RESUMEN GRUPO DE TRBAJO 1

GT1. “OTRAS” LENGUAS Y SUS HABLANTES: LECTURAS ETNOGRÁFICO- ANTROPOLÓGICAS

Coordinadores:

Mgter. Carolina Gandulfo. UNNE/ Instituto Superior San José; carogandulfo@yahoo.com.ar

Dr. Wilmar D ́Angelis. UNICAMP/Instituto de Estudos da Linguagem; dangelis@unicamp.br

Comentarista: Dra. Virginia Unamuno. CONICET/UBA; vir.unamuno@gmail.com

 

Usos lingüísticos e interacción

 

DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO SOCIOLINGÜÍSTICA ENTRE OS KYIKATÊJÊ

Costa, Lucivaldo Silva da (UNIFESSPA)

Sompré, Concita Guaxipiguara (UEPA

 

Este estudo apresenta um diagnóstico da situação dos usos linguísticos das línguas portuguesa e indígena na comunidade Kyikatêjê, na terra indígena Mãe Maria, localizada no km 25 da BR 222, município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do Pará, numa área de 62.4888,4516 hectares. O Kyikatêjê é uma das variedades dialetais da língua Timbira, a qual é filiada à família Jê, tronco Macro-Jê (cf. RODRIGUES, 1985). O propósito deste trabalho é investigar os usos que os falantes fazem das duas línguas presentes na comunidade e mostrar em quais circunstâncias lançam mão do code switching e que sentimentos têm com relação ao uso de uma ou de outra língua. Descrevem-se os domínios de comportamento linguístico - como a escola, a família, as cerimônias, a administração, etc. -, o tópico conversacional dentro dos domínios, a relação estabelecida entre os interlocutores, o local da interação, dentre outros fatores (cf. FISHMAN, 1972) e mostram-se os usos linguísticos que os falantes fazem tanto da língua Kyikatêjê quanto da língua portuguesa dentro desses domínios. Pretende-se, a partir de um mapeamento dos diversos contextos de uso dessas línguas, pensar em metodologias de ensino e aprendizagem que promovam o uso da língua Kyikatêjê nos diversos espaços de interação social na aldeia, a fim de contribuir com reflexões que motivem e empoderem os professores indígenas para produzir materiais que subsidiem o aprendizado de ambas as línguas nessa comunidade

Palavras-chave: Língua Kyikatêjê; Code Switching; Ensino e Aprendizagem;

 

           

 

 

 

 

INTERACCIONES  SOCIALES EN RELACIÓN A LA ORALIDAD EN UNA COMUNIDAD DE HABLA GUARANÍ PARAGUAYO.” PARTIDO DE LA PLATA.

Luciana Rezzónico  (Lic. en Comunicación Social)

                Carolina Farias (Educadora  comunitaria) 

                Lila Scotti ( Prof. Cs de la Educación)

 

Se trata de una investigación etnográfica que  focaliza en las interacciones y lo usos  sociales  del guaraní en  una comunidad de habla constituida por grupos de familias y vecinos oriundos  de Paraguay quienes   residen actualmente  en un paraje rural del partido de La Plata (El Peligro-Abasto).

La vitalidad del guaraní, entendido y diferenciado por los propios hablantes como “eté” y como “yopará”, en sus relaciones cotidianas nos lleva a preguntarnos  por cuáles son aquellos aprendizajes sociales   que  se  producen entre adultos , entre adultos y niños y entre niños y niños en los cuales se aprende el guaraní y se resignifican las identidades; nos preguntamos ,  sobre el lugar que ocupa la oralidad y  sobre la importancia  que tiene la escrituración del guaraní y del castellano en las prácticas sociales.

Palabras claves: interacciones sociales – comunidad de habla – guaraní –            representaciones – mundos de vida.

 

 

UN ACERCAMIENTO A LAS PRÁCTICAS DE LA ORALIDAD VINCULADAS A LA FILOSOFÍA DEL LIDERAZGO ENTRE LOS CHANÉ DEL NOROESTE ARGENTINO

María Agustina Morando (CONICET-UBA)

 

La oratoria cumple un papel fundamental entre los grupos guaraní hablantes de Sudamérica. En efecto, diversos son los tipos de liderazgo vinculados a la oratoria que, a través del discurso, transmiten mensajes relacionados con la historia, con los mitos y con los valores culturales. Teniendo esto en cuenta, en esta ponencia se analizará específicamente la importancia de los oradores y de su discurso en la organización política chané, grupo guaraní hablante del Noroeste argentino. El abordaje que se propone aquí pretende comprender el contexto social de producción de esos discursos y la manera en que estos se asocian con los distintos tipos de liderazgo. Estos textos orales son emitidos dentro de un espacio social y cultural específico que es preciso tener en cuenta. Por ello cobrará una gran importancia en este punto analizar la problemática del bilingüismo y los diferentes usos que los distintos tipos de liderazgos hacen tanto del español como del chané.

