-PPGSA/IFCS/UFRJ – professor da Universidade Regional do Cariri e coordenador do Núcleo de Estudos Regionais-NERE/URCA); thiagocarminati@yahoo.com.br

 

O trabalho reúne dados apresentados na tese de doutorado (defendida em 2014) a respeito da prática ritual das ‘promessas’ observada desde o Museu Vivo/Casarão do Padre Cícero em Juazeiro do Norte, cidade do interior do Nordeste brasileiro, para discutir como a morte é vivida e pensada neste contexto. A promessa é uma instituição que presentifica e atualiza a relação dos agentes sociais com a cosmologia católica através de performances rituais e índices materiais. A partir da etnografia dos rituais e das materialidades visuais produzidas se alcança o modo como a morte é concebida entre os romeiros, visitantes anuais da cidade do Padre Cícero. Os objetivos do trabalho consistem em demonstrar, primeiro, como a história de Juazeiro e do Padre Cícero engendram uma forma histórica peculiar ao catolicismo, segundo, como a pessoa devota inscreve esta forma histórica em suas ações concretas, terceiro, como essas ações aproximam vivos e mortos e, por fim, demonstrar a centralidade do parentesco nestas ações rituais. O próprio Casarão do Padre Cícero, atualmente organizado enquanto museu de ex-votos, não cumpre exclusivamente a função de centro catalizador de peregrinações uma vez que dali se difundiu práticas rituais gestadas desde seu interior, além dele próprio expressar diferentes (e divergentes) concepções sobre a morte. O trabalho, por seu foco privilegiado nas imagens e objetos intercambiados na ‘promessa’, materialidades visuais compreendidas como “pessoas distribuídas” (Gell, 1998), verifica a concepção de seus portadores, mas, sobretudo, o caráter agentivo destes índices capazes de evidenciar o vínculo particular que liga mortos e vivos. 

Palavras-chave: Etnografia e Imagem – Rituais – Morte – Cosmologia – Parentesco.

 

 

 

 

FOTOGRAFIA, MORTE E MEMÓRIA ENTRE OS ASURINÍ DO XINGU, PARÁ, BRASIL

Alice Villela. Doutoranda em Antropologia Social. PPGAS - Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo, Brasil; licevillela@gmail.com

 

Os Asuriní do Xingu, grupo indígena Tupi que habita a margem direita do rio Xingu no estado do Pará, Brasil, conheceram a fotografia na ocasião do contato oficial com os brancos em 1971. Nesta circunstância, a fotografia foi considerada perigosa pois a máquina fotográfica agiu sobre os corpos retratados retirando suas substâncias vitais (ynga), o que causou mortes e adoecimentos. Nos dias atuais, pouco mais de quarenta anos depois do contato, a aura de risco e ameaça deixa de encobrir a fotografia e imagens dos Asuriní tiradas na década de setenta estabelecem outras relações com o domínio da morte - as imagens dos "antigos" despertam memórias, lembranças de um tempo passado e saudades dos parentes já falecidos. Este paper pretende discutir questões que surgem do campo entre os Asuriní do Xingu recortado pela temática da morte e da imagem. Através da relação que este povo estabelece com imagens fotográficas de si,  proponho explicitar aspectos etnográficos que compreendem concepções rituais e cosmológicas relacionadas à morte, tabus em relação à imagem dos mortos recentes e relações entre fotografia e memória dos parentes falecidos.

Palavras chave: Asuriní do Xingu, morte, fotografia, imagem e memória.

 

 

ETNOGRAFIA DA MORTE: UMA REFLEXÃO SOBRE RITUAIS FÚNEBRES NA CIDADE DO CRATO-CE

José Felipe de Lima Alves. Mestrando em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. PPGA/UFPB. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Regional do Cariri – URCA; felipe.alves.2@hotmail.com.

Ednalva Maciel Neves

 

O trabalho apresenta um recorte da pesquisa de mestrado sobre cultura fúnebre no contexto urbano da cidade do Crato, localizada na região metropolitana do Cariri Cearense. A proposta desse trabalho é além de apresentar o objeto e o estudo que está sendo realizado trazer uma reflexão sobre o campo a partir da contribuição teórica da antropologia e a textualização dos resultados obtidos com o desenvolvimento dessa teoria aplicada à prática de pesquisa. Utilizamos a observação participante como metodologia, por considerar de fundamental importância a vivência do pesquisador nos rituais que são realizados, bem como de compreender as diversas nuances que permeiam as relações dos atores envolvidos no contexto fúnebre da cidade. Buscamos compreender os diversos elementos que compõem essa cultura fúnebre levando em consideração todos os aspectos que se dizem respeito a morte na cidade. Percebemos a dinamicidade dos eventos e as mudanças que ocorrem ao longo dos tempos, principalmente na estrutura dos rituais e no tratamento que é dado ao corpo morto. Compreendemos que essas mudanças acompanham a urbanização e integram novas práticas que são efetuadas pelos indivíduos que acompanham essa dinâmica da cultura. Assim, refletimos sobre os rituais fúnebres como eventos que compõem a estrutura social através dos elementos que comunicam a cultura fúnebre da cidade para elaboramos uma etnografia que apresente a morte como fenômeno para que possamos assim, compreender as relações construídas pelos indivíduos nesse processo ritual.

 

 

DOLOR Y PRÁCTICAS SOCIALES. UN ANÁLISIS ANTROPOLÓGICO SOBRE LAS MUERTES VIOLENTAS DE DOS JÓVENES OCURRIDAS EN CÓRDOBA (ARGENTINA)

Mgter. María Cecilia GARCIA SOTOMAYOR; ceciliagarciasotomayor@gmail.com

                                                           Lic. Evelin Andrea MUÑOZ; evelinm.cba@gmail.com

Instituto de Antropología de Córdoba (IDACOR), CONICET

 

La muerte de jóvenes varones en sectores populares en contextos de violencia en Córdoba es usualmente presentada, en estudios académicos, en medios de comunicación y en la opinión pública como un fenómeno homogéneo y comprensible bajo determinados supuestos relativos a la delincuencia, el consumo de drogas, la violencia urbana, la pobreza, por mencionar sólo los más recurrentes.

Sin embargo, el estudio en profundidad en este campo nos lleva a un universo de significados diverso, que da cuenta de que estas muertes y las maneras de ser vividas por parte de familiares y amigos del fallecido están relacionadas con  otras dimensiones que las contiene de manera más acabada.

En esta ponencia proponemos ingresar a este campo a través de un estudio etnográfico de dos muertes ocurridas en la provincia de Córdoba en un pasado reciente, en los años 2012 y 2014, considerando las relaciones sociales y las redes de relaciones construidas por estos jóvenes, por tanto su posición social, la ocupación de espacios materiales, sociales y simbólicos, las prácticas de sus familiares y amigos, tanto en su entorno inmediato como con otros grupos sociales, instituciones y órganos del Estado. Nos interesa abordar las nociones de dolor puestas en juego ante estas muertes, los reclamos y las búsquedas de justicia por parte de familiares y congéneres de las víctimas tanto como sus intervenciones públicas para reclamar por ellas.

 

 

A MORTE DO ENCOMENDADOR DE ALMAS: A CULTURA MATERIAL PELAS NARRATIVAS DOS ÚLTIMOS EXORTADOS.

 

 JAQUELINE PEREIRA DE SOUSA

Doutoranda em Antropologia (UFPA/PPGA)

 