Palabras clave: prácticas de habla, bilingüismo, oratoria, liderazgo, chané

 

 

 

 

 

ONOMÁSTICA E TRANSMISSÃO DE NOMES PESSOAIS: ANÁLISE DE UM ATO DE FALA KRAHÔ

 

Maxwell Miranda (Universidade Federal de Mato Grosso)

Letícia Jôkàhkwy~j Krahô (Universidade Federal de Tocantins)

 

As sociedades Jê do Brasil central caracterizam-se por apresentar complexos sistemas de organização social e ritual (Levi-Strauss 1982; Maybury-Lewis 1979). Essa complexidade reflete-se também na onomástica, sobretudo na antroponímia, com respeito às regras e aos modos pelos quais os nomes pessoais são transmitidos aos membros nascidos no grupo. Melatti (1976) apresenta e analisa os princípios socioculturais que regem a transmissão dos nomes pessoais na sociedade Krahô, oferecendo-nos informações substanciais para compreender a complexa rede de relações sociais e rituais, às quais os nomes pessoais se associam. O presente trabalho tem como objetivo analisar o evento de transmissão de nomes pessoais como um ato de fala em uma perspectiva pragmática (Austin, 1990). Além disso, oferecemos uma descrição e análise linguística de alguns nomes pessoais krahô, que se distribuem em uma das metades Wacme)jê e Catàmjê, e mostraremos também como alguns deles associam-se a personagens em ritos específicos, como a festa jàt jõpü)(tora da batata). A relação entre nome pessoal-personagem foi discutida por Melatti (1976), de acordo com o qual a sociedade Krahô “seria constituída por um conjunto de personagens que, tais como os do teatro, seriam eternos, fadados a repetirem sempre os mesmos atos. Os atos e as relações desses personagens seriam somente aqueles transmitidos junto com os nomes pessoais” (p. 146). Pretendemos com esse trabalho destacar o papel que os nomes pessoais exercem na sociedade Krahô, bem como a relevância que eles têm na manutenção e realização de alguns de seus principais ritos.

Palavras-chaves: onomástica, antroponímia, ato de fala, Krahô, Jê. 

 

 

O SENTIDO METAFÓRICO EM ÑE’ENGA NO GUARANI PARAGUAIO

 

Hemerson Vargas Catão - UFGD

 

Este estudo tem como objetivo apresentar uma análise das construções de sentido metafórico em ñe'ẽnga, ditos populares usados no Paraguai pela população usuária da língua Guarani, esta geneticamente classificada como membro do sub-ramo I da família Tupí-Guaraní, conforme Rodrigues (1984/1985). Este trabalho está fundamentado na abordagem teórica da semântica cognitiva, tendo como principais representantes Lakoff & Johnson (1980), Lakoff (1987) e Johnson (1987), Sweetser (1990) e Heine et al (1991) e Cançado (2005). Destacamos neste estudo o caráter cultural evidenciado nas metáforas encontradas nos ñe'ẽnga, principalmente no que diz respeito a figura da mulher na visão machista difundida pelos ditos populares selecionados, assim como a visão preconceituosa do artista, do indígena e do intelectual. Os ñe'ẽnga presentes neste trabalho fazem parte da coleção Arandu Ka'aty Ryrumi, organizada por Ramón Silva e publicada no jornal Diario Popular: el diario que mas gente lee, no ano de 2002.  

Palavras chaves: Língua Guarani; Ñe'ẽnga; Metáfora.

 

 

AS ESCRITAS E OS CAMINHOS LAKLÃNÕ/XOKLENG

 

Lays Cruz Conceição. Doutoranda – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC); Bolsista CNPq.

 

Este trabalho problematiza a noção de escrita e suas potencialidades a partir da experiência atual dos Laklãnõ/Xokleng da Terra Indígena Laklãnõ no Alto Vale do Itajaí no estado de Santa Catarina, região sul do Brasil. Este povo tem demonstrado grande preocupação com sua cultura e costumes, em especial, com a situação atual do idioma nativo. A busca pela educação superior desperta sentimentos e valores específicos que conectam as trajetórias indígenas pessoais e também seus posicionamentos como membros de uma comunidade engajada na luta por seus direitos. A escrita é uma entre outras possibilidades de suporte valorizadas e desejadas para revitalizar/provitalizar seus conhecimentos tradicionais diante da presença de costumes e línguas estrangeiras em seu cotidiano. As ideias e propostas dos acadêmicos indígenas nem sempre são consensuais, o que nos permite vislumbrar novos sentidos da escrita e das formas de registro utilizadas, assim como as motivações que perpassam estas escolhas.

Palavras-chave: Laklãnõ/Xokleng; escritas; registro; educação indígena; acadêmicos indígenas.

 

 

AMOR TRADUZIDO: RELACIONAMENTOS AFETIVOS NA ERA GLOBAL

Andressa Tatiara de Morais. Graduanda em Ciências Sociais pela UFSM

Diessica Shaiene Gaige. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFSM. Membros do Núcleo de Estudos sobre Emoções e Realidades Digitais (NEERD)

 

O avanço da tecnologia vem permitindo que a sociabilidade tome novos aspectos, especialmente pela existência dos sites de relacionamentos. Cada vez mais conectados às mídias digitais, os indivíduos necessitam de novos meios de comunicação que acompanhem seus variados ritmos de vida e satisfaçam suas necessidades. Um aspecto que queremos ressaltar em nossa análise refere-se ao modo como a internet vem facilitando – a curto, médio e longo prazo – encontrar pessoas de diferentes nacionalidades para fins amorosos e afetivos. Através de uma análise antropológica baseada na observação participante e entrevistas com informantes, procuramos compreender a utilização da internet e de aplicativos de tradução por casais que possuem relacionamentos transnacionais uma vez que, com a pluralidade cultural entre os envolvidos, as ferramentas de tradução e de comunicação tornam-se importantes como mediadoras e atuantes na construção dos afetos transmitidos e compartilhados via internet, necessitando assim de um constante aprendizado das plataformas, do idioma e da cultura do outro. Exploramos, então, a rede e os relacionamentos identificando modificações na construção do ideal romântico e no aprendizado devido às novas formas de interação.

Palavras chaves: relacionamentos, tradução, comunicação, pluralidade.