Nos arredores da cidade de Cocal, ao norte do Estado do Piauí (Brasil),  encontram-se as memórias do encomendador de almas e cuidador de corpos,  José Vitalino dos Santos, conhecido como Seu Zé e designado como Exortador: aquele que tem por ofício acompanhar os moribundos em seus leitos até o óbito, conduzindo, portanto,  as práticas ritualísticas da morte na perspectiva do catolicismo popular. Em 2012,  com o falecimento de Seu Zé  – o último dos exortadores – novas estratégias passaram a ser negociadas entre os moradores das comunidades antes atendidas por ele, como a contratação dos serviços de agências funerárias, deixando evidenciadas as transformações nas formas de lidar com o morto por meio de ritos fúnebres amalgamados pelo tradicionalizado e pelo modernizante. Em 2015, ao revisitar o campo de pesquisa (2009-2011), percebeu-se que, através das narrativas dos familiares dos exortados e da própria família de Seu Zé, a memória fúnebre é incitada pelo poder de agência dos objetos que, mais do que mediadores entre o mundo dos vivos e dos mortos, tem papel fundamental no discurso performatizado dos interlocutores ao evocar os seus antepassados. A cultura material contemplada não só pelas fotografias, sepulturas, cruzes, artefatos pessoais, etc., também enquadra como circunstâncias as histórias, os gostos e as virtudes do falecido, fazendo com que tais dispositivos enfatizem a presença desse morto (mesmo não estando presente em corpo físico), sua constante (re)memorização cria uma conexão entre  vida e morte, por meio do legado possivelmente obliterado da exortação, em que o próprio exortador não fora exortado.

Palavras-chave: Morte; Exortação; Objetos; Narrativas; Cultura Material.

 

Sesión 2:

 

 

MORTOS E VIVOS: REPRESENTANTES E PROTAGONISTAS DO RITUAL FÚNEBRE BORORO

Júnior José da Silva. Mestrando do programa de Pós Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Dourados – Mato Grosso do Sul – Brasil; jrscherenner@gmail.com

 

O trabalho tem por objetivo fazer uma análise dos ritos e dos agentes que compõe o funeral Bororo, dividindo-o basicamente em três etapas: 1) cuidados com o corpo do morto; 2) cuidados com a propriedade do morto; 3) cuidados com os sobreviventes. A primeira etapa consiste no enterro provisório, este, geralmente feito no pátio da aldeia, uma fase marcada pela espera e pelo aceleramento de decomposição do cadáver, que, posteriormente, terá seus ossos enfeitados e enterrados, definitivamente, fora da aldeia, tal período é marcado pela realização de cantos e danças, bem como, pela confecção de adornos e artefatos mortuários. A segunda etapa, consiste na escolha de um substituto, que usará os adornos e objetos do finado durante todo o ciclo funerário, objetos estes que, serão incinerados ou postos no cesto mortuário antes do enterro definitivo. A terceira etapa, compreende o período de espera pela liberação do luto, no qual o representante do finado deverá caçar um animal de desagravo e oferecê-lo aos familiares que generosamente o recompensará.  A duração e realização dessas etapas representa um desdobramento do tempo, no qual os laços entre os mortos e os vivos são criados, alterados e redefinidos, demostrando que a extrema complexidade dos funerais Bororo requer um aproveitamento máximo das potencialidades associativas presente nas aldeias.

Palavras-chaves: morte; Ritual Fúnebre; Bororo; Representantes do morto.

 

 

REPERCUSIONES DE LA DONACIÓN DE ÓRGANOS EN EL DUELO DE LOS DONANTES

Mag. Lic. en Psicología  Ma. Pilar Bacci. Instituto de Psicología Clínica Facultad de Psicología  Universidad de la República; pilarb@psico.edu.uy; pbacci@hotmail.com

 

Diversas investigaciones, muestran como la reacción ante la muerte varía en la historia de las sociedades. Al respecto, se produjeron cambios a mediados del siglo veinte con el surgimiento de tecnología médica intensiva, instaurándose un nuevo concepto de cesación de vida en el sistema médico – legal que repercutió en las representaciones de la muerte que, ya no será establecida únicamente por parada cardio-respiratoria, sino además, se diagnosticará por criterios neurológicos. El cambio posibilita procedimientos de sustitución de órganos e imprime la compresión de nuevos criterios acerca del morir.

Esta investigación cualitativa indaga repercusiones de la donación de órganos en el duelo de donantes uruguayos. Se entrevistaron quince donantes, que no cursaran duelo agudo al momento de la aplicación de la técnica. Se realizó análisis temático y de comprensión escénica, desde tres áreas: manifestaciones del duelo; experiencia de donación vinculada al duelo y significación de muerte y rituales. Concluye: a. la donación genera repercusiones en el duelo; b. representaciones de donar se asocian con el fallecido validando la decisión; c. son duelos no complicados que presentan particularidades: fantasías de sobrevivencia y reencuentro del muerto en el receptor; d. los rituales muestran preocupación por la imagen corporal luego de la ablación e inquietud que relaciona esto con el descanso espiritual; e. la donación no disminuye el dolor, pero cambia el énfasis de la muerte habilitando la producción imaginaria de continuidad  y f. el dar altruista se desdibuja y la acción de donar parece estar dirigida por el deseo de perpetuación.

Palabras clave: Duelo / Donación / Familia / Rituales/Muerte.

 

 

O MUNDO DOS MORTOS É UM MUNDO DE VIVOS

Carolina Pedreira (Universidade Federal do Tocantins – UFT) Doutora em Antropologia

 

Em Andaraí, cidade situada na região central da Bahia, Brasil, categorias como  almas e espíritos não se referem a ‘seres sobrenaturais’, mas a entidades dotadas de capacidades intencionais e agenciadoras compartilhadas com os humanos. Tais entidades estão vinculadas tanto ao cotidiano das pessoas como a seus corpos, seus pensamentos e ao seu modo de viver; ao passo em que habitam realidades mais imbrincadas que paralelas, de onde, com maior ou menor facilidade, podem se ausentar. Neste trabalho, um excerto da etnografia realizei com um grupo de mulheres rezadeiras de Andaraí, intento apresentar, amparada pela descrição de técnicas rituais de comunicação entre vivos e mortos e pelo conhecimento nativo sobre o que sucede após a morte do corpo orgânico, algumas das tramas que vinculam a noção de pessoa e o destino pós-morte de almas e espíritos na região da Chapada Diamantina.

 

 

UNA MIRADA ANTROPOLÓGICA SOBRE EL SUICIDIO EN CAMPESINOS DE URUGUAY Y BRASIL

Andrea Lissett Pérez. Universidad de Antioquia (Colombia); Andreaperez71@hotmail.com

 

Esta ponencia debate sobre las características de la conducta suicida en las poblaciones campesinas del municipio de Sinimbú, Estado de Rio Grande del Sul, Brasil, y del municipio de Rocha en Uruguay, con el fin de reflexionar sobre las condiciones sociales de existencia y las formas de sufrimiento social presentes en ambos contextos. Se aplicaron metodologías de tipo cualitativo (observación etnográfica, entrevistas y conversatorios) y de tipo cuantitativo (datos estadísticos del suicidio del periodo 1935- 2013 para el caso de Brasil y desde 1950-2013 para el caso de Uruguay). Los dos casos presentan regularidades que serán objeto de debate com: la permanencia histórica de este fenómeno con índices significativos durante los últimos cincuenta años; la legitimización de este fenómeno, de manera no formal ni consciente, como camino posible para resolver ciertas tensiones subjetivas; la relevancia del suicidio en los grupos de edad más avanzados (mayores de 60 años) y el aumento gradual en los grupos de edad más jóvenes; el ahorcamiento como forma tradicional de suicidio que revela una manera recurrente de suicidio; las diferencias en las experiencias sociales de sufrimiento según la condición de género que produce subjetividades y conductas diferenciadas frente al suicidio y los cambios vividos desde inicios de los 1990 con la intensificación de las reformas neoliberales que afectan profundamente el modelo de vida de esta población, generando mayores tensiones sociales y subjetivas que se reflejan en los altos índices de suicidio.