 

Las lenguas en contextos escolarizados

 

 

“LA EDUCACIÓN INTERCULTURAL BILINGÜE EN SANTIAGO DEL ESTERO. EN BUSCA DE UNA PERSPECTIVA PARA EL QUICHUA   SANTIAGUEÑO”

 

Generoso Adriana del Valle, Layus Ruiz Omar. Universidad Nacional de Santiago del Estero. Facultad de Humanidades, Ciencias Sociales y de la Salud. Tecnicatura Superior en Educación Intercultural Bilingüe con Mención en Lengua Quichua.

 

Santiago del Estero es una provincia Argentina donde se implementara la modalidad  Educación Intercultural Bilingüe (en adelante E.I.B.). Aunque en una gran extensión del territorio se habla la lengua quichua, sus usuarios no se adscriben a un pueblo originario.

Como docentes de la primera carrera universitaria creada en el año 2012 en nuestro país referida la temática, proponemos:

a) Compartir la experiencia recogida desde su creación hasta la fecha.

b) Ponerla en discusión con otras experiencias similares.

c) Instalar el debate acerca de las condiciones necesarias para el desarrollo responsable de la E.I.B en contextos sociales diversos.

d) Analizar las dificultades que se nos presentan ante la inexistencia de políticas lingüísticas favorables.

Planteamos este caso como un escenario particular, teniendo en cuenta que la modalidad E.I.B. basa sus experiencias fundamentalmente en trabajos con comunidades originarias que  hablan su lengua madre. La lengua quichua prohibida ordenanza real en 1770, no está norma tizada y no es  oficial. Se  la utiliza como segunda lengua y desde entonces vive en relación diglosica con el castellano.

Trabajamos con la sistematización de los datos obtenidos de la experiencia  docente  en  contraste con los postulados teóricos  existentes hasta la fecha.

Consideramos que los elementos analizados en nuestro trabajo podrían ser un aporte al conocimiento de contextos sociales y lingüísticos diversos, y ser utilizados cuando se  pretenda desarrollar   una  modalidad E.I.B. comprometida verdaderamente  con   la  pluralidad lingüística, como así también, para fundamentar futuras leyes que promuevan la revitalización del quichua santiagueño. 

Palabras Claves: Educación Intercultural Bilingüe- Quichua – Revitalización Lingüística.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APRENDER PARA ALÉM DO HEBRAICO: ETNOGRAFIA DE UMA SALA DE AULA PARA IMIGRANTES EM TEL AVIV

 

Barbara Odebrecht Weiss. Doutoranda do Programa de Pós-graduacao em Antropologia Social da Unicamp.

Ana Carolina Bazzo da Silva. Mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, Docente da Universidade Metropolitana de Santos.

 

Este trabalho visa a analisar a aquisição linguística no contexto das escolas de ensino de hebraico –doravante conhecidas como “ulpan” (plural “ulpanim”) – a partir de uma perspectiva antropológica. O projeto de “ressuscitação do hebraico” coincide fortemente com a empreitada sionista, que ocorre desde o final do século XIX. Uma vez fundado o Estado de Israel, a planificação linguística do ensino do hebraico nos ulpanim passa a ser um elemento central para a absorção de imigrantes (majoritariamente) judeus provindos dos cinco continentes. Ainda em 2015 o Ministério da Educação israelense garante aos novos imigrantes cursos gratuitos de hebraico por cinco meses, com cinco aulas por dia ao longo de cinco dias por semana. Partindo de uma experiência etnográfica como estudante não-judia e não-imigrante em uma sala de aula de um ulpan durante o primeiro semestre de 2015, pretende-se refletir sobre ao menos três questões que se seguem: 1. A aquisição linguística como rito de passagem e um elemento central na ruptura na vida dos imigrantes-aprendizes; 2. As intersecções entre ideologia sionista e o aprendizado em sala de aula; 3. A experiência etnográfica no contexto mencionado, sucessos e insucessos da inserção no campo e avaliação e interpretação dos dados recolhidos em campo. Os resultados da análise serão colocados em diálogo com estudos antropológicos sobre educação.

Palavras chave: planificação linguística – imigrantes – sionismo – etnografia – educação

 

 

LENGUA MATERNA Y BILINGÜISMO: CONCEPTOS CLAVE PARA LA ENSEÑANZA-APRENDIZAJE DEL QOM COMO SEGUNDA LENGUA EN CHACO”.

Lucía Romero Massobrio

Universidad de Buenos Aires

 

En la provincia del Chaco, desde hace más de 25 años se forman docentes indígenas para el ejercicio de la docencia bilingüe e intercultural en el nivel primario y secundario, provenientes de las comunidades moqoit, qom y wichi. Si bien parte de ellos ingresan al Nivel Terciario siendo hablantes de estas lenguas, parte de ellos deben aprenderlas durante su formación como maestros y profesores. La creación del CIFMA (Centro de Investigación y Formación para la Modalidad Aborigen) en Presidencia Roque Sáenz Peña produjo un cambio en la concepción de la lengua qom, ya que su dominio resulta clave para recibirse como profesor intercultural bilingüe. Específicamente en el lote 38 de Colonia Aborigen Chaco, en donde los hablantes de qom son en su mayoría ancianos, los jóvenes han cambiado su forma de ver la lengua. Los estudiantes del CIFMA provenientes de dicho lote, quieren aprender qom, algo que según sus propios testimonios no interesaba a la mayoría de los jóvenes de su pueblo.