 

 

MORTE E ESPÍRITO: CONCEITOS DO ESPIRITISMO QUE ECOAM PARA ALÉM DA FRONTEIRA RELIGIOSA

Diana Wiggers. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) Mestrado em Antropologia Social; (dianawiggers@hotmail.com)

 

Propõe-se, neste trabalho, analisar as definições da doutrina espírita kardecista de espírito e morte e, a partir desses conceitos, problematizar a produção psicográfica. Pois tomar consciência dessas definições torna acessível a nós o pensamento religioso que faz conversar “diretamente” mortos e vivos, através do fenômeno da psicografia. Essa produção de documentos escritos nos leva a pensar sobre a questão autoral, que nasce através da função do espírito e do ser de carne e osso. Assim, a psicografia, especificamente, permite um contato direto do espírito desencarnado que utiliza o homem vivo como veículo para suas mensagens do além.

O Brasil é um país onde a religião espírita exerce grande influência em sua configuração social, um exemplo disso são as organizações profissionais simpatizantes a essa religião que interferem ativamente na organização social e política. Assim, pensar nas definições de morte e espírito partilhadas por essa doutrina é uma forma de compreender minimamente a influência que essa religião exerce sobre as diversas manifestações sociais. Pois essa influência está ligada especialmente à dicotomia mortos/vivos, e que extrapola a crença do indivíduo na religião espírita. A influência dela é muitas vezes negada ou contestada, até o ponto em que algum fato “sobrenatural” o desafie. Pois os espíritas acreditam e afirmam que os espíritos dos mortos estão entre nós, e essa afirmação nem sempre será feita por outros indivíduos, mas poucos são os que se atrevem a dizer que os mortos não estão entre nós.

Palavras chave: espiritismo, psicografia, morte, autoria.

 

LA MUERTE AL BORDE DEL CAMINO. HONRAS FÚNEBRES EN CARRETERAS DEL URUGUAY

Leticia Matta. Maestranda de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación. Uruguay; leticia.matta@gmail.com

La merma notoria de las visitas de los deudos a los cementerios no significa un abandono de ritualidades fúnebres, sino mas bien que las pautas culturales del duelo han cambiado y que lejos de desaparecer las honras fúnebres han cambiado de espacio y de modalidad. En esta ponencia hacemos un análisis en una modalidad peculiar de rendir honras fúnebres: los artefactos recordatorios instalados al borde de las carreteras, tras una muerte por accidente. Por todo el país hemos registrado estos artefactos sencillos, carentes de pretensión monumental, con información de los fallecidos, recabamos información policial, forense y noticiosa, entrevistamos a los deudos y vecinos del lugar. Analizamos como las banquinas o los márgenes de las carreteras que se interpretan como, no representativo de nada ni de nadie diseñado como un lugar público precisamente marginal donde nada tiene un afincamiento o radicación; pasan a ser un lugar de referencia de una honra fúnebre en particular. Los deudos lo institucionalizan, mantienen y renuevan; incluso gestionan ante el Ministerio de Transporte y Obras Públicas una autorización. El artefacto recordatorio se equipara con una tumba en el cementerio y en muchos casos supera a esta en asiduidad y proximidad. Esta ornamentaría otorga al espacio una alta significación, pública y privada, como “punto de pasaje” donde se desvaneció repentinamente la vida y se estableció la muerte: un portal puntualmente localizado en una zanja, un árbol, una alcantarilla.

 

 

HABITAR EL HÁBITAT DEL PROCESO DEL MORIR DE UN NIÑO. VIVIR Y MORIR EN SITUACIÓN DE POBREZA

Maricel Adriana Andreatta. Lic. en Trabajo Social,  Mag. en Salud Mental, doctoranda del Doctorado en Trabajo Social Universidad Nacional de Rosario (UNR); Escuela de Trabajo Social, Facultad de Ciencias Políticas. UNR. Argentina; maricelandreatta@hotmail.com

 