Esta comunicación forma parte de una investigación más amplia cuyo objetivo es la descripción de los nuevos usos y modos de transmisión de las lenguas guaraní, quíchua, qom, moqoit y wichi. Se trata de una investigación que se inscribe en una sociolingüística de perspectiva etnográfica (Hymes, 1974; Hornberger, 1995; Heller, 2001; 2007; Bloomaert, Collins y Slembrouck, 2003; Rampton, 2007; Codó, Patiño y Unamuno, 2012). Se realizaron entrevistas abiertas, individuales y grupales, y un cuestionario sociolingüístico a estudiantes de qom como segunda lengua, nivel 0, del CIFMA de Sáenz Peña, provenientes de Colonia Aborigen Chaco, entre 2012 y 2014.

En este caso, el objetivo es presentar algunos datos y reflexiones en torno a la enseñanza de la lengua qom como segunda lengua, atendiendo especialmente a los procesos sociolingüísticos de jerarquización y recapitalización simbólica (Bourdieu, 1982; Martin Rojo, 2010). Más precisamente, el valor que adquiere la lengua para los estudiantes, en tanto producto clave en su proceso de formación docente y, con esto, del ingreso al mercado laboral, ya que la concepción de bilingüismo y de lengua qom de estos estudiantes se encuentra íntimamente relacionada con la mercantilización de lengua. Esto se analizará a teniendo en cuenta las acepciones de lengua materna y bilingüismo que circulan en el ambiente educativo de la institución y su relación con el uso de estos conceptos en la sociolingüística.

Palabras clave: Sociolingüística, Lenguas Minoritarias, Chaco, Lengua Qom.

 

 

Metodologías

 

 

EL DESARROLLO DE UNA METODOLOGÍA PARA LA VALIDACIÓN DE MATERIALES LINGÜÍSTICOS  PROBLEMÁTICOS: EL CASO CHANÁ

 

J. Pedro Viegas Barros. Instituto de Lingüística, Universidad de Buenos Aires / CONICET

 

La cuestión de la validación de los datos de una lengua conocida por una única persona es uno de los problemas más arduos en el estudio de las lenguas obsolescentes, y requiere metodologías distintas a las utilizadas normalmente con lenguas de mayor grado de vitalidad. En el caso del chaná (provincia de Entre Ríos, Argentina), las condiciones adversas incluyen el hecho de que se trata de un único conocedor parcial de un idioma previamente casi ignorado, y perteneciente a un grupo genealógico (la familia lingüística charrúa) muy poco conocido.

En la presente ponencia se exponen los criterios de validación que se han venido desarrollando durante la experiencia de documentación e investigación de este corpus lingüístico, desde el año 2005 a la fecha. Los criterios de evaluación que se han aplicado en este caso, son hasta el momento los siguientes:

 

(1) el análisis interno de los datos,

(2) la comparación con fuentes antiguas del chaná,

(3) la identificación de cognados en lenguas emparentadas,

(4) la comprobación de la existencia de correspondencias fonológicas,

(5) la identificación de préstamos del chaná al castellano rural entrerriano,

(6) la identificación de préstamos del guaraní al chaná,

(7) la consistencia del corpus a través del tiempo de investigación,

(8) la concordancia con lo que ocurre en un estado de lengua obsolescente,

(9) la falta de congruencia con lo esperable en casos de lenguas falsificadas.

 

Creemos que la discusión y elaboración de una metodología de validación para datos lingüísticos problemáticos es urgente, dado el creciente número de lenguas aborígenes de nuestro subcontinente --y no sólo de él-- que están siendo registradas por primera vez por lingüistas cuando ya queda un último (semi)hablante.

Palabras clave: Lenguas obsolescentes, Lenguas aborígenes, Criterios de validación, Chaná.

 

 

ENTREVISTAS CON GRUPOS FAMILIARES BILINGÜES (GUARANÍ CASTELLANO) EN CORRIENTES, ARGENTINA: NOTAS METODOLÓGICAS SOBRE UNA INVESTIGACIÓN EN COLABORACIÓN

 

carolina gandulfo (UNNE/ISJ)

 

En el marco de una investigación sobre la transmisión intergeneracional de prácticas comunicativas bilingües (guaraní – castellano) en la provincia de Corrientes, Argentina, se realizan entrevistas con grupos familiares. Las características sociolingüísticas del contexto estudiado han sido analizadas precedentemente por el mismo equipo de investigación (Gandulfo, 2007) siendo el discurso de la prohibición del guaraní, la ideología lingüística organizadora de los usos lingüísticos estudiados.

El objetivo del estudio se centra en el análisis del modo en que se transmitieron y transmiten las prácticas bilingües en una familia de cuatro generaciones: CASO A y B) todas las generaciones son bilingües en algún grado; CASO C) la primera generación era monolingüe guaraní (bisabuela) y la cuarta generación es monolingüe castellano.

El diseño metodológico propuesto pretende ajustarse a las características sociolingüistas descriptas en las investigaciones precedentes; por tanto, las entrevistas suponen que un miembro joven de la familia participa cómo investigador/a “nativo”. Se previeron la realización de dos encuentros con las familias, luego del primero se produce un primer análisis del material que será presentado a las familias en la segunda instancia de entrevista para su validación y profundización de la indagación.

Se describe en esta presentación el diseño de las entrevistas, los primeros encuentros con los tres grupos familiares y los diseños de análisis con los cuales se trabaja el material para la preparación del segundo encuentro con los grupos familiares. Asimismo se ponen a consideración las dificultades, así como las posibilidades metodológicas, que supone incorporar a uno de los miembros de la familia como investigador “nativo” en colaboración con otros investigadores.

Palabras claves: transmisión intergeneracional – bilingüismo guaraní castellano – grupos familiares – investigación en colaboración.

 

 

 

 

 

 

 

 

MELHORAR A QUALIDADE DOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS ACADÊMICOS: A INVESTIGAÇÃO COLABORATIVA

 

Wilmar da Rocha D’Angelis (UNICAMP)

Nas últimas duas décadas tenho participado, como linguista, de diversas ações relacionadas a formação de professores indígenas, e em particular os da etnia Kaingang. No caso dessa etnia, tenho atuado: (i) como linguista consultor da escola da Terra Indígena Inhacorá, no Rio Grande do Sul, entre 1998 e 2002; (ii) como docente responsável pelas disciplinas “Língua Materna” e “Sociolinguística” no Curso Vãfy de formação de (mais de 80) professores em Magistério (Ensino Médio), no Rio Grande do Sul, entre 2001 e 2006; (iii) como docente no curso “Ênfase” em 2007 e 2008, com jovens formados ou formandos em Magistério (Ensino Médio); (iv) como coordenador e linguista do Projeto de Revitalização do Kaingang Paulista, de 2013 aos días atuais. Destaque-se que, em todas essas ações, fui convidado (em i e iv) ou indicado pelos próprios indígenas (em ii e iii). E em todas essas ações tenho experimentado a prática da pesquisa colaborativa com os falantes nativos da língua, ao mesmo tempo em que se promove a capacitação de professores indígenas como pesquisadores nativos. A presente comunicação ressalta os ganhos éticos e científicos que se tem com esse tipo de colaboração, exemplificando com a “descoberta” de uma categoria gramatical de gênero em Kaingang.    

Palavras-chave: pesquisa colaborativa; língua kaingang; pesquisadores nativos.

 

 

Actitudes, memorias e ideologias lingüísticas

 

 

ACTITUDES LINGÜÍSTICAS HACIA LAS VARIEDADES DEL ESPAÑOL BOLIVIANO Y ARGENTINO EN UN ASENTAMIENTO AL SUR DE LA CIUDAD DE  CÓRDOBA

Ana Julia Gonzalez. Universidad Nacional de Córdoba. Facultad de Filosofía y Humanidades

En las últimas décadas, el fenómeno demográfico de las migraciones regionales ha aportado a la construcción de nuevos espacios de interacción social en el que poblaciones inmigrantes y  nacionales que forman parte de un sector laboral y económico vulnerable entran en contacto.

La investigación propuesta  tiene como objetivo estudiar las actitudes lingüísticas y los procesos de estereotipación en torno a la variedad del español boliviano y el español argentino en un asentamiento ubicado al sur de la ciudad de Córdoba; atendiendo a las percepciones lingüísticas y sociales que los residentes argentinos tienen con respecto a los residentes de origen boliviano en el marco de los procesos sociales que sustentan la relación lengua- sociedad.

El marco teórico parte de los supuestos de la Sociolingüística, la Sociología del Lenguaje y algunos aspectos de la Sociología relacionados a la definición de actitudes lingüísticas, prejuicios y estereotipos. También se incorpora la mirada desde la etnografía del habla para comprender la relación entre los sistemas culturales del asentamiento y el lenguaje y llegar a una distinción entre creencias, actitudes y valoresen la comunidad. Esta investigación se desarrolla en el marco del programa de investigación “Prejuicios lingüísticos: sentidos en conflicto” (CIFFYH- Escuela de Letras, Facultad de Filosofía y Humanidades, Universidad Nacional de Córdoba).

Para el aspecto metodológico, se diseñó un conjunto de instrumentos desde una perspectiva cualitativa. Se eligió trabajar con entrevistas profundas y la observación participante, tanto en eventos comunitarios como en las visitas a los entrevistados.  

Palabras claves: actitudes lingüísticas, estereotipos, inmigración, etnografía del habla.

 

 

 

OLVIDOS Y RECUERDOS EN TORNO AL 12 DE OCTUBRE

Cecilia Natalia Tallatta

Becaria doctoral UBA-CONICET

 

En la ponencia analizaremos la manera de construir la memoria acerca del 12 de octubre en una clase de 6º grado de nivel primario en una escuela estatal del conurbano bonaerense que se caracteriza por tener un gran porcentaje de alumnos migrantes (Paraguay, Perú y Bolivia). Partimos de un abordaje que enfoca las prácticas de memoria como acciones que piensan el pasado desde el presente (Rappaport 2005). En este sentido, consideramos especialmente relevante el cambio de paradigma que se llevó a cabo en la República Argentina en los últimos años y que modificó la manera de percibir y denominar la Conquista de América y la fecha en la que se conmemora ese hecho: el 12 de octubre. Desde el año 2010 y por un decreto presidencial, el antes denominado “Día de la Raza” pasó a ser el “Día del Respeto a la Diversidad Cultural”. De esta manera, en las instituciones escolares podemos encontrar una tensión entre el viejo y el nuevo paradigma que en muchas ocasiones termina construyendo “pliegues” (Deleuze 1987) que combinan en la superficie aspectos que se condicen con este proclamado respeto a la diversidad cultural pero que en su interior continúan reproduciendo representaciones desiguales acerca de los diferentes pueblos que conforman el territorio americano.

En este contexto amplio de la institución escolar, el objetivo del trabajo será enfocarnos en los propios alumnos como grupos tradicionalmente subordinados al ser concebidos por el sistema educativo como sujetos pasivos, receptores de conocimientos e incapaces de construir categorías propias (Popular Memory Group 1982). De esta manera, en el espacio aúlico se cruzarán las trayectorias del docente con las de los diferentes estudiantes, algunos de los cuales son hablantes bilingües guaraní-castellano, y en esa intersección podremos problematizar la memoria resultante del “Día de la diversidad cultural” como una memoria heterogénea y negociada (Grossberg 1992; Massey 2005) en la que intentaremos identificar e interpretar olvidos y recuerdos.