La muerte de un niño no se espera ni se acepta, es una desgracia inesperada  que rompe con el esquema de la sociedad. Cuando a un niño en situación de pobreza se le diagnóstica una enfermedad terminal, transitando su proceso del morir en el hogar, la vivienda se constituirá en un hábitat del morir porque vivirá muriendo en él, podría  ocurrir la muerte en él, lo velarán en él y el lugar de entierro tendrá las mismas características de cómo viviste, existiendo correlación entre ambos espacios habitacionales, el de vida y el de muerte. En el hábitat del morir las familias establecen habitares, hábitos y habilidades donde son legibles  ritmos sociales, económicos, culturales y organizacionales. Habitantes que en el tiempo del morir constituyen una historia vincular familiar, de encuentro e identificaciones en un mismo espacio  de vivir y convivir en la pre muerte y  muerte de uno de sus miembros.  Llegado el momento del fallecimiento, las familias realizarán ritos de despedidas y  aseos funerarios en unos de los espacios tanáticos que puede ser el hogar o el hospital. Arribada la despedida final por medio del rito de los velatorios, serán realizados en el hogar, donde el entierro  tendrá las mismas condiciones del habitáculo del vivir y del velorio.

Palabras claves: Hábitat- Habitar- Proceso del morir- Muerte- Ritos Funerarios.

 

 

ENTRE O MUNDO DOS VIVOS E O MUNDO DOS MORTOS: UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA SOBRE A RELAÇÃO DA MORTE COM A CULTURA POPULAR NO COTIDIANO EM CALDAS, MINAS GERAIS

 

Marcelo Elias Bernardes. Universidade Estadual Paulista. Orientador: Professor Doutor Paulo Eduardo Teixeira

 

Este trabalho propõe analisar uma prática difundida na comunidade de Caldas, Minas Gerais, os contos de assombração, capazes de orientar o cotidiano, a partir de um imaginário coletivo que coaduna medo e religiosidade. Dentro da cultura popular, as assombrações não podem ser pensadas separadamente à representação da morte, possuindo múltiplos significados, dentre os quais os códigos sociais que a envolvem, delimitam parte significante da estrutura destas narrativas. O trabalho etnológico, os preceitos teóricos da história cultural e a utilização da metodologia da história oral são mecanismos que nos permitiram alcançar o universo mental desta comunidade e compreender a relação da morte com os contos dentro da cultura popular. Observamos que sua simbologia, assentada sobre o medo, está inscrita nas relações sociais à medida que existem anúncios de falecimentos, velórios públicos e enterros que caminham pela cidade. Assim entendemos que a morte está presente no cotidiano e nas representações, visível na formulação das interfaces das assombrações à medida que almas penadas de antigos habitantes do município caminham pelo mundo transmitindo suas mensagens.

Palavras-chave: medo, religiosidade, morte, imaginário, cultura.

 

 

ARUÊ: UMA NARRATIVA SOBRE A MORTE

 

RENATA FREITAS MACHADO. Doutoranda do Programa de Pós- graduação em Antropologia Social, PPGAS – USP, Bolsista FAPESP, sob a orientação do Prof. Dr. John Dawsey; renatafreitasmachado@gmail.com

 

A comunidade pesqueira de Matarandiba, localizada na Ilha de Itaparica, Bahia, se despede do ano velho e dá boas vindas ao ano novo com a Festividade do Aruê. No Aruê é preparada uma jangada de bambu com folhas de bananeiras que formam um arco; no meio é colocado um mamão com olhos, nariz e boca entalhados, uma caveira. O cortejo sai do Alto do Cruzeiro (Matarandiba), antes da meia-noite, percorrendo todas as ruas da Vila, quatro homens seguram em volta da jangada, atrás uma multidão canta: Aruê, aruê, Aruê, Aruá, enterrar o ano velho que o novo vai chegar. Em volta da jangada, as mulheres seguem o cortejo e lamentam com gritos o enterro de mais um ano. Ao final do cortejo, quando o ano já foi despachado na maré, a comunidade festeja o ano novo com o samba de roda.  O Aruê tem sido a base para compreensão da relação da comunidade com a morte e seus rituais funerários. O morto e o ano percorrem caminhos inversos dentro da comunidade. De um lado temos o ano que segue até a praia e é despachado. Do outro, o morto que também segue em cortejo, porém no caminho oposto e distante da Vila, e é enterrado. A proposta do trabalho é uma reflexão, a partir do diálogo da antropologia da morte e da antropologia da performance acerca da relação da comunidade com a morte e os desdobramentos dos seus rituais mortuários.