 

 

 

 

 

LÍNGUA E CULTURA POMERANA: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS, MEMÓRIA E SILENCIAMENTO

Prof. Dr. Carmo Thum/IE/FURG

Profa. Marcia Kovalski Ücker -SMED

 

Analisar a questão dos Povos e Comunidades Tradicionais, especificamente o caso dos Pomeranos do Brasil, quanto ao uso da língua materna no cotidiano da cultura. Dados derivados de pesquisa, cotejados a partir de uma análise contextualizada do modo de vida, o mundo camponês e as implicações do uso da língua e suas representações simbólicas no espaço. Analisa dados de realidade de dois municípios do RS, localizados na Serra dos Tapes, explicitando cenários da paisagem cultural e do uso da língua, bem como da condição camponesa dos pomeranos a partir do caso local, problematizando a questão no contexto nacional a partir de bibliografia pesquisada. Das Políticas Linguísticas e das demandas locais; Aspectos direitos linguísticos em panorama internacional. O cenário das lutas por direitos linguísticos, de ensino e de uso público. O Povo Tradicional Pomerano, como povo camponês e como povo tradicional em processo de luta para a garantia de direitos, inclusive os de políticas linguísticas que atendam a sua especificidade.

Palavras-Chave: cultura pomerana, contexto local, políticas linguísticas, Povos e Comunidades Tradicionais.

 

 

EDUCACIÓN INTERCULTURAL. ENTRE PRÁCTICAS ESCOLARES E IDENTIDADES SOCIALES

Rita Allica. UNaM

 

Desde hace diez años, en el ámbito del Ministerio de Educación de la provincia de Misiones- Argentina, se ha implementado un Programa educativo destinado a la población indígena. La Ley de Educación Nacional Nº 20.206 crea la Modalidad de Educación Intercultural Bilingüe. A partir  del año 2008 dicho programa se ha tranformado en el Área de la Modalidad de Educación Intercultural Bilingüe.

En la provincia de Misiones existen cincuenta y nueve (59) unidades educativas pertenecientes a la Modalidad de Educación Intercultural Bilingüe.

En estas escuelas circulan representaciones relacionadas a las lenguas habladas en la escuela, a la educación asi como a la interculturalidad; representaciones y prácticas relacionadas tanto con los modelos educativos propios de las comunidades de origen de los estudiantes como de la escuela como institución.

En este trabajo nos interesa reflexionar en particular sobre las concepciones sobre las lenguas e interculturalidad que conviven en el ámbito de estas escuelas, según son expuestos en los diferentes proyectos y prácticas desarrolladas de las mismas.

Palabras claves: Interculturalidad-escolarización-lenguas-educación intercultural bilingüe.

 

 

 

 

 

 

 

TRAYECTORIA ÉTNICA Y DIVERSIDAD DIACLECTAL DE FAMILIAS RUTENO DESCENDIENTES EN ARGENTINA

 

Nancy Rutyna. Prof./Lic. en Ciencias Antropológicas. Maestranda de Antropología Social. Doctoranda en Lingüística. Facultad de Filosofía y Letras Universidad de Buenos Aires CONICET.

 

El presente escrito constituye un acercamiento al conocimiento de la trayectoria étnico-migratoria de campesinos rutenos a la Argentina a partir de 1897,siguiendo el devenir de las familias descendientes que las ha establecido en distintas localidades del país.

El mismo pretende particularizar desde una mirada etnográfica y socio-lingüística tres aspectos:

1-     La trayectoria emigratoria de estos grupos sociales desde sus territorios de origen y migración local en busca de perspectivas de inserción laboral (especialmente agrícola) de mayor productividad;

2-     La configuración de identidades complejas dado que los procesos mencionados produjeron como emergentes familias multiculturales y, asimismo, pluridialectales;

3-     Las formas y los usos dialectales, cuyas transformaciones lingüísticas fueron atravesadas por diversas y sucesivas estructuraciones de nacionalismos de origen y también locales.

Aún cuando las familias ruteno-migrantes hayan seguido reproduciendo ciertas costumbres y rituales sociales, los usos dialectales ruteno-rusinos fueron progresivamente abandonados o negados a los descendientes pensando que ello era beneficioso para ellos, especialmente en pos de su inserción socio-educativa y laboral en los nuevos contextos.

Esta decisión de no enseñar a sus hijos el idioma porque suponían que el conocimiento apropiado del castellano les iba a evitar procesos de estigmatización étnica, trajo aparejada la pérdida de la lengua de origen. En particular en un momento histórico de la Argentina en donde prevalecía la necesidad de erigir al español como única lengua de la identidad nacional por la conformación del Estado argentino; y acompañada de la ideología lingüística del desprecio hacia otras lenguas (que no fueran el español, francés, inglés o alemán).

El presente escrito tratará entonces de relacionar los procesos históricos (movimientos migratorios) con la etnicidad e ideologías lingüísticas (del Estado y de los propios hablantes),en pos dedetectar los mecanismos de recuperación de los saberes lingüísticos como forma de resistencia cultural a través del paso del tiempo y la diversidad de espacios.

 

 

 

 

 

 

 

Revitalización lingüística, Identidades y Autoadscripción

 

 

LÉXICO, REVITALIZAÇÃO E DIVERSIDADE LINGÜÍSTICA

 

Francisco Vanderlei Ferreira da Costa. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

 

As posturas adotadas pela sociedade brasileira para uso do português não formal têm sido acompanhadas por atitudes preconceituosas. No que tange às comunidades indígenas, esse preconceito atinge tanto a variedade do português usado quanto os enxertos da língua indígena que aparecem nesta variedade do português.  Para as comunidades indígenas no Nordeste do Brasil, consideradas desprovidas de língua indígena, não foi diferente. Usar as línguas nativas não representava prestigio, além disso, significava problema para a integração, objetivo maior na política indígena em voga. Contudo, com o processo de revitalização linguística, as comunidades indígenas, da citada região brasileira, assumiram fortemente uma posição de manutenção e recuperação de suas línguas, trazendo com isso uma nova política de uso linguístico. Protegidos pela legislação, a qual não converge mais para a integração, cada vez mais, léxicos das línguas indígenas estão sendo inseridos na língua portuguesa, atividade que acontece em paralelo com o processo de revitalização da língua indígena. Esse processo de uso do léxico da língua da comunidade representa valorização e fortalecimento da língua do grupo e, ao mesmo tempo, propicia a veiculação de diversas variedades do português, perpassadas pelos léxicos indígenas. Esse processo logicamente não é novo, mas está assumindo uma nova função para as comunidades, ou seja, motiva a visibilidade da língua indígena e mostra uma reação ao português singular pregado por instituições de ensino. Este trabalho discutirá as perspectivas desse movimento, o qual coloca a língua indígena como propulsora de mudanças, para si e para a língua portuguesa.

Palavras-chave: léxico, revitalização, variação linguística, comunidades indígenas

 

 

REFORÇANDO OS LAÇOS ANCESTRAIS: REVITALIZAÇÃO LINGÜÍSTICA KAINGANG E NHANDEWA,EM SÃO PAULO.

 

JuracildaVeiga. Fundação Nacional do Índio (Funai)

                                                                                 

O trabalho se propõem a apresentar a experiência de ação coletiva que vêmsendo realizada comduas etnias: os Kaingang(famíliaJê)e os GuaraniNhandewa (família Tupi-Guarani), no Estado de Sao Paulo, Brasil, por uma parceria entre as comunidades indígenas, a Fundação Nacional do Índio, a ong Kamuri, e a Universidade Estadual de Campinas (Grupo de PesquisaIndiomas).

Os trabalhos comesses dois grupos nasceram de pedidos das comunidades à Universidade, por ferramentas linguísticasa serem utilizadas no ensino da língua indígena com suas crianças: no caso dos Kaingang Paulistas, a produção de um Dicionário Escolar, e no caso dos Nhandewa, uma Gramática Pedagógica e um site em linguanhandewa.

A experiênciacom os Kaingang reúne os professores de duas comunidades (somando 15 pessoas). Jácomos Nhandewa, inicio uemumacomunidade de 100 pessoas aproximadamente,reunindo 12 professores, e posteriormente se estendeua comunidades litorâneas do Estado, atingindoquatroaldeias (em torno de 150 pessoas, sendo 20 professores).

A experiência –que está maisadiantada entre os Nhandewa– tem se mostrado muitoprodutiva pela possibilidade de reunir os falantes, os professores, os linguistas e, no caso nhandewa, tambémalunos. A reflexão sobre a própria língua indígena os faz perceberem que elaé tão rica nos seus processos quanto a língua majoritária. Mais que isso, descobrimos juntos que só através dela eles conseguemacessar o mundo e a cultura dosseusancestrais e,comisso, refazerlaços e lealdades com sua própria cultura, recuperando a auto-estima e o orgulho étnico.

Palavras-chave: línguasminoritárias; instrumentos de aprendizadolingüístico;práticas de fala pluri/bilíngues.

 

 

LIBRAS: A CONSTITUIÇÃO DE UM TERRITÓRIO LINGUÍSTICO

 

Maria Izabel dos Santos Garcia. Doutora/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Profa Adjunta/UFF (Universidade Federal Fluminense)

 

Cresce nos últimos anos o número de pesquisas em torno dos processos psicológicos e lingüísticos das pessoas surdas. As primeiras pesquisas, com destaque para as de Willian Stockoe e Ursula Bellugi, orientaram-se no sentido de assegurar às línguas de sinais um status linguístico e apontar para o seu papel decisivo na educação de surdos. Em 1965, surge a primeira edição do Dictionary of American Sign Language, considerado o primeiro dicionário de língua de sinais editado no mundo. Trabalhos posteriores têm abordado questões mais específicas centradas nos processos gramaticais, na utilização dos classificadores – espécie de morfemas que existem tanto nas línguas de modalidade gestual-visual como na áudio-oral  – como marcas sintáticas. É, entretanto, necessário observar que os estudos sobre as gramáticas das línguas de sinais são ainda recentes e carecem de um sistema de notação linguística que consiga apreender a dinâmica e a tridimensionalidade presentes nessa modalidade linguística. É oportuno esclarecer que a língua de sinais, como outros sistemas linguísticos, não é universal, homogênea ou igual em todos os países. Uma constatação desse fato pode ser encontrada, por exemplo, na comparação entre os dicionários americano e britânico de língua de sinais. E mesmo em um país, tal como as línguas de modalidade áudio-oral, as línguas de sinais (ou de modalidade gestual-visual) apresentam variações dialetais entre os usuários de diferentes regiões geográficas. Atualmente muitas são as línguas de sinais que vêm sendo sistematicamente estudadas. Dentre elas a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Para a maioria dos estudiosos toda língua deve ser respeitada enquanto tal e segundo suas próprias regras de construção e realização. As línguas de sinais são tão ricas quanto qualquer outra e pode expressar qualquer tipo de pensamento ou sentimento. Por ser facilmente aprendida pelo surdo, o uso da língua de sinais na escola pelo professor evita atrasos desnecessários no cumprimento do currículo escolar. Por meio dela, o professor pode realizar efetivamente seu papel pedagógico deixando ao fonoaudiólogo (ou logoterapeuta) a função de trabalhar a vocalização dos sons da língua áudio-oral. Ao focalizar as condições sociais concretas de instauração da comunicação, Bourdieu ressalta que a língua – por ele considerada como “capital cultural”  – mantém, no interior do grupo, uma relação de “força simbólica” determinada pela estrutura do grupo social em que ocorre esta comunicação, ou melhor, pelas relações que existem entre seus membros. A língua, qual seja, é um instrumento com condições de barganha social. Tem poder de hierarquizar relações sociais. No Brasil, ainda existem várias querelas nesse território linguístico e a oficialização da LIBRAS está muito longe de minimizar esse fenômeno em meio às comunidades de surdos. Se é que se pode falar que essa disputa seja algo a se superar quando se trata da comunicação humana.