Palavras-chave: Aruê, antropologia da morte, ritual.

 

 

FAMÍLIA EXTENSA E RITUAIS MORTUÁRIOS ENTRE OS FON DO BENIN: DOIS CASOS PARADIGMÁTICOS

Hippolyte Brice Sogbossi. Professor Associado. Universidade Federal de Sergipe, Brasil; bricesogbo@hotmail.com

 

Na República do Benin, África Ocidental, existem grupos etnolingüísticos dos mais diversos. Entre eles, fon, ioruba, dendi e bariba. A relação entre vivos e mortos é uma das mais importantes na definição e no reforço dos laços de parentesco. Em outras palavras, a morte, sendo um fenômeno universal, é tratada segundo as particularidades de cada grupo, isto é, a estrutura familiar, complexa, confere direitos e deveres aos integrantes, com a finalidade de conduzir devidamente um processo ritual circunstancial. O objetivo do trabalho é descrever e analisar, sob o prisma da antropologia religiosa, rituais de despedida entre vivos e mortos, em perspectiva comparada. Trata-se da seleção de dois casos de morte em família, casos nos quais o privilégio da ancestralidade serve como marco de referência na demarcação dos limites entre membros da família beninense, mas também do peso que cada membro tem dentro desta. Em qualquer caso, há uma fase caracterizada por reuniões sobre assuntos relacionados com o morto. Também há uma fase final caracterizada por rituais de viuvado, de amizade ou de orfanato até a separação definitiva do ente querido. O traço distintivo é que por um lado existem os rituais de enterro, de corpo presente, de um chefe de família, cujo status se encaixa no privilégio de que goza junto a reis, chefes de coletividades, príncipes, princesas e outros; portanto rituais que duram em torno de quatro dias. Do outro lado, cerimônias de despedida com corpo presente que podem durar menos tempo (em geral um ou dois dias). A bibliografia focada no assunto é ainda restrita, por não versar especificamente sobre a morte em contexto africano, contexto que questiona amplamente os estudos referenciais sobre morte no ocidente. Neste sentido a discussão terá como pano de fundo os raros estudos sobre morte na África, a exemplo de Louis Thomas Vincent e René Luneau, Adoukonou, Pierre Bamunoba, Ziégler, entre outros. 

Palavras chave: morte, ritual, parentesco, simbolismos, Benin.

 

 

EL NIÑO ↔ LA MUERTE  ↔ EL MORIR: THANATO RE-FLECTUS SOBRE LA EXPERIENCIA CON DOLIENTES Y MADRES DE ANGELITOS DESDE LATINOAMÉRICA

Dr. César Iván Bondar. U.Na.M. CONICET. Argentina; cesarivanbondar@gmail.com

 

La presentación que propongo resulta de un largo proceso de trabajo sobre la problemática de la muerte pequeña o muerte niña entre población de credo Católico en variadas poblaciones de Latinoamérica; a saber: Argentina, Chile, Paraguay, Brasil, Bolivia, Ecuador, Venezuela, Guatemala y Colombia.

Propongo describir las dialogizaciones mestizadas entre los componentes Niño ↔ Muerte ↔ Morir atendiendo a recolecciones de primera mano entre dolientes y madres de angelitos. Estas aproximaciones han habilitado el bosquejo de derivaciones conceptuales que describo bajo las nociones de thanatosemiosis↔thanatocronotopía↔thanatoculturización (o culturización de las alamas)↔ cartografìa funeratia y que posibilitaron contemplar cómo las relaciones entre Niño ↔ Muerte ↔ Morir son específicas, relativas y diferenciales en relación a las suscitadas en la muerte adulta.

De este modo, donde muchos hablan de invisibilización, tabú o secularización hemos visto otra muerte; una que no se ajusta en sentido estricto y universalista a estos preceptos de uniformidad: doy cuenta de esta hipótesis sobre la base de los planteos teórico/metodológicos señalados con anterioridad.

Palabras clave: muerte, morir, angelito, madre-dolientes.