Palavras-Chave: LIBRAS, língua, surdos.

 

 

“ENTIENDO PERO NO HABLO”: LA POSICIÓN DE UNA INVESTIGADORA QUE SE FUE DESCUBRIENDO COMO BILINGÜE

 

Conde María Florencia. Facultad de Humanidades - Universidad Nacional del Nordeste

En esta ponencia presentaré una revisión de mi posición como investigadora en el desarrollo de una beca de investigación de pre-grado de la Secretaría General de Ciencia y Técnica de la UNNE. Dicho estudio ha intentado reconstruir la historia institucional de una escuela rural del interior de la provincia de Corrientes-Argentina, intentando identificar los usos del guaraní y el castellano en los diferentes momentos históricos.

Un aspecto considerado relevante para el estudio fue el proceso de revisión de mi posición en el campo respecto de mi objeto de indagación: el guaraní. Para ello fue necesario una reconstrucción de los sentidos y significaciones de la lengua en mi historia personal y escolar, los cuales atravesaron mi estadía en el campo y mi elección profesional actual. Para esta revisión consideré pertinente recuperar del campo de la antropología el concepto de reflexividad (Bourdieu; Guber), considerando a este proceso analítico similar al del análisis de la implicación, propio del análisis institucional (Lourau; Fernández).

En este proceso de revisión me fui reconociendo como hablante también de guaraní, tomando conciencia de que mi vinculación con el objeto era mucho mayor de la que creí inicialmente y que mi posición en el campo era la de una nativa más. Todo esto me enfrentó al desafío de iniciar un proceso de extrañamiento que me posibilite asumir estos aspectos de reflexividad como necesarios para la construcción del objeto de conocimiento y para la complejización de los procesos que estudiamos.

Palabras Claves: reflexividad, implicación, guaraní.

 

 

A AUTOIDENTIFICAÇÃO E A LÍNGUA MUNDURUKU: QUEM PODE OU NÃO SER CONSIDERADO ÍNDIO NO OESTE PARAENSE

 

Sâmela Ramos da Silva

Universidade Federal do Amapá

 

Este trabalho apresenta uma pesquisa de cunho etnográfico que pretende visibilizar e refletir sobre o esforço linguístico ao se reaprender uma língua indígena como parte de um processo de autoidentificação do povo Munduruku, assim como discutir os fatores e condições que desencadearam esse fenômeno. Ao fim da década de 90, concretizou-se entre eles um processo de reconstrução da identidade étnica, considerada extinta. Assim, como aporte teórico, utilizamos os estudos pós-coloniais (MIGNOLO, 2003; QUIJANO, 2005), além de questões a respeito das noções de língua e regimes metadiscursivos, para enfatizar a necessidade de desinvenção e reconstituição de concepções de língua (PENNYCOOK & MAKONI, 2007; OLIVEIRA & PINTO, 2011). Nosso corpus é composto por textos de observação, gravações de diálogos e interações em grupo, resultado de uma construção mútua entre pesquisadora e participantes. Segundo Oliveira e Pinto (2011), devemos avaliar o papel da colonialidade do poder/saber na produção epistêmica da linguagem, por isso compreendemos a violência epistêmica a qual são vítimas os Munduruku, ao terem sua identidade contestada pela ausência de língua indígena. A própria Constituição de 1988, também reflete tais concepções, no qual ter direito a sua língua é “tenha uma língua diferente do português para que eu te reconheça como indígena” (OLIVEIRA & PINTO, 2011, p. 329). No entanto, essa reafirmação identitária dialoga e negocia com essas “amarras” impostas pela sociedade nacional, pois mesmo que utilize um construto hegemônico, a saber, a língua, este conceito parte de um processo de apropriação e ressignificação por parte dos indígenas.

Palavras-chave: Autoidentificação. Língua. Identidade. Munduruku. Colonialidade.

 

 

LEGITIMIDAD E IDENTIDAD EN LOS USOS DE LAS LENGUAS ENTRE LOS GRUPOS GITANOS/ROMANÍES

Matías Domínguez. Universidad de Buenos Aires –Facultad de Filosofía y Letras

 

El objetivo de la presente ponencia es analizar la relación que tienen los diferentes grupos gitanos/romaníes en referencia a los usos de sus lenguas, las diferencias internas y la vinculación de las mismas con conceptualizaciones de legitimidad y adscripción identitaria, Para esto se articularán dos ejes: las prácticas lingüísticas presentes en el contexto de los movimientos de unificación gitana a nivel global, y los usos de las lenguas en la interacción local dentro y entre los distintos grupos presentes en Buenos Aires y con respecto a la sociedad mayor hegemónica. 

Palabras claves: romaní, calé, gitanos